Campanha

Campanha para a Evangelização 2019

“CUIDA DELE! ” - Lc 10,35

Amar é fazer o bem.

1. Campanha para a Evangelização

Com o objetivo de motivar os fiéis a participarem efetivamente da missão da Igreja por meio do testemunho de vida, de ações pastorais específicas e da garantia de recursos para a ação pastoral, a Campanha para a Evangelização completa 21 anos em 2019. Aprovada pela 35ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1997, ela foi realizada pela primeira vez no advento de 1998.

Uma das grandes motivações para a sua realização é a conscientização sobre a importância do compromisso evangelizador que deve ser assumido por cada cristão e o despertar para a corresponsabilidade pelo sustento das atividades pastorais da Igreja Católica no Brasil. Assim, a Campanha para a Evangelização procura responder também a esta necessidade. Afinal de contas, apesar de sermos a maior nação católica do mundo, a evangelização no Brasil ainda depende de contribuições das Igrejas da América do Norte e da Europa.

Por que fazemos esta Campanha? Para despertar, no tempo do Advento, a consciência de que o Menino Deus, sol nascente que nos veio visitar (Lc 1,78), e que permitiu-se ser cuidado na fragilidade de uma criança, também nos convida a cuidar uns dos outros. É preciso cuidar do anúncio da Palavra; cuidar dos pobres e cuidar da comunidade. A participação consciente de cada um, sinal de comunhão missionária, nos coloca em atitude de doação de tudo aquilo que somos e temos em favor da Igreja e da sua ação pastoral. É consequência do “Sentir com a Igreja”.

O grande gesto concreto da campanha é a realização de uma coleta que tem como objetivo angariar recursos para que a Igreja no Brasil tenha condições de continuar evangelizando, contribuindo para a superação de uma mentalidade individualista ao mesmo tempo em que promove a partilha de recursos voltada para o bem comum. Assim, a Campanha para a Evangelização proporciona a vivência de uma fé madura, testemunhada em atitudes e ações coerentes de conversão pessoal permanente e de transformação social segundo as exigências evangélicas garantindo que a Igreja Católica no Brasil tenha recursos para realizar a missão evangelizadora como a promoção de diversas iniciativas de formação, além de contribuir com a manutenção da CNBB nacional e também o financiamento de diversas iniciativas pastorais promovidas nas Dioceses e nos 18 regionais da CNBB.

Todos conhecem as crescentes necessidades do apostolado, as carências e desafios das comunidades eclesiais, especialmente em terras de missão, os pedidos de ajuda que chegam de populações, indivíduos e famílias que vivem em precárias condições. Muitos esperam desta coleta uma ajuda que, muitas vezes, não conseguem encontrar noutro lugar. Deste modo, esta coleta constitui uma verdadeira e particular participação na ação evangelizadora, especialmente se considerarmos o sentido e a importância de partilhar concretamente as solicitudes da Igreja anunciando a vida e defendendo a criação! A coleta da Campanha para a Evangelização é distribuída da seguinte maneira: 45% dos recursos ficam na própria Diocese; 20% vão para o Regional da CNBB e 35% se destinam à CNBB nacional. Verdadeiramente esta coleta se apresenta como o amor que se organiza para servir ao anúncio do evangelho. Uma ajuda motivada pelo amor que vem de Deus. “É Ele quem cuida de nós.” (1Pd 5,7); É Ele quem nos convoca a cuidar uns dos outros. (Mt 25,40). Daí a importância de que a atividade caritativa da Igreja se mantenha e promova a dignidade das pessoas.

2. “Cuida Dele” Lc 10,35

Uma das inspirações para a vida cristã é a imagem de Jesus, o Bom Samaritano. Nele encontramos um olhar que vê além das aparências. Um coração compassivo e mãos estendidas para cuidar. Nesta parábola (Lc 10,25-37), aquele que cuida do homem deixado quase morto a beira do caminho, se torna responsável por ele em todos os sentidos. Deixando-o aos cuidados da hospedaria, recomenda: “Cuida Dele!” Quando voltar, pagarei o que tiveres gasto a mais.

Neste ano somos convidados a refletir como o natal de Jesus inspira nosso compromisso como Igreja que cuida. O próprio Senhor nos adverte: “Em verdade, vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes pequeninos que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 40). No advento lembramos a segunda vinda do Senhor. Ele há de voltar e quer nos encontrar como bons samaritanos, cuidando do anúncio da Palavra, dos pobres e da comunidade. Celebrar o natal é celebrar a presença do Deus da vida no meio de nós.

Na simplicidade da gruta de Belém nasce o Senhor que se deixa cuidar. Podemos hoje estender o cuidado ao Menino Jesus proclamando sua Palavra, cuidando dos pobres e promovendo a vida em comunidade. Evangelizar: eis a nossa missão. Evangelizar é cuidar! Eis o nosso compromisso e empenho. Evangelizar com o coração solidário é contribuir com toda ação evangelizadora da Igreja do Brasil.

Oração Campanha para a Evangelização 2019

Deus de amor e de ternura,

Com carinho criastes o ser o humano e

Lhe deste a missão de cuidar de toda criação.

Na feliz espera do nascimento de Jesus,

Pedimos a graça de crescer no cuidado para

Com o próximo, nosso irmão.

Conduzidos pela força do Espírito Santo

Renovai em nossos corações o compromisso com

O anúncio do Evangelho a fim de que

A obra evangelizadora seja levada adiante,

Comprometida no cuidado com os pobres,

Zelosa pela celebração dos mistérios da fé,

Edificando comunidades missionárias, evangelizadoras,

Casas do cuidado e da partilha.

Maria, Mãe que cuidou do Menino Jesus,

Intercedei a Deus por nós, a fim de que sejamos

Cada vez mais generosos e corresponsáveis

Na missão de Evangelizar. Amém!

 

Pe. Patriky Samuel Batista

Secretário executivo para as Campanhas CNBB

Brasília, 22 de julho de 2019

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CAMPANHA PARA A EVANGELIZAÇÃO

A Campanha de Evangelização teve o seu início em 1998 e realiza-se no tempo do Advento, sendo que a coleta nacional para a evangelização acontece no 3º Domingo deste tempo litúrgico. O valor angariado pela coleta nacional para a evangelização constitui o Fundo para a Evangelização que é administrada pela Comissão para Assuntos Financeiros da CNBB e é destinado a apoiar as estruturas da Igreja e a atividade evangelizadora a nível diocesano, regional e nacional. Este Fundo para a Evangelização substitui as contribuições da Campanha da Fraternidade para a CNBB e para os Regionais.

O objetivo desta Campanha é despertar os leigos para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais da Igreja no Brasil. A colaboração dos fiéis precisa repercutir em toda a Igreja, e é por isso que o resultado do gesto concreto de cada um será partilhado, solidariamente entre os organismos nacionais da CNBB, os seus 17 regionais e as dioceses, visando à execução das atividades evangelizadoras, programadas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e nos Planos Bienais.

Esta Campanha precisa ser vista como proposta de uma globalização solidária que quer se transformar em fraternidade. O que se espera é que a Igreja no Brasil possa, num futuro próximo, alcançar sua auto-sustentação e partilhar seus recursos com outras Igrejas mais necessitadas.

A Campanha para a Evangelização significa a abertura de um caminho para canalizar a solidariedade de todos os católicos no sustento da missão da Igreja em nosso País. Com isso, segue o exemplo das primeiras comunidades, às quais Paulo recomendava que os que têm “se enriqueçam de boas obras, dêem com prodigalidade, repartam com os demais” (1Tm 6, 1; e 2Cor 8, 12).

Os recursos arrecadados por essa Campanha serão repartidos, seguindo critérios específicos, priorizando sempre as regiões mais carentes e as necessidades mais prementes nos diversos campos da evangelização.

DESTINAÇÃO DA COLETA

• Dioceses: 45% do total arrecadado

• Regionais: 20% do total arrecadado

• Nacional: 35% do total arrecadado

A Campanha da Evangelização tem como objetivo despertar a co-responsabilidade de todos na obra evangelizadora; conscientizar para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais; ajudar a superar a mentalidade individualista e a visão subjetiva da religião por uma atitude solidária, voltada para o bem comum; propor a vivência de uma fé adulta, testemunhada em atitudes e ações coerentes de conversão pessoal permanente e de transformação social segundo as exigências evangélicas; garantir que a Igreja tenha recursos para fazer o trabalho da Evangelização seja nas regiões pobres, como a Amazônia e a periferia das grandes cidades, ou nas ações mais estratégicas, como a realização de grandes encontros nacionais como os de leigos, de Comunidades Eclesiais de Base, e ajudar na manutenção da própria CNBB com seu Secretariado Geral e seus Secretariados Regionais.

Para evangelizar, a Igreja precisa, como Jesus, fazer-se solidária com as pessoas seja qual for à situação que vive e precisa da solidariedade de cada batizado para dispor de recursos para realizar sua missão. A Evangelização precisa contar com a generosidade de muitos que, como as mulheres do Evangelho, ajudem com os bens que possuem e ofereçam a força do apoio fraterno que anima e renova.

Solidariedade na Evangelização é, primeiramente, dispor-se a ser evangelizado. Quem está em verdadeiro processo de Evangelização se torna evangelizador. A experiência do encontro vital com o Senhor modifica a vida da pessoa e impulsiona a anunciar a outros a feliz descoberta. Em tempo de Advento, de modo especial, deve ser forte o questionamento: quem experimenta o imenso amor de Deus Pai pode ficar parado, indiferente diante de tantas pessoas que não chegaram ao conhecimento de Cristo, Verdade que liberta e salva a humanidade, ou já esmoreceram na fé?

Ser solidário na Evangelização é perceber as necessidades da própria comunidade e fazer algo por ela: dispor-se para um serviço concreto: animação litúrgica, catequese, promoção dos pobres, como também oferecer sua colaboração financeira – o dízimo – para a manutenção da infra-estrutura da própria comunidade.

Ser solidário na Evangelização é cultivar a inquietação missionária de Jesus que não se deixou reter em Cafarnaum, dizendo que devia anunciar a boa nova do Reino para outras cidades, pois para isto fora enviado. Ou ter o impulso de Maria, que foi apressadamente à casa de sua prima Isabel para servi-la, mas também, com toda certeza, para partilhar a alegre notícia do iminente nascimento do Messias esperado. Não será possível todos saírem de sua comunidade e ir para a Amazônia, para a periferia das grandes cidades, para regiões de missão em outros países, mas todos podem colaborar de outras formas na Evangelização. Uma delas é a oferta na coleta da Evangelização no terceiro domingo de Advento. Como em toda oferta, não importa o tamanho da doação, mas a generosidade do coração. Por menor que seja, à semelhança do óbolo da viúva, testemunhará empenho com a obra da Evangelização e a capacidade da partilha solidária. A coleta será assim a colheita dos frutos amadurecidos no Advento para serem colocados em comum e a serviço da Evangelização.

Ser solidário na Evangelização é “ser universal”, ou seja, ser “uma pessoa que tem responsabilidade não só sobre si, mas sobre o mundo inteiro, pelas suas opções, suas atitudes, sua consciência e seus compromissos. Numa época de globalização como a nossa, não é mais possível pensarmos em termos paroquiais, regionais ou nacionais: são âmbitos pequenos demais. Se houver salvação, será uma salvação para a humanidade toda. Se houver paz, justiça, fraternidade, vida plena para todos, será em termos planetários, ou não será”

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