Galeria de Fotos

Novena de Fátima e a vocação missionária batismal do cristão
As celebrações do último dia da novena de Fátima refletem a missão os cristãos leigos e leigas à luz de seu batismo.
O terço e a missa das 14h foram presididos pelo Pe. Tranquilo Manfrói, da Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência, Pároco da Paróquia São Francisco de Assis, Bairro Progresso de Erexim, com equipe da mesma Paróquia.
Pe. Tranquilo iniciou a homilia lembrando que o Batismo torna a todos membros da Igreja e por isso participantes de sua missão evangelizadora. Independentemente das condições de vida, todo batizado deve evangelizar. Em primeiro lugar, por sua coerência de vida, por seu esforço de santificação. Segundo ele, não nada pior para o Reino de Deus do que o batizado dizer uma coisa e viver o contrário. Referindo-se ao lema da Romaria “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo”, mencionou a natureza e as funções de ambas aplicadas ao cristão.  Citou algumas formas de atuação dos leigos e leigas, segundo documento específico da CNBB sobre eles, bem como sua capacitação e formação. Ressaltou também como os leigos podem viver as dimensões de seu batismo, atuando como profetas e construtores do Reino.
----------------------------.
DIA 13 DE OUTUBRO DE 2018.
9º DIA DA NOVENA DA ROMARIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA.
TEMA: À LUZ DO BATISMO, CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS A SERVIÇO DA VIDA E DA PAZ.
LEITURAS:  Gl. 3, 22-29 e Mt. 5, 13-14
Caríssimos Romeiros e Romeiras de Nossa Senhora de Fátima, sejam todos bem-vindos neste último dia da novena, no qual temos como tema: “ À luz do Batismo, cristãos leigos e leigas a serviço da vida e da paz.”
O Batismo nos insere no Corpo de Cristo, nos faz membros da Igreja; e, portanto, responsáveis pela sua missão de salvar o mundo pelo anúncio do Evangelho do Reino de Deus. Todo batizado, na sua realidade e no seu estado de vida, é um missionário por vocação batismal, e assim, precisa assumir a missão da Igreja, que é evangelizar. Pedro e os apóstolos, depois que receberam a luz e a força do Espírito Santo no dia de Pentecostes (cf. At 2,3), compreenderam que a “missão da Igreja” é evangelizar o mundo, e assim o fizeram. Já o profeta Isaías dizia: “Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a felicidade, que traz a boa nova e anuncia a libertação” (Is 52,7). Que beleza! Deus confia em cada um de nós e chama a cada um para ajudá-lo nesta bela missão de “ser testemunha de Jesus”. Não importa se você é letrado ou analfabeto; pobre ou rico, capacitado ou não. Ele sempre nos capacitará se estivermos dispostos a dizer como o profeta Isaias: “Eis-me aqui Senhor, enviai-me!” (Is 6,8-9). A evangelização se dá em primeiro lugar pelo exemplo, em outras palavras, pela santidade de vida de cada cristão. Nada pior para o Reino de Deus do que um cristão que ensina uma coisa e vive o contrário. Também não podemos esperar ficar cem por cento santos para começar a evangelizar; isto seria impossível.
“Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo.” O sal e a luz desde a antiguidade são considerados ELEMENTOS ESSENCIAS DA VIDA HUMANA. “Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo...”, pedindo a graça de entendermos com mais profundidade o que é a terra, o mundo. A luz é relacionada com o mundo, da mesma forma o sal é relacionado com a terra, com as pessoas. A luz é luz enquanto luz do mundo e o sal é sal enquanto sal da terra. A finalidade dá sentido ao ser. A luz não é luz para si mesma. O sal não é sal para si mesmo. Há um laço existencial entre luz e mundo, entre sal e terra. Sal da terra e luz do mundo. Como se sabe, uma das funções primárias do sal é temperar, dar gosto e sabor aos alimentos. Esta imagem recorda-nos que, através do batismo, todo o nosso ser foi profundamente transformado com a vida nova que nos vem de Cristo. O sal foi também, durante muito tempo, o meio habitualmente usado para conservar os alimentos. Como sal da terra, sois chamados a conservar a fé que recebestes e a transmiti-la intacta aos outros.
A (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) propõe outras formas de atuação dos leigos dentro da Igreja e fora dela. “O leigo tem espaço na Igreja, mas pode e deve ter ainda muito mais. Hoje, com satisfação, percebe-se um número maior de cristãos leigos e leigas que procuram uma formação teológica mais concisa e aprofundada. Outros avanços na participação dos leigos dentro e fora da Igreja, como as visitas aos doentes, quando o leigo leva a Eucaristia e o conforto da Palavra.
“A formação, os serviços básicos da comunidade, a animação litúrgica, a catequese, os círculos bíblicos, os grupos de reflexão e o testemunho no serviço aos mais necessitados são outras atividades desempenhadas pelo laicato que favorecem um mundo mais e melhor evangelizado”. “Os leigos se inserem nas diversas vias da sociedade, nas diversas profissões e atuações. Entretanto é bom enfatizar que eles não estão no mundo em defesa de um modelo de religião ou de fé, mas para promover os valores do Reino e lutar pela justiça, pela vida e pela paz.
Os leigos vivem as dimensões batismais do próprio Cristo. “Como Ele, passam a ser sacerdotes, isto é, oferecem o seu viver e o seu fazer a Cristo. Passam a ser profetas, mas, ao modo de Jesus, denunciam as estruturas de opressão e anunciam a Boa Nova. No mundo, eles são construtores do Reino e iluminam e organizam a prática social, sem imposição, mas no dialogar e no promover”.
“O leigo é chamado a ser atuante nos vários campos: social, político, público, profissional. Ele é chamado a ser protagonista onde estiver, seja na Igreja, seja fora dela”. “A partir do Vaticano II, o leigo será aquele que estende a sua vocação/missão em uma cooperação, dando algo que é de si e que lhe é próprio. Ele é parte constitutiva na missão da Igreja, que não pode ser pensada sem ele”.   Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.