Galeria de Fotos

Extraordinária festa de leigos da Diocese de Erexim na solenidade de Cristo Rei

O CTG Sentinela da Querência acolheu em torno de 1.400 leigos e leigas das 30 Paróquias da Diocese de Erexim, com o Bispo, 35 padres, 5 diáconos, seminaristas e religiosos na tarde deste último domingo de novembro, 25, e último do ano litúrgico, solenidade de Cristo Rei no encontro que marcou o final do Ano Nacional do Laicato. Foi uma extraordinária festa de leigos, que, como disse Dom José no final da celebração, ficará para a história. Foi um evento preparado, coordenado e conduzido pela Comissão Diocesana de leigos quem se reunindo periodicamente desde setembro do ano passado.

Ao chegarem à porta do CTG, as pessoas se sentiam cativadas pela acolhida calorosa de voluntários entregando um lenço para cada uma com a logomarca do Ano Nacional do Laicato e outras acenando com balões e os mascotes “leiguita” e “leiguito” esbanjando simpatia. No salão, cantos vibrantes animados pelo Pe. José Carlos Sala e equipe, criando clima de festa.

O encontro, além desta acolhida contagiante com cantos de animação na chegada das caravanas, teve três momentos: a apresentação dos rostos do laicato na Diocese de Erexim, com narrações, cantos, coreografias e símbolos; apresentação musical e motivacional com grupo de leigos maristas de Porto Alegre e a celebração da Missa, presidida por Dom José Gislon.

A presença e a ação dos leigos e leigas na Diocese de Erexim

A primeira parte do encontro de leigos iniciou recordando que a fé cristã que reunia a todos começou com Abraão, culmina em Jesus Cristo e se prolonga na história pela ação da Igreja. Ela chegou a esta região há um pouco mais de cem anos apenas. Há mais de 300 anos, indígenas viviam por estas terras. Depois, a região foi refúgio de fugitivos de revoluções e da polícia. Em 1908, o Presidente do Estado do Rio Grand do Sul criou a Comissão de Terras para a colonização da região, com sede em Getúlio Vargas que se chamava Erechim. Fator preponderante para a chegada de colonos a diversas localidades do atual Alto Uruguai foi a estrada de ferro, cuja estação de Erechim foi inaugurada em 1910. Na sua maioria, os que chegavam eram de forte religiosidade. Ao se estabelecerem aqui, definiam um local para colocar uma cruz e aí se reunirem para a oração do terço aos domingos. Não demorava, construíam um capitel. Mais tarde uma igreja maior, que, posteriormente se tornava a igreja da sede de uma paróquia. E assim surgiu a primeira quase paróquia ou Curato, de Getúlio Vargas, criado em 25 de outubro de 1911 e, sucessivamente, as outras. O crescimento das Paróquias com suas respectivas comunidades, possibilitou a Igreja criar a atual Diocese de Erexim.

Estes dados históricos e a presença e atuação dos leigos desde as primeiras comunidades até as atuais foram representados de diversas formas, numa narração vibrante e dinâmica envolvente que envolveram e encantaram a todos. Uma mini máquina do trem e mini vagões rodaram no palco. Um capitel e a atual igreja de Getúlio Vargas foram apresentados em miniatura, com a Invernada Juvenil do CTG Tropilha Crioula daquela cidade apresentando canções, especialmente uma oração à Virgem Maria Imaculada Conceição, padroeira da Paróquia. Representantes das pastorais, dos movimentos e serviços de Igreja, com símbolos, cartazes e balões expressaram o engajamento dos leigos na vida da Igreja e sua presença cristã na sociedade.

Leigos cantando, refletindo e dando depoimentos com leigos

No segundo momento da festa do laicato na Diocese de Erexim, os cinco integrantes da Banda de leigos maristas de Porto Alegre alternaram cantos de caráter evangelizador, de motivação para a presença transformadora do cristão leigo na sociedade, da tradição gaúcha e outros com reflexões e depoimentos de sua própria vida. Acentuaram o protagonismo dos leigos e leigas, que só acontece com autenticidade, coerência e outros princípios éticos e morais fundamentais, profunda espiritualidade encarnada na vida concreta, formação permanente, disponibilidade para servir sempre e a todos, colocando os próprios dons a serviço da família, da comunidade e da sociedade. Concluíram a apresentação com uma oração à Virgem Maria, cuja imagem foi entronizada pelo grupo de anjinhos da Boa Mãe da comunidade São Marcelino Champagnat de Getúlio Vargas, coordenado por Reni Giaretta Oleksinski.

Os integrantes do grupo, todos de Porto Alegre, são: Luís Alfonso Heckler, coordenador de pastoral do Colégio Marista Rosário; Marcelo Rodel, coordenador de turno do mesmo Colégio; Gustavo Balbinot, assessor de espiritualidade e patrimônio marista, canto e compositor; Edison Carlos Jardim de Oliveira, leigo marista da Família Champagnat, membro do Conselho Nacional do Laicato do Brasil pelo Regional Sul 3 e da Equipe de Partilha de Carismas da Conferência dos Religiosos do Brasil; Edson Moacir Schirmer, também leigo marista de Champagnat, assessor da Comissão de Vida Consagrada e Laicato Maristas e coordenador do Movimento Champagnat da Família Marista da Província Brasil Sul-Amazônia.

A celebração eucarística na culminância da festa do laicato

No clima alegre e vibrante do encontro de leigos, Dom José presidiu a missa, concelebrada pelos 35 padres participantes do encontro.

No canto do glória, representantes das 30 paróquias levaram até a frente do altar a capelinha da Sagrada Família, recebida no dia da Solenidade de Cristo Rei, dia 26 de novembro do ano passado, na Catedral São José, na abertura do Ano Nacional do Laicato na Diocese de Erexim.

Na saudação inicial de sua homilia, Dom José ressaltou o empenho da Comissão Diocesana de Leigos na animação do ao a eles dedicado, com o acompanhamento constante do Pe. Maicon Malacarne, coordenador diocesano de pastoral. Depois, referiu-se à solenidade do dia, Cristo Rei do Universo, na qual a Igreja Católica no Brasil vive o Dia dos Leigos e Leigas, conclui o Ano Nacional do Laicato e inicia a Campanha para a Evangelização. Expressou reconhecimento aos leigos e leigas, que, na Igreja comunidade de fé, dão testemunho de Cristo, vivendo o batismo, um discipulado de amor serviço a Ele, no serviço aos irmãos e irmãs na comunidade. Ressaltou a realeza e o reinado de Cristo, que não se definem pelos critérios do mundo, mas pelos do Evangelho. De sua realeza, participam todos os batizados. Lembrou aspectos da missão do leigo e exortou a todos a pedir a graça de não hesitar quando o Espírito exige um passo à frente e a coragem apostólica de comunidade o Evangelho aos outros.

 No final da missa, Pe. Maicon enalteceu a atuação da Comissão Diocesana de Leigos, ressaltando que o encontro foi todo planejado e preparado por ela, num verdadeiro testemunho de organização e participação dos leigos na Igreja. Reforçou o desafio de todos estarem engajados em suas respectivas comunidades. Agradeceu efusivamente à direção e colaboradores do CTG Sentinela da Querência, pela disponibilidade e prontidão com que abriram as portas para o evento que estava programado para outro local, mas que de última hora precisou ser transferido. Observou ainda que o encontro do dia não era o final do Ano do Laicato, mas um momento forte, que deve impulsionar e fortalecer a caminhada dos leigos e leigas na Diocese.

Dom José endossou os agradecimentos do Pe. Maicon e manifestou a ele também sua gratidão pelo trabalho desenvolvido na Comissão de Leigos e na dinamização do Ano do Laicato. Ressaltou a presença das crianças no encontro e solicitou que todos, ao retornarem para suas casas e comunidades, transmitissem seu abraço e sua bênção.

-----------------------------.

Íntegra da homilia do Bispo

Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo

Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas

Conclusão do Ano Nacional do Laicato (25/11/2018)

Com alegria e carinho, saúdo o Coordenador Diocesano de Pastoral, Pe. Maicon Malacarne, que animou e incentivou a Comissão Diocesana de Leigos neste ano a eles dedicado; nele, dirijo minha saudação a todos os padres e diáconos presentes, como também (às religiosas), aos ministros e ministras; com admiração e reconhecimento, saúdo os membros da Comissão Diocesana de Leigos que tanto se empenhou para dinamizar o Ano Nacional do Laicato em nossa Diocese e neles vai também minha saudação às delegações paroquiais participantes deste evento diocesano; minha saudação igualmente à direção e aos servidores deste CTG Sentinela da Querência que acolhe diversos eventos de nossa Diocese.

Queridos irmãos e irmãs, estamos encerrando o ciclo do Ano Litúrgico, no qual nos foi concedido meditar novamente o mistério de Cristo e nos preparamos para viver um novo Advento. A Igreja comunidade de fé, através da liturgia, nos pede para direcionarmos o olhar do nosso coração “àquele que nos ama e nos libertou dos nossos pecados com o seu sangue, que fez de nós um reino de sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder nos séculos dos séculos. Amém” (Ap 1,5-6).

Com alegria e esperança, a Igreja reúne seus filhos e filhas para celebrar neste domingo a Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo. E o fazemos, trazendo nos lábios um hino de gratidão a Deus, neste Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas – que marca também a conclusão do Ano Nacional do Laicato e o início da Campanha para a Evangelização.

É oportunidade para manifestarmos a Deus a nossa gratidão por ter enviado ao mundo seu Filho Jesus, que veio para servir e não para ser servido. Reina nos corações daqueles que se deixam tocar pela sua ternura e compaixão. Com amor e misericórdia, aproximou-se dos doentes e leprosos, dos pobres e excluídos que estavam à beira do caminho. Manifestou compaixão pelos pecadores e ofereceu a todos a oportunidade de salvação, pelo perdão dos pecados, reconciliação e conversão de vida.

Nesta Solenidade, como Igreja Diocesana, expressamos o nosso reconhecimento aos nossos queridos irmãos e irmãs leigos e leigas, que, na Igreja comunidade de fé, dão testemunho do Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Testemunham, vivendo o batismo, um discipulado de amor serviço ao Senhor, no serviço aos irmãos e irmãs nas comunidades. 

A liturgia nos faz contemplar o mistério do reino de Deus que se revela em Jesus de Nazaré, o qual, diante de Pilatos, declara com solenidade: “Eu sou rei” (Jo 18,37). Na medida em que cada um de nós se mostra capaz de acolher a lógica do Evangelho, participa desta mesma realeza. Mas qual é o segredo do rei, poderemos nos perguntar? Uma resposta possível, podemos encontrar na oração inicial da missa de hoje: “Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado filho, Rei do universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente”.

O “segredo do Rei” (Tb 12,7) é o mistério da liberdade que produz uma modalidade de relação na qual não há “servidores” (Jo 18,36), mas somente “amigos” (Jo 15,15). O segredo do Rei, não é um reinado político, como esperavam alguns dos apóstolos e outras pessoas que O seguiam nas estradas da Palestina.

A realeza do Senhor Jesus é aquela da qual participam todos os que são lavados pela água do Batismo e ungidos pelo Crisma. A realeza da qual fomos investidos através do nosso Batismo não significa ter privilégios, mas sermos livres das raízes do egoísmo que gera o pecado. Cristo é a “testemunha fiel” daquele dinamismo de libertação do medo que é o trabalho cotidiano de todo discípulo. “Libertados”, nos tornamos livres para amar como Cristo amou.

Diante de Pilatos se confrontam duas lógicas opostas: o egoísmo e o amor, o poder e o serviço, a escravidão e a liberdade. Sob a cruz, onde a Mãe e o discípulo amado sabem permanecer perseverantes no amor até o fim, não precisaram “combater” (Jo 18,36) para defender Jesus, mas O sustentaram com a presença silenciosa, como Aarão e Hur sustentaram os braços de Moisés enquanto o povo combatia contra Amalec, guiado por Josué (Ex 17,10).

Em toda a sua ação no mundo, é necessário que o cristão saiba discernir as condições em que se encontra e a busca dos meios mais coerentes e eficazes de agir... Conhecer bem onde, quando e como agir, com a sabedoria do discípulo de Jesus Cristo, caminho, verdade e vida (Jo 14,6), é compromisso de cada um dos que se dispõem a seguir o Mestre (CNBB, Doc. 105, n. 245).

Os cristãos, leigos e leigas, são chamados a testemunhar a sua fé inseridos no mundo, ensinava São João Paulo II. E o Reino de Deus é o horizonte maior e a reserva inesgotável de justiça e de fraternidade que orienta a ação transformadora dos cristãos no mundo; reserva que nenhuma situação histórica poderá esgotar e que anima cada geração a buscar as condições mais adequadas para a convivência de todos os filhos de Deus. Por essa razão, torna-se possível falar sempre em transformação do mundo e da Igreja.

A força do Reino coloca todo sujeito eclesial em postura ativa; em atitude de prontidão para o serviço, buscando as formas concretas em que o amor afaste o ódio, o diálogo vença os antagonismos, a solidariedade supere os isolamentos, a justiça suplante as injustiças, para que se estabeleça no mundo a civilização do amor e da paz, que São Paulo VI indicou como ideal que deve inspirar a vida cultural, social, política e econômica do nosso tempo (CNBB, Doc. 105, n. 247).

Queridos irmãos e irmãs, os profetas anunciavam o tempo de Jesus, que estamos vivendo, como uma revelação de alegria: “grita de alegria”, proclama Isaías (Is 12,6). Maria que soube descobrir a novidade trazida por Jesus, cantava: “o meu espírito se alegra em Deus, meu  Salvador” (Lc 1,47) e o próprio Jesus “exultou no Espírito Santo” (Lc 10,21). Por onde Ele passava, “a multidão inteira se alegrava” (Lc 13,17).

Há momentos difíceis, tempos de cruz, mas nada pode destruir a alegria sobrenatural, que ilumina o coração e a missão dos discípulos do Senhor, que sabem se adaptar às transformações do mundo, e continuam sendo sempre um feixe de luz, que ilumina e aponta o caminho, mesmo nos momentos de trevas e incertezas. A fé, lhes dá a certeza de que são amados pelo Pai, e esta segurança interior lhes dá uma serenidade cheia de esperança, para continuar a missão de anunciar e testemunhar o Reino de Deus em meio aos desafios e obstáculos do mundo.

Diante da graça redentora do Senhor, que nos renova com seu amor misericordioso, queremos elevar o nosso olhar para Jesus, para deixar que o fogo daquela compaixão, que o impelia fortemente a sair de si mesmo a fim de anunciar o amor do Pai, lançar em missão, enviar a curar e libertar, incendeie também o nosso coração, para vivermos com ardor a nossa missão de discípulos e discípulas do Senhor, sendo sal da terra e luz do mundo na nossa realidade eclesial e social.

Reconheçamos a nossa fragilidade, mas deixemos que Jesus a tome nas suas mãos e nos lance para a missão. Somos frágeis, mas portadores de um tesouro que nos faz grandes e pode tornar melhores e mais felizes aqueles que o recebem.

Peçamos ao Senhor a graça de não hesitar quando o Espírito  exige darmos um passo à frente; peçamos a coragem apostólica de comunicar o Evangelho aos outros e de renunciar a fazer da nossa vida um museu de recordações. Em qualquer situação, deixemos que o Espírito Santo nos faça contemplar a história na perspectiva de Jesus ressuscitado.

Assim a Igreja, em vez de cair cansada, poderá continuar em frente, acolhendo as surpresas do Senhor, levando a Boa Nova, como fez a jovem Maria de Nazaré, que acolheu o anúncio do anjo Gabriel e pôs-se a caminho para servir a Izabel, levando consigo, no seu seio, o Senhor da vida.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

---------------------------------.

 

Parte narrativa do primeiro momento – o rosto do laicato na Diocese de Erexim

Música o sopro (Pe. Zezinho) fumaça – bolha – saindo os dois narradores e o mascote do Ano do Laicato

LEIGUITO: “A sociedade humana em construção e a igreja em missão, contam com cristãos convictos da própria responsabilidade. Dispostos a acolher desafios. Alegres em abrir caminhos novos, na construção do Reino da verdade, da vida, da justiça, do amor e da paz.

ATO 1: narrador 1 e 2 que contassem uma história leve, da chegada das primeiras pessoas, do início das comunidades em torno da fé...

Anim. 1: Cada estágio do desenvolvimento humano é resultado de conquistas anteriores e do espírito empreendedor, da capacidade de pessoas e de grupos de inovar, de projetar o futuro, de buscar novas possibilidades.

Anim. 2: Quem só repete o passado não avança. Quem só olha para frente sem valer-se da experiência da história apenas sonha.

Anim. 1: O grande pensador latino, Cícero, dizia que a história é “mestra da vida”.

Anim. 2: Todo motorista precisa ter o olhar sempre atento para o que está pela frente, mas precisa também do espelho retrovisor, especialmente no momento de fazer alguma ultrapassagem.

Anim. 1: Na fé, celebramos a ação de Deus na história humana e projetamos nosso futuro.

 Anim. 2: “A fé cristã insere-se na longa história da SALVAÇÃO.

Anim. 1: Entende-se unicamente em relação a fatos históricos dos dois Testamentos.

Anim. 2: Tudo nasce com Abraão.

Anim. 1: O povo de Israel prepara a vinda do Messias.

Anim. 2: Jesus nasce para dentro da história.

Anim. 1: Seus discípulos entendem que devem continuar sua missão até o final dos tempos.

Anim. 2: A pessoa histórica de Jesus, a quem se procura seguir, ocupa o centro de tudo.”

  Anim. 1: O tratamento de saúde, a participação em Romarias, a comercialização de produtos e bens de consumo, a participação em reuniões, encontros e assembleias de organismos de classe ou movimentos populares fazem que muitas pessoas da região se desloquem de uma cidade a outra e muitas vezes convirjam para Erechim.

 Anim. 2: Muita gente, por isso mesmo, conhece bastante o panorama geográfico e social atual da região.

Anim. 1: Mas como era essa região há 50, há 70 ou mais anos?

Anim. 2: A partir de quando e por onde chegaram aqui os que trouxeram na bagagem a fé que passaram para nós?

Anim. 1: Antes deles não havia índios e outros habitantes por aqui?

Anim. 2: Sim, havia índios nessa região do Alto Uruguai há mais de 300 anos antes da chegada do branco.

Anim. 1: E antes da povoação branca propriamente dita ela era refúgio de fugitivos da Guerra dos Farrapos, da Revolução Federalista, da polícia, da justiça, de posseiros e de remanescentes de expedições bandeirantes.

Anim. 2: A fertilidade das terras e a estrada de ferro em construção atraía uma corrente de moradores de outros municípios. Tornava-se necessário regularizar o povoamento.

Anim. 1: Por isso, em 06 de outubro de 1908, o Presidente do Estado criou a Comissão de Terras para a colonização da nossa região.

Anim. 2: Ele criou a Colônia Erechim, com sede em Getúlio Vargas, que se chamava Erechim.

Anim. 1: Em 1909, foi lançado o marco inicial da atual Getúlio Vargas, na época Erechim.  

Anim. 2: Mas deve-se registrar a chegada de moradores a partir desse processo de colonização desencadeado pelo Estado em 1908.

(Enquanto se lia esse paragrafo abaixo, entraram as pessoas que representaram os primeiros a chegar...com seus meios de transportes, vestimentas, ferramentas, da época. – entra o trem com mais alguns, inclusive o padre e a freira.. – trem confeccionado com caixas de papelão)

Anim. 1: Com a chegada dessas pessoas, com a vinda do trem para a nossa região em 1910, também a fé por aqui desabrochou.

 Anim. 2: A maioria das pessoas que veio para esta região era de fé cristã, e em grande parte, católica.

Anim. 1: Uma das primeiras providências ao se estabelecerem era definir um local de encontro dominical para o terço, identificando-o, inicialmente, por uma cruz.

Anim. 2: Em seguida, construíam um capitel.

(Entrou alguém trazendo a capela de papelão; mais alguns trazendo a cruz, o terço, as imagens de santos...agruparam-se enquanto se ouvia uma parte da música “Cantiga por vovó” do padre Zezinho)

 Anim. 1: Em quase todos esses lugares foi construída uma igreja que hoje é a da sede de uma paróquia.

Anim. 2: Em 25 de outubro de 1911, foi criado o Curato com sede na atual cidade de Getúlio Vargas. Assim, tínhamos em nossa região, a primeira paróquia:

Juntos 1 e 2: Imaculada Conceição!

(nesse momento aconteceu a apresentação da construção da igreja – CTG)

 Anim. 2: Posteriormente, foram criadas as paróquias Nossa Senhora do Monte Claro em Áurea, em 1915, São José em Erechim e São Luiz Gonzaga em Gaurama, ambas em 1919, nossas paróquias centenárias!

 Anim. 1: Com elas, somos hoje uma rede de 30 paróquias em nossos 30 municípios da diocese, com quase 500 comunidades eclesiais de base. Em ordem de data de criação:

(Narradores relacionaram as paróquias, cujas igrejas da sede foram projetadas no telão e motivaram os representantes a se manifestarem  e ficarem de pé servindo como apresentação do público de todas as paroquias -  fundo musical com o hino do laicato)

Paróquia Imaculada Conceição em Getúlio Vargas

Paróquia Nossa Senhora do Monte Claro em Áurea

Paróquia Catedral São José em Erechim

Paróquia São Luiz Gonzaga em Gaurama

Paróquia Santa Ana em Carlos Gomes

Paróquia São João Batista em Marcelino Ramos

Paróquia Santa Isabel da Hungria em Três Arroios

Paróquia Sagrado Coração de Jesus em Viadutos

Paróquia Santo Antônio em Jacutinga

Paróquia Nossa Senhora Medianeira em Barra do Rio Azul

Paróquia Nossa Senhora do Rosário em Barão do Cotegipe

Paróquia Sagrado Coração de Jesus em Paulo Bento

Paróquia São Valentim em São Valentim.

Paróquia Nossa Senhora da Glória em Erval Grande

Paróquia São Caetano em Severiano de Almeida

Paróquia São Tiago em Aratiba

Paróquia Santa Teresinha em Estação

Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes em Campinas do Sul

Paróquia Nossa Senhora da Salete em Erechim

Paróquia São Pedro em Erechim

Paróquia São Francisco de Assis em Mariano Moro

Paróquia São Roque em Itatiba do Sul

Paróquia São Roque em Benjamin Constant do Sul

Paróquia São Pedro em Sede Dourado, Aratiba

Paróquia Nossa Senhora das Dores em Capo-Erê, Erechim

Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Entre Rios do Sul

Paróquia São Cristóvão em Erechim

Paróquia São Francisco em Erechim

Paróquia Santa Luzia em Erechim

Paróquia Nossa Senhora Aparecida em Erechim.

Juntos 1 e 2 Viva a nossa história! Viva o povo de Deus!

LEIGUITA: “A sociedade humana em construção, e a igreja em missão, contam com cristãos leigos convictos da própria responsabilidade. Dispostos a acolher desafios. Alegres em abrir caminhos novos, na busca pela verdade, justiça, amor e paz.”

ATO 2: Subiram ao palco estudantes, domésticas, políticos, economia, agricultores, da indústria, professores, médicos, enfermeiro, policiais, agentes penitenciários, garis desempregados, e outros, enquanto os animadores iam falando, as pessoas que representavam este ato iam subindo ao palco e se posicionando paradas.

Anim. 1:  Somos uma realidade fundada num só Senhor, numa só fé, num só Batismo.

Anim. 2: Somos povo sacerdotal!

Anim. 1: Com o passar dos anos, o mundo, assim como a Igreja, modificou suas fisionomias e dinâmicas.

Anim. 2: A produção e o consumo, as tecnologias e a comunicação, a cultura e as relações sociais estão planetariamente conectadas.

Anim. 1: As nossas vidas individuais, familiares, comunitárias, reproduzem cada vez mais os padrões mundiais.

Anim. 2: Contudo, cada vez mais fechados em nós mesmos, estamos dispensando os valores que afirmam os direitos dos outros, sobretudo dos mais fracos.

Anim. 1: Como Igreja, estamos inseridos nessa realidade como sinal de salvação do mundo, como servidores da humanidade.

Anim. 2: Nós, cristãos leigos e leigas, precisamos acolher nosso significado teológico e prático como sujeitos eclesiais conscientes, livres e ativos, atuantes na Igreja e no mundo, sem contrapor essas duas realidades.

Anim. 1: Nós constituímos a Igreja como sacramento do Reino de Deus no mundo.

Anim. 2: Somos chamados e chamadas a ser sinais portadores do Reino de Deus no mundo.

Anim. 1: O mundo é o lugar da nossa ação consciente, autônoma e criativa!

Anim. 2: Participamos da história humana como sinal de salvação pelo nosso testemunho e ação, como sujeitos que exercem sua missão como Igreja na sociedade.

(Enquanto se ouvia a música “Trabalhadores” do Pe. Zezinho... as pessoas já no palco iam encenando seus trabalhos... dançando... circulando...)

ATO 3:  Pessoas com camisetas, bandeiras das pastorais e movimentos e serviços da Igreja, capelinhas, terços, etc. iam entrando no palco e se posicionando junto às outras pessoas enquanto os animadores iam falando suas partes....

Anim. 1: Ser cristão é um modo de ser e uma atitude que exigem que cada um de nós, aqui reunidos, seja um sinal visível de Jesus Cristo, no lugar em que nos encontrarmos.

Anim. 2:  Somos sujeitos eclesiais à medida em que temos consciência de ser Igreja, e não somente de pertencer à Igreja.

Anim. 1: A Igreja vive hoje um clima de renovação nos propósitos e nas estratégias de evangelização.

Anim. 2: O Papa Francisco reafirma e nos convoca para a consciência de nossa pertença eclesial e de nossa missão na Igreja e no mundo.

Anim. 1: Não nos percamos no clericalismo que ainda nos persegue!

Anim. 2: Não nos fechemos em ações internas da Igreja!

Anim. 1: Deixemos o Espírito nos guiar em sua verdade!

(Musica “É o Espirito Santo de Deus” –Pe Zezinho)

LEIGUITO: Ser Leigo e leiga é participar ativamente na comunidade. É ser fermento, sal e luz!!!!

Anim. 2: A ação da Igreja tem um movimento irradiador.

Anim. 1: Pela força do Espírito, é direcionada para fora de si mesma como servidora do ser humano, testemunha do amor de Deus revelado em Jesus Cristo e sinal do Reino de Deus.

Anim. 2: A Igreja em saída é a Igreja da ação renovadora de si mesma, das pessoas e do mundo, em permanente estado de missão.

Anim. 1: Maria, a primeira missionária, precursora da história cristã através do seu “sim” a Deus.

Anim. 2: Mãe intercessora, nomeada padroeira de muitas paróquias da diocese, receba a homenagem dos nossos queridos jovens leigos e leigas que, usando sua jovialidade e criatividade, sua alegria e entusiasmo, seus dons e valores, evangelizam nos areópagos modernos.

Anim. 1 e 2: É a igreja fora da igreja! É a Igreja em saída!

   Anim. 1 e 2 juntos: Que o Espírito da comunhão favoreça o nosso entendimento e nos leve a servir, como Igreja, como Povo, como Povo de Deus!

LEIGUITA: Leigos e leigas, coloquem seus talentos a serviço da comunidade!!!