Informativo Diocesanos

Informativo Diocesano
08/06/2018

DIOCESE DE EREXIM                                                  

SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL

www.diocesedeerexim.org.br E-mail: secretariado@diocesedeerexim.org.br

Fone/Fax: (54) 3522-3611

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Ano 22 – nº. 1.163 – 10 de junho de 2018

                                                                

Agenda do Bispo: - Neste domingo, às 09h30min, Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Viadutos, Crismas com festa do Padroeiro; 10h, por representante, oficialização de Sueli Teresinha Fassícolo como ministra na comunidade Santo Antonio, Rio Azul, Paróquia da Barra do Rio Azul.

- Segunda-feira, às 19h, reunião com os formadores dos seminários.

- Visita pastoral com encontro das lideranças das Paróquias, São Caetano, Severiano de Almeida, terça-feira, às 13h30; São Pedro, Erechim, sexta-feira, às 19h; São Tiago, Aratiba, sábado, às 08h30.

Agenda Pastoral: - Quinta-feira, às 08h30, reunião da Área Pastoral de Erexim, na sede paroquial São Francisco de Assis, Progresso.

- Sábado, das 08h30 às 11h30, no Centro Diocesano, reunião das assessoras da Infância e Adolescência Missionária.

- De domingo até o dia 24, 33ª Semana Nacional do Migrantedas 09h às 16h, encontro de ministros e ministras da Área de Getúlio Vargas, em Estação; festa de Santo Antonio e das capelinhas na sede paroquial de São Valentim.

Bispos, padres e agentes de Pastoral do Estado refletem realidade e revitalização das comunidades: Os Bispos, vigários gerais, coordenadores de pastoral e agentes de pastoral das Dioceses do Rio Grande do Sul e dos setores regionais de pastoral e movimentos leigos participaram da Assembleia da Ação Evangelizadora, de quinta-feira a sexta-feira ao meio-dia, no Centro de Espiritualidade Cristo Rei, em São Leopoldo. À luz do Documento da CNBB “Comunidade de comunidades, uma nova Paróquia”, analisaram a realidade e a necessidade de revitalização das comunidades cristãs católicas, aprofundando alguns aspectos: reflexo da mudança de época no senso de pertença à comunidade; características da crise de pertença à comunidade; razões para pertencer à comunidade; experiências de revitalização das comunidades em cada Diocese; pistas para maior participação na vida das comunidades.

Outras reuniões regionais: Alguns outros encontros precederam essa Assembleia. De segunda-feira à tarde a terça-feira ao meio-dia, os Bispos se reuniram com os ecônomos e administradores diocesanos, tratando de questões trabalhistas, com assessoria do Dr. Hugo José Oliveira, do setor jurídico-civil do Secretariado Nacional da CNBB; questões patrimoniais, contábeis e de departamento de pessoal, com assessoria de Ildo Benincá, da Diocese de Erexim, do Dr. Jairo Harpen, de Pelotas e Sérgio Bergamaschi, de Porto Alegre. Terça-feira de tarde, houve assembleia dos Bispos com reflexão sobre o cuidado com os presbíteros, celebrações da penitência, CEBs, Cáritas, Romaria da Terra e outros assuntos. Na quarta-feira de manhã, houve encontro dos Bispos e Superiores das Congregações Religiosas no Rio Grande do Sul. Tema central da reunião: “A ação evangelizadora em cada comunidade” e revisão da dinâmica, periodicidade e objetivos desse encontro anual. Quarta-feira de tarde, Bispos e Superiores provinciais trabalharam separadamente. Os Bispos analisaram o regulamento do Regional Sul 3 da CNBB no que diz respeito à Assembleia da Ação Evangelizadora, sua eclesiologia e seu objetivo principal.

Papa Francisco acolhe pedido de renúncia do Bispo de Bagé: A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou, quarta-feira, dia 06, que o Papa Francisco aceitou o pedido de renúncia apresentado por Dom Gílio Felício ao governo pastoral da diocese de Bagé, em nosso Estado. Dom Gílio nasceu no dia 11 de novembro de 1949, em Lajeado, RS. Cursou filosofia em  Santa Cruz do Sul e teologia na Pontifícia Universidade Católica em Porto Alegre. Fez especialização em Liturgia, em São Paulo, curso litúrgico ecumênico e curso litúrgico musical em São Leopoldo. Foi ordenado padre no dia 11 de novembro de 1978, em Santa Cruz do Sul e bispo, no dia 21 de janeiro de 1998, também em Santa Cruz do Sul. De 1998 a 2002, foi Bispo auxiliar em Salvador, BA, onde iniciou a Pastoral Afro. Em março de 2003, assumiu o ministério de Bispo de Bagé, onde se encontra atualmente. Até 2007 foi o coordenador nacional da Pastoral-Afro Brasileira. Desde 2011 era membro do Conselho Econômico e Social do Estado do Rio Grande do Sul.

Comissão de ministros e servidores aprofunda “Igreja nas casas”: Membros da Comissão de ministros e servidores realizaram reunião na manhã de segunda-feira, dia 04, no Centro Diocesano, sob a coordenação do Pe. Cleocir Bonetti, seu assessor. Após a oração inicial, Pe. Maicon Malacarne, coordenador diocesano de pastoral, falou da iniciativa pastoral “Igreja nas casas”. Referiu passagens bíblicas que mostram Jesus na casa das pessoas, à mesa com pecadores. A iniciativa “Igreja nas casas” reúne famílias próximas para a reflexão da Palavra de Deus, a oração, a partilha de vida. Depois, o grupo tratou dos encontros de ministros e ministras por Áreas Pastorais. Os que pertencem a Áreas nas quais já foram realizados relataram suas impressões e repercussões dos mesmos. A próxima reunião da comissão será na manhã do dia 12 de novembro, no Centro Diocesano, para avaliação do ano e planejamento do próximo.

Zeladoras de Capelinhas refletem aparições de N. Sra. em Fátima: Coordenadoras e coordenadores paroquiais das zeladoras de Capelinhas de N. Sra. participaram de reunião na tarde de segunda-feira, dia 04, no Centro Diocesano, sob a coordenação de seu assessor diocesano, Pe. Moacir Noskoski que acolheu a todos e motivou a oração inicial. A seguir, Pe. Cleocir Bonetti, Vigário Geral da Diocese, conduziu reflexão sobre as aparições de N. Sra. em Fátima, Portugal, a partir de 13 de maio 1917, aos três pastorinhos, Lúcia, Jacinta e Francisco. Observou que já em 1916, eles tiveram a aparição do Anjo do Senhor, que os exortou a não ter medo e a rezar. Descreveu cada uma das sete aparições de N. Sra. aos pastorinhos, ressaltando que suas mensagens giram em torno de cinco núcleos: oração, conversão, saúde, família e paz. Após a reflexão, Pe. Moacir lembrou as próximas reuniões do grupo: 03 de setembro, no Centro Diocesano, para preparar a oração do terço e animação da missa da tarde do primeiro dia novena de Fátima, dia 05 de outubro, para as quais todos os zeladores e zeladoras da Diocese são convidados; 03 de dezembro, retiro no Santuário de N. Sra. da Santa Cruz, com ônibus partindo às 08h30 do Centro Diocesano.

Número de assassinatos no campo em 2017 é o maior desde 2003: A Comissão Pastoral da Terra (CPT), organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lançou na segunda-feira, dia 04, na sede da entidade, em Brasília (DF), a 33ª edição do relatório anual de Conflitos no Campo Brasil 2017. A publicação reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores do campo brasileiro, neles inclusos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais. Para Dom Leonardo Steiner, Secretário-Geral da CNBB, o lançamento desse relatório anual é tentativa de a Igreja estar atenta às questões de tais conflitos, chamando a atenção de todos para o número de pessoas que morreram e o número das que perderam suas terras. É também momento propício para unir as forças e ideais em prol de um país mais “fraterno e justo, especialmente no campo”. Antonio Canuto, membro fundador da CPT, informou que em 2017 houve 71 assassinatos no campo, maior número desde 2003, quando houve 73 vítimas. É um pouco menor do número de 2016, com 61 assassinatos e quase o dobro de 2014, quando foram registradas 36 mortes. Canuto também ressaltou que o aspecto mais macabro em 2017 foi o dos massacres. Do total de mortos, 31 pessoas morreram em cinco massacres pelo país. Outro dado preocupante levantado pela CPT é o relativo aos conflitos por água, 197 em 2017.

Intenção proposta pelo Papa ao Apostolado da Oração em junho: Papa Francisco propõe para o Apostolado da Oração e por extensão a toda a Igreja a seguinte intenção para a oração neste mês de junho: Para que as redes sociais favoreçam a solidariedade e o respeito pelo outro na sua diferença. Para o Papa, na mensagem em vídeo para este mês, a Internet é um dom de Deus e também uma grande responsabilidade. Ressalta que as redes sociais são uma oportunidade de encontro e solidariedade, mas adverte que devem ser usadas respeitando a dignidade dos outros. Ele também enfatiza a importância de construir uma cidadania na rede como um lugar rico em humanidade. Ele deseja que a rede digital não seja lugar de alienação, nem de discórdia e desinformação, mas seja lugar de humanização, de abertura ao outro, à sua cultura, à sua tradição religiosa e espiritual, à sua diferença; lugar de diálogo a serviço de uma cidadania responsável. Atualmente, no mundo, há 3 bilhões 196 milhões de usuários ativos nas redes sociais, que representam 42% da população mundial.

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Informações da semana

Do dia 07/6/2018

Papa Francisco escreve a padre Gutierrez por ocasião de seus 90 anos

O Papa agradece padre Gutierrez “por todos os seus esforços e pela sua maneira de questionar a consciência de cada um, para que ninguém permaneça indiferente diante do drama da pobreza e da exclusão”.

 “Uno-me à sua ação de graças a Deus, e agradeço-lhe pela sua contribuição à Igreja e à humanidade através do seu serviço teológico e o seu amor preferencial pelos pobres e descartados da sociedade”. Assim escreve o Papa Francisco em um carta de felicitações enviada ao teólogo peruano Padre Gustavo Gutierrez, frade dominicano, considerado “pai da Teologia da Libertação”, por ocasião dos seus 90 anos.

Depois de assegurar a Padre Gutiérrez a sua oração “neste momento tão significativo da sua vida”, o Papa agradece “por todos os seus esforços e pela sua maneira de questionar a consciência de cada um, para que ninguém permaneça indiferente diante do drama da pobreza e da exclusão”. “Com esses sentimentos - acrescenta o Pontífice – encorajo você a continuar a sua oração e o seu serviço aos outros, oferecendo o testemunho da alegria do Evangelho. E por favor, peço que reze por mim”.

Papa Francisco recebeu Padre Gutierrez no Vaticano em 14 de setembro de 2013. Outro encontro entre Bergoglio e o padre dominicano foi em 22 de novembro de 2014, também no Vaticano, por ocasião da audiência aos missionários italianos que participaram do IV Encontro Missionário Nacional em Sacrofano (Roma), no qual Gutierrez foi um dos oradores. 

Fonte: Vatican News

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Patriarca Bartolomeu I: resposta única à crise ecológica

Segundo Bartolomeu I, “a nossa resposta exige a convergência e o impulso comum das religiões, da ciência e da tecnologia, de todos os setores e organizações sociais, bem como de todas as pessoas de boa vontade.

Realiza-se em Atenas, na Grécia, até a próxima sexta-feira (08/06), o simpósio ecológico internacional “Rumo a uma Ática mais verde: preservar o Planeta e proteger seus habitantes”. 

O Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, que participa do encontro, proferiu um discurso intitulado “Por uma resposta única à crise ecológica”.

“A crise ecológica revelou que o nosso mundo é um todo único, que os nossos problemas são universalmente partilhados. Isto significa que nenhuma iniciativa ou instituição, nenhuma nação ou sociedade, e nem mesmo a ciência ou tecnologia, estão em condições de responder sozinhas à crise, sem trabalhar em conjunto”, ressaltou o patriarca.

Necessário um modelo de cooperação 

Segundo Bartolomeu I, “a nossa resposta exige a convergência e o impulso comum das religiões, da ciência e da tecnologia, de todos os setores e organizações sociais, bem como de todas as pessoas de boa vontade. É necessário um modelo de cooperação e não um método de competição. Devemos trabalhar de forma colaborativa, complementar. Infelizmente, estamos vendo, hoje, interesses econômicos e modelos geopolíticos que trabalham contra essa colaboração no campo da proteção ambiental”.

O Patriarca recordou “que a mudança climática é um questão que está estritamente ligada ao nosso modelo de desenvolvimento econômico atual. Uma economia que ignora os seres humanos e as necessidades humanas leva inevitavelmente à exploração do ambiente natural”.

 Interconexão entre problemas sociais e ambientais

“Desde o início, sublinhamos a interconexão entre problemas sociais e ambientais, bem como a necessidade de enfrentá-los em conjunto e em colaboração. Preservar e proteger o ambiente natural, assim como respeitar e servir outros seres humanos, são duas faces da mesma moeda. As consequências da crise ecológica,  que afetam em primeiro lugar e sobretudo as pessoas social e economicamente vulneráveis, constituem uma séria ameaça para a  coesão social e a integração.”

“Além disso, há uma estreita ligação entre cuidar da criação e adorar o Criador, entre uma economia para os pobres e uma ecologia para o Planeta. Quando ferimos as pessoas, danificamos a Terra. Portanto, a nossa ganância extrema e o nosso desperdício excessivo não são apenas inaceitáveis do ponto de vista econômico. Eles também são insustentáveis do ponto de vista ecológico”, afirmou Bartolomeu I.

Preservação

“Todos nós somos chamados a nos questionar, mas também a mudar, a maneira como consumimos, a fim de aprender como conservar para o bem do nosso Planeta e o benefício de seus habitantes.”

“Quando preservamos, reconhecemos que devemos servir uns aos outros. Preservar implica compartilhar a nossa preocupação com a terra e seus habitantes. Indica a capacidade de ver no próximo, em todas as pessoas, o rosto de todo ser humano e, por fim, o rosto de Deus”, concluiu o patriarca ecumênico.

Fonte: Vatican News

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Dubai: representantes das religiões participam do “Iftar”

Após o pôr do Sol do dia 25 de maio, representantes das religiões e diplomatas foram convidados a participar do “Iftar Anual da Felicidade e do Congraçamento,” promovido pelo Centro Islâmico Al Manar em Dubai.

Durante o Ramadã, tempo de praticar jejum de alimentos, líquidos e prazeres durante o dia, os islâmicos reúnem-se para o Iftar, quebra do jejum, com um abundante jantar. Após o pôr do Sol do dia 25 de maio, representantes das religiões e diplomatas foram convidados a participar do “Iftar Anual da Felicidade e do Congraçamento,” promovido pelo Centro Islâmico Al Manar em Dubai.

“Líderes religiosos de todas as crenças do mundo podem ensinar aos seus seguidores uma importante lição promovendo a aproximação, compreensão e respeito mútuo, afirmou o palestrante Dr. Mufti Esmail Menk do Zimbawe, especialmente convidado para a ocasião.

“Se as pessoas se reúnem para entender suas diferenças e aprendem respeitá-las, continuou o Mufti, podemos atingir a felicidade abrangente.”

Trabalhando nos Emirados Árabes Unidos, país que se orgulha de ter o Ministério da Tolerância, sempre podemos esperar aprofundamentos sobre diversos assuntos durante os encontros. Partindo do tema da tolerância, o Mufti disse que: “o respeito entre as pessoas é mais importante e elevado do que a tolerância. É importante, para nós, promover pelo globo o ensinamento de cercania, compreensão e respeito de um pelo outro, pois se nós, líderes, definitivamente, demonstramos respeito pelas pessoas de outras procedências e religiões, eu penso que nossos seguidores aprenderão a fazer o mesmo”.

Acrescentou que “a ignorância, muitas vezes, é a causa para que pensemos mal uns dos outros”.

Continuou questionando a forma de pensar de muita gente.

“Todas as pessoas sobre a terra fazem parte da grande família que tem origem no Criador e ninguém tem o direito de impor uma crença ou fé sobre outrem. O quê me faz pensar que somente eu tenho o direito de viver, que sou o único que tem capacidade de pensar, que somente eu tenho a verdade absoluta, privando os outros do mesmo direito?”

Nós “não temos o direito de empurrar coisas goela abaixo a ninguém motivando-nos nas escrituras,” disse.

Finalizou dizendo que é importante discutir as diferenças sem ser intimidado pelas opiniões dos outros e rezar sempre pelo bem e a paz.

Fonte: Vatican News

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Copa do Mundo de Futebol Patriarca Kirill: não ao doping

O campeonato mundial de futebol será realizado de 14 de junho a 15 de julho. Kirill elogia o esporte comparando-o à ascese, mas deplora o doping e a busca do sucesso a qualquer custo.

Por ocasião do Campeonato Mundial de Futebol que se realizará na Rússia de 14 de junho a 15 de julho, o Patriarca de Moscou Kirill discursou na reunião da Comissão Patriarcal para a Cultura e o Esporte. No centro de seu discurso, o convite aos atletas à ascese, para que não "percam a cabeça". "Nenhum sucesso é alcançado sem autodisciplina, sem sacrifício - disse o Patriarca. Precisamente sobre isso está a profunda interconexão entre a Igreja e a visão cristã do esporte".

O esporte atrai os jovens. Abrir centros esportivos nas paróquias

"A força espiritual, de fato, deve absolutamente acompanhar o atleta, especialmente em um nível alto", disse Kirill, especialmente quando as luzes dos holofotes se apagarão e os campeões voltarão à vida normal. O Patriarca de Moscou também a recomenda aos sacerdotes que estejam  próximos dos atletas. Durante os trabalhos da Comissão, Kirill também relançou a necessidade de desenvolver atividades esportivas dentro das paróquias: "O esporte atrai os jovens e desenvolve sua participação na vida paroquial - disse - e ajuda as crianças a formarem-se numa correta relação com a atividade física e o esporte". Então a recomendação para desenvolver princípios metodológicos para a formação de seções esportivas e de clubes diocesanos, com treinamentos, competições e campeonatos em nível eclesiástico e local.

Condenação do doping

Kirill disse então que pratica regularmente exercícios físicos e esportivos e aconselhou todos os sacerdotes a seguirem seu exemplo, sublinhando que "o esporte não é um 'inimigo' do cristianismo". Central, enfim, a condenação do uso do doping, que contradiz a concepção cristã de alcançar o resultado através de provas e da força de vontade. "A pretensão de alcançar possibilidades sobrenaturais tem raízes espirituais nocivas - concluiu o Patriarca. Não podemos nos elevar além de nós mesmos com meios que possam prejudicar a saúde e até mesmo a vida da pessoa". (AsiaNews)

Fonte: Vatican News

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Carta aberta a quatro atrizes famosas e um Fundo Solidário

AIS: "Por isso pedimos a quatro atrizes famosas para se interessarem também sobre a questão de dezenas de milhares de mulheres que sofrem violências indizíveis por causa da fé".

Ajuda à Igreja que Sofre-Itália, com uma carta aberta publicada na revista italiana Vanity Fair, dirige-se a Asia Argento, Meryl Streep, Sharon Stone, Uma Thurman e a todas as suas colegas, ou seja, àquelas que com o movimento MeToo, oportunamente, chamaram a atenção do mundo sobre o escândalo de assédio sexual sofrido por mulheres, em particular no mundo do espetáculo.

A iniciativa da fundação pontifícia AIS brota do gritante e intolerável contraste entre esta eficaz campanha pública apoiada por tantos rostos famosos e a total indiferença, sobretudo da mídia, em relação às muitas mulheres que sofrem violências sexuais e psicológicas por motivos de fé.

Vítimas do fundamentalismo

"Quisemos lançar uma provocação", comentou Alfredo Mantovano e Alessandro Monteduro, respectivamente presidente e diretor de AIS Itália. "Por isso pedimos a quatro atrizes famosas para se interessarem também sobre a questão de dezenas de milhares de mulheres que em muitos países, especialmente naqueles onde domina o fundamentalismo, sofrem violências indizíveis somente porque professam outra religião, na maioria das vezes a cristã".

Foram escolhidas três dessas vítimas, representando todas as demais. "A carta aberta - continua Mantovano e Monteduro - é acompanhada pelos rostos de Rebecca, Dalal e Irmã Meena, respectivamente, uma cristã nigeriana escravizada pelos terroristas de Boko Haram, uma yazid iraquiana estuprada por militantes do Estado Islâmico e uma cristã indiana estuprada por extremistas hindus. As três testemunhas seguram cartazes com as hashtags #MeToo - #NotJustYou - #StopIndifference. Mas não queremos nos limitar à denúncia, ainda que necessária, da indiferença. A AIS-Itália acaba de criar um Fundo de Solidariedade para as mulheres, antes de tudo cristãs, vítimas de violência por causa da fé. As doações que receberemos serão destinadas a projetos específicos para apoiar as mulheres perseguidas. Nosso objetivo - concluem - é que o #MeToo seja finalmente para todas".

Fonte: Vatican News

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Bispos da Guatemala: “Tragédia do vulcão agrava a difícil realidade"

“Uma tragédia que agrava a já difícil situação política e social do país, com aumento da pobreza e das dificuldades de sobrevivência”. Comunicado da Conferência Episcopal da Guatemala e entrevista com D. Victor Hugo Palma Paúl, bispo da Diocese de Escuintla, uma das mais atingidas pelo vulcão.

Uma tragédia que agrava a “difícil situação política e social do país, com aumento da pobreza e das dificuldades de sobrevivência” da maior parte da população. Escreve em um comunicado a Conferência Episcopal da Guatemala, depois de erupção do Vulcão de Fogo, cujo balanço já chegou a 78 mortos acertados. Trata-se de um número provisório porque, segundo a agência nacional de proteção civil, há pelo menos 192 desaparecidos e cerca de 1 milhão e 700 mil atingidos nas proximidades da Cidade da Guatemala.

A imprevisível força da natureza

Os bispos, no texto assinado pelo seu presidente, D. Gonzalo de Villa y Vásquez, e pelo secretário-geral, D. Domingo Buezo Leiva, exprimem a “profunda preocupação pelo ocorrido, pelo sofrimento de muitos irmãos e irmãs guatemaltecos, que perderam seus familiares, seus bens e sua tranquilidade por causa da imprevisível força da natureza”. A erupção do Vulcão de Fogo, anunciam os vulcanólogos americanos citados pela Nasa, produziu a maior de quantidade gás tóxico, essencialmente anidrido sulfuroso, desde o início da monitorização por satélite deste tipo de fenômeno natural.

Programas de assistência

Neste contexto de emergência, os prelados confirmam seu empenho em ajudar e recordam que situações assim difíceis, vistas em uma ótica de fé, são oportunidades “para crescer na confiança em Deus” e na “solidariedade em favor dos outros”. Por isso convidam “todas as comunidades paroquiais” e as realidades pastorais para “ajudar a superar, no que for possível, a situação atual”, organizando “em colaboração com entidades oficiais e organizações não governamentais programas de assistência a curto e longo prazo”. Justamente as respostas a longo prazo são “as mais difíceis”, concluem os bispos, desejando que o governo cumpra a própria obrigação em dar respostas concretas e integrais aos que mais precisam.

O testemunho do bispo da Diocese de Escuintla

Há pessoas que “perderam tudo” e que se abrigaram “nas paróquias católicas”: refere D. Victor Hugo Palma Paúl, bispo da diocese de Escuintla, a mais atingida pelo vulcão, que se encontra a 35 quilômetros da capital. “Como diocese tentamos dar um alívio a este sofrimento, mas o problema é grande, porque perderam tudo”, explica o bispo que quer agradecer a atenção dada à situação de emergência, “porque o primeiro ato de caridade é o de ouvir o sofrimento do outro, como explica Papa Francisco”, que enviou um telegrama de pesar pelas vítimas da erupção. Quem quiser contribuir e comprar o que as pessoas mais necessitam, conclui D. Victor Hugo Palma Paúl, pode visitar a nossa página www.diocesisdeescuintla.com onde se encontram orientações de como enviar ajuda.

Fonte: Vatican News

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Japão. O desafio da Igreja com os novos migrantes católicos

Uma “lufada de ar fresco” e um desafio: são os jovens migrantes filipinos e vietnamitas, de fé católica que chegam ao Japão. Padre Ignacio Martinez, missionário mexicano, do departamento de Assuntos Sociais da Conferência Episcopal do Japão fala sobre a novidade da Igreja no Japão.

Uma “lufada de ar fresco” e um desafio: são os jovens migrantes filipinos e vietnamitas, de fé católica que chegam ao Japão e “surpreendem” a Igreja deste país, onde os cristãos são cerca de 2 por cento da população. “A sociedade japonesa está cada vez mais idosa assim como nossas comunidades”, relata padre Ignacio Martinez, missionário mexicano, do Departamento de Assuntos Sociais da Conferência Episcopal do Japão. “Por um lado isso é um bem – explica o sacerdote – porque temos muitas pessoas com grande experiência de vida; mas por outro lado, estão chegando muitas pessoas de outros países, e muitos deles são católicos e jovens, que vivem de um modo diverso.

Desafio para a Igreja

Isso representa também, principalmente, “um grande desafio – sublinha padre Martinez – particularmente para as pequenas paróquias nas áreas rurais. Recentemente visitei uma paróquia perto de Fukushima, no norte do Japão. Ali a comunidade contava com cerca de vinte pessoas. Um dia, chegaram quarenta filipinos. Foi uma verdadeira surpresa para os japoneses”.

Bispos estrangeiros no país

Os bispos japoneses “têm consciência da situação – acrescenta padre Martinez – e estão tentando mudar o modo de pensar e ser Igreja Católica”. Entre as novidades assinaladas pelo sacerdote mexicano, há a nomeação, no final de 2017, de D. Tarcisio Isao Kikuchi a arcebispo de Tóquio, primeiro missionário africano, vindo de Gana, para guiar a comunidade católica na capital japonesa. Além disso, temos um novo bispo que não é japonês. Desde dezembro passado, o bispo da Diocese de Naha é o norte-americano Wayne Berndt”.

O padre missionário mexicano Antonio Camacho Muñoz, responsável por cinco paróquias da diocese de Kioto, também exprime esperança e alegria pela chegada dos migrantes católicos. “Estes jovens – declara – têm uma fé muito forte e são uma lufada de ar fresco para a Igreja no Japão”.

Missa com os novos migrantes

Alguns domingos durante a missa, conta o missionário, “fazemos a primeira leitura em língua vietnamita, a segunda em filipino e o Evangelho em japonês. Desse modo a nossa Igreja está se tornando ‘internacional’”. Um aspecto importante, principalmente se considerarmos que o Japão é um país tendencialmente fechado para com os estrangeiros e entender como acolhê-los – conclui o padre Camacho – é um trabalho importante para a Igreja Católica”.

Fonte: Vatican News

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Papa Francisco envia mensagem por ocasião da Jornada pela vida da Inglaterra

O Dia pela Vida é dedicada este ano à sensibilização da comunidade católica e o País aos “hediondo crime da escravidão de seres humanos”. Acontece na Inglaterra onde a Igreja católica se prepara a celebrar no domingo 17 de junho a Jornada pela Vida. Numa nota a Conferência episcopal inglesa explica que a jornada deste ano, organizado pela Igreja católica, quer sensibilizar a opinião pública “sobre o significado e o valor da vida humana em toda sua fase e condição”. Este ano a escolha quer abrir os olhos de todos sobre a terrível realidade da escravidão humana.

Informado da iniciativa, Papa Francisco enviou através do núncio apostólico dom Edward Joseph Adams, uma mensagem em que dirige uma oração ao “Deus da Misericórdia”, para que, através da intercessão de Santa Josephine Bakhita, protetora das vítimas da escravidão humana moderna, “as cadeias de sua prisão sejam quebradas”. O Papa pede a “Deus para que possa libertar todos aqueles que estão sendo ameaçados, feridos ou maltratados pelo tráfico e pela escravidão de seres humanos e possa levar conforto aos que sobreviveram a esta desumanidade”. O santo Padre dirige, ainda um apelo: “que todos possamos abrir os olhos, ver a miséria daqueles que são privados de sua dignidade e de sua liberdade e ouvir seu grito de ajuda”.

Na nota, os Bispos ingleses explicam a iniciativa, lembrando o que foi escrito pelo Papa Francisco em sua última exortação apostólica “Gaudete et Exsultate” sobre a dignidade de todo ser humano e, depois, referindo-se ao parágrafo 101 em que o papa afirma: “A defesa do inocente que não nasceu, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada, porque aí se aposta a dignidade da vida humana, sempre sagrada... Mas igualmente sagrada é a vida dos pobres que já nasceram, que vivem na miséria, no abandono, na exclusão, na escravidão de pessoas, na eutanásia escondida dos doentes e dos idosos privados de cuidados médicos, nas novas formas de escravidão e de toda forma de rejeição”.

A Conferência episcopal católica da Inglaterra e Gales está comprometida há décadas em lutar contra o aumento no mundo destes crimes desumanos. O card. Vincent Nichols, presidente da Conferência episcopal inglesa, preside também o Grupo Santa Marta, uma aliança global que reúne em nível internacional chefes de polícias, bispos e comunidades religiosas que trabalham em colaboração com a sociedade civil para eliminar o comércio dos seres humanos e a escravidão moderna. Assume o nome – lembram os bispos ingleses – da casa onde vive Papa Francisco e onde os membros fundadores da Rede estiveram reunidos em 2014 antes de assinar, na presença do Santo padre, uma declaração histórica de compromisso. O grupo contra atualmente membros em mais de 30 Países (www.santamartagroup.com). Só no Reino Unidos, calcula-se que todo anos existem mais de 13 mil vítimas da escravidão moderna. Durante a Jornada do 17 de junho se pedirá nas paróquias de enviar as ofertas dos fiéis para “apoiar aqueles que trabalham para devolver plenamente a vida destas pessoas”.

Fonte: Catolicos.

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Outro padre chileno acusado de pedofilia é suspenso pelo Vaticano

O sacerdote chileno Ramón Iturra, da localidade de Constituición (sul), foi suspenso nesta quarta-feira (6) pelo Vaticano depois de ter sido denunciado - no ano passado - por abusos sexuais a um menor de idade, cometidos entre 1987 e 1988, informou a Igreja.

A Santa Sé declarou verossímil a denúncia feita contra o presbítero Iturra e ordenou "a medida cautelar, que é a proibição de exercer publicamente o Ministério Sacerdotal, até a sentença definitiva", segundo comunicado da Diocese de Linares, cidade localizada a 300 quilômetros ao sul de Santiago.

Iturra foi acusado por Cristián Alcaíno, ex-acólito da paróquia de Constituición, de ter abusado sexualmente dele quando tinha 11 anos. Alcaíno comunicou o caso à Diocese de Linares que, segundo o bispo Tomislav Koljatic, foi repassado ao Vaticano em junho de 2017.

Depois disso, Alcaíno não obteve resposta, pelo qual entregou uma carta com sua denúncia ao Papa Francisco e ao bispo de Malta Charles Scicluna, que chegou ao Chile em abril deste ano para investigar o suposto encobrimento dos abusos sexuais cometidos pelo influente padre Fernando Karadima.

Além da suspensão de Iturra, o Vaticano ordenou "ampliar a investigação a outras paróquias onde este sacerdote exerceu seu cargo ministerial" e solicitou "a colaboração de qualquer pessoa que possa fornecer antecedentes pertinentes ou relevantes nesta causa".

Scicluna voltará ao Chile na semana que vem junto com o sacerdote Jordi Bartomeu para visitar Santiago e Osorno.

Fonte: Catolicos.

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Mensagem para a Jornada de Santificação do Clero 2018

Realizada durante a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Jornada de Santificação do Clero 2018 será celebrada em todo o mundo nesta sexta-feira, dia 8 de junho. Por sugestão da Congregação para o Clero, que o Papa S. João Paulo II prontamente acolheu e estendeu à Igreja Universal, desde a Quinta-feira Santa de 1995, é proposto que na festa do Sagrado Coração de Jesus se celebre a Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. Uma oração que recorde aos Sacerdotes o desafio de tender para a Santidade, dizia o Santo Padre, “a fim de sermos ministros de santidade para os homens e mulheres confiados ao nosso serviço pastoral”, tendo em vista “conformarem-se cada vez mais plenamente com o coração do Bom Pastor”.

 

MENSAGEM PARA A JORNADA DE SANTIFICAÇÃO DO CLERO 2018

Caros Sacerdotes,

A Jornada de Santificação do Clero, celebrada na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, nos oferece a ocasião de nos determos na presença do Senhor, para renovar a memória do nosso encontro com Ele e, assim, revigorar a nossa missão a serviço do Povo de Deus. Não devemos nos esquecer, de fato, que o fascínio da vocação que nos atraiu, o entusiasmo com o qual escolhemos caminhar no caminho da consagração especial ao Senhor e os prodígios que vemos na nossa vida presbiteral têm a sua origem no cruzamento de olhares que ocorreu entre Deus e cada um de nós.

Todos nós, de fato, “tivemos na nossa vida algum encontro com Ele” e cada um de nós pode fazer a própria memória espiritual e retornar à alegria daquele momento “no qual eu senti que Jesus me olhava” (PAPA FRANCISCO, Homilia Santa Marta, 24 de abril de 2015).

Também os primeiros discípulos viveram a alegria da amizade com Jesus, que mudou para sempre a sua vida. Todavia, depois do anúncio da Paixão, sobre o seu coração estendeu-se um véu de obscuridade que escureceu o seu caminho. O ardor do seguimento, o sonho do Reino de Deus inaugurado pelo Mestre e os primeiros frutos da missão chocam-se agora com uma realidade dura e incompreensível, que faz vacilar a esperança, alimenta as dúvidas e ameaça apagar a alegria do anúncio do Evangelho.

É o que pode acontecer sempre, também na vida do Sacerdote. A grata memória do encontro inicial, a alegria do seguimento e o zelo do ministério apostólico, talvez levado adiante por anos e em situações nem sempre fáceis, podem dar lugar ao cansaço ou ao desencorajamento, fazendo avançar o deserto interior da aridez e envolvendo a nossa vida sacerdotal na sombra da tristeza.

Exatamente nesse momento, porém, o Senhor, que jamais se esquece da vida dos Seus filhos, nos convida a subir com Ele ao Monte, como fez com Pedro, Tiago e João, transfigurando-se diante deles. Conduzindo-lhes “ao alto” e “à parte”, Jesus lhes faz completar a maravilhosa viagem da transformação: do deserto ao Tabor e da escuridão à luz.

Caros Sacerdotes, temos necessidade, a cada dia, de sermos transfigurados por um encontro sempre novo com o Senhor que nos chamou. Deixar-nos “conduzir para o alto” e ficar “à parte” com Ele não é um dever do ofício, uma prática exterior ou uma inútil subtração de tempo às incumbências do ministério, mas a fonte jorrante que corre em nós para impedir que o nosso “eis-me aqui” resseque e torne-se árido.

Contemplando a cena evangélica da Transfiguração do Senhor, podemos então tomar três pequenas passagens, que nos ajudarão a confirmar a nossa adesão ao Senhor e a renovar a nossa vida sacerdotal: subir ao alto, deixar-se transformar, ser luz para o mundo.

1. Subir ao alto, porque se permanecermos sempre centrados nos afazeres, corremos o risco de nos tornar prisioneiros do presente, de ser sugados pelas incumbências cotidianas, de ficar excessivamente concentrados sobre nós mesmos e, assim, de acumular cansaços e frustrações que poderiam ser letais. Do mesmo modo, “subir ao alto” é o antídoto contra aquelas tentações da “mundanidade espiritual” que, também por trás de aparências religiosas, afastam-nos de Deus e dos irmãos e nos fazem colocar segurança nas coisas do mundo. Temos necessidade, ao invés, de imergir a cada dia no amor de Deus, especialmente através da oração. Subir ao monte nos recorda que a nossa vida é um ascender constante à luz que provém do alto, uma viagem ao Tabor da presença de Deus, que escancara horizontes novos e surpreendentes. Essa realidade não quer nos fazer fugir das ocupações pastorais e dos desafios cotidianos que nos alcançam, mas intende recordar-nos que Jesus é o centro do ministério sacerdotal e que tudo podemos somente naquele que nos dá força (Fl 4,13). Por isso, “A subida dos discípulos ao monte Tabor nos induz a refletir sobre a importância de apartarmo-nos das coisas mundanas, para cumprir um caminho para o alto e contemplar Jesus. Trata-se de nos dispormos à escuta atenta e orante de Cristo, o Filho amado do Pai, buscando momentos de oração que permitam o acolhimento dócil e alegre da palavra de Deus” (PAPA FRANCISCO, Angelus, 6 de agosto de 2017).

2. Deixar-se transformar, porque a vida sacerdotal não é um programa no qual tudo já está sistematizado de antemão ou um ofício burocrático a ser exercido de acordo com um esquema preestabelecido; ao contrario, ela é a experiência viva de uma relação cotidiana com o Senhor, que nos torna sinal do Seu amor junto ao Povo de Deus. Por isso, “não poderemos viver o

ministério com alegria sem viver momentos de oração pessoal, face a face com o Senhor, falando, conversando com Ele” (PAPA FRANCISCO, Encontro com os párocos de Roma, 15 de fevereiro de 2018). Nessa experiência, somos iluminados pelo Rosto do Senhor e transformados pela Sua presença. Também a vida sacerdotal é um “deixar-se transformar” pela graça de Deus, para que o nosso coração se torne misericordioso, inclusivo e compassivo como o de Cristo. Trata-se simplesmente de ser – como recordou recentemente o Santo Padre – “padres normais, simples, mansos, equilibrados, mas capazes de se deixar constantemente regenerar pelo Espirito” (PAPA FRANCISCO, Homilia Concelebração Eucarística com os Missionários da Misericórdia, 10 de abril de 2018). Essa regeneração acontece primeiramente através da oração, que muda o coração e transforma a vida: cada um de nós “torna-se” Aquele que ora. Fará bem recordar, nesta Jornada de Santificação, que “a santidade faz-se de abertura habitual à transcendência, que se exprime na oração e na adoração. O santo é uma pessoa de espírito orante, que tem necessidade de comunicar-se com Deus” (PAPA FRANCISCO, Gaudete et Exsultate, n.147). Subindo ao Monte, seremos iluminados pela luz do Cristo e poderemos descer ao vale e levar a todos a alegria do Evangelho.

3. Ser luz para o mundo, porque a experiência do encontro com o Senhor nos envia na estrada do serviço aos irmãos, a Sua Palavra recusa-se a fechar-se no privado da devoção pessoal e no perímetro do templo e, sobretudo, a vida sacerdotal é um chamado missionário, que exige a coragem e o entusiasmo de sair de si mesmo para anunciar ao mundo inteiro tudo quanto ouvimos, vimos e tocamos na nossa experiência pessoal (cf. 1Jo 1,1-3). Fazer conhecer aos outros a ternura e o amor de Jesus, para que cada um possa ser alcançado pela Sua presença que liberta do mal e transforma a existência, é a primeira tarefa da Igreja e, por isso, a primeira grande ocupação apostólica dos presbíteros. Se existe um desejo que devemos cultivar, é o de “ser padres capazes de levantar no deserto do mundo o sinal da salvação, isto é, a Cruz de Cristo, como fonte de conversão e de renovação para toda a comunidade e para o próprio mundo” (PAPA FRANCISCO, Homilia Concelebração Eucarística com os Missionários da Misericórdia, 10 de abril de 2018). O fascínio do encontro com o Senhor deve

encarnar-se em um empenho de vida a serviço do Povo de Deus que, prosseguindo frequentemente no vale obscuro das fadigas, do sofrimento e do pecado, tem necessidade de Pastores luminosos e radiantes como Moisés. De fato, “ao término da experiência admirável da Transfiguração, os discípulos desceram do monte (cf. v. 9). É o percurso que podemos completar também nós. A redescoberta sempre mais viva de Jesus não é uma finalidade em si mesma, mas no induz a ‘descer do monte’... Transformados pela presença de Cristo e pelo ardor da sua palavra, seremos sinal concreto do amor vivificante de Deus por todos os nossos irmãos, especialmente por quem sofre, por quantos se encontram na solidão e no abandono, pelos doentes e pela multidão de homens e de mulheres que, em diversas partes do mundo, são humilhados pela injustiça, pela prepotência e pela violência” (PAPA FRANCISCO, Angelus, 06 de agosto de 2017).

Caros Sacerdotes, a beleza deste dia, consagrado ao Coração de Jesus, possa fazer crescer em nós o desejo da santidade. A Igreja e o mundo têm necessidade de Sacerdotes santos! O Papa Francisco, na nova Exortação Apostólica sobre a santidade, Gaudete et Exsultate, reportou à memoria os Sacerdotes apaixonados em comunicar, em anunciar o Evangelho, afirmando que “a Igreja não tem necessidade de tantos burocratas e funcionários, mas de missionários apaixonados, devorados pelo entusiasmo de comunicar a verdadeira vida. Os santos surpreendem, desinstalam, porque a sua vida nos chama a sair da mediocridade tranquila e anestesiadora” (PAPA FRANCISCO, Gaudete et Exsultate, n. 138). Será necessário para nós completar, primeiro interiormente, esse caminho de transfiguração: subir ao Monte, deixar-se transformar pelo Senhor, para depois tornar-se luz para o mundo e para as pessoas que nos são confiadas. Possa Maria Santíssima, Mulher luminosa e Mãe dos Sacerdotes, acompanhar-vos e guardar-vos sempre.

Tradução: Pe. Clodomiro de Sousa e Silva

Fonte: Site da Arquidiocese de Porto Alegre.

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Venezuela: Igreja Católica é rosto de «esperança» numa crise que afeta milhares de emigrantes portugueses

A Igreja Católica está empenhada no apoio às pessoas atingidas pela crise na Venezuela, cujo número tem vindo a subir “de dia para dia”, com realce para as comunidades portuguesas.

De acordo com a Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS), numa altura em que o país atravessa o momento “mais grave da sua história”, em termos económicos e sociais, a prioridade tem sido “providenciar ajuda de emergência às populações mais afetadas”, especialmente ao nível da alimentação e dos bens mais básicos.

Esta “situação crítica” tem afetado “também a numerosa comunidade portuguesa”, com muitos a saírem para nações vizinhas e mesmo para Portugal.

Uma das iniciativas da AIS para contrariar a onda de fome, devido à subida de preços, é a campanha ‘Enchamos as panelas’, que se traduziu inicialmente “em refeições para cerca de 15 mil pessoas”.

Refira-se que atualmente, devido à subida da inflação, por exemplo “um quilo de leite em pó custa mais do que o salário médio mensal” praticado na Venezuela, “que corresponde a cerca de euros”.

A par de um trabalho feito em parceria com a Cáritas Venezuela, e com outras instituições no terreno, a AIS tem procurado a comunidade internacional, a partir dos seus diversos secretariados internacionais, em Portugal e Espanha por exemplo.

Com o intuito de envolver mais as comunidades católicas, a peregrinação internacional da AIS ao Santuário de Fátima, em setembro de 2017, foi dedicada à oração pelo povo venezuelano.

A iniciativa contou com a participação do bispo de La Guaira, D. Raul Castillo, que teve oportunidade de deixar, “de viva voz, ao mundo”, o grito da Venezuela para o mundo e a “urgência” que há em apoiar esta causa.

“Nós estamos muito agradecidos a tantos benfeitores que nos ajudam a ajudar, que nos ajudam a que possamos continuar a ser uma esperança, uma luz para tantos jovens, doentes, crianças, idosos que necessitam de uma presença pastoral… e uma presença pastoral é muito importante para eles”, disse D. Raul em Portugal.

Fonte: Agência Ecclesia

Do dia 06/6/2018

Audiência: a paz é para ser doada. A fofoca não é obra do Espírito Santo

O Papa Francisco voltou a falar da destruição causada pela fofoca na Audiência Geral desta quarta-feira, na Praça São Pedro.

A paz que recebemos do Espírito é para dar aos outros, não devemos destruí-la com as fofocas! Na Audiência Geral desta quarta-feira (06/06) o Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Sacramento da Crisma, falando dos efeitos que o dom do Espírito Santo faz amadurecer na vida dos crismados.

O Pontífice reforçou que o Espírito Santo é um dom e as graças que recebemos devemos dar aos outros, e não para armazená-las. “As graças são recebidas para dar aos demais. Isso faz o cristão.”

A Igreja somos nós

O Espírito nos descentraliza do nosso “eu” para nos abrir ao “nós” da comunidade cristã, como também ao bem da sociedade em que vivemos.

“Algumas pessoas pensam que a Igreja tem dono: o papa, os bispos, os sacerdotes e os operários, que são os demais. Não! A Igreja somos todos nós e todos temos a responsabilidade de santificar uns aos outros, cuidar dos outros. A Igreja somos nós. Cada um tem o seu trabalho, mas a Igreja somos todos nós.”

Assim, a Confirmação une mais fortemente como membro vivo ao corpo místico da Igreja, vinculando à Igreja universal e fortalecendo o compromisso com a vida da Igreja particular, em união com o Bispo. Este, enquanto sucessor dos Apóstolos, é o ministro originário deste sacramento.

Na conclusão do rito da Crisma, explicou ainda o Papa, o Bispo diz a cada crismando: “A paz esteja contigo”, recordando a saudação de Cristo aos discípulos.

A fofoca não é obra do Espírito

Improvisando, o Papa pediu que pensemos na nossa própria comunidade paroquial. O Bispo dá a paz ao crismando e depois a damos entre nós. “Isso significa paz”, disse o Papa. O problema é o que acontece depois ao sairmos da Igreja.

“Começam as fofocas e as fofocas são guerras. Isso não está bem. Se recebemos o sinal da paz do Espírito Santo, devemos ser homens e mulheres de paz e não destruir a paz do Espírito. Pobre do Espírito Santo com o trabalho que ele tem conosco, com o hábito de fofocar. Pensem bem, a fofoca não é obra do Espírito Santo, não é obra de unidade da Igreja. A fofoca destrói aquilo que Deus faz. Por favor, vamos parar de fofocar!”

Semente que deve ser cultivada

Outra característica da Crisma é que este sacramento se recebe uma só vez, mas o seu dinamismo espiritual perdura ao longo do tempo. Além do mais, ninguém recebe a Confirmação somente para si mesmo, mas para cooperar para o crescimento espiritual dos outros.

Aquilo que recebemos de Deus como dom deve ser de fato doado para que seja fecundo e não, ao invés, sepultado por temores egoístas.

“ Quando temos a semente em mãos não é para colocá-la no armário, é para semear. Toda a vida deve ser semente para que dê fruto. ”

O Papa então concluiu:

“Exorto os crismandos a não ‘enjaular’ o Espírito Santo, a não opor resistência ao Vento que sopra para impulsioná-los em liberdade, a não sufocar o fogo ardente da caridade, que leva a viver a vida por Deus e pelos irmãos. Que o Espírito Santo conceda a todos nós a coragem apostólica de comunicar o Evangelho com as obras e as palavras aos que se encontram no nosso caminho. Mas as palavras boas, aquelas que edificam, não as palavras de fofocas. Por favor, quando saírem da Igreja, pensem que a paz recebida é para dar aos outros e não para destruí-la com a fofoca. Não se esqueçam.”

Rezar pelos sacerdotes

Ao final da catequese, o Papa recordou que na próxima sexta-feira celebra-se a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Francisco então convidou a rezar durante todo o mês de junho ao Coração de Jesus e a apoiar com a proximidade e o afeto os sacerdotes, para que sejam imagem daquele Coração repleto de amor misericordioso.

Fonte: Vatican News

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Papa Francisco: “com a graça da vergonha”

“A vergonha é uma graça que nos leva a pedir perdão, assim como é uma graça o dom das lágrimas, que lava os nossos olhos e faz-nos ver melhor a realidade”. Papa Francisco escreve o prefácio da sexta edição do pequeno livro “Quem reza se salva” organizado pelo padre Giacomo Tantardini. O manual com as orações mais simples da tradição cristã, foi publicado pela primeira vez em 2001.

 “A vergonha é uma graça que nos leva a pedir perdão, assim como é uma graça o dom das lágrimas, que lava os nossos olhos e faz-nos ver melhor a realidade”: são palavras do Papa Francisco sobre o essencial para a “boa confissão”, no prefácio que recentemente escreveu à sexta edição do pequeno livro “Quem reza se salva” organizado pelo padre Giacomo Tantardini (1946-2012).

O pequeno manual com as orações mais simples da tradição cristã, foi publicado pela primeira vez em 2001 pela revista “30Dias”. Seguiram outras edições, até a de 2005 com a introdução escrita pelo então cardeal Joseph Ratzinger, que logo depois seria eleito Papa. A edição atual mantém o mesmo texto e apresenta uma breve reflexão do Papa Francisco na sua introdução.

"O meu amigo padre Giacomo"

O Santo Padre inicia com as palavras de Santo Ambrósio na Expositio psalmum 118 “Vem, então, Senhor Jesus. Vem a mim, busca-me, encontra-me, toma-me nos braços, carrega-me”. Uma oração, explica Francisco, “muito especial para o padre Giacomo”, que “a rezava com frequência”. Por isso foi escolhida como capa do suplemento dedicado pela revista internacional por ocasião da morte do sacerdote, ocorrida em 19 de abril de 2012. A edição da revista apresentava uma recordação intitulada “O meu amigo padre Giacomo” escrita em 6 de maio daquele ano pelo então Arcebispo de Buenos Aires, Dom Bergoglio.

“ No prefácio, o Pontífice recorda o 'seu coração de criança, a sua tão consciente oração de que é o Senhor quem toma a iniciativa e não podemos fazer nada sem ele. Por isso, acrescenta, 'não por acaso, o autor deste pequeno livro escolheu como título uma expressão de Santo Afonso de Ligório ”

Quem reza se salva

Traduzido em várias línguas” e “difuso em centenas de milhares de exemplares em todo o mundo, chegando gratuitamente em muitas missões católicas espalhadas em todos os ângulos da terra”, o “pequeno livro” – assim define Papa Francisco – nasceu de uma intuição de Tantardini “a pedido dos jovens que se convertiam ao cristianismo”. E hoje, “os amigos de padre Giacomo o consideram como o presente mais belo”. Principalmente porque – afirma o Papa – além das orações, reúne “tudo o que ajuda a fazer uma boa confissão”. A propósito disso o Pontífice cita uma frase que o padre “repetia com frequência no último período da sua vida: ‘Quem se confessa bem, se torna santo’. E partindo desta afirmação, o próprio Francisco completa o prefácio com uma espécie de vademecum para o penitente que se aproxima do sacramento.

O sacramento da penitência

“O ponto de partida – esclarece – é o exame de consciência, a dor sincera pelo mal cometido”. Segue “o reconhecimento dos pecados, de modo concreto e com sobriedade. Sem ter vergonha da própria vergonha”. De resto, como ensina o Evangelho, “ao Senhor é suficiente um sinal de arrependimento. A misericórdia divina espera com paciência a volta do filho pródigo, antes, o antecipa, o previne tocando por primeiro seu coração, a ponto de criar nele o desejo de ser abraçado pela sua infinita ternura e de poder recomeçar a caminhar”.

Por isso, sugere o Papa, “no confessionário, devemos ser concretos no reconhecimento dos pecados, sem reticências”, porque, “logo vemos que é o próprio Senhor que nos ‘fecha a boca’, como se dissesse: está bem assim. Para ele, basta ver este sinal de dor, não quer torturar a sua alma, quer abraçá-la. Quer a sua alegria”. Papa Francisco conclui com uma certeza que recorre em todo o seu magistério, “Jesus veio para nos salvar assim como somos: pobres pecadores, que pedem para ser buscados, encontrados, abraçados e carregados por Ele”.

Fonte: Vatican News

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Papa: a Igreja somos nós. Não existem patrões nem operários

"A Igreja somos todos nós e todos temos a responsabilidade de santificar uns aos outros, cuidar dos outros", disse o Papa Francisco na Audiência Geral.

"O Espírito nos descentraliza do nosso 'eu' para nos abrir ao 'nós' da comunidade cristã, como também ao bem da sociedade em que vivemos": palavras do Papa Francisco na Audiência Geral de quarta-feira (06/06), na Praça S. Pedro.

O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Sacramento da Crisma, falando dos efeitos que o dom do Espírito Santo faz amadurecer na vida dos crismados.

Armazém da alma

O Pontífice reforçou que o Espírito Santo é um dom e as graças que recebemos devemos dar aos outros, e não armazená-las na alma. “As graças são recebidas para dar aos demais. Isso faz o cristão.”

“Algumas pessoas pensam que a Igreja tem dono: o papa, os bispos, os sacerdotes e os operários, que são os demais. Não! A Igreja somos todos nós e todos temos a responsabilidade de santificar uns aos outros, cuidar dos outros. A Igreja somos nós. Cada um tem o seu trabalho, mas a Igreja somos todos nós.”

Fonte: Vatican News

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Papa: custodiar o Planeta e proteger os povos

“O cuidado da criação, visto como dom partilhado e não como posse privada, implica sempre o reconhecimento e o respeito pelos direitos de cada pessoa e de cada povo”, escreve o Francisco no texto.

O Papa Francisco enviou uma mensagem ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, por ocasião do simpósio ecológico internacional “Rumo a uma Ática mais verde: preservar o Planeta e proteger seus habitantes”. O encontro teve início em Atenas, na Grécia, nesta terça-feira (05/06) e prossegue até a próxima sexta-feira (08/06).

“O cuidado da criação, visto como dom partilhado e não como posse privada, implica sempre o reconhecimento e o respeito pelos direitos de cada pessoa e de cada povo”, escreve o Papa Francisco no texto.

Situação dos migrantes e refugiados

O Patriarca Bartolomeu, que participa do encontro, proferiu um discurso intitulado “Por uma resposta única à crise ecológica”.

Na mensagem, o Papa expressa “profundo apreço por esta nobre iniciativa, que segue uma série de simpósios semelhantes em diferentes partes do mundo”, estende suas saudações também a Jerônimo II, arcebispo de Atenas e toda a Grécia, e afirma manter uma “recordação viva” da visita realizada junto com Bartolomeu e Jerônimo a Lesbos, em 16 de abril de 2016, “para expressar a preocupação comum com a situação dos migrantes e refugiados”.

O Papa ressalta que ficou “encantado com a paisagem do céu azul e do mar”, pensando que como “um mar tão bonito tinha se tornado o túmulo de homens, mulheres e crianças que, na maioria, tinham somente tentado fugir das condições desumanas em suas terras de origem”.

Generosidade do povo grego

Francisco acrescenta que “constatou pessoalmente a generosidade do povo grego, tão rico e cheio de valores humanos e cristãos, e seus esforços, não obstante os efeitos da crise econômica, para dar conforto aos que tinham chegado a seu país”. “Que as contradições dramáticas vividas durante essa visita possam ajudar a entender a importância do  tema do simpósio.”

“Não são apenas as casas das pessoas vulneráveis no mundo que caem como pode ser visto no crescente êxodo de migrantes climáticos e refugiados ambientais em todo o mundo”, esclarece o Papa, lembrando uma passagem incisiva da Encíclica Laudato si, na qual se manifesta a preocupação de que “provavelmente estamos condenando as futuras gerações a uma casa comum deixada em ruínas”.

Por isso, exorta: “Hoje, devemos nos fazer honestamente” a pergunta sobre que tipo de mundo “queremos transmitir” àqueles “que virão depois de nós”, fazendo “um sério exame de consciência sobre a proteção do Planeta confiado aos nossos cuidados”.

Desafio urgente de cuidar da criação

Segundo Francisco, “a crise ecológica que agora afeta toda a humanidade está arraigada no coração humano, que aspira controlar e explorar os recursos limitados de nosso Planeta, ignorando os membros vulneráveis da família humana”.

“Não podemos ignorar o mal difundido e generalizado na situação atual. Em nossa mensagem conjunta para o Dia Mundial de Oração pela Criação, em 1º de setembro passado, afirmamos que “o chamado e o desafio urgente de cuidar da criação é um convite para toda a humanidade a trabalhar por um desenvolvimento sustentável e integral”.

E se “o dever de cuidar da criação desafia todas as pessoas de boa vontade, aos cristãos pede para reconhecerem as raízes espirituais da crise ecológica e cooperar dando uma resposta unívoca”.

O Dia Mundial de Oração pela Criação é “um passo nessa direção, pois mostra a nossa preocupação comum e aspiração de trabalhar juntos para enfrentar essa delicada questão”.

Francisco reitera a “firme intenção de que a Igreja Católica prossiga junto com o Patriarcado Ecumênico ao longo desse caminho” com a “esperança de que católicos e ortodoxos trabalhem ativamente pelo cuidado da criação e por um desenvolvimento sustentável e integral”.

Fonte: Vatican News

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Eleito novo presidente da Conferência das Igrejas Europeias

Fortalecimento do diálogo e do encontro, assim como o testemunho das Igrejas na Europa e à Europa, estão entre os objetivos do reverendo Christian Krieger.

O reverendo Christian Krieger é novo presidente da Conferência das Igrejas Europeias, o organismo ecumênico que reúne 116 Igrejas ortodoxas, protestantes, anglicanas e vétero-católicas de todos os países europeus.

Ele foi eleito na tarde de 4 de junho pela Assembléia Geral da CIE, reunida em Novi Sad, Sérvia. Na ocasião também foram nomeados dois vice-presidentes: o metropolitana (Patriarcado Ecumênico) Cleopas Strongylis e a reverenda Gulnar Francis-Dehqani (Igreja da Inglaterra).

Fortalecer o diálogo e a reunião

Entre suas primeiras declarações, o rev. Krieger afirmou que "o primeiro objetivo pertence à comunidade de igrejas na Europa. Quero fortalecer o diálogo, o encontro. O segundo objetivo diz respeito ao testemunho das Igrejas na Europa e à Europa e o compromisso em fortalecer também o trabalho social, a partir de problemas econômicos e das questões migratórias".

Krieger é presidente da Igreja Reformada da Alsácia e Lorena, e vice-presidente da União das Igrejas Protestantes na Alsácia e Lorena e da Federação Protestante da França.

Agir unidos como corpo de Cristo

Originário da Grécia, Cleopas Strongylis foi eleito metropolitana da Suécia e todos os países escandinavos e ordenado no episcopado em 2014 pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu I.

"O aspecto mais importante do nosso trabalho – afirmou - deveria ser agir unidos como corpo de Cristo por um futuro melhor, por uma Europa melhor, e em particular, pelos nossos jovens".

Empenhar-se pelos refugiados

"A minha prioridade – acrescentou por sua vez a episcopisa Francis-Dehqani - é a de estar compromissada com os outros no trabalho sobre questões relacionadas aos refugiados e ao movimento de pessoas em toda a Europa."

Originária do Irã, desde 2017 serve a Igreja da Inglaterra como episcopisa de Loughborough, com um mandato específico para trabalhar com as diferentes culturas e comunidades de minorias étnicas dentro da diocese.

Fonte: Vatican News

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Libéria: enormes desafios para o país, precisamos tempo

O sentimento de desespero domina tanto os nossos jovens, que eles vêem no novo Presidente George Weah a única esperança para o futuro, mas é preciso tempo para resultados concretos!”. D. Anthony Fallah Borwah, Presidente da Conferência Episcopal da Libéria, fala da situação do país, a poucos dias da próxima visita ad Limina em Roma.

 “O novo Presidente foi eleito pelos jovens que se sentem esquecidos pela liderança nacional”, diz D. Anthony Fallah Borwah, Bispo de Gbarnga e Presidente da Conferência Episcopal da Libéria, em uma conversa com a Agência Fides, a poucos dias da próxima visita ad Limina ao Vaticano.

O ex-jogador que se tornou Presidente

George Weah representa uma história de sucesso para estes jovens, explica o bispo. Ele foi eleito apenas seis meses atrás. Um período de tempo muito breve e nada fácil para ele que teve que aprender a ser Presidente do modo mais rápido possível porque o povo está impaciente. Mas é preciso explicar à população, principalmente aos jovens, que o Presidente precisa de tempo para apresentar resultados concretos”.

Pobreza e desemprego: os problemas principais

O ex-jogador foi eleito Presidente da Libéria na eleição de 26 de dezembro passado. “Como Igreja procuramos ajudar o Presidente mas os desafios são enormes”, diz D. Borwah. “Entre eles, primeiramente a pobreza e o desemprego que atingem boa parte da população. A situação econômica é extremamente grave, ainda mais depois da epidemia do vírus Ebola que pesou muito na economia do país. O sentimento de desespero domina tanto os nossos jovens que eles vêem em George Weah a única esperança para o futuro, mas o Presidente precisa de tempo para resultados concretos!” sublinha o bispo.

Igreja pronta a colaborar com as autoridades estatais

“O Presidente Weah deve escolher uma boa equipe para o seu governo”, sugere o Presidente da Conferência Episcopal da Libéria. “De fato, vimos que nestes poucos meses ele teve problemas com algumas pessoas que ti