Notícia


Nilo Benincá, irmão do Pe. Elli, da Arquidiocese de Passo Fundo, e do ecônomo da Diocese de Erexim, Sr. Ildo, foi sepultado na tarde desta quinta-feira, 17, após missa de corpo presente na igreja São Caetano de Severiano de Almeida, presidida pelo Pároco, Pe. Valtuir Bolzan e concelebrada por três padres, com a participação do diácono local, religiosas, familiares do falecido e membros da comunidade.

Pe. Valtuir, na homilia, lembrou que ainda como seminarista e depois como padre trabalhando no Seminário de Fátima esteve diversas vezes na casa do Senhor Nilo, buscando donativos para a Romaria de Fátima que ele recolhia entre os membros de sua comunidade, Linha Caracol daquela Paróquia. Ressaltou que toda a família foi grande benfeitora das vocações. Citou o Papa Francisco que disse pedir sempre três graças a Deus em sua oração: a de morrer em casa, a Igreja; de morrer na esperança e a de morrer deixando uma herança, o testemunho da fé. Confidenciou que na visita aos enfermos e idosos impossibilitados de sair de casa em preparação da Páscoa, em março passado, Nilo lhe disse: Padre, minha vida não é muito longa. Mas estou tranquilo. Testemunhou que era uma pessoa serena, tranquila, de profunda fé, dedicado à família, de intensa participação na comunidade.

No final da celebração, houve manifestação de alguém em nome da família e de alguém em nome do grupo da terceira idade São Francisco de Assis.

Dados biográficos

Nascido na Linha Caracol, de Severiano de Almeida, Nilo Benincá tinha 83 anos e alguns meses. Era casado com Maria Zanella, falecida, por mais de 50 anos, com quem teve 11 filhos. Foi presidente da Escola da Linha Caracol por mais de 15 anos; sócio fundador e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais; sempre estimulou a organização cooperativista, sendo líder e dirigente, primeiramente na cooperativa Nova Vitória e depois da Cotrel; participou ativamente da comunidade e manteve boas relações com os vizinhos. Como agricultor, sempre buscou empreender ações em vista da melhoria da qualidade de vida na comunidade, como organização de associações, luta pela saúde, apoio ao hospital, rede de energia elétrica, crédito rural, financiamento à produção. Sempre prezou e viveu valores éticos, morais, religiosos, familiares.

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