Informativo Diocesanos

Informativo Diocesano
27/05/2018
DIOCESE DE EREXIM
SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL
www.diocesedeerexim.org.br E-mail: secretariado@diocesedeerexim.org.br
Fone/Fax: (54) 3522-3611
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Ano 22 – nº. 1.162 – 27 de maio de 2018 

Agenda do Bispo: - Neste domingo, às 09h30, por representante, oficialização de ministros e renovação de mandato de outros na comunidade da sede paroquial Santa Isabel da Hungria, Três Arroios; às 10h, Crismas na igreja da sede paroquial Nossa Senhora Medianeira, Barra do Rio Azul.
- De sexta-feira a domingo, retiro com seminaristas da Filosofia e da Teologia da Diocese de Chapecó na casa das Irmãs da Sagrada Família de Erechim.
Agenda Pastoral: - Terça-feira, das 14h às 16h reunião dos coordenadores da Cáritas no Centro Diocesano de Pastoral; reunião da assessoria regional do serviço de evangelização da juventude, na sede do Secretariado Regional Sul 3 da CNBB.
- Quarta-feira, das 9h às 15h30, 2º Encontro Vocacional, no Seminário de Fátima.
- Quinta-feira, solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, com missa e procissão nas sedes paroquiais de toda a Diocese.
- De sexta-feira a domingo, 32ª Tenda Shalom, no Seminário N. Sra. Salette, Marcelino Ramos.
- Sábado e domingo, encontro de articuladores e comunicadores diocesanos do Serviço de Evangelização da Juventude, em Porto Alegre.
Dinheiro deve servir e não governar: A Congregação para a Doutrina da Fé e o Pontifício Conselho para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, órgãos da Cúria Romana de assessoria ao Papa, divulgaram documento intitulado “Questões Financeiras e Econômicas”, no dia 18 passado, no qual enfatizam que o dinheiro deve servir e não governar. O Documento reúne considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro, aprovadas pelo Papa Francisco, que ordenou a sua publicação. As questões econômicas e financeiras, segundo o texto, para progredirem no caminho do bem-estar para o ser humano, devem estar ligadas a um claro "fundamento ético" e à necessária "união entre o conhecimento técnico e a sabedoria humana". Neste sentido, "o amor pela sociedade e o compromisso para com o bem comum são uma forma eminente de caridade, que diz respeito não apenas às relações entre indivíduos, mas também a relações mais amplas, relações sociais, econômicas e políticas. A chave para um desenvolvimento autêntico é "o amor pelo bem integral, inseparável do amor pela verdade". Para promover tal desenvolvimento, é crucial "o discernimento ético". E a Igreja "reconhece entre suas tarefas primárias também a de recordar a todos, com humilde certeza, alguns claros princípios éticos". O documento também afirma que o mundo é ainda governado com critérios ultrapassados; que é inaceitável o fenômeno de “lucrar explorando a própria posição dominante com a injusta desvantagem de outras pessoas ou enriquecer-se gerando danos ou perturbações ao bem-estar coletivo", principalmente quando, para se ganhar mais, se provoca reduções artificiais nos preços dos títulos da dívida pública, e não se preocupa em afetar negativamente ou agravar a situação econômica de países inteiros". Refere-se igualmente à economia e cultura do descarte, a novas formas de economia e à busca do bem comum. Exorta a todos a serem guardiões da vida boa e intérpretes de um novo protagonismo social, com sólidos princípios de solidariedade e subsidiariedade.
Junto com os jovens, levar o Evangelho a todos: Papa Francisco divulgou sua mensagem para o Dia Mundial das Missões no dia 19 deste mês, véspera da Solenidade de Pentecostes. A coincidência ressalta a profunda ligação da missão da Igreja com a força do Espírito Santo que a impulsiona a sair continuamente a anunciar a todos os povos a Boa Nova da Salvação. Como o Dia Mundial das Missões, neste ano dia 21 de outubro, se dá durante a Assembleia do Sínodo dos Bispos que tem como tema “Juventude, fé discernimento vocacional”, Francisco se dirige diretamente aos jovens e ao mesmo tempo a todos os cristãos, que vivem na Igreja a aventura da sua existência como filhos de Deus. A partir de sua experiência pastoral de contato direto com o sofrimento e a pobreza, o Papa exorta os jovens a não terem medo de Cristo e da sua Igreja: “Graças à fé, encontrei o fundamento dos meus sonhos e a força para os realizar”, revela, sugerindo que é sempre bom se questionar, diante de cada circunstância: “O que faria Cristo no meu lugar?”. Para o Papa, a Assembleia do Sínodo é oportunidade para se entender melhor, à luz da fé, aquilo que o Senhor Jesus quer dizer aos jovens, e, através deles, às comunidades cristãs. Fundamentalmente, o ser humano é uma missão, e esta é a razão pela qual ele vive na terra. O Papa recorda também aos jovens que, pelo Batismo, são membros da Igreja e os batizados têm a missão de levar o Evangelho a todos. Crescer na graça da fé, transmitida pelos sacramentos da Igreja, integra num fluxo de gerações de testemunhas, onde a sabedoria daqueles que têm experiência se torna testemunho e encorajamento para quem se abre ao futuro. E, por sua vez, a novidade dos jovens torna-se apoio e esperança para aqueles que estão próximo da meta do seu caminho. 
Em retiro, bispos e padres da Diocese Erexim refletem dimensão missionária de seu ministério:
De segunda a sexta-feira, na Casa de Espiritualidade Recanto Medianeira dos Irmãos Maristas em Veranópolis, Dom José, Dom Girônimo e os padres da Diocese de Erexim vivem seu retiro anual. Com assessoria do Pe. Rafael Lopez Villaseñor, Superior Provincial da Congregação dos Padres Xaverianos de São Paulo refletiram e rezaram a partir da dimensão missionária do Presbítero. Na abertura do encontro, Dom José observou que estariam fazendo o retiro em comunhão com todo o povo ao qual foram enviados por Deus para servir e anunciar o Evangelho. O orientador enfatizou que seria indispensável cada retirante deixar Deus falar ao coração para redescobrir a sua missão na missão da Igreja, que ganha novo impulso com o Papa Francisco. Recordou a solenidade de Pentecostes, dia 20, que marca o início da missão da Igreja. Ao longo do retiro, Pe. Rafael apresentou meditações sobre princípios da espiritualidade missionária, espiritualidade e profetismo, espiritualidade para uma Igreja em saída, a alegria do Evangelho e a vida plena, missão como ação do Espírito Santo, a conversão missionária da Paróquia.
O orientador do retiro dos padres e bispos da Diocese de Erexim: Pe. Rafael Lopez Villaseñor nasceu no dia 04 de setembro de 1965, em Aranda, México. Fez o noviciado e a filosofia na Congregação dos Padres Xaverianos. Veio ao Brasil em julho de 1991. Fez a teologia na Faculdade N. Sra. da Assunção em São Paulo. Fez também mestrado em Ciências da Religião e Ciências Sociais na PUC de São Paulo. Foi ordenado padre no dia seis de janeiro de 1996. Como padre, foi vigário paroquial e pároco em São Paulo. Atualmente é superior da Congregação no País. É também assessor da Conferência dos Religiosos do Brasil, CRB.
Celebrações em honra ao Divino Espírito Santo em Itatiba do Sul: A Paróquia São Roque de Itatiba do Sul, com a animação pastoral do Pároco, Pe. Edinaldo dos Santos Bruno, realizou a terceira romaria do Divino Espírito Santo, com diversas celebrações. No dia 10 deste mês, uma quinta-feira, quando, antes da renovação conciliar, ocorria a solenidade da Ascensão do Senhor, houve missa da glorificação de Cristo no morro da Ascensão e em todas as comunidades da Paróquia. De 11 a 19, foi realizada a novena do Pentecostes. No dia 19, sábado, mesmo com muita chuva, houve missa na igreja São Roque seguida de procissão luminosa até o morro da Ascensão, com expressiva participação. No dia 20, domingo, Pe. Edinaldo presidiu missa da solenidade de Pentecostes com a participação de várias centenas de romeiros, com a tradicional bênção das velas do Divino. Após a missa, o povo foi em procissão até o Morro da Ascensão, onde houve a bênção com o Santíssimo Sacramento.
Solenidade do Corpo de Deus, louvor e compromisso da Eucaristia: Em 1264, o Papa Urbano IV instituiu a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, iniciada 20 anos antes na Bélgica, para ser celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, neste ano, quinta-feira próxima, com missa, procissão e bênção com o Santíssimo Sacramento. Após a solenidade de Pentecostes, dia 20 passado, a Igreja vive três celebrações com característica de síntese da fé cristã: a Santíssima Trindade, neste domingo, Corpus Christi, quinta-feira, e Sagrado Coração de Jesus, dia 08 de junho, também dia de oração pela santificação dos presbíteros. A solenidade de Corpus Christi foi instituída com a finalidade de louvar e bendizer a Deus pelo Sacramento do Altar, para proclamar a fé na presença real de Cristo no pão e no vinho consagrados e para renovar o compromisso de participar sempre da celebração eucarística. Neste dia, em horário próprio, as Paróquias realizam missa, procissão e bênção com o Santíssimo, com diversos símbolos e muitas com tapetes nas ruas representando símbolos da fé.
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Informações da semana
Do dia 24/5/18
Papa: explorar o trabalhador é pecado mortal
Dedicando a missa na Casa Santa Marta ao “nobre povo chinês”, que hoje festeja Nossa Senhora de Sheshan, Francisco exorta a tomar distância das riquezas que seduzem e escravizam.
Tomar distância das riquezas, porque estas nos foram oferecidas por Deus para doá-las aos outros. A este tema o Papa Francisco dedicou a missa celebrada na manhã de quinta-feira (24/04) na Casa Santa Marta.
Na memória de Nossa Senhora Auxiliadora, o Pontífice celebrou a missa na intenção do “nobre povo chinês”, que festeja a Virgem de Sheshan em Xangai.
Riqueza apodrecida
O Papa se inspirou Leitura de São Tiago apóstolo, que fala do salário não pago aos trabalhadores e o seu clamor que chega aos ouvidos do Senhor. Francisco destaca que Tiago usa expressões contundentes para falar aos ricos, sem meias palavras, condenando a “riqueza apodrecida”, como fez Jesus:
“Ai de vós ricos!”, é o primeiro ataque depois das Bem-aventuranças na versão de Lucas. “Ai de vós ricos!”. Se alguém fizer uma pregação assim, no dia seguinte nos jornais aparece: “Aquele padre é comunista!”. Mas a pobreza está no centro do Evangelho. A pregação sobre a pobreza está no centro da pregação de Jesus: “Bem-aventurados os pobres” é a primeira das Bem-aventuranças. E a carteira de identidade com a qual Jesus se apresenta quando volta ao seu vilarejo, a Nazaré, na sinagoga, é: “O Espírito está sobre mim, fui enviado para anunciar o Evangelho, a Boa Nova aos pobres, o alegre anúncio aos pobres”. Mas na história sempre tivemos esta fraqueza de tentar tirar esta pregação sobre a pobreza, acreditando se tratar de algo social, político. Não! É Evangelho puro, é Evangelho puro.
Dois senhores
Francisco convidou a refletir sobre o porquê de uma pregação assim “tão dura”. A razão está no fato de que “as riquezas são uma idolatria”, são capazes de “seduzir”. O próprio Jesus, explicou o Papa, disse que “não se pode servir a dois senhores: ou você serve a Deus ou às riquezas”: dá, portanto, uma “categoria de ‘senhor’ às riquezas, isto é, a riqueza “o pega e não o larga e vai contra o primeiro mandamento”, amar a Deus com todo o coração.
As riquezas vão também contra o segundo mandamento, porque destroem a relação harmoniosa “entre nós homens”, “estragamos a vida”, “estragamos a alma”. O Papa recordou a Parábola do rico - que pensava na “boa vida”, nas festas, nas roupas luxuosas – e do mendicante Lázaro, “que não tinha nada”.
Tiago sindicalista
As riquezas, reiterou, “nos levam embora a harmonia com os irmãos, o amor ao próximo, nos fazem egoístas”. Tiago reivindica o salário dos trabalhadores que cultivaram a terra dos ricos e não foram pagos: “alguém poderia confundir o apóstolo Tiago com um sindicalista”, afirmou Francisco. E na verdade, acrescentou, o apóstolo “fala sob a inspiração do Espírito Santo”. Parece uma coisa dos nossos dias, disse o Papa:
Também aqui, na Itália, para salvar os grandes capitais deixam as pessoas sem trabalho. Vai contra o segundo mandamento e quem faz isto: “Ai de vós!”. Não eu, Jesus. Ai de vocês que exploram as pessoas, que exploram o trabalho, que pagam de maneira informal, que não pagam a contribuição para a aposentadoria, que não dão férias. Ai de vós! Fazer “economias”, fraudar o que se deve pagar, o salário, é pecado, é pecado. “Não, padre, eu vou à missa todos os domingos e participo daquela associação católica e sou muito católico e faço a novena disso…”. Mas você não paga? Essa injustiça é pecado mortal. Você não está nas graças de Deus. Não sou eu que estou dizendo, é Jesus, é o apóstolo Tiago. Por isso as riquezas nos afastam do segundo mandamento, do amor ao próximo.
Rezar pelos ricos
As riquezas, portanto, têm uma capacidade que nos tornar “escravos”: por isso Francisco exorta a “fazer um pouco mais de oração e um pouco mais de penitência” não pelos pobres, mas pelos ricos.
Você não é livre diante das riquezas. Você para ser livre diante das riquezas deve tomar distância e rezar para o Senhor. Se o Senhor lhe deu riquezas é para distribui-las aos outros, para fazer em seu nome tantas coisas boas para os outros. Mas as riquezas têm esta capacidade de nos seduzir e nesta sedução nós caímos, somos escravos das riquezas.
Fonte: Vatican News
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Papa a Eco di Bergamo: João XXIII não conhecia a palavra inimigo
Na entrevista ao “Eco di Bergamo”, Francisco recorda o Papa João XXIII, os motivos da peregrinação da urna do corpo do santo na Diocese de Bergamo, a missão da Igreja no mundo atual.
Um homem e um santo “que não conhecia a palavra inimigo”, que “procurava sempre o que une”, consciente de que “a Igreja é chamada a servir o ser humano e não somente os católicos; a defender primeiramente e em todo lugar os direitos da pessoa humana e não somente os da Igreja católica”.
Assim, o Papa Francisco define São João XXIII na entrevista ao jornal “Eco di Bergamo”, em vista do retorno provisório das relíquias de Angelo Giuseppe Roncalli a Sotto il Monte, sua terra natal, e à Diocese de Bergamo, a partir desta quinta-feira (24/05)  até 10 de junho próximo.
Os motivos da peregrinação da urna
“Um presente e uma ocasião” para um novo caminho de fé, sublinha o Pontífice, e com uma alegria que Francisco quer partilhar especialmente com todos aqueles que “nunca puderam vir a Roma para rezar diante do túmulo situado na Basílica de São Pedro”: idosos, pobres e doentes para que se sintam interpelados pelo Papa Roncalli que “nos convida a olhar para o que realmente conta”: “aquele Crucifixo que tinha colocado diante de sua cama, com o qual falava e escutava, para o qual olhava e se sentia olhado”, exatamente como, conta Francisco, ele também faz.
O encontro com Jesus Cristo
No fundo, “o cristianismo não é um ideal a seguir, uma filosofia a qual aderir ou uma moral a ser explicada”, mas “um encontro com Jesus Cristo que nos faz reconhecer na carne dos irmãos e irmãs a sua presença”. É ir ao “coração” do Evangelho e sentir “o cheiro limpo do Evangelho”, explica. Francisco exorta a “partilhar o pão com quem tem fome, a cuidar dos doentes, dos idosos, daqueles que não podem nos dar nada em troca”.
A história de Angelo Giuseppe Roncalli é “cheia desses gestos de proximidade” a quem sofria, quem era necessitado, seja católico, ortodoxo ou judeu.  
A missão da Igreja
Por outro lado, acrescenta, “a Igreja é missionária por natureza” e deve “sair” para testemunhar o “fascínio” do Evangelho “se não quiser ficar doente de auto-referencialidade”, com uma missão que não é “difusão de uma ideologia religiosa” nem “a proposta de uma ética sublime”, propondo “verdades frias” ou “doutrinação com métodos discutíveis”.
“As periferias são cada vez menos um conceito geográfico e cada vez mais um conceito existencial”, observa o Papa. Diante da missão da Igreja “está Jesus Cristo que continua evangelizando”, tornando-se “novamente e sempre nosso contemporâneo”.
Por isso, “todos somos convidados a sair, a alcançar as periferias do desconforto, do sofrimento, da ignorância e do pecado”, trabalhando “com o testemunho”.
O Pontífice relembra um trabalho pastoral que, “se for o caso”, abandone “o critério pastoral cômodo do ‘sempre foi feito assim’, repensando juntos os objetivos, estruturas, estilo e métodos de evangelização, e coordenação entre institutos missionários”.
Acolhimento desinteressado aos migrantes
Numa época em que diante da emergência migrante, se constroem muros que “fecham” os corações, Francisco sublinha que o acolhimento verdadeiro deve ser “totalmente desinteressado” e que existe hoje “muito trabalho a ser feito” para “criar uma nova cultura, uma nova mentalidade, educar as novas gerações a pensar, a pensar-se como única família humana, uma comunidade sem confins”.
Não à lógica das corporações, mesmo na Igreja
Diante da “barbarização da sociedade”, o chamado é para olhar às pessoas e à verdade, porque “é sempre o homem com sua livre responsabilidade que pode fazer das palavras, da comunicação, o lugar da compreensão e do encontro ou mesmo da oposição e da guerra fratricida”. Mesmo na Igreja, “observa o Papa, “quando não se vive a lógica da comunhão mas das corporações, pode acontecer que se empreendam verdadeiras e próprias estratégias de guerra pelo poder, que às vezes se exprime em termos econômicos, outras em termos de cargos importantes”. Portanto “são justamente as pessoas a serem o antídoto contra as falsidades, não as estratégias”.
Lógica do Evangelho guie os governantes
No cinquentenário da Encíclica de João XXIII Pacem in terris (11 de abril de 1963), o Pontífice recorda a “proposta de paz como compromisso permanente”. “É verdade – acrescenta – que atualmente há mais guerras do que na época da Encíclica, mesmo porque os meios de comunicação nos mostram as imagens ao vivo provenientes de tantos lugares do mundo; e é verdade que se combatem com as armas, mas também de modo menos visível, guiadas por mecanismos de prepotência, ainda assim as palavras de João XXIII continuam válidas”. Respondendo às perguntas do jornal, Francisco diz-se preocupado pelos “desequilíbrios, que estão sempre ligados”, a uma, “desconsiderada exploração dos homens e dos recursos da natureza”, porém – esclarece – “a verdadeira tarefa da Igreja não é mudar os governos, mas fazer com que entre a lógica do Evangelho no pensamento e nos gestos dos governantes”. Porque a paz “não deve ser ligada à ausência de guerra”, mas sim, “ao desenvolvimento integral das pessoas e dos povos”. É preciso compreender que “o compromisso pelos grupos sociais e pelos estados é viver relações de justiça e solidariedade que não devem ficar apenas como palavras”, mas a superação concreta “por parte de toda forma de egoísmo, individualismo, interesses de grupo em qualquer nível”.
Sociedade e Igreja precisam dos jovens
Este fator implica em uma nova perspectiva sobre os jovens, aos quais o Papa quis dedicar o Sínodo de outubro deste ano: a sociedade precisa dos jovens, como a Igreja” repete Francisco. São eles, com suas próprias histórias, que “a Igreja deseja aproximar”, para restituir, “o entusiasmo pelo Evangelho”. O Pontífice se preocupa com o desemprego dos jovens e diz que “é pecado social e a sociedade é responsável por isso”. “Uma verdadeira cultura do trabalho – afirma – não quer dizer apenas produzir, mas estar relacionada a modelos de consumo sustentável”. Se “o trabalho pelo consumo” for liquidado, liquida-se também todas as “suas palavras irmãs: dignidade, respeito, honra, liberdade”.
Terrorismo não significa islamismo
Na perspectiva da cultura do encontro, Francisco expõe também o papel das religiões, reiterando principalmente que terrorismo não significa islamismo. O convite é para promover uma “verdadeira educação dirigida a comportamentos de responsabilidade”, também em relação ao cuidado da Criação. Depois, refletindo sobre o futuro do cristianismo no Ocidente, o Pontífice observa que isso leva “a ver maiores motivos de inquietação do que razões de esperança, mas também que é preciso entender que esta identificação absoluta do cristianismo com a cultura ocidental não tem mais sentido”. O cristianismo tem “dentro de si a força para se regenerar na sua natureza evangélica”. “Acredito – refere – que pensadores e teólogos não estão errados em afirmar que o cristianismo futuro ou será mais concretamente católico, universal, plenamente eclesial, respeitoso das culturas, a África, a Ásia, a América Latina… ou correrá o risco da irrelevância quanto à proposta do Evangelho e à salvação do mundo”. Portanto, o chamado conclusiva é à “prioridade da caridade, compromisso pela justiça e pela paz”.
Fonte: Vatican News
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Urna com corpo do Papa João XXIII parte em peregrinação
Cardeal Angelo Comastri, Arcipreste da Basílica de São Pedro, presidiu nesta quinta-feira, dia 24 de maio, uma cerimônia de envio da urna com corpo do Papa João XXIII que seguiu para o sua cidade na diocese de Bergamo.
Pela segunda vez na historia o corpo de um Papa deixa a Basílica de São Pedro. Depois de São Pio X, o Papa Veneziano, foi a vez do São João XXIII deixar o Vaticano para estar com o povo da diocese de Bergamo, onde exerceu seu ministério por 40 anos, especificamente na cidade de Sotto il Monte, onde nasceu no dia 25 de novembro de 1881. A urna com seu corpo estará com o povo que gerou este pontífice que tanto fez pela a Igreja e pelo mundo. “Se começa da terra onde nasci e depois se prossegue até o céu.” Esta frase do próprio santo marca os 60 anos de sua eleição como Papa.
Os dezoitos dias de peregrinação com o corpo do santo, começou com uma celebração feita pelo Cardeal Angelo Comastri, arcipreste da Basilica de São Pedro, do lugar onde a urna foi transferida em 2001, ano da beatificação, na Gruta Vaticana. Será uma longa peregrinação de devoção em diferentes etapas, tudo para dar a oportunidade àqueles fieis que querem viver momentos de oração e veneração. A primeira parada será na prisão de Via Gleno, em memória da sua visita aos detentos de Regina Coeli, após, é prevista a visita ao seminário e às 21h a urna será solenemente recebida na catedral para uma vigília de oração.
Na despedida da Basílica de São Pedro, o Cardeal Comastri pronunciou a seguinte mensagem:
Estamos reunidos aqui em oração para entregar ao Bispo de Bergamo a urna contendo os restos do venerado de São João XXIII, que retornam à terra de suas origens. E, em particular, retornam a cidade de Sotto il Monte onde, quando criança, o futuro Pontífice exprimiu a fé no belo exemplo de seus pais.
De fato, foi ele quem disse: "Minha casa estava cheia de Deus!" E, nesta peregrinação, ele lembra das gerações de hoje, para que possam redescobrir o fervor da fé do passado. Parece-me sublinhar que, em tantos séculos de história, é apenas a segunda vez que os restos de um santo pontífice saem da Basílica de San Pietro.
A primeira vez ocorreu em 1959 (de 12 de abril a 10 de maio) quando, por decisão de João XXIII, o caixão contendo os restos mortais de São Pio X partiu para Veneza. João XXIII, de fato, lembrou que em 1903, deixando Veneza para chegar a Roma para o Conclave, o então cardeal Giuseppe Sarto foi saudado por uma grande multidão de venezianos na estação ferroviária. Todos disseram a ele:
“ Eminência, volte! Prometa: Eminência, volte! "O Patriarca, em um momento de forte emoção, gritou:" Eu prometo a você! Ou vivo ou morto, eu voltarei ". Ele não poderia voltar vivo, porque ele foi eleito papa. ”
João XXIII, seu sucessor em Veneza, quis manter sua promessa e decidiu a incomum peregrinação do falecido Pontífice a Veneza: esse detalhe revela a delicadeza de espírito de João XXIII.
Hoje, João XXIII faz a peregrinação de gratidão e bênção para a terra onde nasceu, onde se tornou cristão e desenvolveu uma vocação para o sacerdócio.
Acompanhamos este momento significativo recordando uma afirmação de João XXIII. Ele disse: "A educação que deixa os traços mais profundos é aquela que é recebida em casa, na família. Esqueci muitas coisas que aprendi sobre os livros, mas lembro perfeitamente dos ensinamentos e exemplos de meus pais e dos meus antigos. É por isso que eu amo Sotto il Monte e estou feliz por voltar todos os anos. Ambiente simples, mas cheio de exemplos sagrados e preciosos ensinamentos ».
Que esta peregrinação, que começa neste momento, sintonize nosso coração com o coração deste santo pontífice que todos amavam a tal ponto que, por ocasião de sua santa morte, um jornalista exclamou: "Se o Papa João existiu, Deus também existe." Possam dizer também o mesmo sobre cada um de nós.
Fonte: Vatican News
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Congresso Internacional Centesimus Annus: "Novas políticas e estilos de vida na era digital"
O Congresso Internacional 2018 da Fundação Centesimus Annus - pro Pontifice, que comemora seu 25º aniversário este ano, começará nesta tarde, 24 de maio, até o sábado, dia 26. A conclusão será com o cardeal Pietro Parolin, Bartolomeu I e a audiência do Papa Francisco.
Trinta e quatro palestrantes de diferentes partes do mundo que se confrontarão com "novas políticas e estilos de vida na era digital". É a conferência internacional de 2018 promovida pela Fundação Centesimus Annus - pro Pontifice, por ocasião do 25º aniversário da sua instituição, que abre hoje no edifício da Chancelaria em Roma. A fundação, criada em 1993, com um ato de quirógrafo, de São João Paulo II, quer ser, lembra o Presidente Domingo Sugranyes Bickel, "um lugar de encontro, onde pessoas que vêm da vida econômica, empresarial e sindicalista encontram pessoas que conhecem a doutrina social da Igreja, onde debaterão e aprenderão juntos o que significa aplicá-la aos problemas do momento".
Bartolomeu I e a agenda cristã para o bem comum
No sábado, 26 de maio, a Conferência será encerrada na Sala Régia do Palácio Apostólico, com uma sessão presidida pelo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, na qual o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, refletirá sobre o tema: "Uma agenda cristã comum para o Bem Comum ". No final, haverá uma audiência privada dos 500 participantes, com o Papa Francisco. Entre os palestrantes estão representantes da Pontifícia Academia para a Vida, da Fundação Vaticano Gravissimum Educationis, da FAO, da Confederação Européia de Sindicatos e de vários economistas engajados em trabalhos acadêmicos e líderes empresariais.
Da robotização aos novos sistemas de comunicação
"Vamos discutir o tema dos novos estilos de vida - o Presidente Sugranyes Bickel deixa claro - as novas formas de desenvolvimento econômico voltadas mais claramente para o bem comum, uma nova consciência da responsabilidade das pessoas nas decisões cotidianas. Tudo isso deve ser colocado no contexto de uma economia que está mudando profundamente, com a robotização, com a inteligência artificial, com todas essas novas realidades do novo sistema de comunicação ".
A cadeia alimentar e a cultura do "descartável"
A primeira sessão, esta tarde, oferece contribuições interdisciplinares sobre as prioridades úteis para redesenhar os princípios de uma economia centrada na dignidade e na solidariedade entre as pessoas. Uma sessão de trabalho será dedicada ao tema da formação, refletindo sobre como isso pode ser direcionado para preparar os jovens para se tornarem parte de uma realidade de trabalho que exige cada vez mais novas especializações e a capacidade de se renovarem. Outra sessão tratará da introdução do tema da cadeia alimentar e cultura "descartáveis". A tarde de sexta-feira será centrada nos esforços de evangelização em um mundo cada vez mais marcado por conflitos, será guiada pelo relatório do cardeal Fernando Filoni, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos.
Fonte: Vatican News
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Esmolaria Apostólica: atletismo e solidariedade
A iniciativa tornou-se possível graças à Federação Italiana de Atletismo que reservou gratuitamente os lugares para os “pobres do Santo Padre".
A Esmolaria Apostólica convidou, em nome do Papa Francisco, os pobres, sem-teto, refugiados, migrantes e pessoas carentes ao Estádio Olímpico de Roma, na tarde da próxima quinta-feira (31/05), para o Golden Gala, encontro internacional de atletismo.
A iniciativa tornou-se possível graças à Federação Italiana de Atletismo que reservou gratuitamente os lugares para os “pobres do Santo Padres”, que serão acompanhados por voluntários da Comunidade de Santo Egídio, pela Cooperativa Auxilium e pela Athletica Vaticana, maratonistas funcionários da Santa Sé.
O objetivo é oferecer uma tarde de festa e amizade, através da beleza de um esporte universal e simples como o atletismo e lançar novamente os valores do acolhimento e solidariedade.
Muitas vezes o Papa Francisco recordou que os pobres precisam não somente de alimento, roupas e um lugar para dormir, mas também de uma palavra amiga, de um sorriso e ocasiões de lazer e diversão saudável.
No setor “Curva Sul” do Estádio Olímpico, os convidados do Papa Francisco farão também um lanche.
Fonte: Vatican News
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 Encontro em Roma recorda 50 anos da Humanae Vitae
Nos dias 24 e 25 de maio, palestrantes leigos, católicos e de outras confissões religiosas chamam a atenção para a paternidade responsável no encontro realizado no Camillianum
A Encíclica 'Humanae Vitae’ de Paulo VI sobre a doutrina do matrimônio completa 50 anos e o Instituto Camillianum de Roma comemora o evento com uma conferência do sabor internacional e inter-religioso nesta quinta, 24, e sexta-feira, 25.
O coração do documento reitera – sem ambiguidade - a ligação inseparável entre o valor unitivo e procriativo no ato conjugal, condenando o aborto, a contracepção e a esterilização como métodos de regulação dos nascimentos, mas com abertura aos naturais: reconhecimento dos períodos férteis ou inférteis do ciclo menstrual .
Uma reflexão atual sobre a paternidade responsável
O objetivo do encontro - com a participação de palestrantes leigos, católicos e de outras confissões - é desenvolver uma reflexão atualizada sobre a paternidade responsável, sem esquecer as verdades não modificáveis da 'Humanae Vitae'.
"Paulo VI - explica Palma Sgreccia, presidente do Camillianum, Instituto da Pastoral da Saúde - nos ensinou que o amor conjugal faz parte do grande mistério da Criação que torna os homens partícipes do plano criador de Deus e deve ser aberto ao dom da vida. O princípio da paternidade responsável não pode ser confiado à técnica, que subleva o indivíduo do exercício da responsabilidade. É por isso que o aborto, a contracepção e a esterilização são proibidos. A cultura contemporânea tem dificuldade de entender que em nossa natureza humana é reconhecida essa 'lei'".
Dialogar também com aqueles que se opõem à Encíclica
Imediatamente após a publicação, em 25 de julho de 1968, a Encíclica provocou fortes reações de contrariedade em todo o mundo. Mesmo dentro do mundo católico. É história. Meio século depois, o eco desses protestos ainda não diminuiu. Às vezes parece voltar a tomar vigor. E aqui, então, a necessidade de uma convenção para reiterar, com a linguagem de hoje, a bondade dos pronunciamentos de Paulo VI.
Isto é explicado por Palma Sgreccia: "Queremos mais uma vez enfatizar a verdade antropológica da ligação inseparável entre sexualidade e geração. O homem é capaz de regulá-la, mas com métodos naturais. Mas não só. Com esta conferência também queremos dialogar com aqueles que não concordam com nossas posições, a partir dos pontos que nos unem".
Fonte: Vatican News
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Eutanásia: Jesuítas portugueses tomam posição contra despenalização
Os jesuítas portugueses publicaram hoje uma tomada de posição contra a legalização da eutanásia, lamentando o que consideram ser um “debate insuficiente” na sociedade.
Recordando a petição pública dirigida à Assembleia da República em fevereiro de 2016, assinada por diversas personalidades que pediam a “despenalização da morte assistida”, os membros da Companhia de Jesus entendem que “a reflexão que se gerou na sociedade não foi suficientemente esclarecedora”.
“A pergunta que importa fazer é se o caminho preconizado pela petição e acolhido pelos distintos Projetos de Lei é o que melhor responde à necessidade de acompanhar quem se aproxima do final da vida. E quanto a isso a nossa convicção é clara: não!”.
Os jesuítas portugueses entendem que existe “uma enorme confusão de conceitos” neste campo, sem perspectivas de esclarecimento.
“Lamentamos que haja, da parte de alguns deputados, a tentação de se fecharem à sociedade civil e de se precipitarem a apoiar uma lei sobre a qual muitos portugueses não estão esclarecidos, não compreendendo sequer as suas consequências”, pode ler-se.
O Parlamento vai discutira 29 de maio quatro Projetos de Lei (PAN, BE, PEV e PS) que pretendem despenalizar a eutanásia em casos de lesão incurável e de doença grave sem perspetiva de cura.
“Não está em causa desligar algum suporte artificial de vida ou interromper tratamentos desnecessários, mas provocar ativa e intencionalmente a morte”, assinala o editorial publicado no portal dos Jesuítas em Portugal, ‘Ponto SJ’.
Fonte: Agência Ecclesia
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Bartolomeu I em Roma: oração junto às relíquias dos Apóstolos
O Patriarca Ecumênico de Constantinopla na Basílica dos Santos Doze Apóstolos em Roma venera os Santos Filipe e Tiago. Bartolomeu I encontrará o Papa Francisco.
Uma oração junto às relíquias dos Santos Filipe e Tiago, custodiadas na Basílica dos Santos Doze Apóstolos em Roma, marcou o início da visita do Patriarca Bartolomeu I. No final da oração o Patriarca fez uma saudação à comunidade dos Frades Menores Conventuais, presentes com o Ministro Geral frei Marco Tasca, os membros da Cúria Generalícias e as comunidades romanas e a todos os fiéis presentes.
Os 25 anos da Centesimus Annus
Bartolomeu I participa do simpósio que celebra os 25 anos da Fundação Centesimus Annus, fundada por João Paulo II para promover o estudo e a difusão da doutrina social da Igreja. O simpósio aborda o tema “debate sobre novas políticas e estilos de vida na era digital” e se realiza de 24-26 de maio. No sábado (26/05), o simpósio contará com a presença do cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, e na ocasião o Patriarca de Constantinopla fará uma reflexão sobre o tema “uma agenda cristã para o bem comum”. Encontro com o Papa Francisco
Na mesma manhã de sábado (26/05), o Patriarca será recebido junto com sua comitiva pelo Papa Francisco e depois participará de uma audiência na Sala Régia com os membros da Fundação Centesimus Annus.
Fonte: Vatican News
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Ajuda à Igreja que Sofre reconstrói casas de cristãos na Síria
Graças ao apoio da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, 97 famílias cristãs terão suas casas reconstruídas em Homs, na Síria
Uma cerimônia especial foi realizada nos dias passados na Catedral sírio-ortodoxa Um al Zehnar, em Homs. Os proprietários das 97 casas de cristãos que a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre ajudará a reconstruir em Homs, receberam o primeiro tijolo onde estava escrito "Jesus é a minha rocha."
Homs é a terceira maior cidade da Síria depois de Damasco e Aleppo, e durante os primeiros anos de conflito foi palco de confrontos entre rebeldes e forças leais ao governo de Bashar al-Assad.
Muitos cristãos deixaram a cidade por razões de segurança ou porque suas casas foram destruídas.
Os proprietários das 97 moradias que retornaram, pertencem na verdade a diferentes denominações cristãs: uma família maronita, 26 greco-melquitas , 11 greco-ortodoxas e 59 sírio-ortodoxas.
"Obrigado por tudo que vocês fazem por nós - disse à AIS Aziz al Houri e sua esposa. Os nossos filhos estão tão felizes por finalmente poderem voltar para casa!".
"Vivemos anos terríveis - conta o cristão Nizar Al Bitar - mas, graças ao apoio de vocês, não perdemos a esperança. Os cristãos permanecerão na Síria!"
As 97 casas estarão prontas antes do final do verão. Em tempo para que o bebê de Genan Abdalaha possa nascer em sua casa. "Eu não posso acreditar que poderemos finalmente voltar ao nosso bairro!", exclama a futura mãe.
Enquanto isso a Fundação Pontifícia, que já apoiou a reconstrução de outras 110 casas em Homs, doou 300 mil euros para este projeto. "Infelizmente, a guerra na Síria está longe de terminar - afirma o Diretor da AIS-Itália, Alessandro Monteduro - mas graças a intervenções como esta, podemos ajudar nossos irmãos sírios a retornar, ainda que parcialmente, à normalidade."
Monteduro também recorda o grande esforço na Síria da AIS, entidade que está entre as principais realidades em apoio aos cristãos no Oriente Médio.
«De 2011 até hoje, doamos mais de 24 milhões e 500 mil euros aos nossos irmãos sírios. Esses cristãos corajosos sofreram e continuam sofrendo muito, e é nosso dever realizar o seu sonho de voltar para as próprias casas. Com eles aprendemos o que significa ter uma fé firme e inabalável. Porque Jesus, mesmo no horror da guerra síria, nunca deixou de ser a sua rocha», diz Monteduro.
Fonte: Vatican News
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Aumento da violência anticristã na Índia durante atual governo
O "Relatório dos cidadãos sobre os quatro anos do Governo NDA, 2014-18. Promessas e realidade" revela que os quatro anos em questão têm sido doloroso para a comunidade cristã, e 2017 e os primeiros quatro meses de 2018 são os mais traumáticos.
Durante o governo de quatro anos (2014-2018) do nacionalista hindu Bharatiya Janata Party (BJP) que guiou o governo da National Development Alliance (NDA), a comunidade cristã na Índia tem enfrentado ataques sem precedentes de grupos nacionalistas hindus.
O alerta é de um estudo independente, publicado por um fórum de especialistas e organizações da sociedade civil, envolvidos no trabalho social com grupos de pessoas marginalizadas e vulneráveis (dalits, tribais, crianças, jovens, mulheres, pessoas com necessidades especiais, desempregados).
Eliminar a pobreza e a exclusão social
O fórum chamado de Wada Na Todo Abhiyan (WNTA, "Campanha Não quebre a promessa") é uma plataforma nacional da sociedade civil de mais de 4.000 organizações e indivíduos da sociedade civil, com o seu principal foco na responsabilidade do governo em eliminar a pobreza e a exclusão social.
De acordo com o documento detalhado de 140 páginas enviado à Agência Fides, intitulado "Relatório dos cidadãos sobre os quatro anos do Governo NDA, 2014-18. Promessas e realidade", os quatro anos em questão têm sido doloroso para a comunidade cristã, e 2017 e os primeiros quatro meses de 2018 são os mais traumáticos.
351 casos de violência em 2017
A Comissão para a liberdade religiosa do organismo "Evangelical Fellowship of India”, que monitora os casos de violência, documentou pelo menos 351 casos de violência em 2017. E muitas vezes as violências não são denunciadas porque a vítima está aterrorizada ou a polícia se recusa a registrar a ocorrência.
De acordo com a análise de dados de 2017, Tamil Nadu é o Estado mais hostil, com o maior número de violência contra cristãos, com 52 casos. Segue Uttar Pradesh com 50, Chhattisgarh com 43, Madhya Pradesh com 36, Maharashtra com 38.
Excluindo o Tamil Nadu, os outros Estados são governados por Bharatiya Janata Party, diretamente ou em coalizão. A violência do Tamil Nadu está estritamente ligada à discriminação de castas: as vítimas provêm em grande parte das chamadas "castas inferiores" dos povoados, onde os grupos dominantes se opõem aos grupos de oração nas casas, típicos dos grupos evangélicos.
Até crianças entre as vítimas
Também os filhos dos cristãos estão entre as vítimas. Um grupo de crianças cristãs que viajava para participar de uma celebração religiosa foi atacado por ativistas hindus e as crianças sequestradas.
Aspectos aterrorizantes dessa violência são os estupros, em particular de freiras católicas, além de outras violências do gênero. Pelo menos três casos de estupro foram registrados no quadriênio.
Nos últimos quatro anos, de fato, tem havido uma tendência crescente de polarização, levando à exclusão social. Nesse contexto, os protestos dos grupos cristãos contra a "violência do Estado" foram brutalmente reprimidos.
Organizações governamentais, incluindo a Comissão Nacional de Minorias, expressaram sua impotência. Muitas estruturas governamentais e funcionários permanecem emaranhados na burocracia ou "são órgãos formados por políticos relutantes em agir nesse sentido", observa o documento.
Leis Discriminatórias
O Relatório também observa a presença de leis que geram discriminação e violência: o Relator Especial sobre Liberdade de Religião e Crença do Conselho de Direitos Humanos da ONU observou que o artigo 341, parágrafo 3 da Constituição, criminaliza a conversão de cidadãos indianos das castas mais baixas ao cristianismo e ao islamismo.
Existem medidas punitivas que negam à população de 180 milhões de dalits o acesso ao emprego na administração pública e às instituições de ensino superior. As leis "sobre a liberdade de religião" presentes em sete Estados indianos "negam os direitos e a liberdade de fé" ou parecem dar permissão para atingir os cristãos e suas instituições.
Uma rede capilar
O Relatório WNTA também investiga questões de desenvolvimento em matéria de educação, saúde, água e saneamento, direitos à terra, economia, orçamentos, políticas fiscais, espaço da sociedade civil, mídia, direitos humanos, trabalho e emprego, meio ambiente, funcionamento do parlamento, governança. O fórum se vale de uma rede capilar espalhada em todo o território indiano.
Fonte: Vatican News
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Realiza-se em Tessalônica (Grécia), de 21 a 25 de maio de 2018, a 8ª Conferência Internacional de Teologia Ortodoxa
A conferência, com apresentações de 120 teólogos, eminentes líderes espirituais e professores ilustres de 20 países, 25 faculdades e instituições de teologia, tem como tema: ‘O Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa: Teologia Ortodoxa no Século XXI’. A conferência está sendo organizada pela Escola de Teologia da Universidade Aristóteles de Tessalônica, sob os auspícios do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I. Entre os palestrantes estão: S. B. Anastácio, Arcebispo da Albânia, S. E. Demetrios, Arcebispo da América, S. E. Amfilohije, Metropolita de Montenegro, S. E. Nifon de Târgovişte, S. E. Gennadios de Sassima, S. E. Chrysostomos de Messinia, S. E. Elpidophoros de Bursa, S. E. Maximos de Selyvria, Ss. Es. os Bispos Kyrillos de Abidos, Makarios de Christoupoli, assim como cerca de 100 professores, clérigos, monges, monjas e homens e mulheres seculares. Durante estes dias, estará em discussão os temas presentes nos textos oficiais do Santo e Grande Concílio, realizados há dois anos, que tratam da relação da Igreja com o mundo contemporâneo.
Fonte: Ecclesia News
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Bispos da Nicarágua denunciam ameaças de morte do governo
A Conferência Episcopal da Nicarágua denunciou em um comunicado que bispos e sacerdotes estão sendo ameaçados de morte pelo governo de Daniel Ortega, através de diferentes meios oficialistas e "contas anônimas" nas redes sociais.
"Sentimos a necessidade urgente de informar o nosso povo a respeito do descrédito e das ameaças de morte das quais estamos sendo vítimas, bispos e sacerdotes, especialmente o nosso bom irmão Dom Silvio José Báez Ortega, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manágua, através de diferentes meios: ataques do governo orquestrados pelos jornalistas e pelos meios oficialistas e contas anônimas nas redes sociais como Facebook e Twitter", explica o comunicado emitido em 22 de maio.
Os bispos indicaram que sentiram a necessidade de comunicar esta situação, porque há "alguns setores sociais pouco acostumados à cultura do diálogo e ante os imediatismos daqueles que querem permanecer no poder".
Os Prelados assinalaram que a Nicarágua está atravessando atualmente "uma das piores crises da sua história, após a dura repressão do governo que tenta fugir da sua responsabilidade como ator principal das diversas agressões".
Em abril, ocorreram protestos em massa nas ruas da Nicarágua, que foram reprimidos pelo governo de Daniel Ortega, provocando mais de 60 mortes e vários feridos.
A crise começou desde o dia 18 de abril, quando o governo anunciou um aumento da contribuição dos trabalhadores e empregadores ao Instituto Nicaraguense de Seguridade Social (INSS), que está passando por uma grave crise econômica.
Entretanto, o presidente Ortega, da Frente Sandinista de Libertação Nacional, teve que impedir esta medida e anunciou um diálogo nacional convidando a Igreja como mediadora.
Mas, continuam ocorrendo manifestações contra o regime, que se mantém no poder desde 2007.
Neste contexto, em seu comunicado no dia 22 de maio, o Episcopado recorda os agressores que são "um corpo colegiado e se atacam um bispo ou um sacerdote, atacam a Igreja".
"Não renunciaremos a acompanhar neste momento decisivo todo o povo nicaraguense, que sob o azul e branco da nossa bandeira, saíram às ruas a fim de exigir seus justos direitos", afirmaram.
"Como mediadores e testemunhas no diálogo nacional, somos chamados a propor e promover todos os caminhos possíveis para alcançar a democratização do país tão desejada e, portanto, é nosso dever sagrado pronunciar a Palavra Verdadeira que nos torna livres", acrescentaram.
No final do comunicado, os bispos asseguraram acolher-se no amor materno da Virgem de Cuapa, que disse ao povo: "Não basta pedir a paz, sejam construtores da paz".
Fonte: ACIDigital
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Rosário Ecológico no aniversário da encíclica Laudato Si 
Com a ajuda de Maria, queremos aprender a construir um mundo mais ecológico. 
No dia 24 de maio de 2015, o Papa Francisco assinou a encíclica Laudato Si, que trata sobre a questão ambiental. Para esta data, o Movimento Católico Global pelo Clima oferece o Rosário Ecológico sob a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. 
"Com a ajuda de Maria, auxílio dos cristãos, queremos aprender a cada dia de Suas Mãos, a usar melhor nossa liberdade para construir um mundo mais humano, ecológico, onde possamos habitar em paz, contribuindo em conjunto para a nossa casa comum, para que possamos cantar de verdade como Ela: 'Minha alma glorifica ao Senhor…'", destaca uma oração do rosário. 
O Rosário contempla tanto os momentos da vida, morte e ressurreição de Cristo, como também as inspirações do Papa Francisco na encíclica ambiental. 
"A defesa da água, é a defesa da vida", diz Papa Francisco
“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projecto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum", assinala a encíclica no número 13.
Contribuição do Papa - Com a Laudato Si o Papa Francisco toca em um assunto central nos dias atuais e que necessita da atenção de todos, desde os governantes aos cidadãos.
Com sua linguagem profunda e corajosa, Francisco mostra que a crise ambiental afeta toda humanidade e por isso é preciso que todos se sintam comprometidos com essas questões. 
Para a Igreja, a preocupação do Papa sugere maior empenho e conscientização também das dioceses, pastorais, movimentos, lideranças, etc. 
Um bom exemplo que repercutiu após a encíclica papal foi a adesão da Cáritas Internacional e diversos outros organismos e entidades católicas no desinvestimento em combustíveis fósseis. No Brasil, a Diocese de Umuarama aderiu à prática. 
Entre os organizadores do Rosário Ecológico, padre Eduardo Agosta, sacerdote argentino, doutor em Ciências Atmosféricas e Oceânicas e assessor de Ecologia Integral do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latinoamericano (CELAM) e que fez contribuições ao documento do papa.
Fonte: A12.com
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Do dia 23/5/18
Campanha da Fraternidade sobre Políticas Públicas para 2019 foi destaque na reunião dos bispos
Na manhã desta quarta-feira, 23 de maio, os membros do Consep fizeram as últimas considerações sobre o texto base da Campanha da Fraternidade (CF) de 2019, sobre Políticas Públicas. Depois desse trabalho, somente a equipe executiva da Campanha e a secretaria-geral da CNBB devem se encarregar na finalização da formulação do documento que vai servir de referência para a animação da campanha do ano que vem.
Texto-base
P. Luís Fernando, secretário-executivo da CF, fez um rápido relato sobre as mudanças feitas no texto de trabalho com as indicações feitas pelos bispos na reunião de novembro do ano passado quando o Consep tratou do assunto.
Tradicionalmente, os textos que servem de instrumento principal de reflexão na execução da CF trazem a estrutura que corresponde ao método consolidado do “ver, julgar e agir”. Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, propôs um amplo debate dos bispos sobre o primeiro capítulo sobre a apresentação da realidade das políticas públicas no Brasil.
Ver
Os bispos fizeram intervenções que chamaram atenção para a linguagem usada no texto. Consideram que para uma boa compreensão do que significa política pública é preciso que se adote uma linguagem bem compreensível para as lideranças que vão atuar na CF 2019.  E que é preciso sempre lembrar que talvez fosse necessária uma tradução dos textos corretos, mas muito denso. Outro aspecto levantado foi um excessivo enfoque em dados estatísticos no texto atual e que seria necessário considerar exemplos de execução de políticas públicas, com ênfase nas políticas públicas de estado e não apenas nas políticas de governos.
Ficou acertado ainda que, finalizada a reunião, a equipe responsável pela organização do texto deverá enviar o material para um olhar final dos bispos de modo a consolidar uma responsabilidade conjunta do Consep sobre o texto final.
Julgar
Os bispos fizeram várias reflexões a respeito do discurso teológico apresentados na segunda parte do texto da CF 2019. Assessores também colaboraram na reflexão e apontaram para possibilidades de esclarecimentos de termos e de expressões sobre a doutrina da Igreja de modo que o texto reforce a compreensão do discurso sobre a fé que as lideranças terão oportunidade de aprofundar durante a campanha.
No debate dos bispos também ganhou espaço considerações sobre referências bíblicas feitas no texto de modo que as informações sejam dadas com maior precisão para que se evite digressões arriscadas. Uma sugestão foi dada de que no texto se considerasse a riqueza da reflexão sobre a caridade suscitada pela vivência da fé manifestada no período da Patrística, além de menções ao tema feito pelo Magistério dos últimos pontificados.
Agir
A ênfase mais clara à necessidade de maior relação fé e vida foi ressaltada como um dos expressivos ganhos das últimas intervenções feitas no texto da CF 2019 desde novembro do ano passado. Entre as várias considerações, houve quem insistisse de que seria importante serem citadas, com clareza e sem julgamento, as forças vivas da sociedade que atuam no acompanhamento da elaboração e da execução de políticas públicas realizadas por organizações da sociedade civil e com destaque a iniciativas de pessoas e comunidades.
Na reflexão sobre esta parte do texto da CF 2019, alguns bispos insistiram que nas pistas de ação fosse estimulada uma busca de iniciativas locais. Também foi lembrada a importância do documento 105 da CNBB, sobre os cristãos leigos e leigas, no qual se encontra referência explícita a iniciativas dos cristãos no campo da elaboração e aprimoramento das políticas públicas no Brasil.
Cartaz
P. Luís Fernando apresentou os cartazes que concorrem a se tornar a identidade visual para a CF 2019. Ele explicou que reuniu as candidaturas que vieram a partir do Edital lançado em 2017. Cada uma das peças apresentadas foi acompanhada de uma defesa da ideia representada no cartaz. Os bispos apresentaram um briefing que foi devidamente assimiladas nas proposições feitas a grupos de comunicação que também enviaram propostas para o cartaz.
As políticas públicas, símbolos ligados às cores nacionais e o texto do tema e lema foram considerados nas 12 peças finalistas para avaliação dos bispos. Cada um dos membros do Consep pode fazer considerações gerais sobre aos conceitos manifestados nas propostas de cartazes. Alguns elementos foram levantados como critérios para a avaliação das peças: comunidade, saúde, trabalho, idoso, criança, Brasil.
Depois do debate, dom Leonardo conduziu uma rápida eleição das melhores peças e, mesmo tendo que fazer ajustes finais, foi escolhida uma das peças que servirá como uma espécie de marca para todo o material da CF 2019.
Música
Dom Leonardo passou, no final da manhã, a palavra para o Ir. Fernando Vieira, assessor da Comissão de Liturgia da CNBB. Ele contou aos bispos que recebeu 19 propostas de letra para o hino da CF 2019. Ele disse também que contou com a colaboração do P. José Weber no trabalho de avaliação das composições enviadas à CNBB por força do Edital lançado em 2017.
Dom Leonardo informou que os bispos escolhem a letra que depois será devolvida para a composição da melodia e que é sempre importante considerar se o texto traz o tema e o lema da Campanha. Um dos trabalhos apresentados, que posteriormente será divulgado, foi escolhido para ser o hino oficial.
Fonte: CNBB
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Comissões: Ação Missionária e Animação Bíblico-Catequética fizeram apelos
Na tarde desta terça-feira, 22 de maio, no turno da tarde de trabalho do Consep, duas comissões episcopais apresentaram relatos de suas próximas ações em favor da animação da ação evangelizadora no Brasil. A Comissão para a Ação Missionária e para a Cooperação Intereclesial apresentou projeto de trabalho que tem por objetivo elaborar um Programa Missionário Nacional e a Comissão para Animação Bíblico-Catequética, entre vários assuntos, recordou a importância de se apoiar e divulgar a 4ª Semana Brasileira de Catequese que será realizada em novembro, no Convento dos Jesuítas, em Itaici, no município de Indaiatuba (SP).
Programa Missionário Nacional
Dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial, explicou aos colegas do Consep e aos demais participantes da reunião o trabalho que está sendo feito em todo o País para a elaboração de um Programa Missionário Nacional. Fruto de decisão do Conselho Missionário Nacional (Comina), tomada na última assembleia realizada em Brasília no último mês de março, o Programa responderá a uma “necessidade de que a ação missionária na Igreja do Brasil tenha diretrizes fundamentais a partir da construção coletiva“.
O presidente da Comissão disse ainda que este ano de 2018 será um tempo para “aprovação metodológica, construção coletiva por meio da escuta dos regionais da CNBB e sistematização das informações”. E para o próximo ano ficaria a expectativa de aprovação do Programa que tem como previsão de realização pelo período de quatro anos (2019-2022).
Dom Esmeraldo adiantou que a proposta metodológica do Programa Missionário Nacional conta com a indicação das seguintes premissas: respeito as realidades, isto é, a construção do programa deseja potencializar a ação missionária no País, fortalecendo ações exitosas já existentes e não finalizando ou fragilizando projetos em andamento nas dioceses e regionais; que seja participativo e isso quer dizer que o presente processo almeja a participação do maior número possível de pessoas envolvidas na atuação missionária nos âmbitos local, regional e nacional; na metodologia, considera-se a necessidade de abertura para a novidade, novos olhares e novos processos e disponibilidade para a mudança do que está estabelecido; Constante diálogo durante  o processo de construção com quem está envolvido na temática missionária; e construção coletiva de todo o processo.
4ª Semana Brasileira de Catequese
Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, destacou para os bispos a necessidade de uma maior divulgação em todas as dioceses da 4ª Semana Brasileira de Catequese.
O Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (Grebicat) tem trabalhado o documento 107 da CNBB intitulado “Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários” e o diálogo sobre a recepção e repercussão do mesmo no cenário nacional. A intenção é a de que o grupo considere todo esse trabalho realizado em vários cantos do País para ajudar nas reflexões durante a Semana Brasileira de Catequese, que será realizada em Itaici, de 14 a 18 de novembro de 2018.
A última Semana Brasileira de Catequese, realizada entre os dias 6 e 11 de outubro de 2009, também em Itaici, teve como tema Iniciação a Vida Cristã em sintonia com o Ano Catequético Nacional, que teve como tema “Catequese, Caminho para o Discipulado” e o lema “Nosso Coração arde quando Ele fala, explica as Escrituras e parte o pão”. Ambos sob a inspiração dos Discípulos de Emaús. (Lc. 24,13-35).
Segundo a teóloga Maria Leda S. Martins Santana, “foi uma semana intensa e uma riqueza imensa em tudo o que foi mostrado e apresentado por cada assessor. Não se trata de uma sinopse da Semana, tamanha foi a riqueza dos conteúdos, mas uma pincelada dos pontos abordados. Nas linhas gerais dos assessores, três a quatro pontos foram destacados e enfatizados: a Palavra, a Leitura Orante da Bíblia, o Discipulado e a Missão“.
Fonte: CNBB
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Comissões para Comunicação, Juventude e Ministérios Ordenados apresentaram projetos
Na tarde desta terça-feira, 22 de maio, durante a reunião do Consep, três comissões episcopais apresentaram alguns projetos sobre os quais pediram atenção especial dos bispos reunidos em Brasília: Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação, a ser realizado em Aparecida, de 19 a 22 de julho; Pesquisa Nacional sobre a Vida Sacerdotal que ainda precisa da resposta de 48 dioceses e quatro grandes encontros nacionais de juventude para o mês de julho.
Mês das juventudes
Entre os destaques apresentados por dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão para a Juventude, estão quatro grandes encontros nacionais que serão realizados no próximo mês de julho: 9º Congresso da PJMP em Goiânia (GO), de 06 a 08;  III Encontro Nacional de  Movimentos e Novas Comunidades, no Rio de Janeiro (RJ) de 11 a 15; Encontro Nacional de Líderes de Grupos Paroquiais e Adolescentes, em São Paul (SP) de 20 a 22; XXIII Encontro Nacional de Jovens e Adultos de Congregações que trabalham com Jovens, em São Paulo (SP) também de 20 a 22.
O 5º Congresso Nacional da PJMP tem como tema: “Águas e Profecias: Luzes do Meio Popular Gerando Vidas” e cujo lema é “Juventude e seu Protagonismo, Resistência e Liberdade” e os participantes se propõem a “produzir propostas de ação para continuar trabalhando nas bases, realizar a produção ou indicação de materiais e estratégias que contribuam na ‘plantação de novas sementes’, na formação de novos quadros, além de fortalecer e (re)encantar aquelas pessoas que já têm uma boa experiência na caminhada. Será um espaço onde construiremos nossa maloca, nosso gostoso aconchego, rever as grandes amizades que surgiram na pastoral, risos, choros e muita mística e espiritualidade cristãs“.
O III Encontro Nacional de  Movimentos e Novas Comunidades terá como tema: “Chamados e enviados para serem profetas das nações” e considera seu público Alvo de 10 a 15 líderes jovens por Movimentos e Novas Comunidades, entre 18 a 29 anos, além de 1 assessor adulto de cada expressão. A Comissão para a Juventude afirma sobre esse encontro: “dentre tantos motivos que temos para a realização deste momento especial, queremos tornar ainda mais visível a força da evangelização dos Movimentos e Novas Comunidades que há anos desenvolvem um trabalho importante na evangelização da juventude no Brasil, além do fortalecimento da unidade das expressões que nos faz ser cada vez mais Igreja“.
Os dois encontros que se realizarão na mesma data, em São Paulo, mas contando com programações diferentes, o Encontro Nacional de Líderes de Grupos Paroquiais e Adolescentes e o XXIII Encontro Nacional de Jovens e Adultos de Congregações que trabalham com Jovens, o presidente da Comissão para a Juventude, Dom Vilsom Basso, escreveu uma carta convite, explicando o porque destes eventos e falando sobre a estrutura de cada um detalhadamente. “Pedimos, então, que repassem para as suas lideranças juvenis essa carta, afim de que desde já se organizem para esse momento de unidade!”.
Perguntas sobre Vida Sacerdotal
Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Comissão para Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, lembrou aos colegas do Consep que 228 dioceses já responderam as perguntas enviadas pela comissão sobre a vida sacerdotal, mas aguardam as respostas de outras 48 para fecharem os resultados da pesquisa.
A missão da Comissão é oferecer aos batizados, condições para a vivência da sua vocação específica através da Pastoral Vocacional (PV) e do Serviço de Animação Vocacional (SAV), bem como acompanhar a formação para o Ministério Ordenado, por meio da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB).
Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação
No momento em que tomou a palavra em plenário, o presidente da Comissão para a Comunicação, dom Darci José Nicioli, arcebispo de Dimantina (MG), falou de vários projetos, mas realçou a realizou a realização do 6º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação, Pascom, que será realizado de 19 a 23 de julho, em Aparecida (SP).
Com o tema “Comunicação e Igreja”, o evento terá quatro conferências e cinco seminários promovendo a integração e partilha de experiências entre personalidades e estudiosos do setor de comunicação, bispos, sacerdotes, religiosos e os leigos agentes da Pascom de todo o Brasil. Na programação acontecem também painéis, lançamentos de livros, noite cultural, c