Voz da Diocese

Um amor que não conhece distâncias!
13/05/2018

Estimados Diocesanos! Neste domingo, a mãe Igreja convida seus filhos e filhas para celebrarem a solenidade da Ascensão do Senhor. Foi um momento marcante na vida dos discípulos, que tinham sido encontrados, chamados e preparados pelo Mestre para uma missão. Uma missão exigente, marcada por um amor serviço, que não tem medo de comprometer-se com o Evangelho, a vida e a sua dignidade em todas as realidades. Uma missão vivida na proximidade do Mestre e marcada pela alegria do encontro, pela dor da cruz e a esperança jubilosa da ressurreição. Uma missão vivida entre encontros e despedidas, nos quais não houve separação, porque a Ascensão do Senhor não O separa dos discípulos de ontem e de hoje, mas O torna presente em nós, mediante o dom do Espírito Santo que conduz a labuta das nossas almas para colocar no mundo um homem novo, primícias da nova humanidade redimida pelo sangue do Cordeiro na cruz.

Encontros e despedidas marcaram também a vida do Senhor Jesus com a sua mãe Maria.  A missão do Reino O fez deixar a sua família e a pequena Nazaré, mas no seu coração, levou consigo aquela que O acolheu para a vida e esteve ao seu lado em todos os momentos da vida. Mesmo naquele mais difícil, a entrega da vida na cruz. Ali, com o corpo elevado entre o céu e a terra, Ele contou com a presença, a ternura e a compaixão materna e amorosa de Maria, sua mãe.  A dor da cruz que tirou a vida do corpo do Senhor não teve a força de tirar do seu coração o amor pela sua mãe ou de separar a proximidade da Mãe do seu Filho, porque um amor verdadeiro não conhece separação.

No segundo domingo de maio, recordamos o dia das mães, introduzido, no Brasil, há 100 anos, pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Penso que é um dia especial para manifestarmos gratidão a Deus pela vida e por aquela que nos trouxe à vida. Estando perto ou distante, acompanha os nossos passos de vitória, mas também os tropeços que a vida nos oferece, independentemente de sermos crianças, jovens ou adultos. Na trajetória da vida, nunca deixamos de ser filhos ou filhas, mesmo quando o ciclo da vida nos pede para nos despedirmos de quem nos apresentou ao mundo e nos acolheu nos braços, ele não pede para apagarmos do nosso coração e da memória as lembranças de quem fez e faz parte da história da minha vida. Que Deus abençoe com seu amor e ternura todas as mães. Tende todos um bom domingo.

+ Dom José Gislon - Bispo Diocesano de Erexim

- Dom Frei José Gislon