Informativo Diocesanos

Informativo Diocesano
24/06/2018
DIOCESE DE EREXIM
SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL
www.diocesedeerexim.org.br E-mail: secretariado@diocesedeerexim.org.br
Fone/Fax: (54) 3522-3611
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Ano 22 – nº. 1.166 – 24 de junho de 2018 

Agenda do Bispo: - Terça-feira, às 09h, reunião dos bispos, coordenadores de pastoral, representantes dos presbíteros e leigos da Província de Passo Fundo, no Centro Diocesano de Erexim, tendo como um dos assuntos a Iniciação à Vida Cristã.
- Quarta-feira, às 14h, visita pastoral com encontro das lideranças na Paróquia N. Sra. do Rosário, Barão de Cotegipe.
- Sábado, às 08h30min, reunião do Conselho Diocesano de Pastoral, com reflexão sobre Comunicação Digital e “Fake News”, notícias falsas, com assessoria de professor da Universidade do Rio dos Sinos especialista em comunicação.
- Domingo, às 10h, missa festiva na igreja São Pedro, Erechim, em comemoração dos 60 anos da Paróquia; Crismas na igreja São Pedro de Sede Dourado.
Dia do Papa e coleta para suas obras de caridade: Ao comemorar a solenidade de São Pedro e São Paulo, em muitos lugares dia 29 de junho e aqui no Brasil, quando o dia não cai em domingo, no domingo posterior, a Igreja celebra também o dia do Papa, com orações e pregações que expressem amor, respeito e obediência a ele e com especial coleta para suas obras de caridade, conhecida como “Óbolo de São Pedro”. Esta doação vem do século VIII, quando os habitantes da Inglaterra convertidos ao cristianismo deram início a uma doação espontânea anual ao Papa, seguida rapidamente por toda a Europa. Ela foi oficializada e universalizada pelo Papa Pio IX em 05 de agosto de 1871. O Papa destina os recursos desta coleta em iniciativas de caridade com os pobres e atingidos por calamidades nas diversas partes do mundo. Há poucos dias, através do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Papa Francisco enviou uma primeira contribuição de 100 mil dólares para o socorro das populações atingidas pelo vulcão na Guatemala, como sua imediata expressão do sentimento de espiritual proximidade e paterno encorajamento a elas. Esta coleta para o Papa é a expressão mais significativa da participação de todos os fiéis nas iniciativas de caridade do Bispo de Roma, o sucessor de São Pedro, para o bem da Igreja universal. Trata-se de um gesto que se reveste de especial comunhão com o Papa e de atenção às necessidades dos irmãos e irmãs carentes.  Solenidade de São Pedro e São Paulo, com o Dia do Papa e esta coleta para suas obras de caridade será no sábado dia 30 deste mês e domingo, dia primeiro de julho. Todas as comunidades deverão enviar sua coleta para a sede paroquial e esta para a Cúria Diocesana que a remeterá a seu destino através da Nunciatura Apostólica. 
Resposta aos desafios das migrações atuais segundo o Papa Francisco: Neste domingo, 24 de junho, a Igreja Católica no Brasil celebra o 33º Dia Nacional do Migrante. Na Europa e em outros lugares, este dia é celebrado em janeiro. Na mensagem que enviou para esta comemoração, Papa Francisco diz que a resposta aos desafios apresentados pelas migrações atuais deve ser dada com generosidade, prontidão, sabedoria e clarividência e organizada em torno de quatro verbos, acolher, proteger, promover e integrar. É bem diferente daqueles que erguem muros para os migrantes e os separam de suas crianças, como se viu ao longo desta semana. Para o Papa, acolher significa, antes de tudo, oferecer a migrantes e refugiados possibilidades mais amplas de entrada segura e legal nos países de destino. As expulsões coletivas e arbitrárias de migrantes e refugiados não constituem uma solução idónea, sobretudo quando são feitas para países que não podem garantir o respeito da dignidade e dos direitos fundamentais. O segundo verbo, proteger, conjuga-se numa ampla série de ações em defesa dos direitos e da dignidade dos migrantes e refugiados, independentemente da sua situação migratória. Promover significa, essencialmente, empenhar-se a fim de que todos os migrantes e refugiados, bem como as comunidades que os acolhem, tenham condições para se realizar como pessoas em todas as dimensões que compõem a humanidade querida pelo Criador. O último verbo, integrar, situa-se no plano das oportunidades de enriquecimento intercultural geradas pela presença de migrantes e refugiados. A integração não é «uma assimilação, que leva a suprimir ou a esquecer a própria identidade cultural. O contato com o outro leva sobretudo a descobrir o seu “segredo”, a abrir-se para ele, a fim de acolher os seus aspetos válidos e contribuir assim para um maior conhecimento de cada um. 
Divulgado Instrumento de trabalho da Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a juventude: O processo de cada assembleia do Sínodo dos Bispos inclui um texto de preparação que descreve o tema a ser tratado e propõe diversas questões a serem respondidas por grupos da Igreja em todo o mundo. Com as contribuições recebidas, a Secretaria Geral do Sínodo prepara o texto de trabalho a ser analisado pelos participantes de determinada assembleia nos seus primeiros dias. De 03 a 28 de outubro, no Vaticano, será realizada a Décima Quarta Assembleia Geral Ordinária deste Organismo de assessoria ao Papa. Terá como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Um bilhão e 800 mil pessoas são jovens, com idade entre 16 e 29 anos. Representam um quarto da humanidade. No Instrumento de trabalho da assembleia sinodal, divulgado terça-feira, seus participantes, pouco mais de 300 bispos de todos os países, religiosos, leigos e leigas, entre eles jovens, encontrarão a descrição da variedade dos jovens, de suas esperanças e dificuldades. O texto reúne contribuições de diferentes fontes, entre as quais respostas de mais de 100 mil jovens a um questionário via internet. Ele acentua a necessidade de escutar os jovens, de oferecer-lhes acompanhamento espiritual, psicológico, formativo, familiar e vocacional, de repensar a pastoral da juventude. O texto também acentua o discernimento para uma resposta adequada às exigências dos jovens e para a superação de desafios que enfrentam como discriminações religiosas, racismo, precariedade no trabalho, pobreza, dependência de drogas e álcool, bullying, exploração sexual, corrupção, tráfico de pessoas, educação e solidão. Na parte final, o documento ressalta que a juventude é tempo para a santidade e deseja que a vida dos santos inspire os jovens de hoje a “cultivar a esperança” para que – como escreve o Papa Francisco na oração final do texto – os jovens, “com coragem, tomem as rédeas de sua vida, almejem as coisas mais belas e mais profundas e mantenham sempre um coração livre”.
Paróquia São Cristóvão prepara festa do padroeiro com lema do Ano do Laicato: Pe. Anderson Faenello, Pároco da Paróquia São Cristóvão de Erexim, e o Conselho Econômico da mesma, há algum tempo, estão organizando a festa do padroeiro no dia 22 de julho próximo. Já divulgaram o cartaz e o roteiro da novena preparatória. No contexto do Ano Nacional do Laicato, o enfoque da novena e da festa é “Com São Cristóvão, queremos ser sal e luz”. O Ano do Laicato tem como tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14). Cada dia da novena contemplará um ambiente no qual os cristãos são desafiados a serem sal e luz do mundo. Assim, com São Cristóvão ser sal e luz na família, na Igreja, nas escolas e universidades, na sociedade, na política, nos negócios, no trabalho, nas ruas e estradas, nos meios de comunicação e nas redes sociais. Cada dia da novena será presidido por um padre da cidade de Erechim, com animação de um setor de pastoral, de uma comunidade ou movimento leigo da Paróquia. A novena será às 19h30, exceto no dia 20, que será às 19h.
Área Pastoral de Getúlio Vargas reúne Ministros e Ministras: A comunidade São Sebastião de Erebango, da Paróquia Santa Teresinha de Estação, acolheu, dia 17, o encontro de ministros e ministras da evangelização, da caridade e extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística daquela Paróquia e das Paróquias de Getúlio Vargas e Capoerê, que formam a Área Pastoral de Getúlio Vargas. O encontro teve 138 participantes que refletiram sobre a liturgia e a pastoral das exéquias com o Pe. Clair Favreto, reitor do Seminário Maior São José da Diocese de Erexim em Passo Fundo; o sentido da morte e da ressurreição, com o Pe. Cleocir Bonetti, Vigário Geral da Diocese. Com o Pe. José Carlos Sala, os participantes tiveram ensaio de cantos para velórios e exéquias para celebrarem bem os ritos litúrgicos por ocasião da morte de um ente querido de família da comunidade. 
Seminário Regional de Liturgia aprofunda o louvor de Deus nas horas da vida: Noventa pessoas, padres, religiosos, seminaristas e leigos, de 11 dioceses do Estado participaram de Seminário Regional em Veranópolis, nos dias 15 a 17 deste mês. Com assessoria de Irmã Maria Penha Carpanedo, da Congregação das Irmãs Discípulas do Divino Mestre, especialista em liturgia, refletiram a liturgia como fonte da vida espiritual da Igreja, tomando como referência os salmos, no contexto da oração da Igreja, com Cristo e em memória da sua páscoa, nas horas da vida. No atual momento da Igreja no Brasil, com tanta procura e tantas ofertas de oração, muitas vezes com acentuada tendência devocional, desvinculadas da liturgia, o encontro visou retomar com maior profundidade a liturgia como “escola” na qual se aprende a crer de coração, a orar e a viver a fé à luz da memória pascal do Cristo e da Igreja. Da Diocese de Erexim participam Pe. André Lopes e Ilsa Dias  Fontana, da Paróquia N. Sra. da Salette, Três Vendas; Inês Tortelli Celuppi e Juliana Bortolin, da Paróquia N. Sra. dos Navegantes de Campinas do Sul.
======================================================================.
Informações gerais da semana
Do dia 21/5/2018
Divulgados nomes dos membros e suplentes que representarão a Igreja no Brasil no Sínodo dos Jovens, em Roma, em outubro
O arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, divulgou nesta quinta-feira (21), a lista de membros e suplentes eleitos para a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que ocorrerá em Roma, de 4 a 25 de outubro deste ano, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
O cardeal Sergio da Rocha foi nomeado pelo papa Francisco como relator geral deste sínodo em novembro do ano passado. A figura do relator geral tem um papel de mediador, sendo responsável por introduzir e sintetizar os assuntos expostos pelos bispos durante a reunião do sínodo.
Os representantes do episcopado brasileiro foram escolhidos durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP), de 11 a 20 de abril deste ano. São quatro membros e dois suplentes escolhidos para representar o Brasil na Assembleia Sinodal.
Os membros titulares são dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude; Dom Eduardo Pinheiro da Silva, bispo de Jaboticabal (SP), que já foi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, no período de 2011 a 2015; Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente para a Comissão Episcopal para os Ministério Ordenados e a Vida Consagrada. Dom Jaime coordenou o processo de elaboração do documento sobre a formação sacerdotal aprovado na 56ª Assembleia Geral da CNBB. O quarto membro é o bispo auxiliar da arquidiocese de Salvador, dom Gilson Andrade da Silva, que exerce a função de bispo referencial dos Ministérios e Vocações no Nordeste3.
Instrumento laboris – Ainda comemorando o lançamento do Plano IDE, com os cinco projetos de evangelização da juventude no Brasil, apresentado na reunião do Conselho Permanente da CNBB, e tendo em mãos o Instrumento Laboris do Sínodo, dom Vilson destacou a forma como está organizado o documento de trabalho da XV Assembleia Geral. “Acabamos de receber o documento ‘Os jovens a fé e o discernimento vocacional’. Ele tem três palavras especiais: reconhecer a realidade juvenil; interpretar, a partir de Jesus Cristo, da palavra e do magistério; e a escolher o caminho a trilhar”, disse.
O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude tem a expectativa de que muita coisa bonita seja construída a partir deste Sínodo que vem para animar e iluminar a evangelização da juventude em todo o país e no mundo.
Para o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Comissão para Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, Dom Jaime Spengler, este Sínodo tem um grande desafio de neste contexto de mudança de época apontar caminhos que ajudem a juventude no seu discernimento vocacional e amadurecimento na fé. Dom Jaime destaca a participação da juventude no processo do Sínodo que, segundo ele, reflete-se no documento preparatório.
O primeiro suplente é o arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), dom João Justino de Medeiros, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura; o segundo suplente é o bispo auxiliar de Belém (PA), dom Antônio de Assis Ribeiro.
Fonte: CNBB
-----------------------------------------.
Formosa: “A Igreja ali não está parada”, afirma dom Messias
O regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem procurado ser presença solidaria à diocese de Formosa (GO), após as denúncias apresentadas pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e a busca de esclarecimentos iniciada também pela Santa Sé. O comentário é do bispo de Uruaçu (GO) e presidente do regional Centro-Oeste, dom Messias dos Reis Silveira.
O regional tem atuado no sentido de “oferecer nossas orações e nosso apoio para que tudo possa se esclarecer e aquela Igreja possa voltar à sua normalidade”, afirma dom Messias, que recorda a presença do administrador apostólico nomeado pelo papa Francisco, dom Paulo Mendes Peixoto, que é arcebispo de Uberaba (MG) e que tem conduzido o governo pastoral na diocese.
“Recentemente, eu fiz uma visita à diocese e a dom José Ronaldo. Existe a diocese em si, que está seguindo seu ritmo, tem organização pastoral, tem o administrador apostólico. A Igreja ali não está parada, está prosseguindo. Tem seus desafios, algumas pessoas que recuam, outras que avançam, mas a Igreja está prosseguindo”, recorda.
Também foi visitado o bispo dom José Ronaldo, que está aguardando o processo que está em andamento. “A esperança dele é que resolva essa questão logo e a vida dele também possa ser definida. Se ele vai poder continuar enquanto bispo servindo à Igreja. Ele tem esperança que possa prosseguir o seu ministério”, revela dom Messias.
De acordo com o presidente do regional, a esperança de dom José Ronaldo é continuar seu ministério episcopal, mas não afirmou se poderá ser em Formosa ou em outro lugar. “É um irmão nosso no episcopado que nós acompanhamos com essa presença e com nossa oração. Alguns bispos tem o visitado e nós temos incentivado essa comunhão do episcopado com ele”, salienta.
Fonte: CNBB
-------------------------------------------------.
Cristãos precisam de novo ímpeto evangelizador, afirma o Papa em Genebra
“Estou convencido de que, se aumentar o impulso missionário, crescerá também a unidade entre nós”, disse o Papa no encontro ecumênico na sede do Conselho Mundial de Igrejas em Genebra.
O segundo compromisso do Papa Francisco em Genebra foi o encontro ecumênico na sede do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), com a presença do Comitê Central do CMI, delegados ecumênicos, autoridades civis e o séquito papal.
Após os discursos do Secretário-geral do CMI, Rev. Olav Fykse Tveit, e da Moderadora Dra. Agnes Abuom, o Pontífice tomou a palavra num discurso centralizado na vocação missionária de todo cristão.
Simbologia bíblica do número 70
Inicialmente, Francisco agradeceu o convite para participar das celebrações dos 70 anos do CMI e falou da simbologia bíblica em torno deste número: setenta anos evoca a duração completa de uma vida, sinal de bênção divina. Mas setenta é também um número que traz à mente duas passagens famosas do Evangelho. Na primeira, o Senhor mandou perdoar não até sete vezes, mas «até setenta vezes sete» (Mt 18, 22).
O número não pretende indicar um limite quantitativo, explicou o Papa, mas abrir um horizonte qualitativo: não mede a justiça, mas alonga a medida para uma caridade desmesurada, capaz de perdoar sem limites. “É esta caridade que nos permite, depois de séculos de contrastes, estar juntos como irmãos e irmãs reconciliados e agradecidos a Deus nosso Pai.”
Novo ímpeto evangelizador
Setenta lembra também os discípulos que Jesus, durante o ministério público, enviou em missão. O número destes discípulos alude ao número das nações conhecidas, elencadas nos primeiros capítulos da Sagrada Escritura.
“Que sugestão nos deixa isto? Que a missão tem em vista todos os povos, e cada discípulo, para ser tal, deve tornar-se apóstolo, missionário.”
O Papa declarou-se preocupado com a dissociação entre ecumenismo e missão. “O mandato missionário, que é mais do que a diakonia e a promoção do desenvolvimento humano, não pode ser esquecido nem anulado. Em causa está a nossa identidade. O anúncio do Evangelho até aos últimos confins da terra é conatural ao nosso ser de cristãos.”
Para Francisco, necessita-se de um novo ímpeto evangelizador. “Estou convencido que, se aumentar o impulso missionário, crescerá também a unidade entre nós.”
Caminhar - Rezar - Trabalhar juntos
O Pontífice comentou o lema dos 70 anos do CMI: Caminhar - Rezar - Trabalhar juntos.
Caminhar num movimento duplo: de entrada e de saída. De entrada, a fim de nos dirigir constantemente para o centro, que é Jesus. De saída, rumo às múltiplas periferias existenciais de hoje.
Rezar, pois a oração é o oxigênio do ecumenismo. Sem oração, a comunhão asfixia e não avança, porque impedimos que o vento do Espírito a empurre para diante.
Trabalhar juntos, pois a credibilidade do Evangelho é testada pela maneira como os cristãos respondem ao clamor de quantos são vítimas do trágico aumento de uma exclusão que, gerando pobreza, fomenta os conflitos. “Se um serviço é possível, por que não projetá-lo e realizá-lo conjuntamente, começando a experimentar uma fraternidade mais intensa no exercício da caridade concreta?”, questionou o Papa.
Ecumenismo de sangue
Francisco mencionou também os cristãos perseguidos. “Estejamos ao seu lado. E lembremo-nos de que o nosso caminho ecumênico é precedido e acompanhado por um ecumenismo já realizado, o ecumenismo do sangue, que nos exorta a avançar.”
O Pontífice concluiu seu discurso com as seguintes palavras: “Ajudemo-nos a caminhar, rezar e trabalhar juntos, para que, com a ajuda de Deus, progrida a unidade e o mundo acredite”.
Fonte: Vatican News - Íntegra do pronunciamento, em Artigos e Documentos do site da Diocese de Erexim
---------------------------------------.
Papa aponta para o ecumenismo: caminhar, rezar e trabalhar juntos
Definindo-se um “peregrino em busca de unidade e de paz", o Papa Francisco participou da oração ecumênica na sede do Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra.
O Papa Francisco deixou o Vaticano na manhã desta quinta-feira (21/06) para uma peregrinação ecumênica a Genebra.
Depois de uma hora e 40 minutos de voo, o Pontífice chegou à cidade suíça por volta das 10h, onde foi recebido pelo Presidente da Confederação Helvécia, Alain Berset, no aeroporto internacional da cidade para uma breve cerimônia de boas-vindas e um encontro privado.
Na sequência, o Papa se transferiu de carro até o Centro Ecumênico do Conselho Mundial de Igrejas, pois justamente este é o motivo dessa peregrinação: celebrar os 70 anos desta instituição, criada depois da II Guerra Mundial.
Mais de 500 milhões de fiéis
O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) é a maior organização mundial do movimento ecuménico, com o mais alto número de membros: são 345 comunidades cristãs de mais de 110 países, com exceção da Igreja Católica, e compreende reformados, luteranos, anglicanos metodistas, batistas, ortodoxos e outras Igrejas. Representa mais de 500 milhões de fiéis em todo o mundo, cuja sede é Genebra.
No Centro Ecumênico do CMI, realizou-se uma oração comum, com a participação de cerca de 230 pessoas – ocasião em que o Pontífice pronunciou o primeiro discurso do dia.
Caminhar segundo o Espírito
Inspirado na leitura extraída da Carta aos Gálatas, Francisco propôs uma reflexão sobre a expressão “Caminhar segundo o Espírito” .
“Caminhar segundo o Espírito é rejeitar o mundanismo. É escolher a lógica do serviço e avançar no perdão. É inserir-se na história com o passo de Deus: não com o passo ribombante da prevaricação, mas com o passo cadenciado por «uma única palavra: Ama o teu próximo como a ti mesmo» (Gal 5, 14).”
No decurso da história, afirmou o Papa, as divisões entre cristãos deram-se porque na raiz, na vida das comunidades, se infiltrou uma mentalidade mundana: primeiro cultivavam-se os próprios interesses e só depois os de Jesus Cristo. A direção seguida era a da carne, não a do Espírito.
“Mas o movimento ecumênico, para o qual tanto contribuiu o Conselho Ecumênico das Igrejas, surgiu por graça do Espírito Santo”, recordou o Papa.
Ser do Senhor
É preciso escolher ser de Jesus antes que de Apolo ou de Cefas, antepor o ser de Cristo ao fato de ser «judeu ou grego», ser do Senhor antes que de direita ou de esquerda, escolher em nome do Evangelho o irmão antes que a si mesmo.
A resposta aos passos vacilantes, prosseguiu o Papa, é sempre a mesma: caminhar segundo o Espírito, purificando o coração do mal, escolhendo com obstinação o caminho do Evangelho e recusando os atalhos do mundo.
“Depois de tantos anos de empenho ecumênico, neste septuagésimo aniversário do Conselho, peçamos ao Espírito que revigore o nosso passo. (…) Que as distâncias não sejam desculpas! É possível, já agora, caminhar segundo o Espírito. Rezar, evangelizar, servir juntos: isto é possível. Caminhar juntos, rezar juntos, trabalhar juntos: eis a nossa estrada-mestra.”
Unidade
Esta estrada tem uma meta concreta: a unidade. A estrada oposta, a da divisão, leva a guerras e destruições. “O Senhor pede-nos unidade; o mundo, dilacerado por demasiadas divisões que afetam sobretudo os mais fracos, invoca unidade.”
Francisco conclui seu discurso definindo-se um “peregrino em busca de unidade e de paz”. “Agradeço a Deus porque aqui encontrei irmãos e irmãs já a caminho. Que a Cruz nos sirva de orientação, porque lá, em Jesus, foram abatidos os muros de separação e foi vencida toda a inimizade: lá compreendemos que, apesar de todas as nossas fraquezas, nada poderá jamais separar-nos do seu amor.
Fonte: Vatican News – Íntegra do pronunciamento, em Artigos e Documentos do site da Diocese de Erexim
--------------------------------------------------------.
Papa Francisco: trabalhar para que não haja indiferença perante o irmão
Em sua homilia, o Pontífice destacou as palavras: “Pai, pão e perdão.” “Três palavras que encontramos no Evangelho de hoje; três palavras, que nos levam ao coração da fé.”
O Papa Francisco celebrou a missa no Palexpo de Genebra, na Suíça, na tarde desta quinta-feira (21/06), no âmbito da peregrinação ecumênica pelos 70 anos do Conselho Mundial de Igrejas.
Em sua homilia, o Pontífice destacou as palavras: “Pai, pão e perdão.” “Três palavras que encontramos no Evangelho de hoje; três palavras, que nos levam ao coração da fé.”
Palavra ‘Pai’ é a chave de acesso ao coração de Deus
“Pai: começa assim a oração. Pode-se continuar com palavras diferentes, mas não é possível esquecer a primeira, porque a palavra ‘Pai’ é a chave de acesso ao coração de Deus.
“Com efeito, só dizendo Pai é que rezamos em língua cristã, é que rezamos ‘cristão’: não um Deus genérico, mas Deus que é, antes de tudo, Papai.
De fato, Jesus pediu-nos para dizer ‘Pai-nosso que estais nos céus’; não ‘Deus dos céus, que sois Pai’. Primeiramente, antes de ser infinito e eterno, Deus é Pai.”
“D’Ele provém toda a paternidade e maternidade. N’Ele está a origem de todo o bem e da nossa própria vida.
“ Então ‘Pai-nosso’ é a fórmula da vida, aquela que revela a nossa identidade: somos filhos amados. ”
É a fórmula que resolve o teorema da solidão e o problema da orfandade. É a equação que indica o que se deve fazer: amar a Deus, nosso Pai, e aos outros, nossos irmãos.”
“É a oração do nós, da Igreja; uma oração sem o eu nem o meu, mas toda voltada para o vósde Deus (o vosso nome, o vosso reino, a vossa vontade) e que se conjuga apenas na primeira pessoa do plural. ‘Pai-nosso’: duas palavras que nos oferecem o sinal da vida espiritual”, frisou o Papa.
“Sempre que fazemos o sinal da cruz no princípio do dia e antes de cada atividade importante, sempre que dizemos ‘Pai-nosso’, apropriamo-nos novamente das raízes que nos servem de fundamento.
Precisamos fazer isso em nossas sociedades frequentemente desarraigadas. O ‘Pai-nosso’ revigora as nossas raízes. Quando está o Pai, ninguém fica excluído; o medo e a incerteza não levam a melhor. Prevalece a memória do bem, porque, no coração do Pai, não somos personagens virtuais, mas filhos amados. Ele não nos une em grupos de partilha, mas nos gera juntos como família.
Não nos cansemos de dizer ‘Pai-nosso’: irá nos lembrar que não existe filho algum sem Pai e, por conseguinte, nenhum de nós está sozinho neste mundo; mas irá nos lembrar também que não há Pai sem filhos: nenhum de nós é filho único, cada um deve cuidar dos irmãos na única família humana.”
Segundo Francisco, “ao dizer Pai-nosso, afirmamos que cada ser humano é parte nossa e, diante de inúmeros malefícios que ofendem o rosto do Pai, nós, seus filhos, somos chamados a reagir como irmãos, como bons guardiões da nossa família e a trabalhar para que não haja indiferença perante o irmão, cada irmão: tanto do bebê que ainda não nasceu como do idoso que já não fala, tanto de um nosso conhecido a quem não conseguimos perdoar como do pobre descartado. Isto é o que o Pai nos pede, nos manda: amar-nos com coração de filhos, que são irmãos entre si.”
O pão deve ser acessível a todos
Sobre a segunda palavra, pão, o Pontífice sublinhou que “Jesus diz para pedir a cada dia, ao Pai, o pão. Não é preciso pedir mais: só o pão, isto é, o essencial para viver. O pão é, primeiramente, o alimento suficiente para hoje, para a saúde, para o trabalho de hoje; aquele alimento que, infelizmente, falta a muitos de nossos irmãos e irmãs. Por isso digo: ai daqueles que especulam sobre o pão! O alimento básico para a vida cotidiana dos povos deve ser acessível a todos."
Para Francisco, “pedir o pão de cada dia é dizer também: «Pai, ajuda-me a ter uma vida mais simples. A vida tornou-se tão complicada; apetece-me dizer que hoje, para muitos, a vida de certo modo está ‘drogada’: corre-se de manhã à noite, por entre mil telefonemas e mensagens, incapazes de parar, fixando os rostos, mergulhados numa complexidade que fragiliza e numa velocidade que fomenta a ansiedade”.
“Impõe-se uma opção de vida sóbria, livre de pesos supérfluos. Uma opção contracorrente, como outrora fez São Luís Gonzaga que hoje recordamos.
A opção de renunciar a muitas coisas que enchem a vida, mas esvaziam o coração. Optemos pela simplicidade do pão, para voltar a encontrar a coragem do silêncio e da oração, fermento duma vida verdadeiramente humana.
“ Optemos pelas pessoas em vez das coisas, para que construam relações, não virtuais, mas pessoais. ”
Voltemos a amar a genuína fragrância daquilo que nos rodeia. Em casa, quando eu era criança, se o pão caísse da mesa, nos ensinavam a apanhá-lo imediatamente e a beijá-lo. Apreciar o que temos de simples a cada dia e guardá-lo: não usar e jogar fora, mas apreciar e guardar.
Não esqueçamos também que ‘o Pão de cada dia’ é Jesus. Sem Ele, nada podemos fazer. Ele é o alimento básico para viver bem. Às vezes, porém, reduzimos Jesus a um tempero ; mas, se não for o nosso alimento vital, o centro dos nossos dias, o respiro da vida cotidiana, tudo é vão. Ao suplicar o pão, pedimos ao Pai e dizemos para nós mesmos todos os dias: simplicidade de vida, cuidar daquilo que nos rodeia, Jesus em tudo e antes de tudo.”
O perdão é a cláusula vinculante do Pai-nosso
Sobre o perdão, o Papa ressaltou que “é difícil perdoar”, pois “dentro trazemos sempre um pouco de queixa, de ressentimento e, quando somos provocados por quem já tínhamos perdoado, o rancor volta e com juros.
Mas, como dom, o Senhor pretende o nosso perdão. Impressiona o fato de o único comentário original ao Pai-nosso, o de Jesus, se concentrar numa única frase: ‘Porque, se perdoardes aos outros as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas’.
O perdão é a cláusula vinculante do Pai-nosso. Deus nos liberta o coração de todo o pecado, perdoa tudo, tudo; mas pede uma coisa: que, por nossa vez, não nos cansemos de perdoar.De cada um pretende uma anistia geral das culpas alheias.
“ Seria preciso fazer uma boa radiografia do coração, para ver se, dentro de nós, há bloqueios, obstáculos ao perdão, pedras a remover. ”
E então dizer ao Pai: ‘Vede este penedo! Confio-o a vós e peço-vos por esta pessoa, por esta situação; embora sinta dificuldade em perdoar, peço-vos a força de o fazer’.”
Segundo o Papa, “o perdão renova, faz milagres. Pedro experimentou o perdão de Jesus e tornou-se pastor do seu rebanho; Saulo tornou-se Paulo depois do perdão que recebeu de Estêvão; cada um de nós renasce como nova criatura quando, perdoado pelo Pai, ama os irmãos.
O perdão muda o mal em bem
Só então introduzimos uma novidade verdadeira no mundo, porque não há novidade maior do que o perdão, que muda o mal em bem. Vemos isso na história cristã.
Como nos fez e continuará fazendo bem o fato de nos perdoarmos uns aos outros, de voltar a descobrir-nos irmãos depois de séculos de controvérsias e lacerações!
O Pai é feliz, quando nos amamos e perdoamos verdadeiramente de coração; e então nos dá o seu Espírito. Peçamos esta graça: de não nos fecharmos com ânimo endurecido, sempre a reivindicar dos outros, mas de dar o primeiro passo, na oração, no encontro fraterno, na caridade concreta. Assim seremos mais parecidos com o Pai, que ama sem esperar recompensa. Ele derramará sobre nós o Espírito de unidade.
Fonte: Vatican News – Íntegra da homilia, em Artigos e Documentos do site da Diocese de Erexim
---------------------------------------------------------------------.
Papa agradece a visita e se despede da Suíça
O Papa Francisco agradeceu a dom Morerod e à comunidade diocesana de Lausanne-Genebra-Friburgo pelo acolhimento, preparação da visita e oração. Agradeceu também ao Governo Suíço pelo convite e excelente colaboração.
Após a missa celebrada no Palexpo de Genebra, nesta quinta-feira (21/06), o Papa Francisco fez um agradecimento final, seu último discurso em terras suíças.
Agradeceu a dom Morerod e à comunidade diocesana de Lausanne-Genebra-Friburgo pelo acolhimento, preparação da visita e oração, “que peço, por favor, para que continuem”, disse o Pontífice.
“ Eu rezarei também por vocês, para que o Senhor vele sobre o seu caminho, especialmente o ecumênico. ”
"A minha saudação agradecida estende-se a todos os pastores das dioceses suíças e aos outros bispos presentes, bem como aos fiéis vindos de várias partes da Suíça, da França e outros países.”
“Saúdo os habitantes desta bela cidade, onde exatamente há seiscentos anos se hospedou o Papa Martinho V, sede de importantes instituições internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho, cujo centenário de fundação terá lugar no próximo ano.”
Por fim, o Papa agradeceu “ao Governo da Confederação Suíça pelo amável convite e excelente colaboração” e pediu aos fiéis para não se esquecerem de rezar por ele.
Retorno a Roma
A seguir, Francisco se dirigiu ao Aeroporto Internacional de Genebra onde realizou-se a despedida oficial.
O avião papal decolou às 19h55. A chegada ao aeroporto de Roma-Ciampino estava prevista para as 21h10.
Fonte: Vatican News
--------------------------------------------.
Pastor brasileiro comenta em Genebra visita do Papa
Um dos professores do Instituto Ecumênico de Bossey, onde o Papa almoça em Genebra, é o brasileiro Odair Pedroso Mateus, pastor da Igreja Presbiteriana Independente no Brasil e que trabalha no Conselho Mundial de Igrejas (CMI) como director do Departamento de Fé e Ordem.
Antes de prosseguir seus compromissos em Genebra, o Papa Francisco visita o Instituto Ecumênico de Bossey, a cerca de 20 km de Genebra. Trata-se de um centro internacional de encontro, diálogo e formação do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
Ali, o Pontífice almoça com a liderança do CMI e reza na capela ecumênica com 30 estudantes do Instituto antes de regressar a Genebra.
Fundado em 1946, a instituição tem sede no castelo de Bossey (do século XVIII) e reúne pessoas pertencentes a diferentes igrejas, culturas e proveniências no interesse comum pelo ecumenismo, os estudos acadêmicos e os intercâmbios culturais. Todos os anos, o centro acolhe estudantes e pesquisadores de todo o mundo para períodos de especialização em Teologia do ecumenismo, missiologia e ética social.
Brasileiro no Instituto Ecumênico de Bossey
Um dos professores do Instituto é o brasileiro Odair Pedroso Mateus, pastor da Igreja Presbiteriana Independente no Brasil e que trabalha no Conselho Mundial de Igrejas (CMI) como diretor do Departamento de Fé e Ordem.
Entrevistado pelo colega Mario Galgano do Vatican News, o pastor Odair explica o que é o Instituto, fala dos 70 anos do CMI, da importância da visita do Papa Francisco e faz uma análise do diálogo ecumênico atual:
Fonte: Vatican News
--------------------------------------------.
Papa Francisco é acolhido com alegria em Genebra
Papa Francisco chegou logo depois das 10 horas da manhã desta quinta-feira (21/06) na cidade de Genebra onde, depois da cerimônia de boas-vindas encontrou o Presidente da Confederação Suíça.
Papa Francisco chegou em Genebra para a peregrinação ecumênica por ocasião da celebração dos 70 anos do Conselho Ecumênico de Igrejas, o World Council of Churches (WCC).
Acolhida e encontro com o Presidente da Confederação
O avião chegou logo depois das 10 horas da manhã trazendo o Papa que recebeu uma calorosa acolhida. Estavam presentes o Presidente da Confederação Suíça, Alain Berset e dois ex Guardas Suíços além de crianças com roupas tradicionais, que lhe ofereceram flores. Depois da apresentação das delegações, o Papa teve um encontro privado com o Presidente suíço em uma sala do aeroporto.
Troca de presentes
Na tradicional troca de presentes, o Papa presenteou Berset com uma gravura que representa o primeiro comandante da Guarda Suíça, Kaspar von Silenen. A cena da gravura mostra a entrada do Papa Júlio II na cidade de Roma, em março de 1507, depois de ter derrotado Giovanni Bentivoglio e ter reconquistado Bolonha.
Programação intensa
Em seguida a comitiva do Papa se deslocou para o Centro Ecumênico de Genebra, sede do Conselho Ecumênico das Igrejas (World Council of Churches), a principal organização que se dedica ao diálogo entre as diferentes Igrejas cristãs no mundo para uma Oração Ecumênica. O primeiro de muitos outros compromissos da jornada.
Fonte: Vatican News
---------------------------------------------.
Papa Francisco no Instituto Ecumênico de Bossey
O Papa Francisco almoçou no Instituto Bossey, trocou presentes e encontrou um grupo de estudantes.
Após a Oração Ecumênica no Centro Ecumênico em Genebra, o Papa Francisco dirigiu-se ao Instituto Ecumênico de Bossey, distante 18 km, onde almoçou com 9 membros do CMI, o cardeal Kurt Koch e um intérprete.
Às 13h30, a troca de presentes no jardim. O CMI ofereceu a Francisco duas pequenas garrafas com um pouco de água para simbolizar que o acesso à água é um direito humano, um bem comum que não deveria ser privatizado.
Este presente também se refere aos esforços que devem ser feitos para reduzir o consumo de água engarrafada, devido aos seus efeitos nocivos sobre o meio ambiente.
Esse posicionamento do CMI estava contido em uma carta que acompanhava as garrafas entregues ao Pontífice.
O outro presente consistiu em uma cruz de madeira esculpida por um jovem queniano com deficiência auditiva e que traz três símbolos da deficiência: física, cegueira e surdez.
O Papa Francisco, por sua vez, presenteou  o CMI com uma pequena escultura em madeira da crucificação e uma placa comemorativa da "peregrinação ecumênica"  realizada pelo Santo Padre com esta viagem.
Francisco também visitou a Capela Ecumênica, onde estavam presentes cerca de 30 estudantes do Instituto. Na entrada, o Papa recebeu flores, que colocou aos pés do altar.
O Instituto de Bossey é um centro internacional de encontro, diálogo e formação do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), com sede no Castelo de Bossey, do século XVIII, e localizado entre as cidades de Versoix e Nyon.
Desde a Idade Média esta pequena região é conhecida localmente como “terra santa”, devido a sua história cristã.
A cada ano o Instituto recebe estudantes e pesquisadores de todo o mundo, pertencentes a diversas igrejas, culturas e origens, no comum interesse pelo ecumenismo, pelos estudos acadêmicos e trocas culturais.
Fonte: Vatican News
--------------------------------------------------.
Papa ganha cruz de madeira esculpida por queniano
No Instituto de Bossey, o Papa Francisco recebeu do CMI uma cruz de madeira esculpida por um jovem queniano que sofre de surdez e tem dificuldades na fala. O escultor esculpiu na cruz três símbolos da deficiência: cegueira, física e surdez, para lançar um apelo aos cristãos para mudarem suas atitudes para com as pessoas com deficiência, "pois nós também somos criados à imagem de Deus", disse Okiki.
Na troca de presentes no Instituto de Bossey, em Genebra, o Papa Francisco recebeu do CMI uma cruz esculpida em madeira, obra do queniano Karim Okiki, que perdeu sua capacidade de ouvir e falar quando era jovem. Ele entalhou na cruz três símbolos, que representam os cegos e deficientes visuais, os deficientes físicos e os surdos.
"Eu gostaria que esta cruz falasse ao Papa Francisco e às Igrejas do mundo todo sobre a necessidade de abraçar as pessoas com necessidades especiais, especialmente os surdos ou pessoas com alguma deficiência auditiva, como parte da igreja hoje", disse Okiki.
“Ter alguma necessidade especial faz parte da diversidade de Deus na criação”, explicou Okiki, 33 anos. No centro da cruz está o símbolo da língua de sinais para a inclusão de pessoas com deficiência em todos os aspectos da igreja e da sociedade.
"Apelo aos cristãos"
 "Estou animado para fazer desta cruz não somente um presente, mas um apelo aos cristãos para mudarem suas atitudes para com as pessoas com deficiência, pois nós também somos criados à imagem de Deus", disse Okiki, que enfrentou a discriminação ao crescer.
“Quando eu tinha três anos, fiquei doente e fiquei no hospital por oito meses”, contou. “Quando deixei o hospital, perdi a capacidade de ouvir e falar. Não entendi porque não podia falar e ouvir como meus irmãos e outras crianças”.
O Okiki estava matriculado em escolas de surdos, não em escolas tradicionais, “embora eu desejasse frequentar as mesmas escolas com meus irmãos”. Ele não podia nem frequentar a escola dominical, o que o frustrou.
“Depois que a escola fechou, eu não tinha ninguém para brincar ou conversar, pois ninguém entendia a linguagem de sinais. Eu me senti discriminada e tinha baixa auto-estima. Ainda hoje enfrento estigma e discriminação”, lamentou.
Depois de concluir o ensino médio, a vida tornou-se mais positiva para ele, pois foi convidado para participar de um seminário de capacitação de jovens organizado por uma organização não-governamental conhecida como Sociedade Undugu do Quênia, em sua cidade natal.
A organização ficou impressionada com a capacidade do Okiki de se comunicar através da linguagem de sinais e o empregou como instrutor de linguagem de sinais em um de seus projetos em Nairobi.
Conhecer outras pessoas surdas
 "Vir a Nairobi mudou completamente minha vida. Eu conheci outras pessoas surdas que me apresentaram a Emmanuel Church para surdos em Nairobi e eu comecei a ir à igreja ", eu expliquei.
Quando não estava trabalhando, eu ia à carpintaria e ajudava.
"Enquanto estive lá, desenvolvi um grande interesse em carpintaria e depois de dois anos de formação, juntamente com a minha amiga, utilizámos as nossas poupanças para abrir uma carpintaria em 2013. Hoje, esta loja é o meu meio de subsistência e tenho conseguido fornecer emprego para outras pessoas ", disse Okiki.
A sua carpintaria encontra-se numa área densamente povoada de Nairobi e emprega três jovens (dois homens e uma mulher), dois dos quais são surdos. Uma pessoa ouviu e serviu como elo entre a Okiki e seus clientes, por meio da interpretação da linguagem de sinais.
Disse Okiki: "A comunicação com meus clientes tem sido o maior desafio que enfrento no meu trabalho. Eu confio no intérprete de linguagem de sinais para me comunicar com os clientes ".
Na ausência do intérprete de língua de sinais, escreve ou usa linguagem corporal.
*Com informações do Conselho Mundial de Igrejas
Fonte: Vatican News
-------------------------------------------------------.
Ser católico na cidade de Calvino
“Devemos estar atentos ao risco de um enfraquecimento da consciência da urgência da unidade dos cristãos, como se fosse suficiente uma coabitação pacífica”. Dom Charles Morerod, Bispo de Lausanne, Genebra e Friburgo fala como se vive a religiosidade na cidade de Calvino.
 “Receber o sucessor de Pedro pela quarta vez, desde 1969, é uma alegria, uma honra, também um sinal do papel internacional desta pequena cidade. Genebra é a cidade da Reforma e do ecumenismo, também é uma cidade muito secularizada. Portanto é um lugar para vários diálogos”. São palavras de Dom Charles Morerod, Bispo de Lausanne, Genebra e Friburgo.
De uma certa hostilidade a uma verdadeira fraternidade
Para o Dom Charles, “a visita do Papa à sede do Conselho Ecumênico das Igrejas – na cidade de Calvino – há antes de tudo um significado ecumênico. Este primeiro aspecto é muito sentido em um país como o nosso onde muitas famílias vivem um ecumenismo interior. Nos últimos sessenta anos o nosso diálogo passou de uma certa hostilidade a uma verdadeira fraternidade”. Mas, adverte o Bispo de Lausanne, “devemos estar atentos ao risco de um enfraquecimento da consciência da urgência da unidade dos cristãos, como se fosse suficiente uma coabitação pacífica”.
A memória histórica precisa de purificação
Depois D. Morerod continua, “a memória histórica ainda precisa de purificação. Uma delas é a memória das guerras de religião que contribui para dar a imagem da Igreja como uma estrutura que luta pelo próprio poder. E conhecemos bem a força das imagens. Mas uma imagem pode ser mudada”. “Uma certa falta de religiosidade, combinada com a ilusão de conhecer o cristianismo, dá a imagem da nossa religião como um moralismo triste. Por isso é o estilo de vida dos cristãos que deve aparecer por primeiro e isso pode ser extrapolado da Evangelium gaudium que nos diz que a alegria difundida por Deus aos que crêem pode despertar a curiosidade. E podemos sempre indicar a alegria como causa, que contrasta com uma tristeza muito comum na Suíça”.
Diálogo cristãos e sociedade secularizada
“Os diálogos entre os cristãos e a sociedade secularizada têm uma dinâmica prática. Neste contexto, um critério muito importante é indicado pela exortação Amoris laetitia”, explica D. Morerod, quando o Papa Francisco - no parágrafo 304 - evidencia a necessidade de um discernimento entre a ação, a verdade ou a retidão nos princípios gerais e nos casos particulares, “sem este discernimento a colaboração não é possível”.
Fonte: Vatican News
----------------------------------------------------------.
Conselho Mundial de Igrejas: paz entre as Coreias e direitos humanos
A próxima assembleia geral do CMI se realizará na cidade alemã de Karlsruhe, na fronteira com a França, em 2021.
Concluíram-se, nesta quarta-feira (20/06), os trabalhos da Comissão central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) que nesta quinta-feira (21/06), acolheu o Papa Francisco em sua sede, em Genebra, Suíça.
Nesses dias, a comissão formada por 150 delegados das Igrejas de todo o mundo tomou uma série de decisões e resoluções.
Dentre as mais importantes, segundo a Agência Sir, a escolha de acolher o convite da Igreja Evangélica na Alemanha de realizar, em 2021, a próxima assembleia geral do CMI, na cidade alemã de Karlsruhe, na fronteira com a França.
Viagem rumo à comunhão
A assembleia, que se realiza a cada oito anos, é fundamental para a vida das Igrejas-membro e de todo o movimento ecumênico.
Apresenta-se como “oportunidade única para continuar a viagem rumo à comunhão”. É também a sede onde são examinados os programas, decididas as políticas futuras a serem seguidas, eleger os presidentes e nomear os membros da Comissão central que funciona como principal órgão de direção do CMI até a próxima assembleia.
Passaram-se 50 anos desde que uma assembleia do CMI foi realizada no continente europeu. A última realizou-se em Uppsala, Suécia, em 1968.
Implementação plena da Declaração de Panmunjom
O CMI está acompanhando de perto o processo de paz entre as duas Coreias. Nesses dias, em Genebra, uma delegação da Coreia do Sul e da Coreia do Norte tiveram encontros intensos.
A Comissão central do CMI define a recente declaração de Panmunjom, assinada em abril passado pelo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-i, e pelo presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assim como o encontro entre Kim Jong-un e o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, “um primeiro passo importante no retrocesso do confronto nuclear, em prol de um futuro mais pacífico e seguro na região”.
A declaração pede a todas as partes para que trabalhem pela “implementação plena da Declaração de Panmunjom, que é um quadro de referência para garantir a paz sustentável na península coreana”.
Priorizar os direitos humanos
O Comitê central recorda que, este ano, não somente se celebram os 70 anos do CMI, mas também da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Na declaração divulgada, nesta quarta-feira (20/06), o Conselho Mundial de Igrejas reitera “com vigor o caráter decisivo, aliás indispensável” desse instrumento jurídico internacional, “especialmente num momento em que os direitos humanos estão cada vez mais em risco, até mesmo nos Estados e Regiões em que sempre foram reconhecidos”.
Foi lançado um forte apelo às Igrejas a fim de “priorizar novamente o apoio aos direitos humanos”.
Fonte: Vatican News
----------------------------------------------------------------.
Vaticano: Papa propõe investimento em África e Médio Oriente para responder a crise dos refugiados
Conferência de imprensa no regresso de Genebra abordou ainda questões ecuménicas
O Papa disse hoje em conferência de imprensa que a crise dos refugiados e migrantes, a nível internacional, exige um maior investimento em regiões como África e o Médio Oriente.
“Um plano de investimentos, de educação, para ajudar a crescer, porque o povo africano tem muitas riquezas culturais, grande inteligência, crianças inteligentíssimas. Este será o caminho a médio prazo, mas de momento os governos devem pôr-se de acordo para responder a esta emergência”, defendeu Francisco, na viagem de regresso desde Genebra, na Suíça, onde passou o dia para assinalar o 70.º aniversário do Conselho Mundial das Igrejas.
O pontífice denunciou a exploração do continente africano e admitiu a necessidade de “prudência”, por parte dos governos europeus, no acolhimento aos refugiados, para que todos possam ser “integrados”.
O Papa mostrou-se chocado com as notícias que chegam do que denominou como “as prisões dos traficantes”, em particular a violência sobre mulheres e crianças, evocando as experiências vividas na II Guerra Mundial.
Francisco apontou o dedo às guerras, à “perseguição dos cristãos” e ao problema da fome, como origem das migrações forçadas, elogiando depois a resposta “generosíssima” de países como a Itália, a Grécia, a Turquia ou o Líbano, nos últimos anos.
Sobre a recente polémica da separação de crianças migrantes dos seus pais, nos EUA, o Papa mostrou-se solidário com a posição dos bispos do país, que condenaram a prática.
Para o pontífice, o mundo vive uma “crise de mediação, de esperança, de direitos humanos, crise de paz”.
A conferência de imprensa abordou vários temas ecuménicos, com o Papa a pedir que do dicionário saia a “palavra ‘proselitismo'”, para dar lugar ao dia.
Francisco elogiou os vários “encontros humanos” que manteve ao longo do dia na Suíça, do presidente da Confederação Helvética aos líderes das Igrejas cristãs, com os quais, disse, se falou especialmente sobre os jovens.
Os jornalistas questionaram o Papa sobre a recente polémica que envolveu os bispos alemães sobre o tema da admissão à Eucaristia em casamentos onde há um cônjuge católico e um protestante.
Na sua resposta, Francisco negou que tivesses existido uma “travagem” e elogiou o documento proposto pela conferência episcopal germânica, que seguia a orientação do Código de Direito Canónico.
O problema levantado relacionava-se com a autoridade de um organismo episcopal de decidir numa questão que está confiada à responsabilidade de cada bispo diocesano, acrescentou, optando-se por um maior “aprofundamento” do tema.
Fonte: Agência Ecclesia – Íntegra da entrevista, em Artigos e Documentos do site da Diocese de Erexim.
------------------------------------------.
Europa: Juventude Operária Católica «exige compromisso firme» em relação aos refugiados
A Juventude Operária Católica (JOC) Europa afirma que a União Europeia “desempenha um papel central” na situação dos refugiados que procuram abrigo e tem “obrigação de defender e salvaguardar” os seus direitos humanos.
“Exigimos que se comprometam com uma política de asilo e refúgio que proteja os que fogem da guerra ou da perseguição por questões étnicas, religiosas, identidade de género, conflitos de guerra, lê-se no comunicado publicado pelo Dia Mundial do Refugiado. No documento enviado hoje à Agência EECLESIA, a JOC Europa pede aos políticos que as medidas, já propostas por outras organizações, “sejam implementadas em breve”, por isso, exigem que a União Europeia que “não assine acordos” com países terceiros que não protejam migrantes e refugiados.
Da lista de exigências, oito pontos, consta também o pedido que promovam relações internacionais para “combater as causas das migrações forçadas e respeitar universalmente os direitos humanos”.
A ativação da Diretiva de Proteção Temporária, “atualmente não está a ser aplicada em nenhum país europeu”, é outro dos pedidos, a que se soma a realização de uma reforma do Sistema Europeu Comum de Asilo (SECA) para garantir “todos os direitos dos refugiados”.
A organização considera que a União Europeia “desempenha um papel central”, por isso, tem a “obrigação de defender e salvaguardar” os direitos humanos dos refugiados, bem como fornecer os meios necessários para recebê-los e integrá-los.
“A Europa não está a ser fiel aos valores e princípios sobre os quais os nossos estados democráticos são baseados e estabelecidos e, desta forma, está a atacar as vidas de milhares de seres humanos inocentes”, analisam.
Os jovens cristãos pedem “solidariedade para a mobilização das consciências” porque nenhum ser humano é ilegal, “nem salvar vidas pode ser um crime”.
“Não nos resignamos à nossa sociedade tornando-se ouvidos surdos a um ato de tal magnitude que se torna um genuíno genocídio”, salientam.
A Juventude Operária Católica assinala que a Igreja “precisa de cristãos apaixonados e fiéis ao Evangelho”, sem medo de defender os que sofrem injustiças, “mesmo que isso implique contrariar a política migratória imposta”.
No comunicado onde “exige um compromisso firme com os refugiados”, a JOC Europa recorda que “18 575 migrantes e refugiados” chegaram ao “Velho Continente”, via marítima, nos primeiros 91 dias deste ano, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações – OIM, das Nações Unidas, que contabiliza “mais de 500 pessoas” mortos no Mar Mediterrâneo.
Já o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados – ACNUR, no seu relatório anual ‘Global Trends’ contabiliza que 65,6 milhões de pessoas foram deslocadas no final de 2016.
Fonte: Agência Ecclesia
---------------------------------------------------.
50 anos da Humanae Vitae: Por que a encíclica de Paulo VI é profética e atual?
Em 25 de julho de 1968, o Beato Papa Paulo VI publicou a encíclica Humanae Vitae sobre a regulação da natalidade, um documento profético que continua sendo atual após 50 anos do seu lançamento.
No último dia 12 de junho, os bispos da Polônia se reuniram em uma sessão extraordinária para comemorar este aniversário. O Arcebispo Henryk Hoser disse a respeito que “a voz da encíclica Humanae Vitae sobre os resultados de anticoncepção se revelaram como proféticos, pois Paulo VI justamente previu que a sua aplicação abriria o caminho fácil à infidelidade conjugal e à diminuição geral dos nascimentos”.
Em seu discurso, Dom Hoser acrescentou que a encíclica continua sendo atual, pois o Beato afirma que o amor conjugal, “carnal ou espiritual, deve combinar estas duas dimensões” e deve ser sempre um amor “privado de egoísmo. É uma forma especial de amizade entre as pessoas em mútua e plena devoção. Nem todo mundo sabe, inclusive aqueles que se casaram por amor”.
“Em terceiro lugar (este amor conjugal) é fiel e exclusivo até o fim da vida. Em quarto lugar, é um amor fértil que se dirige a sua extensão e o despertar de uma nova vida”.
Este último tema foi o centro das discussões do congresso internacional realizado no Centro Pastoral Paulo VI, em Brescia (Itália), em 7 de junho para formadores de instrutores sobre métodos de regulação natural da fertilidade.
Giancarla Stevanella, presidente da Confederação Italiana dos Centros (CIC) para os métodos de regulação natural da fertilidade, explicou à ACI Stampa - agência em italiano do Grupo ACI – que o evento se chamou “Humanae Vitae: a fecundidade de uma carta encíclica vinda do futuro”.
Participaram aproximadamente 250 instrutores da regulação natural da fertilidade, provenientes de vários países da Europa, da CIC e do Instituto Europeu de Educação Familiar.
“O evento foi vivido como um reconhecimento do Beato Paulo VI e do seu magistério pontifício, que deste então até Amoris Laetitia (do Papa Francisco) continua iluminando a consciência da Igreja e do mundo sobre o delicado tema da afetividade e da sexualidade”, destacou.
Em sua opinião, foi “um espaço para converter reflexões e testemunhos sobre a íntima beleza da sexualidade à luz do Evangelho da vida e do amor conjugal em meio à cultura dominante”.
“Na verdade, agora em meio a uma cultura de relacionamentos efêmeros, é necessário oferecer aos casais a possibilidade de uma opção consciente em relação à maternidade e à paternidade responsáveis, pois neste mundo os métodos naturais estão sempre presentes e realmente respondem ao desejo de viver o amor no dom total de si mesmo”, indicou.
Para Stevanella, “o caminho educacional para uma maternidade e uma paternidade responsáveis requer enfrentar estes temas a partir de jovens com uma formação que se dirija ao conhecimento do próprio corpo, da sexualidade e da fertilidade”.
A encíclica Humanae Vitae alertou que entre as consequências de usar métodos anticoncepcionais estava o aumento da infertilidade conjugal, a degradação moral, a perda do respeito pela mulher e o uso desses métodos como políticas de Estado.
No parágrafo 17 do documento, o Beato assinala que “o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais”, pode acabar “por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada”.
Fonte: ACIDigital
---------------------------------------------------.
Líderes cristãos pedem a Israel que freie lei que expropria bens de Igrejas
Os líderes cristãos pediram ao primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que “aja rápida e decididamente” para impedir a aprovação do projeto de lei que busca expropriar os terrenos das igrejas no país.
O pedido foi feito em uma recente carta do Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Patton; do Patriarca Greco-ortodoxo de Jerusalém, Theophilos III; e do Patriarca Armênio de Jerusalém, Nourhan Manougian.
Os líderes cristãos indicaram a Netanyahu que “os funcionários do governo tentaram agir rapidamente na legislação do controverso projeto de lei, que pretende expropriar os direitos das igrejas em suas terras”.
“Acreditamos firmemente que este projeto de lei é um ataque sistemático e sem precedentes contra os cristãos da Terra Santa e viola os direitos mais básicos, atropelando assim o delicado tecido das relações entre a comunidade cristã e o Estado de Israel durante algumas décadas”, afirmaram.
Do mesmo modo, recordaram que a iniciativa “foi uma das principais razões da recente crise que se desenvolveu entre a comunidade cristã na Terra Santa e o Estado de Israel e que – junto com a imposição de taxas arbitrárias e ilegais nas contas bancárias da Igreja por supostos impostos municipais, em flagrante violação do Status Quo – nos levou a ordenar o fechamento da Igreja do Santo Sepulcro como um ato de protesto”.
Os líderes cristãos lamentaram que o governo israelense ainda busque “promover agendas divisoras, racistas e subversivas, enfraquecendo assim o Status Quo e atacando a comunidade cristã com base em considerações estranhas e populistas”.
Também recordaram que Netanyahu havia prometido instituir uma comissão para permitir o diálogo e suspender as “cobranças escandalosas” do município de Jerusalém e do projeto de lei.
Entretanto, “até hoje e depois de mais de três meses, nenhum diálogo foi realizado conosco. Consideramos que essa conduta, por parte de quem promove o projeto de lei, é uma violação flagrante e que prejudica o compromisso de Sua Excelência e a liberdade básica e fundamental de culto”.
A carta conclui com uma exortação ao primeiro-ministro israelense para que “aja rápida e decisivamente para bloquear a lei, cuja aprovação unilateral obrigará as igrejas a responder da mesma maneira”.
A Igreja do Santo Sepulcro foi fechada de 25 a 27 de fevereiro por acordo mútuo entre o Custódio da Terra Santa, o Patriarca Greco-Ortodoxo de Jerusalém e o Patriarca Armênio de Jerusalém.
Em um comunicado emitido na ocasião, os líderes cristãos indicaram que o fechamento foi para protestar contra os “avisos de cobranças escandalosas e ordens de confisco” emitidos pelo município de Jerusalém “por supostas dívidas de impostos municipais punitivos”.
O outro motivo foi o projeto de lei que, “caso aprovado, tornaria possível a expropriação de terras das Igrejas”.
“As maiores vítimas nisso são aquelas famílias empobrecidas que ficarão sem alimentos e moradia, assim como as crianças que não poderão ir à escola”, assinalaram no comunicado.
Fonte: ACIDigital
------------------------------------------------------.
Seremos presos em vez de quebrar segredo de confissão, asseguram sacerdotes na Austrália
Um sacerdote australiano afirmou que junto com outros presbíteros estão dispostos a serem presos em vez de quebrar o segredo de confissão, como lhes exige uma nova lei quando, durante a administração do sacramento, o penitente revela algum caso de abuso sexual.
“O Estado vai exigir de nós, sacerdotes católicos, algo que vemos como o crime mais grave e não estou disposto a fazer isso”, disse Pe. Michael Whelan, pároco da Igreja St. Patrick, em Sydney, segundo informa um meio local.
Nesse sentido, assegurou que ele e outros sacerdotes estão “dispostos a ir para a cadeia” em vez de quebrar o segredo de confissão.
Quando perguntaram ao sacerdote se a Igreja está acima da lei, disse que “de jeito nenhum”; entretanto, advertiu que, “quando o Estado tenta intervir em nossa liberdade religiosa, prejudica a essência do que significa ser católico. Nós resistiremos”.
Pe. Whelan fez estas declarações depois que a Assembleia Legislativa do Território de Camberra aprovou, no dia 7 de junho, uma lei para obrigar os sacerdotes a quebrar o segredo de confissão quando, durante a administração do sacramento, saibam de algum caso de abuso sexual. Esta norma entrará em vigor em 31 de março de 2019.
Por sua parte, o território de South Australia aprovou uma lei semelhante que entrará em vigor em 1º de outubro deste ano, enquanto Nova Gales do Sul analisa a possibilidade de uma norma semelhante a esta.
Sobre a norma de South Australia, o Administrador Apostólico de Adelaide, Dom George O'Kelly, se pronunciou e assegurou que “os políticos podem mudar a lei, mas nós não podemos mudar a natureza do confessionário, onde acontece um encontro sagrado entre o penitente, que é alguém que busca o perdão, e um sacerdote que representa Cristo”.
Em declarações à rádio ABC em Adelaide, o Arcebispo disse que esta lei “não nos afeta”. “Entendemos que o segredo de confissão está na área do sagrado”, afirmou.
Dom O'Kelly disse que o seu “compromisso em South Australia com a proteção das crianças e os ambientes seguros permanece inabalável”.
“Nossos sacerdotes são conscientes da sua obrigação de denunciar o abuso infantil e participam de uma capacitação regular desde 2007, assim como os nossos funcionários da igreja e os voluntários”, concluiu.
O Direito Canônico assinala no cânon 983 que “o sigilo sacramental é inviolável; pelo que o confessor não pode denunciar o penitente nem por palavras nem por qualquer outro modo nem por causa alguma”.
O Cânon 984 adverte que “é absolutamente proibido ao confessor o uso, com gravame do penitente, dos conhecimentos adquiridos na confissão, ainda que sem perigo de revelação”.
Além disso, o cânon 1388 afirma que um sacerdote confessor que “violar diretamente o sigilo sacramental, incorre em excomunhão latae sententiae (automática), reservada à Sé Apostólica”, ou seja, que só pode ser levantada pelo Papa.
Fonte: ACIDigital
-------------------------------------------------------------------------------------.
Do dia 20/5/2018
Papa: o mundo tem necessidade de cristãos com coração de filhos
"Deus me impõe as coisas ou cuida de mi