Homilia

Posse Pe. Maicon Malacarne (Paróquia N. Sra. Aparecida)

17/02/2018

Posse Pe. Maicon Malacarne (Paróquia N. Sra. Aparecida - 17/02/2018) Saúdo o Bispo emérito Dom Girônimo, paroquiano e colaborador assíduo desta Paróquia; o Pe. Cleocir Bonetti, Vigário Geral da Diocese; o Pe. Antonio Valentini, Chanceler da Diocese; o Pe. Cezar Menegat, que nos últimos anos esteve à frente desta paróquia como pároco; o Pe. Alvise Follador, pároco da Paróquia Catedral São José e através dele saúdo todos os sacerdotes, diáconos, religiosas e seminaristas presentes; o Vice-Prefeito, Senhor Marcos Lando e outras autoridades presentes. Minhas saudações ao Pe. Maicon Malacarne, Coordenador Diocesano de Pastoral, que hoje assume como pároco esta Paróquia dedicada a Nossa Senhora Aparecida; seus familiares, pessoas que atuam nas pastorais e movimentos da Diocese, os amigos que vieram manifestar-lhe apoio e estímulo neste momento significativo na sua vida sacerdotal.  Saúdo com estima os irmãos e irmãs das comunidades desta Paróquia Nossa Senhora Aparecida e de outras paróquias que vieram celebrar e participar do banquete da Eucaristia. Com apreço e gratidão, trago presente os membros dos Conselhos e as lideranças da Paróquia, ressaltando o empenho, amor e dedicação com que assumem o papel de cristãos leigos e leigas, “Sal da terra e Luz do mundo”, participando de forma ativa nos trabalhos pastorais e administrativos que envolvem a vida de fé da comunidade paroquial.  “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), nos lembra o lema da Campanha da Fraternidade deste ano. Manifesto a você, Pe. Cezar, a minha gratidão pelo empenho pastoral e dedicação em servir ao Senhor através do seu ministério presbiteral, colocado a serviço da Diocese, do povo de Deus, como pároco desta paróquia, no serviço de capelão da URI, e nas pastorais, com amor e dedicação, mesmo diante dos desafios que assolam a barca de Pedro, no mar do momento histórico. Solicitaste a mim e ao Conselho Presbiteral da Diocese um ano sabático para descanso e para retomar as forças. “Penso ser merecido”, pelas inúmeras atividades que exerceste durante os últimos anos em nossa Diocese. Conta com meu apoio, minhas preces e estima fraterna. Queridos irmãos e irmãs, iniciamos nesta semana o tempo da Quaresma, com a Campanha da Fraternidade nos propondo o tema: “Fraternidade e superação da violência”. As palavras do salmista, no Salmo 24,6: “Recordai, Senhor, meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas” são um convite à reflexão, à oração e à conversão, para construirmos juntos uma sociedade mais pacífica, pela propagação da cultura da paz, que respeite e proteja a vida e a dignidade de cada pessoa. Temos diante de nós o tempo da Quaresma para acolhermos o convite do Senhor que se dirige às nossas “almas prisioneiras” com estas palavras, acolhidas há poucos dias junto com as cinzas que recebemos em nossas frontes: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). Como Noé, construímos a nossa arca para dar lugar à vida, preservando-a do dilúvio da violência, da indiferença, da injustiça, da falta de amor e compaixão, que valorize a vida como dom de Deus. Na sua meditação no deserto, Jesus trava a sua batalha contra o mal, que aflige a nossa vida. Ele é solidário com a nossa humanidade, com a natureza que em Cristo Jesus reencontra a sua harmonia - “Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam” (Mc 1,13). A imagem do deserto, unida àquela da arca, nos recorda o mistério que envolve o nosso coração. Nele, todos os dias, acolhemos realidades tão diferentes, mas não podemos deixar a cada dia de encontrar a harmonia e a paz, para podermos alimentar a fé em Deus, a esperança no amanhã e a compaixão pelos irmãos e irmãs. A cada ano, o caminho quaresmal nos faz redescobrir a graça da misericórdia de Deus Pai, que nos leva a renovarmos o nosso empenho de fidelidade e de conformidade com o Evangelho. Salvos “através da água”, somos chamados a percorrer continuamente um caminho de crescimento espiritual, que leva à construção da fraternidade dos filhos e filhas do Pai, que vivem como irmãos entre si. Redescobrir o batismo significa renovar a gratidão a um Deus que cria e salva numa aliança que jamais retrocede. Esta comunidade paroquial acolhe hoje seu novo Pároco. Ele é jovem, mas traz consigo uma caminhada de fé, de comunhão com o Senhor. Ele veio para servir, através do seu ministério sacerdotal e caminhar convosco. Desejo, de coração, que juntos possais percorrer o caminho do discipulado, deixando que o Mestre Jesus vos conduza e vos oriente como irmãos, para que possais dar testemunho da presença do Reino de Deus, que está entre nós. Esta é uma paróquia jovem, tem seus desafios, mas também tem muita gente preparada e com capacidade de atuar na vida da Igreja comunidade de fé. Ao Pároco cabe a missão, através do seu ministério sacerdotal, de ministrar os sacramentos, mas também de instruir, formar, orientar, educar e santificar o povo de Deus, pelo testemunho de vida, pela oração e pelas palavras através das homilias e pela formação permanente. O Pároco não trabalha sozinho. Ele precisa contar com a disponibilidade e a participação dos batizados, leigos e leigas, que na linguagem do Evangelho são “sal da terra e luz do mundo”. É indispensável a participação e a atuação dos leigos e leigas, dos batizados na vida da Igreja, atuando nas Pastorais, na catequese, nos movimentos, nos Conselhos Econômicos e de Pastoral. Que nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e desta paróquia, interceda junto a Deus pela vida, pela nossa caminhada de conversão nesta Quaresma e pela de fé do nosso querido povo. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.