Informativo Diocesanos

Informativo Diocesano
15/06/2018

DIOCESE DE EREXIM                                                  

SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Ano 22 – nº. 1.164 – 17 de junho de 2018

                                                                

Agenda do Bispo: - De terça a quinta-feira, Reunião Conselho Permanente da CNBB, em Brasília.

- Sábado, às 08h30, visita pastoral com encontro das lideranças de todas as comunidades na Paróquia N. Sra. de Fátima, Entre Rios do Sul.

Agenda Pastoral: - Quinta e sexta-feira, das 08h30 às 16h, no Centro Diocesano, atualização para novos capacitadores da pastoral da criança.

- Sexta-feira, às 14h30, encontro de oração do Apostolado da Oração das Paróquias de Erechim, na igreja N. Sra. Aparecida, Bairro Bela Vista.

- Sábado, às 08h30, Reunião da Comissão Diocesana de Leigos, no Centro Diocesano.

- Domingo, festa do padroeiro São João Batista, Quatro Irmãos, Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Paulo Bento.

Definido lema da Romaria da Salette deste ano: Os missionários saletinos de Marcelino Ramos estão intensificando os preparativos para a 83ª Romaria Interestadual da Salette. Seu lema é: Salette, ensina-nos a viver a reconciliação e a paz. A Revista Salette terá número comemorativo com roteiros de preparação da Romaria. Além da novena, haverá celebração especial no dia 19 de setembro, data das aparições de N. Sra. na montanha da Salette, na França, em 1846, aos adolescentes Maximino Giraud, de 11 anos, e Melânia Calvat, de 15 anos. Será a primeira Romaria sem o Pe. Arlindo Fávero depois de 36 anos. O novo Reitor do Santuário, que coordena os preparativos da Romaria é o Pe. Renoir Dalpizol.

Bispos do Rio Grande do Sul divulgam nota sobre o sacramento da Penitência: Em sua assembleia no dia 06 deste mês, no Centro de Espiritualidade Cristo Rei em São Leopoldo, os Bispos do Estado divulgaram nota sobre alguns aspectos litúrgico-pastorais a respeito do Sacramento da Penitência. Lembram que o rosto da misericórdia de Deus Pai se manifesta de maneira especial nesse Sacramento. Constatam que muitos recorrem ao confessionário em busca do perdão, da reconciliação e da paz interior. Chamam atenção para as poucas circunstâncias em que é possível aos sacerdotes recorrerem à prática da celebração comunitária da reconciliação com confissão e absolvição geral, de acordo com as orientações da Igreja. Exortam que, na Iniciação à Vida Cristã, se mostre a beleza da confissão individual para adultos, jovens e crianças. Segundo a nota, os confessores são chamados a ser um verdadeiro sinal da misericórdia do Pai e servos fiéis do perdão de Deus. Para isso devem acolher os penitentes, como o pai na parábola do filho pródigo, dispondo do tempo necessário para o atendimento de todos os que buscam a forma sacramental do perdão. Agradecem aos presbíteros pela generosidade pastoral e a dedicação em oferecer o perdão de Deus e a reconciliação aos filhos e filhas da Igreja. E sobre eles invocam a bênção de Deus, por intercessão da Mãe da Misericórdia.

33ª Semana Nacional do Migrante: Neste domingo, a Igreja Católica no Brasil inicia a 33ª Semana Nacional do Migrante. Ela tem como tema “A vida é feita de encontros” e como lema “Braços abertos sem medo para acolher!”. Ela é organizada pelo Serviço Pastoral dos Migrantes, dirigido pelos padres carlistas scalabrinianos, cujo carisma é o trabalho com a mobilidade humana. A Cáritas, diversas pastorais sociais e organismos de Igreja que atuam neste campo participam da dinamização desta Semana.  Neste ano, ela está em sintonia com a campanha mundial da Cáritas “Compartilhe a viagem”, dedicada à sensibilização e à informação sobre imigração e refúgio. Ela propõe incentivar as pessoas, homens, mulheres, crianças e jovens, de todos os credos e religiões, para irem ao encontro dos migrantes, colaborando na construção de uma cultura de Paz, a partir das histórias de vida e da diversidade cultural dos migrantes. O Dia Nacional do Migrante será em 24 deste mês, domingo imediatamente anterior ao Dia do Migrante no calendário civil, 25de junho. Para o bispo de Pesqueira, PE, e referencial do Setor Pastoral da Mobilidade Humana da CNBB, dom José Luiz Ferreira Sales, é fundamental à Igreja reforçar os direitos dos migrantes, refugiados e das diversas categorias migratórias. Uma das formas para isso é denunciar, por exemplo, o trabalho escravo e o tráfico de pessoas, violações inconcebíveis.  Segundo os subsídios desta Semana, um dos seus objetivos é promover a “cultura do encontro”, tão motivada pelo papa Francisco, fazendo crescer os espaços e as oportunidades para que os imigrantes e as comunidades locais possam se reunir, dialogar e desenvolver ações concretas em favor deles.

 Publicado Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Região Panamazônica: No dia 8 deste mês, a Sala de Imprensa da Santa Sé apresentou o Documento de Preparação da Assembleia do Sínodo dos Bispos para a Região Panamazônica, em 2019. Seu título é: “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. O texto oferece uma análise da conjuntura atual da Amazônia e aponta percursos e novos caminhos para a Igreja a serviço da vida nesse bioma.  O texto está dividido em três partes, segundo o método ver, discernir e agir. A primeira parte é o VER, um convite a olhar a identidade e os clamores da Panamazônia. Território, diversidade sociocultural, identidade dos povos indígenas, memória histórica eclesial, justiça e direitos dos povos, espiritualidade e sabedoria, são os pontos apresentados nessa parte do texto. O DISCERNIR é a segunda parte do documento que ilumina as reflexões para uma conversão pastoral e ecológica. O anúncio do Evangelho de Jesus na Amazônia é apresentado a partir das dimensões bíblico-teológica, social, ecológica, sacramental e eclesial-missionária. Por fim, o documento, na última parte, provoca a ação, a AGIR: novos caminhos para uma Igreja com rosto amazônico. Após as reflexões realizadas pelo documento, uma série de questões são apresentadas para contribuir com a escuta das realidades da Panamazônia.

Papa fala aos executivos de empresas de energia, petróleo e gás natural: Nos dias 08 e 09 deste mês, em Roma, foi realizado simpósio dedicado aos temas da transição energética e do cuidado do lar comum, com executivos de empresas de energia, petróleo e gás natural.  Recebendo-os na conclusão do encontro, Papa Francisco pediu-lhes que olhem pelos pobres e pelo meio ambiente. Se todos são atingidos pelas crises climáticas, os pobres são os que mais sofrem com os estragos do aquecimento global. O Papa observa que muitas das áreas da vida humana são condicionadas pela energia, mas, infelizmente, ainda há mais de um bilhão de pessoas que não têm acesso à eletricidade. Daí o desafio de ser capaz de fornecer a enorme energia necessária para todos, de forma que a exploração dos recursos evitem desequilíbrios ambientais ou que causem um processo de degradação e poluição, a partir do qual toda a humanidade hoje e amanhã seria gravemente ferida. Para o Papa, a qualidade do ar, o nível dos mares, as reservas de água doce, o clima e o equilíbrio dos ecossistemas não podem sofrer por causa das modalidades com que os seres humanos saciam sua ‘sede’ de energia. “Para satisfazer esta ‘sede’, não é lícito aumentar a verdadeira sede de água, a pobreza ou a exclusão social”.

Igreja publica documento sobre o esporte: No início deste mês, o Pontifício Conselho para os Leigos, a Familia e a Vida publicou documento sobre a perspectiva cristã do esporte e da pessoa humana, intitulado “Dar o melhor de si”. O Documento analisa a história do fenômeno esportivo, oferece uma leitura antropológica do ponto de vista dos valores e um ponto de vista sobre os desafios e desvios do esporte. Entre os desafios e desvios estão o doping e a corrupção que levam o esporte à ruína. O doping amplifica uma série de complicadas problemáticas morais porque não corresponde aos valores de saúde e de jogo leal. Representa um exemplo muito claro de como a busca da 'vitória a todo custo' corrompe o esporte levando-o à violação de suas regras constitutivas. Em relação à corrução no esporte, o texto ressalta que ela explora o sentido de competição dos jogadores e dos telespectadores, que são deliberadamente enganados. A corrupção não se refere apenas a um único evento esportivo, mas é uma chaga que também pode se espalhar às políticas esportivas.

Presidente da Cáritas Internacional exorta alimentar a esperança dos refugiados e migrantes: O Cardeal Luiz Antonio Tagle, Arcebispo de Manila, Filipinas, e Presidente da Cáritas Internacional participou do Seminário Internacional de Migrações e Refúgio sobre o tema “Caminhos para a cultura do encontro”, de terça a quinta-feira, em Brasília. Participaram migrantes e refugiados que vivem no Brasil, agentes de Caritas, Igrejas Cristãs, denominações religiosas, agentes de pastoral, agências de cooperação e governos, num total de 200 pessoas. O presidente da Cáritas Internacional ressalta que devemos alimentar a esperança dos refugiados e migrantes que partem em busca de vida melhor e lembra que todos temos em nosso DNA o sangue de migrantes, ao fazer memória de sua história familiar de migração.

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Informações gerais da semana

Do dia 14/6/18

Papa: pobres nos ajudam a redescobrir a beleza do Evangelho

Em 18 de novembro se realiza o II Dia Mundial dos Pobres, iniciativa que nasceu no final do Jubileu da Misericórdia a pedido do Papa Francisco.

Um convite a descobrir a beleza do Evangelho: assim é a mensagem do Papa Francisco em vista do II Dia Mundial dos Pobres, que este ano se celebra em 18 de novembro, no 33º Domingo do Tempo Comum.

O tema da mensagem foi extraído do Salmo 34: “Este pobre grita e o Senhor o escuta”. “As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres’, explica o Papa.

Gritar

O que emerge desta oração, prossegue Francisco, é o sentimento de abandono e de confiança num Pai que escuta e acolhe. O salmo caracteriza com três verbos a atitude do pobre e a sua relação com Deus. Antes de tudo, “gritar”. A condição de pobreza não se esgota numa palavra, mas se torna um grito que atravessa os céus e chega até Deus. Num Dia como este, somos chamados a fazer um sério exame de consciência, de modo a compreender se somos verdadeiramente capazes de escutar os pobres, pois é do silêncio da escuta que precisamos para reconhecer a sua voz

Responder

Um segundo verbo é “responder”. O Senhor, diz o salmista, não só escuta o grito do pobre, como também responde. A sua resposta é uma participação cheia de amor na condição do pobre.

A resposta de Deus é também um apelo para que quem acredita Nele possa proceder de igual modo, dentro das limitações do que é humano.

“O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta que, de toda a Igreja, dispersa por todo mundo, é dirigida aos pobres de todos os tipos e de todas as terras para que não pensem que o seu grito tenha caído no vazio. Provavelmente, é como uma gota de água no deserto da pobreza; e, contudo, pode ser um sinal de partilha para com os que estão em necessidade, para sentirem a presença ativa de um irmão e de uma irmã.

Libertar

Um terceiro verbo é “libertar”. O pobre da Bíblia vive com a certeza que Deus intervém a seu favor para lhe restituir a dignidade. A pobreza não é procurada, mas é criada pelo egoísmo, pela soberba, pela avidez e pela injustiça. Males tão antigos como o homem, mas mesmo assim continuam a ser pecados que implicam tantos inocentes, conduzindo a consequências sociais dramáticas.

Francisco cita a falta de meios elementares de subsistência, a marginalidade, as diversas formas de escravidão social apesar dos progressos levados a cabo pela humanidade… “Quantos pobres, como Bartimeu, estão hoje à beira da estrada e procuram um sentido para a sua condição!”, escreve.

Marca da alegria

O Papa denuncia a aversão aos pobres, considerados não apenas como pessoas indigentes, mas também como gente que traz insegurança, instabilidade e desorientação. E na verdade, são os primeiros a estar habilitados para reconhecer a presença de Deus e para dar testemunho da sua proximidade na vida deles.

Francisco manifesta o desejo de que este Dia fosse celebrado com a marca da alegria pela redescoberta capacidade de estar juntos. “Rezar juntos em comunidade e partilhar a refeição no dia de domingo. Uma experiência que nos leva de volta à primeira comunidade cristã.” O Pontífice aprecia a colaboração com outras instituições fora da Igreja, recordando que os verdadeiros protagonistas são o Senhor e os pobres. “Quem se coloca ao serviço é instrumento nas mãos de Deus para fazer reconhecer a sua presença e a sua salvação.”

Beleza do Evangelho

O Papa conclui sua mensagem com uma palavra de esperança: “Muitas vezes, são os pobres a colocar em crise a nossa indiferença, filha de uma visão da vida demasiado imanente e ligada ao presente. (…) É na medida em que somos capazes de discernir o verdadeiro bem que nos tornamos ricos diante de Deus e sábios diante de nós mesmos e dos outros. É na medida em que se consegue dar um sentido justo e verdadeiro à riqueza, cresce-se em humanidade e torna-se capazes de partilha”.

Por fim, Francisco convida toda a Igreja a viver este Dia Mundial como um momento privilegiado de nova evangelização. “Os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Não deixemos cair no vazio esta oportunidade de graça.”

Fonte: Vatican News

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Francisco: "Acolher, conhecer e reconhecer o outro"

Nesta quinta-feira (14/06) realiza-se no Vaticano o II Diálogo sobre a migração internacional Santa Sé-México, o encontro acontece no 25º aniversário do restabelecimento das relações diplomáticas entre o México e a Santa Sé.

O Papa Francisco enviou uma Mensagem para o II Diálogo Santa Sé e México sobre a migração internacional na qual afirma que "é uma ocasião propícia para reforçar e renovar nossa colaboração e acordos para continuarmos a trabalhar juntos em favor dos necessitados e dos excluídos da sociedade".

O arcebispo D. Paul Richard Gallagher, Secretário para as Relações com os Estados, leu a mensagem do Papa aos participantes:

“ É necessário uma mudança de mentalidade: deixar de considerar o outro como uma ameaça à nossa comodidade e passar a estimá-lo como alguém que com a sua experiência de vida e os seus valores pode nos dar muito e contribuir à riqueza da nossa sociedade. Por isso, o comportamento fundamental é acolher, conhecer e reconhecer o outro ”

“Migrante é só e isolado”

Para o Papa, “é necessária a ajuda de toda a Comunidade internacional, em todas as etapas da migração ”. E considerar que o migrante “é vulnerável, sente-se só e isolado em todas as etapas. A conscientização deste ponto é de fundamental importância para uma resposta concreta e digna a este desafio humanitário”.

Não números, mas pessoas

Na mensagem o Papa lembra que“na questão migratória não estão em jogo apenas números, mas pessoas e que estas precisam de proteção constante, independente do seu status migratório”.

Migrantes crianças e as vítimas

O Papa dirige uma especial atenção “aos migrantes crianças, às famílias, aos que são vítimas das redes de tráfico de seres humanos e aos deslocados por causa de conflitos, desastres naturais e perseguições”.

“ Todos migrantes esperam que tenhamos coragem para abater a barreira da cumplicidade cômoda e muda que agrava a sua situação de abandono e que coloquemos neles a nossa atenção, a nossa compaixão e a nossa dedicação ”

Fonte: Vatican News

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Copa do Mundo: saudação do Papa Francisco

"Que esta importante manifestação esportiva possa ser uma ocasião de encontro, diálogo e fraternidade entre culturas e religiões, favorecendo a solidariedade e a paz entre as nações", disse o Pontífice.

Na quarta-feira, na Audiência Geral, o Papa Francisco dirigiu uma saudação aos jogadores e organizadores da Copa do Mundo de Futebol, que será inaugurada  nesta quinta-feira (14/06) na Rússia.

Definindo o campeonato como ‘um evento social que supera todas as fronteiras’, Francisco disse:

“Que esta importante manifestação esportiva possa ser uma ocasião de encontro, diálogo e fraternidade entre culturas e religiões, favorecendo a solidariedade e a paz entre as nações”.

Fonte: Vatican News

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Papa a astrofísicos: observar o universo também com olhar da fé

Francisco ressaltou que “a diversidade pode unir por um objetivo comum de estudo”, e “que o sucesso do trabalho depende também dessa diversidade, pois é através da colaboração entre pessoas de vários contextos que nasce a compreensão comum de nosso universo”.

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (14/06), na Sala Clementina, no Vaticano, sessenta participantes da 16ª Escola de Astrofísica de Verão, promovida pelo Observatório Astronômico Vaticano sobre o tema “Variabilidade estelar na era de grandes pesquisas”. O encontro teve início no último dia 4 e prossegue até 29 deste mês.

Depois de dar as boas-vindas aos professores e estudantes desse curso de verão, provenientes de vários países e culturas, Francisco ressaltou que “a diversidade pode unir por um objetivo comum de estudo”, e “que o sucesso do trabalho depende também dessa diversidade, pois é através da colaboração entre pessoas de vários contextos que nasce a compreensão comum de nosso universo”.

Esforço de colaboração 

O tema da pesquisa deste ano trata das estrelas variáveis à luz de novas e grandes pesquisas astronômicas.

“Esses estudos vêm do esforço de colaboração de muitas nações e do trabalho comum de muitos cientistas. Como emergirá claramente dessa escola, é apenas trabalhando juntos, em equipe, que vocês poderão dar um sentido a todas essas novas informações.”

“O universo é imenso e na medida em que aumenta a nossa compreensão dele, aumenta também a necessidade de aprender a administrar o fluxo de informações que nos chegam de várias fontes. Talvez, a forma de gerenciar essa quantidade de dados possa dar esperança às pessoas no mundo que se sentem envolvidas pela revolução da Internet e das mídias sociais.”

Segundo Francisco, no contexto dessas “informações e do universo imenso, sentimo-nos pequemos e podemos ser levados a pensar que somos insignificantes. De fato, não há nada de novo neste receio. Mais de dois mil anos atrás, o salmista escreveu: “Quando contemplo o céu, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste... O que é o homem, para dele te lembrares? O ser humano, para que o visites? Tu o fizeste pouco menos do que um deus, e o coroaste de glória e esplendor.”

Tarefa do cientista

“É importante, como cientistas e fiéis, iniciar admitindo que existe muita coisa que não sabemos. É também importante não ficar satisfeitos de permanecer num agnosticismo cômodo. Não devemos pensar que sabemos tudo e não devemos ter medo de aprender mais”, disse o Papa.

Francisco sublinhou que a tarefa do cientista é “conhecer o universo, pelo menos em parte, conhecer o que sabemos e o que não sabemos, e como proceder para saber mais”.

“Depois há o olhar metafísico, que reconhece a Causa Primeira de tudo, escondida nos instrumentos de medição. Depois, o olhar da fé, que acolhe a Revelação. A harmonia desses diferentes níveis de conhecimento nos leva à compreensão e a compreensão, esperamos, nos abre para a Sabedoria. Nesse sentido podemos entender ‘a glória e a honra’ da qual fala o salmista, a alegria do trabalho intelectual como o de vocês, o estudo da astronomia.”

“Através de nós, seres humanos, o universo pode se tornar, por assim dizer, consciente de si e Daquele que nos criou: é o dom, com a relativa responsabilidade, que nos foi dado como seres pensantes e racionais neste cosmo”, concluiu o Papa.

Fonte: Vatican News

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Papa Francisco: 18 de novembro, missa e almoço com 3 mil pobres

Paróquias, centros de voluntariado e acolhimento, escolas e colégios abrirão suas portas para presentear 24 horas de proximidade e refeição.

O Papa Francisco celebrará a missa e almoçará com três mil pobres, em 18 de novembro próximo.

Nessa data será celebrado o II Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco na conclusão do Jubileu da Misericórdia.

Dentre as iniciativas programadas para o evento, momentos de solidariedade e o encontro ao qual aderiram várias dioceses em todo o mundo.

Paróquias, centros de voluntariado e acolhimento, escolas e colégios abrirão suas portas para presentear 24 horas de proximidade e refeição.

Almoço com o Papa

No Vaticano, o Papa Francisco celebrará a missa na Basílica de São Pedro às 9h30 locais e depois almoçará com 3 mil pobres de todas as nacionalidades e credos, na Sala Paulo VI.

O almoço com o pontífice será oferecido pela “Rome Cavalieri Hilton Italia” em colaboração com “Ente Morale Tabor”, disse o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, dom Rino Fisichella, durante a coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (14/06), na Sala de Imprensa da Santa Sé, para a apresentação da mensagem do Papa para o II Dia Mundial dos Pobres.

“O dia 18 de novembro, será o momento conclusivo, mas também o ponto de partida para colocar os pobres no centro e fazê-los se sentir protagonistas”, acrescentou dom Fisichella.

Gritar, responder e libertar

Gritar, responder e libertar: são os três verbos centrais da mensagem do Papa para o II Dia Mundial dos Pobres.

Dom Fisichella insistiu na necessidade de ouvir e responder ao grito dos pobres sem mais desculpas ou adiamentos. É necessária a ajuda de todos.

“Esta mensagem é um convite a tomar consciência de que os pobres estão em nosso meio e que diante deles, indiferença e autorreferência não levam a nada”, sublinhou o prelado italiano.

Precisamos, sobretudo, de misericórdia e realismo, mas também de uma nova e poderosa “libertação” desse povo que sofre por causa da escravidão da tristeza e da marginalização, e para nós libertação do medo do outro, da indiferença e do egoísmo.

Fonte: Vatican News

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Dom Auza: promover diálogo e negociação entre israelenses e palestinos

A Santa Sé renova o seu apelo para que “prevaleçam a sabedoria e a prudência, a fim de evitar novos elementos de tensão num panorama global perturbado e marcado por muitos conflitos cruéis”.

O observador permanente da Santa Sé na ONU, em Nova York, Dom Bernardito Auza, proferiu um discurso na 38ª reunião da 10ª sessão especial de emergência da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta quarta-feira (13/06).

O arcebispo frisou que “a delegação da Santa Sé aprecia o compromisso dos Estados membros a fim de proteger a população civil palestina, evitar novas ondas de violência e promover o diálogo e negociação entre israelenses e palestinos sobre o processo de paz”.

Paz, do diálogo e da negociação

Citando o apelo do Papa Francisco no final da Audiência Geral de 16 de maio passado, Dom Auza reitera que a Santa Sé manifesta a preocupação do Papa Francisco pela “escalada de tensões na Terra Santa e no Oriente Médio”, “grande tristeza pelas vítimas e feridos” e proximidade a todos os que sofrem.

Como vimos várias vezes, “a guerra gera guerra, a violência gera violência” e “a espiral da violência desvia ainda mais do caminho da paz, do diálogo e da negociação”. A paz é o “requisito vital para a realização dos direitos humanos de todos”. “Todo ser humano tem o direito de desfrutar da paz e vê-la restaurada no menor tempo possível”, reiterou Dom Auza.

Proteção dos civis

Recentemente, a Santa Sé teve a ocasião de assinalar que a Quarta Convenção de Genebra (1949)  coloca a proteção dos civis no centro do Direito Humanitário Internacional

“Em 1977, os Protocolos adicionais às Convenções de Genebra melhoram significativamente a proteção jurídica de cobertura a civis e feridos. Portanto, é um imperativo humanitário evitar o ataque a civis e infraestruturas como tática de conflito, bem como a politização e militarização da ajuda humanitária.”

Força e tenacidade

A Santa Sé mais uma vez “pede coragem para dizer sim ao encontro e não ao conflito, sim ao diálogo e não à violência, sim às negociações e não às hostilidades, sim ao respeito pelos acordos e não aos atos de provocação, sim à sinceridade e não à duplicidade. Tudo isso requer coragem, é preciso força e tenacidade”.

A Santa Sé renova o seu apelo para que “prevaleçam a sabedoria e a prudência, a fim de evitar novos elementos de tensão num panorama global perturbado e marcado por muitos conflitos cruéis”.

Jerusalém, lugar de grande significado religioso

Segundo o arcebispo, “não há dúvida de que a Cidade Santa de Jerusalém seja o lugar de grande significado religioso não apenas para os habitantes da Terra Santa, mas também para os seguidores das três religiões abraâmicas monoteístas em todo o mundo”.

Por essa razão, a Santa Sé reitera o que já expressou durante a 37ª reunião da 10ª sessão especial de emergência da Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em 21 de dezembro de 2017, que “é obrigação de todas as Nações respeitar o status quo histórico da Cidade Santa, de acordo com as Resoluções relevantes da ONU”, e que “somente um status garantido internacionalmente pode preservar seu caráter único e ser garantia de diálogo e reconciliação para a paz na região”. Fonte: Vatican News

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Mortalidade infantil não diminui em Gaza há dez anos, diz estudo ONU

Trata-se de um “sinal de advertência” sobre a “situação social e econômica em geral de Gaza”, agravada de modo dramático no arco de tempo examinado pelo estudo da Agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinos.

Um estudo da Agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinos (Unrwa) mostra um nível de mortalidade infantil praticamente igual há dez anos, enquanto esta tem diminuído no mundo. “Os hospitais sem estruturas e medicamentos são a primeira causa desta situação”, adverte.

Hospitais desprovidos de infraestruturas adequadas

O “barômetro da saúde de um povo inteiro”. Assim é Gaza (território palestino confinante com Israel e Egito, ndr) segundo o diretor do Departamento de Saúde da agência da Onu de assistência às populações palestinas, Akihiro Seta. Um estudo recente evidenciou um dado preocupante: enquanto a mortalidade infantil diminui em muitas partes do mundo, em Gaza, há dez anos, não se verificou nenhuma diminuição.

Sinal alarmante

Trata-se de “uma tendência alarmante” não somente no que diz respeito à saúde dos recém-nascidos, mas também “de toda a população de refugiados palestinos”, observa Seta. Trata-se igualmente, ressalta ele, de um “sinal de advertência” sobre a “situação social e econômica em geral de Gaza”, agravada de modo dramático no arco de tempo examinado pelo estudo da referida agência da Onu.

Mortalidade infantil é de 23 entre cada 1000

Em particular, a atual taxa de mortalidade infantil entre os refugiados palestinos, de 22,7% entre cada 1000 crianças nascidas com vida, piorou em relação a 2006, quando a taxa era de 20,2% entre cada 1000 crianças nascidas vivas.

O diretor do Departamento de Saúde da Unrwa reconhece que Gaza “não foi capaz de alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 4”, que indica a redução em dois terços da mortalidade infantil abaixo dos cinco anos.

“Deveriam ser feitos esforços em busca de alcançar o novo objetivo para o desenvolvimento sustentável”, que é de uma mortalidade de recém-nascidos abaixo de 12% entre cada 1000 nascidos com vida em 2030, acrescenta Akihiro Seta.

Hospitais desprovidos de tudo

A situação da saúde em Gaza é a de um cenário em que os hospitais continuam desprovidos de infraestruturas adequadas, de medicamentos, de material de consumo e de prevenção às infecções.

“É admissível supor que a alimentação instável”, a “deterioração dos aparelhos hospitalares” e as “periódicas carências essenciais e de material médico” tenham tido “um impacto sobre a qualidade dos tratamentos médicos” e, por conseguinte, um “impacto na mortalidade infantil”, afirma a Agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinos (Unrwa).

Fonte: Vatican News

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Bispos convocam diálogo na véspera de greve geral na Nicarágua

Bispos católicos da Nicarágua convocaram nesta quarta-feira o governo e a oposição a retomar o diálogo para buscar uma saída para a crise política, na véspera de uma greve geral no país e após o presidente Daniel Ortega oferecer uma proposta de democratização.

"Estamos convocando a Mesa Plenária do Diálogo Nacional para a próxima sexta-feira, 15 de junho", quando será apresentada a resposta de Ortega à proposta da Conferência Episcopal de antecipar as eleições como parte de um plano de democratização.

Na reunião, em Manágua, serão divulgadas a proposta dos bispos e a resposta por escrito de Ortega.

"Todos querem a paz, queremos superar estas circunstâncias duras, dolorosas, trágicas. Todos querem encontrar, nas mesas do diálogo, as possibilidades de traçar um caminho para frente", disse a vice-presidente Rosario Murillo ao comentar o anúncio dos bispos.

Murillo não citou os termos da carta enviada por Ortega aos bispos.

O anúncio ocorre após a oposição nicaraguense convocar uma greve geral de 24 horas para a quinta-feira, como medida de pressão exatamente para a retomada do diálogo e contra a repressão violenta.

Os confrontos já deixaram 152 mortos e 1.340 feridos, segundo o Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh).

O país está semiparalisado há quase dois meses por uma onda de protestos, iniciada em 18 de abril contra a reforma da Previdência.

Em carta publicada nesta quarta-feira nos principais jornais da Nicarágua, mais de 4 mil personalidades pediram à polícia que pare com o banho de sangue causado pela violenta repressão aos protestos.

"O regime de Daniel Ortega já está acabado. Vocês precisam deter de uma vez por todas este insensato banho de sangue", exigiram os signatários da "Carta aberta aos policiais", publicada pelos jornais La Prensa e Nuevo Diario.

Entre os signatários estão o ex-candidato presidencial opositor Fabio Gadea e Claudia Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Barrios.

"Deixem suas armas, peguem seus escudos e se unam a nós porque quando desaparecer o poder da família de Daniel Ortega e sua esposa (a vice-presidenta) Rosario Murillo, vocês ficarão sozinhos e desprotegidos", advertiram.

Diante da perspectiva de greve, a população de Manágua e de outras cidades passou a estocar alimentos e gêneros de primeira necessidade, temendo que a paralisação se estenda por mais de um dia.

"A economia produz 35 milhões de dólares diários, pode ser que nem tudo pare porque há atividades que não podem ser detidas", mas a avaliação é que se deixe de produzir entre 25 e 30 milhões de dólares, disse à AFP Mario Arana, diretor da Associação de Produtores e Exportadores da Nicarágua (APEN).

A solução da crise "já tomou um tempo além do que realmente justifica a situação. A população está sendo reprimida e esta paralisação é para expressar seu descontentamento", declarou Arana.

Ortega, de 72 anos, está na presidência desde 2007 e é acusado de abuso de poder e de corromper opositores.

Fonte: Catolicos.

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Justiça investiga abusos na Igreja chilena durante visita de enviados do Papa

A Justiça chilena apreendeu nesta quarta-feira documentos eclesiásticos nas cidades de Santiago e Rancagua, com base nas denúncias de abuso sexual contra menores por parte da Igreja Católica.

A ação judicial, que surpreendeu a Igreja chilena, ocorre em meio à visita do arcebispo de Malta, Charles Scicluna, e do monsenhor Jordi Bertomeu, enviados do Papa Francisco para escutar testemunhos de vítimas de abusos sexuais.

"Foram diligências simultâneas em Santiago e em Rancagua", disse à imprensa o procurador regional Emiliano Arias, que se declarou "satisfeito com os resultados".

Arias explicou que as diligências constituem um "hito" fundamental na investigação envolvendo membros da Igreja que cometeram crimes contra menores, mas esclareceu que "não se trata de uma investigação contra a Igreja Católica".

"O arcebispado de Santiago entregou ao senhor procurador toda a documentação solicitada", revelou o arcebispo da capital chilena, cardeal Ricardo Ezzati, reafirmando sua "disponibilidade de colaborar com a Justiça".

Na tarde desta quarta-feira, o procurador-geral, Jorge Abott, e outros três procuradores se reuniram com Scicluna "em busca de colaboração para as investigações que estamos realizando", revelou Abott ao final do encontro.

O compromisso "é estabelecer a verdade, especialmente para a reparação das vítimas".

A visita de Scicluna e Bertomeu ocorre em meio a uma forte reestruturação da Igreja chilena, determinada pelo próprio Papa Francisco após as denúncias de abusos.

Todo o episcopado chileno apresentou sua renúncia em 18 de maio, depois de uma série de reuniões com Francisco no Vaticano.

Na segunda-feira, Francisco aceitou a renúncia de três bispos chilenos, incluindo a de Dom Juan Barros, ligado ao escândalo de pedofilia que abala o clero chileno.

Vários membros da hierarquia da Igreja Católica chilena são acusados de terem ignorado ou encoberto os abusos do padre chileno Fernando Karadima nos anos 80 e 90.

Francisco, que em um primeiro momento defendeu durante sua viagem ao Chile em janeiro o bispo Juan Barros, acusado de encobrir os abusos, reviu sua posição.

O papa pediu desculpas às vítimas e admitiu "sérios erros" depois de ler um relatório de 2.300 páginas sobre os abusos no Chile.

O sumo pontífice recebeu no início de maio no Vaticano três vítimas do padre Karadima, condenado em 2011 por um tribunal da Santa Sé por ter cometido atos de pedofilia nos anos 80 e 90.

Fonte: Catolicos.

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Judias protestam por oração igualitária perante o Muro das Lamentações

As Mulheres do Muro, um grupo de judias religiosas que lutam pela igualdade entre homens e mulheres nas orações perante o Muro das Lamentações, oraram na manhã desta quinta-feira no local para comemorar o início do mês (Rosh Rodesh), apesar da oposição de dezenas de ultra-ortodoxos.

Este coletivo, formado por mulheres judias reformistas, conservadoras e ortodoxas, reivindica há 28 anos a autorização para realizar a oração no muro sem divisão por sexo, se opõem ao monopólio da ultra-ortodoxia desse espaço sagrado e lutam para que também seja permitido que as mulheres que seguem a vertente mais ortodoxa rezem e cantem.

Seguindo o costume mensal, dezenas delas rezaram hoje cedo pela manhã na seção feminina separada dos homens, enquanto um pequeno grupo de ultra-ortodoxos, integrado na maioria por jovens e crianças, assobiava e esperava do lado de fora para protestar contra as mudanças que defendem.

O dia de hoje era visto como especialmente sensível, depois que em maio da Fundação do Muro das Lamentações advertiu ao grupo feminino que não permitiria acesso ao local se não seguisse uma nova norma de rezar dentro de uma zona fechada para elas na seção feminina, algo que não ocorreu.

Depois de rezar por mais de uma hora, as integrantes do Mulheres do Muro saíram juntas e cantando salmos judaicos sob uma leve proteção das forças de segurança israelenses e a atenção dos jornalistas, enquanto dezenas de ultra-ortodoxos, na maioria menores de idade, gritavam em tom agressivo e expressam o mal-estar de maneira intimidatória.

"A religião é consistente. A reforma está baseada na mudança, portanto, a reforma não é religiosa", dizia um cartaz do grupo ultra-ortodoxo.

Para a rabina Susan Silverman, que participou nas rezas de hoje, "o Rosh Kodesh é tradicionalmente uma comemoração de mulheres que tem um significado especial para nós, por isso viemos aqui rezar juntas, como fizemos durante muitos anos".

"Desgraçadamente, o nosso encontro se tornou a parte do jogo político dos ultra-ortodoxos no governo", lamenta Silverman.

Em 2016, as Mulheres do Muro geraram rebuliço quando entraram no recinto do Muro das Lamentações portando vários rolos sagrados da Torá para reivindicar o direito a rezar neste lugar sagrado, o que irritou os ultra-ortodoxos presentes.

A ação, de caráter religioso e reivindicativo, foi um protesto para exigir ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que permita rezar livremente no recinto religioso, situado na Cidade Velha, na parte leste de Jerusalém, sob ocupação israelense desde 1967 durante a Guerra dos Seis Dias.

Fonte: Catolicos.

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Europa: Trabalhadores cristãos incentivam à «solidariedade» e «trabalho digno»

Os Movimentos de Trabalhadores Cristãos da Europa pediram a defesa de valores “da solidariedade, da responsabilidade cívica e do trabalho digno”, no comunicado final do seminário internacional ‘Entendimento do mundo do trabalho e do emprego’, realizado em Braga.

“Cabe-nos a todos a tarefa de defender e vivenciar a cultura dos valores da solidariedade, de carinho, dos laços sociais, da responsabilidade cívica e do trabalho digno”, destaca a LOC/MTC no documento.

Os trabalhadores cristãos afirmam que querem “combater a noção de impotência”, sofrendo com os que sofrem e dinamizar novos grupos “portadores de confiança no hoje e no futuro”.

A sessão de abertura foi presidida pelo arcebispo de Braga que, segundo o comunicado, “desafiou” a LOC/MTC “a continuar a agir no mundo do trabalho, interpretando e vivendo aí o Evangelho”.

D. Jorge Ortiga afirmou que “o trabalho humano é um direito de todos que tem que estar acompanhado também pela qualidade”, e permitir uma vida com dignidade.

Já o coordenador nacional da LOC/MTC, José Paixão, salientou a “urgência” de respostas que contrariem a desvalorização do trabalho humano e que o diálogo social é importante e deve contribuir para priorizar o trabalho e a dignidade dos trabalhadores.

Estiveram em Braga representantes do KAB da Alemanha; da ACO e da HOAC de Espanha; da KAP da República Checa; da BASE – Fut; do CIFOTIE; da LOC/MTC, do MAAC, da JOC, da Pastoral Operária, de Portugal e do MTCE e do EZA, da Europa.

‘Entendimento do mundo do trabalho e do emprego, na perspectiva da qualidade de vida e da dignidade dos trabalhadores’ foi o tema do encontro realizado entre 7 e 9 deste mês.

O seminário internacional promovido pela LOC/MTC contou com o apoio do EZA – Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores e da União Europeia, e realizou-se na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

Numa mesa-redonda foram abordadas as mudanças no trabalho e as novas formas como é apresentado com a apresentação da realidade de Espanha, da Alemanha, da República Checa e Portugal.

“Pede-se a que cada trabalhador e trabalhadora se sinta cada vez mais responsável por cuidar dos mais frágeis; ao cuidar do outro, cuidamos de nós e sentimo-nos felizes”, concluíram das intervenções.

O comunicado informa também que que os participantes visitaram a União dos Sindicatos de Braga, ao jornal ‘Diário do Minho’, da Arquidiocese de Braga, e a uma empresa de construção civil onde conversaram sobre como as instituições estão atentas “às mudanças digitais no mundo do trabalho”.

Fonte: Catolicos.

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Cáritas Internacional pede «políticas de acolhida mais humanas»

O secretário-geral da Cáritas Internacional apelou aos governos para que parem de encarar os migrantes e refugiados como uma “problema” e incentivem a “políticas de acolhimento mais humanas”.

Numa entrevista ao portal Vatican News, no contexto da Semana de Ação Global que a Cáritas promove por ocasião do Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), Michel Roy começa por lembrar que os migrantes e refugiados “não partem para fazer turismo”, mas sim porque são “forçados” a isso pela situação que enfrentam nos seus países de origem.

“São pessoas que sofreram muito e sofrem ainda e precisam de encontrar pessoas com olhos, mentes e corações abertos”, sustenta aquele responsável, para quem esta Semana de Ação Global (de 17 a 24 de junho) pode ser uma boa oportunidade para enraizar esta necessidade e para educar para a “cultura do encontro” que o Papa Francisco tem vindo a defender.

A par deste projeto, a Cáritas Internacional realiza também a campanha “Partilhar a Viagem”, que procura sensibilizar as comunidades e os países para toda esta problemática da crise dos migrantes e refugiados.

Em causa está a promoção de gestos concretos, de comunhão e de encontro, que permitam também a troca de experiências e uma maior consciencialização das pessoas para as dificuldades que migrantes e refugiados enfrentam.

Para o secretário-geral, estando a ‘Semana de Ação Global’ sobre o tema da refeição, “partilhar” um almoço ou um jantar com um deslocado ou refugiado seria “uma oportunidade bonita” para “dialogar, debater e ouvir mais as histórias das pessoas”.

Todos nós precisamos de uma sociedade mais humana e não desumana. Não devemos recusar humanidade a essas pessoas que vêm. Organizar uma refeição, e cada um pode fazer isso, é muito importante: criar oportunidade de encontrar as pessoas, que causam medo a muita gente, quando na verdade são eles que estão com muito medo”, frisa Michel Roy.

Fonte: Catolicos

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Papa denuncia «consequências sociais dramáticas» da pobreza e condena «aversão» aos pobres

O Papa Francisco alertou para as “consequências sociais dramáticas” da pobreza e condenou o que qualifica como “aversão” aos pobres, numa mensagem divulgada hoje pelo Vaticano.

“Quantos percursos conduzem a formas de precariedade: a falta de meios elementares de subsistência, a marginalidade quando se deixa de estar no pleno das próprias forças de trabalho, as diversas formas de escravidão social, apesar dos progressos levados a cabo pela humanidade”, refere o texto orientador para a celebração do II Dia Mundial dos Pobres, este ano a 18 de novembro.

Francisco sublinha que a pobreza não é procurada, mas é “criada pelo egoísmo, pela soberba, pela avidez e pela injustiça”, convidando todos a um “sério exame de consciência”.

A mensagem critica a “aversão aos pobres” manifestada por alguns setores da sociedade, que os consideram “não apenas como pessoas indigentes, mas também como gente que traz insegurança, instabilidade, desorientação das atividades diárias e, por isso, gente que deve ser rejeitada e mantida ao longe”.

O Papa manifesta a sua solidariedade a todos os que são “espezinhados na sua dignidade” e são perseguidos “em nome de uma falsa justiça, oprimidos por políticas indignas deste nome e atemorizados pela violência”.

“A condição de pobreza não se esgota numa palavra, mas torna-se um grito que atravessa os céus e chega até Deus”, acrescenta.

A celebração do Dia Mundial dos Pobres no penúltimo domingo do calendário litúrgico da Igreja Católica é uma novidade implementada pelo Papa Francisco.

Como aconteceu em 2017, o pontífice vai celebrar uma Missa com pobres e pessoas que os acompanham, na Basílica de São Pedro, antes de almoçar com cerca de 3 mil pobres na sala Paulo VI.

O gesto solidário vai ser replicado em várias paróquias e instituições católicas, a pedido do Papa.

O Vaticano vai ainda oferecer serviços de saúde gratuitos a pessoas em necessidade, de 12 a 18 de novembro, com a ajuda de um hospital de campanha montado na Praça Pio XII, em Roma.

Francisco pede que os católicos sejam capazes de “acolher realmente o grito do pobre”, que exige uma intervenção decidida para “repor a justiça e para ajudar a recuperar uma vida com dignidade”, em colaboração com outras entidades da sociedade.

“O nosso modo de viver é diferente do do mundo, que louva, segue e imita os que têm poder e riqueza, ao passo que marginaliza os pobres e os considera um refugo e uma vergonha”.

A mensagem tem a data de 13 de junho, dia da celebração litúrgica de Santo António.

Fonte: Agência Ecclesia

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Papa Francisco pede proximidade aos pobres sem buscar protagonismo

O Papa Francisco pediu que nos gestos de proximidade e solidariedade para com os pobres se deixe de lado o protagonismo de si mesmo: “Os verdadeiros protagonistas são o Senhor e os pobres”, recordou.

Em uma mensagem divulgada nesta quinta-feira, 14 de junho, para o II Dia Mundial dos Pobres, que será celebrado em 18 de novembro, o Santo Padre assinalou que “não é de protagonismo que os pobres precisam, mas de amor que sabe esconder-se e esquecer o bem realizado”.

Nesse sentido, insistiu que aquele que se coloca a serviço dos pobres “é instrumento nas mãos de Deus para fazer reconhecer a sua presença e a sua salvação”.

Portanto, “diante dos pobres não se trata de jogar para ter a primazia da intervenção, mas podemos reconhecer humildemente que é o Espírito quem suscita gestos que são sinal da resposta e da proximidade de Deus”.

Explicou que “o Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta que, de toda a Igreja, dispersa por todo mundo, é dirigida aos pobres de todos os tipos e de todas as terras para que não pensem que o seu grito tenha caído no vazio”.

“Provavelmente, é como uma gota de água no deserto da pobreza; e, contudo, pode ser um sinal de partilha para com os que estão em necessidade, para sentirem a presença ativa de um irmão e de uma irmã. Não é de um ato de delegação que os pobres precisam, mas do envolvimento pessoal de quem escuta o seu grito”.

Além disso, exortou a repetir a experiência do primeiro Dia Mundial dos Pobres, quando “muitos encontraram o calor de uma casa, a alegria de uma refeição festiva e a solidariedade dos que quiseram partilhar a mesa de maneira simples e fraterna. Gostaria que, também este ano, bem como no futuro, este Dia fosse celebrado com a marca da alegria pela redescoberta capacidade de estar juntos”.

Gritar, responder, libertar

A partir do salmo 34, “Este pobre grita e o Senhor o escuta”, que intitula a mensagem do Pontífice, Francisco indicou que “permite que compreendamos quem são os verdadeiros pobres para os quais somos chamados a dirigir o olhar, para escutar o seu grito e conhecer as suas necessidades”.

O Papa refletiu sobre três verbos presentes no salmo que caracterizam “a atitude do pobre e a sua relação com Deus”.

Em primeiro lugar, “gritar”. Francisco assinalou que “a condição de pobreza não se esgota numa palavra, mas torna-se um grito que atravessa os céus e chega até Deus”.

O segundo verbo é “responder”. “O Senhor, diz o salmista, não só escuta o grito do pobre, como também responde. A sua resposta, como está atestado em toda a história da salvação, é uma participação cheia de amor na condição do pobre”.

“A resposta de Deus ao pobre é sempre uma intervenção de salvação para cuidar das feridas da alma e do corpo, para repor a justiça e para ajudar a recuperar uma vida com dignidade”.

O terceiro verbo é “libertar”. O Papa indicou na mensagem que “a pobreza não é procurada, mas é criada pelo egoísmo, pela soberba, pela avidez e pela injustiça”.

“A ação com a qual o Senhor liberta é um ato de salvação para com os que Lhe apresentaram a sua tristeza e angústia. As amarras da pobreza são quebradas pelo poder da intervenção de Deus”.

Sublinhou que “os pobres são os primeiros a estar habilitados para reconhecer a presença de Deus e para dar testemunho da sua proximidade na vida deles”.

Entretanto, “para superar a opressiva condição de pobreza, é necessário que eles se apercebam da presença de irmãos e irmãs que se preocupam com eles e que, ao abrir a porta do coração e da vida, fazem com que eles se sintam amigos e familiares”.

Por último, o Papa Francisco convidou “os irmãos bispos, os sacerdotes e, de modo particular, os diáconos, a quem foram impostas as mãos para o serviço aos pobres, juntamente com as pessoas consagradas e tantos leigos e leigas que nas paróquias, nas associações e nos movimentos tornam palpável a resposta da Igreja ao grito dos pobres, a viver este Dia Mundial como um momento privilegiado de nova evangelização”.

Fonte: ACIDigital

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Aborto na Argentina: Igreja pede seguir lutando pela dignidade de toda vida humana

Os bispos da Argentina expressaram sua “dor” pela aprovação do projeto do aborto na Câmara dos Deputados na manhã de hoje; entretanto, incentivaram a “seguir lutando pela dignidade de toda vida humana”.

“Esta decisão causa uma profunda dor a todos os argentinos”, expressou em um comunicado a Comissão Executiva e a Comissão Episcopal de Leigos e Família da Conferência Episcopal Argentina (CEA) sobre a aprovação do projeto de lei do aborto, que passará agora ao Senado.

“Mas a dor pelo esquecimento e exclusão dos inocentes deve se transformar em força e esperança, para seguir lutando pela dignidade de toda vida humana”, exortaram.

Em seu comunicado, os bispos insistiram na necessidade de que “possa ​​haver diálogo” no que resta do debate no Senado, pois “a situação das mulheres ante uma gravidez inesperada, a exposição à pobreza, à marginalidade social e à violência de gênero, continuam sem resposta”.

Para os bispos, com esta aprovação, “simplesmente se soma outro trauma, o aborto. Continuamos chegando atrasados”.

Nesse sentido, indicaram que no Senado ainda existe a oportunidade de “buscar soluções novas e criativas a fim de que nenhuma mulher tenha que praticar um aborto”.

“Pode ser o lugar onde se elaborem projetos alternativos que possam responder às situações conflitivas, reconhecendo o valor de toda vida e o valor da consciência”, afirmaram.

Também advertiram que “viver o debate como uma batalha ideológica nos afasta da vida das pessoas concretas. Se somente buscamos impor a própria ideia ou interesse e silenciar outras vozes, continuamos reproduzindo a violência no tecido da nossa sociedade”.

Em seu comunicado, os bispos reconheceram as “fraquezas em nosso trabalho pastoral: a educação sexual integral em nossas instituições educacionais, o reconhecimento mais pleno da dignidade comum da mulher e do homem, e o acompanhamento às mulheres que estão expostas ao aborto ou que viveram este trauma”.

“Todos estes são alertas da realidade que pedem uma resposta da Igreja”, assinalaram.

Finalmente, agradeceram a todas as pessoas que expressaram as suas ideias no debate e a “honestidade e coragem de todos que, em diferentes âmbitos da sociedade, defenderam o valor de toda vida e, de modo particular, aos legisladores que manifestaram esta visão”.

“Com humildade e coragem, pretendemos seguir trabalhando no serviço e cuidado da vida”, sublinharam os bispos.

“Que Maria de Luján, que conheceu a incerteza de uma gravidez inesperada, interceda pelo povo argentino, especialmente por todas as mulheres que estão esperando um filho e por todos os meninos e meninas que estão no útero da sua mãe”, conclui o comunicado.

Fonte: ACIDigital

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Do dia 13/6/18

Igreja Católica é apontada como principal adversária do regime militar

Matéria jornalística feita por Gerson Camarotti, apresentada na semana passada pela Globonews, e reproduzida no Portal G1 por Tereza Carneiro, traz notícia de que “telegramas do Departamento de Estado Americano e relatórios da CIA (Agência de Inteligência dos EUA) revelam que o governo dos Estados Unidos acompanhou durante quase duas décadas a tensa relação entre a ditadura militar brasileira e a cúpula da Igreja Católica no país“.

A questão

Segundo o texto do Portal, “Os documentos a que GloboNews teve acesso, classificados como confidencial ou secretos, foram liberados nos últimos anos. Em vários desses textos, a Igreja Católica é apontada como a mais influente organização não-governamental do Brasil e como a principal adversária do regime militar. Segundo um desses relatos de 1981, o governo estava apreensivo sobre o potencial para influenciar a política eleitoral e radicalizar os pobres. Telegramas do início dos anos 70 já alertavam para o confronto entre as duas instituições e ressaltavam a deterioração das relações“.

Os relatórios também destacam, no texto da matéria de TV reproduzida pelo G1 que “a atuação especial de alguns influentes prelados como o arcebispo Dom Helder Câmara e os cardeais Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Aloisio Lorscheider, que denunciavam torturas e violações aos direitos humanos do regime militar. Num relatório secreto de 1971, se destacava a preocupação com as denúncias feitas por Dom Helder ao governo brasileiro em viagem pela Europa e ressaltava que sua indicação ao prêmio Nobel da Paz foi um golpe para o governo Médici. Essa informação é confirmada num relatório secreto do Itamaraty, do início dos anos 70, e que foi revelado pela Comissão Nacional da Verdade. O governo militar agiu por diversos anos para impedir que Dom Helder ganhasse o Prêmio Nobel”.

A matéria do G1 prossegue: “Com a eleição do presidente Jimmy Carter, nos Estados Unidos, em 1977, a Igreja no Brasil passa a ganhar nova força no enfrentamento ao regime durante o governo Geisel. Relatórios citam inclusive uma troca de correspondência entre o então arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns e o presidente Carter. Um outro memorando do departamento de estado mostra a carta do cardeal enviada ao presidente Carter que fazia um alerta sobre a repressão com uma lista de nomes de pessoas que haviam desaparecido”.

Dom Leonardo Steiner

O secretário-geral da CNBB dom Leonardo Steiner foi ouvido pelo repórter Gerson Camarotti na quinta-feira, 7 de junho, e falou que esses documentos servem como reflexão para que essa história não se repita: “O que nós conseguimos com a Constituição de 1988. Isso para o futuro é vital. As novas gerações não conhecem a história. Hoje se fala inclusive na volta dos militares. Não é o que os militares estão querendo. Os militares têm se manifestado de maneira muito digna, muito precisa em relação à Constituição. Mas esse desejo de achar que é uma força que pode reconquistar a tranquilidade de um país. Só a democracia pode”.

Papa propõe uma 'sã inquietude' para os jovens

Nesta quarta-feira (13/06), o Papa Francisco se reuniu com fiéis, turistas e romanos na Praça São Pedro e começou um novo ciclo de catequeses sobre os Mandamentos. "Se os jovens não forem famintos de vida autêntica, para onde irá a humanidade?".

Nesta quarta-feira (13/06), o Papa Francisco se reuniu com fiéis, turistas e romanos na Praça São Pedro e começou um novo ciclo de catequeses sobre os Mandamentos.

Praça lotada ouviu a catequese

Cerca de 20 mil pessoas participaram do encontro e ouviram as palavras do Pontífice, resumidas em seguida em várias línguas, inclusive português.

Para introduzir o tema, o Papa começou repassando um trecho do Evangelho de Marcos, lembrando o episódio daquele homem que, foi a Jesus e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”. Ele queria ter vida infinita. Jesus lhe respondeu citando os mandamentos; abriu um processo pedagógico procurando guiá-lo até àquilo que lhe faltava. Mas o homem respondeu: “Mestre, tudo isso eu tenho observado desde a minha juventude”.

A busca da vida plena

“ Quantos jovens querem ‘viver’ e se destroem correndo atrás de coisas efêmeras? ”

“Alguns pensam que seja melhor apagar este impulso, pois é perigoso. Gostaria de dizer especialmente aos jovens: ‘Nosso maior inimigo não são os problemas concretos, mesmo sérios ou dramáticos. O maior perigo é o espírito de adaptação ruim, que não é mansidão ou humildade, mas mediocridade ou covardia. A vida do jovem é ir avante, ser inquieto: a inquietude salutar, a capacidade de não se contentar de uma vida sem beleza, sem cores.

“ Se os jovens não forem famintos de vida autêntica, para onde irá a humanidade? ”

Francisco explicou que a passagem da juventude à maturidade se dá quando iniciamos a aceitar nossos limites; quando tomamos consciência daquilo que falta… E nos últimos séculos, a história nos mostra uma verdade que o homem muitas vezes se recusou a enxergar e que causou consequencias trágicas: a verdade de seus limites.

A resposta de Jesus

Mas para alcançar ‘aquilo que falta’, deve-se partir da realidade. E Jesus, fitando aquele homem com amor, lhe dá a resposta:

“Só te falta uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”, ou seja, pára de viver de si mesmo, de suas obras e de seus bens, deixar tudo para seguir o Senhor: a perfeição, o pleno cumprimento.

Quem, podendo escolher entre o original e a cópia, opta pela cópia?

"Este é o desafio: encontrar o original. Jesus não oferece substitutos, mas vida verdadeira, amor verdadeiro, plenitude de vida. É preciso perscrutar o ordinário para nos abrirmos ao extraordinário”.

Copa da Rússia: saudação e apelo pela paz

Depois de pronunciar sua catequese, o Papa saudou os grupos presentes na Praça, inclusive os brasileiros e portugueses, e dirigiu uma saudação aos jogadores e organizadores da Copa do Mundo de Futebol, que será inaugurada quinta-feira (14/06) na Rússia.

Definindo o campeonato como ‘um evento social que supera todas as fronteiras’, Francisco disse:

“Que esta importante manifestação esportiva possa ser uma ocasião de encontro, diálogo e fraternidade entre culturas e religiões, favorecendo a solidariedade e a paz entre as nações”.

Fonte: Vatican News

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Reforma da Cúria Romana: pronto esboço da nova Constituição Apostólica

O trabalho do Conselho de Cardeais (C9) foi dedicado em grande parte ao estudo do esboço da "Praedicate Evangelium". O Conselho já tem pronto um primeiro texto a ser entregue ao Santo Padre para as apreciações que considerar oportunas, úteis e necessárias.

Concluiu-se esta quarta-feira (13/06), no Vaticano, o encontro do Conselho de Cardeais (C9) com o Papa Francisco. Realizada nos dias 11, 12 e 13 de junho, tratou-se da XXV reunião. Encontravam-se presentes todos os membros, exceto o cardeal australiano George Pell. O Santo Padre não esteve presente na manhã desta quarta-feira devido a audiência geral. Foi o que informou numa coletiva o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke.

As sessões realizaram-se pela manhã, das 9h às 12h30 locais, e, na parte da tarde, das 16h30 às 19h. O trabalho do Conselho foi dedicado em grande parte ao estudo do esboço da nova Constituição apostólica da Cúria Romana, cujo título provisório é Praedicate Evangelium. O Conselho de Cardeais já tem pronto um primeiro texto a ser entregue ao Santo Padre para as apreciações que considerar oportunas, úteis e necessárias.

Avaliação da implementação das reformas nos cinco anos de trabalho

O Conselho avaliou como, segundo um princípio de gradualidade, várias partes da reforma em andamento da Cúria foram feitas implementadas nos cinco anos de trabalho.

O secretário do Conselho para a Economia, Mons. Brian Ferme, apresentou a reforma da estrutura financeira-organizativa da Santa Sé e do Governatorato (organismo que exerce o poder executivo no Estado da Cidade do Vaticano, ndr).

Avanços da reforma da estrutura financeira-administrativa da Santa Sé e do Governatorato

Ademais, após ter ilustrado os objetivos e os princípios fundamentais, entre os quais evitar desperdícios, favorecer a transparência, assegurar a correta aplicação dos princípios contábeis, seguir o princípio de dúplice supervisão e os padrões internacionais, Mons. Ferme evidenciou os seguintes pontos positivos:

- um procedimento uniforme para a preparação dos orçamentos e balanços;

- uma maior atenção às despesas;

- Uma maior cooperação e compreensão da reforma financeira;

- uma mudança gradual de mentalidade acerca da transparência e responsabilidade.

Próxima reunião marcada para setembro

Por fim, o cardeal estadunidense Sean Patrick O’Malley atualizou os presentes sobre o trabalho da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores. A próxima reunião do Conselho de Cardeais se realizará nos dias 10, 11 e 12 de setembro deste ano.

Fonte: Vatican News

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