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Dom Adimir preside sua primeira festa paroquial na Diocese, a de São Cristóvão em Erechim

Sob neblina, aos poucos dominada pelo sol, e com temperatura bem inferior à dos dias precedentes, às 08h30 do 26 de julho, último domingo do mês, junto à igreja São Pedro, o caminhão do Corpo de Bombeiros abriu a costumeira e sempre concorrida procissão motorizada de São Cristóvão, padroeiro da Paróquia do Bairro do mesmo nome, em Erechim, e dos motoristas. Ao passarem pela igreja do padroeiro, motoristas e conduções recebiam a bênção de diversos padres. Devotos podiam receber a bênção em dois outros pontos, Posto Nonemacher e Construtora Viero, na BR 153.

Às 10h, no interior da igreja, Dom Adimir presidiu a missa solene em honra ao padroeiro, a sua primeira em festa paroquial na Diocese, concelebrada pelo Pároco, Pe. Anderson Faenello. A celebração teve participação presencial restrita, com os presentes tendo aferição de temperatura na entrada do templo e observando distanciamento, uso de álcool em gel e de máscara, mas participação irrestrita pelo facebook da Paróquia e pela EreNews, bem como pela Rádio Difusão e Tchê Erechim.

No início da celebração, Pe. Anderson acolheu o Bispo, dizendo-lhe que era desejo de todos que a igreja estivesse completamente lotada, mas as normas de prevenção à pandemia não permitiam, porém, todos tinham muito espaço no coração para recebê-lo. Depois, fez a acolhida à imagem do Padroeiro.

Dom Adimir manifestou sua alegria em poder estar na missa da festa. Devia ter presidido a abertura da novena, mas por um imprevisto não lhe foi possível. Motivando o ato penitencial convidou a todos a pedir perdão a Deus pela falta de cuidado com a vida, especialmente no trânsito.

Iniciando a homilia, após a proclamação da Palavra, disse que, como bispo, vinha para caminhar com o povo desta Diocese. Deixava 27 anos de ministério presbiteral em Cascavel, Paraná e que aos poucos vai conhecendo a realidade daqui, bem como sendo conhecido por todos. Lembrou que estavam participando presencial ou virtualmente da celebração da fé e da esperança, pedindo a intercessão de São Cristóvão pelos motoristas, mas também por todos, uma vez que todos são peregrinos nesta vida. Acentuou a necessidade da Palavra de Deus para alimentar a fé e deixar-se conduzir por ela. Para isto, deve ser acolhida de coração aberto e viver o que Deus propõe. Ressaltou que se está num momento difícil, exigindo cuidados especiais em defesa da vida, dom maior de Deus, que deve ser defendida e promovida desde a concepção até seu fim natural. Conforme a leitura da celebração, é a grande escolha que se deve fazer entre ela e a morte, entre o que vale a pena na peregrinação desta vida e o que traz a frustração. Mesmo no meio da pandemia e de outros graves problemas, se deve manter a confiança em Deus e caminhar na sua luz. Quem segue Cristo, que é, conforme o evangelho da missa festiva, o caminho seguro para todos, alcança a plenitude da vida. Especificamente em relação ao trânsito, cuidado com a vida, tema da Campanha da Fraternidade, envolve diversos aspectos, paciência, responsabilidade, solidariedade, obediência às leis. Exortou a todos a serem sinais de vida pelos caminhos da fé e do amor. Aos motoristas, lembrou a importância de observar as leis de trânsito para promover sua vida e a dos outros. Ressaltou o trabalho dos agricultores no cuidado da casa comum e desejou que tenham vida digna e honesta.

Na parte social da festa, não houve o tradicional o jantar-baile dos motoristas na sexta-feira e nem almoço comunitário neste domingo, mas houve venda de bolachas, cucas, doces e assados durante a novena, como também a venda e a entrega de churrasco neste dia da festa, seguindo com todo cuidado as normas sanitárias.