Informativo Diocesanos

Informativo Diocesano
06/05/2018
DIOCESE DE EREXIM
SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL
www.diocesedeerexim.org.br E-mail: secretariado@diocesedeerexim.org.br
Fone/Fax: (54) 3522-3611
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Ano 22 – nº. 1.159– 06 de maio de 2018 

Agenda do Bispo: - Neste domingo, às 10h, crismas na igreja N. Sra. do Monte Claro, Áurea; às 10h30, por representante, oficialização de Celenir Rosina Trombetta e Marisete Fuzinato como ministras na comunidade Santo Isidoro, Linha Três Amigos, Paróquia de Erval Grande.
- Segunda-feira, às 14h, reunião do Conselho Presbiteral, no Centro Diocesano; às 19h, reunião da Coordenação Ampliada de Pastoral, no mesmo local.
- Terça-feira, às 08h30, reunião dos presbíteros, no Centro Diocesano.
Agenda Pastoral: - Quarta-feira, reunião da Assessoria Diocesana do serviço de evangelização da juventude, na sede do Regional Sul 3 da CNBB, em Porto Alegre.
- Quinta-feira, das 09 às 16h, encontro de formação com as secretárias/os das Paróquias e da Cúria diocesana, no Centro de Pastoral; às 19h30, reunião da Área de Erexim com a participação dos leigos da Pastoral do Batismo, na sede paroquial São Cristóvão.
- Sábado, às 08h30, reunião da equipe de coordenação do Núcleo dos Religiosos da Diocese de Erexim, na residência Madre Imelda, em Erechim.
- Domingo, Ascensão do Senhor, 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, com a mensagem do Papa falando das notícias falsas e jornalismo de Paz – “A verdade vos tornará livres” - Dia das Mães.
CNBB saúda os trabalhadores e trabalhadoras: Como vem fazendo nos últimos anos, a CNBB divulgou mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras por ocasião do seu dia, em primeiro deste mês, terça-feira. A nota afirma que a Igreja se coloca ao lado deles em sua luta por justiça e dignidade, sobretudo neste momento de crise vivida pelo Brasil. À luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, os bispos recordam que o trabalho é dimensão fundamental do ser humano e é participação na criação de Deus que continua todos os dias pelas mãos, pela mente e pelo coração dos trabalhadores. Por isso, o trabalho não pode ser tratado como mercadoria e não pode ser governado por uma economia voltada exclusivamente para o lucro, sacrificando a vida e os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Os bispos declaram-se solidários com os movimentos sociais, especialmente com as organizações de trabalhadores e trabalhadoras que sofrem com as injustiças, com o desemprego e com as precárias condições de trabalho. Conclamam os católicos e todas as pessoas de boa vontade a vencerem a tentação da indiferença e da omissão, colocando-se decididamente ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, assumindo a defesa de seus direitos e de suas justas reivindicações.
De Presbíteros a Presbíteros: Os 501 participantes do 17º Encontro Nacional de Presbíteros, com 8 bispos e 2 cardeais, de 26 de abril a dois deste mês, enviaram carta aos presbitérios das dioceses, dizendo que viveram dias de oração, convivência e experiência da alegria de serem pastores, discípulos missionários do Senhor. Lembraram a realidade sofrida do povo, na atual crise brasileira e a perseguição, prisão e morte de irmãos presbíteros no Brasil e no mundo. No contexto do Ano do Laicato, reafirmam a comunhão e fidelidade ao Magistério da Igreja, na pessoa do Papa Francisco, na eclesiologia do Concílio Vaticano II, na Teologia da América Latina, nas Conferências do Episcopado Latino-americano e Caribenho e nas orientações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Aprofundaram o significado de ser discípulo missionário do Senhor e que no exercício do ministério são profetas, sacerdotes e pastores. Vivendo no mundo em constante transformação, renovam-se na Palavra de Deus, na Tradição Apostólica, no Magistério da Igreja, na Liturgia, expressa também na religiosidade popular. Em sua missão, precisam cuidar de si próprios e do rebanho a eles confiado. O cuidado de si se expressa na Pastoral Presbiteral, que promove a formação permanente, aprofunda o conhecimento teológico no mundo atual, estimula o cuidado físico, afetivo, psicológico, relacional, intelectual, pastoral e espiritual. Destacam que seu ministério e vida são sustentados pela intimidade com Deus, com especial destaque à liturgia, na qual deve resplandecer a nobre simplicidade.
A verdade nas comunicações sociais: Na mensagem para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, dia 13 deste mês, Papa Francisco aborda o desafio das comunicações falsas e o jornalismo de paz, citando a afirmação de Jesus de que a verdade nos torna livres. Para o Papa, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. O ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. Mas, quando se deixa dominar pelo egoísmo, a pessoa humana pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar. Francisco alerta que, atualmente, no contexto de uma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, verifica-se o fenômeno das “notícias falsas”, as chamadas “fake news”, o que o motiva a dedicar sua mensagem ao tema da verdade, como seus predecessores fizeram diversas vezes. Francisco deseja assim contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade. A expressão fake news se refere a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros econômicos.
Missa de ação de graças pelos cem anos de Erechim: O toque dos 3 sinos da Catedral São José, às 19h30 do dia 27 de abril, dia de Santa Zita, padroeira das servidoras domésticas, anunciou para a cidade de Erechim o início da missa de ação de graças pelo centenário do município. O ressoar dos sinos teve especial significado porque foram inaugurados justamente num 27 de abril, o de 1937, há 81 anos, portanto.  A celebração eucarística foi presidida por Dom José e concelebrada por Dom Girônimo e dez padres, com a participação de 4 diáconos, religiosas, seminaristas, autoridades do Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, da Segurança Pública, representantes das entidades de classe, da congregação israelita e de Igrejas ecumênicas. Dom José, na homilia, frisou que se estava louvando a Deus pelo centenário do Município, com as realizações de ontem, sua realidade atual e a esperança pelo futuro deste lugar. Ressaltou a fé dos pioneiros, seus valores éticos e morais. Referiu-se aos homens e mulheres de Deus que assistiam o povo com amor e fervor, dando destaque ao Pe. Benjamin Busato. Enfatizou que cada munícipe é chamado a colocar, na construção da comunidade um tijolo a cada dia, não só o tijolo de barro, mas também o tijolo do bem, que se torna visível em tantas pequenas ações do dia a dia, na educação, na saúde, na caridade, no cuidar da casa comum que acolhe esta grande família erechinense. 
Comissão Diocesana de Leigos prepara encerramento do Ano Nacional do Laicato na Diocese: Representantes da maioria das Paróquias da Diocese de Erexim participaram da segunda das cinco reuniões do ano da Comissão Diocesana de Leigos, no dia 28 último, no Centro de Pastoral. Após a oração inicial, preparada e conduzida por equipe do grupo, Dom José lhes dirigiu sua palavra, relatando aspectos da recente Assembleia Geral da CNBB, que teve como tema central a formação dos futuros e atuais presbíteros no Brasil, a partir de documento da Congregação para o Clero sobre o assunto e diante dos desafios da realidade atual. Aos bispos também refletiram sobre a Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre os jovens, em outubro deste ano, e o Sínodo dos Bispos da Amazônia no próximo ano. Destacou a necessidade de um olhar positivo em relação aos jovens, compreendendo suas aspirações e valorizando suas iniciativas. Dom José mencionou também o desafio que a realidade atual apresenta aos leigos e leigas, exortando-os a viverem nela a sua missão transformadora. Em seguida, houve partilha das atividades em andamento em cada paróquia em relação ao Ano Nacional do Laicato e foram dados os primeiros encaminhamentos para o encontro diocesano de leigos no encerramento deste ano a eles dedicado, no dia da Solenidade de Cristo Rei, em 25 de novembro. Em princípio, o encontro iniciará às 13h30, no Salão da URI, com show/palestra e missa às 17h. 
Encontro de formação para assessores da Infância e Adolescência Missionária: Vinte e sete pessoas de nove Paróquias da Diocese de Erexim e do Colégio Franciscano São José participaram de encontro de formação no dia 28 passado, no Seminário de Fátima. Depois de momento inicial de oração missionária, receberam a visita de Dom José que lhes falou da recente Assembleia Geral da CNBB, na qual houve destaque especial para a dimensão missionária, particularmente em relação à realidade da Amazônia. Relatou que o dia de retiro dos Bispos foi orientado pelo bispo emérito de Marajó, missionário espanhol que deixou a todos testemunho emocionante de doação e serviço àquele povo, de modo particular na defesa e promoção da vida. Enalteceu o trabalho da Infância e Adolescência Missionária, pois é fundamental a motivação para a participação na missão da Igreja junto às crianças e adolescentes. Ao longo do dia, o grupo refletiu os seguintes pontos: história e carisma da Infância e Adolescência Missionária (IAM), a espiritualidade missionária, os 12 passos para implantar a IAM e o perfil do assessor missionário, com coordenação da equipe diocesana desta obra da Igreja. O encontro teve muita animação, alegria e partilha missionária. No dia 19 de maio, o grupo terá outro encontro formativo no qual aprofundará a psicopedagogia das idades e a metodologia da IAM.
Igreja Católica Romana (ICAR) no desfile do Centenário de Erechim: A Igreja Católica integrou o bloco “Religião” no desfile do centenário do Município de Erexim, dia 29. Em relação a ela, o texto lido no desfile, lembrava que os pioneiros do grande Erechim, em sua grande maioria católicos, ao chegarem, organizavam logo sua comunidade com um local para suas orações e festas e a escola para a educação dos filhos. Lideranças católicas promoveram a vinda de congregações de religiosos/as que atuaram decisivamente na saúde, na educação, na promoção humana, com hospitais, escolas e obras sociais. Padres, com muito heroísmo, em condições precárias, davam acompanhamento constante aos agricultores e aos núcleos urbanos. Entre eles, o Pe. Benjamin Busato, Pároco da Paróquia São José de 1926 a 1950, estudioso e escritor. Deu especial atenção à catequese familiar; incentivou decisivamente a Romaria da Salette; empenhou-se pela defesa e promoção dos agricultores; teve também atuação sócio-política por suas iniciativas em favor do desenvolvimento da região. A rede de comunidades católicas em diversas paróquias possibilitou a criação e instalação da Diocese de Erexim em 1971. A intensa ação evangelizadora da Diocese fortalece a fé, cultiva valores éticos e morais, possibilita a formação de muitos agentes de pastoral e lideranças que atuam nas entidades de classe e de promoção humana e na política, entendida como o zelo pelo bem comum e eminente expressão da caridade.
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Informações da semana
Do dia 03/5/18
Papa saúda o recordista mundial Sotomayor
Javier Sotomayor Sanabria é hoje o presidente da Federação Cubana de Atletismo.
O Papa teve um encontro especial na quarta-feira, ao final da Audiência Geral: Francisco saudou o recordista mundial de salto em altura Javier Sotomayor Sanabria.
O cubano detém o recorde na sua categoria há 25 anos, já que nenhum atleta jamais superou seus 2 metros e 45 cm de altura.
Com o Terço do Papa
Com o Terço recebido pelo Papa no pescoço, Sotomayor visitou depois o Pontifício Conselho para a Cultura, onde foi acolhido por Mons. Melchor Sanchez de Toca, responsável pela Athletica vaticana, a equipe de atletas funcionários da Santa Sé.
Ajuda de Deus
“Antes de todo salto, sempre pedi a ajuda ao Senhor. Na maior parte das vezes, meu pedido foi atendido e por isso sempre fui muito grato a Deus. Hoje, procuro dar testemunho com o meu exemplo”, contou ao Vatican News Sotomayor, que hoje é o presidente da Federação Cubana de Atletismo.
Um recorde que dura 25 anos
Sotomayor estabeleceu o recorde 25 anos em Salamanca, e detém também o recorde indoor, com 2,43 metros. Ganhou uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona, duas no Campeonato Mundial, quatro no Mundial indoor e três nos Jogos Pan-americanos.
Entre os 24 saltos mais altos de todos os tempos, 17 são seus: saltou 21 vezes acima dos 2,40m, mais do que qualquer outro atleta. O Comitê Olímpico Internacional lhe conferiu o prêmio “Deporte inspiración para la Juventud”.
Fonte: Vatican News
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Intenção de maio: Papa encoraja o papel dos leigos na Igreja
O Santo Padre dedica a nova edição de O Vídeo do Papa à missão dos leigos. O Vídeo do Papa é uma iniciativa da Rede Mundial de Oração do Papa.
O Papa Francisco dedica a intenção de oração do mês de maio aos leigos. Na nova edição de "O Vídeo do Papa", o Pontífice afirma a necessidade de os leigos colocarem sua criatividade a serviço dos desafios do mundo, dando exemplo com sua fé através da solidariedade e do compromisso com a sociedade.
“Peçamos juntos neste mês para que os fiéis leigos cumpram sua missão específica, a missão que receberam no batismo, colocando sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual”, diz o Papa. “Precisamos do seu testemunho sobre a verdade do Evangelho e de seu exemplo ao expressar sua fé com a prática da solidariedade”, acrescentou.
Concílio
Depois da celebração do Concílio Vaticano II, a Igreja Católica se esforçou para deixar mais claro o papel dos leigos, que têm sido fundamental desde os primeiros séculos. A função dos membros que não integram o clero é ajudar nas quatro dimensiones tradicionais da Igreja: a caridade, a comunhão, a evangelização e a liturgia.
“Os leigos encontram-se na linha mais avançada da vida da Igreja”, enfatizou Francisco. “Demos graças pelos leigos que arriscam, que não têm medo e que oferecem razões de esperança aos mais pobres, excluídos e marginalizados”, completou.
Rede Mundial de Oração do Papa
“Muitas vezes, pensamos que os sacerdotes são os responsáveis por impulsionar a missão da Igreja. No entanto, são os leigos que estão no coração do mundo e os que têm um papel chave para transformar a sociedade”, destacou por sua vez o Pe. Frédéric Fornos, SJ, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Juvenil.
“É nas famílias, nas salas de aula, nos escritórios, nas fábricas, no campo, na vida cotidiana onde encontramos a oportunidade de ser sal e luz do Reino de Deus, sabor do Evangelho”, acrescentou.
Fonte: Vatican News
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Consistório Ordinário marcado
Papa Francisco convocou os cardeais presentes em Roma para Consistório Ordinário. Seis beatos serão canonizados, entre eles o Papa Paulo VI e Dom Oscar Romero.
O Papa Francisco, por meio de seu mestre de cerimonias Monsenhor Guido Marini, convocou nesta manhã, 03 de maio, os Cardeais residentes e presentes em Roma para o Consistório Ordinário no dia 19 de maio. O encontro se realizará às 10 horas no Palácio Apostólico, no Vaticano. O Santo Padre presidirá a hora média da liturgia das horas e o Consistório Público para a canonização dos seguintes beatos:
Paulo VI (Giovanni Battista Montini), Sumo Pontífice - Giovanni Battista Montini nasceu em Concesio, Bréscia, na região italiana da Lombardia, e foi ordenado aos 22 anos. Doutor em filosofia, direito civil e direito canônico, serviu a diplomacia da Santa Sé e a pastoral universitária italiana. A partir de 1937, foi colaborador direto do Papa Pio XII. Durante II Guerra Mundial, no Vaticano, se ocupou da ajuda aos refugiados e aos judeus. Após o conflito, colaborou na fundação da Associação Católica de Trabalhadores Italianos (ACLI), e em 1954, foi nomeado arcebispo de Milão.  Criado cardeal pelo Papa João XXIII em 1958, participou nos trabalhos preparatórios do Concílio Vaticano II.  Em 21 de junho de 1963 foi eleito Papa. Paulo VI escreveu sete encíclicas, entre as quais a ‘Humanae vitae’ (1968) sobre o controle da natalidade, e a ‘Populorum progressio’ (1967) que abrange o desenvolvimento dos povos. Foi o primeiro Papa a fazer viagens internacionais, tendo visitado Terra Santa, EUA, Índia, Portugal, Turquia, Filipinas e Austrália, dentre outros.
Oscar Arnulfo Romero Galdámez, Arcebispo de São Salvador, Mártir - nasceu em 15 de agosto de 1917, em Ciudad Barrios, em El Salvador. Sua família era numerosa e pobre. Com apenas 13 anos entrou no seminário. Foi para Roma completar o curso de teologia com 20 anos e se ordenou sacerdote, em 1943. Em 1977, padre Oscar Romero foi nomeado Arcebispo de El Salvador, chegando à capital com fama de conservador. No dia 24 de março de 1980, Dom Romero foi fuzilado, em meio aos doentes de câncer e enfermeiros, enquanto celebrava uma missa na capela do Hospital da Divina Providência, na capital de El Salvador.
Sua ação pastoral visava ao entendimento mútuo entre os salvadorenhos. Criticava duramente tanto a inércia do governo, as interferências estrangeiras, como as injustiças praticadas pelos grupos "revolucionários". O Arcebispo Dom Oscar Arnulfo Romero foi fiel a Igreja, e pagou com a vida o preço de ser discípulo de Cristo. O seu nome foi incluído na relação dos 1015 salvadorenhos que foram assassinados, em 1980.
Outros 4 beatos serão canonizados junto a Papa Paulo VI e a Dom Oscar Romero:
Francesco Spinelli, Sacerdote diocesano, Fundador do Instituto das Irmãs Adoradoras do Santíssimo Sacramento;
Vincenzo Romano, Sacerdote diocesano;
Maria Caterina Kasper, Virgem, Fundadora do Instituto das Pobres Servas de Jesus Cristo;
Maria Ignazia de Santa Teresa de Jesus, virgem, Fundadora da Congregação das Irmãs missionarias Cruzadas da Igreja. 
Fonte: Vatican News
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Nulidade matrimonial: instruções para a formação
"Os estudos do direito canônico à luz da reforma do processo matrimonial" é o título da nova Instrução da Congregação para a Educação Católica. Na entrevista, Dom Zani, secretário da Congregação, enfatiza que é necessária "melhor preparação" nas Igrejas particulares, precisamente para implementar a reforma desejada pelo Papa.
Promover uma preparação diferenciada, sobretudo acadêmica, das diferentes pessoas que estão trabalhando com as causas de declaração de nulidade do matrimônio, nos tribunais eclesiásticos ou no aconselhamento matrimonial. Este é o propósito da nova Instrução da Congregação para a Educação Católica, apresentada na manhã de 3 de maio e promulgada à luz das inovações introduzidas pela reforma dos processos canônicos para as causas da declaração de nulidade do matrimônio desejadas pelo Papa Francisco e expressas por dois documentos em forma de Motu Proprio: Mitis Iudex Dominus Iesus e Mitis et misericors Iesus.
O ponto de partida que motivou a Congregação para a Educação Católica a publicar as 'diretrizes' para a formação dos operadores dos tribunais eclesiásticos e para as várias pessoas envolvidas na pastoral do matrimônio e da família foi a Exortação Apostólica pós-sinodal do Papa Francisco Amoris Laetitia, na qual se faz referência à necessidade de tornar os procedimentos de reconhecimento de casos de nulidade mais acessíveis e ágeis ", diz Dom Vincenzo Zani, Secretário da Congregação.
As Igrejas Particulares
"Muitas vezes, sublinha Dom Angelo, há desconforto, lentidão para aplicar essa necessidade fortemente enfatizada pelos padres sinodais, por isso o Papa publicou o Motu proprio 'Mitis iudex', dando indicações claras sobre a necessidade de se envolver mais diretamente o bispo em sua igreja, sendo sua tarefa também de juiz dos fiéis confiados a ele, e portanto pedindo às Igrejas particulares de assumir de melhor forma a responsabilidade de iniciar o processo para estas causas de pedido de nulidade matrimonial."
"Agora, esta indicação exige das Igrejas particulares a urgência de ter pessoal adequado. Neste ponto, quem o forma? Há muitos cursos: cursos de formação, cursos que se fazem com bastante qualificação. Neste momento, é exigido também esta responsabilidade à toda realidade das faculdades eclesiásticas, da Faculdade de Direito Canônico, que temos espalhadas no mundo."
Novidade
"Antes de tudo – prossegue Dom Angelo –, depois de ter confirmado com o Santo Padre, decidiu-se de sublinhar dois temas importantes:  a forte exigência de manter o alto nível das faculdades de Direito Canonico. No mundo existem 42 faculdades, com várias instituições particulares. Portanto, devemos qualificar as realidades existentes, potencializá-las, pedir uma maior articulação; da outra parte, não podemos multiplicar a presença das Faculdades de Direito Canônico porque existem exigências muito precisas para constitui-las: número de docentes, a pesquisa, os ambientes, as estruturas etc."
"E então decidimos dar mais duas indicações, ou seja, que mesmo dentro das Faculdades de Teologia existentes hoje possam abrir os Departamentos de Direito Canônico: nas Faculdades de Teologia já existe um curso de Direito Canônico, mas um Departamento é mais rico de oferta. E mesmo onde temos universidades católicas com a Faculdade de Direito, ali também são convidados a estabelecer as cátedras de Direito Canônico, integrando assim todos os cursos de direito que já existem."
"Então, essas três possibilidades: potencializar a Faculdade de Direito Canônico; Departamentos de Direito Canônico nas Faculdades de Teologia - evidentemente aprovados por nós - e, na terceira hipótese, a cadeira de Direito Canônico nas Faculdades de Direito é uma melhor articulação desta oferta para a preparação de pessoal."
Pessoal qualificado
Dom Angelo se concentrou nos tipos de pessoas que devem ser preparados:
"Existem três níveis de pessoal qualificado para acompanhar as pessoas que estão em dificuldades e que têm essa necessidade de entender se o matrimônio é nulo ou se há situações que podem ser recuperadas e assim por diante.
O primeiro nível é o nível pastoral: os padres e colaboradores próximos devem ser bem formados, devem ser atualizados sobre as problemáticas; portanto, uma preparação de base mais qualificada e mais direcionada sobre essas questões.
O segundo nível é a preparação de pessoal: que na diocese se dô o suporte aos centros pastorais familiares com mais qualificação, com pessoas que sejam atualizadas sobre essas questões e, portanto, que façam um acompanhamento mais qualificado das pessoas em dificuldade e uma triagem inicial das questões e problemáticas.
E o terceiro nível é o nível dos tribunais: é necessário que não apenas o presidente do Tribunal, mas também toda a equipe de colaboradores e secretários tenham  uma preparação mais específica sobre essas questões.
Por fim Dom Angelo Vincenzo Zani ressalta: "Até hoje, as questões mais difíceis e duvidosas eram dirigidas a Roma ou aos poucos centros que existiam em diferentes continentes. A mudança que o Papa pede é aproximar este tipo de serviço às Igrejas particulares, e para isso é necessario uma melhor preparação."
Fonte: Vatican News
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Papa quer mais atenção ao Direito Canônico nas faculdades civis e católicas
O Vaticano insistiu hoje a um maior investimento na formação de especialistas em Direito Canônico, nas faculdades civis e católicas.
O apelo é deixado na nova instrução “Os estudos do direito canônico à luz da reforma do processo matrimonial”, da Congregação para a Educação Católica (Santa Sé), que visa criar condições para implementar a reforma promovida pelo atual Papa neste campo.
O Direito Canônico, diz o documento, deve “fazer parte da docência e da investigação numa Faculdade de Jurisprudência civil numa Universidade Católica”, e, nos termos em que é permitido pela legislação estatal, os cursos de Direito deveriam ter um “plano de estudos” de Direito Canônico, pelo menos como matéria opcional.
A instrução procura responder às “novas exigências” da reforma promovida pelo Papa Francisco nos processos canônicos para as causas de declaração da nulidade do matrimônio, assumindo a necessidade de “preparar o pessoal adequado para a práxis judicial”.
O Vaticano considera que existe uma “urgente necessidade” de “um maior número de clérigos, leigos e religiosos bem formados em Direito Canônico”, de forma a “suprir a escassez de pessoal competente em tantíssimas dioceses do mundo”.
Nesse sentido, propõe-se que as Faculdades de Direito Canônico e as instituições equiparadas possam programar curso breves para os agentes pastorais que são “chamados a intervir na fase prévia do processo de declaração de nulidade do matrimónio ou para as pessoas envolvidas no próprio processo”.
Em causa está, sobretudo, o chamado “processus brevior” (processo mais breve), que, segundo as determinações do Papa, confia a decisão sobre uma eventual nulidade ao bispo diocesano, o que exige, segundo o Vaticano, “um conhecimento real da substancial disciplina canónica e processual matrimonial”.
O processo envolve instrutores, assessores, o moderador da Cancelaria do Tribunal, o notário, peritos, advogados e consultores, que deveriam ter formação em Direito Canônico.
“A lei eclesiástica não requer obrigatoriamente para todos os ofícios o grau académico, mas isto não significa que seja proibido nem que tal, de facto, em alguns casos seja até necessário ou conveniente”, precisa a instrução da Santa Sé.
O documento lamenta o “declínio numérico” de docentes e alunos, pelo que considera que a necessidade de pessoal bem formado nos diversos âmbitos das ciências canónicas deve “encorajar os bispos a investir neste serviço eclesial convidando clérigos e, se possível, também leigos a estudar Direito Canônico”.
As Faculdades de Direito Canônico e as Instituições equiparada, os Departamentos de Direito Canónico e as Cátedras de Direito Canônico nas Faculdades de Teologia e nas Universidades Católicas que desejem constituir uma Cátedra de Direito Canônico na Faculdade de Jurisprudência devem adequar-se à nova Instrução, com o início do ano acadêmico 2019-2020.
Fonte: Catolicos.
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Bispos da Oceania: oceanos oferecem "mar de oportunidades"
Os bispos da Federação das Conferências Católicas da Oceania, expressando “atenção pela nossa casa comum”, colocaram no centro as temáticas da Carta encíclica Laudato si sobre o cuidado da casa comum, a salvaguarda da Criação.
 “O mar é fonte de vida e bem-estar para nosso povo e, infelizmente, além de sofrer eventos climáticos catastróficos nos encontramos diante dos danos provocados pelas empresas multinacionais e diante das maquinações políticas.”
Efeitos negativos do aquecimento global
Encontro norteado por temáticas da Laudato si
Reunidos em Port Moresby, capital de Papua Nova Guiné (ao norte da Austrália), de 11 a 18 de abril, os bispos da Federação das Conferências Católicas da Oceania, expressando “atenção pela nossa casa comum, a Oceania: uma mar de possibilidade”, colocaram no centro as temáticas da Carta encíclica Laudato si sobre a salvaguarda da Criação.
Os prelados afirmam na solene declaração emitida ao término da Assembleia: “Refletimos com atenção sobre a geografia particular da nossa região e sobre a nossa responsabilidade - oriunda da nossa fé – em relação a ela”.
“O debate entre os prelados durante a Assembleia evidenciou os laços intricados entre nações, economias e comunidades de povos.”
Nosso mundo esconde a obrigação ética, diante das empresas multinacionais e das nações, de transcender determinados interesses e de assumir a responsabilidade de construir uma economia mundial baseada no cuidado e na sustentabilidade”, continuam os bispos.
Desafio ético urgente diante da família humana
Trata-se de “um desafio ético urgente diante da família humana mundial que diz respeito ao desenvolvimento econômico dependente da energia baseada nos combustíveis. O desenvolvimento comercial atual está contribuindo para mudanças climáticas destrutivas”, acrescentam.
“Todos os dias nosso povo sofre os efeitos negativos – aliás, por vezes desastrosos – do aquecimento global. Entre estes, a elevação do nível do mar, o aumento das temperaturas oceânicas, a acidificação das águas, o descoramento dos corais e as ameaças à biodiversidade, junto aos mais difusos fenômenos meteorológicos extremos de ciclones, furacões e tempestades.”
Mudanças climáticas - consequências sobre nossa ecologia humana
“Por conseguinte, perguntamo-nos se o grito do nosso povo por causa destas mudanças é sufocado pelo ribombar dos lobbies comerciais e da avidez. Por que, apesar das indiscutíveis consequências negativas sobre nossa ecologia humana, muitos governos não somente permitem, mas apoiam a expansão das indústrias baseadas no carvão? Por que esse ‘crescimento’ míope?”, questionam os bispos.
O texto conclusivo ressalta: “Refletimos sobre o artigo 195 da Laudato si que desmascara os custos a longo prazo em nível social que comportam deixar sem controle a busca de lucros a curto prazo, através de meios de produção presumivelmente mais econômicos (mas exploradores ou destrutivos)”.
Custos sociais para a saúde e o ambiente
“Mais cedo ou mais tarde os governos deverão enfrentar esses custos sociais para a saúde e o ambiente. Como pessoas de fé, permanecemos líderes repletos de esperança. A conversão do modo de agir é o catalizador para convencer os partidos políticos e os governos a enfrentar as mudanças climáticas”, lê-se ainda.
“Por muito tempo estivemos sujeitos a uma mentalidade superficial, segundo a qual dar início a uma efetiva mudança industrial seria um ‘suicídio político’. Rejeitamos essa convicção e fazemos apelo a todas as pessoas, em particular às dos continentes que detêm a força industrial, a ouvir a nossa voz do Sul do mundo”, prossegue o texto.
Acabar com as protelações
Os bispos da Oceania acrescentaram seu desconcerto ao tomar conhecimento de que após o acordo de Paris de 2015, muitas nações renegaram suas promessas de limitar o aumento da temperatura média global abaixo de 1,5 grau centígrado. E concluem: “Imploramos aos governos que acabem com o jogo de protelações, das posições e dos arranjos e, ao invés, abracem uma liderança corajosa e os quadros reguladores que as populações esperam”.
“Apoiamos todas as empresas que manifestam um senso ético em relação aos trabalhadores e ao ambiente, e mais uma vez imploramos os governos a exercer uma liderança responsável em favor do bem comum, das gerações vindouras e da nossa mãe terra”, exortam por fim os bispos da Oceania.
Fonte: Vatican News
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Liberdade de Imprensa: ainda não existe em muitos países
Celebra-se nesta quinta-feira, (03/05) o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Porém, desde o início deste ano já foram mortos 29 jornalistas no mundo. Na Itália, 20 jornalistas vivem sob escolta por terem feito investigações sobre as máfias.
Celebra-se nesta quinta-feira (03/05) o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. O dia é marcado pelas comemorações em todo o mundo, tendo como objetivo principal a sensibilização da opinião pública sobre um direito civil negado a três quartos do planeta. Só neste ano já foram mortos 29 jornalistas em todo o mundo e centenas foram presos depois de processos sumários ou desaparecem sem deixar sinais. México, Turquia e Egito são alguns dos países nos quais o direito de expressão na imprensa é mais negado, revela Antonio Marchesi, presidente da Amnesty International: “Onde se toca o poder, o poder constituído, o perigo aumenta”.
Na Itália, pelo menos 20 jornalistas vivem sob escolta por terem feito investigações e reportagens sobre as máfias, outros 3 mil receberam intimidações e ameaças. Uma delas é Federica Angeli, jornalista do “La Repubblica”, que vive sob escolta desde 2013 quando escreveu sobre a criminalidade organizada no território de Óstia, arredores de Roma. “Vale a pena – nos diz a jornalista – se a minha luta servir para restituir a liberdade aos meus filhos. Sem as máfias todos poderão ser livres para poder abrir uma atividade comercial, por exemplo, sem o pesadelo das extorsões. O que me faz ir adiante é saber que estou do lado certo”.
Fonte: Vatican News
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Bispo compartilha dramático relato de ataque a igreja de Bangui
O Bispo de Bangassou (República Centro-Africana), Dom Juan José Aguirre, enviou um comunicado após o ataque contra a igreja de Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Bangui, a 700 quilômetros, que aconteceu no dia 1º de maio e no qual morreram 16 pessoas, entre as quais um sacerdote, e 99 ficaram feridas.
Segundo explica no comunicado publicado pela emissora de rádio Cope, o ataque foi perpetrado por “um grupo de radicais que dizem ser autodefesa das lojas e de toda atividade econômica do bairro”, o “bairro muçulmano do PK 5, coração econômico de Bangui”.
“Seu chefe é muçulmano e tem o apelido de ‘force’. Há 20 dias os soldados da ONU quiseram desarmá-lo e não puderam. Foi como mexer em um vespeiro”, explica.
“Junto a esse bairro está um bairro não muçulmano no qual está a paróquia de Fátima, que tem os missionários combonianos há 50 anos”, afirma Dom Aguirre.
Segundo ele, no último dia 1º de maio, “havia uma reunião do grupo de São José” com a “igreja cheia até as portas”.
“Durante a Missa, por volta das 10h, as pessoas de ‘force’ invadiram a esplanada atirando com AK47, tiros cruzados contra a porta da igreja e granadas de mão, causando muitos feridos”, apontou.
Também contou como o sacerdote faleceu: “Um sacerdote diocesano saiu para auxiliar um ferido no pé e recebeu um tiro entre a têmpora e a orelha, imediatamente mortal. Chamava-se Abbe Albert Toungoumale Baba, de 55 anos”.
Depois, os criminosos escaparam, mas “os jovens recolheram o cadáver de Abbe e o levaram para o palácio presidencial, onde, por volta das 14h, os soldados da MINUSCA ruandeses os dispersaram e o cadáver foi conduzido a sua paróquia para as exéquias”.
A MINUSCA são as iniciais da Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana, que é responsável pela proteção da população civil e pelo apoio ao processo de transição, assim como pela assistência humanitária.
Mas, as revoltas seguem na cidade, “enquanto isso, 3 muçulmanos foram queimados na principal artéria de Bangui, a Avenue Boganda, a mesquita do bairro da Kwanga foi queimada, muitos doentes do hospital comunitário muçulmanos foram feridos e a caça aos muçulmanos se mantém até a noite”.
Além dos mortos e feridos, o Bispo adverte que este ataque coloca em “risco que todo o processo de paz e desarmamento venha abaixo”.
Dom Juan José Aguirre é um religioso missionário comboniano espanhol e Bispo da Diocese de Bangassou (República Centro-Africana) desde o ano 2000. Em diversas ocasiões, denunciou a situação de violência e caos que se enfrenta no país.
Fonte: Catolicos
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Lamborghini do Papa Francisco deixará o Vaticano por uma boa causa
O Lamborghini Huracán doado ao Papa Francisco em novembro de 2017 será leiloado em maio deste ano pela casa Sotheby’s e espera-se arrecadar cerca de 350 mil dólares para obras de caridade no Iraque e outras regiões do mundo.
No dia 15 de novembro de 2017, antes da Audiência Geral e em frente à Casa Santa Marta, no Vaticano, executivos da empresa automotiva Lamborghini presenteou o Santo Padre com o automóvel personalizado.
O veículo, que será leiloado no dia 12 de maio, tem as cores da bandeira do Vaticano. Como um toque final, o Santo Padre assinou o automóvel.
Do valor arrecadado no leilão, 70% será destinado a projetos de ajuda para os cristãos em Nínive (Iraque), uma região que foi duramente atacada pelo grupo terrorista Estado Islâmico.
Os demais 30% serão destinados em partes iguais para os grupos Amici per il Centrafrica Onlus, Groupe International Chirurgiens Amis de la Main (GICAM) e a Associação Comunidade Papa João XXIII, que ajuda pessoas pobres na África e em outras regiões do mundo.
Sotheby’s destaca que “a venda deste Huracán representa uma oportunidade única de adquirir um Lamborghini completamente único, ao mesmo tempo em que se doa a causas importantes em nome de Sua Santidade”.
Fonte: Catolicos.
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O navegador que entregou ao Papa a chave dos oceanos
Sébastien Destremau, 53, terminou em último lugar a regata Vendée Globe, a volta ao mundo em solitário e sem assistência. Sua história fascinou o público e ele foi recebido na cidade francesa de Sables D'Olonne por uma multidão.
Para quem navega pelos oceanos e participa de uma regata competitiva como a ‘Vendée Globe’, a passagem do Cabo Horn é sempre um momento muito forte, emocionante e simbólico: é quando os agitados Mares do Sul ficam para trás e se começa a subir o Oceano Atlântico. Navegando sozinho ao redor do mundo na Vendée Globe 2016-2017, Sébastien Destremeau decidiu marcar o momento em que ultrapassou aquela latitude fabricando, com um cabide e pedaços de madeira, a chamada “chave dos oceanos”.
Chave como símbolo da solidariedade e do amor pelo mar
E “em nome de todos os que enfrentar o mar, todos os dias, trabalhando ou à procura de uma vida melhor”, o velejador francês veio a Roma, no início de abril, e na Praça São Pedro, entregou ao Papa a sua obra. Sébastien estava acompanhado pelo Padre Vincent Lautram, idoso pároco de Sables d’Olonne, de onde a regata tem início e fim. É dele a ideia de instalar no pequeno porto uma imagem da Virgem negra do Santuário de Rocamadour, protetora de todos os navegantes. Depois de quase três meses no mar, naquele exato ponto da travessia, em último lugar na competição, Sébastien decidiu confeccionar a chave com o material que dispunha a bordo. 
As próximas travessias
Sem perder a motivação, o velejador partirá para a regata Route du Rhum em novembro próximo e se prepara para participar novamente da Vendée Globe em 2020. Enquanto isso, entrevistado por Xavier Sartre, do Vatican News, Sébastien Destremau fala de sua relação com a fé, que não o deixou ao longo de sua jornada, e da mensagem que ele quis transmitir ao Papa Francisco.
“Eu fiz a Vendée Globe sem qualquer ajuda externa e, portanto, sem fotos, livros, filmes ou música: não levei nada comigo, para realmente viver esta aventura no seu sentido mais puro. As únicas coisas que eu tinha a bordo eram a Bíblia, um terço e uma fotografia da Virgem Maria. Isso me ajudou muito em tempos difíceis”.
“O medo esteve constantemente comigo. Há certas dificuldades, é claro, que são mais difíceis do que outras, e aí você se agarra ao que pode. Quebrei minhas costelas, estraguei meu barco, quase perdi o mastro. E a ajuda e o apoio moral são imprescindíveis nesses momentos”.
A mensagem transmitida ao Papa
“A frase que estava escrita no verso da pequena foto da Virgem que eu tinha a bordo, à qual olhei por 124 dias e que trouxe ao Vaticano: “Se você soubesse o quanto eu te amo, você choraria de alegria”. E acho que essa frase reflete hoje o que a Igreja está transmitindo como mensagem. Eu acho que essa mensagem seria muito mais forte se a Virgem dissesse “se você soubesse o quanto eu te amo, eu choraria de alegria”.
O conselho aos que amam o mar
“Muitas pessoas dizem que o homem destrói o mar, polui o mar, que o mar está sujo, o mar é uma lata de lixo, etc. Voltando destes quatro meses de mar, quero dizer que não é assim que devemos falar sobre o oceano, porque passamos uma mensagem ruim. Educação pelo negativo sabemos muito bem que não funciona, ou muito menos do que o positivo. E é talvez melhor dizer: “o mar é lindo, o mar é limpo, o mar é maravilhoso, vamos protegê-lo assim”, porque é mais fácil proteger algo limpo do que limpar algo sujo”.
Fonte: Catolicos.
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Em encontro, missionários da Amazônia farão projeções para o futuro  
Reunião será promovida pela Comissão Pastoral para a Amazônia da CNBB e reunirá cerca de 40 missionários e missionárias
A Comissão Episcopal Pastoral para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoverá, entre os dias 14 e 19 de maio, um encontro com cerca de 40 missionários e missionárias que atuam na Amazônia. Os missionários irão se reunir no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília, para avaliar, partilhar experiências, estudar e projetar atuações futuras para a Amazônia.
Desde 2009, a Comissão Pastoral para a Amazônia e o Centro Cultural Missionário atuam na formação de missionários para a realidade amazônica, mas só neste ano, 2018, que o reencontro entre os missionários se tornará realidade.
“Sempre sonhamos realizar essa atividade, será uma experiência bastante diferente”, afirmou Irmã Irene Lopes, assessora da comissão para a Amazônia da CNBB e secretária executiva da Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM) do Brasil. De acordo com a religiosa, missionários que atuam em diferentes frentes, seja junto aos indígenas ou nas cidades, estarão juntos partilhando ações, sonhos e desafios.
A programação do encontro prevê análise de conjuntura, com olhar especial para a Amazônia, avaliação das formações e de contribuições com o Documento de Estudo 100 da CNBB: Missionários/as para a Amazônia, palestras e retiro. Para Ir. Irene, o reencontro é uma oportunidade de, com a ajuda dos missionários, enriquecer o projeto e traçar novas metas para se continuar a investir na formação de padres, religiosos e leigos para a Amazônia.
“A expectativa é de que o grupo partilhe o caminho realizado e nos ajude a suscitar novas congregações, novas pessoas que possam contribuir com a atuação missionária na Amazônia”, concluiu a religiosa.
Fonte: Canção Nova.
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Vítimas de abusos sexuais no Chile valorizam o pedido de perdão do Papa
“O Papa nos pediu perdão formalmente em seu nome e em nome da Igreja universal”, expressaram três vítimas de abusos sexuais cometidos pelo sacerdote Fernando Karadima, depois do encontro com o Papa Francisco em Roma, nos últimos dias 28 e 29 de abril.
Juan Carlos Cruz, James Hamilton e José Andrés Murillo, vítimas que denunciaram os abusos cometidos pelo sacerdote Fernando Karadima, declarado culpado em janeiro de 2011 pelo Vaticano, participaram em uma coletiva de imprensa em Roma no dia 2 de maio.
“Reconhecemos e agradecemos este gesto e a enorme hospitalidade e generosidade destes dias. Também agradecemos a Dom Jordi Bertomeu que, a pedido do Papa, nos acompanhou e soube transformar esta estadia em algo construtivo”, expressaram.
Os denunciantes foram recebidos durante quase uma semana na Casa Santa Marta e se reuniram em privado, durante várias horas, com o Santo Padre, que “se mostrou muito receptivo, atencioso e empático”, afirmaram Cruz, Hamilton e Murillo.
“Durante cerca de dez anos fomos tratados como inimigos porque lutamos contra o abuso sexual e o encobrimento na Igreja. Atualmente, conhecemos um rosto amigável da Igreja, totalmente diferente do que conhecemos antes”, manifestaram.
“Conseguimos conversar de maneira respeitosa e franca com o Papa. Abordamos temas difíceis, como o abuso sexual, o abuso de poder e, sobretudo, o encobrimento dos bispos chilenos. Acontecimentos que não nos referimos como pecados, mas crimes e corrupção e que não acabam no Chile, mas são uma epidemia”.
“Uma epidemia que destruiu milhares de vidas de crianças e jovens. Pessoas que confiaram e foram traídas em sua fé e em sua confiança. Nós falamos da experiência. Uma a qual outros não conseguiram sobreviver”.
Entretanto, afirmaram que “em nossa vida encontramos sacerdotes, religiosos e religiosas comprometidos com a dignidade das vítimas e com a justiça. Pessoas honestas e corajosas que conseguiram progresso nesta luta. São muitos e são essenciais”.
“Esperamos que o Papa transforme em ações exemplares e exemplificadoras as suas palavras amorosas de perdão”, enfatizaram.
“Caso contrário, tudo isso será uma letra morta. Finalmente, gostaríamos de repetir que decidimos aceitar este convite em nome de milhares de pessoas que foram vítimas de abuso sexual e encobrimento da Igreja Católica. Eles deram o sentido à nossa visita”, concluíram.
Em 2015, Juan Carlos Cruz, José Andrés Murillo e James Hamilton apresentaram uma denúncia por “danos morais” contra o Arcebispado de Santiago e pediram uma indenização de 450 milhões de pesos (cerca de 640 mil dólares) além de um pedido público de desculpas da Igreja pelo suposto encobrimento dos abusos.
O Papa Francisco recebeu as vítimas, depois de ler o relatório elaborado por Dom Charles Scicluna, que viajou ao Chile para reunir testemunhos sobre o Bispo de Osorno, Dom Juan Barros, acusado de encobrimento de abusos sexuais cometidos por Karadima.
Nas próximas semanas, o Papa Francisco receberá os bispos chilenos em Roma para discutir o relatório de Dom Scicluna.
Fonte: ACIDigital
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Do dia 02/5/18
“Maio com Maria”, obra do arcebispo de Teresina fala sobre tradição secular
Dedicar o mês de maio – também chamado de “mês das flores” no hemisfério norte – a Maria é uma devoção arraigada há tempos. Em seu livro “Maio com Maria”, recentemente publicado pela Editora “Edições CNBB” o arcebispo de Teresina, dom Jacinto Brito, revela que esta tradição já era costume desde o século XVIII.
O fato é que a Igreja sempre incentivou essa devoção. Exemplo claro disso é a concessão de indulgências plenárias especiais e referências em alguns documentos do Magistério, como a encíclica “Mense Maio”, do papa Paulo VI, publicada em 1965. O papa João Paulo II também já falava em suas audiências sobre tal devoção. “De fato, este é o seu mês”, dizia.
Não tão distante da realidade brasileira, em 2016 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) decidiu convocar o Ano Nacional Mariano com o objetivo de celebrar, fazer memória e agradecer pelos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição no rio Paraíba do Sul, em São Paulo. A iniciativa teve início no dia 12 de outubro e seguiu até 11 de outubro de 2017.
Segundo dom Jacinto Brito, a atitude da CNBB em proclamar o Ano Mariano confirmou a experiência pastoral que envolve a todos: “Maria é um caminho seguro de evangelização!”. O bispo também fez questão de destacar que as Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, tais como Medellín, Puebla, Santo Domingo e Aparecida primaram em demonstrar o potencial da piedade popular.
“Quantas dioceses, paróquias, igrejas e até pequeninas capelas lhe são dedicadas! É difícil encontrar um lar brasileiro sem uma imagem de Nossa Senhora! Quem não aprendeu na mais tenra infância, no colo da mãe, a ‘Ave-Maria’”?, questiona o bispo na apresentação de seu livro.
Continuando o louvor das gerações, dom Jacinto no exercício do ministério que lhe foi confiado achou que seria oportuno apresentar Maria aos fiéis, por meio de seu livro “Maio com Maria – Quem é esta mulher?”. “Eis porque os fundamentos dos trinta e um encontros deste livrinho é a Bíblia-Sagrada, comentada pelos Santos Padres, os Santos e o Magistério da Igreja”, explica o arcebispo.
À luz de sua prática pastoral, dom Jacinto percebe que o mês de maio é um veículo natural para o seu projeto. Afinal, de acordo com ele, quando em 1725, o padre Jesuíta Antônio Dionísio iniciou esse costume, a partir de então, a prática do mês de maio não cessou de crescer e lançar raízes. “De fato, Deus nos procedeu em seu amor a Maria! Rezando, escutando e meditando neste mês de maio as maravilhas que ele operou em sua humilde serva, ganhamos mais razões para amá-la, conhecendo-a através de seu divino Autor!”, enfatiza.
O livro é composto por 31 roteiros, um para cada dia do mês de maio, levando a refletir por meio de cada um dos temas tratados, sobre “quem é esta Mulher”. A obra já está disponível no site da Edições CNBB.
Fonte: CNBB
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Desde a catequese, Igreja tem papel de conscientizar para a comunicação
Em tempos de redes sociais e de inúmeras informações que circulam nos vários meios, com diversas fontes e objetivos, um fenômeno antigo, mas com roupagem nova, chama a atenção: as notícias falsas, mundialmente chamadas no contexto atual de fake news. A temática que mereceu espaço na reflexão do papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais – neste ano em 13 de maio – foi abordada em entrevista à revista “Bote Fé” concedida pelo doutor e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Moisés Sbardelotto.
A relação entre os termos “pós-verdade” e fake news, as redes sociais e suas possibilidades de disseminar conteúdos falsos e também de dar voz a quem não tinha em outros tempos são alguns pontos abordados por Sbardelotto. O especialista também analisa o contexto das eleições no Brasil e sugere um “processo de conscientização comunicacional” para enfrentar a avalanche de mentiras entre candidatos.
A realidade da Igreja também é lembrada, na qual “certos indivíduos e grupos católicos em rede, muitas vezes, deixam de lado a missão de anunciar a “boa notícia” (good news) para inventar e compartilhar apenas “fake (good) news”, falsificando o Evangelho e o testemunho cristão com suas práticas de ódio e intolerância”.
O fluxo migratório de Venezuelanos para o Brasil em busca de sobrevivência
A Edições CNBB está circulando a Revista Bote Fé edição nº 23, correspondente aos meses de abril, maio e junho de 2018, com uma matéria especial sobre o fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil. Em busca de uma vida melhor, estabilidade financeira, serviços de saúde e alimentos, centenas deles fogem da severa crise que assola o seu país, tendo como porta principal de entrada o Estado de Roraima, no Brasil. A prefeitura de Boa Vista, capital do Estado, estima que cerca de 40 mil venezuelanos já tenham entrado na cidade, o que representa mais de 10% do total de habitantes, hoje estimado em mais de 300 mil. Guardadas as devidas proporções, a reportagem mostra que Roraima vive uma crise de imigração sem precedentes.
Constantino Sapata, indígena, 28 anos
Natural de Tucupita, cidade na Venezuela, Constatino Sapata, de 28 anos veio para Pacaraima com o objetivo de conseguir alimento e trabalho. O indígena, que já é viúvo, deixou duas irmãs em seu país de origem para tentar a sorte no Brasil. Ele já está há três meses no abrigo. “Aqui é melhor do que na Venezuela. Há tudo: comida, trabalho”, afirma. Constatino teve a sorte que nem todos têm: a chance de ficar no abrigo. Muitos deles estão vivendo na rua, em qualquer lugar que os proteja, ao menos, da chuva e do sol.
Em Boa Vista a situação não é diferente. Por lá a maioria dos imigrantes também estão em busca de emprego e melhores condições de vida. Jessika Rubio, de 27 anos veio para a cidade com a filha, de 5. Abrigadas no pátio da Paróquia Nossa Senhora da Consolata, a imigrante conta que a situação em seu país de origem é precária. “Na Venezuela não se consegue comida por ser muito cara. O salário de uma pessoa que trabalha não serve para nada. O dinheiro não serve nem para comprar uma roupa para a criança”, relata.
Conforme dados divulgados pela Polícia Federal em Roraima, a maioria dos venezuelanos que migram para o estado é de Caracas, capital do país. Mais de 58% são homens e jovens entre 22 e 25 anos. A maior parte deles são estudantes (17,93%), seguidos por economistas (7,83%), engenheiros (6,21%) e médicos (4,83%). Segundo o professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e especialista em fluxo migratório, João Carlos Jarochinski Silva a forte onda migratória é explicada pela severa crise econômica, política e social pela qual passa a Venezuela.
Abrigo do povo indígena Warão, em Pacaraima
“No contato diário com esses imigrantes – uso esse termo, pois, ainda, não houve análise das solicitações de refúgio dos que ingressaram nesse atual fluxo – eles relatam situações em que fogem da escassez de alimentos e medicamentos, do aumento da violência no país, da dificuldade em conseguirem se manter com os salários que recebiam, visto que há uma inflação recorde no país. Esses fatores, geram o que eu chamo de uma migração forçada em virtude desse quadro que praticamente expulsa as pessoas de seu país”, explica o professor.
João Carlos afirma que o Brasil não está preparado para receber esses imigrantes, mas acredita que isso não é razão para impedir a sua entrada no país. “O Brasil precisa, definitivamente, assumir seus compromissos e estabelecer uma política migratória coerente com seus princípios e com aquilo que defende para os brasileiros que se encontram no exterior para reforçar seu aparato e oferecer acolhimento digno e possibilidade de integração para esses imigrantes”, finaliza.
Ajuda humanitária
A Igreja Católica tem sido uma das fontes de solidariedade aos milhares de imigrantes venezuelanos. Junto com entidades da sociedade civil e pessoas de boa-vontade tocadas pelas necessidades humanas dos imigrantes, somam-se forças para dar abrigo, alimentação e assistência. “Sabemos que é uma realidade delicada, uma situação emergente, humanitária. Digamos de muita necessidade, de acolhida como nos ensina o papa Francisco e também de promoção e de integração”, afirma o bispo de Roraima, dom Mário Antônio da Silva.
Pessoas de boa-vontade ajudam imigrantes venezuelanos, no Posto da Polícia Federal
O religioso descreve a situação como ‘dramática’ e afirma que os imigrantes saem da Venezuela por uma necessidade humanitária. “É nossa obrigação estender a mão, acolher e fazer aquilo que o Evangelho nos aconselha, como o próprio Jesus Cristo nos diz: ‘Amai-vos uns aos outros’”, diz. Dom Mario explica que a Igreja tem se feito presente através da Pastoral do Migrante, das Pastorais Sociais, da Cáritas Brasileira e também por meio do serviço de orientação aos migrantes.
Exemplo concreto de atuação da Igreja se deu recentemente com a visita feita pela Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nas cidades de Boa Vista e Pacaraima. A missão foi batizada com o nome de “Fronteiras Brasil/Venezuela” e teve como objetivo conhecer in loco a situação que envolve a migração atual, especialmente para verificar a ocorrência do tráfico humano.
A Comissão, por meio de seus membros, realizou visitas na fronteira Brasil/Venezuela, nos abrigos dos indígenas tanto em Pacaraima quanto em Boa Vista e participou de audiências com a Polícia Federal, com a governadora do Estado e outras organizações da Sociedade Civil. Outra ação foi a visita ao espaço onde é servido diariamente o café da manhã, conhecido como “café fraterno” com 900 refeições, oferecidas pela paróquia Sagrado Coração de Jesus, uma ação coordenada pelo padre Jesus Lopes Fernandez de Bobadilla.
A percepção, segundo a diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), irmã Rosita, é a de que a Igreja, especialmente a diocese de Roraima tem feito tudo o que pode, mas considera que ainda é preciso um apoio mais expressivo. “Vimos claramente a grande necessidade de atender urgências, pessoas que estão passando fome, que não tem o mínimo para dizer que estejam com um ambiente de dignidade”, comenta.
Comissão reunida com a Igreja Católica local e membros da sociedade civil
Para ela, dentre outros aspectos, a solução seria enviar recursos financeiros à diocese. “É preciso recursos financeiros e também porque a distância inviabiliza que se enviem outros tipos de recursos. É muito difícil enviar mantimentos devido à distância e o tempo que levariam, então eu acho que os recursos financeiros à diocese são muito bem-vindos porque ajudam a fazer a missão que devem fazer e também acabam desenvolvendo a própria região”, defende a irmã.
A diocese de Roraima chegou à conclusão que não reúne condições necessárias para atender, sozinha, a demanda por alimento, moradia e medicamento. Preocupada com a situação e para atender a urgência desse apelo, a CNBB aprovou durante a 56ª Assembleia Geral, realizada em abril deste ano em Aparecida (SP) a destinação de 40% do Fundo Nacional de Solidariedade à assistência humanitária aos desabrigados da Venezuela.
A entidade também vem mobilizando dioceses, paróquias, comunidades, congregações religiosas, pastorais e pessoas de boa vontade para ajudar com recursos financeiros.
BANCO DO BRASIL S. A.
Favorecido: diocese de Roraima                            
 Agência 2617-4
 Conta Corrente: 20.355-6
 CNPJ: 05.936.794 / 0001-13
Fonte: CNBB
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Papa na Audiência: o diabo divide e Deus une
“O diabo divide. Deus une sempre num só povo. Não é possível aderir a Cristo colocando condições. De algumas pessoas dizemos que se dão bem com Deus e com o diabo. Isso não é possível”, disse o Papa na Audiência Geral.
Cerca de 20 mil fiéis participaram esta manhã de quarta-feira (02/05) da Audiência Geral na Praça S. Pedro.
Em sua catequese, o Papa Francisco deu continuidade ao ciclo sobre o Batismo, falando dos ritos centrais deste sacramento.
Simbolismo da água
Começando pela água, o Pontífice explicou que se trata de um elemento purificador, matriz de vida e de bem estar, mas a sua falta ou o excesso pode ser também causa de morte. Por isso, possui um grande simbolismo na Bíblia para falar das intervenções de Deus, como por exemplo as águas do dilúvio, a passagem pelas águas do Mar Vermelho ou o sangue e água que correram do lado de Cristo crucificado.
Mas a água não tem o poder de curar, mas sim a ação do Espírito Santo no Batismo, tornando-se o instrumento que permite a quem recebe este sacramento ser sepultado com Cristo e, com Ele, ressuscitar para uma vida imortal.
Deus une, o diabo divide
Após a santificação da água, quem se prepara para receber o sacramento deve renunciar a Satanás e fazer a sua profissão de fé.
“O diabo divide. Deus une sempre num só povo. Não é possível aderir a Cristo colocando condições. De algumas pessoas dizemos que se dão bem com Deus e com o diabo. Isso não é possível”, disse o Papa. “Ou você está bem com Deus ou com o diabo. Por isso a renúncia e o ato de fé vão juntos.”
Renunciar e crer
A resposta às perguntas: “Renunciam a Santanás, a todas as suas obras e a todas as suas seduções?” – é formulada na primeira pessoa do singular: “Renuncio”.
E ao mesmo modo é professada a fé da Igreja, dizendo: “Creio”. “É a base do Batismo”, acrescentou Francisco. É uma escolha responsável, que exige ser traduzida em gestos concretos de confiança em Deus, de luta contra o pecado e de esforço, contando com a graça de Deus, para configurar a própria vida aos ensinamentos de Jesus.
O Pontífice então concluiu:
“Queridos irmãos e irmãs, quando molhamos a mão na água benta e fazemos o sinal do Cruz, pensemos com alegria e gratidão ao Batismo que recebemos, e renovamos o nosso ‘Amém’, per viver imergidos no amor da Santíssima Trindade.”
Fonte: Vatican News
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Papa Francisco visitará paróquia romana no bairro Tor de’ Schiavi
A nova casa família foi realizada no local onde ficavam os sem-teto que tempo atrás era um depósito. O projeto foi apoiado pelo Vicariato de Roma.
O Papa Francisco visitará, no próximo domingo (06/05), às 16h locais, a Paróquia do Santíssimo Sacramento, situada no bairro Tor de’ Schiavi, em Roma.
Ali, o Pontífice irá inaugurar a “Casa da alegria” para pessoas especiais.
Francisco será acolhido pelo vigário do Papa para a Diocese de Roma, Dom Angelo De Donatis, pelo cardeal titular José Gregório Rosa Chávez, pelo pároco Pe. Maurizio Mirilli, pelo vice-pároco Pe. Vasile Alexandru Muresan, pelos colaboradores paroquias Pe. Dieudonné Kambale Kasika, Pe. Juan Pablo Castillo e Pe. Mauro Riccardi.
Com eles estará também o Arcebispo de Manila, Filipinas, Cardeal Luís Antônio Tagle, Presidente da Caritas Internacional, ligado ao nascimento da “Casa da alegria”.
“Algumas mães idosas me pediram assistência para seus filhos especiais, quando elas morrerem. Porém, além de rezar não sabia o que fazer”, disse Pe. Mirilli.
A nova casa família foi realizada no local onde ficavam os sem-teto que tempo atrás era um depósito. O projeto foi apoiado pelo Vicariato de Roma.
No oratório, o Papa responderá quatro perguntas feitas por um pai, uma jovem, um adolescente e por uma criança. Depois, irá ao salão paroquial onde abraçará os idosos e doentes. A seguir, subirá na parte superior da “Casa da alegria”.
Nos espaços diurnos, o Papa se encontrará com algumas realidades paroquias ligadas à caridade: os responsáveis da Caritas, dos projetos “Bairros solidários” e “Condomínios solidários”, e do serviço noturno para os sem-teto.
Francisco encontrará as pessoas especiais do centro diurno e seus familiares. Depois, visitará a casa família e abençoará os ambientes. Encontrará 7 jovens que, a partir do próximo domingo (06/05), irão morar ali com duas religiosas e uma leiga. Depois, confessará alguns fiéis na paróquia.
Por volta das 17h30 celebrará a missa, durante a qual conferirá o Sacramento da Crisma a uma menina da paróquia que sofre de uma doença mitocondrial e sua mãe.
Assuntos
Fonte: Vatican News
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Diálogo com a China: Não há um toque de varinha mágica
Em mérito à “questão chinesa”, há uma série de sinais que indicam que estamos chegando a um ponto importante mesmo se – como foi comunicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, em 29 de março passado – não parece iminente um Acordo entre a China e a Santa Sé.
Já há algum tempo foram iniciados contatos entre os representantes da Santa Sé e da China Popular para tentar resolver, de maneira construtiva e não conflituosa, alguns problemas da Igreja, a partir do delicado e importante tema da nomeação de Bispos: trata-se de um enfoque pastoral, destinado a iniciar uma forma de cooperação que possa ser favorável a todos, sem a presunção de poder resolver todos os problemas existentes com o toque de uma varinha mágica.
A esse propósito foi muito oportuna a intervenção do cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, em uma entrevista ao jornal italiano “La Stampa”, na qual, disse: “Como se sabe, com a ‘Nova China’ a vida da Igreja naquele país passou por graves contrastes e agudos sofrimentos.
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