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Romeiros de Fátima rezam pela paz

O terço e a missa das 14h no Santuário foram presididos pelo Pe. Maximino Tiburski, administrador paroquial da Paróquia São Cristóvão, com dois diáconos, seminaristas e equipe daquela paróquia nesta segunda-feira, quarto dia da novena da Romaria, festa dos santos Anjos da Guarda.

Dentro do roteiro da novena, a celebração destacou a oração e o compromisso com a paz, conforme pedido de Maria em Fátima, há 100 anos.

Referindo-se à festa litúrgica do dia, os Anjos, mensageiros de Deus, portadores de suas mensagens e nossos protetores, Pe. Maximino iniciou sua homilia. Passou para as aparições de Fátima, há 100 anos, quando o mundo vivia situação dolorosa de dor e destruição da guerra mundial e Nossa Senhora, como mãe solidária com seu povo, trouxe mensagem de conforto e pediu a oração, especialmente do terço, para a paz. Ressaltou a importância e a força da oração para a paz, bem como atitudes simples para se construí-la, sem a qual não se vive dignamente. Para o Pe. Maximino, nossa realidade brasileira está marcada por muitos males que impedem a paz, a corrupção, o desrespeito, a destruição da natureza e de valores fundamentais. Sem mudança radical, não se terá a paz, que Cristo nos garantiu conforme o evangelho lido na missa e que, segundo São Paulo, na leitura, Ele trouxe por sua morte e ressurreição. Para seguirmos seus ensinamentos e termos sua paz, Cristo nos prometeu o Espírito Santo. Ele impulsiona a todos a atitudes de amor verdadeiro. Concluiu sua reflexão, ressaltando que Maria é a que melhor discípula de Cristo, seu Filho, sendo fiel a Ele até a cruz, junto à qual foi constituída nossa mãe. Ela é a mulher formada por Cristo que forma Cristo nas pessoas. Exortou a todos a espelhar-se nela.

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Íntegra da homilia do Pe. Maximino

Estimados romeiros, devotos de N.S. de Fátima. Que benção estarmos aqui, na casa da Mãe e celebrarmos com amor, fé e esperança nossa vida de filhos (as) em Maria e irmãos em Cristo.

   4º dia de nossa novena da grande romaria no Ano do Centenário de suas aparições em Fátima. Somos chamados a meditar sobre o tema: Fátima, oração e compromisso com a paz. Hoje 02 de outubro e o dia dos Santos Anjos da Guarda.

 Na história da Salvação, Deus confia aos anjos o encargo de nos proteger e a anuncia a boa nova da paz. Assim como aconteceu na vida de Nossa Senhora, o anjo do Senhor anunciou a Maria e ela concebeu do Espírito Santo. Eles também nos assistem em nossa caminhada.

   A cem anos em suas aparições em Fátima, Portugal, em plena guerra mundial, destruição, sofrimento, morte.

Ela solidária a seu povo que sofre, pede aos Pastorinhos que rezem o terço pela conversão e pela paz. Pede algo simples, mas de grande significado para a nossa vida.

Pede mudança de atitude aos poderes que fomentam a destruição da vida e a dignidade humana. Os conflitos grandes ou pequenos deixam um rastro de morte e abrem nas relações das pessoas uma ferida que muitas vezes nem o tempo consegue apagar.

   Meus irmãos, em nosso país, em nossa vida familiar e comunitária estamos vivendo a paz que Deus quer? Penso que não. Vivemos sim uma guerra fria, corrupção, desrespeito com o outro, falta de saúde, educação, desvalores..

 Isso precisa ser mudado, e a Mãe nos anima: “Não tenhais medo.” Rezemos  pela paz e pela conversão da sociedade em todas as suas dimensões.

   Por isso todos somos chamados, ou convocados ao compromisso de viver, e a construir a paz em nossas relações. Mesmo nas pequenas coisas. Sem ela não se vive dignamente.

   Vimos no evangelho de hoje que no momento em que Sua morte está para acontecer, Jesus fala de paz e alegria.

 Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz.  Não a dou a maneira do mundo. Não se perturbe nem se atemorize o vosso coração.

  Paz é a plena realização humana, ela só é possível se aquele que rege uma sociedade desumana for destituído de poder.

   Jesus com sua morte e ressurreição concretiza a paz. E todo martírio é participação nessa luta vitoriosa de Jesus, portanto causa de paz e alegria.

Ele nos chama a construção desse seu Reino. Pela ação do Seu Espírito.

   Afrima-nos: Não vos deixarei órfãos. Se me amais, guardareis os meus mandamentos e eu pedirei ao Pai e ele vos dará um outro defensor, o Paráclito, o Espírito Santo.

Ele permanecerá junto de vós e estará dentro de vós.  “Quem me ama, será amado por meu Pai”. Permanecei no meu amor. Repitam.

O Espírito Santo é a memória de Jesus que continua sempre viva e presente na comunidade.

Ele nos ajuda a manter e a interpretar a ação de Jesus em qualquer tempo e lugar. Leva a distinguirmos o que leva à vida ou à morte.

Desafia-nos a realizarmos novos atos de Jesus na história. Senhor que queres de mim?  Eis me aqui.

   Como nos afirma São Paulo na leitura. Ele, de fato, é a nossa Paz. Do que era dividido, Ele fez uma unidade. Destruiu o muro de separação: a inimizade, com seus mandamentos e decretos e por meio de sua Cruz.

Quebrou a lei antiga que separava judeus e pagãos. Assim, como nos diz São Paulo, a Salvação, a vida nova, abre-se para todos os homens. Em Cristo, cabeça da Igreja.

   Maria nossa querida mãe foi aquela que melhor viveu como verdadeira discípula, “conheceu Jesus primeiro no coração e depois em seu ventre”.

   Acompanhou Jesus em todos os momentos de sua vida. Até a cruz. Lá onde ela é constituída mãe de todos nós.

 Mãe, estes são teus filhos, filhos está é vossa mãe. 

Portanto meus irmãos, ela é a mulher formada por Cristo e é aquela que forma Cristo nas pessoas.

É a imagem perfeita do cristão, já que ela mais do que ninguém, se assemelha a Ele. É a cheia de Graça.

Possui a plenitude da vida cristã , FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE. É filha do Pai e cheia do Espírito Santo.

   Ela dá à luz Cristo em nós pela força de seu exemplo, seu amor e intercessão.

Em Maria encontramo-nos Com o Pai e com os irmãos.

Nos espelhemos nessa Mãe. Que testemunha a obra da salvação e imprime novos discípulos.

Vivamos, a oração e o compromisso com a paz.

Que ela nos conceda a graça de caminhar, edificar e construir a paz em Jesus Cristo e Sua Igreja. Amém.