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Multidão de devotos de Maria na procissão luminosa da última noite da novena de Fátima

Culminando a preparação para a 68ª Romaria de Fátima, na última noite da novena, neste sábado, solenidade de N. Sra. Aparecida e Dia da Criança, uma multidão de devotos de Maria participou da procissão luminosa da Catedral à esplanada do Santuário Diocesano, onde houve missa campal.

A celebração foi presidida pelo Pe. Jair Carlesso, Pároco da Paróquia N. Sra. do Rosário, de Barão de Cotegipe, com equipe da mesma. Concelebrou o padre Clair Favreto, com a participação do diácono Lucas Stein.

Na chegada da procissão, antes da acolhida da imagem, houve a encenação das aparições de N. Sra. em Fátima, pelo mesmo grupo que as apresentou na Romaria da Criança, na parte da manhã. Só que desta vez não foi junto ao altar, mas na marquise do Santuário.

Pe. Jair, no início da homilia, lembrou que a novena de Fátima é oportunidade especial de oração, tempo de revisão de vida e de reconciliação (Sacramento da Confissão), tempo de renovação da fé, de fortalecimento da espiritualidade cristã e de mergulho no projeto de Jesus, o Missionário de Deus Pai. Referiu-se ao sinal característico da última noite da novena, a luz, com muitos portando a vela acesa, expressando o desejo de andar na luz de Deus e esta ilumine a vida, os projetos, a missão de todos. Depois, comentou a Palavra de Deus da missa, especialmente a passagem do evangelho que narrava a presença de Jesus na festa de casamento de Caná da Galileia, quando veio a faltar o vinho e Maria interveio apresentando a situação a Cristo e recomendando aos serventes que fizessem o que Ele indicasse. A água de seis recipientes cheios foi transformada em vinho, primeiro dos sete sinais de Jesus, segundo o evangelista São João, e os discípulos creram nele. Pe. Jair, apaixonado biblista, referiu elementos da realidade social em que o milagre aconteceu. Os convidados para a festa são o povo, pobre e explorado, que lutava para sobreviver. Propôs duas perguntas questionadoras: Por que não havia mais vinho? Quem não tinha vinho? Maria, uma dos convidados, intervém, o que não era costume naquele povo e desencadeia um processo de transformação daquela sociedade. Finalizou elencando seis conclusões: :1ª) que é possível transformar a realidade...; é preciso crer que é possível...; 2ª) que não há solução mágica...; é preciso empenhar-se...; uma nova sociedade deve ser construída; 3ª) que a solução tem que partir de dentro de casa...; não esperar que venha de fora...; Jesus disse: Enchei as talhas de água... Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16); (Êxodo...); 4ª) deve contar com a participação de todos - agir conjuntamente...; Maria foi a articuladora do processo, confiando em Jesus e remetendo a ele...; 5ª) o horizonte de Jesus é a vida digna para todos; por isso, Jesus é portador de um projeto alternativo, que rompe com os interesses da sociedade dominante, pois tem em vista a abundância partilhada/distribuída para os pobres, e não abundância acumulada; 6ª) que a água foi transformada em vinho; o acento é a transformação (Jesus é portador de uma palavra transformadora): o vinho novo não pode ser separado da água: Jesus quer transformar: cada pessoa... numa pessoa nova; esta sociedade... numa sociedade nova. (Em fotos, colaboração de Cristiani Weirich)

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68ª Romaria de Fátima – 2019

Tema: Com Maria, enviados em missão!

Lema: Todos os dias anunciavam Jesus Cristo (cf. At 5,42)

9ª Noite: 12/10, Sábado – Com Maria, enviados em missão para anunciar Jesus Cristo

Leituras: Ap 12,1.5.13a.15-16a e Jo 2,1-11

Estimados participantes aqui presentes e a você que reza conosco através das Rádios ... ou outros meios, nossa cordial saudação! Uma saudação especial a todas as crianças, pelo Dia da Criança, e às Catequistas aqui presentes. Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda as bênçãos de Deus a todos.

Hoje encerramos a Novena, oportunidade especial de oração, tempo de revisão de vida e de reconciliação (Sacramento da Confissão), tempo de renovação da fé, de fortalecimento da espiritualidade cristã e de mergulho no projeto de Jesus, o Missionário de Deus Pai.

 É tradição a 9ª noite da Novena ser marcada com o símbolo da luz. Trazemos uma vela acesa. A vela acesa, carregada em procissão, nos lembra que queremos caminhar na luz do Senhor; queremos que nossa vida seja iluminada pela Palavra de Deus, que é “luz” (Sl 119,105); mais ainda, queremos que Jesus, o Cristo Ressuscitado, “a luz do mundo” (Jo 8,12), ilumine nossa vida, nossos projetos, nossa missão.

A 1ª Carta de João, tema do mês da Bíblia deste ano, nos diz que “Deus é luz” (1,5). No contexto complexo em que vivemos hoje, de muitas trevas e inseguranças, mais do que nunca devemos nos deixar iluminar e guiar pela luz divina, Jesus Cristo. Simbolizando nossa abertura à luz do Evangelho (ergamos nossa mão à Bíblia...) e cantemos (refr. 382):

Esta luz vai me guiar nos caminhos da escuridão.

Minha fé vai aumentar, minha vida mudar.

A liturgia da Palavra de hoje, de modo especial o Evangelho (Jo 2,1-11), nos remete para o ministério de Jesus. Em João, até o cap. 12, Jesus está, com os discípulos, percorrendo a Palestina como missionário... Jesus faz 7 sinais, que revelam o mistério do Reino de Deus. Cada sinal desperta a .  Bodas de Caná é o primeiro sinal. Que lições o 1º sinal de Jesus nos deixa?...

> o relato de Bodas de Caná faz uma leitura da realidade do tempo de Jesus e ajuda a interpretar a realidade de hoje; o que ocorreu na festa de casamento é o que acontecia na vida do povo:

- os convidados reunidos na festa do casamento são o povo da Galileia lutando pela vida...;

- Maria disse: “Eles não têm mais vinho (símbolo da alegria: comida/bebida – mesa/panela/prato cheios - necessidades básicas; convivência fraterna/solidariedade-justiça > amor...)

. Duas perguntas: Por que “não havia mais vinho?” e Quem não tinha vinho para beber?

. a Galileia: região fértil e rica; mas o povo era submetido à escravidão, vida miserável;

. a falta “de vinho” nas Bodas de Caná é sinal do empobrecimento de todo o povo...; cujas consequências foram sentidas por todos..., em todas as casas...;

- Maria percebe a falta de vinho e não se conforma; há nela uma indignação profética; como a rainha Ester, Maria preocupa-se com o que se passa na casa-cozinha-mesa dos pobres...; e torna público o problema “da casa-cozinha”; aquela “cozinha saqueada” era a cozinha de todos... (havia um sistema tributário que levava embora o vinho...); e hoje...?

- Maria confia em Jesus e por isso recorre a Jesus; não é comum que um convidado num casamento assuma a responsabilidade pela festa; com esta atitude, Maria se colocou no lugar dos noivos e assumiu, como seu, o problema deles; sua posição é de alguém que se preocupa com a necessidade do outro, como foi com a rainha Ester, e cria um processo de solução;

- a presença/palavra de Maria desencadeia um projeto de transformação daquela sociedade, voltada para os interesses de uns, em uma sociedade voltada para os interesses do povo empobrecido;

- para Maria, vida, alegria, dignidade, paz..., encontram-se na acolhida e na vivência da Palavra de Jesus; por isso, fazer a vontade de Jesus é tudo o que Maria deseja;

- para que todos possam ter vinho/alegria plena, Maria desencadeia um processo, envolvendo a todos: ninguém resolve individualmente um problema social;

. levou a questão a Jesus: Eles não têm mais vinho...;

. depois dirigiu-se aos serventes: Fazei tudo o que Jesus vos disser...;

. Jesus falou aos serventes: Enchei as talhas de água...;

. os serventes Encheram-nas até a boca...;

. Jesus ordenou que levassem ao mestre-sala...;

- Que conclusões temos?

1ª) que é possível transformar a realidade...; é preciso crer que é possível...;

2ª) que não há solução mágica...; é preciso empenhar-se...; uma nova sociedade deve ser construída;

3ª) que a solução tem que partir de dentro de casa...; não esperar que venha de fora...; Jesus disse: Enchei as talhas de água... Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16); (Êxodo...)

4ª) deve contar com a participação de todos - agir conjuntamente...; Maria foi a articuladora do processo, confiando em Jesus e remetendo a ele...;

5ª) o horizonte de Jesus é a vida digna para todos; por isso, Jesus é portador de um projeto alternativo, que rompe com os interesses da sociedade dominante, pois tem em vista a abundância partilhada/distribuída para os pobres, e não abundância acumulada;

6ª) que a água foi transformada em vinho; o acento é a transformação (Jesus é portador de uma palavra transformadora): o vinho novo não pode ser separado da água: Jesus quer transformar:

> cada pessoa... numa pessoa nova;

> esta sociedade... numa sociedade nova;

Como fazer com que a dinâmica transformadora vivida em Caná ocorra em cada um de nós, na comunidade eclesial e em nosso meio social hoje?