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Segunda ordenação presbiteral em Jacutinga em menos de 5 anos

Dom José presidiu missa na igreja Santo Antonio de Jacutinga na manhã deste sábado na qual ordenou presbítero o diácono Jean Carlos Demboski para a Diocese de Erexim. É a segunda ordenação na mesma igreja, onde, em 14 de dezembro de 2013, conferiu o ministério presbiteral ao Pe. Giovani Momo. A missa foi concelebrada pelo Bispo emérito, Dom Girônimo Zanandréa, e por 44 padres da Diocese, de outras e da Congregação dos padres saletinos, com a participação de 8 diáconos, diversas religiosas, ministros e muitas pessoas da paróquia local e de outras nas quais o novo padre desenvolveu trabalhos pastorais, especialmente com a Pastoral da Juventude. Pe. José Carlos Sala e equipe animaram os cantos e a música.

No início do rito da ordenação, Pe. Clair Favreto, Reitor do Seminário Maior São José da Diocese de Erexim em Passo Fundo, chamou o diácono Jean e solicitou ao Bispo que ordenasse padre. Dom José fez ao ordenando algumas perguntas sobre suas disposições para a ordenação. Prosseguindo, na homilia, saudou com carinho especial e gratidão a família do ordenando. Disse que o momento era de ação de graças pelo fato de a comunidade paroquial de Jacutinga estar oferecendo à Igreja o segundo padre em poucos anos. É fruto do trabalho vocacional, da oração e das ofertas das comunidades, de modo particular pelas zeladoras das capelinhas, para a formação de padres. Mencionou o Ano Nacional do Laicato e “a ação evangelizadora cada comunidade uma nova vocação”. Citou o Papa Francisco em discurso aos bispos da Itália no qual ressaltou a necessidade de os padres conformarem sua vida a Cristo bom Pastor. Ressaltou que o ministério ordenado é marcado pelo amor serviço na comunidade povo de Deus, em comunhão com o Papa e os bispos, sucessores dos apóstolos. A vida dos ministros e também a dos fiéis leigos deve ser marcada pela fé, pelo amor, pela esperança, pela caridade. Falando diretamente ao diácono Jean, exortou-o a lembrar-se sempre, mas especialmente nos momentos difíceis, da fé e do testemunho de vida cristã de sua família, destacando a peregrinação a pé de seus avós Íria e Comercindo ao Santuário de Fátima, em estrada de chão, com uma criança no colo para pedir uma graça a Maria Santíssima.

Na sequência do rito, a comunidade cantou a ladainha de todos os santos, durante a qual, em sinal de reconhecimento de sua fragilidade humana, o diácono ficou prostrado. Concluída a invocação do auxílio dos santos de Deus, Dom José impôs as mãos sobre o novo padre. O gesto foi seguido por Dom Girônimo e por todos os padres presentes. Continuando, o Bispo pronunciou a oração de ordenação presbiteral com os padres em volta do novo padre. No final da oração, amigos e familiares revestiram o novo padre com a estola presbiteral e a casula. Dom José lhe ungiu as mãos com o óleo do Crisma levado até ele pelos pais e lhe entregou a patena com o pão e o cálice com o vinho a serem consagrados, levados ele pelas irmãs do néo-sacerdote.

No final da missa, Dom José voltou a expressar agradecimentos às comunidades de Jacutinga e de outras paróquias pelo espírito de oração pelas vocações, pelo trabalho das zeladoras de capelinhas, pela dedicação dos formadores dos seminaristas, pela generosidade da família em apoiar a resposta vocacional do novo padre e acompanhá-lo na sua formação. Manifestou seu reconhecimento também a Dom Girônimo por seu ministério como padre e bispo na Diocese e agora, como emérito, participar sempre das suas diversas atividades.

Pe. Cleocir Bonetti, em nome dos padres da Diocese, saudou o novo padre e lhe disse que a família presbiteral o acolhia como seu novo integrante. Mencionou os padres jubilares mais recentes e convidou o Pe. Geraldo Moro, com mais de 60 anos de ordenação, e o Pe. Isalino Rodrigues, com 4 anos e meio, a conduzir Pe. Jean à frente dos padres, em sinal desta acolhida em seu meio.

Nádia Demboski, da comunidade do novo padre e seu parente, o saudou, destacando sua generosidade no sim a Deus e assegurando que todos o acompanhariam com sua oração e seu carinho.

Por fim, Pe. Jean dirigiu aos presentes sua primeira mensagem como padre. Manifestou sua gratidão à família e a todos os que o acompanharam em sua formação. Ressaltou a importância da esperança, que não decepciona, segundo São Paulo e que escolheu como seu lema sacerdotal. Esperança que ele aprendeu a cultivar na família e com o testemunho e ensinamentos de Dom Pedro Casaldáliga e Dom Helder Câmara. Em forma de oração, expressou seu compromisso de estar a serviço dos irmãos e irmãs, de amar a todos, especialmente os pobres e de a ninguém excluir do diálogo fraterno.

 Dados biográficos do novo padre: Pe. Jean Carlos nasceu no dia 08 de dezembro de 1992 em Jacutinga/RS. Filho de Carlos Alberto Demboski e Elisabete Ines Balen Demboski, irmão de Aline Carla Rempel e Daniele Fátima Orlando. Cursou o Ensino Fundamental na Escola Municipal de Ensino Fundamental Barão Hirsch, no interior de Jacutinga, de 1998 a 2006; o Ensino Médio no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Erechim, local em que realizou o ano propedêutico, em 2010. Fez Filosofia no Instituto Superior de Filosofia Berthier - Ifibe, em Passo Fundo, de 2011 a 2013, e teologia na Faculdade de Teologia e Ciências Humanas - Itepa Faculdades, também em Passo Fundo, de 2014 a 2017. No campo de atuação pastoral, em 2010, com o grupo do propedêutico, atuou na comunidade Santa Rita, no bairro Estêvão Carraro, em Erechim. Em 2011 e 2012, acompanhou a coordenação diocesana da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Passo Fundo. Em 2013 fez sua experiência pastoral no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo. Nos anos de 2014 e 2015 fez pastoral na Paróquia Nossa Senhora da Salete, em Erechim, com atuação mais direta na comunidade Santa Cruz, do bairro Presidente Vargas e também na coordenação diocesana da Pastoral da Juventude. Em 2016 fez sua experiência pastoral na Paróquia Santa Teresinha, em Estação e, em 2017, na Paróquia da Catedral São José, em Erechim, com acompanhamento da Pastoral da Juventude da diocese e do grupo de assessores e assessoras da Pastoral da Juventude do Regional Sul 3. Foi ordenado diácono no dia 29 de dezembro de 2017, na igreja São Pedro de Erechim. Foi designado para atuar como diácono na Catedral São José e nomeado assessor diocesano da Pastoral da Juventude. Foi ordenado presbítero no dia 21 de julho de 2018, na igreja Santo Antonio de Jacutinga, sendo nomeado vigário paroquial da Catedral São José, continuando como assessor diocesano da pastoral da juventude.

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Íntegra da homilia de Dom José

ORDENAÇÃO PRESBITERAL

Jean Carlos Demboski

(igreja Santo Antonio, Jacutinga, 21/7/18)

 

            Lema: “E a esperança não decepciona” – (Rm 5, 5a).

Saúdo o Bispo emérito Dom Girônimo Zanandréa, o Vigário Geral da Diocese, Pe. Cleocir Bonetti, o Coordenador Diocesano de Pastoral, Pe. Maicon Malacarne, o Diretor do Seminário São José, Pe. Clair Favreto, o pároco da Paróquia Catedral São José, Pe. Alvise Follador, o pároco desta Paróquia dedicada a Santo Antônio, Pe. Olírio Stroeher, em nome do qual saúdo todos os sacerdotes concelebrantes, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas e autoridades civis aqui presentes.

Com alegria, saúdo e agradeço aos pais do Diácono Jean, senhor Carlos Alberto Demboski e senhora Elizabete Inês Balen Demboski, por oferecerem um filho para servir o Senhor e a Igreja povo de Deus. Minha saudação se estende às irmãs Aline Carla e Daniele Fátima, aos cunhados Ricardo e Ledimar, aos sobrinhos, à nona Iria e ao nono Comercindo, aos membros das famílias Demboski e Balen. Saúdo o povo de Deus da comunidade São Luís, à qual pertence a família do diácono Jean, e de outras comunidades desta Paróquia, os que vieram das comunidades de Erechim, lembrando com carinho os jovens da Pastoral da Juventude, mas também os participantes que vieram de outros lugares para participarem deste momento celebrativo, no qual o Diácono Jean Carlos Demboski será ordenado presbítero da nossa Igreja Católica e Apostólica Romana.

Queremos louvar e agradecer a Deus por este momento de alegria e esperança na nossa Igreja Diocesana, por esta comunidade paroquial, que está oferecendo à Igreja o segundo sacerdote em poucos anos. É um momento para ser partilhado com o povo de Deus das nossas comunidades, que rezam pelas vocações e contribuem economicamente, através das zeladoras de capelinhas e dos benfeitores, para mantermos os seminários na formação dos nossos padres.

Não posso deixar de lembrar os enfermos e seus familiares, os nossos diocesanos falecidos que partiram para receber o abraço da misericórdia na casa do Pai, recordando com carinho os nonos Demboski, benfeitores e lideranças das comunidades.

Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando, na Igreja Católica no Brasil, o Ano Nacional do Laicato. É um tempo para manifestarmos gratidão a Deus pela atuação e pelo testemunho dos “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”. Eles, pelo Sacramento do Batismo, participam do sacerdócio comum de Cristo. E, através dele, são chamados a serem “Sal da terra e Luz do Mundo”, pela participação ativa e consciente na comunidade de fé, mas também na sociedade.

Neste ano, iniciamos também a “Ação Evangelizadora ‘Cada Comunidade uma nova vocação’”. A vocação é um dom de Deus ao “amor serviço”. Com a ordenação presbiteral, o presbítero passa a participar do sacerdócio ministerial de Cristo. Por isso, é fundamental que todo sacerdote dedique um tempo do seu dia para cuidar da sua vocação. Ela precisa ser alimentada cotidianamente através de uma intensa comunhão com o Senhor, colocando diante dele as alegrias, as dores e as esperanças que estão no seu coração de pastor, mas também na vida do povo de Deus.

O Papa Francisco, num discurso aos bispos italianos reunidos em Assis, para a sua Assembleia Geral, lembrou que “Não servem sacerdotes, cujo comportamento corre o risco de distanciar as pessoas do Senhor, nem sacerdotes funcionários que, enquanto desempenham um papel, buscam longe d’Ele a sua consolação”. Sublinhava ainda que “somente quem se deixa conformar ao Bom Pastor encontra unidade, paz e força na obediência do serviço” e que “somente quem respira no horizonte da fraternidade presbiteral sai da falsificação de uma consciência que pretende ser o epicentro de tudo, única medida do próprio sentir e das próprias ações”.

A Igreja, o nosso povo de Deus, precisa de sacerdotes mediadores e não intermediários. O intermediário, de fato, “faz o seu trabalho e recebe o pagamento”, “ele nunca perde”. O mediador é totalmente diferente disto: ele segue a lógica de Jesus, e nós devemos seguir por este caminho. “O mediador perde a si mesmo para unir as partes, dá a vida, a si mesmo, e o preço é aquele: a própria vida, paga com a própria vida, o próprio cansaço, o próprio trabalho, tantas coisas, mas para unir o rebanho, para unir as pessoas, para levá-las a Jesus. A lógica de Jesus como mediador é a lógica de aniquilar a si mesmo. São Paulo na Carta aos Filipenses é claro sobre isto: “Aniquilou a si mesmo, esvaziou a si mesmo”, mas para fazer esta união, até a morte, morte de cruz. Esta é a lógica: esvaziar-se, aniquilar-se”.

As palavras do profeta Jeremias, ressoam no tempo e na história: “Ai dos pastores que dispersam e extraviam o rebanho das minhas pastagens!” O ministério presbiteral é marcado pelo “amor serviço” na Igreja povo de Deus, em comunhão com o Papa, sucessor de Pedro e os Bispos sucessores dos Apóstolos. Os fiéis, que formam o povo da Nova Aliança, não nos pertence, é povo de Deus e nós estamos ao seu serviço e um dia devemos prestar contas ao Senhor.

A vida de todo sacerdote, mas também a de cada cristão, deve ser profundamente marcada pela fé, pelo amor, pela esperança e a caridade; lembrando que no centro de toda a nossa vida está o amor que Deus derramou em nossos corações. Foi pelo perdão, na morte do seu Filho Jesus, que Deus nos fez justos, para gozarmos da paz Ele. E é dessa graça que vivemos, com uma esperança inabalável, até nas tribulações, porque muitas vezes é nas tribulações que mais sentimos o poder da sua graça.

No dia do juízo final, o que marcará o nosso encontro com o Pai é o amor. Não um amor vivido de forma egoísta ou no vazio existencial, mas um amor que dá sentido à nossa passagem por este mundo e nos ajuda a revelar a ternura e a compaixão de Deus no nosso agir. O amor tem a capacidade de tornar eterno e divino o nosso agir neste mundo. Para viver o amor, não é necessário realizar tarefas extraordinárias, nem ser um herói. É suficiente dar de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, acolher o estrangeiro, vestir quem está nu, visitar os enfermos e os encarcerados. Às vezes, somos tentados a fazer coisas extraordinárias, mas Jesus nos diz que para merecer a vida eterna basta fazer as ordinárias, que estão ao nosso alcance e revelam amor e compaixão pela vida do nosso irmão e da nossa irmã.

Estimado povo de Deus, querido Diácono a ser ordenado sacerdote, a Ordenação te consagra, mas o tempo pode esfriar a generosa paixão e dedicação pelo ministério de estar a serviço do “povo de Deus”.  Por isso, é preciso "um caminho cotidiano de re-apropriação, a partir do que faz um ministro de Jesus Cristo”. O sacerdote também precisa cultivar a sua fé e sua comunhão com o Senhor Jesus. Quando sentires, caro Diácono Jean, que o exercício do teu ministério estiver se tornando pesado e a tua vida de fé estiver perdendo o vigor, não terás necessidade de buscares longe de casa testemunhos vivos e autênticos de fé. Lembra da fé dos teus pais, da fé da nona Iria e do nono Comercindo, que caminharam do interior deste Município até o Santuário de Fátima em Erechim, a pé na estrada de chão, carregando uma criança nos braços, para alcançar uma graça, implorando a Maria, mãe de Jesus pela vida de um filho. Essa é a fé do nosso povo, marcada por gestos grandiosos de corações simples que temem a Deus, e carregam no coração uma esperança inabalável no amor e na misericórdia do Pai, que vela por seus filhos e filhas que peregrinam neste mundo. Diácono Jean, testemunha com o ministério que irás receber o amor, a misericórdia, a esperança e a ternura de Deus junto a este querido povo da nossa Diocese e onde o Senhor te enviar em missão.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

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Íntegra da mensagem do Pe. Jean Carlos

Querida comunidade. Querida equipe vocacional, queridos e queridas jovens. Quanta alegria temos vivido nesses dias! Quanta vocação acertada. Quanta vida feliz encontrada em cada comunidade visitada nesta semana.

Querida família, pai, mãe, Aline, Dani... vos agradeço por terdes alimentado em mim este projeto de vida que se transborda, hoje, em serviço. Fui o último a chegar nessa família e, com toda certeza, aprendi a conjugar o verbo “esperançar” com vocês, desde antes de eu nascer. Esse verbo foi sendo ressignificado aos poucos, com o tempo, especialmente nos últimos anos a partir de um grande bispo e profeta chamado Pedro.

Com a vida e com a caminhada, aprendi que o ser humano não só tem esperança, mas vive à medida em que está aberto à esperança e é movido por ela. Por isso, se a esperança desaparece, a vida da pessoa se apaga. Viver sem esperança não é viver. A falta de esperança fecha o caminho da felicidade. Por isso, a desesperança é uma heresia.

Crer em Jesus Cristo é descobrir a esperança última que anima a existência humana. Por isso, se um cristão perde a esperança, perde tudo. Sem a esperança, a fé cristã se esvazia de vida.

O nosso desafio do dia a dia é ser comunidade de esperança, despertando a esperança no mundo, sendo testemunhas do Ressuscitado, encontrando nossa verdadeira identidade. Se não temos força para gerar esperança, defraudamos nossa missão.

Pode ser que em nós existam muitas perguntas: Igor: onde encontramos esperança para viver nossa vida com sentido e responsabilidade? Pati, Luís: a partir de que horizonte iluminamos nosso caminhar? Rici: como recuperar a esperança nessa sociedade sacudida por crises tão graves? Fabi, Pe. Dani: o que é que move hoje a vida e a atuação da Igreja? O instinto de conservação, a busca da segurança, ou a esperança viva que o Espírito do Ressuscitado infunde em nossos corações?

Parece-me ouvir Dom Helder dizendo: põe o ouvido no chão e interpreta os rumores em volta. Predominam passos inquietos e agitados, passos medrosos na sombra, passos de amargura e de revolta... Nem começaram ainda os primeiros passos de esperança. Cola mais teu ouvido à terra. Ou ainda me dizendo para gostar de todos os caminhos, que eles convidam a não parar, a sair de mim, a buscar os outros, a partir anunciando a Palavra de Deus.

Ajuda-me, Senhor, a ser presbítero alcançando uma vida mais verdadeira e geradora de muita autenticidade. Ajuda-me a servir e não ser servido. Ajuda-me a me considerar “irmão de fraqueza e de pecado dos homens e mulheres de todas as raças e de todos os cantos do mundo”. Um missionário, vocacionado, “cristão se dirigindo a cristãos, mas de coração aberto, ecumenicamente, para os homens e mulheres de todos os credos e de todas as ideologias”.

Faze, Senhor, que minha porta e meu coração estejam abertos a todos, “absolutamente a todos!”, e cada vez mais aos/às jovens. Se Cristo veio a todos, a ninguém devo excluir do diálogo fraterno. Ajuda-me a amar a todos, tendo um amor especial pelos pobres, amando a Cristo na pessoa dos que têm fome, sede, andam sujos, machucados, oprimidos... Ajuda-me, Senhor, a esperar contra toda a esperança.

Que sejamos um eco da expressão de Javé, encontrada em Jr 31,17: “há esperança para o futuro”, afirmando com a comunidade paulina que “Jesus Cristo é nossa esperança” (1Tm 1,1), “e a esperança não decepciona” (Rm 5,5a).