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Paróquias centenárias na novena de Fátima
A procissão e a missa da oitava noite da novena de Fátima, neste feriado nacional de Aparecida e dia da criança, tiveram a participação especial da Paróquia da Catedral São José e da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Gaurama, que vivem o ano do centenário de sua criação, ocorrida em 19 de agosto de 1919. O Pároco da Catedral, Pe. Alvise Follador presidiu a celebração, com o Pároco de Gaurama, Pe. Ivacir João Franco. Concelebraram os padres João Carlos Demboski, Vigário Paroquial da Catedral, Pe. Clair Favreto, Reitor do Seminário São José, da Diocese de Erexim em Passo Fundo, e coordenador da equipe de liturgia da Romaria. Pe. José Carlos Sala coordenou a equipe de canto e música.
Pe. Alvise iniciou a homilia observando que os padroeiros das paróquias jubilares trazem Jesus nos braços. São José, Jesus criança, porque cuidou dele e o protegeu da tirania de Herodes. São Luiz, Jesus crucificado, a quem ele serviu nos pobres e doentes, contagiado pela epidemia daqueles a quem cuidava. Depois, recordou a devoção a N. Sra. Aparecida, a partir da pequena imagem encontrada por pescadores pobres no Rio Paraíba, em São Paulo, e as aparições dela em Fátima, durante a primeira Guerra Mundial, trazendo mensagem de paz. Referiu a atitude generosa da rainha Ester, da primeira leitura da celebração, que pede ao rei pela sua vida e pela vida do povo e a solicitude de Maria, nas bodas de Caná, conforme o evangelho proclamado na missa, que apresenta a seu Filho Jesus o drama dos noivos que não tinham mais vinho para os convidados. Motivou a todos a terem as mesmas atitudes, especialmente em suas respectivas comunidades, para serem construtoras da paz e promotoras da vida, como propunha o oitavo dia da novena.
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Íntegra da homilia do Pe. Alvise
Homilia – 12-10-2018 – 67ª Romaria de Fátima
     Queridos romeiros(as), queridas crianças, neste seu dia... Estimados ouvintes, especialmente nossos idosos e doentes...
     Nesta novena de Fátima, e neste dia da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, com Maria, por Maria e como Maria professamos, renovamos e celebramos a nossa vida e nossa fé comunitária. Caminhamos e aqui estamos, nesta noite, como demonstração pública de nossa fé e com a missão de vivê-la comunitariamente, a serviço da vida e da paz.
     Caminhamos, especialmente nesta 8° noite, com as paróquias centenárias São José, Catedral e São Luiz Gonzaga, de Gaurama e também nosso município de Erechim.  São José e São Luiz que doaram a vida amando e servindo a Deus, nos irmãos, trazem Jesus nos braços.  São José, como pai adotivo, amou e protegeu o Filho de Deus, traz Jesus criança, ao colo, e São Luiz, que amou e cuidou dele, nos pobres e doentes e doou sua jovem vida, por amor, traz Jesus crucificado.  O testemunho de vida e de fé destes santos, padroeiros de nossas paróquias centenárias, nos convidam a sermos comunidades a serviço da vida e da paz, como nos lembra o lema desta 8° noite de nossa novena.
     Desta percepção e testemunho, de vida e de fé, de nossos santos padroeiros, compreendemos também Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe.
     Recordemos as aparições de Nossa Senhora Aparecida, aos simples pescadores, no ano de 1717. Após ser encontrada, vem a pesca abundante, o alimento, condição indispensável para ter vida. E em 1917, a aparição de Nossa Senhora de Fátima, às três crianças, no contexto da primeira grande guerra mundial, traz a mensagem da paz, condição indispensável para proteger a vida. Assim Maria continua nos trazendo e mostrando seu Filho Jesus, seu projeto de vida e salvação, e intercedendo junto a Deus por nós.
     Lembremos as palavras da Rainha Ester, na primeira leitura: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido! – e a vida do meu povo – eis o meu desejo!”  Ester, que diante da ameaça de morte do seu povo, se apresenta diante do rei para interceder pela vida dele, nos remete a Maria a Mãe solícita que intercede pelas necessidades dos seus filhos, para que tenham vida, alegria e paz.
Na perspectiva do Evangelho de hoje de São João, o sinal das Bodas de Caná, foi o momento inicial do aparecimento de Jesus, pois “manifestou a sua glória e seus discípulos creram nele”. Este foi o princípio dos sinais, e a Mãe de Jesus estava lá. E foi ela que, na falta do vinho, isto é, quando a alegria tinha desaparecido da festa de casamento, aparece, não para tomar o lugar do Filho, mas diante dele para consolidar a sua missão: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.
     Maria é a “mulher”, como a chama Jesus, que não é apenas a mãe biológica, mas a mulher discípula missionária, atenta, criativa e exemplar. Mulher de fé, que confia e convida à fé: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.
     Na imagem de Aparecida, que recordamos hoje, ela é a Mãe da esperança, da luta, ela se evolve na lama, no fundo do rio, e espera aqueles pobres pescadores, para dar a eles a esperança de que não estavam sozinhos em sua pesca, em suas buscas e lutas. Após ser encontrada, guardada com carinho, a pesca foi abundante, “o vinho novo”, a alegria, a vida. Levada a uma pequena casa, onde se vive a Igreja doméstica e onde começaram muitas de nossas comunidades, a devoção fez surgir a grande Basílica de Aparecida.
     Que Maria, São José, São Luiz nos ajudem a formar a comunidade. Que seus exemplos nos lembrarem que na comunidade não estamos sozinhos, mas estamos com os irmãos e irmãs, na mesma fé. Estamos com Jesus, nosso Irmão sua bondade e sua força. Na lama de nossa existência, Jesus vem nos alcançar.  Jesus vem nos resgatar para que tenhamos vida e paz. Jesus vem nos convidar a viver o vinho novo da esperança, da vida, da alegria, da solidariedade, da vida em comunidade. Estamos cultivando estas práticas em nossas comunidades?
    Para que desta celebração, como discípulos missionários de Jesus Cristo, unidos a Ele pelo Batismo, sejamos comunidades de fé, esperança e caridade. Alimentados pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, passamos ser sinal de transformação em favor da vida e da paz. Possamos acolher o estilo mariano de ser: criativos, solidários nas lamas e lutas, lá onde há desesperança, sofrimento e morte, sejamos fortes na fé comunitária e irmanados na tarefa de cada dia, para construir vida e paz. Não tenhamos medo de sujar as mãos, para construir o Reino de Deus, reino de justiça, de vida e de paz. Lembremos mais uma vez as palavras de Maria: “Fazei tudo o que ele disser”. Assim seja.