Homilia

Jubileu Sacerdotal Pe. Maximino Tiburski

11/02/2018

Jubileu Sacerdotal Pe. Maximino Tiburski (11/02/2018) Saúdo o Bispo emérito Dom Girônimo Zanandréa, o Vigário Geral da Diocese, Pe. Cleocir Bonetti, o Coordenador Diocesano de Pastoral, Pe. Antonio Valentini, o jubilar, Pe. Maximino Tiburski, e através dele saúdo todos os sacerdotes e diáconos presentes. Saúdo as religiosas, lembradas de modo particular hoje, 22º Dia Mundial da Vida Consagrada; saúdo os nossos seminaristas, os familiares do Pe. Maximino Tiburski, de modo especial sua querida mãe, senhora Carolina, lembrando in memoriam seu pai Constante, os amigos da comunidade Patrocínio São José – do povoado Wawruch - de Barão de Cotegipe, de onde ele é natural, os ministros e ministras extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, os e as catequistas, os e as zeladoras de capelinhas, os representantes das pastorais e movimentos, os membros dos Conselhos Econômicos e de Pastoral e todo o povo de Deus das comunidades da Paróquia São Cristovão e de outras Paróquias que vieram participar desta Santa Eucaristia em ação de graças pelos vinte e cinco anos de vida sacerdotal do Pe. Maximino Tiburski, vividos intensamente a serviço do Senhor e do povo de Deus na nossa Diocese de Erexim. O sacerdote é um discípulo de Cristo, que por vocação e consagração assume o ministério e a missão de seguir e testemunhar a fé em Jesus, apresentando-o às pessoas e ao mundo como o Filho amado do Pai, Redentor da humanidade, Luz do mundo, conforme a festa da Apresentação do Senhor, hoje celebrada pela Igreja e popularmente festa de N. Sra. dos Navegantes. No livro do profeta Malaquias (Ml 3, 1-4), o Senhor diz: “Eis que vou enviar o meu mensageiro, a fim de que ele prepare o caminho à minha frente”. Preparar o caminho do coração das pessoas para que possam acolher Jesus e caminhar com Ele faz parte da missão sacerdotal. Uma ação simples, que requer do sacerdote a sabedoria e a mansidão que nascem e se alimentam de uma constante e profunda comunhão com o Senhor, da Cruz e da Eucaristia. Por isso, o sacerdote faz da sua vida uma oferenda a Deus cotidianamente. Muitas vezes com o coração ferido pela incompreensão, pelas criticas, pelo cansaço que podem também levar ao desânimo e ao esvaziamento interior do sentido da própria vocação. O texto do Evangelho de Lucas (Lc 2,22-40), nos traz a figura de Simeão, homem justo e piedoso, que manifestava confiança nas promessas de Deus. Porque acreditou, teve a graça de tomar nos braços o Menino, a Luz das nações. Na sua missão cotidiana, o sacerdote não só alimenta o povo de Deus com o pão da Palavra e o pão da Eucaristia, mas toma Jesus nos braços, como Simeão, para consolar, abençoar e alimentar a esperança no coração das pessoas. Queridos irmãos e irmãs, diante de Deus, podemos oferecer nossos projetos, colocar nossos medos, conquistas e esperanças. Mas São Paulo na carta aos Rm 12,4-8 – nos lembra que “A oferta dos nossos corpos faz-se, em primeiro lugar, na Igreja de que somos membros. O corpo que nela formamos é o de Cristo; é com o seu corpo entregue por nós que ele nos alimenta na Eucaristia (1Cor 10,16-17). Cada um deve usar suas qualidades como entrega de si à comunidade, para ajudar a construir o Reino de Deus no mundo. Seja pelo dom da profecia, do serviço, do ensino ou da exortação. Com estes quatro primeiros dons, contribui-se para a sua constituição e, com os restantes, para a sua manutenção. Uma unidade que exige a diversidade em que todos são necessários. Pe. Maximino, 25 anos de vida sacerdotal, alimentados pela oração, no pão da Palavra e no pão da Eucaristia, para poder alimentar na caridade a fé do povo de Deus. Quantas bênçãos, quanta graça de Deus tocou o coração das pessoas e dos enfermos pelos quais sempre demonstraste um carinho especial. Tudo isso foi possível, porque o Senhor te chamou para uma missão e tu disseste sim, a exemplo de Maria. O mesmo Espírito que desceu sobre a Virgem, não para destruir a sua vida, mas para torná-la esplêndida e cheia de graça, acompanhou também a ti, na tua vida e no teu ministério. Ela soube acolher aquela Palavra que transforma o coração e as decisões através da fé. Neste sentido, ela é nossa Mãe e irmã, discípula fiel e exemplo de fé na resposta para todos os cristãos. A Virgem Maria, mãe amorosa e misericordiosa do Cristo sacerdote, de todo sacerdote, nos ensina a seguir Jesus, mas também nos entrega Jesus, como O entregou nos braços de Simeão, para nos recordar a cada momento, que o ministério sacerdotal que recebemos deve ser vivido na fé e como dom de Deus para os irmãos. Continua, estimado padre, sendo um sacerdote que apresente Jesus às pessoas; sofrendo com os que sofrem, alegrando-se com os que se alegram, deixando no coração um espaço para a Palavra de Deus, fazendo silêncio para ouvir o que Ele tem a te dizer e, através da oração, coloca a tua vida e a vida dos irmãos e irmãs diante do olhar da compaixão, da ternura e do amor do Senhor. Parabéns pelos teus vinte e cinco anos de ministério sacerdotal, vividos a serviço da Nossa Diocese, do nosso querido povo de Deus. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.