Notícia

Angola - Operação Transparência

A "Operação Transparência” que tem por objectivo o combate a imigração ilegal, exploração e tráfico de diamantes já forçou “a saída voluntaria” até ao momento, de mais de 180 mil cidadãos da República Democrática do Congo, maioritariamente envolvidos na prática de garimpo de diamantes na província da Lunda Norte.

Lançada pelas autoridades angolanas a 25 de Setembro do corrente ano, “a Operação Transparência” que tem por objectivo o combate a imigração ilegal, exploração e tráfico de diamantes já forçou “a saída voluntaria” até ao momento, de mais de 180 mil cidadãos da República Democrática do Congo, maioritariamente envolvidos na prática de garimpo de diamantes na província da Lunda Norte.

A “Operação Transparência” em curso, há mais de um mês, em sete das 18 províncias do país apreendeu 31.742 pedras de diamantes e encerraram mais de 120 casas de compra e venda de diamantes, três delas pertencentes a angolanos, para além de diversas armas de fogo e material usado na exploração de diamantes;

Estes dados impressionam o executivo angolano que garante serem falsas as informações sobre sevícias e violações dos direitos dos imigrantes ilegais.

Ministro esclarece 

O ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião disse que esta operação não tem como base qualquer sentimento xenófobo contra cidadãos de países vizinhos

E confrontado no local com imagens e relatos permanentes de casos de agressões aos imigrantes, o coordenador da operação referiu que qualquer situação menos correcta que tenha acontecido não foi com a aprovação das autoridades angolanas.

Recentemente o governo angolano convocou o embaixador da República Democrática do Congo (RDC) em Angola, Didier Nyembwa, para informá-lo sobre os procedimentos da “Operação Transparência”. 

Dialogo entre Luanda e Kinshasa

No final do encontro o Ministério das Relações Exteriores de Angola fez sair uma nota onde esclarece que o embaixador da RDC recebeu esclarecimentos sobre a aludida operação, nomeadamente o facto de que não visa exclusivamente cidadãos da República Democrática do Congo, mas todos os estrangeiros em situação migratória ilegal e que praticam o garimpo nas províncias de Malanje, Bié, Moxico, Zaire, Lunda-Norte e Lunda-Sul.

Por seu turno, o embaixador Didier Nyembwa agradeceu o esclarecimento que lhe foi prestado, prometendo reportar fielmente ao Governo do seu país.   O diplomata assegurou que as relações entre Angola e a RDC continuam estáveis.

Fonte: Vatican News