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Profissionais e agentes de Pastoral da Saúde e do Idoso na novena de Fátima

Representantes dos Hospitais da cidade de Erexim e agentes da Pastoral da Saúde e do Idoso, com banners e bandeirinhas das instituições, entronizaram a imagem de Nossa Senhora junto ao altar da missa campal na noite desta segunda-feira, quarto dia da novena de Fátima. O enfoque do dia era “cristãos leigos e leigas profissionais da saúde a serviço da vida e da paz.

Pe. André Lopes presidiu a procissão e a missa, concelebrada pelos padres Adelar De David, Gladir Giacomel, Paulo Bernardi que atendem pastoralmente o Hospital de Caridade e o Santa Terezinha, e o Pe. Cezar Menegat que ajudou a animar a procissão. A celebração contou com a animação do canto e da música do Pe. José Carlos Sala e equipe.

O Evangelho da missa, a parábola do bom samaritano, foi encenado por um grupo do Hospital Santa Terezinha.

No final da missa, houve bênção de ervas medicinais e remédios, bem como bênção especial aos profissionais da saúde.

Após a encenação, Luana Fontanella, representante daquele Hospital leu breve mensagem, ressaltando que os profissionais da saúde dos hospitais realizam algo do bom samaritano, sem saber nada sobre quem precisa dos serviços de saúde, simplesmente cuidando da vida e fazendo o melhor possível para salvar as pessoas. Em seu serviço, vivenciam momentos de muita alegria e tristeza, desde a vida até a morte. (Abaixo, íntegra da mensagem).

Pe. André deu continuidade à reflexão, ressaltando a importância e a necessidade dos hospitais para as pessoas. São o ponto de chegada da vida e o ponto da despedida dela. São o lugar dos dois choros, o da acolhida e o da despedida da vida. Manifestou reconhecimento aos e às profissionais da saúde, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos, coordenadores e outros servidores, aos agentes de Pastoral da Saúde e da Pessoa Idosa pelo que realizam em favor da saúde. Anunciou que o grupo da encenação entregaria rosas a algumas pessoas, sem indicação prévia, como expressão dos pequenos gestos realizados em favor da vida de quem passa pelos hospitais. (abaixo, íntegra da reflexão conclusiva).

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Íntegra da mensagem de Luana Fontanella, representante do Hospital Santa Terezinha

Jesus salienta que é da compaixão e da misericórdia que derivam as mais autênticas expressões de solidariedade, capazes de conduzir para a vida. No Hospital, todos somos o bom samaritano, agimos de forma empática e humana, sem saber nada sobre sua vida; sem saber seu credo, etnia, profissão, histórico, simplesmente cuidados e fazemos o melhor para salvar as pessoas. No Hospital, os universos se cruzam em um propósito divino, e nos damos conta de que não estamos sozinhos. A caridade e o amor estão presentes no dia a dia de trabalho, acolhendo o choro e a alegria, cuidando das feridas, cuidando dos pacientes, cuidando das famílias. Muitas vezes somos o suporte para aquela pessoa que está desiludida, sem esperança e sem auxilio. Nessa hora, nos damos conta do quão é importante é fazer a diferença na vida das pessoas em momentos de extrema vulnerabilidade. Enquanto profissionais de saúde, vivemos momentos de muita alegria e tristeza, desde a vida até a morte. Colocamo-nos no lugar do nosso paciente, pois cuidar é uma forma de viver com e para o próximo; preservar a vida e dar dignidade à morte. É estar presente mesmo quando ausente e transmitir no toque uma energia. É contribuir pela melhora, pela cura e pela esperança de vida. As paredes do Hospital ouvem diversas preces, estas que conseguem fazer com que a fé se torne parte do processo de curar. A parábola do bom samaritano que nos mostra que amor de verdade é gesto concreto, é sair do próprio comodismo e ir ao encontro do outro, seja ele ou ela, quem for, ser capaz de perceber todos os seus problemas e todas as suas necessidades, deixar-se mover pelo sentimento de compaixão e, cheio de misericórdia, fazer tudo o que estiver ao alcance para que a vida seja melhor para todos.

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Íntegra da reflexão conclusiva do Pe. André

- Diante do que visualizamos através da encenação da parábola do bom samaritano do Evangelho, também da reflexão proposta pela psicóloga Luana Fontanella do Hospital Santa Terezinha – quero apenas concluir dizendo que os centros hospitalares são muito importantes para o decurso de nossas vidas. Na grande maioria das vezes, são o ponto de chegada da vida e o ponto de despedida – são o lugar de dois choros - choro de acolhida e choro de despedida daqueles que ficam.

- Queridos irmãos e irmãs, hospital ou centro de recuperação não é algo estranho ou que gera desconforto em nós, mas é um dos lugares que o humano se apresenta diante de sua impotência física e que necessita de cuidado. Nesses locais corre sangue, brotam sentimentos, respira-se ar de esperança e luta-se pela vida, nosso bem maior. Hoje, nós queremos rezar por homens e mulheres comprometidos/as com a saúde, independentemente se é área pública ou particular.

- Obrigado a vocês os e as profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos, coordenadores, trabalhadores do almoxarifado, trabalhadores diversos). Antes de exercer a profissão, vocês são pessoas.  O grupo que há pouco encenou quer entregar algumas rosas, símbolo de vida, símbolo de amor, carinho. Para Santa Terezinha, são símbolo de graças – pequenos gestos que geram uma grande onda de amor, de afeto, de empatia. Da mesma forma, são pequenos gestos realizados nos hospitais e centros de recuperação que se tornam grandes como o gesto do bom samaritano.

 

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