Informativo Diocesanos

Informativo Diocesano
20/05/2018
DIOCESE DE EREXIM
SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL
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Fone/Fax: (54) 3522-3611
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Ano 22 – nº. 1.161 – 20 de maio de 2018 

Agenda do Bispo: - Neste domingo, às 10h, crismas na comunidade Santo André Bobola, Centenário, paróquia N. Sra. do Monte Claro, Áurea.
- De segunda a sexta-feira, retiro com os padres na casa de cursos e espiritualidade Recanto Medianeira dos irmãos maristas, em Veranópolis.
- Domingo, às 09h30, por representante, oficialização de ministros e renovação de mandato de outros na comunidade da sede paroquial Santa Isabel da Hungria, Três Arroios; às 10h, Crismas na igreja da sede paroquial Nossa Senhora Medianeira, Barra do Rio Azul.

Agenda Pastoral: - Neste domingo, solenidade de Pentecostes – conclusão da Semana de Oração pela Unidade Cristã - coleta para os projetos missionários Sul 3-Moçambique e Amazônia.
- Terça-feira, às 19h30, reunião da Área Pastoral de Gaurama em Veranópolis, no retiro dos padres.
- Quarta-feira, das 08h30 às 16h, no Centro Diocesano, Oficina para coordenadores paroquiais da pastoral da criança.
- Quinta-feira, às 19h, reunião do Setor das Pastorais Sociais, no Centro Diocesano.
- Sexta-feira, às 14h30, encontro de oração do Apostolado da Oração das Paróquias de Erechim, na igreja São Pedro.
- Sábado, das 13h30 às 17h, no Centro Diocesano, encontro de líderes de grupos da Infância e Adolescência Missionária; 8º Simpósio da Pastoral Familiar, em Aparecida, SP.
- Domingo, solenidade da Santíssima Trindade - 13h30, encontro de formação para os religiosos do Núcleo dos Religiosos da Diocese de Erexim, no Colégio Franciscano São José, sobre o Protagonismo dos leigos na Igreja, com assessoria da Comissão Diocesana de Leigos e Pe. Maicon Malacarne; às 19h30, 3ª reunião Equipe Vocacional, em Barão de Cotegipe; 10ª Peregrinação Nacional da Pastoral Familiar, em Aparecida SP.

Nova celebração litúrgica de Nossa Senhora no Calendário da Igreja Católica: Através de Decreto da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos do dia 03 março deste ano, o Papa Francisco determinou a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral. Esta memória deve ser celebrada todos os anos na segunda-feira depois de Pentecostes. Portanto, nesta segunda-feira pela primeira vez. O mencionado Decreto apresenta também o objetivo desta nova celebração litúrgica: favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana. Documento do Concílio Vaticano II acentua que a Igreja católica, instruída pelo Espírito Santo, com afeto de piedade filial, venera Maria como uma mãe amantíssima. Em 21 de novembro de 1964, ao promulgar Documento do mesmo Concílio, o Papa Paulo VI, que será canonizado em breve, proclamou solenemente o título de Mãe da Igreja a Nossa Senhora e todos os presentes acolheram a proclamação com muitos aplausos. 

Iniciada preparação da Romaria de Fátima deste ano: A equipe de liturgia da Romaria de Fátima realizou reunião na noite de segunda-feira, no Seminário de Fátima, dando início à preparação do grande evento da devoção popular da Diocese de Erexim neste ano. No início da reunião, foi retomada a avaliação da 66ª Romaria, a do Centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, no ano passado. Depois, Pe. Clair Favreto, Reitor do Seminário Maior São José da Diocese de Erexim em Passo Fundo, novo coordenador da equipe, recordou o tema e o lema das últimas cinco Romarias e apresentou principais eventos deste ano em nível de Igreja e de sociedade em geral, a serem levados em conta na definição do tema e do lema da 67ª Romaria de Fátima, no dia 14 de outubro, com a novena iniciando no dia 05 daquele mês. A partir deste panorama, os participantes levantaram sugestões para formulação do tema e do lema da próxima Romaria. Em nova reunião, deverão chegar à formulação final dos mesmos, levantar sugestões para o cartaz e para os enfoques de cada dia da novena, a serem apresentados na reunião do Conselho Diocesano de Pastoral no dia 30 de junho. 

Coordenadoras paroquiais de Catequese refletem natureza e missão dos leigos e leigas: Representantes paroquiais do setor de Animação Bíblico-catequética de 28 das trinta Paróquias da Diocese de Erexim participaram de reunião nesta segunda-feira, no Centro de Pastoral e Administração. Após a oração inicial, Luís Tomazelli, de Barão de Cotegipe, da Comissão Diocesana de Leigos apresentou atividades desenvolvidas e a serem efetuadas pela mesma. Entre elas, o encontro diocesano de leigos, no encerramento do Ano Nacional do Laicato, no dia 25 de novembro, no Salão da URI. Pe. Maicon Malacarne, coordenador diocesano de pastoral, aprofundou a vocação e missão dos leigos e das leigas, sua espiritualidade, seu papel na Igreja e na sociedade, sendo sal da terra e luz do mundo. Na parte final do encontro, foram desenvolvidas dinâmicas sobre o diálogo numa catequese que possibilite ao catequizando adesão consciente e comprometida a Jesus Cristo.

Padres e leigos das Paróquias de Erexim refletem Pastoral do Batismo: Mais de 20 leigos, 6 padres, 4 diáconos e um seminarista se reuniram na noite de quinta-feira no salão de eventos da sede paroquial São Pedro de Erexim para refletir sobre a Pastoral do Batismo. No início, Pe. Maicon Malacarne, Coordenador Diocesano de Pastoral e Pároco da Paróquia N. Sra. Aparecida, Bairro Bela Vista, fez explanação ressaltando que a preparação ao Batismo deve ser vista na perspectiva da Iniciação à Vida Cristã e que ela inicia com o acompanhamento às mães gestantes, no itinerário da fé, na caminhada da vida cristã, que se prolonga pela vida toda, conclui-se na morte. Assim, a catequese vai do ventre materno ao ventre da terra. Segundo Pe. Maicon, a Pastoral do Batismo na perspectiva da Iniciação à Vida Cristã no espírito catecumenal tem 4 passos: visita e encontro com as mães gestantes; encontro na comunidade de caráter vivencial, orante, mistagógico, isto é, de iniciação aos mistérios da fé; momento do Batismo, com solenização dos seus diversos ritos; momento pós-Batismo, com novo contato com as famílias e celebração com todas as que batizaram crianças num determinado espaço de tempo, num ano, meio ano. Os  participantes interagiram com diversas colocações e  também questionamentos. Novos encontros serão realizados para a realização deste projeto.

Diocese de Erexim realiza encontro de formação e espiritualidade para secretárias paroquiais: A Diocese de Erexim reuniu secretárias e secretários das Paróquias, da Cúria Diocesana e Seminário de Fátima para formação e espiritualidade no dia 10, no Seminário e Santuário de Fátima. No início do encontro, depois do momento de oração, Dom José dirigiu sua palavra a todos, enfatizando a importância e a missão do e da secretária de instituição da Igreja. Servidores das pessoas, não realizam apenas um trabalho burocrático, mas uma verdadeira missão, sendo presença de fé. Em seguida, a psicóloga clínica e organizacional, Liseane Madalozzo, refletiu com o grupo a dimensão de serviço missionário à comunidade da secretaria paroquial. Neste serviço, a pessoa desenvolve uma forma de anúncio da Palavra de Deus. Ela revela o perfil da Paróquia. Tem um compromisso de sigilo, de confiança, com uma postura profissional e missionária. Ela está aí em nome de Deus. Em continuidade, o grupo participou da celebração eucarística no Santuário, presidida por Dom José e concelebrada pelo Pe. Cleocir Bonetti, Vigário Geral da Diocese e Coordenador da Cúria Diocesana. Após o almoço, em clima de integração, Pe. Bonetti e membros da Cúria Diocesana abordaram diversas questões práticas do serviço na secretaria paroquial e no Centro Diocesano. Pe. Bonetti coordenou a avaliação do dia. Depois, no Santuário, conduziu momento de oração a Nossa Senhora e invocou a bênção sobre todos. 

Encontros nacionais da família em Aparecida: O Santuário Nacional de Aparecida acolherá famílias de todo o Brasil nos dias 26 e 27 deste mês que participarão do 8º Simpósio e 10ª Peregrinação Nacional da Família.  Os eventos são organizados pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e Comissão Nacional da Pastoral Familiar e vão refletir a mesma temática do IX Encontro Mundial das Famílias, de 22 a 26 de agosto próximo, na Irlanda, “O Evangelho da família, alegria para o mundo”. Nestes encontros, as famílias serão convidadas a refletir sua missão de testemunhar e transmitir a vida que receberam do Cristo Ressuscitado, como verdadeiro dom, para que elas possam enfrentar com coragem as dificuldades do mundo atual e possam levar a bom termo a própria vocação de ser “sal da terra e luz do mundo”.

Falece ex-reitor do Santuário da Salette de Marcelino Ramos: Às 17h30 desta quinta-feira, faleceu Pe. Arlindo Daga Fávero, depois de 40 dias hospitalizado, 30 deles em coma. Ele teve problemas renais e cardíacos. Inicialmente, foi internado no Hospital Santa Terezinha de Erechim e depois no Hospital da Cidade em Passo Fundo, onde veio a falecer. Pe. Arlindo nasceu no dia 04 de setembro de 1944, em Marcelino Ramos. Assumiu a vida religiosa saletina pelos votos de pobreza, castidade e obediência no dia 06 de janeiro de 1964 e foi ordenado presbítero no dia 03 de janeiro de 1971. Por 36 e seis anos, foi reitor do Santuário da Salette. Por muitos anos, foi também Diretor da Revista Salette. Foi substituído nas duas funções no início deste ano e passaria a residir em Curitiba, PR.
O corpo do Pe. Arlindo será velado no Santuário da Salette em Marcelino Ramos a partir da madrugada desta sexta-feira, 18. A missa de corpo presente será às 16h, no mesmo local, seguindo-se o sepultamento no cemitério de Marcelino Ramos.

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Informações da semana
Do dia 17/5/18
Concluído encontro do Papa com bispos chilenos. Francisco entregou-lhes uma carta
Na missiva aos bispos chilenos o Papa lhes agradece por terem acolhido o convite para que, juntos, "fizéssemos um discernimento franco face aos graves fatos que prejudicaram a comunhão eclesial e debilitaram o trabalho da Igreja do Chile nos últimos anos".
Encerrou-se às 18h40 locais desta quinta-feira (17/05), o último dos quatro encontros que o Santo Padre teve no Vaticano com os 34 bispos chilenos. É o que informa uma declaração do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke. Ao concluir este período de discernimento e encontro fraterno, o Papa Francisco entregou a cada um de seus irmãos no episcopado a carta que transcrevemos a seguir:
Queridos irmãos no episcopado,
Quero agradecer-lhes por terem acolhido o convite para que, juntos, fizéssemos um discernimento franco face aos graves fatos que prejudicaram a comunhão eclesial e debilitaram o trabalho da Igreja do Chile nos últimos anos.
À luz dos acontecimentos dolorosos concernentes aos abusos – de menores, de poder e de consciência –, temos aprofundado a gravidade dos mesmos bem como as trágicas consequências que tiveram particularmente para as vítimas. A algumas delas eu mesmo pedi perdão de coração, a cujo pedido vocês se uniram numa só vontade e com o firme propósito de reparar os danos causados.
Agradeço-lhes a plena disponibilidade que cada um manifestou para aderir e colaborar em todas aquelas mudanças e resoluções que teremos que tomar a curto, médio e longo prazos, necessárias para restabelecer a justiça e a comunhão eclesial.
Depois destes dias de oração e reflexão os convido a seguir construindo uma Igreja profética, que sabe colocar no centro o importante: o serviço a seu Senhor no faminto, no preso, no migrante, na vítima de abuso.
Por favor, não se esqueçam de rezar por mim.
Que Jesus os abençoe e a Virgem Santa os proteja.
Fraternalmente,
FRANCISCO
Fonte: Vatican News
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Papa a embaixadores: acolher os que fogem da guerra e da fome
“Ninguém pode ignorar a nossa responsabilidade moral de desafiar a globalização da indiferença, o fingimento diante de situações trágicas de injustiça que exigem uma resposta humanitária imediata", disse o Papa.
O Papa Francisco recebeu, nesta quinta-feira (17/05), na Sala Clementina, no Vaticano, os embaixadores da Tanzânia, Lesoto, Paquistão, Mongólia, Dinamarca, Etiópia e Finlândia junto à Santa Sé, para a apresentação de suas credenciais.
Em seu discurso, o Santo Padre ressaltou que o “trabalho paciente da diplomacia internacional na promoção da justiça e da harmonia no concerto das nações se baseia na convicção partilhada da unidade de nossa família humana e da dignidade inata de cada um de seus membros”.
Desenvolvimento integral
“Por esta razão, a Igreja está convencida de que o objetivo de toda atividade diplomática deve ser o desenvolvimento integral de cada pessoa, homem e mulher, criança e idoso, e o das nações dentro de uma quadro global de diálogo e cooperação a serviço do bem comum.”
Recordando que, este ano, celebram-se os setenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pelas Nações Unidas, o Papa frisou que este “deveria servir de apelo por uma espírito renovado de solidariedade aos nossos irmãos e irmãs, especialmente os que sofrem os flagelos da pobreza, doença e opressão”.  
Fingimento diante de situações trágicas
“Ninguém pode ignorar a nossa responsabilidade moral de desafiar a globalização da indiferença, o fingimento diante de situações trágicas de injustiça que exigem uma resposta humanitária imediata.”
Francisco recordou aos embaixadores que o “nosso tempo é um período de mudanças históricas que requer a sabedoria e o discernimento de todos aqueles que se preocupam com um futuro pacífico e próspero para as gerações futuras”.
“Espero que a sua presença e atividade dentro da comunidade diplomática junto à Santa Sé contribuam para o crescimento do espírito de colaboração e participação recíproca, essencial em vista de uma resposta eficaz aos desafios radicais de hoje.”
Acolher os que fogem da guerra e da fome 
O Papa frisou que a Igreja, por sua vez, “promove todos os esforços para cooperar, sem violência e sem engano, na construção do mundo num espírito de fraternidade e paz”.
O Santo Padre recordou aos embaixadores que “dentre as questões humanitárias mais urgentes que a comunidade internacional enfrenta está a necessidade de acolher, proteger, promover e integrar os que fogem da guerra e da fome ou são obrigados pela discriminação, perseguição, pobreza e degradação ambiental a deixar suas terras.”
“Como tive a oportunidade de reiterar em minha mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, esse problema tem uma dimensão intrinsicamente ética que transcende as fronteiras nacionais e concepções limitadas sobre a segurança e o interesse próprio”. Fonte: Vatican News
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Os danos ambientais da mineração
O Vatican News contatou Frei Rodrigo Péret, que faz um quadro da situação em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, onde existe o risco de um colapso social e ambiental.
O Grupo de Trabalho (GT) da Mineração, criado pelo Conselho Permanente no âmbito da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniu-se, pela primeira vez neste ano, na semana passada, com a tarefa de pensar um conjunto de ações para 2018.
O foco do trabalho do grupo, segundo Dom Sebastião Lima Duarte, o bispo de Caxias (MA) e presidente do GT da Mineração, é conhecer melhor a realidade e os impactos da mineração no Brasil. Segundo ele, realidade pouco conhecida ainda pela própria Igreja no Brasil.
Os danos ambientais da mineração
Remoção da vegetação, poluição dos recursos hídricos pelos produtos químicos utilizados na extração de minérios, contaminação de águas superficiais pelo vazamento direto dos minerais extraídos ou seus componentes, como o petróleo: são apenas os prejuízos ambientais causados pela extração descontrolada no território.
O impacto social
Quando a mineração se instala em uma cidade, as consequências são imediatas. A população aumenta desordenadamente, com trabalhadores atraídos pela ilusão do emprego fácil. Os problemas de transporte, moradia, educação e saúde pública se agravam. O setor da mineração é o primeiro em acidentes de trabalho e todos os anos são registrados acidentes fatais.
Papel do GT
Dom André de Witte, bispo de Rui Barbosa (BA), Presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que também acompanha o trabalho do GT da Mineração da CNBB, destaca que quem vê a realidade do ponto de vista do trabalho de Evangelização de uma conferência e da perspectiva de Jesus que veio para que todos tivessem vida, é necessário combater os projetos que ameaçam a vida.
“Estes estão chegando, como rolo compressor, na realidade dos pequenos que sofrem e perdem condições, um exemplo é Mariana e a morte do Rio Doce”, disse.
As exortações do Papa Francisco e suas propostas de preocupação com a casa comum contribuem para dar o rumo e o horizonte de atuação da Igreja neste campo, aponta o bispo.
Minas Gerais e Rio Grande do Sul
O Vatican News contatou Frei Rodrigo Péret, membro do Grupo de Trabalho da CNBB e da Comissão Pastoral da Terra de Uberlândia (MG), que nos faz um quadro da situação em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, onde existe o risco de um colapso social e ambiental, afetando comunidades tradicionais, pescadores e agricultores.
Após 2 anos e meio do desastre de Mariana, ainda não é conhecida a dimensão de seu impacto ambiental e junto às comunidades
“Muitas famílias vivem sem água. Crimes ambientais continuam a ser denunciados, inclusive junto ao Alto Comissariado das Nações Unidas. Quem sofre são sempre os trabalhadores”. Fonte: Vatican News
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Vaticano, documento sobre questões econômicas: "O dinheiro deve servir, não governar" 
É intitulado "Oeconomicae et pecuniariae quaestiones" o novo documento da Congregação para a Doutrina da Fé e do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que reúne "considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro".
As temáticas econômicas e financeiras para progredirem "no caminho de um bem-estar para o homem que seja real e integral", devem estar ligadas a um claro "fundamento ético" e à necessária "união entre o conhecimento técnico e a sabedoria humana". Esta é uma das premissas que orientam o novo documento: ""Oeconomicae pecuniariae quaestiones. Considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro". Trata-se de considerações aprovadas pelo Papa Francisco, que também ordenou a sua publicação.
Participaram na apresentação do texto, na Sala de Imprensa da Santa Sé nesta quinta-feira (17/05), o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral e Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. No encontro com os jornalistas tomaram parte também os economistas Leonardo Becchetti, professor de economia política na Universidade Tor Vergata de Roma e Lorenzo Caprio, professor de finanças corporativas na Universidade Católica.
O amor pelo bem integral é a chave para o desenvolvimento
Referindo-se à Carta Encíclica Laudato si 'do Papa Francisco, no documento sublinha-se que "o amor pela sociedade e o compromisso para com o bem comum são uma forma eminente de caridade, que diz respeito não apenas às relações entre indivíduos, mas também "macro-relações, relações sociais, econômicas e políticas". A chave para um desenvolvimento autêntico é "o amor pelo bem integral, inseparável do amor pela verdade". Para promover tal desenvolvimento é crucial "o discernimento ético". E a Igreja – lê-se ainda no documento - "reconhece entre suas tarefas primárias também a de recordar a todos, com humilde certeza, alguns claros princípios éticos".
Mundo governado ainda com critérios obsoletos
O documento também analisa a história recente do tecido econômico mundial. "A recente crise financeira - é enfatizado -, poderia ser uma oportunidade para desenvolver uma nova economia mais atenta aos princípios éticos e para uma nova regulamentação da atividade financeira, neutralizando os aspectos predatórios e especulativos e valorizando o serviços à economia real". Apesar dos "esforços positivos em vários níveis", não houve "uma reação que tenha levado a repensar os critérios obsoletos que continuam a governar o mundo".
Lucrar é deplorável
Um fenômeno inaceitável "é lucrar explorando a própria posição dominante com a injusta desvantagem de outras pessoas ou enriquecer-se gerando danos ou perturbações ao bem-estar coletivo". E esta prática é particularmente deplorável, do ponto de vista moral, "quando a mera intenção de ganhar por parte de poucos através do risco de uma especulação visando provocar reduções artificiais nos preços dos títulos da dívida pública, e não se preocupa em afetar negativamente ou agravar a situação econômica de países inteiros ".
Economia e cultura do descarte
Preocupa, em particular, a difusão, também em âmbito econômico do que o Papa Francisco chama de "cultura do descarte". "Está em jogo - recorda o documento - o autêntico bem-estar da maioria dos homens e mulheres de nosso planeta, os quais correm o risco de ficar cada vez mais confinado às margens, e até mesmo de serem excluídos e descartados pelo progresso e pelo bem-estar real, enquanto algumas minorias desfrutam e reservam para si mesmos enormes recursos e riquezas, indiferentes à condição da maioria ".
O egoísmo faz com que todos paguem um preço muito alto
Em um contexto marcado por profundas desigualdades é necessário repensar os modelos econômicos. "Portanto, é tempo – lê-se no texto – de seguir com uma recuperação do que é autenticamente humano, ampliar os horizontes da mente e do coração, para reconhecer com lealdade o que vem das exigências da verdade e do bem". Está cada vez mais claro que "o egoísmo no final não paga e faz com que todos paguem um preço alto demais". A economia não deve ser vista como um instrumento de poder, mas de serviço: "o dinheiro - se enfatiza no documento - deve servir e não governar".
Novas formas de economia
Portanto, os operadores competentes e responsáveis são chamados a "desenvolver novas formas de economia e finança, cujas práticas e regras sejam dirigidas ao progresso do bem comum e respeitosas da dignidade humana, no seguro sulco oferecido pelo ensinamento social da Igreja". Em particular, se sente a necessidade de empreender uma reflexão ética sobre "certos aspectos da intermediação financeira, cujo funcionamento, quando desconectado de adequados fundamentos antropológicas e morais, produz abusos e injustiças evidentes, como também se revelou capaz de criar crises sistêmicas e de amplitude mundial".
Em busca do bem comum
Para remodelar os atuais sistemas econômico-financeiros, cada um de nós – lê-se enfim no documento - "pode fazer muito, especialmente se não permanecer sozinho": "muitas associações da sociedade civil representam neste sentido uma reserva de consciência e responsabilidade social". Hoje, mais do que nunca, "todos somos chamados a vigiar como sentinelas da vida boa e a nos tornarmos intérpretes de um novo protagonismo social, marcando nossa ação na busca do bem comum e baseando-a nos sólidos princípios da solidariedade e da subsidiariedade".
Fonte: Vatican News
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Espanha: Bispos, ensino religioso é uma necessidade, um direito e responsabilida
Os Bispos da Galícia, que compreende as Dioceses espanholas de Santiago de Compostela, Tui-Vigo, Lugo, Ourense e Mondoñedo-Ferrol, enviaram uma carta aos pais e mães de família, falando-lhes sobre a importância da educação religiosa de seus filhos, por ocasião do Dia da Sensibilização sobre o ensino religioso que se realiza nas dioceses galegas.
Ao recordar que atualmente os centros educacionais estão entregando inscrições para matricular seus filhos em aulas de religião, os prelados assinalam que a formação religiosa é tanto uma necessidade, como um direito e uma responsabilidade.
"O ensino religioso contribui para o desenvolvimento integral da pessoa. A finalidade mais profunda da educação é melhorar todas as dimensões da vida, incluindo a religiosa que é parte essencial de cada pessoa e de nossa cultura", indicam os Bispos ao referir-se à necessidade da educação religiosa.
Sobre este aspecto, os prelados também chamam aos pais de família a não deixarem ser levados por "uma mal chamada modernidade que pretende banir a religião da vida, da sociedade e dos centros educativos", e procurem oferecer aos seus filhos "atitudes e valores indispensáveis para levar uma vida com sentido em uma sociedade, às vezes, tão carente de valores pessoais, sociais e religiosos".
"Sem dúvida quereis que seus filhos progridam no conhecimento de matemática, estudos sociais ou literatura. Mas não permitais que eles cresçam sem uma cultura impregnada de cristianismo e formação religiosa católica", acrescentam.
Os Bispos da Galícia recordam também que a formação religiosa é um direito fundamental que os pais reconheceram e é garantido pela Constituição: "Na educação de vossos filhos, são vocês, e somente vocês, os que tem esse direito. Todo governo que se proclame democrático e as instituições educativas, sociais e sindicais devem respeitar o direito de que seus filhos sejam educados segundo suas convicções religiosas e morais. Não existe razão para aconfessionalidade ou de um mal chamado progressismo que possa privá-los desse direito de tê-los como pais".
Também fazem um chamado à responsabilidade educacional que os pais têm, exortando-lhes a não permanecerem indiferentes diante do direito e o dever de solicitar educação religiosa para seus filhos: "A educação religiosa pretende, em diálogo com os demais materiais, oferecer a resposta cristã às grandes questões da vida para encontrar nela a luz que lhes ilumine em todos os momentos de sua vida".
A esse respeito, acrescentam: "Recordai o compromisso cristão que assumistes em seu Batismo. Seria uma contradição pedir, na paróquia, os sacramentos e desprezar depois o ensino religioso nas escolas".
Concluem a carta fazendo novamente um chamando aos pais de família: "Solicitai, de forma consciente, livre e responsável a educação religiosa para vossos filhos".
Fonte: Catolicos
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Franciscanos da Terra Santa abordaram os desafios da missão e evangelização
Os Franciscanos que formam o Conselho Internacional para as Missões e a Evangelização da Ordem dos Frades Menores (OFM), provenientes de todo o mundo e representam 14 conferências, se reuniram recentemente na Terra Santa para refletir sobre os atuais desafios da evangelização e projetar iniciativas futuras.
Em entrevista ao 'Christian Media Center', meio de comunicação da Custódia da Terra Santa, Frei Luis Gallardo, OFM, que é o Secretário Geral para a Missão e a Evangelização, assinalou que um dos desafios é o diálogo inter-religioso, apesar do fato de que a maior presença franciscana é encontrada nas paróquias.
Também falou da necessidade de sair para as periferias: "Aspectos fundamentais são a vida de fraternidade como testemunho de evangelização nos lugares onde nos encontramos e nossa vida como frades menores para as periferias do mundo onde estamos e para onde trabalhamos".
Durante a reunião também se falou sobre a missão e a obra evangelizadora que há anos os franciscanos vem realizando na Terra Santa. Este foi o eixo central da conferência que ofereceu Frei Francesco Patton, OFM, Custódio da Terra Santa, com o tema "800 anos de presença franciscana na Terra Santa e as lições que a evangelização pode nos dar hoje".
Sobre este assunto, bem como o trabalho de oito séculos da Custódia, se referiu Frei Patton em entrevista com o 'Christian Media Center': "É uma ocasião para eles refletirem a partir de Jerusalém. Depois, dentro de um par de meses, em junho, se terá o conselho plenário da ordem, na qual esta reflexão vai amadurecer ainda mais. Naturalmente a nossa é uma ordem que está sempre voltada para a missão, para a evangelização. Por isso esta experiência tão antiga de missão, que chamamos pérola das missões, Terra Santa, é uma experiência que pode nos dizer algo ainda hoje".
No encontro também se falou sobre a maneira como a ordem vem se adaptando aos tempos, comunicando a mensagem do Evangelho que nunca muda. Se recordou como no início a divulgação era feita através dos comissários; depois se passou a usar os livros e as revistas, e hoje se usa as novas tecnologias.
"E não poderia ser de outra forma, também em nossa história. Desde a chegada dos nossos primeiros frades, há 800 anos, até nossos dias, seguimos os sinais dos tempos", comentou Frei Dobromir Jasztal, vigário da Custódia da Terra Santa, que se referiu a mais recente proposta de evangelização, que é precisamente o 'Christian Media Center'.
O vigário assinalou: "A Custódia da Terra Santa com sua missão tratou sempre de atualizar-se, de manter-se em dia com o desenvolvimento técnico, utilizando-o para espalhar a mensagem da Terra Santa, para chegar a todas as pessoas, fiéis ou não, porque a mensagem dos lugares santos, desta terra, é dirigida a todos".
Fonte: Catolicos.
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“Um homem de palavra”: Papa Francisco protagoniza novo documentário
O Papa Francisco é o protagonista de um novo documentário que estreará nos cinemas nos próximos dias. Para o Arcebispo da Filadélfia (Estados Unidos), Dom Charles Chaput, é um filme com “beleza e impacto”, no qual abordam diferentes preocupações como o cuidado com o meio ambiente, a imigração e a família.
O documentário intitulado “Papa Francisco: Um Homem de Palavra” é dirigido pelo alemão Wim Wenders, vencedor de prêmios como Palma de Ouro de Cannes. Estreou no Festival de Cinema de Cannes em 13 de maio e chegará aos cinemas dos Estados Unidos no dia 18 deste mês.
Em uma coluna recente intitulada “Um homem de palavra”, Dom Chaput recordou que Wenders dirigiu em 1987 o filme ‘Wings of Desire’ sobre “um anjo em Berlim que escolhe se tornar mortal para experimentar o amor humano”.
Alguns anos depois, ‘City of Angels’, protagonizada por Nicolas Cage e Meg Ryan, repetiria a temática do filme de Wenders, mas em Los Angeles (Estados Unidos).
Para o Arcebispo da Filadélfia, Wenders é “um mestre do drama cinematográfico e um talentoso documentarista”.
“O trabalho de Wenders é muito marcado por uma espiritualidade inspirada no cristianismo; ele e sua esposa são sinceros sobre a sua fé em Deus; e em entrevistas anteriores indicou que a sua vida e o seu trabalho foram ‘profundamente formados pelo fato de crescer em uma família católica’”.
O Prelado destacou que o cineasta alemão embarcou neste projeto “impressionado pela encíclica Laudato Si sobre o meio ambiente e incentivado por um amigo sacerdote”.
“Neste momento da sua carreira, Wenders está no auge de seu trabalho e se evidencia na beleza e excelência da sua produção. Ele se centra de forma convincente na preocupação do Papa com o meio ambiente, os pobres e os imigrantes”.
“Ele também capta o forte compromisso do Papa com o matrimônio, a família e a complementaridade de homens e mulheres, um fato que testemunhamos aqui na Filadélfia durante o Encontro Mundial das Famílias 2015”, recordou o Arcebispo norte-americano.
Segundo Dom Chaput, “os momentos mais emocionantes do filme, não é surpreendente, se passam quando o Papa Francisco visita migrantes, pobres, doentes, no memorial da Shoah Yad Vashem em Israel e no muro ocidental em Jerusalém”.
Além disso, o Prelado também elogiou o trabalho de Wenders de entrelaçar o documentário com a entrevista que realizou com o Papa Francisco.
“É uma técnica muito eficaz; temos a sensação de que Francisco está olhando diretamente, falando diretamente com o telespectador”, disse.
Entretanto, adverte, “a técnica só funciona porque o próprio Francisco é uma presença que apela”.
“O Papa se expressa de forma simples e persuasiva com uma grande diversidade de temas: a dignidade do trabalho; a importância da pobreza tanto como um chamado ao serviço e uma disciplina para a vida cristã autêntica; a necessidade de ter um momento para o descanso e a adoração; o impacto negativo das ideologias machistas e feministas; e a urgência para todos nós de sermos ‘apóstolos da escuta’, por exemplo, pessoas que aprendem a ouvir bem”.
Para o Arcebispo da Filadélfia, o documentário, embora seja bom, poderia ter sido melhor.
“É muito longo, com 30 minutos. O seu retrato de Francisco de Assis, apesar de ser útil para a narrativa, é seletivo e apenas ligeiramente relacionado com o verdadeiro santo, que era um homem complexo e formidável, preocupado com a Criação como um reflexo da glória de Deus, não como um recurso natural limitado”, assinalou.
Entretanto, lamentou, “Wenders também perde (ou evita) a oportunidade de apresentar a visão católica holística da dignidade humana que Francisco apresenta”, e destacou que a preocupação dos católicos pelo nascituro, pessoas com deficiência, idosos, meio ambiente e migrantes “estão estreitamente ligadas em uma rede de prioridades”.
“Essas preocupações, porém, não tiram nenhuma substância da beleza e do impacto do filme”, disse e incentivou os seus leitores a assisti-lo.
Além disso, indicou que tanto Wenders como a produtora Focus Features e o Papa Francisco “merecem o nosso agradecimento por oferecer ao mundo um encontro tão excepcional com o Sucessor de Pedro”.
O Arcebispo também expressou seu desejo de que o novo documentário “toque milhares de corações”.
Fonte: Catolicos
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Brasil: Diálogo latino-americano sobre ética e economia com realidades ecumênica
Representantes de várias confissões religiosas, teólogos, economistas, especialistas em desenvolvimento e diálogo ecumênico se reúnem, em São Paulo, Brasil, a partir desta quinta-feira (17/05), no terceiro diálogo sobre “Ética e economia”.
Segundo a Agência Sir, os participantes debatem três questões que serão centrais na próxima Cúpula de Líderes do G20 que se realizará, em Buenos Aires, Argentina, de 30 de novembro a 1º de dezembro deste ano: desigualdades e justiça de gênero, direitos e sistemas de proteção social, e atividade de extração e desenvolvimento inclusivo.
O encontro, em São Paulo, foi convocado pelo Secretariado para a América Latina e Caribe da Pastoral Social – Caritas (Selacc), pelo Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-americano (Dejusol-Celam), pelo Programa Internacional sobre Democracia, Sociedade e Novas Economias da Universidade de Buenos Aires (Pidesone), pelo Centro Regional Ecumênico (Creas) e pela Rede Ética Global (Globethics).
A conferência dá continuidade ao processo de reflexão iniciado nos dois precedentes diálogos sobre ética e economia.
“O objetivo desses encontros é contribuir na elaboração de um documento que irá integrar as sugestões e contribuições para promover um modelo de desenvolvimento humano integral, baseado em conhecimentos e experiências vividas pelas comunidades cristãs e organizações religiosas na América Latina e Caribe, que trabalham na concretização da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, ressalta uma nota sobre o evento.
O documento que será elaborado esses dias será depois apresentado na cúpula. O diálogo é articulado em quatro seminários e conta com a participação de várias realidades eclesiais e ecumênicas, comunidades protestantes e organizações da sociedade civil.
Estarão presentes a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Teresa Campello, e o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) na Argentina, René Mauricio Valdés, além de especialistas e professores universitários.
O encontro se encerra nesta sexta-feira, 18.
Fonte: Catolicos.
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Conselho das Conferências Episcopais da Europa se une ao apelo pela paz na Terra Santa  
Pedido pela paz na Terra Santa tem alcançado os cristãos e instituições em todo mundo
A presidência do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) divulgou, nesta quarta-feira, 16, uma nota em que afirma se unir à Igreja Católica na Terra Santa e lamenta mais uma onda ódio e violência, como assistida nos últimos dias. 
O organismo manifestou a proximidade da Igreja europeia e o acolhimento ao convite do Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, para momentos de oração pela paz na Terra Santa neste sábado, 19, véspera do Pentecostes.
“A presidência da CCEE, para expressar com convicção que a paz e a vida humana são bens inegáveis estando acima de interesses nacionais e internacionais, convida as comunidades e fiéis, também na Europa, a se unirem em oração com a Igreja em Jerusalém”. 
O texto foi assinado pelo arcebispo de Gênova e presidente da CCEE, Cardeal Angelo Bagnasco; arcebispo de Westminster e vice-presidente da CCEE, Cardeal Vincent Nichols; e o Arcebispo de Poznań e vice-presidente da CCEE, Dom Stanisław Gądecki.
Fonte: Canção Nova
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Do dia 16/5/18
Audiência: a educação cristã é um direito das crianças
Quando se trata de crianças, cabe aos pais e aos padrinhos alimentar a chama da graça batismal. “A educação cristã é um direito das crianças”, repetiu duas vezes Francisco, citando o Rito do Batismo das Crianças.
O Papa Francisco encerrou o ciclo de catequeses sobre o Batismo na Audiência Geral desta quarta-feira (16/05) falando sobre o tema “revestidos de Cristo”.
Os efeitos espirituais deste sacramento, explicou o Pontífice na Praça S. Pedro, são explicitados pela entrega da veste branca e da vela acesa. São sinais visíveis que manifestam a dignidade dos batizados e sua vocação cristã.
Revestir-se de caridade
A veste branca anuncia a condição dos transfigurados na glória divina. Esta é símbolo da graça, que faz da pessoa batizada uma nova criatura, revestida de Cristo. Revestir-se de Cristo, como recorda São Paulo, é revestir-se de sentimentos de ternura, de bondade, de humildade, de mansidão, de magnanimidade, de perdão e, sobretudo, de caridade.
Inflamar o coração
Também há o simbolismo da chama da vela, que recorda a luz de Cristo que venceu as trevas do mal. A chama do círio pascal inflama o coração dos batizados, enchendo-os de luz e calor. Desde a antiguidade, o sacramento do Batismo é dito também “iluminação” e os neófitos são chamados “iluminados”.
A educação cristã é um direito das crianças
De fato, esta é a vocação cristã: caminhar sempre como filhos ou filhas da luz, perseverando na fé. Quando se trata de crianças, cabe aos pais e aos padrinhos alimentar a chama da graça batismal. “A educação cristã é um direito das crianças”, repetiu duas vezes Francisco, citando o Rito do Batismo das Crianças.
“A presença viva de Cristo, a ser protegida, defendida e dilatada em nós, é lâmpada que ilumina os nossos passos, luz que orienta as nossas escolhas, chama que aquece os corações a ir ao encontro do Senhor, tornando-nos capazes de ajudar quem caminha conosco, até a comunhão inseparável com Ele.”
Gaudete et Exsultate
Ao final das catequeses sobre o Batismo, o Papa repetiu a cada fiel o convite que fez na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate:
“Deixe que a graça do seu Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixe que tudo esteja aberto a Deus e, para isso, opte por Ele, escolha Deus sem cessar. Não desanime, porque tem a força do Espírito Santo para tornar possível a santidade e, no fundo, esta é o fruto do Espírito Santo na sua vida”.
Fonte: Vatican News
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Papa sobre o Oriente Médio: "Violência jamais leva à paz"
“Que Deus tenha piedade de nós”, disse Francisco ao fazer um apelo pelo paz na Terra Santa durante a Audiência Geral desta quarta-feira.
A Audiência Geral desta quarta-feira (16/05), na Praça S. Pedro, foi marcada por um veemente apelo pela paz na Terra Santa e no Oriente Médio, depois da abertura da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém. Os protestos contra esta decisão que reconhece a Cidade Santa como capital de Israel provocaram mais de 60 mortos.
“Estou muito preocupado e triste com o aumento da tensão na Terra Santa e no Oriente Médio e com a espiral de violência que afasta sempre mais do caminho da paz, do diálogo e das negociações. Expresso a minha grande dor pelos mortos e os feridos e estou próximo com a oração e o afeto a todos os que sofrem. Reitero que o uso da violência jamais leva à paz. Guerra chama guerra, violência chama violência. Convido todas as partes em causa e a comunidade internacional a renovar o empenho para que prevaleçam o diálogo, a justiça e a paz.”
Ao invocar Maria, Rainha do Paz, o Papa rezou com os fiéis uma “Ave-Maria”. “Que Deus tenha piedade de nós”, concluiu.
Sobre este apelo do Papa, o Vatican News contatou o Pe. Mário da Silva, pároco de Gaza, que relata a situação de miséria dos habitantes:
Que triste recordar as guerras
Após a catequese, em suas saudações o Pontífice se dirigiu de modo especial aos ex-combatentes poloneses da II Guerra Mundial, que vieram a Roma para as celebrações do aniversário da batalha de Monte Cassino.
“Que tristeza recordar as guerras”, improvisou Francisco. “No século passado, tivemos duas grandes guerras. Jamais aprendemos. Que Deus nos ajude. Que a tragédia da guerra vivida por vocês se torne um apelo para o fim dos conflitos no mundo e pela busca de caminhos de paz.”
Ramadã, tempo privilegiado de oração e de jejum
Francisco fez também uma saudação a todos muçulmanos pelo início do Ramadã, na quinta-feira. “Que este tempo privilegiado de oração e de jejum ajude a caminhar na via de Deus, que é a vida da paz.”
Fonte: Vatican News
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Papa: diálogo inter-religioso e colaboração
Para o Papa Francisco “diálogo e colaboração são palavras-chave nos dias de hoje” e é importante os líderes religiosos “se comprometerem em cultivar a cultura do encontro e dar exemplo de diálogo colaborando efetivamente ao serviço da vida, da dignidade humana e da tutela da criação”.
Nesta quarta-feira (16/05), momentos antes da Audiência Geral, o Papa Francisco teve encontros privados, com as delegações de religiões originárias da Índia e os budistas da Tailândia.
Delegação de religiões indianas
No encontro havia representantes do budismo, hinduísmo, jainismo e sikhismo vindos a Roma para um Simpósio intitulado “Dharma e Logos. Diálogo e colaboração em uma época complexa”, que contou com a participação de cristãos.
Na breve saudação, o Pontífice sublinhou sua satisfação pela iniciativa, afirmando que “Diálogo e colaboração são palavras-chave nos dias de hoje” devido ao crescimento de tensões e conflitos acompanhados de violência em grande e pequena escala que são consequências de complexos fatores. Depois o Papa evidenciou a importância de líderes religiosos “se comprometerem em cultivar a cultura do encontro e dar exemplo de diálogo colaborando efetivamente ao serviço da vida, da dignidade humana e da tutela da criação”.
Budistas da Tailândia
Em seguida o Papa fez uma breve saudação a uma delegação de monges budistas vindos da Tailândia. Em seguida agradeceu o presente recebido, o Livro Sagrado dos budistas traduzido em língua contemporânea pelos monges do Templo Wat Pho.
Ao saudá-los, o Papa recordou da amizade que há muitos anos une católicos e budistas em um caminho feito de pequenos passos. Recordou do encontro de Paulo VI e o Venerável Somdej Phra Wanaratana no Vaticano, cuja imagem está exposta na entrada no Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, que os monges puderam visitar nestes dias em Roma.
Concluiu auspiciando que budistas e católicos intensifiquem suas relações, progridam no recíproco conhecimento e estima das respectivas tradições espirituais, e sejam no mundo testemunhas de valores de justiça, de paz e da tutela da dignidade humana.
Fonte: Vatican News
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Arcebispo de Taipei: Francisco, um pai que escuta os filhos
Dom Hung relata o encontro dos bispos de Taiwan com o Papa por ocasião da visita ad Limina. Francisco expressou seu amor pela Igreja em Taiwan e na China continental
Os sete bispos de Taiwan depois de dez anos vieram ao Vaticano para a sua visita ad Limina. Nestes dias visitaram os vários Dicastérios da Cúria Romana e foram recebidos pelo Papa Francisco no dia 14 de maio. O arcebispo de Taipei, John Hung Shan-chuan, deu uma entrevista ao Vaticano News, falando sobre o encontro com o Santo Padre e sobre os temas tocados durante o colóquio, definido "familiar".
Felizes em encontrar o Papa
Dom Hung disse que os bispos de Taiwan ficaram "muito felizes em poder se encontrar com o Papa", que sentem como um pai "afável e humilde". O colóquio - disse o prelado – se realizou em um clima familiar, com o Papa que, como um pai, escutou com paciência, e os bispos que, como filhos, contaram suas situações com franqueza e espontaneidade.
O convite para visitar Taiwan
O arcebispo recordou então que a Igreja em Taiwan celebrará o Congresso Eucarístico Nacional no dia primeiro de março do próximo ano. O Santo Padre foi convidado pelos bispos a visitar a ilha de Taiwan para participar deste evento eclesial.
Diálogo inter-religioso fecundo
Falando da vida e das atividades da Igreja em Taiwan, Dom Hung destacou o diálogo inter-religioso. Nos últimos anos, a Igreja organizou uma série de conferências e diálogos com outras religiões, como o budismo e o taoísmo, eventos que se mostraram muito fecundos.
Pequena comunidade mas muito ativa no campo social e formativo
O arcebispo de Taipei especificou que a Igreja de Taiwan é uma pequena comunidade, representando, de fato, apenas 1% da população. Além disso, na ilha há cerca de 200 mil católicos estrangeiros, entre trabalhadores e casais de outros países. Mas é uma Igreja muito ativa: administra dez hospitais, casas de repouso e centros para pessoas com deficiências. Quase 50% da assistência social é oferecida pela Igreja local. Ela também é muito ativa no âmbito educativo e formativo.
Taiwaneses admirados pela atenção do Papa aos pobres
O prelado expressou então sua sincera gratidão pela atenção que o Papa dirige aos mais fracos e aos pobres e disse que sua proximidade aos marginalizados é muito apreciada pelos taiwaneses. Os sacerdotes de Taiwan estudam e aprofundam com grande atenção o magistério do Papa Francisco.
Amor do Papa pela Igreja em Taiwan e na China continental
Entre os outros temas abordados durante a conversa com o Santo Padre, também o problema das vocações juvenis. Enfim, o arcebispo de Taipei destacou a solicitude e o amor do Santo Padre pela Igreja em Taiwan e na China continental. Fonte: Vatican News
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Cor Orans: documento vaticano sobre os mosteiros femininos
Por mandato do Santo Padre, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica redigiu a Instrução aplicativa da Constituição Apostólica “Vultum Dei Quaerere” sobre a vida contemplativa feminina. Propomos uma síntese do documento.
Foi apresentado na terça-feira (15/05) na Sala de Imprensa da Santa Sé o documento “Cor Orans” (Coração Orante), Instrução aplicativa da Constituição Apostólica “Vultum Dei quaerere”sobre a vida contemplativa feminina, da Congregação para os Institutos de Consagrada e as Sociedades de Vida apostólica. A apresentação foi feita pelo secretário e pelo subsecretário do referido Dicastério vaticano, respectivamente, Dom José Rodríguez Carballo e Pe. Sebastiano Paciolla.
Por mandato do Santo Padre, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica redigiu a Instrução, oferecida “à Igreja com referência particular aos mosteiros de rito latino, “para esclarecer as disposições da lei, desenvolvendo e determinando os procedimentos na sua execução”.
A Instrução aplicativa da Constituição Apostólica “Vultum Dei quaerere” sobre a vida contemplativa feminina detém-se sobre vários temas e aspectos. Propomos a seguir uma síntese do documento:
Autonomia do mosteiro
A Igreja reconhece a todo mosteiro sui juris “uma justa autonomia jurídica, de vida e de governo, mediante a qual a comunidade das monjas pode gozar de uma disciplina própria”, lê-se no documento.
Com o nome de mosteiro sui juris entende-se “a casa religiosa da comunidade monástica feminina que, tendo os requisitos para uma real autonomia de vida, foi legitimamente criada pela Santa Sé e goza de autonomia jurídica, conforme a norma do direito”.
A autonomia do mosteiro favorece “a estabilidade de vida e a unidade interna da comunidade, garantindo as condições para a vida das monjas, segundo o espírito e a índole do Instituto de pertença”.
A fundação
A fundação de um mosteiro de monjas pode verificar-se “ou por obra de um mosteiro singularmente considerado ou através da ação da Federação”. Com o nome de Federação de mosteiros entende-se “uma estrutura de comunhão entre vários mosteiros autônomos do mesmo Instituto, criado pela Santa Sé que aprova seus Estatutos”.
Na escolha do lugar da fundação “o aspecto da separação do mundo deve ser particularmente previsto e cuidado, esperando o testemunho público que as monjas são chamadas a dar a Cristo e à Igreja na vida contemplativa, segundo a índole e as finalidades do Instituto de pertença”.
Criação canônica
Um mosteiro de monjas é criado como mosteiro sui juris “a pedido da comunidade do mosteiro fundador ou por decisão do Conselho Federal com o consenso da Santa Sé”. Entre os requisitos exigidos encontra-se o da presença de “uma comunidade que tenha dado bom testemunho de vida fraterna em comunhão com “a necessária vitalidade no viver e transmitir o carisma, composta de ao menos oito monjas de votos solenes, desde que a maior parte não seja de idade avançada”.
Com o nome de Federação de mosteiro entende-se “uma estrutura de comunhão entre vários mosteiros autônomos do mesmo Instituto, criada pela Santa Sé que aprova seus Estatutos”. O mosteiro autônomo “tem a capacidade de adquirir, de possuir, de administrar e alienar bens temporais, conforme a norma do direito universal e próprio”.
Os bens do mosteiro autônomo “são administrados por uma monja de votos solenes, com o encargo de ecônoma, constituída conforme a norma do próprio direito e distinta da Superiora maior do mosteiro”.
Quando num mosteiro autônomo as professas de votos solenes alcançam o número de cinco “a comunidade deste mosteiro perde o direito à eleição da própria superiora”, lê-se no documento.
A afiliação
A afiliação é uma forma especial de ajuda que “a Santa Sé estabelece em situações particulares em favor da comunidade de um mosteiro sui juris que apresenta uma autonomia aparente, porém na realidade muito precária ou, de fato, inexistente”.
A afiliação se configura “como uma ajuda de caráter jurídico que deve avaliar se a incapacidade de gerir a vida do mosteiro autônomo em todas as suas dimensões é só temporânea ou irreversível, ajudando a comunidade do mosteiro afiliado a superar as dificuldades ou a dispor o necessário para suprimir tal mosteiro”.
Traslado
Por traslado se entende “a transferência de uma comunidade monástica da própria sede a outra por causa justa, sem modificar o status jurídico do mosteiro, a composição da comunidade e as responsáveis dos vários cargos”.
Para realizar o traslado é necessário, entre outros, “obter uma decisão do capítulo conventual do mosteiro tomada por maioria dos dois terços dos votos”.
A supressão
Um mosteiro de monjas “que não consegue expressar, segundo a índole contemplativa e as finalidades do Instituto, o especial testemunho público a Cristo e à Igreja Sua Esposa, se deve suprimir, considerando a utilidade da Igreja e do Instituto ao qual o mosteiro pertence”. Nesses casos cabe à Santa Sé “avaliar a oportunidade de constituir uma comissão ad hoc”.
Entre os critérios que podem concorrer à supressão encontram-se: o número de monjas, a idade avançada da maior parte dos membros, a capacidade real de governo e de formação, a falta de candidatas há vários anos, a ausência da necessária vitalidade ao viver e transmitir o carisma na fidelidade dinâmica. Um mosteiro de monjas “é suprimido unicamente pela Santa Sé com o parecer do bispo diocesano”.
Vigilância eclesial sobre o mosteiro
Em cada estrutura de comunhão ou de governo em que podem configurar-se os mosteiros femininos “é garantida a necessária e justa vigilância, exercida principalmente – porém não exclusivamente – mediante a visita regular de uma autoridade externa aos próprios mosteiros”.
“Cada mosteiro feminino é confiado à vigilância de uma só autoridade, vez que já não é mais presente no Código de Direito Canônico o regime da dúplice dependência.”
Relações entre mosteiro e bispo diocesano
Todos os mosteiros femininos, sem prejuízo para a autonomia interna e a eventual dispensa externa, “estão sujeitos ao bispo diocesano, que exerce a solicitude pastoral” em vários casos. A comunidade do mosteiro feminino “está sujeita à potestade do bispo, ao qual deve devoto respeito e reverência naquilo que concerne ao exercício público do culto divino, o cuidado das almas e as formas de apostolado correspondentes à própria índole”.
Ademais, o bispo diocesano, “por ocasião da visita pastoral ou de outras visitas paternas e também em caso de necessidade, pode tomar ele mesmo soluções oportunas quando consta a existência abusos e depois que as advertências apresentadas à Superiora maior não tiveram nenhum efeito”.
Separação do mundo
Reitera-se que “a separação do mundo caracteriza a natureza e as finalidades dos Institutos de vida consagrada religiosos e corresponde ao princípio paulino de não conformar-se à mentalidade deste mundo, fugindo de toda forma de mundanismo.”
 Para a vida religiosa, a clausura “constitui uma obrigação comum a todos os Institutos e expressa o aspecto material da separação do mundo – da qual, todavia, não esgota seu alcance – concorrendo a criar em toda casa religiosa uma atmosfera e um ambiente favoráveis ao recolhimento, necessários para a vida própria de todo Instituto religioso, porém, especialmente para aqueles votados à contemplação”.
Meios de comunicação
O recolhimento e o silêncio são de grande importância para a vida contemplativa por ser “espaço necessário de escuta e de ruminatio da Palavra e requisito para um olhar de fé que colha a presença de Deus na história pessoal e na das irmãs (...) e nas vicissitudes do mundo”.
Portanto, os meios de comunicação devem ser “usados com sobriedade e discrição, não somente em relação aos conteúdos, mas também à quantidade das informações e ao tipo de comunicação, a fim de que estejam a serviço da formação para a vida contemplativa e das necessárias comunicações, e não sejam ocasião para a distração e a evasão da vida fraterna em comunidade, nem sejam nociva para vossa vocação, nem se tornem obstáculo para a vossa vida inteiramente dedicada à contemplação”.
A clausura
Cada um dos mosteiros de monjas ou Congregação monástica feminina, “segue a clausura papal ou a define nas Constituições ou em outro código do direito próprio, respeitando a própria índole”.
A Igreja “encoraja as monjas a viver fielmente e com senso de responsabilidade o espírito e a disciplina da clausura para promover na comunidade uma profícua e completa orientação voltada para a contemplação de Deus Uno e Trino”.
A clausura papal
Instaurada em 1298 por Bonifácio VIII, a clausura papal se define “segundo as normas dadas pela Sé Apostólica” e exclui tarefas externas de apostolado. A clausura papal, para as monjas, “significa um reconhecimento da especificidade da vida totalmente contemplativa que, desenvolvendo de forma especial a espiritualidade do amor esponsal com Cristo, torna-se sinal e realização da união exclusiva da Igreja Esposa com seu Senhor”.
Normativa sobre a clausura papal
A participação dos fiéis nas celebrações litúrgicas na igreja ou oratório do mosteiro ou mesmo na lectio divina “não permite a saída das monjas da clausura papal nem a entrada dos fiéis no coro das monjas, salvo casos particulares segundo o parecer do Capítulo conventual”.
Cabe à Superiora maior “a custódia imediata da clausura, garantir as condições concretas da separação do mundo e promover, dentro do mosteiro, o amor pelo silêncio, o recolhimento e a oração”.
A clausura constitucional, que substituiu no Código de Direito Canônico a clausura papal menor de Pio XII, é um tipo de clausura dirigido a monjas que professam a vida contemplativa associando “legitimamente alguma obra de apostolado ou de caridade cristã”.
Com o nome de clausura constitucional se entende “o espaço monástico separado do exterior que, como mínimo, deve compreender a parte do mosteiro, da horta e do jardim, reservados exclusivamente às monjas, na qual somente em caso de necessidade pode ser admitida a presença de estranhos”. Deve ser “um espaço de silêncio e de recolhimento, onde possa desenvolver-se a busca permanente do rosto de Deus, segundo o carisma do Instituto”.
Clausura monástica
Às expressões clausura papal e clausura constitucional, presentes no Código de Direito Canônico, São João Paulo II na exortação apostólica pós-sinodal Vita consacrata acrescentou uma terceira: a clausura monástica. Para os mosteiros de monjas contemplativas, a clausura monástica, mesmo conservando o caráter de uma disciplina mais rigorosa em relação à clausura comum, “permite associar à função primária do culto divino formas mais amplas de acolhimento e de hospitalidade”.
Formação
A monja passa a ser, com pleno direito, membro da comunidade do mosteiro sui juris e partícipe de seus bens espirituais e temporais “com a profissão dos votos solenes, resposta livre e definitiva ao chamado do Espírito Santo”.
As candidatas se preparam para a profissão solene “passando pelas várias etapas da vida monástica, durante as quais recebem uma formação adequada e, embora de distintos modos, fazem parte da comunidade do mosteiro”.
A formação na vida monástica contemplativa “se funda no encontro pessoal com o Senhor. Tem início com o chamado de Deus e a decisão de cada uma de seguir, segundo o próprio carisma, as pegadas de Cristo, como sua discípula, sob a ação do Espírito Santo”.
A formação permanente
Por formação permanente ou contínua entende-se ”um itinerário que dura toda a vida, tanto pessoal como comunitária, que deve levar à configuração com o Senhor Jesus e à assimilação de seus sentimentos em sua total oblação ao Pai”. É, portanto, um processo de contínua conversão do coração, “exigência intrínseca da consagração religiosa”, e exigência de fidelidade criativa à própria vocação. A formação permanente ou contínua é o húmus da formação inicial. Fonte: Vatican News
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Bispos da Terra Santa: Jerusalém pode ser também capital palestina
“Consideramos não haver nenhum motivo de impedimento para que a cidade possa ser a capital de Israel e da Palestina”, afirmam os bispos acrescentando que isso deveria ser feito mediante “a negociação e o respeito recíproco”.
As dezenas de mortos e os cerca de três mil feridos por ocasião dos protestos palestinos organizados nos postos de fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel poderiam ter sido evitadas “se as forças israelenses tivessem usado instrumentos não letais”. Num comunicado difundido esta terça-feira (15/05) acerca dos trágicos fatos destes dias, os bispos católicos da Terra Santa criticam o exército israelense.
Na mensagem, reportada pela agência missionária Fides, a Assembleia dos Bispos ordinários católicos da Terra Santa, que reúne todos os bispos das Igrejas católicas – latina, greco-melquita, armênia, maronita, caldeia e siro-católica – presentes naquela região, junto com o Custódio franciscano da Terra Santa, pede para cessar “o mais rápido possível” o assédio imposto a cerca de dois milhões de palestinos na Faixa de Gaza.
Transferência da Embaixada EUA para Jerusalém não contribui para a paz
Os prelados acrescentam que a transferência no Estado de Israel da Embaixada norte-americana em Telaviv para Jerusalém, bem como todas as outras medidas e decisões unilaterais em relação à Cidade Santa de Jerusalém, “não contribui para avançar a tão esperada paz entre israelenses e palestinos”.
Evocação ao pedido da Santa Sé a tornar Jerusalém cidade aberta a todos os povos
Fazem referência também à necessidade, insistentemente evocada pela Santa Sé, de tornar Jerusalém “uma cidade aberta a todos os povos, o coração religioso das três religiões monoteístas”, evitando toda e qualquer medida unilateral que posa alterar o perfil da Cidade Santa.
Nada impede Jerusalém capital de Israel e da Palestina
“Consideramos não haver nenhum motivo de impedimento para que a cidade possa ser a capital de Israel e da Palestina”, afirmam os bispos acrescentando que isso deveria ser feito mediante “a negociação e o respeito recíproco”.
Em 19 de maio, vigília de oração pela paz
Ainda na terça-feira, 15 de maio, também o administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, o arcebispo Pierbattista Pizzaballa, convidou “todos os sacerdotes, os religiosos, as religiosas, os seminaristas, todos os fiéis de Jerusalém e quem o desejar”, a participar da vigília de oração pela paz, que será celebrada na tarde do próximo sábado (19/05), véspera de Pentecostes, na igreja de Sant’Etienne.
Ao menos 110 palestinos assassinados desde 30 de março
Desde 30 de março passado, quando tiveram início os protestos palestinos ao longo da fronteira com Israel, ao menos 110 manifestantes palestinos foram assassinados e mais de 3 mil feridos pelo fogo israelense na Faixa de Gaza.
Fonte: Vatican News
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Reencontro de missionários da Amazônia
"De 14 a 19 de maio, em Brasília, os missionários estarão reunidos em atividade promovida pela CEA, REPAM-Brasil e CCM.
Entre os dias 14 e 19 de maio, cerca de 40 missionários e missionárias que atuam na Amazônia estarão reunidos no Centro Cultural Missionário/CCM, em Brasília. Promovido pela Comi