Informativo Diocesanos

Informativo Diocesano
13/05/2018
DIOCESE DE EREXIM
SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL
www.diocesedeerexim.org.br E-mail: secretariado@diocesedeerexim.org.br
Fone/Fax: (54) 3522-3611
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Ano 22 – nº. 1.159 – 13 de maio de 2018 

Agenda do Bispo: - De segunda a quinta-feira, retiro com os padres de Caxias do Sul, no Centro Diocesano de Formação daquela Diocese.
- Sexta-feira, às 19h, visita pastoral à Paróquia N. Sra. Aparecida, Bela Vista, Erexim, com encontro das lideranças de todas as comunidades.
Domingo, às 10h, crismas na comunidade Santo André Bobola, Centenário, paróquia N. Sra. do Monte Claro, Áurea.
Agenda Pastoral: - Segunda-feira, das 09 às 16h, reunião das coordenadoras paroquiais da Animação Bíblico-Catequética, no Centro Diocesano de Pastoral; 19h30, reunião da equipe de liturgia da Romaria, no Seminário. 
- Terça-feira, reunião da Área Pastoral de Getúlio Vargas, em Estação. 
- Sexta-feira, às 19h30, Encontro Ecumênico de Oração na Semana de Oração pela Unidade Cristã, na igreja Anglicana, em Erechim.
- Sábado, 08h30, das 09h às 15h, encontro dos ministros da Área de Jacutinga em Campinas do Sul; encontro de formação para novas assessoras da Infância e Adolescência Missionária.
- Domingo, solenidade de Pentecostes – início da Semana de Oração pela Unidade Cristã - coleta para os projetos missionários Sul 3-Moçambique e Amazônia.
Padres de Erexim acolhem carta do Encontro Nacional de Presbíteros: Em sua segunda reunião anual, terça-feira, 08, no Centro de Pastoral, os padres da Diocese, juntamente com Dom José e Dom Girônimo, leram e refletiram a carta dos 501 sacerdotes participantes do 17º Encontro Nacional de Presbíteros, realizado em Aparecida, de 26 de abril a dois deste mês. Outros assuntos tratados nessa reunião foram: questões administrativas, aspectos da recente Assembleia Geral da CNBB, pastoral presbiteral, pastoral do batismo, informação sobre os diáconos e Escola Diaconal, encontro diocesano de leigos no encerramento do Ano Nacional do Laicato, “Lar Sacerdotal”, capela da reconciliação junto ao Santuário de Fátima, programação de encontros e diversas comunicações. 
A Carta do Encontro Nacional de Presbíteros aos padres das 274 Dioceses do Brasil: Pe. Maximino Tiburski, Vigário Paroquial de Estação e Pe. Antonio Miro Serraglio, Pároco de Entre Rios do Sul, representantes da Diocese no Encontro Nacional de Presbíteros, fizeram relato geral sobre a organização e o desenvolvimento do evento e deram seu depoimento pessoal da experiência de participar dele. Pe. Cleocir Bonetti, Vigário Geral, integrante da Comissão Nacional do Clero, motivou a leitura da carta dos participantes do Encontro Nacional aos presbitérios do País. A carta inicia mencionando aspectos da realidade atual de sofrimento do povo brasileiro pela crise política, econômica, social, moral e ética atual e reafirmando a comunhão de todos com a Igreja e suas diretrizes de evangelização. Depois, o texto acentua a dimensão de discípulo missionário do padre, pastor do rebanho, que deve cuidar de si e do povo com quem vive, bebendo sempre das fontes da fé, a Palavra de Deus, a Tradição Apostólica, o Magistério da Igreja, a Liturgia. Como discípulo missionário, se fortalece no encontro com o Senhor. O pastoreio se dá entre o povo, protegendo-o de “lobos vorazes” e trabalhando pela transformação do mundo. O cuidado dos padres por si se dá pela pastoral presbiteral, que promove a formação permanente nas diversas dimensões, humana, comunitária, espiritual, intelectual, pastoral-missionária. Ressaltam que o ministério e a vida do presbítero são sustentados pela intimidade com Deus, com destaque especial à liturgia, na qual deve resplandecer a nobre simplicidade. 
Assuntos administrativos: Na ausência do ecônomo da Diocese, Ildo Benincá, prestando assessoria em reunião dos freis capuchinhos no Maranhão, Juliano Petzhold, da equipe da Cúria, apresentou o relatório financeiro sobre o dízimo de janeiro até o final de abril, observando que houve um aumento de 3,36% em relação ao mesmo período do ano passado. Falou do seguro coletivo de veículos e de construções da Diocese. Abordou também a questão de bloqueio de contas bancárias e de serviços da operadora de energia elétrica. Contas bancárias de comunidades foram bloqueadas porque usaram indevidamente um CNPJ cuja Paróquia titular está tendo que responder a uma ação judicial decorrente de acidente de carro. Pedidos para melhoria de serviços de energia elétrica não são atendidos por causa de contas de luz sem pagamento. Por isso, decidiu-se pedir à operadora que todas as contas de comunidades da Diocese tenham vencimento num único dia do mês, o dia 12, com débito em conta nas que for possível, para garantir um espaço de tempo mensal com as contas em dia e se poder conseguir a execução dos serviços necessários. É oportuno ressaltar que esses problemas não têm outra causa, como alguns equivocadamente interpretaram. Uma das interpretações distorcidas foi que a Diocese bloqueou conta de uma comunidade para poder concluir as obras do Santuário. 
Lar Sacerdotal: Pe. Cleocir Bonetti, pela pastoral presbiteral, retomou o projeto arquitetônico para a adaptação de parte do seminário para a acolhida de padres idosos e/ou doentes, com um primeiro levantamento de custos. A previsão é de que, em princípio, serão necessários em torno de R$ 500.000,00. Os recursos serão conseguidos com contribuição dos próprios padres, ajuda das paróquias e conta diocesana, do Fraterno Auxílio Presbiteral e da doação de benfeitores. Foi aprovada uma doação mínima de R$ 10.000,00 de parte de cada padre. 
Novo Diretor da Cáritas Diocesana: Dom José apresentou o Sr. João Agnoletto, bancário aposentado, como novo Diretor da Cáritas Diocesana em substituição ao Ir. Darci Zacaron que a Congregação a que pertence transferiu para obra social no Norte do País. Sua esposa é a atual coordenadora da Pastoral da Criança. João disse que acolhe com alegria o desafio deste serviço à Igreja. Espera poder dar sua colaboração com a ajuda de todos e com a força do Espírito Santo. 
Processo catequético de iniciação à vida cristã: Tânia Madalosso, coordenadora do Setor Bíblico-catequético, dialogou com os padres, desejando ouvir deles como está a catequese de iniciação à vida cristã no espírito catecumenal. Padres destacaram: mais pessoas se dispuseram para a catequese, ligação maior entre a família, catequese e participação litúrgica, envolvimento das catequistas na preparação conjunta dos encontros, desafio da formação dos catequistas e a necessidade de subsídios acessíveis. 
Pastoral da Criança e evangelização da Família: Marinês Agnoletto disse que a Pastoral da Criança dará prioridade a duas atividades neste ano: o acompanhamento nutricional e a formação permanente das líderes, especialmente na dimensão da espiritualidade, em vista da evangelização da família das crianças acompanhadas. 
Assembleia Geral da CNBB: Dom José relatou aspectos da Assembleia Geral dos Bispos, que teve como tema central a formação permanente dos atuais e dos futuros padres. Referiu-se às notas divulgadas pela Assembleia, uma sobre a vida da Igreja e outra sobre as eleições deste ano; ao testemunho de um bispo da África a respeito da violência na região em que atua; ao desafio de acolhimento e ajuda humanitária aos venezuelanos em Roraima; ao testemunho missionário do bispo espanhol emérito da Ilha de Marajó, onde desenvolveu relevante trabalho especialmente em favor da defesa e promoção da vida; à prisão de um padre da Comissão Pastoral da Terra na região de Anapu, Pará, onde foi assassinada a missionária americana Ir. Dorothy Stang, com quem trabalhou, por denúncias infundadas de latifundiários; à prisão do bispo e padres de Formosa, Goiás, também com acusações infundadas e divulgação teatral das diligências policiais. 
Capela da Reconciliação junto ao Santuário de Fátima: Dom José apresentou aos padres o projeto arquitetônico reformulado da Capela da Reconciliação, em continuidade à revitalização do Santuário de Fátima. Ela terá a “sala das promessas”, comum nos Santuários, o espaço para a oração e dez confessionários. A previsão do custo é de R$ 459.000,00. As comissões pretendem angariar os recursos e concluir a obra até a Romaria deste ano. 
Recursos para projetos missionários: Desde a década de 1990, na solenidade de Pentecostes, neste ano dias 19 e 20 deste mês, as comunidades católicas do Rio Grande do Sul oferecem o valor da coleta em suas celebrações para os projetos missionários das quatro Arquidioceses e 14 Dioceses do Estado em Moçambique, África e na Amazônia. As comunidades devem encaminhar para a secretaria paroquial a importância da coleta e esta à Cúria Diocesana, que fará chegar ao seu destino.
Semana de Oração pela Unidade Cristã: No Brasil e em outros países do hemisfério Sul, a Semana de Oração pela Unidade Cristã é celebrada entre a Solenidade da Ascensão do Senhor e o Pentecostes, neste ano, deste domingo até o próximo. Trabalho escravo e refugiados são aspectos desta Semana, cujo tema é “A mão de Deus nos une e liberta”, inspirado no livro do Êxodo. O cartaz traz pessoas em barcos que simbolizam, sobretudo nesses tempos de crise migratória, pessoas refugiadas que vivem cada vez mais ignoradas pelos poderes constituídos. Em muitos casos, sem políticas sociais que possam devolver a elas a dignidade roubada, essas pessoas são submetidas a situações de trabalho análogas à escravidão ou, então, comercializadas como escravas. O cartaz, por um lado, expressa que muitas dessas pessoas refugiadas contam com a “mão” de Deus que, de uma forma ou de outra, os ampara. É também a mão de Deus, presente em águas revoltas, que nos movimenta a agirmos em favor de uma humanidade que não se conforma com a violação dos direitos humanos e da dignidade de irmãos e irmãs de diferentes culturas e etnias. O barco, símbolo do movimento ecumênico, também remete à comunidade cristã, que tem como desafio navegar, ecumenicamente, rumo à unidade. Entretanto, essa unidade almejada apenas será concreta se todas as pessoas tiverem acesso à justiça, o direito de viver em seus territórios de origem e o direito de viver sua cultura e espiritualidade. Os subsídios da Semana foram preparados pelas Igrejas do Caribe, região marcada, no colonialismo, pela realidade da escravidão. Mas a escravidão e o trabalho humano degradante é um desafio contemporâneo a ser assumido pelas igrejas. No Brasil, o material desta Semana foi adaptado pelo Conselho de Igrejas para Estudo e Reflexão (CIER), de Santa Catarina.
Comunicação da verdade e jornalismo de paz: Na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, que transcorre neste domingo, Papa Francisco faz alerta sobre as “fake news”, notícias falsas veiculadas especialmente nas redes sociais da Internet. Ele menciona o que há de falso em tais notícias e como reconhecê-las, com o devido cuidado com elas, pois exploram emoções como ansiedade, desprezo, ira e frustração e causam prejuízos irreversíveis. O Papa assegura que o contraveneno mais eficaz contra o vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Para o Papa, o ser humano descobre sempre mais a verdade quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. “O melhor antídoto contra as falsidades são as pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da exigência dum diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem”. Por fim, o Papa direciona sua mensagem aos jornalistas, que segundo ele, por profissão são obrigados a ser responsáveis ao informar, e que, como guardiões das notícias, não desempenham apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. Francisco convidou os profissionais de comunicação a promover um jornalismo de paz, um jornalismo a serviço de todas as pessoas. O Papa encerrou sua mensagem, inspirado na oração franciscana da paz. “Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz. Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não cria comunhão”, diz um dos trechos da oração.
A oração do Papa pela verdade na comunicação: Na conclusão de sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, neste domingo, inspirando-se numa conhecida oração franciscana, propõe esta súplica: Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz. Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não cria comunhão. Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos. Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs. Vós sois fiel e digno de confiança; fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo: onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta; onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia; onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza; onde houver exclusão, fazei que levemos partilha; onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade; onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos verdadeiros; onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança; onde houver agressividade, fazei que levemos respeito; onde houver falsidade, fazei que levemos verdade. Amém.
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Informações da semana
Do dia 10/5/18
Papa visita comunidade inspirada nos Atos dos Apóstolos
“Uma realidade profética que se propõe a realizar uma nova civilização, atuando o Evangelho como forma de vida boa e bonita”. Dessa maneira o Papa Francisco definiu a Comunidade Nomadélfia fundada por padre Zeno Saltini.
Dia na Toscana para o Papa Francisco, que chegou a Nomadélfia, província de Grosseto para prestar homenagem à figura de padre Zeno Saltini e encontrar a comunidade fundada por ele. A seguir, o pontífice foi para Loppiano, província de Florença, para visitar a cidadela internacional do Movimento dos Focolares.
Acolhido em Nomadélfia por Dom Rodolfo Cetoloni, bispo de Grosseto, pelo padre Ferdinando Neri, sucessor de padre Zeno e por Francesco Matterazzo, presidente da Comunidade, o Papa Francisco se dirigiu de “papamóvel” ao cemitério local, e na entrada, depois de ouvir a gravação de um trecho do testamento de padre Zeno, deteve-se em oração diante do seu túmulo e colocou uma pedra com seu nome, que se acrescenta às pedras deixadas pelos habitantes de Nomadélfia.
Deixando o cemitério, o Papa passou diante dos túmulos dos primeiros membros da Comunidade. Em seguida se transferiu de carro para o "Poggetto". Ali se encontrou com o núcleo familiar da Comunidade, visitou a casa central e a Capelinha dentro da qual confiou a duas famílias duas crianças acolhidas com a fórmula utilizada na Comunidade.
Depois, Francisco se dirigiu ao Salão "Don Zeno" para o encontro com a Comunidade. No caminho levou com ele no “papamóvel” uma criança da comunidade. Após o discurso de saudação do Presidente Francesco Matterazzo, e um momento de celebração dos jovens, com a apresentação de cantos e danças, o Papa faz seu discurso.
Forma de vida boa e bonita
“Uma realidade profética que se propõe a realizar uma nova civilização, atuando o Evangelho como forma de vida boa e bonita”. Dessa maneira o Papa Francisco definiu a Comunidade fundada por padre Zeno Saltini.
“O seu Fundador dedicou-se com ardor apostólico a preparar o terreno para a semente do Evangelho, para que pudesse dar frutos de vida nova”, sublinhou o Pontífice. “Crescido nos campos das férteis planícies da região da Emilia, ele sabia que quando chega o momento adequado, é hora de colocar  a mão no arado e preparar a terra para a semeadura”.
Comunidade inspirada nos Atos dos Apóstolos
O Papa observou: “a lei da fraternidade, que caracteriza a vida de vocês, foi o sonho e o objetivo de toda a existência de padre Zeno, que desejava uma comunidade de vida inspirada no modelo descrito nos Atos dos Apóstolos: 'A multidão daqueles que se tornaram crentes, tinha um só coração e uma só alma e ninguém considerava como sua propriedade o que lhe pertencia, mas entre eles tudo era em comum'. Peço-lhes para continuar este estilo de vida, confiando na força do Evangelho, através do seu límpido testemunho cristão”.
Vocês, disse ainda Francisco fazem parte de uma comunidade que tem “uma peculiar forma de sociedade, onde não há espaço para o isolamento ou a solidão, mas onde está em vigor o princípio da colaboração entre diversas famílias, onde os membros se reconhecem irmãos na fé”.
Aqui, observou o Pontífice, “se estabelecem laços muito mais sólidos do que aqueles de parentesco. Este especial vínculo de consanguinidade e de familiaridade também é manifestado pelas relações mútuas entre as pessoas: todos são chamados pelo nome, nunca pelo sobrenome; e nos relacionamentos cotidianos se usa o confidencial 'você'.
Sinal profético
O Papa Francisco, em seguida, enfatizou “outro sinal profético e de grande humanidade de Nomadélfia: trata-se da atenção amorosa para com os idosos que, mesmo quando não gozam de boa saúde, permanecem na família e são apoiados pelos irmãos e irmãs de toda a comunidade”.
O pontífice exortou “a continuar neste caminho, encarnando o modelo de amor fraterno, também através de obras e sinais visíveis, nos muitos contextos onde a caridade evangélica chama vocês, mas sempre conservando o espírito de padre Zeno, que queria um Nomadélfia 'leve' e essencial em suas estruturas”.
Por isso, o convite do Papa: “Diante de um mundo às vezes hostil aos ideais pregados por Cristo, não hesitem em responder com o testemunho alegre e sereno de sua vida, inspirado pelo Evangelho”.
Na conclusão de sua visita a Nomadélfia, ainda no Salão "Don Zeno", o Papa Francisco recebeu vários presentes dos membros da comunidade.
Os presentes
As crianças da pré-escola deram-lhe uma pedra branca com o seu nome escrito encima. Os adolescentes e os jovens deram ao Papa o livro realizado com fotos e desenhos, que percorrem a história de Nomadélfia.
Os postulantes, aqueles que fazem o caminho de discernimento para se tornarem membros de 'Nomadélfi', deram ao Papa uma cópia do livro de fotos: "Padre Zeno 100 Anos". A coleção de imagens realizada por grandes fotógrafos italianos ou por desconhecidos foi publicada no ano 2000, centenário do nascimento de padre Zeno.
O último presente ao Pontífice foi ainda um livro com uma série de meditações, cartas e discursos sobre alguns temas: o amor pela Igreja, o sacerdócio em Nomadelfia, a santidade e a história de Nomadélfia. O título, tirado de uma meditação de padre Zeno, também indica um compromisso: "Sempre ‘unum’ com o Papa, estreitos ao Papa como a Cristo”.
“Muito obrigado - disse o Papa antes de partir em direção a Loppiano, segunda etapa de sua breve viagem pela Toscana -, pela acolhida, pelos presentes, que são de família: é muito importante, são presentes que vêm do coração, da família, simples, mas ricos de significado. Muito obrigado, obrigado pela acolhida, pela alegria de vocês. E continuem assim”.
Fonte: Vatican News
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Papa aos focolarinos: franqueza e perseverança para ir avante
Na cidade onde nasceu a "Obra de Maria", os focolarinos ouviram um longo e bem humarado discurso do Papa Francisco, que respondeu a três perguntas dos moradores da cidade fundada por Chiara Lubich.
Depois de Nomadélfia, o Papa Francisco foi até Loppiano, “pequena cidade que nasceu do Evangelho”, como definiu o próprio Pontífice, por ser a sede principal do Movimento dos Focolares por inspiração de Chiara Lubich.
Em Loppiano, o Papa foi acolhido pelo bispo de Fiesole, Dom Mario Meini, e pela presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce.
Música e festa aguardavam o Pontífice, que assim que chegou fez um breve momento de oração no Santuário Maria Theotokos. Na sequência, diante do mesmo Santuário, se realizou o encontro com a Comunidade baseado em forma de diálogo.
Maria Voce fez sua saudação e os habitantes de Loppiano dirigiram três perguntas ao Pontífice relativas aos desafios que o Movimente enfrenta hoje passados 50 anos de sua fundação.
Francisco agradeceu aos “pioneiros” do Movimento e fez acréscimos improvisados para exemplificar melhor o discurso preparado.
Franqueza, perseverança e memória
O Papa os encorajou a serem “francos” e “perseverantes”, duas palavras-chave do caminho da comunidade cristã para ter “memória”.
“É preciso pedir ao Espírito Santo a franqueza – sempre unida ao respeito e à ternura – em testemunhar as grandes e belas obras que Deus realiza em nós e em meio a nós. E também nas relações dentro da comunidade é preciso ser sempre sinceros, abertos, francos, e não medrosos nem preguiçosos nem hipócritos. Não ficar de lado para semear cizânia e murmurar, mas se esforçar para viver como discípulos sinceros e corajosos em caridade e verdade.”
“Quem vive de fofoca é um terrorista”, recordou. Pelo contrário, é preciso pedir o senso de humor, “a atitude humana que mais se aproxima de Deus”.
Francisco recordou o início do Movimento, quando Chiara se inspirou na abadia benedetina de Einsiedeln para criar algo semelhante em Loppiano, de forma nova e moderna, em sintonia com o Concílio Vaticano II, a partir do carisma da unidade: um esboço de cidade nova no espírito do Evangelho, para ressaltar a beleza do povo de Deus na riqueza e variedade dos seus membros. Em síntese, “plasmar uma nova face da cidade dos homens segundo o desenho de amor de Deus”.
“Loppiano é chamada a ser isso”, disse o Papa e o pode se tornar, com confiança e realismo, a ser sempre melhor.
Em Loppiano não existem periferias
Em Loppiano, acrescentou, se vive a experiência da caminhar juntos, com estilo sinodal. E esta é a base sólida e indispensável de tudo: a escola do Povo de Deus onde quem ensina e guia é o único Mestre. Daqui derivam as “escolas de formação” típicas do local: formação ao trabalho, ao agir econômico e político, ao diálogo ecumênico e inter-religioso, formação cultural e eclesial, sobretudo a quem é relegado às periferias da existência.
“Loppiano cidade aberta, Loppiano cidade em saída. Em Loppiano não existem periferias”, ressaltou o Papa, pedindo um novo ímpeto a essas escolas de formação, abrindo-as a horizontes mais vastos e projetando-as nas fronteiras através de um novo “pacto formativo”.
Numa época de transformação, continuou o Papa, o desafio é o da fidelidade criativa, isto é, “ser fiéis à inspiração originária e, juntos, estar abertos ao sopro do Espírito Santo e empreender com coragem as novas vias que Ele sugere. “Ele”, reiterou Francisco, “e não o nosso bom senso, as nossas capacidades pragmáticas, não os nossos modos de ver sempre limitados.
Discernimento comunitário
Para isso, é necessário o discernimento comunitário. “È necessário escuta de Deus até ouvir com Ele o clamor do Povo e é preciso escuta do Povo até respirar a vontade à qual Deus nos chama. Os discípulos de Jesus devem ser contemplativos da Palavra e contemplativos do Povo de Deus.” O Papa então concluiu:
“Somos chamados todos a se tornar artesãos do discernimento comunitário. Este é o caminho para que também Loppiano descubra e siga passo a passo a via de Deus a serviço da Igreja e da sociedade.”
Francisco encerrou seu discurso falando de Maria, “uma leiga”, e que inspirou a Comunidade dos Focolares, cujo nome oficial é “Obra de Maria”.
“Eu os convido a olhar para Maria, mulher da fecundidade, da paciência, da coragem, de suportar as coisas. Olhem para esta leiga, primeira discípula, e vejam como reagiu em todos os passos conflituais da vida de seu filho.”
Fonte: Vatican News
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Papa inaugurará novas sedes de Scholas Occurrentes na América e África
Está em andamento, em Roma, o Encontro Internacional da Juventude, organizado pela Fundação Scholas Occurrentes, que teve início na última segunda-feira (07/05) e se concluirá na nesta sexta-feira, 11, na sede de Scholas.
O Papa Francisco visitará nesta sexta-feira (11/05), a sede vaticana de Scholas Occurrentes e encontrará a nova geração de jovens formadores, estudantes que estão participando de um projeto que a fundação está implementando em todo o mundo.
Em videoconferência mundial, o Papa irá inaugurar, nesse dia, as novas sedes de Scholas Occurrentes na América e África.
Durante o encontro se realizarão todos os objetivos prefixados em outubro passado: a inauguração da nova sede de Scholas na Argentina, a inauguração da sede em Moçambique e uma nova abertura na Colômbia. Além disso, a revelação de duas novidades: uma proveniente do México e outra dos Estados Unidos.
Artistas de fama mundial apresentarão ao Papa Francisco uma obra pessoal para promover o programa de Scholas Arte “Pintando Pontes”.
Além disso, está em andamento, em Roma, o Encontro Internacional da Juventude, organizado pela Fundação Scholas Occurrentes, que teve início na última segunda-feira (07/05) e se concluirá na próxima sexta, 11, na sede de Scholas, na presença do pontífice.
Cem jovens provenientes da Argentina, Paraguai, Colômbia, México, Peru, Brasil, Haiti, Moçambique, Espanha e Itália participam desse evento. A iniciativa foi realizada em colaboração com o Ministério italiano da Educação, Universidade e Investigação.
Scholas é uma fundação de direito pontifício, presidida pelo argentino José Maria del Corral, nascida por desejo do então Arcebispo Bergoglio nas periferias de Buenos Aires com o objetivo de oferecer experiências educacionais centradas na participação e no compromisso pessoal, segundo um modelo de formação baseado no encontro, no diálogo e no respeito pela diversidade.
Fonte: Vatican News
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Diocese de Roma: Papa concluirá caminho sobre doenças espirituais
Será apresentada uma síntese dos trabalhos realizados pelas paróquias. Depois, o Papa fará seu pronunciamento. Estarão presentes também representantes das agregações eclesiais, das capelanias e das escolas católicas da Cidade Eterna.
A Diocese de Roma terá um encontro na próxima segunda-feira (14/05) com o seu bispo. Marcado para as 19h locais, na Basílica de São João de Latrão – sede da Diocese de Roma –, o encontro com o Papa Francisco terá a participação do arcebispo vigário da Diocese de Roma, Dom Angelo De Donatis, dos bispos auxiliares, sacerdotes, religiosos e religiosas e centenas de leigos engajados nas comunidades paroquiais e nas outras realidades eclesiais. O Santo Padre concluirá o caminho iniciado no período quaresmal pelas paróquias e vicariatos sobre as “doenças espirituais”.
Encontro terá diferentes momentos
O encontro terá início com um momento de oração. Em seguida, será apresentada uma síntese dos trabalhos realizados pelas paróquias preparada por uma comissão diocesana, da qual será porta-voz o professor do Instituto Pastoral “Redemptor Hominis” da Pontifícia Universidade Lateranense, Pe. Paolo Asolan.
Após a apresentação da síntese o Pontífice fará seu pronunciamento. Estarão presentes também representantes das agregações eclesiais, das capelanias e das escolas católicas da Cidade Eterna.
Carta pastoral do vigário do Papa para a Diocese de Roma
O encontro foi anunciado dias atrás pelo arcebispo vigário do Papa para a Diocese de Roma, Dom De Donatis, com uma carta endereçada à diocese.
“Estão chegando aqui ao Vaticano através dos bispos auxiliares os relatórios que sintetizam o percurso que fizemos – escreve o prelado. O material que reunimos será entregue ao Papa, a fim de que possa ver como a sua diocese se interpela sobre as fadigas no anúncio da alegria evangélica.”
Indicações da Evangelii Gaudium
O fio-condutor do trabalho realizado até aqui têm sido as indicações feitas pelo Santo Padre na Exortação apostólica Evangelii Gaudium. Agora, explica Dom De Donatis, “o próprio Papa nos indicará a ‘terapia’ para superar aas doenças que identificamos”.
Daí, o convite a participar do encontro, “um momento de graça que fará crescer na dimensão espiritual e comunitária”. Depois, antecipa o vigário da Diocese de Roma, em junho “todas as comunidades refletirão sobre as indicações que o Papa Francisco nos terá dado”.
Traduzir orientações em linhas operacionais
Desse modo “nos prepararemos para o próximo ano pastoral, que se abrirá em setembro com outra etapa do nosso caminho, quando nos reuniremos para traduzir todos as orientações dadas em linhas operacionais para a vida espiritual e a ação pastoral”.
A economia de exclusão, a indiferença egoísta, o individualismo cômodo, a guerra entre nós, o pessimismo estéril, o mundanismo espiritual: essas são as “doenças espirituais”.
Reflexão sobre as “doenças espirituais” iniciada na Quaresma
A reflexão sobre o tema tinha sido iniciada na Diocese de Roma, por impulso do vigário Dom De Donatis, pouco depois da abertura da Quaresma, com uma carta – enviada aos sacerdotes e aos diáconos em 30 de janeiro passado – em que convidava a iniciar, nas paróquias e nos vicariatos, um debate e reflexão sobre essas “doenças espirituais”.
Para ajudar a proposta, o Conselho episcopal preparou um dépliant intitulado “Não são os sadios que precisam de médico, mas os doentes”, expedido pelo vigário junto com a carta. O resultado deste discernimento é o que será apresentado pelo Papa Francisco.
Fonte: Vatican News
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Carta de solidariedade dos/as participantes do Seminário ao Padre Amaro
 Padre Amaro,
Irmão de caminhada, chamado por Deus a defender a vida da floresta e dos pequenos sem terra, um abraço de paz em Cristo Ressuscitado!
Somos 600 religiosas e religiosos, reunidas/os no Seminário Nacional da Vida Religiosa Consagrada, em Aparecida, a Casa da Mãe.
Refletimos e rezamos em comunhão contigo, também, imaginando você preso injustamente pela causa que há anos está defendendo.
A profecia não se pode prender, caro padre Amaro. Nos sulcos abertos por Irmã Dorothy e muitos outros mártires, você e tantas pessoas foram semeando vidas que ninguém pode arrancar.
Maria, Mãe dos pobres e companheira da caminhada, esteja contigo e com as pessoas que você ama e serve.
E nós, de todos os cantos deste grande Brasil, queremos colocar nossa liberdade a serviço da libertação de todos os excluídos e excluídas!
Empenhamo-nos, também, a participar da campanha em favor de sua liberdade. Sigamos unidos e unidas em Jesus, que também foi preso, mas vive livre em cada um e cada uma de nós.
Aparecida, 08 de maio de 2018.
Ir. Maria Inês V. Ribeiro, Presidente da CRB Nacional
Ir. Edgar Genuíno Nicodem, Diretoria da CRB Nacional
Ir. Maria Petronila de Souza, Diretoria da CRB Nacional
Ir. Benedito de Oliveira, Diretoria da CRB Nacional
Fr. Cláudio Sérgio de Abreu, Diretoria da CRB Nacional
Ir. Cacilda Mendes Peixoto, Diretoria da CRB Nacional
As religiosas e religiosos da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). Fonte: CRB
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Mensagem Final do Seminário Nacional da Vida Religiosa Consagrada 2018
 Centro de Eventos Pe. Victor Coelho de Almeida – Aparecida/SP.
 04 a 08 de maio de 2018
 Tema: “Mística e Profecia na missão comunitária”.
Lema: “Saiamos, às pressas, com Maria, aonde clama a vida”.
Nós, cerca de 600 religiosas e religiosos participantes do Seminário Nacional da Vida Religiosa Consagrada, em Aparecida-SP, de 5 a 8 de maio de 2018, renovamos nossa missão, com Maria Mãe da humanidade e companheira dos pobres, de “sair às pressas, aonde clama a vida”.
O mundo nos toca e interpela. A Igreja é parte dele, nossa consagração está a serviço da vida, e nossos carismas se orientam a partir do Reino de Deus.
 Escutamos o clamor dos pobres e da Mãe Terra, não queremos ficar indiferentes ou fugir da realidade: com Maria, assumimos o desafio de dizer “sim” ao mistério de Deus, que se encarna na história através de nós.
Nosso País encontra-se numa situação sombria, fria e estéril do ponto de vista social e político. Está se consolidando um clima de ódio, violência e intolerância, particularmente contra os migrantes e os povos indígenas, com manifestações preocupantes de homofobia e extermínio da juventude negra. Denunciamos a progressiva concentração de riqueza e renda, bem como a expropriação da terra, do trabalho e dos direitos que o povo brasileiro tem conquistado à custa de muitos anos de luta e resistência; há um ataque estrutural à democracia e ao direito do povo de definir um projeto de País em que se reconheça.
Também a Vida Religiosa Consagrada pode esfriar-se, esquecer a profecia de Jesus, ceder à religião do capital, isolar-se, ser autorreferencial, sem sair de suas zonas de conforto, abandonando-se a um pessimismo reprodutor.
Mas a primavera bate à nossa porta, tempo de fragilidade que precisamos reconhecer, assumindo também as crises como ocasião para forjar um mundo novo e deixar nascerem os brotos que o Espírito de Deus está semeando. Acolher e fomentar esta primavera, também dentro da Igreja, é a missão da VRC.
Como numa árvore, em que as raízes sustentam e alimentam o tronco, assim nossa profecia está enraizada no silêncio contemplativo, nas comunidades inseridas e orantes, nas Galileias de hoje, tocando a carne de Cristo na carne dos pobres. Dessas raízes, nos vem a seiva da vida!
Na sociedade fragmentada e individualista de hoje, adoecida pela solidão, o testemunho da VRC reforça-se se suas comunidades forem sinal de unidade nas diferenças, de cuidado e amor recíproco. Esse é o tronco da árvore da vida, que oferece apoio e alegria verdadeira a quem precisa de amparo e sentido pleno!
Nosso encontro de partilha, graças a Deus, destacou que ainda há muitos bons frutos: testemunhos corajosos de serviço aos povos da Amazônia, aos migrantes e empobrecidos, diálogo inter-religioso e vida com os mais pobres. Nosso empenho no mundo da educação e em outras estruturas consolidadas precisa dialogar e interagir de forma permanente com essas experiências inseridas. Pode crescer a aliança entre a VRC e as iniciativas mais vivas e criativas da sociedade de hoje, como a economia solidária, as diversas formas de política participativa e o protagonismo corajoso das jovens gerações.
Aprendemos do “Bem Viver” dos povos ameríndios que o sentido da vida está em oferecer, unidos, todas as nossas potencialidades a serviço do Bem Comum.
 Maria saiu de si e se deixou encontrar por Deus, que a surpreendeu e a encheu de amor e coragem. Os mártires e profetas da caminhada também disseram seu sim incondicional e brilham hoje para nós como estrelas-guia.
Saiamos, às pressas, com nossa Mãe e nossos irmãos mártires, ao encontro da vida que clama por dignidade e plenitude!
Aparecida-SP, 08 de maio de 2018 - Fonte: CRB
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Papa sublinha importância de celebrar memória de Maria, «Mãe da Igreja»
O Papa Francisco sublinhou hoje a importância de celebrar a de Maria, “Mãe da Igreja”, uma data litúrgica que a Igreja Católica vai assinalar pela primeira vez a 21 de maio.
“A 21 de novembro de 1964, na conclusão da terceira sessão do Concílio, o Beato Paulo VI proclamou Maria como Mãe da Igreja. Eu mesmo quis instituir este ano a memória litúrgica, que será celebrada pela primeira vez no próximo dia 21 de maio, a segunda-feira após o Pentecostes”, disse, no final de uma visita à cidadela de Loppiano, do Movimento dos Focolares, na Itália.
O Papa falava diante do Santuário de “Maria Theotokos’, convidando a venerar a “Mãe da Unidade” para “conhecer Jesus”.
“Não se esqueçam de que Maria era leiga. A primeira discípula de Jesus, a sua Mãe, era leiga. Aqui há uma grande inspiração”, defendeu.
Francisco convidou os presentes a fazer um “bonito exercício” de ver como reagia Maria nos momentos mais “conflituosos” da vida de Jesus, relatados pelos Evangelhos.
“Ela é a mulher da fidelidade, a mulher da criatividade, a mulher da coragem, da parrésia, a mulher da paciência, a mulher que suporta tudo”, destacou.
A Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” foi inscrita pelo atual Papa no Calendário Romano Geral, para favorecer “o crescimento do sentido materno da Igreja nos pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana”.
Fonte: Catolicos.
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Bispos chilenos vão ao Vaticano com 'humildade' por casos de pedofilia
Os bispos chilenos atenderão "com humildade" ao chamado do papa Francisco e vão dispostos a colaborar no planejamento de medidas de reparação pelo escândalo desatado por casos de pedofilia, afirmou nesta quinta-feira (10) a Conferência Episcopal local.
"Com humildade e esperança, atendemos ao chamado do sucessor de Pedro", aponta a nota divulgada em Santiago.
Os religiosos chegarão ao Vaticano cumprindo um chamado do pontífice em uma carta na qual reconheceu ter "incorrido em graves equívocos de avaliação e percepção da situação, especialmente pela falta de informações verdadeiras e equilibradas" de Santiago.
Antes de partirem, os católicos celebraram o recente encontro do papa argentino com três vítimas de abusos sexuais do sacerdote chileno Fernando Karadima, um caso que lançou a Igreja chilena no olho furacão - especialmente o bispo Juan Barros, prelado de Osorno (sul), acusado de acobertar Karadima.
A atitude do papa de acolher as vítimas James Hamilton, Juan Carlos Cruz e Juan Andrés Murillo "marca um exemplo e nos mostra o caminho que a Igreja chilena deve seguir diante das denúncias de abuso psicológico, abuso sexual e, em definitivo, frente a todo abuso de poder que acontecer no interior de nossas comunidades", afirma o documento.
Membros da igreja local e especialistas esperam que Francisco afaste vários bispos, inclusive Barros, e ordene uma reorganização da hierarquia eclesiástica chilena.
Fonte: Catolicos.
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Congresso traz Virgem Maria em outras tradições religiosas
A compreensão de Maria em outras tradições religiosas está na programação do 12º Congresso Mariológico, que ocorre em Aparecida (SP), de 16 a 19 de maio.
O evento reconhecido nacionalmente por ser um espaço de discussão e reflexão sobre a Virgem Maria traz nesta edição a presença de quatro lideranças religiosas.
Estarão presentes: o Sheikh Mohamad Al Bukai, muçulmano, que irá trazer o tema ‘Maria na Compreensão Islâmica’; Dom Romanós Daoud da Igreja Ortodoxa com o tema ‘Maria na Compreensão Ortodoxa’, o Pastor Geraldo Graf da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil para falar sobre ‘Maria na Compreensão Luterana’ e o Padre Marcial Maçaneiro, da Igreja Católica, perito do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, para falar sobre ‘Maria na Compreensão Católica’.
O momento conta com a moderação do cônego José Bizon, diretor da Casa da Reconciliação da CNBB, que é um ponto de referência para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso no Brasil.
Em entrevista ao A12, o diretor comentou a relevância da reflexão nesta edição do evento.
“Nós católicos precisamos ouvir outras tradições religiosas para entendermos a sua compreensão sobre a Virgem Maria”, disse o diretor ao citar que os muçulmanos, “embora não reconheçam Jesus como Deus, veneram-no como profeta, prestam homenagem à maternidade virginal de Maria e a ela se dirigem, às vezes, com grande devoção”.
Dessa forma, segundo o diretor a possibilidade de compreender o que outras tradições religiosas dizem sobre a Virgem Maria será uma “grande contribuição do Congresso aos seus participantes”.
Cônego Bizon enfatiza ainda que essa reflexão favorece o diálogo entre as religiões, especialmente sobre a pessoa de Maria.
“É enriquecedor ouvir, compreender e aprender de outras tradições religiosas sua compreensão teológica sobre a Virgem Maria. E assim inicia um diálogo, no seu verdadeiro sentido. Pois o diálogo ‘exige que se escute e responda, que se tente compreender e fazer-se compreender. É estar disposto a apresentar questões e, por sua vez, a ser questionado. É comunicar algo de si e ter confiança no que os outros dizem de si próprios’”, assinala.
O Congresso Mariológico vai aprofundar neste ano a figura de Maria como modelo para a Igreja com tema ‘O Rosto Mariano da Igreja’. A reflexão teológico-pastoral será feita por teólogos experientes, bispos, sacerdotes, religiosos e leigos e leigas. São destaque no evento, a presença do Arcebispo de Salvador, Primaz do Brasil e Vice-presidente da CNBB, Dom Murilo S. R. Krieger, scj, e o Secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Roma e Representante oficial do Papa Francisco, Padre Alexandre Awi Mello, ISch.
Fonte: Catolicos
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Papa propõe «aliança de civilizações» para superar desafios atuais
O Papa Francisco visitou a primeira cidadela internacional dos Focolares, na localidade italiana de Loppiano, na província italiana de Florença (região da Toscana) onde propôs uma “aliança de civilizações” para superar os desafios contemporâneos.
“Na mudança de época que estamos vivendo, é preciso um compromisso não só para o encontro entre as pessoas, as culturas e os povos, por uma aliança de civilizações, mas também para vencer, todos juntos, o desafio desta época de construir uma cultura partilhada do encontro e uma civilização global da aliança”, declarou, perante milhares de pessoas reunidas diante do Santuário de “Maria Theotokos”.
Na segunda etapa de uma viagem de cinco horas na Itália, iniciada junto de outra comunidade católica, em Nomadélfia, Francisco falou das “urgências dramáticas” da humanidade, que pedem dos cristãos o seu “máximo”.
O Papa desafiou o Movimento dos Focolares, fundado por Chiara Lubich, a avançar com “criatividade”, numa “renovada juventude”, após ter começado esta visita com um momento de oração.
Francisco foi cumprimentado pela presidente do movimento católico, Maria Voce, e ouviu perguntas de três representantes da comunidade de Loppiano.
Nas suas respostas, o pontífice falou da cidadela dos Focolares como “ilustração da missão da Igreja hoje, como foi traçada pelo Concilio Ecuménico Vaticano II”.
O Papa apresentou aos presentes duas “palavras-chave” nas comunidades cristãs, recorrendo ao grego bíblico: “parrésia” (coragem) e “hypomoné” (suportar).
A intervenção convidou a uma relação “aberta, sincera, franca” entre os católicos, sem hipocrisia nem “bisbilhotices”, advertindo que aqueles que “semeiam a cizânia” acabam por “destruir a Igreja” e “destruir a própria vida”.
Francisco disse ainda que é preciso viver com “constância e firmeza” a escolha da vida cristã, numa “esperança que nunca desilude”.
As recomendações passaram ainda pela necessidade do “bom humor”, que o Papa disse ser “a atitude humana que mais se aproxima da Graça de Deus”.
A experiência de Loppiano, localidade nos arredores de Florença que acolhe famílias, jovens, sacerdotes e religiosos de 65 países dos cinco continentes, foi apresentada pelo pontífice como “um esboço de cidade nova”.
“Uma cidade que tem no seu coração a Eucaristia, fonte de unidade e de vida sempre nova” e que se apresenta “inclusiva e aberta”, com atividades ligadas à agricultura, à indústria, à educação, às artes e à comunicação.
O Papa convidou os membros da comunidade a ser “artesãos do discernimento comunitário”, procurando ouvir Deus e o seu povo, “ao serviço da Igreja e da sociedade”.
A intervenção aludiu ainda aos projetos educativos promovidos em Loppiano, sustentando que a Educação é mais do “encher a cabeça”.
“Educar a pensar bem, não só a aprender conceitos. Educar a sentir bem, educar para fazer bem”, apelou, defendendo um “pacto formativo”.
Francisco destacou o valor da “proximidade”, considerando que “não se pode ser cristão sem ser próximo”.
“Em Loppiano não existem periferias”, ressaltou, pedindo um novo impulso às escolas de formação, abrindo-as a horizontes mais vastos.
No final do encontro, após a bênção conclusiva e uma troca de presentes, Francisco cumprimentou alguns representantes do movimento e de outras religiões, antes de regressar ao Vaticano, em helicóptero. Fonte: Catolicos.
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Fátima: Uma «experiência de fé coletiva» que continua a inspirar o mundo – Teresa Bartolomei
Investigadora analisa Santuário à luz da visita do Papa Francisco em maio de 2017
A peregrinação aniversária de 12 e 13 de maio a Fátima, este sábado e domingo, é uma ocasião para revisitar a vinda do Papa Francisco ao Santuário, em diálogo com Teresa Bartolomei, da Universidade Católica Portuguesa.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, a membro da Conselho de Direção do Centro de Investigação em Estudos de Teologia e Religião, da UCP em Lisboa, salienta que “seria errado ficar apenas pela dimensão mediática” que a passagem do Papa argentino significou há um ano, enquanto “fenómeno das massas”.
Para esta investigadora italiana, Francisco legitimou através das suas mensagens uma “experiência de fé coletiva”, nascida da “intuição religiosa popular”, que continua hoje a inspirar o mundo a viver as dimensões da “misericórdia” e da “humildade”.
Ao mesmo tempo, a mostrar uma Igreja Católica que surge diante das pessoas “não como vencedora e dominadora”, mas feita “de homens que se põe nas mãos de Deus”, que, neste caso por intercessão de Nossa Senhora, “pedem a Deus a salvação porque não são autossuficientes”, salienta Teresa Bartolomei.
“Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho”, afirmou o Papa argentino no Santuário.
Para a investigadora do CITER, frases como esta sublinham o cariz contracorrente da mensagem de Fátima, num tempo em que a sociedade carece de exemplos de “solidariedade” e “inclusão”.
Responsabilizam também os cristãos a afirmar-se como “testemunhas não de condenação, mas de abertura e de diálogo” com o mundo.
“Esse momento de cada cristão ser fator de reconciliação, de conversão, de acolhimento é essencial. Representa um passo em frente não na atualização da mensagem, mas na atualização da nossa receção da mensagem”, aponta aquela responsável.
Em maio de 2017, Francisco fez ainda questão de “suplicar a paz e a esperança” para os cristãos e para a sociedade em geral, “de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”.
Denunciou depois o atual contexto de “indiferença” que cega o coração humano e “agrava a miopia do olhar” perante as dificuldades dos irmãos.
“Fátima torna-se importante para todos nós nos momentos de necessidade, de incerteza, de dor. E é esse encontrarmo-nos pequeninos perante a graça de Deus, na necessidade perante Deus, que nos torna também capazes de aceitar as fragilidades e as pobrezas dos outros”, sustenta Teresa Bartolomei.
Que considera esta referência a Fátima, enquanto refúgio para “os problemas e esperanças” dos homens e mulheres deste tempo, como outro “momento importantíssimo em que o Papa reconhece essa beleza de uma intuição da religiosidade popular”.
A peregrinação aniversária internacional de 12 e 13 de maio vai ter como tema ‘Dar graças pelo dom de Fátima’ e será presidida pelo arcebispo emérito de Hong Kong, o cardeal John Tong.
O evento, que encerrará também todo um ciclo de comemoração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora, conta com um concerto do tenor italiano Andrea Bocelli, com participação especial da fadista Ana Moura, no domingo às 16h00, na Basílica da Santíssima Trindade. Fonte: Agência Ecclesia
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13 de maio: Fátima vive hoje «um desafio fascinante de reinterpretação» – António Martins
Investigador da Universidade Católica Portuguesa destaca «contributo renovador» deixado há um ano pelo Papa Francisco
O investigador António Martins, da Universidade Católica Portuguesa (UCP), diz que Fátima vive hoje um “desafio fascinante de reinterpretação” à luz dos novos tempos.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, o membro do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião (CITER) considera que este “recentrar” da Mensagem de Fátima na “narrativa primeira, fundadora do acontecimento das Aparições”, é visível “na reflexão que se vai produzindo hoje” a partir do Santuário.
“Quer do ponto de vista teológico, de rigor mais científico quer do ponto de vista da espiritualidade para alimentar a experiência crente dos fiéis”, salienta aquele responsável.
António Martins baseia-se num estudo que o CITER está a promover sobre as publicações que foram feitas entre 2015 e 2017, na caminhada do primeiro centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima.
Para o investigador, assiste-se atualmente a um esforço de “despojamento” da mensagem de Fátima, de tudo aquilo que são leituras que surgiram para responder a determinados desafios da História e do mundo ao longo dos últimos 100 anos, que hoje já estão “ultrapassados” e “não têm pertinência”.
Como “toda uma linguagem profundamente ideológica, anticomunista, antimarxista, à volta da famosa frase da conversão da Rússia, e o que isso significou no contexto da Guerra Fria e da luta em relação à afirmação da violência das perseguições em países de Leste”, recorda António Martins.
Este especialista em Teologia Antropológica destaca “o contributo renovador que o Papa Francisco deixou” há um ano em Fátima, nos dias 12 e 13 de maio, durante as comemorações do Centenário das Aparições.
Fundamentalmente, no que toca à “revalorização e refontalização de Fátima” naquilo que foi “a presença ou manifestação de Nossa Senhora” na Cova da Iria, e no que disse aos pastorinhos Francisco, Jacinta e Lúcia.
Ao dizer a frase ‘Temos Mãe’, o Papa frisou junto dos peregrinos que eles vão ao Santuário ao encontro “não de uma senhora milagreira, mas de alguém que envia as pessoas constantemente para o seu Filho”, Jesus Cristo.
No entender o docente da UCP, esta posição de Francisco marcou claramente uma posição contra aquela que pode ser hoje uma “excessiva religiosidade espontânea”, ou “reinterpretação piedosa” e “popular” da mensagem de Fátima, “que tem os seus riscos de deriva”, para a recentrar “na mensagem evangélica”.
“Isso constitui, para o presente e para o futuro, um profundo desafio teológico e pastoral”, aponta António Martins.
O CITER prepara-se para promover a 22 de maio um simpósio dedicado ao Santuário de Fátima, intitulado ‘Centenário de Fátima: momento de leitura plural’.
De acordo com António Martins, que participará neste encontro, o objetivo será precisamente refletir sobre um fenómeno, Fátima, que se centrou na experiência de três pastorinhos, de três crianças, mas que tem sido “um acontecimento em sucessiva reinterpretação”.
Aquele responsável recorda o contexto de Lúcia, a mais velha dos videntes, que “à medida que foi vivendo novas situações”, como “o contexto da guerra civil de Espanha”, ou a sua “formação com as irmãs Doroteias”, foi “reinterpretando a experiência originária, fundadora de 1917, com novas aquisições linguísticas”.
“Uma coisa é a experiência ali, no lugar, no tempo, no momento, outra coisa é o dizer dessa experiência através da memória, na elaboração da linguagem”, sustenta António Martins, para quem estas “diferentes narrativas são um desafio hermenêutico, porque de vez em quando se encontram contradições, alterações”.
“Fátima é uma experiência de fé, protagonizada por aqueles três videntes, mas ao mesmo tempo se oferece a sucessivas reinterpretações e por isso o nosso título: Fátima – Um acontecimento interpretativo plural”, completa o investigador.
Este simpósio sobre o Santuário de Fátima tem início previsto para as 09h15, no Auditório Padre José Bacelar e Oliveira, na Universidade Católica Portuguesa em Lisboa.
No painel de debate vão estar oradores como José Pedro Angélico, Teresa Bartolomei, José Jacinto de Farias, Pedro Feliciano, Paulo Fontes, Alexandre Palma, Sérgio Pinto, Alfredo Teixeira e Domingos Terra. Fonte: Agência Ecclesia
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13 de maio: Concerto de Andrea Bocelli permitirá «pela via artística» realçar «o dom que é Fátima» – Padre Carlos Cabecinhas
Reitor do Santuário destaca momento especial de ação de graças
A peregrinação aniversária internacional dos dias 12 e 13 de maio vai ser marcada por um concerto do tenor italiano Andrea Bocelli, este domingo à tarde.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, o reitor do Santuário salienta “um momento especial” com “uma figura mundialmente conhecida” como é Andrea Bocelli, que vai permitir “pela via artística” realçar “o dom que é Fátima”.
“Chamámos a este concerto propositadamente recital porque, como o Andrea Bocelli diz, é sobretudo um momento de oração, um momento em que queremos dar graças por aquilo que foi o Centenário das Aparições”, realça ainda o padre Carlos Cabecinhas.
Esta iniciativa, já com lotação esgotada, vai decorrer na Basílica da Santíssima Trindade, pelas 16h00, com a participação também da fadista Ana Moura.
A artista portuguesa irá interpretar com Andrea Bocelli o ‘Avé de Fátima’, a assinatura musical mais emblemática do Santuário.
O tenor italiano já teve ocasião de salientar, num vídeo divulgado aos portugueses, que “Fátima é um dos lugares do mundo mais marcantes e sugestivos”.
Andrea Bocelli aborda também a sua relação pessoal com o santuário, que conhece “desde os tempos de criança, na escola primária”, a partir das histórias contadas por uma professora.
No entanto, esta será a primeira vez que a reputada figura do canto lírico internacional estará na Cova da Iria.
De acordo com a diretora de comunicação do Santuário de Fátima, a iniciativa surgiu a partir de uma “oferta de uma produtora brasileira, de um mecenas que é devoto de Nossa Senhora de Fátima”, e “vem fechar com chave de ouro este grande ciclo de festa que tem sido o Centenário das Aparições”, aponta Carmo Rodeia.
O recital com o tenor italiano Andrea Bocelli encerra a primeira Peregrinação Internacional de 2018, nos dias 12 e 13 deste mês, que vai ser presidida pelo bispo emérito de Hong Kong, o cardeal John Tong, num ano dedicado à Àsia.
A sala de imprensa do Santuário de Fátima informa ainda que a entrada para a Basílica da Santíssima Trindade é feita pelas portas laterais, entre as 14h00 e as 15h00, ficando depois “o acesso impedido”.
Os peregrinos podem levantar os ingressos reservados, no Centro Pastoral de Paulo VI, de 10 a 12 de maio, entre as 09h30 e as 19h00, e no dia 13 de maio entre as 7h00 e as 14h00.
Fonte: Agência Ecclesia
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Portugal: Religiões promovem conferência conjunta sobre a eutanásia
Iniciativa marcada para 16 de maio, em Lisboa
O GTIR – Grupo de Trabalho Inter-Religioso (em saúde) vai promover a 16 de maio uma conferência sobre a eutanásia que envolve diversas Igrejas e comunidades religiosas em Portugal.
A iniciativa decorre na Academia das Ciências de Lisboa, com início agendado para as 15h30, concluindo-se com a assinatura de uma declaração conjunta sobre a eutanásia.
O GTIR (Grupo de Trabalho Religiões/Saúde) engloba as comunidades Islâmica, Israelita, Budista, Hindu e Bahai, as Igrejas Adventista, Ortodoxa e Católica, a Aliança Evangélica e o Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC).
“O assunto da vida humana em processo terminal está claramente em cima da mesa, e na atualidade da agenda social e política para discussão”, assinalam os responsáveis pela conferência inter-religiosa, em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.
A nota sublinha que as diversas tradições religiosas têm “uma mensagem sobre a vida e sobre a morte do homem que muito tem contribuído para a cultura e para a organização das sociedades ao longo dos séculos”.
O programa prevê um primeiro painel sobre o contributo das religiões para a Bioética, seguindo-se uma conferência de Walter Oswald, médico e especialista em Bioética que a Igreja católica distinguiu com a edição de 2016 do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes.
A iniciativa conclui-se com uma mesa-redonda que integra participantes de todas as religiões presentes, com a participação anunciada do cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.
A declaração conjunta a assinar pelos representantes das várias religiões vai ser entregue ao presidente da República Portuguesa.
A 29 de maio vão ser discutidos na Assembleia da República quatro projetos-lei relacionados com a legalização da eutanásia.
Para o mesmo dia está convocada uma manifestação de vários movimentos contrários à legalização da Eutanásia, como a Federação Portuguesa pela Vida.
A 24 de maio, o ‘Stop Eutanásia’ promove a manifestação ‘Os Portugueses Não querem a eutanásia’, às 12h30, diante do Palácio de São Bento.
Fonte: Agência Ecclesia
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Do dia 09/5/18
Nomeado novo bispo para a diocese de Vacaria, no Rio Grande do Sul
A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou nesta quarta-feira, 09, a decisão do papa Francisco em acolher o pedido de renúncia apresentado por dom Irineu Gassen, bispo de Vacaria no Estado do Rio Grande do Sul, por motivo de idade. Na ocasião, nomeou bispo da respectiva diocese, o padre Sílvio Guterres Dutra, atual reitor do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, em Viamão, da arquidiocese de Porto Alegre (RS). A notícia foi publicada no Jornal “LÓsservatore Romano”, às 12 horas de Roma.
Padre Sílvio Guterres
Nascido em junho de 1966, no município de Encruzilhada do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul, padre Sílvio cursou Filosofia na Faculdade de Filosofia Imaculada Conceição e Teologia no Centro de Estudos Teológicos João Vianney. Fez Mestrado em Teologia Pastoral junto à Universidade Lateranense, em Roma.
Padre Sílvio foi ordenado sacerdote em 1993, na Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, em Charqueadas, por dom Altamiro Rossato. No exercício do ministério presbiteral cumpriu as funções de professor de Teologia Pastoral Pastoral, junto a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); coordenador de pastoral do Vicariato Episcopal de Guaíba; membro do Conselho de Presbíteros; membro do Colégio de Consultores; membro da coordenação da Pastoral presbiteral; coordenador da Comissão arquidiocesana para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, entre outras funções.
Saudação
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação ao novo membro do episcopado. O texto é assinado pelo secretário-geral, dom Leonardo Steiner. Confira, abaixo, na íntegra:
Saudação da CNBB ao padre Sílvio Guterres Dutra
Brasília, 09 de maio de 2018
Prezado P. Silvio Guterres Dutra.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), manifesta alegria com o anúncio de sua nomeação feita nesta quarta-feira, 09 de maio, pelo Papa Francisco como novo bispo de Vacaria (RS). O santo Padre aceitou a renúncia de dom Irineu Gassen e nos dá um novo membro do nosso episcopado.
Ao olhar para os seus dados biográficos, verificamos que o senhor percorreu um caminho de formação com especialmente voltado para o campo da Pastoral e da Formação do Clero. Estes elementos, entre outros, expressam as ferramentas que a Providência colocou em suas mãos em vista da missão que a Igreja lhe confia neste momento de sua vida.
Acolhendo-o em nossa Conferência Episcopal, citamos as palavras do Papa Francisco proferidas aos bispos participantes de um Seminário da Congregação para Evangelização dos Povos, organizado em setembro de 2014: “Estais chamados a vigiar incessantemente o rebanho a vós confiado, para o manter unido e fiel ao Evangelho e à Igreja. Esforçai-vos por dar um impulso missionário autêntico às vossas Comunidades diocesanas, para que cresçam cada vez mais com novos membros, graças ao vosso testemunho de vida e ao vosso ministério episcopal exercido como serviço ao Povo de Deus. Estai próximos dos vossos sacerdotes, cuidai a vida religiosa, amai os pobres”.
Por meio dessa mensagem pedimos ao senhor que faça chegar a dom Irineu Gassen nossa palavra de gratidão. Seu lema episcopal: “Preparar para o senhor um povo perfeito” retirado do Evangelho de São Lucas (1, 17) indicou, desde sua nomeação em 2008, a dinâmica de sua ação evangelizadora de animar os fiéis para serem uma Igreja viva, participativa e animada. Que Deus o fortaleça nesse tempo de emeritude concedendo-lhe saúde, serenidade e muita luz.
Em Cristo, Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo auxiliar de Brasília, Secretário-geral da CNBB
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Audiência: Deus jamais renega seus filhos. A marca do Batismo é indelével
Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco fez sua quinta catequese sobre o tema do Batismo, falando de modo especial sobre seu momento central, a imersão na pia batismal.
A regeneração pelo Batismo foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (09/05).
A Praça São Pedro acolheu cerca de vinte mil fiéis, apesar do mau tempo na capital italiana.
Os peregrinos ouviram o Pontífice explicar o rito central do Batismo, isto é, a imersão na pia batismal.
“O Batismo nos abre a uma vida de ressurreição, não a uma vida mundana. A fonte batismal é o local em que se faz a Páscoa com Cristo!”, disse o Papa. O renascimento do homem novo exige que seja reduzida a pó a criatura velha. As imagens do túmulo e do ventre materno referidas à fonte são incisivas para expressar a grandeza dos simples gestos do Batismo.
A Igreja é mãe
“A Igreja é mãe através do Batismo. Assim como os nossos pais nos geraram à vida terrena, a Igreja nos regenerou para a vida eterna no Batismo. Nós nos tornamos filhos no Filho Jesus”, explicou ainda Francisco.
Também sobre cada um de nós, renascidos pela água e pelo Espírito Santo, o Pai celeste faz ouvir a sua voz: «Tu és o meu filho muito amado». Esta voz paterna é perceptível não pelos ouvidos, mas pelo coração de quem crê; e acompanha-nos por toda a vida.
O Batismo é indelével
Renascidos filhos de Deus, o seremos para sempre, sem jamais nos abandonar. De fato, o Batismo não se repete, porque imprime uma marca espiritual indelével. Nenhum pecado o pode apagar, embora impeça o Batismo de produzir frutos de salvação. Mesmo alguém se tornando guerrilheiro, disse o Papa, a marca do Batismo não desaparece.
“Deus jamais renega os seus filhos”, afirmou Francisco de maneira contundente, pedindo que os fiéis repetissem esta frase mais de uma vez.
Mediante a ação do Espírito Santo, o Batismo purifica, santifica, justifica, para formar em Cristo um só corpo. Isso é expresso pela unção crismal, quando o ministro diz unge a cabeça e diz: «Unjo-te com o crisma da salvação para que, reunida ao seu povo, permaneças eternamente membro de Cristo sacerdote, profeta e rei».
Viver unidos a Cri