Notícia

Na tarde chuvosa desta sexta-feira, 18, o atual reitor do Santuário da Salette de Marcelino Ramos, Pe. Renoir Dalpizol, presidiu missa de corpo presente de seu antecessor por 36 anos, Pe. Arlindo Daga Fávero. A missa foi concelebrada por 8 padres saletinos, 6 da Diocese de Erexim e um frei franciscano de Xaxim, paróquia de muita ligação com Pe. Arlindo e os missionários da Salette, com a participação de um diácono, dos noviços saletinos, religiosas, as duas irmãs e um irmão do Pe. Arlindo, muitas pessoas ligadas ao Santuário onde ele atuou por tanto tempo.

Após a celebração eucarística, o corpo do Pe. Arlindo foi sepultado no cemitério de Marcelino Ramos, de onde seus restos mortais, com o tempo, serão transferidos para a Capela da  Saudade no Santuário.

Iniciando sua homilia, Pe. Renoir lembrou que pela Palavra de Deus e pela Eucaristia todos alimentam sua missão, árdua e exigente que termina quando Deus chama de volta a cada pessoa, não importando quanto anos tenha vivido. A despedida de alguém é oportunidade para cada um se perguntar como está vivendo a missão recebida, se está sendo fiel à Palavra de Deus. Na obediência a ela, se pode dar muitos frutos para o Reino. Ressaltou que Pe. Arlindo realizou sua missão e está junto de Cristo glorificado, como foi celebrado domingo último, solenidade de sua Ascensão ao céu. Referiu comentário de muitos de que a vida é breve e que tudo passa tão rapidamente. Frisou que Pe. Arlindo procurou estar ao lado de quem necessitasse, servindo a todos com alegria. Olhando o que o envolveu ultimamente, ele parecia perceber o momento que vivia. Foi preparando sua partida. No final da romaria da Salette do ano passado, disse que talvez sua última romaria. Há pouco tempo, num sábado e domingo, recebeu um grupo de amigos com quem passou horas de alegre convivência. Na segunda-feira seguinte, na última mensagem no programa de Rádio que mantinha insistiu na importância de se viver bem o momento presente, com retidão, com generosidade, com dedicação plena como se cada dia fosse o último. Pe. Renoir convidou a todos a acompanhar a gravação desse último programa de rádio do seu antecessor. Para expressar melhor a vida do Pe. Arlindo, apresentada a Deus na Eucaristia, Pe. Renoir mencionou alguns símbolos que foram sendo colocados junto ao corpo dele: o rádio que utilizava para controlar a entrada da rádio na missa dominical no Santuário, o último número da revista Salette que ele ajudou a organizar, a pochete que sempre carregava presa à cintura, uma caneta, lembrando o que redigia e documentos que assinava, uma imagem da Salette, recordando sua devoção a Maria.

No final da celebração, pelo Conselho Provincial da Congregação, falou o Pe. Pedro Pilonetto. Informou que o superior provincial se encontrava em Rondônia, não podendo estar presente. Expressou gratidão à família pelo filho doado a Igreja na congregação, a todos os que cuidaram dele nos últimos dias. Pe. Cleocir Bonetti, em nome do Bispo e dos padres diocesanos, expressou solidariedade com a família e com a congregação. Irmã Ivaldina Basso transmitiu a saudação dos religiosos de religiosas da Diocese.

Ao toque fúnebre dos sinos do Santuário, o corpo do Pe. Arlindo foi conduzido até o carro fúnebre enquanto os presentes expressaram seu reconhecimento a ele com prolongada salva de palmas.