Informativo Diocesanos

Informativo Diocesano
01/07/2018
DIOCESE DE EREXIM
SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL
www.diocesedeerexim.org.br E-mail: secretariado@diocesedeerexim.org.br
Fone/Fax: (54) 3522-3611
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Ano 22 – nº. 1.167 – 1º de julho de 2018 

Agenda do Bispo: - Neste domingo, às 10h, Crismas na igreja São Pedro de Sede Dourado e, por representante, missa festiva na igreja São Pedro, Erechim, em comemoração ao padroeiro e aos 60 anos da Paróquia.
- Terça-feira, às 15h, audiência com autoridades em São Valentim sobre o cemitério local.
- Quinta-feira, às 13h, Visita Pastoral na Paróquia São João Batista de Marcelino Ramos com encontro com as lideranças de todas as comunidades. 
- Sábado, às 09h, visita pastoral com encontro das lideranças das comunidades da Paróquia da Catedral São José; às 17h30, missa na comunidade Espírito Santo, da Catedral São José, com oficialização de Oscar Gempka, Ângela Maria Fabian Dors e Silvana Fátima Garcia Michailoff como ministros da evangelização, da caridade e extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística.
- Domingo, às 09h, missa na igreja N. Sra. do Rosário, Barão de Cotegipe, com a participação especial dos pais e catequizandos da Iniciação à Vida Cristã.

Agenda pastoral: - Neste domingo, Dia do Papa, com expressão de reverência e compromisso com sua pessoa e missão através da oração e comunhão com seu ministério e solicitude com as suas obras de caridade por meio da coleta em seu favor, chamada Óbolo de São Pedro. 
- Segunda-feira, às 08h30, reunião com representantes paroquiais do Apostolado da Oração, no Centro Diocesano.
- Terça-feira, aniversário de ordenação presbiteral de Dom Girônimo Zanandréa, ocorrida em 1964, em Benjamim Constant do Sul, na época Paróquia de São Valentim.
- De sexta-feira a domingo, 6º encontro regional para jovens do Cursilho de Cristandade; 44ª Assembleia Nacional da Pastoral Familiar, em Brasília, DF.

Comissão Diocesana de Leigos encaminha Semana Missionária e encontro Diocesano: Representantes de leigos e leigas de 20 Paróquias da Diocese de Erexim participaram de reunião da Comissão Diocesana do Laicato na manhã no dia 23 passado, no Centro de Pastoral. A oração inicial destacou a referência dos santos populares do mês de junho para os leigos. Em seguida, foram partilhadas as expectativas das paróquias para a Semana Missionária a ser realizada em sintonia com a Semana Nacional da Família, de 12 a 18 de agosto. O grupo ressaltou a importância de se organizar uma equipe que faça boa preparação desta semana, podendo disponibilizar subsídios para sua realização. Observou-se também a necessidade de haver momentos “para fora da Igreja”, que seja, realmente, uma semana missionária, com ações que desafiem o laicato a ser “sal e luz na sociedade”. Por fim, foram encaminhadas questões relativas ao Encontro Diocesano de encerramento do Ano Nacional do Laicato, dia 25 de novembro. Foi definido o lema inspirador daquele dia e da caminhada da Comissão em 2019: “Em tudo, amar e servir”, inspirado em Santo Inácio de Loyola. Foram também indicadas pessoas referenciais para as diversas equipes de preparação e realização do evento. 
Província Eclesiástica de Passo Fundo realiza reunião em Erechim: O Arcebispo de Passo Fundo, Dom Rodolfo Weber, o Bispo de Frederico Westphalen, Dom Antonio Rossi Keller, o Bispo de Erexim, Dom José Gislon, com respectivos coordenadores de pastoral, coordenadores do Setor de Animação Bíblico-Catequética, outros assessores e representantes da Diocese de Vacaria estiveram reunidos na sala Dom Cláudio Colling do Seminário N. Sra. de Fátima, em Erechim, terça-feira, 26. Refletiram sobre a Iniciação à Vida Cristã no espírito catecumenal. Pe. Anderson Faenello e Tânia Madalosso, respectivamente, assessor e coordenadora do Setor da Diocese de Erexim, apresentaram o processo de implementação deste projeto catequético na mesma. Lembraram a segunda urgência das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, “Igreja, casa da Iniciação à Vida Cristã”, que é uma prioridade no Plano Diocesano. Relataram algumas atividades realizadas e em andamento: Escola catequética na Área Pastoral da cidade de Erechim em 2013; Curso de formação para padres e catequistas em 2014, com assessoria do Pe. Luiz Alves de Lima, assessor da CNBB; o Ano Diocesano da Iniciação à Vida Cristã em 2015; encontros de formação e visita às Paróquias pela coordenação e elaboração de subsídios por uma comissão específica em 2016; início do projeto nas Áreas Pastorais de Erexim e Gaurama em 2017 e nas outras no corrente ano. Depois deste relato, houve partilha do andamento da Iniciação à Vida Cristã nas outras dioceses, perspectivas de continuidade e repercussões nas comunidades. Nova reunião da Província está agendada para 30 de outubro, em Passo Fundo, tendo como tema central o Ano Nacional do Laicato. 
Cartilha sobre a dívida pública do Brasil: A Comissão Especial para o Ano do Laicato lançou, terça-feira, 26 de junho, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em Brasília, uma publicação – com círculos bíblicos e textos de estudo intitulada: “Auditoria da Dívida Pública: vamos fazer? – Brasil: realidade de abundância e cenário de escassez”, elaborada em parceria com o movimento Auditoria Cidadã da Dívida Pública. Para o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, este é um debate que os cristãos precisam desenvolver na sociedade. Ele ressaltou: “Dentro do Ano do Laicato, esta cartilha quer ser um gesto muito concreto de nossa presença na sociedade realizando o debate da dívida pública”. A coordenadora do Conselho Político de Auditoria da Dívida Pública, Maria Lúcia Fattorelli, uma das autoras da cartilha, explicou como está estruturada a publicação e como se formou o sistema da dívida pública brasileira que consome anualmente cerca de 40% do orçamento público federal apenas para pagamento de juros e amortizações. Em contraposição, o orçamento da saúde e educação conta com cerca de 4% do orçamento cada uma. Segundo Maria Lúcia, este sistema é perverso em razão de tirar os recursos das áreas sociais para assegurar os lucros do sistema financeiro. Em 2015, por exemplo, os bancos no Brasil lucraram 20% enquanto o Produto Interno Bruto teve queda de 3,8%. O sistema da dívida pública, na avaliação da especialista, transfere as riquezas do setor público para o setor privado, o que explica a grande contradição de o Brasil ser a 9ª economia do mundo mas ostentar os piores índices de distribuição de renda e de desenvolvimento humano. “Mobilizar a sociedade brasileira para realização da Auditoria da Dívida Pública é um dos legados do Ano Nacional do Laicato”, afirma o bispo de Caçador (SC), dom Severino Classen, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato na introdução da cartilha. A Livraria Diocesana está encaminhando reserva do subsídio junto às Paróquias para fazer encomenda às Edições CNBB.
Posição da CNBB em defesa incondicional da vida humana e contra o aborto: De 3 e 6 de agosto, a legalização do aborto será assunto de uma audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442. Em vista disto, o portal da CNBB recorda declaração dos bispos em nota oficial de 11 de abril de 2017 que enfatiza: “O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana”. Naquela nota, intitulada “Pela vida, contra o aborto”, os bispos reafirmaram a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural” e, desse modo manifestaram-se contra “todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Para os bispos “o direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu”. Eles ressaltaram igualmente a necessidade de se superar a violência e a discriminação contra as mulheres e a disposição da Igreja em acolher com misericórdia as mulheres que sofreram a triste experiência do aborto e prestar-lhes assistência pastoral. Observam ainda que “a sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade”.
Bispos do Brasil refletem necessidade de preservação da soberania do País sobre seus bens: Em vista de projetos governamentais de privatizações e de políticas públicas de cortes nos projetos sociais, os Bispos do Brasil refletem sobre a necessidade de o País garantir a soberania sobre bens como água, petróleo, gás e energia elétrica, evitando-se a privatização das empresas ligadas aos mesmos. Destaque na análise de conjuntura da última reunião do Conselho Permanente da entidade nos dias 19 a 21 de junho, o assunto vem sendo abordado desde o ano passado. Durante a 52ª Assembleia do Conselho Episcopal Regional Nordeste 2 da CNBB, em setembro de 2017, os bispos de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte posicionaram-se a respeito da privatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que é vinculada à Eletrobrás, estatal na lista de privatizações pelo Governo Federal. Para os Bispos, a ação causará danos irreparáveis ao meio ambiente e à sociedade. Já os Bispos do Rio Grande do Sul, em nota de dezembro passado, declararam que “é preocupante o descrédito da política, o avanço da corrupção e a dilapidação do patrimônio nacional. Assiste-se a entrega das riquezas naturais à exploração desenfreada de empresas multinacionais, que olham para nossos bens naturais apenas com o olhar da ganância e da avareza”. Exortaram a todos a serem “defensores dos ideais da cidadania, da esperança e da soberania da população sobre o uso adequado do patrimônio do país, para que esteja a serviço do bem comum”. Na nota para o dia primeiro de maio deste ano, a CNBB declara que, “nos projetos políticos e reformas, o bem comum, especialmente dos mais pobres, e a soberania nacional devem estar acima dos interesses particulares, políticos ou econômicos”.
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Informações da semana
Do dia 28/6/18
Papa aos novos cardeais: colocar-se aos pés dos outros para servir
No Consistório Ordinário Público para a criação de 14 novos cardeais, o Papa exortou a não cair nos ciúmes, invejas e intrigas, mas a voltar o olhar, os recursos, as expectativas e o coração para o que conta: a missão para com os irmãos.
O Papa Francisco presidiu, na tarde desta quinta-feira (28/06), na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a criação de catorze novos cardeais.
O Pontífice iniciou a sua homilia, com a seguinte passagem do Evangelho de Marcos: “Estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente deles.”
“O início desta passagem paradigmática de Marcos sempre nos ajuda a ver como o Senhor cuida do seu povo com uma pedagogia incomparável. No caminho para Jerusalém, Jesus não Se esquece de preceder os seus.”
Francisco frisou que “Jerusalém representa a hora das grandes resoluções e decisões. Todos sabemos que, na vida, os momentos importantes e cruciais deixam falar o coração e manifestam as intenções e as tensões que vivem em nós”.
“Tais encruzilhadas da existência nos interpelam e fazem surgir questões e desejos nem sempre transparentes do coração humano; é o que nos mostra, com grande simplicidade e realismo, o texto do Evangelho que acabamos de ouvir.”
Não aos ciúmes, invejas e intrigas
“Em contraponto ao terceiro e mais duro anúncio da Paixão, o Evangelista não teme desvendar alguns segredos do coração dos discípulos: busca dos primeiros lugares, ciúmes, invejas, intrigas, ajustes e acordos; esta lógica não só desgasta e corrói a partir de dentro as relações entre eles, mas os fecha e envolve em discussões inúteis e de pouca importância.”
“Entretanto Jesus não Se detém nisso, mas continua adiante, os precede e diz-lhes vigorosamente: ‘Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo’. Com este comportamento, o Senhor procura centrar de novo o olhar e o coração de seus discípulos, não permitindo que discussões estéreis e autorreferenciais tenham espaço na comunidade.
Que adianta ganhar o mundo inteiro, se se fica corroído por dentro? Que adianta ganhar o mundo inteiro, se todos vivem prisioneiros de asfixiantes intrigas que secam e tornam estéril o coração e a missão? Nesta situação – como alguém observou –, poder-se-iam já vislumbrar as intrigas de palácio, mesmo nas cúrias eclesiásticas”, disse ainda o Papa.
A missão
“Não deve ser assim entre vós”: é a resposta do Senhor, que constitui primeiramente um convite e uma aposta para recuperar o que há de melhor nos discípulos e, assim, não se deixarem arruinar e se prender por lógicas mundanas que afastam o olhar daquilo que é importante. ‘Não deve ser assim entre vós’: é a voz do Senhor que salva a comunidade de se fixar demasiado em si mesma, em vez de dirigir o olhar, os recursos, as expectativas e o coração para o que conta, a missão.”
“Deste modo, Jesus nos ensina que a conversão, a transformação do coração e a reforma da Igreja são feitas, e sempre devem ser, em chave missionária, pois pressupõem que se deixe de olhar e cuidar dos interesses próprios para olhar e cuidar dos interesses do Pai.”
“A conversão dos nossos pecados, dos nossos egoísmos não é nem será jamais um fim em si mesma, mas visa principalmente crescer em fidelidade e disponibilidade para abraçar a missão; e isto de tal maneira que na hora da verdade, especialmente nos momentos difíceis dos nossos irmãos, estejamos claramente dispostos e disponíveis para acompanhar e acolher a todos e cada um e não nos transformemos em ótimos repelentes por termos vistas curtas ou, pior ainda, por estarmos pensando e discutindo entre nós quem será o mais importante”, disse ainda o Papa.
“ Quando nos esquecemos da missão, quando perdemos de vista o rosto concreto dos irmãos, a nossa vida fecha-se na busca dos próprios interesses e seguranças. ”
E, assim, começam a crescer o ressentimento, a tristeza e a aversão. Pouco a pouco diminui o espaço para os outros, para a comunidade eclesial, para os pobres, para escutar a voz do Senhor. Deste modo perde-se a alegria, e o coração acaba na aridez.”
“'Não deve ser assim entre vós – diz o Senhor – (…) e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos'. É a bem-aventurança e o magnificat que somos chamados a entoar todos os dias. É o convite que o Senhor nos faz, para não esquecermos que a autoridade na Igreja cresce com esta capacidade de promover a dignidade do outro, ungir o outro, para curar as suas feridas e a sua esperança tantas vezes ofendida.
É lembrar que estamos aqui porque fomos enviados para ‘anunciar a Boa-Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; para mandar em liberdade os oprimidos, para proclamar um ano favorável da parte do Senhor’.”
Colocar-se aos pés dos outros para servir a Cristo
Amados irmãos cardeais e novos cardeais! Estando nós na estrada para Jerusalém, o Senhor caminha à nossa frente para nos lembrar mais uma vez que a única autoridade crível é a que nasce do se colocar aos pés dos outros para servir a Cristo. É a que deriva de não esquecer que Jesus, antes de inclinar a cabeça na cruz, não teve medo de Se inclinar diante dos discípulos e lavar os seus pés.
Esta é a mais alta condecoração que podemos obter, a maior promoção que nos pode ser dada: servir Cristo no povo fiel de Deus, no faminto, no esquecido, no recluso, no doente, no toxicodependente, no abandonado, em pessoas concretas com as suas histórias e esperanças, com os seus anseios e decepções, com os seus sofrimentos e feridas. Só assim a autoridade do pastor terá o sabor do Evangelho e não será «como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1 Cor 13, 1).
Nenhum de nós deve se sentir ‘superior’ aos outros. Nenhum de nós deve olhar os outros de cima para baixo; só podemos olhar assim uma pessoa, quando a ajudamos a se levantar.
Testamento espiritual de São João XXIII
"Gostaria de recordar convosco uma parte do testamento espiritual de São João XXIII que, já adiantado no caminho, pôde dizer: «Nascido pobre, mas de gente honrada e humilde, sinto-me particularmente feliz por morrer pobre, tendo distribuído, segundo as várias exigências e circunstâncias da minha vida simples e modesta a serviço dos pobres e da Santa Igreja que me alimentou, tudo o que me chegou às mãos – em medida, aliás, muito limitada – durante os anos do meu sacerdócio e do meu episcopado.
Aparências de fartura encobriram, muitas vezes, espinhos ocultos de pobreza aflita que me impediram de dar mais do que eu gostaria. Agradeço a Deus por esta graça da pobreza, de que fiz voto na minha juventude, pobreza de espírito, como Padre do Sagrado Coração, e pobreza real; e por me sustentar para nunca pedir nada, nem lugares, nem dinheiro, nem favores, nunca, nem para mim nem para os meus parentes ou amigos» (29 de junho de 1954)."
Fonte: Vatican News
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Papa Francisco e novos cardeais visitam Bento XVI
Papa Francisco e os novos cardeais no Mosteiro "Mater Ecclesiae" com o Papa emérito Bento XVI.
A Sala de Imprensa da Santa Sé refere numa nota que após o Consistório Ordinário Público, desta quinta-feira (28/06), na Basílica Vaticana, o Papa Francisco e os novos cardeais, a bordo de duas vans, foram ao Mosteiro "Mater Ecclesiae" para encontrar o Papa emérito Bento XVI.
Na capela, todos juntos rezaram a Ave-Maria. Depois de uma breve saudação e a bênção de Bento XVI, os catorze novos cardeais voltaram à Sala Paulo VI e à Residência Apostólica para a visita de cortesia. Fonte: Vatican News
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Cardeal Sako ao Papa: os novos cardeais rezam pela paz
O Patriarca da Babilônia dos Caldeus, em nome dos catorze novos cardeais, agradece ao Papa pelas nomeações em países onde os cristãos estão em dificuldade.
 “A nomeação cardinalícia não é um prêmio ou uma honra pessoal”, mas é o envio para a missão com a veste vermelha, que significa dar a vida até o fim, até o derramamento de sangue, levando o Evangelho da alegria.”
Foi o que disse o patriarca de Babilônia dos Caldeus, o novo cardeal Louis Raphaël I Sako, ao se dirigir ao Papa Francisco, em nome de todos os novos cardeais, no início do Consistório desta quinta-feira (28/06), agradecendo-lhe a confiança neles depositada e por chamá-los a servir com mais amor a Igreja e todos os homens.
“Alguns muçulmanos fizeram-me votos de felicitações”, disse o patriarca Sako. Na verdade, expressaram “a sua admiração pela abertura da Igreja” e pela proximidade do Papa às pessoas “em suas preocupações, medos e esperanças”.
“Os novos cardeais têm a esperança de que o esforço do Papa na promoção da paz mude o coração de homens e mulheres para melhor e contribua para garantir um ambiente digno a toda pessoa humana.”
O cardeal Sako ressaltou a importância de novos cardeais de diferentes países, demonstrando a “vitalidade” e a “abertura” da Igreja e sua catolicidade, portanto, sua universalidade. Em particular, o novo purpurado enfatizou a atenção do Papa para as Igrejas Orientais, “e para o pequeno rebanho que formam os cristãos no Oriente Médio, no Paquistão e em outros países que passam por um período difícil por causa das guerras e do sectarismo e onde ainda há mártires”.
O chamado do Papa Francisco dá aos catorze novos cardeais a “esperança de que a tempestade atual passará e será possível conviver juntos em harmonia”.
“O compromisso é garantir apoio e colaboração ainda mais intensos” para promover “a cultura de diálogo, do respeito e da paz em todos os lugares, em particular onde mais precisa, como no Iraque (a terra de Abraão), na Síria, na Palestina, no Oriente Médio e em todo o mundo”, disse ainda o cardeal Sako.
“Nós, hoje, na sua presença, queremos renovar a nossa fidelidade, o nosso amor à Igreja e ao nosso povo com a promessa de que faremos o máximo para sermos testemunhas alegres da nossa fé, do nosso amor, da gratuidade, do perdão e da construção da paz no mundo de hoje, que vive na indiferença, no consumismo e nos conflitos de poder e interesses”, concluiu o novo purpurado.
Fonte: Vatican News
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Papa aceita renúncia de mais dois bispos chilenos
O Papa Francisco aceitou as renúncias do bispo de Rancagua, dom Alejandro Goić Karmelić, e do bispo de Talca, dom Horacio del Carmen Valenzuela Abarca.
Nesta quinta-feira (28/06), o Papa Francisco aceitou a renúncia ao governo pastoral da Diocese de Rancagua, no Chile, apresentada por dom Alejandro Goić Karmelić, nomeando administrador apostólico sede vacante et ad nutum Sanctae Sedis dessa diocese, dom Luis Fernando Ramos Pérez, bispo auxiliar de Santiago.
O Papa também aceitou a renúncia ao governo pastoral da Diocese chilena de Talca, apresentada por dom Horacio del Carmen Valenzuela Abarca, nomeando administrado apostólico sede vacante et ad nutum Sanctae Sedis dessa diocese, dom Galo Fernández Villaseca, bispo auxiliar de Santiago.
Fonte: Vatican News
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Papa aos atletas: “A importância de formar equipe”
Papa Francisco aos atletas da Federação Italiana de Natação: “O esporte é uma ocasião de formação de valores humanos e sociais”.
Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira (28/06) um grupo de dirigentes e atletas da Federação Italiana de Natação que participam do Trofeu “Sette Colli”.
Lição de vida
Depois de agradecer a presença dos jovens, o Papa recordou que o esporte, “além dos resultados técnicos, oferece também um testemunho de disciplina, de saudável competição, de jogo de equipe”. E convidou todos para que mostrem aos seus coetâneos “onde se pode chegar com o esforço do treinamento, que comporta grande compromisso e também grandes renúncias”, porque isso, “constitui uma lição de vida” e torna-se uma “ocasião para a formação de valores humanos e sociais, para desenvolver junto com o corpo também o caráter e a vontade, e para aprender a se conhecer e se aceitar”.
Formar equipe
Em seguida sublinhou a importância de “formar equipe”, pois mesmo sendo um esporte prevalentemente individual, “há sempre a oportunidade de trabalho em grupo e de ajuda recíproca”.
 Finalizou dizendo que “a linguagem do esporte é universal e chega facilmente às novas gerações. Por isso encorajo para que sejam transmitidas mensagens positivas, contribuindo assim para melhorar a sociedade que vivemos”. 
Fonte: Vatican News
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Papa à delegação de Constantinopla: “Recordar os Apóstolos, significa recordar nossas raízes comuns”
“Assiste-se a uma progressiva cegueira da fé cristã, que não influencia mais nas escolhas individuais e nas decisões públicas". São as palavras do Papa Francisco à Delegação de representantes do Patriarcado de Constantinopla, vindos a Roma para a Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.
O Papa Francisco recebeu na manhã desta quinta-feira (28/06), a Delegação de representantes do Patriarcado de Constantinopla, vindos a Roma para a Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. A visita já faz parte de uma tradição pois na Solenidade de Santo André, Padroeiro patriarcal, o Papa envia uma Delegação Vaticana à Sede do Patriarcado Ecumênico.
Raízes comuns
O Papa iniciou recordando que a presença da Delegação “é sinal da crescente comunhão que liga a Igreja Católica e o Patriarcado Ecumênico” e “recordar os Apóstolos, seus ensinamentos e seu testemunho significa recordar as raízes comuns”.
Depois o Papa falou que “se assiste a uma progressiva cegueira da fé cristã, que não influencia mais nas escolhas individuais e nas decisões públicas” e que “o desprezo da dignidade da pessoa humana, a idolatria do dinheiro, a difusão da violência, a absolutização da ciência e da técnica, a exploração desconsiderada dos recursos naturais são apenas alguns dos graves sinais de uma trágica realidade, à qual não podemos nos resignar”.
[ No decorrer dos últimos meses o Patriarcado Ecumênico e a Igreja Católica colaboraram em iniciativas ligadas a temas de grande importância, entre os quais a luta contra as novas formas de escravidão, a defesa da criação, a busca da paz. ]
O futuro não pertence à divisão, mas ao amor
Francisco disse também que concorda plenamente com as palavras do Patriarca Bartolomeuna sua recente visita a Roma ao participar do Simpósio internacional sobre “Novas políticas e estilos de vida na era digital”. “Rejeitemos a cínica frase ‘Não há alternativa’ […] É inaceitável que as formas alternativas de desenvolvimento e a força da solidariedade social e da justiça sejam ignoradas e caluniadas”. “Nas nossas Igrejas provamos a abençoada certeza de que o futuro não pertence ao “ter”, mas ao “ser”, não à “avareza”, mas ao “compartilhamento”, não ao individualismo e ao egoísmo, mas à comunhão e à solidariedade: não pertence à divisão, mas ao amor”.
Enfim o Papa agradece ao Patriarca por ter aceito o convite para o Encontro com os chefes das Igrejas e as comunidades cristãs do Oriente Médio em Bari, no próximo dia 7 de julho.
Fonte: Vatican News
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D. Angelo Becciu: nomeação cardinalícia “quase uma surpresa”
Entre os novos cardeais o atual Substituto da Secretaria de Estado, D. Angelo Becciu, que a partir do final de agosto será o Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos.
Dom Angelo Becciu será um dos cardeais nomeados neste Consistório de 28 de junho. Ao responder sobre a sua nomeação revelou como recebeu esta importante notícia. “Tradicionalmente os Substitutos se tornam cardeais”, disse D. Becciu, “mas com o Papa Francisco estes automatismos não são mais a regra. Vivi sete anos com tranquilidade sem pensar nisso. Todavia, na semana do anúncio do Consistório, o Papa falou-me sobre isso dizendo: eu vejo o senhor quase todos os dias, não pode ficar sabendo pela televisão”. Assim pediu para que eu “mantivesse o segredo”. “Por isso” – concluiu – foi “quase uma surpresa”.
A Igreja e a viagem da santidade
Ao falar sobre seu novo encargo – o de Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos – D. Becciu acrescentou: “Por que existe a Igreja? Não para criar um sistema de poder ou construir novas igrejas, mas para fazer viver a experiência da humanidade de Deus, para recordar que ela existe, e isso significa fazer dela experiência que nos transforma. Uma bela viagem que pode se concluir tornando-nos santos. A beleza que caracteriza este discastério consiste nisso, descobrir pessoas que viveram de maneira coerente e corajosa o Evangelho. Uma perspectiva interessante.
Os católicos e a política
D. Becciu falou também sobre a relação entre católicos e política: “Os católicos – afirmou – devem entender que o compromisso em política não é uma opção, mas deriva da sua missão de cristãos. Política é a forma mais alta de caridade, dizia Paulo VI. No sentido de serviço e dedicação pela transformação do país, é um dever e uma missão. E os católicos possuem uma riqueza de valores e de Doutrina social que não podem manter fechados em si mesmos, mas devem colocar à disposição, certos de que esta bagagem seja útil ao crescimento do país”.
Fonte: Vatican News
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Tempo de kairós: comunidades querem buscar caminhos
Encerrou-se nesta quarta-feira (27/06), o encontro do Grupo de Reflexão para o Sínodo Amazônico. Foi analisado o impacto do Documento Preparatório nas comunidades e os próximos passos. Até fevereiro de 2019, os bispos devem enviar suas sínteses à Secretara do Sínodo, no Vaticano.
Encerrou-se nesta quarta-feira (26-27/06), o encontro do Grupo de Reflexão para o Sínodo Amazônico, composto por 17 pessoas. Nesta reunião, foi analisado o impacto que o Documento Preparatório está tendo nas comunidades locais e os próximos passos a fim de lhe dar ainda mais ressonância e despertar o Povo de Deus para responder ao Questionário e dar suas sugestões e propostas.
O início do percurso de escuta
Até fevereiro de 2019, os bispos devem encaminhar suas sínteses à Secretara do Sínodo, no Vaticano. A partir deste material, será elaborado o Instrumento de Trabalho (Instrumentum laboris) para a Assembleia Especial do Sínodo, a se realizar em outubro de 2019.
A reunião em Brasília teve a participação de Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho (RO) e Presidente do Conselho Indigenista Missionário.
“ Este é um tempo de kairós. As comunidades querem buscar caminhos, novos caminhos, como diz o tema do Sínodo. Querem testemunhar a esperança e a certeza de que a vida é o grande dom de Deus e que deve ser cultivada e cuidada, seja a nossa como a do planeta ”
Já o padre salesiano Justino Sarmento Rezende, do povo tuyuka, nascido na região do Alto Rio Negro, garante que o Documento já foi difundido nas comunidades indígenas do Amazonas e agora será estudado nas Universidades, entre professores e alunos.
“ Estou esperançoso e feliz com o Documento Preparatório e tenho certeza que vai trazer muito bem à Igreja ”
Fonte: Vatican News
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Relatório: Casos de pedofilia ainda são ocultados em Igrejas alemãs
Nas Igrejas católica e evangélicas alemãs ainda existem estruturas que fazem com que seja possível a existência de abusos sexuais contra menores e a proteção dos que os cometem, segundo o relatório de uma comissão independente publicado nesta quarta-feira em Berlim.
Os membros da "Comissão de Estudo de Abusos Sexuais a Menores", uma entidade criada em 2016 por decisão do Bundestag (Câmara Baixa do Parlamento alemão), asseguram que em ambas Igrejas "existem ainda estruturas que fazem possível os abusos sexuais de menores e a proteção dos autores".
Por isso, agregam, "são impedidos o esclarecimento, estudo e prevenção" desses casos, agregaram os autores do relatório.
A presidente da Comissão, Sabine Andresen, lembrou a "responsabilidade especial" que ambas Igrejas têm em relação com esses crimes e a prevenção e que não fizeram "o suficiente". "As duas Igrejas não fizeram tanto como deveriam", acrescentou.
A Comissão manteve recentemente contatos com vítimas desses abusos e considera que, após escutá-los, as Igrejas têm que assumir uma "responsabilidade mais clara do que até agora fizeram" em relação com esses casos, segundo um comunicado que emitiu hoje.
Os autores do relatório criticam, além disso, os procedimentos "longos e pouco transparentes" que iniciaram para tratar com os casos de abusos sexuais a menores.
E consideram "importante para os afetados que haja um claro reconhecimento das culpas das Igrejas, assim como um debate permanente sobre as condições estruturais que permitiram os abusos".
Outro membro da Comissão, Heiner Keupp, lembrou o "enorme poder e influência" que as Igrejas têm sobre crianças e jovens e chamou seus responsáveis a fazer uma reflexão sobre a "dimensão ética" associada aos seus cargos.
Keupp acrescentou que a fim de acabar com a proteção concedida aos autores de abusos a menores, se deve deixar de dar primazia a certas normas da Igreja, como o segredo de confissão, sobre os direitos das crianças.
Por isso, pede um "exame crítico" do segredo de confissão para evitar que os autores dos abusos encontrem nele a proteção institucional que impede que esses casos sejam revelados.
Para o relatório publicado hoje, os membros da Comissão examinaram 22 casos relacionados com a Igreja evangélica e outros 43 vinculados à Igreja católica sobre a base de entrevistas confidenciais e respostas por escrito dos afetados.
Fonte: Catolicos
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Entidades católicas criticam visita de vice dos EUA a refugiados em Manaus
Entidades católicas que acolhem refugiados no Brasil divulgaram nota pública nesta quarta-feira (27) criticando a visita do vice-presidente americano, Mike Pence, a um abrigo de venezuelanos em Manaus.
Pence esteve na Casa de Acolhida Santa Catarina, centro humanitário que acolhe venezuelanos em Manaus, administrado pela Cáritas, ligada à Igreja Católica, e pelo Acnur, agência da ONU para refugiados.
"O Serviço Pastoral do Migrante Nacional, junto com Serviço Pastoral do Migrante da Arquidiocese de Manaus e Congregação Scalabriniana, religiosos e religiosas manifestam indignação e tristeza com a 'visita' do vice-presidente norte-americano, Mike Pence, que representa um governo que constrói muros, separa crianças de seus pais e que pretende se apresentar ao mundo como 'defensor de migrantes e refugiados'", dizia a nota. 
"Esse gesto do governo Trump está longe de ser humanitário e de preocupação com os direitos humanos e nos remete a uma política de controle e colonialismo constante dos EUA com a América Latina."
A entidade administra dois abrigos em Manaus, que acolhem 78 migrantes, e, em São Paulo, a Missão Paz, que tem hoje 107 refugiados (32 venezuelanos).
Na terça-feira (26), após reunião com o presidente Michel Temer em Brasília, Pence fez uma advertência dura à população da América Central, de onde sai a maioria dos imigrantes ilegais com destino aos EUA. "Para as pessoas da América Central, tenho um recado para vocês, do coração: queremos que suas nações prosperem e vocês não arrisquem suas vidas e as de seus filhos tentando vir para os EUA; se vocês não conseguem vir legalmente, não venham; cuidem de suas crianças e construam suas vidas em seus países de origem."
Ele também defendeu a política migratória de tolerância zero do governo Trump em relação aos imigrantes ilegais. 
"Quero dizer a todas as nações da região, com todo o respeito: da mesma maneira que os EUA respeitam suas fronteiras e sua soberania, insistimos em que vocês respeitem as nossas."
As pastorais dos migrantes, na nota, procuraram se distanciar da visita. 
"A presença do referido político em um abrigo da Igreja Católica em nenhum momento expressa aquilo que a Pastoral do Migrante Nacional local e a Congregação dos Scalabrinianos vivenciam em sua missão", diz a nota.
"Reafirmamos, neste sentido, nosso posicionamento por um mundo sem fronteiras, feito de encontros, de braços abertos e compartilhando a viagem como o próprio papa Francisco nos pede e propõe ao mundo".
Luiz Cláudio Lopes da Silva, o Mandela, diretor-executivo da Cáritas brasileira, que administra o abrigo visitado por Pence, disse que a entidade não apoia a política migratória americana, que não condiz com "o chamado do papa Francisco". 
"As famílias que estão chegando aos Estados Unidos precisam ser acolhidas da mesma maneira que as que chegaram no Brasil", disse Mandela.
"Nós não receberíamos em nossos abrigos um representante de um governo americano que faz uma política de criminalização de migrantes e separação de crianças", disse o padre Valdecir Molinari, que cuida do abrigo santo Antonio e da casa de zumbi em Manaus. 
"Eles vêm anunciar que estão dando US$ 10 milhões [R$ 38 milhões pela cotação atual] para ajudar os refugiados, mas, na realidade, é para garantir que esses refugiados não vão entrar nos EUA."
Fonte: Catolicos
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Media: Bispos ibéricos debatem «Os jovens e comunicação»
Comissões Episcopais das Comunicações Sociais encontram-se entre os dias 2 e 4 de julho
O encontro ibérico das Comissões Episcopais das Comunicações Sociais realiza-se de 02 a 04 de julho, na cidade da Maia (Diocese do Porto) e tem como tema «Os jovens e comunicação».
Neste encontro, Letizia Saberón, da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, e Joaquim Freitas, chefe-nacional adjunto do Corpo Nacional de Escutas (Portugal) vão refletir sobre «A Igreja Católica e os jovens: entre a relação pessoal e a comunicação institucional», refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
Esta iniciativa anual – um ano em Portugal e no outro em Espanha – reúne os elementos das comissões episcopais destes dois países.
A Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais de Portugal é composta por D. João Lavrador, D. Amândio Tomás, D. Pio Alves e D. Nuno Brás.
O secretário desta comissão é Paulo Rocha, diretor da Agência ECCLESIA, e o padre Américo Aguiar é o diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais.
Fonte: Agência Ecclesia
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Do dia 27/6/18
Encontro dos Religiosos Presbíteros debate sobre identidade e missão da vida consagrada
A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) assumiu, no Plano Trienal (2016-2019) entre as inúmeras atividades programadas, a realização do I Encontro Nacional dos Religiosos Consagrados Presbíteros. Com o tema “Religiosos Presbíteros: Identidade e Missão na Igreja do Brasil” e o lema “Não fostes vós que me escolhestes, eu vos escolhi” (Jo 15,16), uma das propostas é fortalecer a vivência de “relações humanizadas” para que os religiosos possam ser mais felizes e comprometidos com a missão.
A presidente da CRB, irmã Maria Inês afirma estar ciente de que os novos tempos continuam trazendo coisas novas à Vida Religiosa Consagrada. Ela também acredita que isso acaba trazendo desafios na busca de maior comunhão com Deus, com a criação e, sobretudo, na busca de melhores relações interpessoais, fora e principalmente dentro da vida comunitária.
“Sentimo-nos interpelados a incentivar, apoiar, propor e fortalecer iniciativas que nos ajudem na vivência de relações humanizadas, para que os religiosos possam ser mais felizes e comprometidos com a missão, deixando-se conduzir pelo novo que surge e aquece a Vida Religiosa Consagrada, por meio da cultura do encontro, da escuta e do diálogo com o diferente”, declara a irmã.
Impulsionada por tal motivação, a CRB convoca todos os religiosos consagrados presbíteros para participar do encontro, que se realizará de 10 a 13 de setembro, na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG). As inscrições são pagas e podem ser feitas até o dia 10 de agosto no site da CRB Nacional.
“A importância desse evento para a Vida Religiosa Consagrada é justamente aprofundar a reflexão da Vocação do Religioso Presbítero que muito poderá enriquecer a Igreja com os seus carismas especialmente na dimensão profética e missionária.  A Vida Religiosa Consagrada surgiu exatamente onde a vida mais clama,  onde a carência de Missionários se torna mais aguda e as fronteiras existenciais e geográficas mais pedem a presença da Igreja”, finaliza irmã Maria Inês.
Cronograma –  Como parte da programação do encontro além de motivações, orações e debates acerca do tema, os participantes também terão contato com quatro conferências. As duas primeiras serão realizadas no dia 11/07. A primeira terá início às 08h45 com o tema “O protagonismo da Vida Religiosa Consagrada na História da Evangelização do Brasil” e contará com a assessoria do frei Sandro da Costa. A segunda conferência será sobre “Vida Religiosa Consagrada, realidade estruturante da Igreja” e contará com a assessoria da irmã Anette Havenne, prevista para ocorrer às 14h30.
As duas últimas serão realizadas no dia 12/07. A primeira do dia, às 08h45 tem como tema “A Eclesiologia da Lumen Gentium e a contribuição do papa Francisco” e será assessorada pelo padre Mário França Miranda. Já a segunda acontecerá às 14h30 e tem como tema “Identidade e missão do religioso presbítero”, e será assessorada pelo padre Sérgio Carrara. Nos outros dias do evento também estão programados trabalhos em grupo. Fonte: CNBB
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Papa Francisco nomeia coadjutor para Nova Iguaçu (RJ)
O papa Francisco acolheu ao pedido do bispo da diocese de Nova Iguaçu, dom Luciano Bergamin, de poder contar com a colaboração de um coadjutor e nomeou nesta quarta-feira, 27, dom Gilson Andrade da Silva, transferindo-o do ofício de auxiliar da arquidiocese de Salvador, na Bahia. A notícia foi comunicada pela Nunciatura Apostólica no Brasil e publicada no Jornal “L’Osservatore Romano”, às 12h de Roma.
Biografia
Nascido no dia 11 de setembro de 1966, no Rio de Janeiro (RJ), dom Gilson Andrade da Silva recebeu a ordenação sacerdotal em 4 de agosto de 1991, na Catedral de Petrópolis (RJ). Entre os anos de 1985 e 1987 cursou Filosofia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino. Foi aluno do Colégio Eclesiástico Internacional Bidasoa (Pamplona – Espanha), onde fez o curso de bacharelado em Sagrada Teologia na Universidade de Navarra (Espanha), entre 1988 e 1991. É licenciado em Sagrada Teologia pela Pontifícia Università della Santa Croce (Roma – 1997-1999).
Foi vice-reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino (diocese de Petrópolis) de 1991 a 1997 e de 1999 a 2004, onde também foi professor. Ainda na cidade de Petrópolis, assumiu como vigário paroquial a Paróquia de Sant’Ana e São Joaquim entre 1991 e 1994. No ano de 2000 assumiu como professor o curso de Teologia e Filosofia na Universidade Católica de Petrópolis. Em 2004 tornou-se membro do Conselho Pastoral Diocesano e em 2005 membro da Equipe de Coordenação Diocesana do Plano Pastoral de Conjunto e da Missão Popular.
Entre os anos de 2004 e 2005, foi diretor do Instituto de Teologia, Filosofia e Ciências Humanas na Universidade Católica de Petrópolis. Também no ano de 2004 foi reitor do Seminário Diocesano de Petrópolis e coordenador da Pastoral da Juventude da Diocese de Petrópolis. A partir de 2006 tornou-se membro do Colégio de Consultores; e presidente da Associação Mantenedora das Faculdades Católicas Petropolitanas (UCP), em 2008.
Em 2011, foi nomeado pelo papa Bento XVI como bispo auxiliar da arquidiocese de Salvador. A ordenação episcopal aconteceu no dia 24 de setembro, em Petrópolis. A posse em Salvador aconteceu no dia 10 de outubro, na Catedral Basílica, localizada no Terreiro de Jesus.
Papa: os Mandamentos são um caminho de libertação
"Colocar a lei antes da relação com Deus não ajuda o caminho de fé", disse o Papa ao comentar o texto inicial do Decálogo.
Cerca de 15 mil fiéis enfrentaram o calor do verão romano para participar da Audiência Geral na Praça S. Pedro.
A primeira etapa da Audiência foi na Sala Paulo VI, onde os doentes foram acomodados justamente devido ao sol e ali puderam saudar o Pontífice. “O Senhor reserva um lugar especial no seu coração para quem apresenta qualquer tipo de deficiência e assim é para o Sucessor de São Pedro”, disse o Papa.
Já na Praça, Francisco deu continuidade ao ciclo sobre os Mandamentos, falando do texto inicial do Decálogo. Os Dez Mandamentos começam com a seguinte frase: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fiz sair do Egito, da casa da servidão” (Ex, 20,2).
Deus salva, depois pede
O Decálogo, explicou o Papa, começa com a generosidade de Deus. “Deus jamais pede sem dar antes. Primeiro salva, depois pede. Assim é o nosso Pai”, afirmou.
“Eu sou o Senhor teu Deus.” Há um possessivo, uma relação. Deus não é um estranho: é o teu Deus. Isso ilumina todo o Decálogo e revela também o segredo do agir cristão, porque é a mesma atitude de Jesus, que diz: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei” (Gv 15,9). Ele não parte de si, mas do Pai.
Quem parte de si mesmo….chega a si mesmo!
“Nossas obras podem ser uma falência quando partimos de nós mesmos e não da gratidão. E quem parte de si mesmo….chega a si mesmo! É incapaz de progredir, volta para si, é uma atitude egoísta.”
Antes de tudo, prosseguiu Francisco, a vida cristã é a resposta grata a um Pai generoso. Os cristãos que somente seguem “deveres” mostram que não têm uma experiência pessoal daquele Deus que é “nosso”. O fundamento deste dever é o amor de Deus Pai, que antes dá e depois manda. Colocar a lei antes da relação não ajuda o caminho de fé.
Caminho de libertação
“Como um jovem pode desejar ser cristão se o ponto de partida são obrigações, empenhos, coerência e não a libertação?”, questionou o Papa. Ser cristão é um caminho de libertação e os Mandamentos nos libertam do nosso egoísmo. A formação cristã não está baseada na força de vontade, mas no acolhimento da salvação. Primeiro salva no Mar Vermelho, depois liberta no Monte Sinai. A gratidão é um elemento característico do coração visitado pelo Espírito Santo, disse o Papa, propondo um “pequeno exercício em silêncio”.
“ Quantas coisas belas Deus fez por mim? Em silêncio, cada um responda. Essa é a libertação de Deus! ”
Clamar para ser socorrido
Todavia, pode acontecer que um cristão dentro de si encontre somente o sentido do dever, uma espiritualidade de servos e não de filhos. Neste caso, é preciso fazer como fez o povo eleito: devem clamar para que sejam socorridos.
A ação libertadora de Deus no início do Decálogo é a resposta a este clamor. Nós não nos salvamos sozinhos, mas de nós pode partir um pedido de ajuda. “Senhor, salve-me, indique-me o caminho, acaricie-me, dê-me um pouco de alegria.” Isso cabe a nós: pedir para sermos libertados.
O Papa então concluiu:
“Deus não nos chamou à vida para permanecer oprimidos, mas para ser livres e viver na gratidão, obedecendo com alegria Àquele que nos deu tanto, infinitamente mais daquilo que jamais poderemos dar a Ele. Isso é belo. Que Deus seja abençoado por tudo aquilo que fez, faz e fará em nós.”
Fonte: Vatican News
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Papa Francisco e os três critérios da reforma: tradição, atualização e coordenação
Entrevista com Dom Marcello Semeraro, Secretário do Conselho dos Cardeais sobre os primeiros 5 anos de trabalho do organismo criado pelo Papa Francisco para ajudá-lo na tarefa da reforma da Cúria Romana.
No final da última reunião do Conselho dos Cardeais, em 13 de junho passado, foi publicado um documento sobre o processo de reforma da Cúria Romana. Entre os pontos evidenciados no texto chama a atenção: o princípio inspirador, ou seja, o missionário, e três critérios para a reforma, a tradição, a atualização e a coordenação. Com relação aos resultados alcançados pelo Conselho nestes últimos cinco ano de trabalho e sobre as perspectivas para o futuro, Vatican News entrevistou D. Marcello Semeraro, bispo de Albano e secretário do Conselho dos Cardeais.
D. Semeraro, o que mais lhe chama atenção no caminho percorrido até hoje, considerando que o senhor participa deste o início com um papel bastante significativo…
R. O que sempre me surpreendeu positivamente é a total disponibilidade dos cardeais membros do Conselho em ajudar o Papa a encaminhar o processo da reforma da Cúria. Todavia, gostaria de esclarecer que a Cúria, sendo um instrumento de serviço, é uma realidade que deve estar sempre em processo de reforma, de adaptação, para poder corresponder melhor às necessidade da Igreja.
Fala-se de “lentidão” deste processo e também de “mudança de rota”. Como o senhor avalia essas observações ?
R. Quanto à lentidão, informaram-me que o processo de elaboração da Pastor bonus(Constituição Apostólica aprovada por João Paulo II em 1988, ndr.) durou mais ou menos o tempo deste nosso trabalho, ou seja, cinco anos. A diferença é que, provavelmente, o processo atual, em suas várias etapas, é acompanhado de perto pela mídia, por briefing e as informações dadas pela Sala de Imprensa. Portanto, não sendo um trabalho secreto, mas acompanhado passo a passo pela mídia, pode dar a ideia de uma lentidão no processo. Mas, em tempos de pressa e excessivas acelerações, faria um elogio à lentidão! Lentidão não significa preguiça ou outra coisa: lentidão significa ponderação. Por outro lado, diria que não há mudança de rota.
“ O Conselho dos Cardeais trabalhou com ponderação mas sem mudança de rota ”
O Conselho dos Cardeais fez mais de 100 reuniões oficiais. Como se desenvolveu o modo de trabalhar ao longo destes cinco anos?
R. – Usa-se o critério da consulta: consulta sobre as várias realidades interessadas. Em primeiro lugar, foram consultados os chefes de Dicastérios, os responsáveis dos vários departamentos da Cúria Romana, pois era o primeiro ponto de interesse. Neste aspecto já foram feitas modificações, embora a opinião pública se concentre em alguns aspectos econômicos-administrativos. Poderia lembrar, por exemplo, a instituição da Terceira Sessão que intervém na Secretaria de Estado. Também sobre o trabalho nas traduções e nas adaptações dos livros litúrgicos feitos através da Congregação para o Culto Divino. Neste sentido, o processo de reforma da Cúria não é um projeto, mas é um processo que está sendo realizado em questões importantes e que provavelmente não chamam atenção da opinião pública, como atraem as questões econômicas ou um balanço da Santa Sé.
Trabalhando tão próximo do Papa Francisco, como o senhor descreveria o seu modo de participar das reuniões do Conselho? O que o Papa mais quer nestas reuniões?
R. Em um discurso muito importante feito por ocasião do 50º aniversário da Instituição do Sínodo dos Bispos, o Papa disse que a sinodalidade começa com a escuta e depois esclareceu que deve ser uma escuta recíproca. O estilo do Papa com o qual ele está presente às reuniões é fundamentalmente este. O Santo Padre não quis fazer um discurso oficial nem mesmo na reunião inaugural do Conselho dos Cardeais, ao invés, quis ouvir logo o resultado do trabalho dos cardeais nos meses anteriores. E recordo que na época havia mais de 100 dossiês para serem examinados e organizados para o arquivo. A escuta, as palavras ditas com discrição assim como as respostas dadas pelo Papa quando pedem seu parecer… Falo de discurso discreto no sentido de que a discrição é característica da virtude da prudência que é a virtude – segundo o clássico esquema de Santo Tomás – de quem governa.
“ Sinodalidade, escuta, discernimento: assim governa Papa Francisco ”
Portanto a escuta é o que mais caracteriza o Santo Padre no trabalho de discernimento...
R. – O discernimento não começa com as decisões já tomadas. Dialoga-se procurando se colocar na perspectiva do outro. Obviamente isso requer muito mais desgaste do que avaliar ou assumir um voto de maioria ou de minoria. O Conselho dos Cardeais normalmente submete ao voto dos presentes, todas as deliberações, mesmo se foram votada pelos presentes, em vários pontos qualificadores. Quando não se atinge a unanimidade – ou diríamos – a maioria qualificadora de 8 votos de 9 – quando não há esta unanimidade qualificadora, o Conselho volta a refletir sobre a questão.
Agora há um esboço da Constituição Apostólica Praedicate Evangelium. Quais são os próximos passos previstos para este processo da reforma? O Papa já falou sobre o futuro deste Conselho que o ajuda há mais de cinco anos?
R. Inicialmente o Conselho dos Cardeais foi instituído pelo Papa não exatamente para a reforma da Cúria Romana. Foi criado como grupo para aconselhá-lo no governo da Igreja universal e, como emergiu esta questão nos encontros pré-conclave, serviu também para estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica. Portanto, quando atingirá o objetivo de propor o texto da Constituição ao Santo Padre, o Conselho continuará suas atividades precedentes. Provavelmente, e isto eu não sei, com outro ritmo de trabalho… Este organismo é confiado principalmente ao critério do Papa, portanto pode convocá-lo quando considerar necessário. Quanto à reforma da Cúria, o Conselho dos Cardeais criou um esboço de proposta. Nos próximos meses este esboço será trabalhado, refinado e reorganizado de modo que o Papa receba um texto mais homogêneo no equilíbrio e na linguagem. E assim, como foi feito pela Pastor bonus, a intenção do Santo Padre é a de encaminhar uma consulta sobre os organismos. Acredito que serão, sem dúvida, os Dicastérios da Cúria Romana e outras realidades a critério do Papa.
Então podemos dizer que daqui alguns meses, talvez setembro, haverá uma definição?
R. No mês de setembro, este é o objetivo, será dado ao Papa um texto homogêneo que na realidade já foi completado, durante estes encontros, como foi dito também no comunicado. 
Fonte: Vatican News
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Encontro em Sofia entre o cardeal Kasper e o patriarca Neofit
O núncio apostólico na Bulgária e Macedônia, arcebispo Anselmo Guido Pecorari, acompanha o cardeal Walter Kasper nesta viagem à Bulgária, organizada para coincidir com a festa dos Santos Pedro e Paulo.
Os problemas da Europa da migração ao respeito pela dignidade humana, o papel da família - núcleo de qualquer sociedade -, as tradicionais boas relações entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. Estes foram alguns dos temas que nortearam o encontro realizado na segunda-feira, 25, entre o patriarca da Bulgária, Neofit, e o cardeal Walter Kasper, presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
O purpurado está em Sofia para uma visita de alguns dias, durante a qual se reunirá representantes de instituições, com o Grão mufti Mustafa Hadzi, visitará a sinagoga e diversas igrejas católicas na capital, além de encontros com os protestantes e armênios.
Participaram entre outros do encontro com o patriarca Neofit, o metropolita para a Europa Ocidental e Central, Anthony, e o núncio apostólico na Bulgária e Macedônia, arcebispo Anselmo Guido Pecorari, que acompanha o cardeal Kasper nesta viagem, organizada para coincidir com a festa dos Santos Pedro e Paulo.
O purpurado - informa o Patriarcado em um comunicado - levou a Neofit as saudações do Papa Francisco, e recordou "os santos e a história compartilhada no primeiro milênio", bem como a troca de relíquias (como a de São Dasio, doada por João Paulo II ao Patriarca Maxim, em 24 de maio de 2002.
Fonte: Vatican News
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Indígenas brasileiros levam sua voz ao Vaticano
Evento ‘Metas do Desenvolvimento Integral e Povos Indígenas’, na Academia de Ciências Sociais, é ocasião para apresentar o Sínodo Pan-amazônico e dar visibilidade à questão indígena.
Indígenas do Brasil, em especial do Amazonas, estão participando nos dias 27 e 28 de junho do evento ‘Metas de Desenvolvimento Integral e Povos Indígenas’, promovido pelo movimento ‘Ética em Ação por um Desenvolvimento Sustentável e Integral’. O encontro, reunindo líderes religiosos, teólogos, acadêmicos, empresários e profissionais do setor do desenvolvimento integral, se realiza na Casina Pio IV, sede da Pontifícia Academia das Ciências, no Vaticano.
Sínodo Pan-amazônico e ação da Igreja em destaque
Depois da apresentação do arcebispo Dom Marcelo Sanchez Sorondo, Presidente da Academia, o economista Jeffrey Sachs, professor e analista do desenvolvimento global, fez um acompanhamento dos encontros anteriores. A seguir, o cardeal italiano Lorenzo Baldisseri, Secretário-geral do Sínodo dos Bispos, fez um painel ilustrando o Documento Preparatório do Sínodo Pan-amazônico, e deu relevância à presença e ação da Igreja Católica junto aos povos indígenas na Amazônia.
Estão participando deste evento indígenas do Brasil e de modo especial, do Amazonas. Os povos do Rio Negro estarão representados por Marivelton, da etnia Baré, atual presidente da FOIRN - Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro. Ele traz ao Papa Francisco uma carta da Diocese de São Gabriel da Cachoeira e um presente oferecido pelo bispo, Dom Edson Damian.
Confira acima o seu testemunho ao Vatican News.
Fonte: Vatican News
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Ganha força iniciativa ecumênica pelo cuidado da criação
A iniciativa do patriarca ecumênico Dimitrius l em 1989, de dedicar um dia de oração pela criação, ganha cada vez mais adeptos entre as diferentes Confissões crisãs, especialmente em função do agravamento da crise ambiental.
É cada vez mais urgente que o testemunho da fé cristã também se traduza em ações corajosas para proteger e defender a natureza da exploração descontrolada e das consequências nefastas das mudanças climáticas.
É o que reiteram nove líderes e representantes de diferentes tradições cristãs, em uma carta divulgada em vista do "Tempo da Criação", uma iniciativa que se realizada anualmente de 1º de setembro  a 4 outubro.
O primeiro signatário é o arcebispo Job de Telmessos, representante do Patriarcado de Constantinopla no Conselho Mundial de Igrejas (CMI). O próprio patriarca ecumênico Bartolomeu I, há tempos vem se empenhando no campo da defesa da criação, a ponto de ser chamado pela mídia como “patriarca verde”.
Ao apresentar a iniciativa, os signatários convidam os fiéis de todo o mundo para participar ativamente, com gestos e ações conscientes. "Com o agravamento da crise ambiental, nós cristãos somos chamados com urgência a testemunhar a nossa fé, colocando em prática ações para preservar o dom que nós compartilhamos", lê-se no documento divulgado no site do CMI.
Esta é a primeira declaração conjunta de apoio ao "Tempo da criação", assinada por representantes de todas as principais denominações cristãs. "Sinal - destaca Riforma.it – de que a questão ambiental tornou-se uma expressão essencial do viver a fé."
Disto o convite para se unir à iniciativa, no "sincero desejo de proteger a criação e todos aqueles que a compartilham" e a "caminhar juntos", como irmãos na fé, para concretizar gestos de responsabilidade ambiental.
A iniciativa, como mencionado, terá início em 1º de setembro,  dia de oração dedicado ao cuidado da criação, instituído pelo patriarca ecumênico Dimitrius l, em 1989.
Nos anos sucessivos, a iniciativa ultrapassou o ambiente ortodoxo e muitas Igrejas cristãs começaram a celebrar este tempo, estendendo-o até o dia 4 de outubro,  dia em que a Igreja Católica celebra São Francisco de Assis.
Em 2015, o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial de Oração pelo cuidado da criação, para coincidir precisamente com o mesmo dia instituído pela Igreja Ortodoxa.
Entre os outros signatários do documento, incluem-se o primaz da Comunhão Anglicana, Justin Welby, o secretário-geral do CMI, Olav Fykse Tveit, o secretário-geral da Federação Luterana Mundial, Martin Junge, o Cardeal Peter Turkson, prefeito da Congregação para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
Fonte: Vatican News
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RDC: bispos lançam apelo para salvar milhares de crianças da fome
Bispos do Kasai denunciam que milhares de crianças sofrem de desnutrição grave, enfatizando que a insegurança e a violência ligadas ao movimento de guerrilha Kamuina Nsapu tem causado uma grave crise humanitária na região. A situação tende a se agravar com a chegada da estação seca.
Mais de 770.000 crianças com menos de cinco anos sofrem de desnutrição grave no centro da República Democrática do Congo.
A denúncia é dos bispos do Kasai, que citam as estatísticas publicadas recentemente pelo UNICEF. Os bispos enfatizam que a insegurança e a violência ligadas ao movimento de guerrilha Kamuina Nsapu, tem causado uma grave crise humanitária na região.
As dioceses envolvidas são a Arquidiocese de Kananga e as Dioceses de Luiza, Luebo e uma parte daquela de Mweka. Durante as suas visitas pastorais, os bispos locais constataram pessoalmente o drama humanitário e o grave estado de desnutrição das populações.
"O fenômeno (da desnutrição) é claramente visível nos territórios de Dibaya, Dimbelenge, na própria cidade de Kananga, bem como no território de Kazumba, abrangendo a Diocese de Luiza e Luebo. Em Kananga, várias paróquias recebem as crianças desnutridas", disse Dom Marcel Madila, arcebispo de Kananga.
O prelado lançou um apelo pedindo "uma intervenção urgente e massiva, porque está começando um período difícil, a estação seca. Se as crianças não forem assistidas agora, existe o risco de haver milhares de mortes".
O Focal Point de Kasai da Caritas Congo, está trabalhando em conjunto com as 8 Caritasdiocesanas da Província eclesiástica de Kananga, para preparar um plano de resposta para esta crise, cujos efeitos serão provavelmente piores do que a epidemia de Ebola.
"A desnutrição está destinada a agravar-se com o início da estação seca, período em que geralmente há uma escassez de alimentos nas famílias", afirmou Emmanuel Mbuna, coordenador nacional do Departamento de emergência da Caritas Congo.
Kamuina Nsapu é um líder tradicional do território de Dibaya, a 75 km a sudeste de Kananga, a capital de Kasai Central, morto em 12 de agosto de 2016, durante uma operação militar realizada pelas forças de segurança.
Seus seguidores se organizaram em milícias e passaram a atacar não apenas os militares, mas também a população civil. A revolta também se espalhou rapidamente para várias outras províncias vizinhas, como o Kasai Oriental, Kasai e Lomami, fazendo com que os habitantes de várias aldeias fugissem. Fonte: Vatican News
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Centenas de fiéis peregrinam pela unidade da Igreja na China
Poucos dias antes da Solenidade de São Pedro e São Paulo, centenas de fiéis chineses realizaram uma peregrinação para pedir a intercessão dos dois apóstolos pela unidade da Igreja no país.
Segundo informou a agência vaticana Fides, os fiéis pertencem à paróquia de Hou Ba Jia, dedicada a São Miguel, perto de Pequim.
A peregrinação começou na manhã de sábado, 23 de junho, e terminou no dia seguinte, na festa de São João Batista, no santuário dos mártires de Zhu Jia He, localizado na cidade de Hebei.
Fides indicou que este templo é “muito especial para os católicos chineses, devido ao testemunho do martírio de fé e amor a Cristo dos missionários franceses São Leão Inácio Mangin e São Paulo Denn”.
Em julho de 1900, estes dois missionários acolheram milhares de mulheres e crianças que fugiram da perseguição perpetrada durante a Revolta de Boxers, também conhecida como a Revolta de Yihequan.
Quando os boxers atacaram a igreja onde estavam reunidos, Pe. Mangin deu a absolvição a todos os presentes. Quando os atacantes entraram no templo, assassinaram Pe. Denn, que estava distribuindo a Comunhão, e todos os fiéis. Em seguida, queimaram o local.
São Leão Inácio Mangin e 55 companheiros mártires do massacre de Zhu Jia foram canonizados por João Paulo II em 2000. No lugar do martírio foi construído o santuário atual, onde os católicos da paróquia de Hou Ba Jia realizaram a sua peregrinação.
A agência Fides informou que a iniciativa foi convocada através do Wechat, uma das redes sociais mais utilizadas pelos jovens na China.
A comunidade paroquial é muito jovem e ativa. Realizam atividades como catequese, cursos de formação para crianças e casais jovens, acampamentos e peregrinações.
As relações diplomáticas entre a China e o Vaticano se romperam em 1951, dois a