Informativo Diocesanos

Informativo Diocesano de 191/01/2020 –
20/01/2020

DIOCESE DE EREXIM                                                  

SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL

www.diocesedeerexim.org.br E-mail: secretariado@diocesedeerexim.org.br

Fone/Fax: (54) 3522-3611

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Ano 24 – nº. 1.238 – 19 de janeiro de 2020

Campanha da Fraternidade deste ano aprofunda o dom e o compromisso da vida: Como faz desde 1964, na quarta-feira de cinzas, neste ano dia 26 de fevereiro, a Igreja Católica no Brasil iniciará a Campanha da Fraternidade, valioso recurso de preparação da Páscoa, apontando sempre aspecto da realidade em que mais se deve viver a conversão quaresmal. O tema da Campanha deste ano é: Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso, com o lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” ((Lc 10, 33-34), inspirado na parábola do Bom Samaritano, tendo como figura de referência Irmã Dulce dos Pobres, recentemente declarada santa. Nela, ícone da compaixão e do cuidado, pode-se contemplar o que o amor é capaz de fazer. A ousadia do amor que cuida recorda que vida doada é vida santificada. Sem dúvidas, esta é uma inspiração que ajudará muitas pessoas a darem passos novos. Passos em sintonia com aquele que cuida de nós. (1Pd 5,7). Talvez uma grande contribuição da Campanha da Fraternidade deste ano seja cultivar a ousadia de, neste mundo tão acelerado e indiferente, interromper a rotina, fazer uma pausa para rever as opções de vida e começar, sem demora, a cuidar uns dos outros. Cuidado que supõe qualidade de presença, olho no olho, mão a mão, corações compadecidos. A vida é um intercâmbio de cuidados. Ver, compadecer e cuidar são sinais de uma vida samaritana.

Lançado concurso para o cartaz da Campanha da Fraternidade 2021: No próximo ano, a Campanha da Fraternidade será ecumênica e está sendo preparada por uma comissão formada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, CONIC. Ela terá como tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor” e o lema bíblico: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2.14a). O Objetivo da Campanha será: “Através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo, convidar comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para a superação das polarizações e das violências. O CONIC já lançou o concurso para a escolha do cartaz que ilustrará as peças de divulgação da referida Campanha. O prazo para o envio de propostas é até 6 de março próximo.

Conferência dos Religiosos do Brasil divulga mensagem de apoio ao Papa Francisco: A Presidente da Instituição que congrega todos os institutos religiosos e todas as sociedades de vida apostólica ligados à Igreja Católica Romana presentes no Brasil, CRB, Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, divulgou mensagem em que declara obediência incondicional ao Papa e oração ao Bom Deus e à Virgem Maria para que o fortaleça na fé, na esperança e caridade. A manifestação se deve ao fato de que nos últimos meses e, sobretudo nesses dias, através das mídias, o querido Papa Francisco vem sendo atacado, caluniado, mal interpretado, chamado de herege e com não poucos pedidos para que renuncie, da parte de pessoas que se consideram guardiães da sã doutrina. Observa que isto é fruto do espírito do mal. Ressalta que o Papa Francisco é um servidor do Evangelho, da Doutrina e da Tradição da Igreja, sempre com a preocupação de apontar os novos horizontes da missão. Em sintonia profunda e consciente com o Concílio Vaticano II, ele resgata hoje os valores de uma Igreja que nunca pode deixar de ser missionária, samaritana, profética, mística e sábia, mesmo que as forças e os ventos contrários queiram mantê-la isolada e fechada numa autorreferência estéril.

Especialização em Pedagogia Catequética para a missão da Igreja no Brasil: A Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o apoio da Coordenação de Pós-Graduação Lato Sensu, em convênio com a Diocese de Goiás, oferece o curso de Especialização em Pedagogia Catequética, com o intuito de formar especialistas para todas as regiões do Brasil. O curso, ministrado há mais de 15 anos, tem como destinatários catequistas, presbíteros e religiosos na área da catequese.  Com os objetivos de incentivar a pesquisa e a produção catequética, fortalecer a caminhada da catequese e capacitar e qualificar catequistas, coordenadores e assessores, o curso ocorre sempre em módulos de aulas presenciais, em janeiro e julho, com dez dias intensivos de aula. De 07 a 15 deste mês, houve o terceiro módulo da 13ª turma.  O curso promove a articulação e a organização da catequese em todos os níveis, além de dinamizar a missão evangelizadora da Igreja.

Semana de Oração pela Unidade Cristã deste ano aborda o desafio das migrações: No Brasil e em diversos outros países, a Semana de Oração pela Unidade Cristã é realizada entre o Domingo da Ascensão de Cristo e o Pentecostes. Neste ano será de 24 a 31 de maio. Os subsídios para ela foram escritos pelas Igrejas Cristãs de Malta e Gozo e têm como tema o versículo dos Atos dos Apóstolos “Trataram-nos com gentileza”. No Brasil, eles são adaptados e publicados pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, CONIC. O tema lembra o naufrágio do Apóstolo São Paulo perto da Ilha de Malta, onde foi acolhido e onde anunciou o Evangelho. Segundo o subsídio, a relação com a atualidade é evidente: “Hoje muitas pessoas enfrentam os mesmos perigos no mesmo mar. Os mesmos lugares citados nas Escrituras caracterizam as histórias dos migrantes de hoje. Em várias partes do mundo, muitas pessoas enfrentam viagens perigosas, por terra e pelo mar, para fugir de desastres naturais, guerras e pobreza. Também para eles, são vidas à mercê de forças imensas e altamente indiferentes, não só naturais, mas também políticas, econômicas e humanas”. E esta indiferença humana assume várias formas, como as daqueles que “vendem às pessoas desesperadas lugares em embarcações não seguras para a navegação; ou que decidem não enviar barcos de salvamento; ou ainda repelem os barcos com migrantes”. Portanto, a narração dos Atos dos Apóstolos “interpela os cristãos para juntos enfrentarem a crise ligada às migrações”.

2019, “ano de mártires” para os cristãos: O presidente internacional da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS) afirmou que 2019 foi “um ano de mártires” e pediu às organizações internacionais que defendam a liberdade religiosa como um “direito fundamental”. Para ele, “é difícil acreditar que num país como a França tenham sido registados mais de 230 ataques contra organizações cristãs durante o ano passado” ou que “40 igrejas tenham sido profanadas e danificadas no Chile”. Ele considera que 2019 foi “um dos anos mais sangrentos da história dos cristãos”, com muitos exemplos de ataques a igrejas e organizações religiosas. No Sri Lanka, no domingo de Páscoa, um ataque a três igrejas, provocou a morte a 250 pessoas; também na Nigéria houve ataques por parte de grupos terroristas islâmicos, como o Boko Haram. Mas os casos de perseguição estendem-se a outros países africanos. Em Burkina Faso assistiu-se à expulsão de cristãos e ao fechamento de escolas e de igrejas. “Houve pelo menos sete ataques a comunidades católicas e protestantes, nos quais 34 cristãos foram mortos, incluindo dois sacerdotes e dois pastores”. O Médio Oriente é outra região com “sinais preocupantes”. Desde 2014, com o autoproclamado Estado Islâmico, a comunidade religiosa tem “diminuído drasticamente”, tanto no Iraque como na Síria.

Mais de 2 mil jovens já inscritos para "A Economia de Francisco": De 26 a 28 de março, em Assis, Itália, por desejo do Papa Francisco, haverá um encontro denominado “A Economia de Francisco” destinado a economistas e empreendedores com menos de 35 anos. A cidade de São Francisco será organizada em 12 "aldeias" que acolherão os trabalhos dos participantes sobre grandes temas e questões apresentados pela economia de hoje e de amanhã: trabalho e cuidado; gestão e dom; finança e humanidade; agricultura e justiça; energia e pobreza; lucro e vocação; CO2 da desigualdade; negócios e paz; economia e mulher; empresas em transição; vida e estilos de vida. Os pedidos de participação já são 3.300, sendo que 2.000 jovens já foram inscritos. Os credenciados são provenientes de 115 países. Os países com maior número de inscritos são Itália, Brasil, EUA, Argentina, Espanha, Portugal, França, México, Alemanha, Grã-Bretanha. Para a prefeita de Assis, a cidade do Santo é a sede natural para inspirar um evento que pretende fazer um pacto entre jovens economistas e empreendedores para dar alma à economia do amanhã, baseada na fraternidade e na equidade. O Santo é exemplo por excelência na custódia dos últimos da terra, na atenção aos fracos e aos pobres e na necessidade de uma ecologia integral.

Papa Francisco nomeia mulher para Secretaria de Estado da Santa Sé: Nesta semana, Papa Francisco nomeou a advogada italiana Francesca Di Giovanni como subsecretária da Seção para as Relações com os países da Secretaria de Estado da Santa Sé. Ela trabalha há 27 anos como oficial na Seção para as relações com os Estados daquele Organismo, no Setor Multilateral, principalmente no que se refere aos temas ligados a migrantes, refugiados, direito internacional humanitário, as comunicações, direito internacional privado, situação da mulher, a propriedade intelectual e o turismo. A partir de agora a Seção para as Relações com os Estados contará com dois subsecretários, Francesca Di Giovanni e Monsenhor Mirosław Wachowski, responsável principalmente pelo setor da diplomacia bilateral.

======================================================================.

Informações da semana

Do dia 16/01/2020

Abertura do Congresso e Missão Sem Fronteiras da JM

Teve início na tarde desta quarta, 15 de janeiro, o I Congresso Nacional e V Missão Sem Fronteiras da Juventude Missionária.  A programação iniciou às 15h com a acolhida, animação e credenciamento na Paróquia Santa Rita de Cássia em Planaltina (DF), que contou com a presença da comunidade paroquial local, religiosos e religiosas e os jovens da Juventude Missionária vindos de vários lugares do Brasil.

Perguntado sobre suas expectativas, Pe. Lidio Ramon, pároco de Santa Rita destacou “sua imensa alegria e gratidão por receber jovens de todos os estados” e espera que com a presença dos jovens missionários possa “trazer animo para a vida pastoral da paróquia”.

A jovem Thannise Lima, do Estado do Pará, destacou a expectativa por esse encontro. “Espero encontrar a alegria de uma juventude protagonista, que sai testemunhando a alegria do Evangelho, nas diversidades culturais existentes em nosso país. Que possamos voltar com ânimo para nossos grupos de base, testemunhando o amor pela Missão”.

O secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, Pe. Badacer Neto, reforça que, “o congresso é o ponto de chegada e de partida, pois, conclui e celebra o processo percorrido pelo triênio anterior e projeta, a partir da vivência proporcionado por ele, o próximo triênio”.

A programação segue como planejado pela comissão organizadora, que retorna com as suas atividades até o próximo domingo, onde ocorrerão partilhas, vivências e testemunhos missionários que serão protagonizados pelos jovens de vários estados.

O que vai ainda acontecer

Ontem, quinta-feira, tiveram e nesta sexta-feira os jovens terão conferências no período da manhã. Durante a tarde irão participar de oficinas e rodas de conversa. Tudo isso em preparação às atividades da Missão Sem Fronteiras, que acontecem nas comunidades locais de Planaltina, no sábado e no domingo.

----------------.

A primeira conferência do congresso JM

Na manhã desta quinta (16), dando continuidade à programação do I Congresso Nacional e V Missão Sem Fronteiras, após a acolhida e a animação dos jovens, formou-se a mesa de abertura, composta por Pe. Badacer Neto (Secretário da Obra da Propagação da Fé), Pe. Maurício Jardim (Diretor das Pontifícias Obras da Missionárias), Ir. Patrícia Souza (Secretária da Obra da Infância e Adolescência Missionária – IAM), Pe. Antônio Niemiec (Secretário da Pontifícia União Missionária), Ir. Valéria Andrade Leal (Assessora Interna da Pastoral Juvenil), Pe. Daniel (Assessor da Comissão Missionária da CNBB), Joice Naira (Representante da Comissão Organizadora) e Alex Rodrigues (Representante das Coordenações Estaduais).

Pe. Maurício Jardim ressaltou que este “congresso quer mostrar nossa comunhão com o Papa Francisco e destacar nossa Sinodalidade, sempre a caminho, mas nunca desenraizados”. Desfeito a mesa, passaram a palavra para Ir. Sandra Regina Amado, religiosa missionária Comboniana, assessora da Comissão Missionária da CNBB.

Testemunho Missionário

Ir. Sandra relatou sua caminhada vocacional, inspirada pela vida do mártir Pe. Ezequiel Ramin. “Minha vocação foi de tentar realizar esse sonho de missão, por meio do testemunho de Ezequiel, seu testemunho de vida entrou no meu coração como uma flecha”. Hoje, com 25 anos de vida missionária consagrada, vivenciou a missão Ad Gentes no continente africano (Sudão do Sul e Etiópia) atuando no projeto Solidarity with South Sudan (Projeto Solidariedade), que auxilia a população local que sofre por questões de conflitos étnicos, o projeto apresenta quatro dimensões; técnicas Agrícolas, formação Pastoral, Educacional e da Saúde. Ao encerrar seu testemunho, evidencia que a vocação missionária tem que ser vivida e que “o trabalho social é evangelizador” e provoca a todos a ser missionários além-fronteiras.

Conduzido por Pe. Antônio Niemiec, motivado pelo questionamento “Juventude em Missão no mundo, em que mundo? Ressaltou a importância do batismo, como sacramento que nos insere na comunidade cristã, “pelo batismo somos chamados para sermos enviados”. E alerta que, a igreja deve ter como atividade principal e sagrada a missão, pois, “não há comunidade cristã que não seja missionária”. Em suas considerações finais, Pe. Antônio frisou que a paixão por Cristo e pelos irmãos nos impulsiona a entrega total ao projeto de Deus “não fazemos missão, somos missão!”.

Fonte: POM

------------------------------------------------.

Encontro Nacional marcou atuação da Comissão Especial para os Bispos Eméritos

A Comissão Especial para os Bispos Eméritos foi criada pela Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 2012, com o objetivo de acompanhar os bispos eméritos, bem como apoiá-los e dá-los assistência. Atualmente, a Igreja no Brasil conta com mais de cem bispos eméritos, e cabe à esta Comissão ser o elo de comunicação entre eles e os bispos na ativa. De acordo com o Código de Direito Canônico (CDC), recebe o nome de “emérito” aquele bispo que “perder o ofício por limite de idade ou por renúncia aceite”. A Igreja estabelece a idade de 75 anos para a apresentação do pedido de renúncia ao papa.

Reunião em preparação ao 5º Encontro Nacional dos Bispos Eméritos

Atendendo ao que é estabelecido no CDC, de que a Conferência episcopal “deve procurar que se proveja à conveniente e digna sustentação do Bispo que renuncia, tendo em consideração a obrigação primária a que está sujeita a própria diocese que serviu”, é que está estruturada a Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da CNBB e que, atualmente, conta com uma nova composição.

Em 2019, sua atuação esteve voltada para a realização da quinta edição do Encontro Nacional dos Bispos Eméritos. Diante disso, a Comissão realizou uma reunião no Centro Cultural Missionário (CCM), em abril, para preparar o encontro nacional. A iniciativa que reuniu bispos eméritos de todo o Brasil teve a finalidade de propor a “troca de experiências e partilhas”.  Na programação constaram testemunhos, trocas de experiências e uma visita guiada aos principais pontos turísticos de Brasília, oportunidade para aqueles que não conheciam a capital do país. 

Já o 5º Encontro Nacional dos Bispos Eméritos foi realizado entre os dias 10 e 13 de setembro, no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília (DF). À época, padre João Cândido Neto, assessor da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, disse que a reunião conseguiu cumprir o seu foco, que foi de principalmente mostrar que os bispos eméritos não estão sozinhos. “A CNBB está junto com eles e esse é o momento em que cada bispo pôde partilhar um pouco da sua experiência de vida e da sua experiência ainda de pastoral, pois cada um deles, sobretudo os que estão aqui, ainda estão realizando algum trabalho pastoral”, contou.

Os bispos eméritos tiveram a oportunidade de conhecer a sede da CNBB e a editora, a Edições CNBB. O momento foi oportuno para verificar o funcionamento e a gestão dos espaços. A visita foi encerrada com uma celebração eucarística presidida pelo cardeal Raymundo Damasceno, que acolheu os bispos eméritos e agradeceu o trabalho realizado pela Comissão ao longo dos quatro anos. 

Para 2020, a Comissão conta com uma nova composição:

Dom Francisco Biasin – Presidente

Dom Nelson Westrupp

Dom Itamar Vian

Dom Paulo Antônio de Conto

Dom Gutemberg Freire Régis

Dom Esmeraldo Barreto de Farias – Secretário

Fonte: CNBB

-------------------------------------.

Comissão de combate ao Tráfico Humano ampliou ação em rede de enfrentamento em 2019

Em 2019, a Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) fortaleceu ação por meio da uma rede nacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas e divulgou notas e cartas pastorais com o objetivo de denunciar os problemas relacionados ao tráfico de pessoas e apontar ações para o combate as tais práticas. Acompanhe, a seguir, as principais atividades realizadas no ano.

28 de janeiro

A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou dia 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, uma nota sobre os casos de exploração do trabalho escravo no Brasil. Segundo o documento, baseado nos dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), de 1995 a 2018, foram libertados de trabalho escravo no Brasil 50.731 trabalhadores.

“A exploração do ser humano, através do trabalho escravo, é um grave desrespeito aos direitos da pessoa humana, à sua dignidade e especialmente uma violação grave ao direito de trabalhar em condições dignas, recebendo um salário justo”, disse a Nota, assinada pelo bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Lazzaris, presidente da Comissão.

26 a 27 de março

A CEPEETH realizou dias 26 e 27 de março, no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília, a primeira reunião do ano com foco em uma análise de conjuntura sobre o tráfico humano no Brasil. A Coordenadora Geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Ministério da Justiça, Renata Braz, fez uma exposição do 3º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que tem o objetivo de aperfeiçoar e reforçar as ações de combate ao tráfico de pessoas.

Membro da Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, dom Evaristo Spengler, afirma que a temática só pode ser trabalhada em rede. “A igreja tem que ter muitos parceiros seja na área da saúde, transporte, segurança, todos focados com esse olhar onde possa existir o tráfico, onde possa existir exploração sexual, abuso sexual, então nós trabalhamos em rede”, garante.

Dom Evaristo reitera que o fortalecimento da rede nacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas é um dos objetivos da Comissão, que foi instituída em 2016, sob a missão de “à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, ser presença viva e profética no enfrentamento ao tráfico humano, como violação da dignidade e da liberdade, defendendo a vida dos filhos e filhas de Deus”.

29 de julho

A CEPEETH divulgou, dia 29 de julho, uma Carta Pastoral, por ocasião do Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, celebrado dia 30. No documento, os representantes da Comissão reiteram seu compromisso no enfrentamento à realidade do tráfico de pessoas e conclamam a sociedade brasileira a empenhar-se em identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como caminho para a superação desta violação da dignidade humana. Confira, abaixo, a íntegra do documento.

24 a 25 de setembro

Articulação é a palavra forte no planejamento da CEPEETH da CNBB. Os membros da Comissão reuniram-se na Casa de Retiros Assunção, em Brasília (DF), dias 24 e 25 de setembro, para partilharam sobre o trabalho desenvolvido pelos grupos representados, pensaram em sugestões para levar ao Sínodo para a Amazônia, elaboraram contribuições para a continuidade do trabalho e indicaram pistas para fortalecer a relação com redes que atuam na realidade do tráfico de pessoas e da migração.

“A comissão agora está em processo de rearticulação para ter uma incidência maior em nível nacional e também nos regionais da CNBB, nas Pastorais Sociais, nas fronteiras, com alguns enfoques específicos, como as crianças, adolescentes, jovens, as mulheres”, resumiu o bispo da prelazia de Marajó (PA), dom Evaristo Spengler, que a partir de novembro assumirá a presidência da Comissão.

A busca de maior incidência está no horizonte de atuação do grupo que atua na prevenção ao tráfico humano, na incidência política e na denúncia e responsabilização dos culpados. De acordo com a irmã Eurides Alves de Oliveira, representante da Rede Um Grito Pela Vida, o contexto atual apresenta aumento na mobilidade humana com fluxos intensos, “a miséria bate à porta com muita força” e as crianças são as maiores vítimas.

Fonte: CNBB

-------------------------------------------.

Pastoral da Saúde realiza romaria ao Santuário Nacional de Aparecida

O próximo mês de fevereiro, para a Pastoral da Saúde do Regional Sul 1 da CNBB, vem acompanhado da Romaria Nacional e Estadual

Os agentes da Pastoral da Saúde que atuam nas arquidioceses e dioceses de várias regiões do Brasil participarão, no próximo dia 08 de fevereiro, sábado, da IX Romaria Nacional da Pastoral da Saúde e da XV Romaria do Regional Sul 1 da CNBB ao Santuário Nacional de Aparecida (SP), no qual estarão celebrando o Dia Mundial do Enfermo, celebrado todos os anos, no dia 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes.

Este ano, o tema comum das romarias será “Maria, Mãe da Vida e da compaixão Solidária”.

O evento organizado pela Pastoral da Saúde pretende reunir cerca de 30.000 romeiros, na sua maioria integrantes da Pastoral da Saúde provenientes de várias regiões Brasil.

O bispo de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Saúde, dom Roberto Francisco Ferrería Paz e o bispo de Presidente Prudente e referencial da Pastoral no Regional Sul 1,  Dom Benedito Gonçalves dos Santos, como diversos sacerdotes, religiosos (as), leigos e leigas de várias arqui/dioceses já confirmaram presença.

Para José Gimenez, coordenador regional da Pastoral da Saúde, essa romaria “é um momento  celebrativo para nosso Agentes,  para celebrarmos juntos o Dia Mundial do Enfermo e um momento também de reanimar, não só os agentes que se dedicam a missão desta Pastoral, mas também agentes que atuam junto a área da saúde”.

Ainda segundo José Gimenez, a programação começará às 5h com a reza do Terço, intitulado Terço da Saúde , junto à imagem de Nossa Senhora, a Missa no Santuário será celebrada às 9h da manhã. Em seguida, haverá um Encontro com todos os Agentes da pastoral da Saúde no auditório Padre Noé Sotillo, no subsolo do Santuário.

A Pastoral da Saúde é um organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vinculada à Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sócio-Transformadora.

Três dimensões: A Pastoral da Saúde ainda atua em três dimensões: Solidária – busca a vivência e a presença samaritana junto aos doentes sofredores nos hospitais, domicílios e comunidades, atendendo o ser humano nas suas dimensões: física, mental, social e espiritual; Comunitária – visa implementar ações de prevenção e promoção de saúde, relacionando-se com instituições da área de saúde pública e desenvolvimento de projetos afins. Procura valorizar o conhecimento, a sabedoria e a religiosidade popular em relação à saúde; Político Institucional – atua junto aos Orgãos e Instituições Públicas e Privadas que prestam serviço e formam profissionais na área de saúde, participando ainda dos Conselhos de Saúde (locais, distritais, municipais, estadual e nacional) e de Assembleias, buscando a humanização do Sistema de Saúde, fiscalizando e denunciando quando necessário.

A Pastoral é coordenada no Regional Sul 1 por José Gimenez. O Regional Sul 1 conversou com ele sobre a romaria e convidou a todos à participarem desta iniciativa.

Fonte: CNBBSul1

-----------------------------------------------.

Brasil é o 3º país em que pessoas passam mais tempo em aplicativos

As pessoas passaram 3 horas e 40 minutos, em média, utilizando aplicativos (também conhecidos como apps) em 2019. O índice é 35% maior do que em 2017. As informações são do principal relatório sobre o tema no mundo, da consultoria App Annie. A edição de 2020 foi divulgada nesta quarta-feira, 15.

O Brasil ficou na terceira colocação no ranking dos países em termos de tempo gasto em apps, levemente acima da média, com 3 horas e 45 minutos. O país foi superado pela China, onde as pessoas mexem com esses programas durante quase 4 horas, e a Indonésia, onde o tempo diário chegou a 4 horas e 40 minutos. Em seguida, vêm a Coreia do Sul (3h40) e Índia (3h30).

Na comparação entre 2019 e 2017, a China obteve a maior ampliação (60%), seguida pela Índia, o Canadá e a França (25%), a Indonésia (20%) e o Brasil, a Alemanha, Coreia do Sul, o Japão e Reino Unido (15%). No recorte por idade, a chamada geração Z (nascida entre 1997 e 2012) passou 3 horas e 46 minutos por app por mês e teve 150 sessões por mês nos principais aplicativos.

O download anual de aplicativos cresceu 45% nos últimos três anos: saiu de 140 bilhões em 2016 para chegar a quase 204 bilhões em 2019. No Brasil, esse aumento foi de 40%, atingindo cerca de 5 bi no ano passado. Entre as nações, o maior aumento no período foi da Índia: 190%.

Tipos de apps

Os apps de finanças foram acessados 1 trilhão de vezes em 2019, um crescimento de 100% na comparação com 2017. O Brasil também ficou em terceiro no ranking desse tipo de programa, atrás apenas da Índia e da China. Mas enquanto alguns países já têm a maioria de acessos em carteiras virtuais (China e Coreia do Sul), no Brasil e em outros (como Indonésia, França e Alemanha) as transações digitais são realizadas em sua maioria por apps de bancos. Os apps mais baixados nessa categoria foram Nubank, FGTS, Picpay, Caixa e Mercadopago.

O Brasil seguiu na terceira colocação também no ranking do crescimento em tempo gasto em apps de compras, atrás da Índia e Indonésia. Entre 2018 e 2019, os brasileiros ampliaram em 32% a sua presença nesse tipo de ferramenta. Os apps mais baixados com essa finalidade foram Mercadolivre, Americanas, Magazine Luiza, AliExpress e Wish.

A colocação foi mantida também no caso dos apps de entrega de comida. O número de sessões nesse tipo de ferramenta entre os usuários daqui foi de 8 bilhões, ficando atrás dos Estados Unidos (10 bi) e da Indonésia (20 bi). Nas aplicações voltadas ao entretenimento, o Brasil ficou em 7º lugar no ranking de crescimento entre 2018 e 2019, ainda assim com um índice de 32%.

Entre os locais onde o uso desse tipo de app foi maior estão Índia (78%), França (60%) e Japão (58%). Os mais baixados dessa modalidade foram Netflix, Youtube Go, Amazon PrimeVideo, Globoplay e Viki. Entre as redes sociais, o estudo não divulgou ranking mundial, mas registrou a força do app chinês Tik Tok. A lista de mais baixados no Brasil é formada por Whatsapp, Status Saver, Snapchat, Telegram e Hago.

Investimentos

Já os gastos com aplicativos aumentaram 110%, passando de US$ 55 bilhões para US$ 120 bilhões no mesmo período. Os jogos são responsáveis por 72% do faturamento. A China aumentou 190% nos últimos três anos, chegando a acumular 40% do mercado mundial. Em 2019, foram gastos US$ 190 bilhões em publicidade em dispositivos móveis. Neste ano, a projeção da consultoria é de que essa movimentação chegue a US$ 240 bilhões.

Internet das Coisas

O documento destaca o papel dos apps no ambiente interconectado que vem sendo chamado de Internet das Coisas. Nos Estados Unidos, os apps mais baixados para esse tipo ecossistema foram os assistentes Alexa e Google Home, o agregador de serviços audiovisuais Roku, o sistema de videogame Xbox, o sistema de segurança doméstica Ring e o aplicativo vinculado a um relógio conectado Fitbit.

Fonte: Canção Nova

-------------------------------------------.

Papa Francisco: a oração simples comove Jesus

"Jesus veio justamente por nós pecadores e quanto mais pecador você for, mais próximo o Senhor estará de você. Tenhamos o hábito de repetir esta oração sempre: 'Senhor, se queres, tens o poder'."

 “Senhor, se queres, tens o poder”. Na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta (16/01), o Papa Francisco comentou o episódio evangélico da cura do leproso e exortou a contemplar a compaixão de Jesus, que veio para dar a vida por nós, pecadores.

Um verdadeiro desafio

O Papa deu destaque à “história simples” do leproso, que pede a Jesus para ser curado. Naquela expressão “se queres”, está a oração, que “chama a atenção de Deus”, e a solução. “É um desafio – afirmou Francisco –, mas é também um ato de confiança. Eu sei que Ele pode e, por isso, me entrego a Ele”. “Mas por que este homem sentiu a necessidade fazer esta oração?”, questionou o Pontífice. Porque via como Jesus agia. Este homem tinha visto a compaixão de Jesus”. “Compaixão”: um “refrão no Evangelho”, que tem os rostos da viúva de Naim, do Bom Samaritano, do pai do filho pródigo.

A compaixão envolve, vem do coração e o leva a possuir algo. Compaixão é ‘sentir com’, tomar o sofrimento do outro sobre si para resolvê-lo, para curá-lo. E esta foi a missão de Jesus. Jesus não veio para pregar a lei e depois foi embora. Jesus veio ‘em compaixão’, isto é, para sentir com e por nós e a dar a própria vida.

Jesus não lava as mãos, mas permanece ao nosso lado

O convite do Papa é para repetir “esta pequena frase”: “Sentiu compaixão”. Jesus – explicou  Francisco – “é capaz de se envolver nas dores, nos problemas dos outros porque veio para isso, não para lavar suas mãos e fazer três ou quatro sermões e ir embora”, está sempre ao nosso lado.

“Senhor, se queres, tens o poder de curar-me, tens o poder de perdoar-me; se queres, podes me ajudar”. Ou, se vocês quiserem, pode ser mais longa: “Senhor, sou pecador, tens piedade de mim, tens compaixão, oração simples, que pode ser dita  várias vezes por dia. “Senhor eu te peço: tens piedade de mim”. Várias vezes ao dia, a partir do coração, interiormente, sem dizê-lo em voz alta: “Senhor, se queres, tens o poder; se queres, tens o poder. Tens compaixão”, repetir isso.

Uma oração milagrosa

Com a sua oração simples e milagrosa, o leproso conseguiu obter a cura graças à compaixão de Jesus, que nos ama mesmo no pecado.

Ele não sente vergonha de nós. “Oh, padre, eu sou pecador, como vou dizer isso...” Melhor ainda! Porque Ele veio justamente por nós pecadores e quanto mais pecador você é, mais próximo o Senhor estará de você, porque Ele veio por você, o maior pecador, por mim, o maior pecador, por todos nós. Tenhamos o hábito de repetir esta oração, sempre: “Senhor, se queres, tens o poder. Se queres, tens o poder”. Com a confiança de que o Senhor está próximo de nós e a sua compaixão tomará sobre si os nossos problemas, os nossos pecados, as nossas doenças interiores, tudo. 

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------------------------.

Senegal operada do coração no Hospital do Papa

A pequena Daba Diouf perdeu a mãe aos 15 dias de vida e tinha uma gravíssima malformação cardíaca. Com o apoio da Santa Sé e de uma força-tarefa solidária do Senegal e da Itália, o bebê enfrentou a viagem aérea entre os dois países e uma operação do coração para se salvar. Nesta quarta-feira (16), na Audiência Geral no Vaticano, Daba, hoje com 1 ano e meio, recebeu a solidariedade do Papa Francisco.

O Papa Francisco teve um encontro especial na Audiência Geral desta quarta-feira (15) quando abraçou a pequena Daba Diouf, do Senegal, que hoje tem 1 ano e meio. Ela estava acompanhada de uma tia – já que a mãe morreu 15 dias depois do parto – e também da equipe “solidária” que ajudou o bebê a escapar da morte.

Na edição desta quinta-feira (16), o jornal L’Osservatore Romano conta a curta, mas já importante história de vida de Daba que conseguiu reverter uma “sentença de morte” aos 6 meses de idade. Em fevereiro de 2019, o cardeal Peter Turkson, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, pediu à Irmã Célestine, às irmãs franciscanas polonesas do orfanato de Dakar e à sua colaboradora, Alessandra Silvi, para “fazer o impossível para que a pequena, com uma gravíssima malformação cardíaca”, fosse operada do coração no Hospital Pediátrico Bambino Gesù, de Roma, conhecido como Hospital do Papa.

A diplomacia da Santa Sé, segundo Alessandra Silvi, resolveu as questões burocráticas para ajudar a “salvar a vida de Daba”. A equipe solidária e as associações Kim e Flying Angels de Gênova, empresa italiana especializada nesse tipo de transporte, tornaram possível a complicada viagem de avião entre Dakar e Roma.

Há 23 anos ajudando pequenos doentes

A Associação Kim, como explica a vice-presidente Bernadette Guarrera, há 23 anos acolhe menores italianos e estrangeiros, gravemente doentes e em difícil situação econômica, de mais de 60 países. O direito à saúde dos pequenos é dado de forma gratuita, desde a acolhida, a tutela e a internação em hospital. O compromisso da entidade italiana, finaliza a vice-presidente, “se estende também às atividades de sensibilização e de difusão da cultura de integração, da solidariedade e do voluntariado”, fazendo justiça às crianças doentes e suas famílias.

Fonte: Vatican News

--------------------------------------------.

Relíquia de São Timóteo será venerada na Basílica de São Pedro

Pela primeira vez o corpo do santo vai sair em peregrinação na Itália. Nesta sexta-feira (17), a relíquia de São Timóteo parte da Basílica Catedral de Termoli até Roma, nas Basílicas de São Paulo e São Pedro. A veneração acontece por ocasião da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e do Domingo da Palavra de Deus que, neste ano, cai no dia 26, de memória litúrgica do próprio missionário São Timóteo, braço direito de São Paulo.

Na tarde desta sexta-feira (17), a urna com o corpo de São Timóteo será acolhida na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, proveniente da Basílica Catedral de Termoli, sul da Itália. A relíquia ficará exposta para veneração pública durante toda a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos até o dia 25 de janeiro, com a presença do Papa Francisco e a celebração das Vésperas, em transmissão ao vivo do Vatican News, a partir das 17h30 na Itália, 13h30 no horário da Brasília.

Já no início da manhã do domingo, dia 26 de janeiro e de memória litúrgica do próprio São Timóteo, o corpo do santo será transferido para a Basílica de São Pedro, no Vaticano, para a celebração eucarística do Domingo da Palavra de Deus, presidida pelo Papa Francisco. A missa também será transmitida ao vivo às 10h na Itália, 6h no horário de Brasília.

A peregrinação da relíquia de São Timóteo

Pela primeira vez o corpo de São Timóteo vai sair em peregrinação na Itália, com data prevista para o retorno em Termoli, no final do dia 26. O bispo Gianfranco De Luca se diz agradecido pelo Papa Francisco acolher a proposta da diocese local, que se transforma “num convite concreto para o compromisso a uma adesão plena, profunda e concreta ao magistério do Santo Padre”.

Um documento de pedra, recuperado em 11 de maio de 1945 na cripta da Catedral de Termoli, comprova que os restos são de São Timóteo, ocultados em 1239 para serem preservados, e provenientes da Igreja dos Apóstolos, de Constantinopla. O santo é originário da cidade de Listra, na Ásia, e foi um fiel discípulo de São Paulo, sendo seu braço direito e entregando sua vida até o martírio, em Efeso.

Oração a São Timóteo

Pai de amor,

que escolhestes Timóteo para ser um grande apóstolo,

convertei-nos também a nós

e inspirai-nos gestos de renovação da sociedade

e das nossas comunidades eclesiais.

Por Cristo nosso Senhor. Amém.”

Fonte: Vatican News

------------------------------------------.

Igreja na República Dominicana Ano do Fascínio: novo impulso da pastoral juvenil

Tornar-se uma Igreja jovem em movimento: esse é o objetivo da Comissão Nacional para a Pastoral da Juventude da Conferência Episcopal Dominicana, para revitalizar os projetos voltados às jovens e aos jovens do país caribenho

Igreja na República Dominicana. 2020 será o Ano do Fascínio. O tema foi escolhido pela Comissão Nacional para a Pastoral da Juventude da Conferência Episcopal Dominicana, a fim de revitalizar os projetos voltados para os jovens do país caribenho e para promover uma missão permanente.

“Buscaremos colocar em campo todas as nossas forças, responder mais eficazmente ao chamado de Deus e dar impulso aos programas, de modo que se torne uma Igreja jovem em movimento, solidária com nossos irmãos e irmãs, que defende a vida, promove os valores cristãos e cuida da casa comum”, lê-se no documento publicado pela Comissão.

Estão previstas visitas pastorais, formação de novos agentes e criação de espaços de reflexão, oração, recreação e de convivência entre os jovens, seus dirigentes e guias. “Neste ano daremos uma sacudida em todos os agentes da Pastoral da Juventude e em toda a Igreja dominicana. Reacenderemos a paixão pela evangelização dos jovens”, explica a Comissão.

Solidariedade com as faixas mais frágeis

Por conseguinte, novo papel do voluntariado e solidariedade com as faixas mais frágeis numa escolha de “vigilância pastoral” em tempos de rápidas transformações sociais. Não deixando de lado o envolvimento comunitário de todas os componentes eclesiais para reafirmar a exigência de “anunciar novamente” o Evangelho.

Fonte: Vatican News

----------------------------------------------------.

Bispos da Coordenação da Terra Santa pedem solução política que respeite todas as partes

Os prelados exortam os governos a contribuírem, na Terra Santa, “na criação de uma nova solução política fundada na dignidade humana de todos”.

Concluiu-se, nesta quinta-feira (16/01), a peregrinação de solidariedade dos bispos da Coordenação da Terra Santa aos cristãos de Gaza, Ramallah e Jerusalém. Os prelados exortam os governos a contribuírem, na Terra Santa, “na criação de uma nova solução política fundada na dignidade humana de todos”.

Numa nota divulgada no final da visita, os bispos da Coordenação da Terra Santa sublinham que essa solução deve ser “elaborada pelos povos em diálogo na Terra Santa”.

Para os quinze signatários da declaração é necessário que outros países façam a sua parte, “solicitando a aplicação do direito internacional, seguindo as orientações da Santa Sé no reconhecimento do Estado da Palestina, considerando as exigências de segurança de Israel e o direito de todos de viver em segurança, recusando o apoio político ou econômico a assentamentos, e se opondo com determinação a atos de violência ou violações dos direitos humanos de qualquer pessoa”.

A Coordenação da Terra Santa lembra que os bispos católicos locais, numa mensagem recente, “denunciaram a incapacidade da Comunidade internacional de contribuir na promoção da justiça e da paz no lugar onde Cristo nasceu” e convida os governos a “fazerem mais no cumprimento de suas responsabilidades, respeitar o direito internacional e proteger a dignidade humana”, observando que “em alguns casos eles foram cúmplices dos males do conflito e da ocupação”.

Testemunhas de que a população da Terra Santa “está vendo desvanecer a esperança de uma solução duradoura” e de que a construção de novos assentamentos e do muro de separação estão destruindo “qualquer perspectiva de dois estados que vivem em paz”, os prelados reconhecem que as condições de vida estão cada vez mais insustentáveis na Terra Santa, sobretudo na Cisjordânia “onde são negados os direitos fundamentais, dentre os quais a liberdade de movimento”. Depois, “em Gaza as decisões políticas de todas as partes envolvidas levaram à criação de uma prisão a céu aberto, violações dos direitos humanos e uma grave crise humanitária”.

“Fomos acolhidos por famílias que hoje têm como prioridade a sobrevivência cotidiana e cujas aspirações são reduzidas ao essencial, como obter eletricidade e água potável”, dizem os bispos que foram “tocados pelo sacrifício de religiosas, leigos e sacerdotes comprometidos ativamente em todos os campos a fim de construir um futuro melhor para todos, oferecendo serviços fundamentais, especialmente educação, trabalho e assistência às pessoas mais vulneráveis”.

Diante dessa realidade, os prelados convidam todos os fiéis “a rezarem por essa missão e ajudá-la”. Pode também ser de ajuda o aumento de peregrinos na Terra Santa e o encontro com as comunidades locais.

Os bispos da Coordenação da Terra Santa esperam que a Comunidade internacional “expresse sua solidariedade aos israelenses e palestinos que não renunciam à luta não violenta pela justiça, paz e direitos humanos”.

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------.

Sacerdote belga assassinado na África do Sul

Padre Hollanders, que completaria 83 anos em 4 de março, nasceu na Bélgica, tendo chegado na África do Sul em 31 de janeiro de 1965. Por 55 anos, ele foi um missionário dedicado e fiel na região de língua Tswana, agora Província do Noroeste da África do Sul.

Os Oblatos de Maria Imaculada na África do Sul (OMISA) ficaram abalados com a morte do padre Jozef (Jef) Hollanders, assassinado em um assalto na paróquia da cidade de Bodibe, perto de Mahikeng, Província noroeste de África do Sul, na noite de domingo, 12 de janeiro", diz um comunicado enviado à Agência Fides. “Seu corpo foi descoberto na tarde de segunda-feira por um paroquiano. A polícia está empenhada na investigação do assassinato."

“Estamos profundamente chocados pelo que aconteceu. Padre Jeff foi encontrado com as mãos e os pés amarrados e com uma corda no pescoço. Uma morte terrível para alguém que dedicou toda a sua vida à sua missão", declarou padre Daniël Coryn, superior provincial dos Missionários Oblatos de Maria (OMI) de Blanden, na Bélgica.

Não está excluído que o sacerdote tenha sido vítima de uma tentativa de assalto, mas segundo Dom Victor Phalana, bispo de Klerksdorp, em cuja jurisdição se localiza Bodibe, os assaltantes estavam mal informados: “Todos sabiam que ali não havia dinheiro. Ele servia a uma comunidade pobre. Usava cada centavo que possuía para seu povo. Ele deu tudo o que tinha."

Segundo o bispo, a comunidade eclesial foi duramente atingida. Padre Hollanders era "cheio de entusiasmo, vida e dedicação" e falava fluentemente afrikaans e tswana, uma língua bantu falada na África do Sul e no Botsuana. "Fazia parte da vida das pessoas."

Padre Hollanders nasceu na Bélgica em 4 de março de 1937. Emitiu seus primeiros votos como Oblato em 8 de setembro de 1958 e foi ordenado sacerdote em 26 de dezembro de 1963. Chegou à África do Sul em 31 de janeiro de 1965.

"Por 55 anos, ele foi um missionário dedicado e fiel na região de língua Tswana, agora Província do Noroeste da África do Sul", sublinha a declaração. "Aprazia-lhe criar novas comunidades cristãs, que se tornaram paróquias ou capelas naquela que se tornou a Diocese de Klerksdorp".

"Recordamos que Jesus foi morto pelas mãos de outras pessoas e imaginamos que também padre Jeff teria dito: "’Perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem’", conclui a declaração da OMISA.

O funeral do padre Hollanders será realizado na quarta-feira, 22 de janeiro, às 10 horas, na Catedral de Klerksdorp. Fonte: Vatican News

-------------------------------------------------.

Bispos mexicanos: migrantes, proteção dos menores e liberdade religiosa

“A emergência migratória iniciada com as grandes caravanas de 2018 e prosseguida em 2019 foi ocasião para tornar concreta a caridade da nossa Igreja no México, na pessoa dos nossos irmãos migrantes”, escrevem os bispos na mensagem para 2020, convidando a olhar com fé e esperança para este novo ano, voltando o olhar e o coração para Cristo Salvador

 “Foram muitos os desafios com os quais nos deparamos em 2019 e que, como Igreja católica, enfrentamos com a devida urgência e responsabilidade. Prosseguimos rezando pelas situações especiais que estamos vivendo e nos comprometemos com nossas melhores forças a continuar cuidando das pessoas que o Senhor nos confiou.”

É o que escrevem os bispos do México numa mensagem para o novo ano, publicada na terça-feira, 14 de janeiro, assinada pelo arcebispo de Monterrey e presidente da Conferência Episcopal Mexicana (CEM), dom Rogelio Cabrera López, e pelo bispo auxiliar de Monterrey e secretário geral do episcopado, dom Alfonso G. Miranda Guardiola.

Emergência migratória e a caridade concreta da Igreja

“A emergência migratória iniciada com as grandes caravanas de 2018 e prosseguida em 2019 foi ocasião para tornar concreta a caridade da nossa Igreja no México, na pessoa dos nossos irmãos migrantes. Milhares deles entraram em nosso país nos últimos meses e o fluxo não parou”, escrevem na mensagem.

Doação do Papa Francisco

A contribuição de 500 mil dólares oferecida pelo Papa Francisco para a assistência aos migrantes no México foi utilizada para realizar 32 projetos voltados a responder às exigências emergenciais de alimentação, saúde e vestuário.

Em alguns casos foram reestruturados ambientes dos centros de acolhimento – superlotados de migrantes – e, em outros, foram adquiridos móveis e equipamentos. Para a segurança de voluntários e migrantes foi terminada a construção de um muro de proteção em torno de alguns centros de acolhimento.

“Esperamos concluir todos os projetos até fevereiro e poder continuar contando com a generosidade do Povo de Deus para prosseguir este apoio aos nossos irmãos migrantes”, escrevem os bispos.

A segunda questão diz respeito à proteção dos menores: os prelados recordam os progressos na constituição das Comissões diocesanas, das quais já existem 14. O Conselho Nacional para a Proteção dos Menores integrou membros da Conferência dos Superiores Maiores dos Religiosos do México (CIRM) para caminhar juntos com as congregações religiosas  a fim de debelar todo e qualquer abuso sexual contra menores no ambiente eclesial.

“Ao todo, nos últimos 10 anos, 426 sacerdotes anos foram investigados. 173 processos ainda estão em andamento, 253 foram completados e 217 sacerdotes foram demitidos do estado clerical.”

Assistência social e promoção humana da Igreja

“O ano 2019 foi um dos mais violentos que vivemos em nosso país, eventos que prejudicaram profundamente toda a sociedade, bem como sacerdotes e igrejas”, prossegue o texto, citando os 272 centros em que, entre muitos outros serviços, a Igreja dá assistência a vítimas da violência, trabalha pela recuperação das dependências, assiste mulheres, se ocupa de detentos, meninos de rua e famílias desaparecidas.

“O trabalho social realizado pela Igreja católica no país é amplo. Para continuar colaborando em favor da sociedade, devemos atualizar o quadro jurídico que regula um dos direitos fundamentais para toda sociedade democrática moderna, que é a liberdade religiosa, atualizar a lei secundária sobre a liberdade religiosa, defender o princípio histórico de separação entre Igreja e Estado, segundo os critérios internacionais mais avançados”, ressalta o texto da Conferência episcopal.

Liberdade religiosa

Os bispos ressaltam não pedir privilégios para nenhuma associação religiosa, mas querer que “as igrejas e seus ministros possam trabalhar corretamente, que a liberdade religiosa seja tutelada por uma proteção legal eficaz e que os supremos direitos e deveres dos homens sejam respeitados para desenvolver livremente a vida religiosa na sociedade. Professamos a autêntica separação entre Igreja e Estado e a plena autonomia de ambos em seus campos específicos”.

A mensagem se conclui com o convite dos bispos mexicanos a olhar com fé e esperança para este 2020, a fim de que seja “um ano em que reinem a paz, a reconciliação e o diálogo, um ano em que todos, como sociedade, se comprometam a cuidar do irmão e da Casa comum”, voltando o olhar e o coração para Cristo Salvador. Fonte: Vatican News

---------------------------------------.

Bispos de Aleppo teriam sido martirizados em 2016, diz investigação jornalística

EleS foram sequestrados em 22 de abril de 2013. Desde então, nunca mais se teve notícias dos dois arcebispos de Aleppo, o greco-ortodoxo Boulos Yazigi e o sírio-ortodoxo Mar Gregorios Yohanna Ibrahim. Uma investigação jornalística diz que os dois foram mortos em dezembro de 2016, mas até hoje os corpos nunca foram encontrados, o que mantém acesa a chama da esperança de que estejam vivos.

Morreram como mártires, assassinados em dezembro de 2016 pelos milicianos que os mantinham reféns há anos. Esse teria sido o triste destino dos dois arcebispos de Aleppo, o greco-ortodoxo Boulos Yazigi e o sírio-ortodoxo Mar Gregorios Yohanna Ibrahim, desaparecidos em 22 de abril sem deixar rastro, na área entre a metrópole síria e a fronteira com a Turquia.

A versão é defendida por uma equipe de investigação liderada por Mansur Salib, pesquisador sírio residente nos Estados Unidos e divulgada por meio da plataforma digital medium.com, uma nova mídia social conectada ao Twitter.

Segundo os autores da investigação, os dois bispos teriam sido assassinados por militantes de Nour al-Din al-Zenki, grupo independente envolvido no conflito sírio, financiado e armado durante o conflito pela Arábia Saudita e pelos EUA.

A investigação repassa a história, concentrando-se em detalhes considerados úteis para reconstruir a dinâmica dos acontecimentos. Segundo os autores, em 22 de abril de 2013 os dois arcebispos haviam deixado Aleppo a bordo de uma caminhonete Toyota, dirigida pelo motorista Fatha 'Allah Kabboud, com a intenção tratar da libertação de dois sacerdotes: o católico armênio Michael Kayyal e o greco-ortodoxo Maher Mahfouz, anteriormente sequestrados por grupos jihadistas anti-Assad, que na época controlavam os territórios a leste da metrópole síria.

Segundo a reconstrução dos fatos, Mar Gregorios e Boulos Yazigi, vestidos com roupas civis, teriam caído em uma verdadeira armadilha. Os dois padres Kayyal e Mahfouz – sustentam os investigadores - teriam sido sequestrados precisamente para serem usados ​​como "iscas” e possibiliar assim o sequestro dos dois arcebispos.

O carro no qual os dois metropolitas de Aleppo estavam viajando foi interceptado pelo grupo de sequestradores, e o motorista Fatha 'Allah Kabboud, católico de rito latino, pai de três filhos, foi assassinado com tiros na cabeça. O sequestro nunca foi reivindicado por nenhum grupo.

Nos meses e anos seguintes, circularam em várias ocasiões boatos e anúncios sobre uma possível libertação,  o que sempre se mostrou infundado.

A investigação agora publicada no medium.com sugere o envolvimento no sequestro de personagens vinculados ao MIT (serviço de inteligência turco), alegando que o sequestro e a detenção ocorreram em áreas que na época se tornaram um "receptáculo para serviços secretos estrangeiros", onde eles dificilmente poderiam ter operado sem o apoio de "terroristas comuns".

A história do desaparecimento dos dois metropolitas foi marcada por despistes e informações falsas e enganosas, como aquela que alguns dias após o sequestro os dava como livres, e que se dirigiam para a Catedral ortodoxa síria de Aleppo, onde em vão se reuniu uma multidão de cristãos para esperá-los.

A reconstrução traz informações já conhecidas, além de suposições expostas sem confirmações objetivas, incluindo a de que George Sabra, um líder cristão que sempre esteve perto de grupos de oposição ao governo de Damasco, também estaria envolvido no sequestro dos dois metropolitas. Também foi ventilada a hipótese de que os autores do sequestro visavam forçar os dois metropolitanos a se converter ao Islã, para alimentar medo e desconforto entre as comunidades cristãs locais.

A testemunha mais relevante dentre as mencionadas no relatório parece ser Yassir Muhdi, apresentado como um dos carcereiros dos dois bispos, que mais tarde foi capturado pelas forças sírias.

"A investigação oficial" - reconhece o dossiê - "ainda não está concluída, porque não foi possível encontrar os restos mortais dos dois eclesiásticos".

Entre outras coisas, a reconstrução alega - apresentando indícios verbais ou agregando informações sem evidências objetivas - que os dois arcebispos teriam sido torturados e que um deles, em 2015, teria sido tratado em uma unidade de saúde de Antioquia, a Antakya Devlet Hastanesi, na Província turca de Hatay.

Na seção final, a investigação sustenta que os dois bispos teriam sido mortos e enterrados em um local não especificado em dezembro de 2016, enquanto as áreas a leste de Aleppo estavam prestes a serem reconquistadas pelo exército sírio.

Por fim, a pesquisa publicada no medium.com pode ser útil para esclarecer detalhes sobre a dinâmica do sequestro e os estágios iniciais do sequestro dos dois metropolitanos, mas em muitas passagens não parece fornecer certos elementos úteis para esclarecer definitivamente qual foi a sorte de Boulos Yazigi e Mar Gregorios Yohanna Ibrahim, arcebispos da cidade martirizada de Aleppo.

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------.

Dom Basabe: povo da Venezuela está sitiado e reduzido à prostração

O povo venezuelano “deseja controlar-se socialmente”. É vítima daqueles que tomaram o controle do poder político. É obrigado a conviver com a preocupante “falta de água potável”, a viver no escuro “por causa das interrupções contínuas de eletricidade”. Um povo que “vê seus filhos e idosos morrerem de fome e doenças”, ressaltou o bispo.

Todos os anos, em 14 de janeiro, realiza-se uma procissão, na Venezuela, da qual participam mais de dois milhões de pessoas: a imagem da “Divina Pastora” é levada em procissão da Basílica de Santa Rosa até a catedral de Barquisimeto, capital do Estado de Lara.

Por ocasião da última procissão, a de número 164, o bispo de San Felipe, dom Víctor Hugo Basabe, administrador apostólico de Barquisimeto, fez um paralelismo entre o povo da cidade de Betulia, mencionada na Bíblia, e o povo venezuelano.

“O povo da Venezuela está sitiado e reduzido à prostração. Está cercado por uma violência institucional que persegue, aprisiona e proíbe quem discorda”, disse.

Povo sitiado

O povo venezuelano “deseja controlar-se socialmente”. É vítima daqueles que tomaram o controle do poder político. É obrigado a conviver com a preocupante “falta de água potável”, a viver no escuro “por causa das interrupções contínuas de eletricidade”. Um povo que “vê seus filhos e idosos morrerem de fome e doenças”, ressaltou dom Basabe.

Espera-se que esse povo, saqueado de seus recursos, resigne-se a viver em uma situação de escassez grave, na qual alguns encontram oportunidades de enriquecimento “com juros e especulação”.

Fidelidade a Deus

“Mesmo numa situação tão crítica, o desespero, o ódio e a resignação não têm a última palavra. Somos chamados a responder com as armas da fidelidade a Deus, cujas mãos são colocadas as nossas vidas e o nosso destino como nação”, disse ainda o bispo.

“É o momento da confiança e da unidade como povo. O momento de nos constituir como muro de resistência pacífica diante de quem, com o uso ameaçador da força, quer nos assediar e fazer com que percamos a confiança em Deus e num destino melhor”, concluiu dom Basade.

Ouvir o grito do povo

No último dia 8, no final da assembleia plenária, a Conferência Episcopal Venezuelana renovou o apelo em responder às necessidades do povo. “A Igreja deseja continuar fornecendo apoio necessário a todos”, sobretudo às pessoas vulneráveis, lê-se na mensagem conclusiva.

Fonte: Vatican News

-------------------------------------.

Primaz da Polônia participa de encontro com presidente do país e recorda João Paulo II

O encontro que reuniu líderes religiosos aconteceu no início da semana. O arcebispo de Gniezno e Primaz da Polônia, Wojciech Polak, representou os católicos e falou da importância da Igreja no crescimento da nação, além de destacar a importância de São João Paulo II na recuperação e na reconciliação do país.

No início desta semana, o presidente da Polônia, Andrzej Duda, encontrou representantes de igrejas e associações religiosas do país e agradeceu todas as comunidades que vivem em paz e abertas ao diálogo. A reunião aconteceu na terça-feira (14), no Palácio presidencial, em Varsóvia.

O presidente destacou a importância da religião na dimensão história da Polônia. Durante séculos, explicou ele, “pessoas de muitas nacionalidades, denominações religiosas e culturas encontraram no país um lugar onde se estabelecer e trouxeram sua tradição, criando o que hoje chamamos de cultura polonesa”.

A importância de João Paulo II para a Polônia

O arcebispo Wojciech Polak, arcebispo de Gniezno e Primaz da Polônia, representava a Igreja católica e falou da importância da Igreja no crescimento da nação ao afirmar: “nossa tarefa foi, é e será a busca pela verdade, harmonia e unidade no espaço internacional, na vida da nossa pátria e nas comunidades menores, isto é, nossas famílias e comunidades locais. Polak também destacou a importância de São João Paulo II na recuperação e na reconciliação da Polônia após o regime soviético e recordou que, neste ano, celebra-se o centenário do seu nascimento: “precisamos escutar o seu chamado à solidariedade novamente”, disse o arcebispo. Fonte: Vatican News

-------------------------------------------------------.

Denunciadas novas ameaças contra a Igreja na Nicarágua

O vigário-geral da Arquidiocese de Manágua, mons. Carlos Avilés, denuncia em vídeo as ameaças contra os fiéis católicos por parte do Estado. Para a Igreja, que pede à Polícia que pare a perseguição, a unidade do povo pode construir uma nova Nicarágua.

Cidade do Vaticano

“Membros da Polícia tomam nota da placa dos carros dos fiéis apenas pelo fato de irem à missa numa paróquia. Isso é ridículo. A Igreja já teve essa experiência de perseguição na década de 80. Apesar disso, não paramos o nosso trabalho e a nossa missão de evangelizar e estar ao lado do povo. Desde abril de 2018, quando o povo saiu pacificamente para protestar contra a reforma do 'Seguro Social' e foi brutalmente detido com violência pela ditadura, a Igreja Católica colocou-se mais uma vez ao lado dos vulneráveis.”

Estas são as palavras do vigário-geral da Arquidiocese de Manágua, mons. Carlos Avilés, num vídeo enviado à Agência Fides e divulgado nas redes sociais, no qual informa que houve uma denúncia oficial da Igreja sobre esses fatos, divulgados também na mídia.

Repressão apenas por estar ao lado do povo

O vídeo contém uma entrevista ao jornal ‘La Prensa’ da Nicarágua, onde o vigário-geral da diocese descreve a situação da Igreja: “Graças a Deus, a Igreja reflete o que a sociedade vive, o que o povo vive. Não temos poder, nem militar, nem político, para enfrentar e lutar contra uma repressão apenas por estar ao lado do povo, ou somente por denunciar os pedidos de justiça do povo”. Mons. Avilés conclui, pedindo aos policiais para que interrompam a perseguição contra a Igreja e seus fiéis: “Não podemos viver num ambiente de repressão. Devemos viver com espírito cristão, em paz e harmonia.”

A situação na Nicarágua é sempre de tensão constante

São inúteis as tentativas do Governo de apresentar um país tranquilo e sereno à imprensa internacional quando líderes sociais e camponeses são perseguidos, ameaçados ou até mesmo mortos. Os empresários não apoiam mais a política econômica do Governo, com consequências negativas imediatas para o mercado internacional. A imprensa nacional está impedida de reportar eventos cotidianos, e os partidos da oposição se encontram sem instrumentos políticos diante das próximas eleições.

Unidade do povo para construir uma nova Nicarágua

No entanto, os testemunhos de jovens em muitas cidades do país, através das redes sociais, confirmam que uma Nicarágua livre e unida não é apenas possível, mas será o fruto de toda pequena contribuição, segundo as palavras de dom Rolando Alvarez, bispo de Matagalpa: “O povo está dando lição de unidade. Isso é feito com a vida cotidiana, visando os grandes ideais para construir uma nova Nicarágua, uma grande nação. Porque o povo faz a verdadeira unidade.”

Fonte: Vatican News

-------------------------------------------------------.

Prelazia de Itaituba: inculturação da fé numa realidade multifacetária

Apresentando-nos a prelazia paraense, dom Frei Wilmar Santin destaca-nos a composição habitacional, fala-nos dos povos tradicionais, os ribeirinhos e, com o boom do ouro a partir de 1970, a chegada de maranhenses, cearenses e também de sulistas em geral. “Então é uma diversidade de rosto muito grande que temos na prelazia”, afirma o bispo prelado. Que possamos então fazer uma inculturação da fé colocando aí a mensagem do Evangelho, diz ainda

Em nosso espaço de formação e aprofundamento traz hoje a participação do bispo da Prelazia de Itaituba – PA, dom Frei Wilmar Santin, O. Carm., desde março de 2011 à frente desta Igreja particular pertencente à região amazônica.

Ao situar-nos geograficamente o território de sua prelazia, o religioso carmelita diz-nos tratar-se de uma região bem específica e muito vasta, cortada por duas rodovias federais: a Transamazônica e a BR 163, em cujas margens se encontra a maior parte da população e também ao longo do Rio Tapajós – excetuando-se a cidade de Itaituba.

Ainda sobre a composição habitacional, fala-nos dos povos tradicionais, os Mundurukus, os ribeirinhos e, depois, com o boom do ouro a partir de 1970, a chegada de muitos maranhenses e cearenses, portanto, nordestinos, e também a chegada de sulistas em geral.

“Então é uma diversidade de rosto muito grande que temos na prelazia”, afirma nosso convidado. Que possamos então fazer uma inculturação da fé: pegando o que há de melhor nas culturas e colocar ali a mensagem do Evangelho, diz ainda. Dom Frei Wilmar apresenta-nos a Prelazia de Itaituba. Vamos ouvir (ouça na íntegra clicando acima).

Fonte: Vatican News

--------------------------------------------.

Liberdade Religiosa: 2019 foi «ano de mártires» para os cristãos (c/vídeo)

Presidente Internacional da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre pede à União Europeia e à ONU que é necessário consagrar um novo direito fundamental 

O presidente internacional da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS), Thomas Heine-Geldern, afirmou que 2019 foi “um ano de mártires” e pediu às organizações internacionais que defendam a liberdade religiosa como um “direito fundamental”.

“Muito pouco está ainda a ser feito”, afirma o responsável internacional num comunicado da FAIS enviado à Agência ECCLESIA, dirigindo-se à União Europeia e à Organização das Nações Unidas.

Para Thomas Heine-Geldern, “é difícil acreditar que num país como a França se tenham registado mais de 230 ataques contra organizações cristãs durante o ano passado” ou que 40 igrejas tenham sido profanadas e danificadas no Chile.

O presidente da FAIS considera que 2019 foi “um dos anos mais sangrentos da história dos cristãos”, com muitos exemplos de ataques a igrejas e organizações religiosas.

No Sri Lanka, no domingo de Páscoa, um ataque a três igrejas, provocou a morte a 250 pessoas; também a Nigéria, na fronteira com os Camarões, tem conhecido ataques por parte de grupos terroristas islâmicos, como o Boko Haram.

“Na véspera de Natal, a vila cristã de Kwarangulum, no estado de Borno, foi atacada por jihadistas que mataram sete pessoas, sequestraram uma jovem e incendiaram casas e a igreja. Horas depois, outro grupo terrorista, com ligações ao Daesh, divulgou um vídeo onde mostra a execução de dez cristãos e de um muçulmano”, lembrou o presidente.

Já este ano, na noite de 8 de janeiro, quatro seminaristas no estado de Kaduna, centro norte da Nigéria, foram sequestrados.

Mas os casos de perseguição estendem-se a outros países africanos: no Burkina Faso assistiu-se à expulsão de cristãos e ao encerramento de escolas e de igrejas.

“Houve pelo menos sete ataques a comunidades católicas e protestantes, nos quais 34 cristãos foram mortos, incluindo dois sacerdotes e dois pastores”, explica Thomas Heine-Geldern citando informações obtidas pela AIS.

“Os nossos parceiros de projetos falam na tentativa de desestabilização do país, fomentando a conflitualidade entre religiões e promovendo a violência”, evidencia.

O Médio Oriente é outra região com “sinais preocupantes”, assinalados pelo arcebispo de Erbil, no Iraque, D. Bashar Warda.

Desde 2014, com a invasão do Daesh, o auto-proclamado Estado Islâmico, a comunidade religiosa tem “diminuído drasticamente”, tanto no Iraque como na Síria.

O aumento da violência e da perseguição tem, na opinião do presidente internacional da FAIS, aumentado junto da opinião pública a preocupação com a liberdade religiosa.

No balanço que fez de 2019, Thomas Heine-Geldern sublinhou também a solidariedade que permite levar ajuda “a milhares de famílias cristãs vítimas de perseguição e de violência”.

“É muito impressionante ver como leigos, religiosas, padres e bispos, apoiados pela generosidade dos nossos benfeitores, estão a fazer todos os possíveis e impossíveis para aliviar a necessidade espiritual e material do povo na Síria”, refere.

A beleza do trabalho que realizam é ver “além da cruz e do sofrimento”, experimentar “de perto a grande dedicação e amor de muitas pessoas”, concluiu.

Fonte: Agência Ecclesia

----------------------------------------------.

Guiné-Bissau: Jornada Mundial da Juventude 2022 apresentada aos bispos lusófonos

Em encontro dedicado ao «diálogo inter-religioso na construção da paz e no desenvolvimento» inicia esta quinta-feira

O bispo D. Joaquim Mendes, coordenador-geral da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2022, vai apresentar este encontro aos bispos dos países lusófonos que reúnem, a partir de hoje, na Guiné-Bissau.

“Os países lusófonos vão estar muito envolvidos na preparação [JMJ] e há a possibilidade dos símbolos das jornadas [cruz e ícone] passarem nalguns países lusófonos”, disse o secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Barbosa, aos jornalistas no fim da última reunião do Conselho Permanente.

Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude são uma cruz de madeira e um ícone de Nossa Senhora que têm percorrido os cinco continentes, numa iniciativa que nasceu por vontade de São João Paulo II.

No próximo domingo de Ramos, 5 de abril, a cruz e ícone vão ser entregues a uma representação portuguesa com 200 a 300 jovens de todas as dioceses de Portugal, pelo Papa Francisco, no Vaticano.

O Comité Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude 2022 é presidido pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que nomeou como coordenadores-gerais dois bispos auxiliares: D. Joaquim Mendes para a área pastoral e D. Américo Aguiar para o setor logístico-operativo.

O Encontro dos Bispos dos Países Lusófonos realiza-se de dois em dois anos num país diferente e o padre Manuel Barbosa contextualizou que é uma ocasião de “partilha das realidades eclesiais e sociais de cada país”.

No 14º Encontro, que decorre a partir desta quinta-feira entre representantes da Igreja Católica nos países Lusófonos, vão estar de Portugal o presidente e o secretário da CEP, D. Manuel Clemente e padre Manuel Barbosa, respetivamente, para além de D. Joaquim Mendes.

‘Diálogo inter-religioso na construção da paz e no desenvolvimento dos países lusófonos’ é o tema que reúne os bispos a partir de hoje, até 21 de janeiro, na Guiné-Bissau.

O anterior Encontro de Bispos dos Países Lusófonos decorreu em Cabo Verde e reuniu representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, que apelaram ao Vaticano para uma valorização da língua portuguesa em particular pelo uso oficial no Sínodo dos Bispos.

Fonte: Agência Ecclesia

---------------------------------------------------.

Núncio no México espera que Vaticano investigue "rede de encobrimento" na Legião de Cristo

O Núncio Apostólico no México, Dom Franco Coppola, expressou sua confiança de que, após a recente expulsão do estado clerical de Fernando Martínez Suárez, membro dos Legionários de Cristo, o Vaticano se ocupe da "rede de encobrimento" que persistiria em seu interior.

Em comunicação com a ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, Dom Coppola assinalou que “estamos à espera de que a Congregação (para a Doutrina da Fé, do Vaticano), uma vez condenado o abusador, possa se ocupar desta rede de encobrimento que saiu à luz depois das declarações das vítimas”.

"Estou certo de que, se a justiça for feita neste caso, será um sinal de esperança para outras vítimas que estão caladas, fechadas em sua dor e sem esperança de justiça", disse.

Em 13 de janeiro, após uma revisão do caso pela Congregação para a Doutrina da Fé, o Papa Francisco expulsou do estado clerical Martínez Suárez, que durante seu ministério sacerdotal abusou de pelo menos seis meninas entre 6 e 11 anos, no início dos anos 1990.

Meses atrás, Martínez Suárez foi acusado publicamente de abusar de meninas no início dos anos 1990, quando dirigia o Instituto Cumbres, em Cancun (México), uma escola administrada pelos Legionários de Cristo.

Em um documento publicado em 22 de novembro de 2019, os Legionários de Cristo confirmaram que Martínez Suárez abusou de pelo menos seis meninas, entre 1991 e 1993.

Também há uma acusação contra o ex-sacerdote realizada em 1969, pelo abuso de um menino de 4 a 6 anos, assim como de uma menina em 1990. Ambos os casos correspondem ao Instituto Cumbres Lomas, na Cidade do México.

O caso de Martínez Suárez reavivou os questionamentos aos Legionários de Cristo e ao seu processo de renovação.

Fundados em 1941 por Marcial Maciel, sacerdote falecido que cometeu diversos abusos sexuais reconhecidos posteriormente pela organização, os Legionários de Cristo passaram por um processo de renovação e purificação acompanhado pelo Vaticano, que recentemente levou à criação da Federação Regnum Christi, a qual inclui esta congregação, assim como as Consagradas de Regnum Christi e os leigos Consagrados de Regnum Christi.

No entanto, para as vítimas de Martínez Suárez, esse caso evidenciaria que o encobrimento e a cumplicidade com os abusadores persistem entre os membros dos Legionários de Cristo.

Para o Núncio no México, “a expulsão de Fernando Martínez é, obviamente, apenas um primeiro passo. Sei que justamente as vítimas reclamam que a sanção chegou tarde demais, 27 anos depois dos abusos denunciados! Mas quero observar que essa primeira sentença foi proferida menos de oito meses após a Congregação para a Doutrina da Fé e o Papa serem informados dos fatos”.

“Por outro lado, a própria investigação publicada em novembro pelos Legionários revela que houve uma série de comportamentos inapropriados por parte do governo desta congregação, desde quando os fatos ocorreram até maio passado, quando a denúncia de uma das vítimas revelou publicamente a existência de um caso que até os atuais superiores conheciam e, apesar das disposições da Igreja, que reserva o juízo sobre estes casos à Congregação para a Doutrina da Fé, decidiram não se envolver no assunto".

“É por esse motivo que o Tribunal Eclesiástico de Monterrey, ao qual algumas vítimas de Fernando Martínez se dirigiram, solicitou à Congregação para a Doutrina da Fé a autorização para abrir um processo criminal e um processo para a reparação dos danos contra todos aqueles que se envolveram neste caso, para determinar se houve encobrimento e para impor as penas adequadas”, explicou.

O Núncio também destacou a "penalidade muito mais severa e radical" imposta pelo Papa Francisco a Martínez Suárez, em comparação com as restrições anteriormente aplicadas pelos Legionários de Cristo. "Somente o Papa pode suspender de forma definitiva, por toda a vida, sem a possibilidade de retornar ao exercício do ministério", afirmou.

“Agora, Fernando Martínez não pode exercer nenhum ministério, nem privado nem público, nem fora nem dentro de sua casa, e isso definitivamente, por toda a vida. Trata-se da máxima pena definitiva que existe na Igreja para um clérigo”, destacou.

Em seguida, Dom Coppola indicou que a decisão do Santo Padre de que Martínez Suárez permaneça como membro dos Legionários de Cristo, em sua opinião, “é uma medida para garantir algum controle”.

“Houve outros casos nos quais sacerdotes membros dos Legionários foram demitidos do estado clerical e expulsos de sua congregação. Sabe qual foi o resultado? Que estas pessoas, agora livres de toda obrigação, tornaram-se fugitivas e agora a justiça civil não pode castigá-los como se deve”.

Além disso, ressaltou que em sua coletiva de imprensa, em 14 de janeiro, a Conferência do Episcopado Mexicano pediu às autoridades que se revogue ou se amplie o período de prescrição dos delitos de abuso sexual de menores. “Se este pedido for acolhido, a sociedade mexicana estará mais segura, as vítimas estarão mais protegidas e os abusadores saberão que mais cedo ou mais tarde terão que pagar a sua dívida com a justiça”, assegurou.

Tendo em vista o próximo Capítulo Geral que os Legionários de Cristo realizarão a partir de 20 de janeiro, em Roma, o representante no México enfatizou que um evento como esse sempre “desperta esperança: esperança de maior fidelidade ao seu carisma e de uma colaboração mais adequada às exigências de nosso tempo na obra de evangelização, que é a missão de toda a Igreja”.

Para Dom Coppola, "teria sido um grande gesto de humildade, de liberdade diante das acusações e honras humanas e de amor para com sua congregação, se todos os envolvidos na investigação do Tribunal de Monterrey tivessem renunciado a participar deste capítulo, como as vítimas solicitaram”.

"Penso que nenhum deles pode ser considerado indispensável para o capítulo de sua congregação. Em vez disso, como este capítulo será julgado no futuro se esses sacerdotes forem efetivamente condenados? Não será uma mancha para todo o capítulo e para a congregação?".

"Infelizmente, até agora, não tenho nenhuma notícia de que esse convite tenha sido acolhido ou levado em consideração; na verdade, eu não soube sequer se eles responderam explicando por que não renunciar a participar”, indicou.

Embora o Núncio no México tenha destacado que soube de testemunhos sobre a importante atividade apostólica dos legionários, “também ouvi testemunhos tristes de pessoas gravemente feridas que lamentaram que, em vez de encontrar entendimento e conforto, encontraram silêncio e negação".

“Eu não sou ninguém para julgar, mas humildemente penso, pelo menos no que se refere ao caso que passou sob meus olhos, de Fernando Martínez, que poderiam ter reagido e agido muito melhor, principalmente em termos de transparência e aproximação às vítimas”, disse.

"Sobre este tema, da falta de transparência e de comunicação, espero que a congregação dos Legionários dê passos decisivos adiante para se separar definitivamente dos momentos mais escuros de sua história", expressou.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACIDigital

------------------------------------------.

Igreja lidera reconstrução do Haiti, diz religiosa 10 anos após terremoto

Uma missionária que serve no Haiti, Maddalena Boschetti, compartilhou algumas de suas impressões após 10 anos do fatídico terremoto que devastou o país em 12 de janeiro de 2010 e matou mais de 300 mil pessoas.

Para recordar o décimo aniversário do terremoto, o presidente do Haiti, Jovenel Moise, presidiu uma cerimônia na qual foram oferecidas flores brancas em memória de todos os que morreram. Segundo informa Associated Press (AP), durante o evento foi realizado um protesto que exigia sua saída do poder diante da crise que afetava o país, o mais pobre da América, condição que já tinha quando o terremoto ocorreu há dez anos.

Na tarde do dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto de 7 graus sacudiu a ilha por cerca de um minuto e deixou a capital, Porto Príncipe, como se tivesse sido devastada pela guerra, lembra ‘Vatican News’.

“Tenho a honra e o orgulho de dizer que todo o trabalho de reconstrução está ligado à Igreja, aos missionários que, enraizados no lugar há anos, conseguem ler as necessidades e realizar boas obras, através da ajuda que chegou. Todos os missionários fizeram grandes coisas”, narra a missionária de origem italiana.

“Os camilianos têm um novo hospital, ampliaram os espaços para os deficientes, os padres Scalabrinianos construíram uma série de aldeias para pessoas que perderam suas casas. Penso também nos Pequenos Missionários do Evangelho, os religiosos de Jesus Maria, a irmã Isa, uma amiga espanhola que fundou um centro de prótese após o terremoto e que foi assassinada há três anos”, assinala.

Sobre as trágicas horas que ela teve que viver há dez anos, a missionária ressalta que “o terremoto foi um evento aterrorizante, não houve uma família no Haiti que não tenha perdido algum familiar. Mais de 300 mil mortos, na capital há uma fossa comum onde estão os restos mortais de mais de 100 mil pessoas. Este evento marcou a vida do país, tornou-se um divisor de águas na história recente do Haiti”.

Como resultado do terremoto, cerca de 250 estruturas e edifícios em 70 localidades da Igreja foram afetados.

"Atualmente, poucas organizações no Haiti podem afirmar ter reconstruído mais de 30 edifícios significativos, de acordo com os padrões internacionais de construção sísmica, com todos os fundos contabilizados e auditados externamente", disse Jacques Liautaud, engenheiro do programa latino-americano da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, em declarações ao jornal ‘El Nuevo Herald’.

"Poucos também dedicaram tempo e esforço para trabalhar em colaboração com instituições locais, como fizemos", ressaltou o representante da organização que arrecadou 100 milhões de dólares para a reconstrução do Haiti. Desse dinheiro, 33 milhões foram usados ​​para reconstruir igrejas.

Em 2010, também foi criada a Associação para a Reconstrução da Igreja no Haiti (PROCHE), na qual colaboram representantes das Igrejas na Alemanha, França, Estados Unidos e Vaticano. O objetivo desta organização é construir o maior número de igrejas, a partir de uma lista de prioridades criada pelos bispos.

‘El Nuevo Herald’ também recorda a importância da ajuda dos fiéis, graças aos quais esses projetos puderam avançar. A igreja Sainte Teresa de Petionville, localizada na capital Porto Príncipe, por exemplo, esteve mais de dois anos depois de sua reconstrução sem teto nem vitrais, até que os fiéis colaboraram para colocá-los.

Outras instituições, como os Cavaleiros de Colombo e a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), também colaboraram com diferentes projetos. No caso da primeira, conseguiram que mais de mil crianças possam ter próteses ortopédicas depois de perderem algum membro devido ao terremoto.

A missionária italiana também disse o ‘Vatican News’ que a situação atual no país continua complexa. "Há confusão e isso é extremamente perigoso, há agressividade escondida, uma situação de enorme degradação, as pessoas passam fome no campo", afirmou.

“No último relatório sobre a situação alimentar no mundo, o Haiti está no 111º lugar de 117 países. Esta fome, falta de recursos, de remédios, leva principalmente os jovens a irem à capital, onde não há trabalho para todos e, por isso, começam a fazer parte de gangues. Perdendo-se o sentido de humanidade”.

Cerca de 59% da população do Haiti vive com menos de 2,41 dólares por dia. Estima-se que faltam quinhentas mil casas em Porto Príncipe. Embora o Hospital Geral da capital tenha sido reformado e ampliado, muitos de seus novos pavilhões ainda não estão funcionando e muitos pacientes ainda estão hospitalizados na parte antiga.

‘Vatican News’ também observa que alguns projetos levados adiante por organizações humanitárias foram mais eficazes, em particular os relativos ao apoio das economias domésticas, com a construção de casas, centros de saúde, latrinas, poços, equipamentos agrícolas, sementes, reflorestação, animais de criação, reservatórios, escolas e rotas de evacuação.

Fonte: ACIDigital

-----------------------------------------------------------.

Bispos da Colômbia se solidarizam com populações afetadas pela violência

 Os Bispos da Região do Pacífico e do Sudoeste da Colômbia expressaram sua solidariedade aos habitantes do departamento de Chocó, à Diocese de Quibdó e aos habitantes de outras regiões da Colômbia nas quais o conflito social e armado se intensificou.

Em um comunicado publicado em 11 de janeiro pela Conferência Episcopal da Colômbia, os prelados assinalaram que “em diversos momentos advertimos sobre as dificuldades que muitas pessoas vivem no território do Pacífico e do Sudoeste e solicitamos ao Estado colombiano uma solução integral que resolva as causas estruturais que estão na raiz da crise humanitária".

Os bispos indicam que se manifestam solicitando respeito aos direitos humanos diante da complexa situação na qual se encontram as “comunidades indígenas e afrodescendentes que vivem em Bojayá, Bajo Atrato e Urabá; assim como as comunidades dos leitos dos rios de San Juan e Baudó (Chocó), Raposo (Buenaventura) e nos municípios de Nuquí (Chocó), Magüí Payán, Olaya Herrera-Satinga (Nariño) e do departamento de Putumayo, principalmente do município de Puerto Guzmán”.

Segundo informa CNN em espanhol, durante o ano de 2019, cerca de 107 líderes sociais na Colômbia foram assassinados.

Marta Hurtado, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, assinalou que estão no processo de verificação de mais 13 casos informados também em 2019 e, se confirmados, aumentariam o número total para 120.

De acordo com o relatório da ONU, a grande maioria das mortes em 2019 ocorreu em áreas rurais e quase todas em municípios com "economias ilícitas onde agem grupos criminosos ou armados". Os mais afetados foram os indígenas e afrodescendentes.

Em seu comunicado, os bispos pediram ao governo e outras instâncias estatais que estabeleçam "condições de vida digna e mecanismos de proteção para comunidades e líderes sociais, tanto a Leyner Palacios quanto os outros líderes que estão em risco".

Palacios é um líder social que sobreviveu ao massacre de Bojayá (Chocó) em 2002 e que recebeu recentemente ameaças de morte, em meio à tensão registrada nessa área do país, por causa das denúncias da presença de grupos armados ilegais.

Os prelados também solicitaram que sejam atendidos “os alertas por possíveis situações de conivência de integrantes da Força Pública com grupos ilegais, expressos por organizações sociais e de direitos humanos e pela Diocese de Quibdó desde anos anteriores e reiterados nos últimos dois anos”.

Por sua parte, continuaram, "os grupos armados devem entender sua condição de agressores da população civil e, portanto, assumir a rejeição de que são objeto por causa de suas ações criminosas".

Os bispos assinalaram que, “em meio à ruína na qual vivem tantos cidadãos colombianos, reafirmamos a necessidade de encontrar soluções políticas e pacíficas para o conflito armado: com o ELN (Exército de Libertação Nacional) para chegar a um acordo de paz; e com as AGC (Autodefesas Gaitanistas da Colômbia) e estruturas similares, para que seja possível uma acolhida coletiva da justiça”.

"Aguardamos a resposta sincera dos vários atores, através de gestos concretos de verdadeira vontade de paz", destacaram.

Finalmente, os bispos pediram ao “povo colombiano oração e compromisso na construção de um país equitativo, fraterno e sem violência”.

A mensagem tem as assinaturas de Dom Darío de Jesus Monsalve Mejía, Arcebispo de Cali; Dom Luis José Rueda Aparicio, Arcebispo de Popayán; Dom Juan Carlos Barreto Barreto, Bispo de Quibdó; Dom Mario de Jesus Álvarez Gómez, Bispo de Istmina - Tadó; Dom Hugo Alberto Torres Marín, Bispo de Apartadó; Dom Luis Albeiro Maldonado, Bispo de Mocoa - Sibundoy; Dom Rubén Darío Jaramillo Montoya, Bispo de Buenaventura; Dom José Saúl Grisales, Bispo de Ipiales; Dom Orlando Olave, Bispo de Tumaco; e Dom Edgar de Jesús García Gil, Bispo de Palmira.

Fonte: ACIDigital

-------------------------------------------------.

Do dia 15/01/2020

CONIC lança concurso para a escolha do cartaz da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

CONIC lana concurso para a escolha do cartaz da Campanha da Fraternidade Ecumnica 2021O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), do qual a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participa representando a Igreja Católica no país, lança concurso para a escolha do cartaz que ilustrará as peças de divulgação (virtuais e impressas, do CONIC e parceiros) da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2021.

O objetivo geral desta campanha é: “Através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo, convidar comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual”.

A CFE 2021 tem como tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor” e o lema bíblico: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”. (Ef 2.14a).

O prazo para o envio de propostas é até 6 de março de 2020. Todo material deverá ser enviado para o endereço eletrônico conic@conic.org.br, com cópia para comunicacao@conic.org.br. Materiais encaminhados para um dos e-mails acima poderão, eventualmente, ficar de fora do concurso.

São membros titulares da Comissão da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021: pastor Odair Braun (IECLB), reverendo Francisco Leite (IPU), padre Patriky Samuel Batista (ICAR), reverendo Daniel Rangel (IEAB), monge Isac Souza (ISOA), pastor Joel Zefferino (ABB), pastor Eliel Batista (Igreja Betesta) e padre José Oscar Beozzo (Ceseep). Suplentes: pastor Emílio Voigt, presbítera Raíssa Brasil, padre Marcus Barbosa, reverenda Tatiane Ribeiro, diácono Pedro Bruno Bezerra Sampaio e Cecília Franco.

Abaixo seguem as orientações para os interessados em apresentar suas propostas:

1. O QUE ENVIAR?

Para concorrer, a pessoa participante precisa encaminhar:
– Um cartaz, já finalizado, que reflita o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica.

Observação: Todo material encaminhado deve ter escrito, de forma exata e inequívoca, seja no rodapé, topo ou mesmo centralizado, a seguinte frase: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor” e o lema bíblico: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”. (Ef 2.14a)

2. EM QUAL FORMATO ENVIAR?

O cartaz poderá conter desenhos, fotografias e artes (pintura, colagem, montagem) e deverá ser encaminhado em formato JPG (exclusivamente), com resolução de 300 DPI (exclusivamente), exatamente sendo 3000px de largura e 4000px de altura.

3. REGRAS SOBRE A PREMIAÇÃO:

A premiação deste Concurso será a divulgação do cartaz nas peças de divulgação da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 (virtuais e/ou impressas, do CONIC e parceiros), com os créditos do(s)autor(es).

Observação: Não haverá qualquer premiação em dinheiro, sendo toda a participação a título gratuito.

4. DA INSCRIÇÃO:

O título da mensagem de e-mail que encaminhará o material para o Concurso deverá ser preenchido com um pseudônimo.
O cartaz terá de vir acompanhado de:
a) Nome e endereço do(as) autor(es/as);
b) Texto explicando a inspiração para o material encaminhado;
c) Declaração os direitos autorais em benefício do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC);
d) Autorização para que a equipe técnica do CONIC possa realizar eventuais alterações/ajustes na peça.

5. DA AUTORIA:

Poderá ser individual ou em grupo. Se a produção do cartaz envolver o uso de imagens ou criação de outra pessoa, será necessário que a utilização esteja devidamente autorizada pelos autores e/ou autoras (vide Anexo 2) e, no caso de imagens de pessoas (fotografia), que estas tenham autorizado a sua veiculação (vide Anexo3).

6. DO PRAZO:

O prazo para o envio de propostas é 06 de março de 2020.

7. DA SELEÇÃO:

A seleção ocorrerá em reunião específica que ocorrerá no mês de março de 2020, em data a ser divulgada.

8. DO RESULTADO:

A decisão da premiação será de exclusividade do CONIC e é irrecorrível. É vedado o acesso aos resultados de eventual “colocação” ou posição, sendo revelado apenas o cartaz vencedor.

9. ENDEREÇO DE ENVIO:

Todo material deverá ser enviado para o endereço eletrônico conic@conic.org.br, com cópia para comunicacao@conic.org.br. Materiais encaminhados apenas para um dos e-mails acima citados poderão, eventualmente, ficar de fora do Concurso.

Em caso de dúvidas escrever para comunicacao@conic.org.br.

10. DOS CASOS OMISSOS E DO FORO

Os casos omissos serão resolvidos pela Secretaria Geral do CONIC, amparado na legislação pertinente. Elege-se o foro de Brasília-DF, para eventuais controvérsias decorrentes do presente Concurso, renunciando todos os participantes qualquer outro, por mais privilegiado que seja.

Fonte: CNBB

-------------------------------------------.

Projeto apoiado por fundo da CNBB garante acessibilidade para pessoas com deficiência

A partir de hoje, 15, até o dia 26 de fevereiro, data de lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2020, a assessoria de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai divulgar uma série de matérias sobre os projetos que receberam o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) em 2019. O Projeto “Acessibilidade por rodas”, apresentado pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Guaraniaçu, do Paraná, é um deles. À época, a Campanha da Fraternidade vigente tinha como tema “Fraternidade e Políticas Públicas”.

O Fundo tem o objetivo de promover a sustentação da Ação Social da Igreja Católica no Brasil, e o projeto “Acessibilidade por rodas” quando avaliado se encaixou no eixo 2 do edital, que diz respeito à mobilização para a conquista e efetivação de direitos.

Quando inscrita, a ideia da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Guaraniaçu, do Paraná, era adquirir duas cadeiras de rodas sob medida, para beneficiar duas alunas da instituição “Escola Elecine Correia” que são atendidas desde a infância. Dar qualidade de vida e também proporcionar que as alunas frequentassem, de maneira adequada, os atendimentos que recebem na instituição era uma das prioridades do projeto

Aprovado pelo Fundo, o projeto fez com que as alunas Jéssica de Oliveira Eugênio, de 18 anos, e Simone de Campos, de 23 anos, convivessem melhor na comunidade onde estão inseridas, além de promover o acesso aos direitos básicos como saúde, educação e lazer, e a inclusão social. 

Jéssica é atendida desde os quatro meses de idade pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), tem diagnóstico de Deficiência Intelectual, associada à Deficiência Física (devido à Paralisia Cerebral), apresentando Distonia Congenita Generalizada ligada ao Gen Dyti (Distonia Idiopática), com movimentos involuntários descoordenados dos membros superiores e inferiores. Atualmente, faz acompanhamento em hospitais de Curitiba, na busca de inibir os movimentos involuntários, bem como para corrigir uma escoliose grave adquirida com o passar do tempo e agravo do quadro neuromotor.

Sua cadeira de rodas foi comprada em 2015 pela APAE, com recursos de promoção feitos para essa finalidade. Já não era mais adequada ao tamanho e sua condição clínica. Com o recurso do projeto foi possível adquirir uma nova.

Já Simone é atendida pela APAE desde outubro de 1997, foi diagnosticada com paralisia cerebral, do tipo tetraparesia espástica, deficiência intelectual grave, associada à epilepsia. Atualmente necessita de atendimentos terapêuticos contínuos por conta da debilidade motora; vem apresentando atrofia de membros e desenvolvimento de padrões inadequados devido à evolução do quadro motor.

Para atender sua especificidade/necessidade foi comprada uma cadeira de modelo leito, adequada às medidas possibilitando maior conforto e qualidade de vida durante a aprendizagem e para outros momentos de sua vida social.

A diretora pedagógica responsável pelo projeto, Maricleia Gemelli Chaves, afirmou que a iniciativa foi toda pensada com a proposta de melhorar a qualidade de vida das duas alunas. “A população de Guaraniaçu, nossos atendidos, é na maioria carente em questões financeiras e culturais, então é mais difícil de conseguirmos que eles tenham uma melhor qualidade de vida e o acesso às politicas públicas”, contou.

De acordo com a diretora, a ajuda do Fundo Nacional de Solidariedade foi determinante para isso. “Para nós é muito importante poder contar com a dedicação das pessoas que trabalham no Fundo, para que a iniciativa possa cada vez mais contemplar mais pessoas e atingir o que é essencial, sempre de acordo com a Campanha da Fraternidade, que nos leva a refletir sobre as necessidades emergentes da sociedade”, finalizou.

Fonte: CNBB

----------------------------------------------.

Católicos doam 22 mil latas de leite para crianças com câncer na Paraíba

Exatas 22 mil latas de leite foram doadas pelos fiéis da Paróquia Nossa Senhora das Mercês, em Cuité (PB), a crianças com câncer assistidas pela Associação Donos do Amanhã. E não bastou entregar aos dirigentes da instituição, jovens e idosos fizeram questão de, por meio de uma corrente humana, carregar as caixas e abastecer o caminhão responsável pelo transporte do alimento.

Esse grande ato de solidariedade marcou a missa solene do Batismo do Senhor, no último domingo (12), na pequena cidade paraibana, que fica a 235 quilômetros de João Pessoa. O leite arrecadado durante 2019 vai garantir que meninos e meninas, em fase de tratamento contra o câncer, tenham os nutrientes adequados e necessários para vencer a doença.

“Pudemos vivenciar a prática da justiça e da caridade, fortalecendo um coração misericordioso e integrador como o de Jesus. Que Deus abençoe a cada um que participa direta ou indiretamente e que neste ano possamos nos unir ainda mais para superarmos mais uma vez a meta da campanha”, afirmou o pároco, padre Severino Firmino, que em 2018 havia arrecadado 17 mil latas de leite.

A campanha a qual o sacerdote se refere acontece durante todo o ano. As doações são enviadas diariamente de várias igrejas da Diocese de Campina Grande (PB), da qual a paróquia de Cuité faz parte, mas também de outras dioceses e instituições que se unem em um gesto de amor e solidariedade.

A Associação Donos do Amanhã

A Associação Donos do Amanhã foi fundada em 2005 por iniciativa da médica Andréa Gadelha e colaboradores que se propuseram a fazer doações e prestar trabalho voluntário com o objetivo de oferecer apoio material, afetivo e psicológico necessários para boa qualidade de vida das crianças e adolescentes com câncer.

A instituição atende crianças e adolescentes de todo o Estado da Paraíba e que recebem tratamento médico em João Pessoa. Os pequenos pacientes diagnosticados com a enfermidade são encaminhados para a associação, que prontamente os enquadra no sistema de atendimento, fornecendo apoio logístico durante o tratamento.

Atualmente, a entidade tem cerca de 200 beneficiados, cujos auxílios incluem alimentação, local para descanso e espera do atendimento ambulatorial, informações sobre o tratamento e orientações para obter documentação, além dos cuidados e da atenção carinhosa prestados pela equipe de atendentes e voluntários. Fonte: CNBB Nordeste 2

-----------------------------------------------.

sineiro.com – Serviço de localização de missas chega à Diocese de Osório

Pioneiro no Brasil, o Sineiro é mais uma iniciativa para melhor acolher moradores e veranistas a partir de janeiro

Há centenas de anos, sempre foi o badalar dos sinos que informou as famílias sobre quando e onde seria a próxima missa. Com o aumento das cidades e a necessidade de deslocamento, era necessário que a tecnologia reinventasse o sino. O Sineiro é um serviço gratuito para moradores e veranistas encontrarem em tempo real a igreja ou a missa mais próxima do lugar onde está.

“O pedido do Papa Francisco é que sejamos uma Igreja em saída, que vai ao encontro das pessoas. O lançamento desta ferramenta na Diocese de Osório e todo o Litoral Norte, como projeto da Pastoral da Comunicação em cooperação com o Serviço de Animação Missionária do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), servirá para nos aproximar das pessoas e inovar na evangelização da região”, afirma Dom Jaime Kohl, bispo da Diocese de Osório.

Para o coordenador do COMIDI, Pe. Rodrigo Schüler de Souza, trata-se de uma iniciativa que ajuda aproximar as pessoas da igreja. Exigindo mais ainda que sejamos acolhedores, hospitaleiros.

“Nossa região é litorânea também, e inúmeras pessoas se deslocam para o veraneio. As vezes não é tão fácil saber onde há uma igreja por perto, e com isso as informações de suas missas. O sineiro facilita e até indica mais informações da paróquia que está mais perto. A evangelização exige de nós propostas ousadas e com instrumentos mais acessíveis. Hoje muitos têm acesso a internet e usá-la, para aproximar as pessoas de nossas comunidades de fé, faz parte da missão da Igreja,” acredita Pe. Rodrigo.

O Sineiro, serviço de localização de missas e igrejas pelo celular ou computador, foi pré-lançado na manhã de quinta-feira, 26 de dezembro, em entrevista na Rádio Maristela. Pe. Leonir Alves recebeu no Revista Maristela o bispo da Diocese de Osório, dom Jaime Pedro Kohl, e o jornalista e fundador da solução, Juliano Rigatti, para apresentar o projeto de Evangelização ligado à Pastoral da Comunicação da Diocese, e que estará disponível para todo o Litoral Norte a partir de 1º de janeiro, exceto para Xangri-Lá que já está acessível.

Solução para uma necessidade real

O serviço localiza automaticamente as missas e igrejas mais próximas do usuário, baseado na geolocalização do smartphone ou desktop, assim como acontece nos aplicativos de transporte particular, por exemplo. Além disso, possibilita que o usuário busque missas por endereço, distância e dia da semana.

“Temos o melhor da tecnologia disponível em todas as áreas de nossa vida. Era preciso que também o sino fosse modernizado para ajudar aqueles que não conhecem a região e desejam ir à missa ou mesmo visitar uma igreja ou santuário”, analisa Juliano Rigatti, jornalista e fundador da solução. “Lembro de passar grande parte do verão da minha infância no Litoral Norte e tínhamos que ir de igreja em igreja para descobrir o horário das missas, e muitas vezes nem sabíamos quais eram as igrejas da região. O Sineiro é uma solução simples que certamente levará mais pessoas às igrejas”, aposta Juliano.

Como funciona:

Assim que o site www.sineiro.com é acessado, ele informa, automaticamente, abaixo dos campos de pesquisa, as missas mais próximas, em um raio de 1km do computador ou celular que está sendo usado.

Outros recursos:

    Encontre a próxima missa: de acordo com o horário e a localização do seu desktop ou smartphone, o Sineiro informa a próxima missa.

    Planeje a próxima missa: quer organizar a agenda? O Sineiro facilita a busca por endereço, distância e dia da semana.

    Informações sempre atualizadas: com a colaboração dos usuários, o Sineiro mantém as informações das igrejas e das missas sempre em dia.

Para enviar sugestões, comentários e pedido de atualização de horários de missas e outras informações sobre as igrejas, o contato deve ser feito pelo site sineiro.com.

Expansão

Com a chegada na Diocese de Osório, o Sineiro passa a estar presente em 50 municípios do Rio Grande do Sul, incluindo Porto Alegre e Região Metropolitana, e em um total de cerca de 460 igrejas.

Redes Sociais

O Sineiro também está presente no Facebook e Instagram pelo perfil @sigaosineiro.

Fonte: CNBB Sul 3

--------------------------------------------------.

Pronunciamento da CRB

CONFERÊNCIA DOS RELIGIOSOS DO BRASIL

SDS Bloco H nº 26 Sala 501/ 507 Fone: (61) 3226-5540

Edifício Venâncio II crb@crbnacional.com.br

70393-900 – Brasília/DF www.crbnacional.org.br

Aos Consagrados e Consagradas e todas as pessoas de boa vontade

A Igreja é um corpo, nos ensina São Paulo, neste corpo todos os membros são importantes e, na diversidade, formam a unidade.

Nos últimos meses e, sobretudo nestes dias, através das mídias, o querido Papa Francisco vem sendo atacado, caluniado, mal interpretado, chamado de herege e não são poucos os pedidos de cardeais, bispos, cristãos leigos e leigas, que se intitulam guardiães da sã doutrina, que ele renuncie.

Nós, Vida Consagrada, assistimos a tudo isto com perplexidade. Este ódio e rancores são frutos do espírito do mau. É a tentação do deserto da indiferença, do egocentrismo e do mundanismo religioso que busca de todas as formas derrotar aquele que foi eleito de forma legitima pelo colégio dos cardeais para o serviço de animação e governo da Igreja Católica. O Papa, seja quem for, legitimamente eleito, é o sucessor de Pedro. Ele tem as chaves para abrir e fechar, no comando da barca de Pedro, os caminhos da Igreja.

O Papa Francisco é um servidor do Evangelho, da Doutrina e da Tradição da Igreja, sempre com a preocupação de apontar os novos horizontes da missão. Em sintonia profunda e consciente com o Concílio Vaticano II, ele resgata hoje os valores de uma Igreja que nunca pode deixar de ser missionária, samaritana, profética, mística e sábia, mesmo que as forças e os ventos contrários queiram mantê-la isolada e fechada numa auto-referência estéril.

A Igreja é mãe. E, como toda boa mãe, ela sai de si mesma para abraçar a todos os filhos e filhas, sobretudo os mais distantes, os que se afastaram e os mais pobres e vulneráveis. Francisco é o Papa para este momento da Igreja e do mundo.

Portanto, nós, Vida Religiosa Consagrada, renovamos a ele nossa obediência incondicional e suplicamos ao Bom Deus e a Virgem Maria que o fortaleça na fé, na esperança e caridade. Unamo-nos, firmemente, ao Papa Francisco em nossas preces!

Ao Papa, o nosso abraço fraterno de irmãos e irmãs.

Brasília, 15 de janeiro de 2020

Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, mad

Presidente da CRB Nacional

Fonte: CRB

------------------------------------------------------------.

Francisco: embora perseguida e acorrentada, a Igreja nunca se cansa de acolher

Roma, última etapa missionária de São Paulo, foi o centro da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira. Que o Espírito "nos torne, como São Paulo, capazes de impregnar nossas casas com o Evangelho e torná-las cenáculos de fraternidade", disse o Pontífice.

O Papa Francisco encerrou o ciclo de catequeses sobre o livro dos Atos dos Apóstolos, na Audiência Geral desta quarta-feira (15/01), com a última etapa missionária de São Paulo: Roma.

A audiência, realizada na Sala Paulo VI, teve como tema «Paulo recebia a todos os que o procuravam, pregando o Reino de Deus. Com toda a coragem e sem obstáculos». A prisão de Paulo em Roma e a fecundidade do anúncio.

“A viagem de Paulo, que foi a mesma do Evangelho, é a prova de que as rotas dos homens, se vividas na fé, podem se tornar um espaço de trânsito para a salvação de Deus, através da Palavra de fé que é um fermento ativo na história, capaz de transformar situações e abrir caminhos sempre novos.”

Dinamismo da Palavra de Deus

“Com a chegada de Paulo ao coração do Império, conclui-se a narração dos Atos dos Apóstolos, que não termina com o martírio de Paulo, mas com a abundante semeadura da Palavra. O final da história de Lucas, centrada na viagem do Evangelho no mundo, contém e resume todo o dinamismo da Palavra de Deus, Palavra irrefreável que deseja correr para comunicar a salvação a todos”.

Em Roma, Paulo encontra antes de tudo seus irmãos em Cristo, que o recebem e lhe dão coragem. Esta hospitalidade calorosa mostra quão aguardada e desejada era a sua chegada.

Apesar de sua condição de prisioneiro, Paulo encontra os notáveis judeus para explicar por que ele foi obrigado a apelar para César e conversar com eles sobre o Reino de Deus. Ele tenta convencê-los sobre Jesus, partindo das Escrituras e mostrando a continuidade entre a novidade de Cristo e a «esperança de Israel». Paulo se reconhece profundamente judeu e vê no Evangelho que prega, ou seja, no anúncio de Cristo que morreu e ressuscitou, o cumprimento das promessas feitas ao povo escolhido.

Depois desse primeiro encontro informal, que encontra os judeus bem dispostos, segue-se um encontro mais oficial, durante o qual, por um dia inteiro, Paulo anuncia o Reino de Deus e tenta abrir seus interlocutores à fé em Jesus, a partir da «lei de Moisés e dos Profetas». Como nem todos estão convencidos, ele denuncia o endurecimento do coração do povo de Deus, causa de sua condenação, e celebra com paixão a salvação das nações que se mostram sensíveis a Deus e são capazes de ouvir a Palavra do Evangelho da vida.  

A Palavra de Deus não está acorrentada

Segundo Francisco, neste ponto da narração, Lucas conclui sua obra mostrando-nos não a morte de Paulo, mas o dinamismo de sua pregação,  de uma Palavra que «não está acorrentada». Paulo não tem liberdade para se mover, mas é livre de falar porque a Palavra não está acorrentada, mas é uma Palavra pronta para ser semeada pelo Apóstolo.

Paulo faz isso «com toda coragem e sem obstáculos, numa casa onde acolhe aqueles que desejam receber o anúncio do Reino de Deus e conhecer a Cristo.

“Esta casa aberta a todos os corações em busca é uma imagem da Igreja que, embora perseguida, incompreendida e acorrentada, nunca se cansa de acolher todos os homens e mulheres com o coração maternal para lhes anunciar o amor do Pai que se tornou visível em Jesus.”

O Papa concluiu sua catequese, desejando que no final desse itinerário, "seguindo a corrida do Evangelho no mundo, o Espírito anime em cada um de nós o chamado para sermos evangelizadores corajosos e alegres. Que Ele nos torne, "como São Paulo, capazes de impregnar nossas casas com o Evangelho e torná-las cenáculos de fraternidade, onde podemos acolher o Cristo vivo, que vem ao nosso encontro em todas as pessoas e em todos os tempos”.

No final da Audiência Geral, o Papa Francisco saudou os peregrinos brasileiros da Paróquia de Nossa Senhora da Salete, de São Paulo, os peregrinos salesianos de São Paulo, o grupo Gen 3 do Movimento dos Focolares e todos os presentes de língua portuguesa.

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------------------.

"Um abraço de pai": seminarista brasileiro saúda o Papa

Bruno Grooss da Silva viveu um momento especial na Audiência Geral: ganhou um abraço de Francisco no dia do seu aniversário.

Que tal um abraço do Papa Francisco no dia do seu aniversário? Nada mau...

Este foi o presente do seminarista Bruno Grooss da Silva, da Arquidiocese de Santa Maria (RS), que neste dia 15 de janeiro está completando 23 anos de idade.

Bruno era um dos milhares de fiéis na Sala Paulo VI para a Audiência Geral. Ao visitar a Rádio Vaticano/Vatican News ao final do evento, o gaúcho revelou o que disse ao Pontífice.

"Quando o Santo Padre passou pelo corredor central, eu disse: 'Santo Padre, hoje é meu aniversário'. Ele olhou, parou e voltou. Perguntou-me de onde eu era e qual a idade que estava completando. Eu o cumprimentei, me apresentei e disse: 'Santo Padre, meu presente é dar-te um abraço. Posso?' E ele respondeu: 'Claro, meu filho'. Foi um momento de profunda graça poder saudar o Santo Padre, não poderia haver presente melhor. Um abraço de pai."

Fonte Vatican News

-----------------------------------------------.

Na Secretaria de Estado uma subsecretária mulher: Francesca Di Giovanni

O Papa nomeou uma mulher, Francesca Di Giovanni, para o cargo de subsecretária da Seção para as Relações com os Estados, será responsável pelo setor multilateral

O Papa Francisco nomeou Francesca Di Giovanni, oficial da Secretaria de Estado, como nova Subsecretária da Seção para as Relações com os Estados, responsabilizando-a pelo Setor Multilateral. Francesca Di Giovanni, trabalha há quase 27 anos na Secretaria de Estado, nasceu em Palermo em 1953 e é formada em Direito. Trabalhou no âmbito do setor jurídico-administrativo junto ao Centro Internacional da Obra de Maria (Movimento dos Focolares). Desde setembro de 1993 trabalha como oficial na Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado da Santa Sé. Trabalhou sempre no setor Multilateral, principalmente no que se refere aos temas ligados a migrantes, refugiados, direito internacional humanitário, as comunicações, direito internacional privado, situação da mulher, a propriedade intelectual e o turismo. A partir de hoje a Seção para as Relações com os Estados contará com dois subsecretários: Francesca Di Giovanni e Monsenhor Mirosław Wachowski, responsável principalmente pelo setor da diplomacia bilateral.

Foi uma surpresa sua nomeação a subsecretária?

Francesca Di Giovanni: Sim, absolutamente! Há muitos anos pensamos na necessidade de um subsecretário para o setor multilateral: um setor delicado e importante que necessita de uma particular atenção, porque tem modalidades próprias, em parte diferentes do âmbito bilateral. Mas pensar que o Santo Padre confiasse este cargo a mim, sinceramente jamais pensei. É um cargo novo e farei de tudo para corresponder a confiança que me foi dada pelo Santo Padre, mas espero não fazê-lo sozinha: gostaria de contar como sempre com a sintonia que até agora caracterizou o nosso grupo de trabalho.

Pode explicar o que é o “setor multilateral”?

Di Giovanni: Em palavras pobres pode-se dizer que se trata das relações com as organizações inter-governamentais em nível internacional e compreende também a rede dos tratados multilaterais, que são importantes porque estabelecem a vontade política dos Estados com relação aos temas ligados ao bem comum internacional: pensemos ao desenvolvimento, ao ambiente, à proteção das vítimas de conflitos, à condição da mulher e assim por diante.

No que consiste o seu trabalho?

Di Giovanni: Continuarei a fazer o meu trabalho anterior dentro da Seção para as Relações com Estados, e agora com este novo cargo, terei a tarefa de coordenar o trabalho deste setor.

A senhora é a primeira mulher a receber um cargo deste nível na Secretaria de Estado…

Di Giovanni: Sim, é verdade, é a primeira vez que uma mulher tem um cargo de direção na Secretaria de Estado. O Santo Padre tomou uma decisão inovadora, certamente, além da minha pessoa, representa um sinal de atenção para com as mulheres. Mas a responsabilidade é mais ligada ao trabalho do que pelo fato de ser mulher.

Na sua opinião, qual é a contribuição específica que uma mulher pode dar neste campo?

Di Giovanni: Recordo-me das palavras do Santo Padre na homilia de 1º de janeiro passado, na qual, segundo a minha opinião, faz um hino ao papel da mulher, dizendo também que “A mulher é doadora e mediadora de paz e deve ser associada plenamente aos processos decisórios. Com efeito, quando é dada às mulheres a possibilidade de transmitir os seus dons, o mundo encontra-se mais unido e mais em paz”. Gostaria de contribuir para que esta visão do Santo Padre possa se realizar, com as outras colegas que trabalham neste setor na Secretaria de Estado, mas também com outras mulheres – e são muitas – que trabalham para construir a fraternidade na dimensão internacional. É importante sublinhar a atenção do Papa para com o setor multilateral, que hoje é colocado em discussão por alguns, mas que tem uma função fundamental na comunidade internacional. Uma mulher pode ter determinadas atitudes para encontrar pontos comuns, cuidar das relações centralizando tudo sempre na unidade. Espero que o fato de ser mulher possa se refletir positivamente nesta tarefa mesmo se são dons que certamente encontro também nos meus colegas de trabalho homens.

No seu recente discurso ao Corpo Diplomático o Papa falou do sistema multilateral, pedindo que seja reformado.

Di Giovanni: A Santa Sé tem também a missão, na Comunidade internacional, de cuidar para que a interdependência entre os homens e as nações se desenvolvam em uma dimensão moral e ética, além das outras dimensões e vários aspectos que as relações adquirem no mundo atual. Devemos sempre, incansavelmente, favorecer o diálogo em todos os níveis, sempre na busca de soluções diplomáticas. Por exemplo, o Papa no seu recente discurso ao Corpo Diplomático recordou, entre outras coisas, dos vários resultados positivos das Nações Unidas, que neste ano celebram 75 anos da sua fundação. Queremos continuar ver as Nações Unidas como um meio necessário para conseguir o bem comum, mesmo se este não nos exime de pedir modificações ou reformas onde sejam necessárias. 

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------------------.

Cardeal Filoni despede-se de Propaganda Fide: hoje é o tempo da missão 'inter gentes'

O cardeal Fernando Filoni havia sido nomeado prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos em 10 de maio de 2011, sucedendo ao cardeal Ivan Dias, que havia renunciado por limite de idade. Em 26 de junho de 2018, o próprio Papa Francisco, derrogando aos cânones 350 §§ 1-2 e 352 §§ 2-3 do Código de Direito Canônico, elevou-o à ordem dos cardeais bispos, com efeitos a partir de 28 de junho.

"Atualmente, em todo o mundo, há necessidade de uma renovada proclamação do Evangelho, não somente nos tradicionais 'territórios missionários', mas também nos continentes de antiga evangelização. Da missão ad gentes, hoje é o tempo da missão inter gentes. Todo batizado é um missionário. E se no passado o anúncio do Evangelho era uma atribuição somente de sacerdotes e religiosos, hoje notamos uma participação extraordinária dos leigos, quer individualmente, quer como membros de movimentos e grupos eclesiais: entre eles - novidade despertada pelo Espírito Santo – há também casais de cônjuges e famílias com filhos que participam fervorosamente da obra de evangelização: este é um grande motivo de esperança”.

Foi o que afirmou à Agência Fides o cardeal Fernando Filoni, que neste 15 de janeiro conclui seu mandato à frente do Dicastério de "Propaganda Fide", do qual permanece como "Prefeito Emérito", para iniciar seu serviço como Grão-Mestre da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém.

O cardeal, em sua despedida, quis recordar "a grande responsabilidade da Congregação em relação a mais de 1.200 circunscrições eclesiásticas na África, Ásia, Oceania, América", explicando que, precisamente para "entrar em contato com as jovens Igrejas", em quase nove anos à frente do Dicastério missionário, realizou cerca de 50 viagens, ocasião propícia para encontrar e escutar as Igrejas locais, a fim de "mostrar a elas a atividade da Congregação e, ao mesmo tempo, entender suas exigências". Essa escuta foi funcional na obra principal de "Propaganda Fide", a de nomear bispos e vigários apostólicos nas dioceses dos territórios sob sua jurisdição, para "intuir que tipo de pastor cada comunidade espera".

O prefeito emérito voltou a enfatizar o precioso trabalho de formação realizado pela Congregação para a Evangelização dos Povos que, graças ao apoio das Pontifícias Obras Missionárias, distribuiu anualmente mais de 600 bolsas de estudos a seminaristas, sacerdotes e religiosas das jovens Igrejas, e cuida do apoio à atualização para os novos bispos, os reitores e os professores dos seminários dos territórios de missão, organizando cursos pertinentes em Roma.

Diante da queda das ofertas coletadas por ocasião do Dia Mundial das Missões, que permitem às Pontifícias Obras Missionárias apoiar milhares de projetos em todo o mundo, o cardeal Filoni lançou um apelo: "Se cada batizado doasse o equivalente a apenas um dólar por ano para as missões, se poderia responder às expectativas e às necessidades de vastas populações pobres".

Na conclusão do mandato do cardeal, o arcebispo Giampietro Dal Toso, secretário-adjunto da Congregação para a Evangelização dos Povos e presidente das Pontifícias Obras Missionárias, saudou-o com as seguintes palavras: "Em seu trabalho, o senhor nos deu segurança. O trabalho do Prefeito de Propaganda Fide não é de modo algum fácil, em particular é confiada a esta Congregação uma missão muito delicada, a de proporcionar sucessão apostólica. Nesta tarefa, nos sentimos confiantes de sua experiência, de seu discernimento, fruto de uma escuta atenta, de sua sabedoria, que guiou suas escolhas, também em situações extremamente complicadas. Esta guia segura tem seu peculiar fundamento em uma atitude de vida que não posso ignorar: sua abnegação, isto é, dizer "não" a si mesmo para servir mais livremente a Igreja".

Dom Dal Toso, com uma tradicional felicitação do sul do Tirol: "Vergelt's Gott", isto é, "Que Deus o recompense", acrescentou: "Deus o retribua em consolação, bênção, companhia, todo o bem que fez e quis para as missões deste seu ofício".

Fonte: Vatican News

-----------------------------------------.

JMJ 2022: Exortação “Christus Vivit” inspira jovens ao encontro de Cristo

Rumo às JMJ 2022 em Portugal recordamos a Exortação Apostólica de Francisco e três verdades inspiradoras: Deus ama-te, Cristo salva-te e Cristo vive.

As Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) de 2022 vão começar oficialmente o seu tempo de preparação no próximo mês de abril. Os jovens portugueses vão peregrinar a Roma de 3 a 6 de abril para receberem os símbolos das JMJ: a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora “Salus Populi Romani”. Encontrarão o Papa Francisco no Domingo de Ramos, 5 de abril.

Precisamente, na Páscoa de 2019 na sua Mensagem e Benção Urbi et Orbi, o Papa Francisco recordou as palavras iniciais da sua Exortação Apostólica dedicada aos jovens. Um texto que é uma verdadeira inspiração para os jovens caminharem ao encontro de Jesus: “Christus Vivit”, “Cristo Vive”.

“Cristo Vive: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem e a cada cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo! Ele está em ti, está contigo e jamais te deixa. Por mais que te possas afastar, junto de ti está o Ressuscitado, que te chama e espera por ti para recomeçar. Quando te sentires envelhecido pela tristeza, os rancores, os medos, as dúvidas ou os fracassos, Jesus estará a teu lado para te devolver a força e a esperança.” (Christus vivit, 1-2).

O capítulo IV da Exortação Apostólica “Christus Vivit” apresenta Cristo, o grande anúncio para todos os jovens. No seu texto o Papa Francisco afirma três verdades “que todos nós precisamos de escutar sempre de novo”. Diz o Papa: Deus ama-te, Cristo salva-te e Cristo vive.

Um Deus que é amor 

A primeira verdade apresentada pelo Santo Padre é que Deus nos ama, pois Deus é amor. “Em toda e qualquer circunstância, és infinitamente amado” – escreve Francisco.

Mesmo que a experiência de paternidade de um jovem não tenha sido a melhor, uma coisa é certa para o Papa: “… podes lançar-te, com segurança, nos braços do teu Pai divino, do Deus que te deu a vida e continua a dá-la a cada momento”.

Francisco recorda várias passagens bíblicas com expressões do amor de Deus:

«Segurava-os com laços humanos, com laços de amor, fui para eles como os que levantam uma criancinha contra o seu rosto» (Os 11, 4).

«Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria» (Is 49, 15).

«Ainda que os montes sejam abalados e tremam as colinas, o meu amor por ti nunca mais será abalado, e a minha aliança de paz nunca mais vacilará» (Is 54, 10).

«Amei-te com um amor eterno. Por isso, dilatei a misericórdia para contigo» (Jr 31, 3).

Para Deus “és realmente valioso” – escreve o Papa dirigindo-se a cada jovem e pede: “Procura ficar um momento em silêncio, deixando-te amar por Ele”.

Deus tem um amor que não “esmaga”, não “marginaliza”, “nem silencia”. “Não humilha”, “nem subjuga” – escreve o Papa sublinhando que o amor de Deus é “feito de liberdade e para a liberdade”, um amor que é “mais de levantamentos que de quedas, mais de reconciliação que de proibições, mais de dar nova oportunidade que de condenar, mais de futuro que de passado”.

Cristo salva-te 

A segunda verdade apresentada pelo Papa é que “Cristo entregou-Se até ao fim para te salvar” – diz Francisco dirigindo-se pessoalmente a cada jovem.

Com os seus “braços abertos na cruz” Jesus leva “até ao extremo o seu amor” por cada um de nós. “São Paulo dizia viver confiado naquele amor que, por ele, se deu totalmente: «A vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gal 2, 20).”

Jesus abraça-nos para nos salvar “do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento”. “Nunca esqueças que «Ele perdoa setenta vezes sete” – recorda o Papa sublinhando que Jesus nos permite “levantar a cabeça e recomeçar”.

“Abraçou o filho pródigo, abraçou Pedro depois de O ter negado e abraça-nos sempre” – escreve Francisco propondo caminho a cada jovem: “Fixa os braços abertos de Cristo crucificado, deixa-te salvar sempre de novo. E quando te aproximares para confessar os teus pecados, crê firmemente na sua misericórdia que te liberta de toda a culpa. Contempla o seu sangue derramado pelo grande amor que te tem e deixa-te purificar por ele. Assim, poderás renascer sempre de novo” – declara o Santo Padre.

Ele vive! 

Existe ainda uma terceira verdade, segundo o Papa: “Ele vive!” Cristo vive. “É preciso recordá-lo com frequência, porque corremos o risco de tomar Jesus Cristo apenas como um bom exemplo do passado, como uma recordação, como Alguém que nos salvou há dois mil anos” – escreve o Santo Padre.

“Se Ele vive, isso é uma garantia de que o bem pode triunfar na nossa vida e de que as nossas fadigas servirão para qualquer coisa. Então podemos deixar de nos lamentar e podemos olhar em frente, porque com Ele é possível sempre olhar em frente. Esta é a certeza que temos: Jesus é o vivente eterno; agarrados a Ele, viveremos e atravessaremos, ilesos, todas as formas de morte e violência que se escondem no caminho” – afirma Francisco.

O Papa exorta os jovens a viverem em intimidade com Jesus e declara que se cada um começar “a conversar com Cristo vivo sobre as coisas concretas” da vida, “esta será a grande experiência, será a experiência fundamental que sustentará” a vida cristã de cada pessoa.

O Espírito dá vida 

No capítulo IV da Exortação “Cristo Vive”, o Papa pede aos jovens que invoquem o Espírito Santo todos os dias “para que renove” a “experiência do “grande anúncio”. Francisco afirma que o amor não se encontra “usando” ou “possuindo os outros”, mas encontra-se permanecendo no amor de Deus deixando-se “guiar pelo Espírito Santo”. “Deixa-te enamorar por Ele” – diz o Papa – e “tudo será diferente”.

As próximas Jornadas Mundiais da Juventude vão decorrer em Portugal, no verão de 2022, e têm por tema “Maria levantou-se e partiu apressadamente”. Agora em fevereiro serão anunciados o logo e o hino do evento.

As JMJ estão a começar a ganhar ritmo e os jovens portugueses iniciam em Roma, em abril, no Domingo de Ramos, com o Papa, um caminho de preparação para acolherem em Portugal jovens de todo o mundo em 2022.

Laudetur Iesus Christus

Fonte: Vatican News

------------------------------------------------.

Nigéria: forte apelo contra a violência anticristã

O sacerdote nigeriano pe. Joseph Bature Fidelis manifesta pesar e preocupação pelos cristãos na Nigéria e pelos quatro seminaristas de Kaduna sequestrados no último dia 8.

 “Nós, cristãos na Nigéria, somos realmente perseguidos. Todos os dias nossos irmãos são mortos nas ruas.”

É o que afirma num vídeo comovente, enviado de Maiduguri, no norte da Nigéria, para a fundação pontifícia “Ajuda à Igreja que Sofre”, o sacerdote nigeriano pe. Joseph Bature Fidelis.

Nele o sacerdote manifesta sua dor e preocupação pelos cristãos de seu país e pelos quatro seminaristas do Seminário Maior “Bom Pastor” de Kaduna sequestrados, no último dia 8, por pessoas ainda não identificadas. Os seminaristas são Pius Kanwai (19 anos), Peter Umenukor (23 anos), Stephen Amos (23 anos) e Michael Nnadi (18 anos).

Execução brutal de dez cristãos

A violência teve início, em 26 de dezembro passado, com a divulgação de um vídeo com a execução brutal de dez cristãos, reivindicada pelo Estado Islâmico da Província da África Ocidental.

 “Desde então a situação se deteriorou”, denuncia pe. Joseph, fazendo um forte apelo. “Peço ao governo da Itália, país onde estudei, e a todos os governos europeus para que pressionem o nosso governo a fazer algo para nos defender.”

Falta de segurança

Os cristãos lamentaram várias vezes a falta de ação do governo liderado por Muhammadu Buhari, incapaz de garantir segurança, prevenir a violência contínua e massacres anticristãos.

Segundo pe. Fidelis, são necessários o apoio e a ação dos governos europeus. “Caso contrário, corremos o risco de extermínio. O nosso povo sofre muito. Por favor, ajude-nos. Não fiquem calados diante deste imenso extermínio que está ocorrendo em silêncio”, afirma o sacerdote nigeriano.

Oração pelos quatro seminaristas sequestrados

Ouvindo o apelo do pe. Joseph e pensando nos quatro seminaristas sequestrados, a fundação pontifícia “Ajuda à Igreja que Sofre” deseja, junto com a oração, apoiar concretamente os seminários do país.

A ajuda será enviada sobretudo ao Seminário de Maiduguri, diocese do pe. Joseph, que conta 53 seminaristas e que, segundo informações do sacerdote, encontra-se numa área em que se arrisca a vida somente pelo fato de ser cristão.

Fonte: Vatican News

--------------------------------------------------.

Peregrinação episcopal na Terra Santa: justiça, respeito e igualdade

Bispos delegados das Conferências episcopais européias e da América do Norte, com representantes do Ccee e da Comece realizam, de 11 a 16 de janeiro, a peregrinação de solidariedade na Terra Santa, em andamento entre Gaza, Ramallah e Jerusalém. "A Igreja continuará sem cessar invocando justiça, respeito e igualdade para quem vive na mesma terra", diz dom Timothy Broglio

 “Estamos aqui para testemunhar-vos a universalidade da Igreja e a nossa atenção e solicitude por vós. O Senhor nos ensina a não ser indiferentes diante da vida dos nossos irmãos e do nosso próximo.”

Assim se expressou o ordinário militar para os EUA, dom Timothy Broglio, ao saudar no domingo (12/01) a comunidade católica de Gaza durante a missa celebrada na paróquia latina da Sagrada Família, a única da Faixa de Gaza. Tratou-se do primeiro encontro da peregrinação de solidariedade – de 11 a 16 de janeiro – dos bispos da Coordenação da Terra Santa em andamento entre Gaza, Ramallah e Jerusalém Leste.

Bispos da União Europeia e da América do Norte

O grupo dos bispos delegados das Conferências episcopais europeias, da América do Norte, com representantes do Conselho das Conferências Episcopais Europeias (Ccee) e da Comissão dos Episcopados da União Europeia (Comece), foi acolhido no vale de Erez, no confim com Israel, pelo pároco da Faixa, Pe. Gabriel Romanelli.

Na Igreja, o encontro com a comunidade e a missa. Comentando a passagem do Evangelho do Batismo de Jesus, dom Broglio recordou que “a vida, a harmonia e a plenitude dos cristãos rejeitam sempre posições unilaterais, que só fazem fechar-nos em nós mesmo”.

Humildade e coragem nas provações e nos sofrimentos

“Por vezes devemos sacrificar parte da nossa liberdade para dar bom exemplo de retidão. É preciso humildade e coragem nas provações e nos sofrimentos. É difícil sobretudo para vós em vossa realidade. Mas o Batismo de Jesus nos impele nesse caminho. Para derrotar o mal devemos viver em comunhão com Cristo”, disse ainda.

“A Igreja continuará sem cessar invocando justiça, respeito e igualdade para quem vive na mesma terra.”

Após a missa a delegação dos bispos da Coordenação da Terra Santa visitou as crianças necessitadas de cuidados especiais da casa de acolhimento Casa da paz (Home of Peace) administrada pelas irmãs de Madre Teresa de Calcutá – que abriram recentemente outra ala para acolher adultos e anciãos enfermos e sozinhos – e almoçaram com os paroquianos.

Agradecimento do pároco aos bispos pelo apoio recebido

As atividades do dia concluíram-se com uma visita ao ambulatório da Caritas Jerusalém e com alguns jovens beneficiários de um projeto de criação de empregos (job creation). Saudando a delegação, o pároco, Pe. Romanelli, agradeceu aos bispos pelo apoio recebido.

“De nossa parte, procuramos reforçar a nossa comunidade com uma série de atividades pastorais que vão do oratório ao estudo da teologia, da busca de preparar nossos jovens para o trabalho até a formação e preparação dos casais e das famílias.”

Enfrentar o lento êxodo dos cristãos de Gaza

“É difícil – afirmou –, é preciso enfrentar o lento êxodo dos cristãos de Gaza. Quinze anos atrás eram 3.500, hoje são pouco menos de 1.000. Sem ajuda seremos destinados a acabar como a Líbia e Afeganistão, onde a presença cristã praticamente desapareceu”, enfatizou por fim.

Na segunda-feira, dia 13, a delegação foi a Jerusalém, onde, entre outros, encontrou o administrador apostólico do patriarcado Latino de Jerusalém, dom Pierbattista Pizzaballa, retornando à noite a Ramallah.

“Promover o diálogo e a paz na Terra Santa” é o tema desta peregrinação que tem a finalidade de levar proximidade e solidariedade às comunidades cristãs da Terra Santa. A peregrinação é organizada, por indicação da Santa Sé, pela Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales.

Oração, peregrinação, persuasão e presença

Como tradição consolidada a visita de solidariedade anual dos bispos da Coordenação da Terra Santa se realiza com quatro pistas de trabalho indicadas por “oração, peregrinação, persuasão e presença”.

A oração, junto às comunidades locais, é o elemento de união de cada momento da viagem; a peregrinação é o estilo da visita que prevê muitos encontros com as realidades eclesiais e políticas do lugar. Os bispos têm também a incumbência de promover, em seus respectivos países, as peregrinações para a Terra Santa.

Não privilégios, mas dignidade e justiça para todos

Persuasão: uma vez de retorno à Pátria, os bispos se empenham numa obra de sensibilização voltada a levar ao conhecimento dos próprios governos, diplomatas, embaixadas e mídia, as condições de vida dos cristãos locais, não para pedir privilégios, mas dignidade e justiça. Para eles e para todo e qualquer outro grupo que se encontre vivendo na mesma condição.

Por fim, a presença. Com essa viagem solidária os bispos querem fazer com que as comunidades locais sintam a presença da Igreja universal, a fim de que não se sintam abandonadas.

Fonte: Vaatican News

-------------------------------------------------.

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2020: textos das Igrejas de Malta e Gozo

“Trataram-nos com gentileza”: este versículo dos Atos dos Apóstolos (28,2) é o tema do subsídio da Semana de Oração pela Unidade de Cristãos 2020. O texto foi redigido pelas Igrejas cristãs de Malta e Gozo.

Já está disponível no site do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos os subsídios da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2020. Os textos foram escritos pelas Igrejas cristãs de Malta e Gozo e tem como tema o versículo dos Atos dos Apóstolos “Trataram-nos com gentileza” (28,2). Na introdução do documento pode-se ler: “No dia 10 de fevereiro, em Malta, muitos cristãos celebram a Festa do Naufrágio do Apóstolo Paulo, comemorando e agradecendo pela chegada da fé cristã naquela ilha. O trecho dos Atos dos Apóstolos proclamado para a ocasião da festa é o mesmo escolhido como tema da Semana de Oração deste ano”.

Abraçadas pela providência de Deus

O episódio do naufrágio “repropõe o drama da humanidade diante do terrificante poder dos elementos da natureza”, e a capacidade de Paulo de se elevar “como um farol de paz no tumulto”, porque “ele sabe que a sua vida está nas mãos de Deus”. O subsídio coloca em evidência que no naufrágio “pessoas diversas e em desacordo entre elas, desembarcam juntas sãs e salvas”, “abraçadas pelo amor e pela providência de Deus”.

Segundo o subsídio, a analogia com a atualidade é evidente: “Hoje muitas pessoas enfrentam os mesmos perigos no mesmo mar. Os mesmos lugares citados nas Escrituras caracterizam as histórias dos migrantes de hoje. Em várias partes do mundo, muitas pessoas enfrentam viagens perigosas, por terra e pelo mar, para fugir de desastres naturais, guerras e pobreza. Também para eles, são vidas à mercê de forças imensas e altamente indiferentes, não só naturais, mas também políticas, econômicas e humanas”.

E esta indiferença humana assume várias formas, como daqueles que “vendem às pessoas desesperadas lugares em embarcações não seguras para a navegação; ou que decidem não enviar barcos de salvamento; ou ainda repelem os barcos com migrantes”. Portanto, a narração dos Atos dos Apóstolos “nos interpela como cristãos que juntos enfrentamos a crise ligada às migrações”.

Indiferença e acolhida

“Somos coniventes com as forças indiferentes ou acolhemos com humanidade, tornando-nos assim testemunhas da amorosa providência de Deus para com cada pessoa? É a pergunta colocada, enquanto se reitera que “a hospitalidade é uma virtude altamente necessária na busca da unidade entre cristãos”.

Durante a Semana de Oração, que se celebra todos os anos de 18 a 25 de janeiro (no Brasil é celebrada entre a Ascensão e Pentecostes), serão aprofundados oito temas, um por dia. Reconciliação, luz, esperança, confiança, força, hospitalidade, conversão e generosidade. O subsídio explica também as fases de preparação do material: o grupo que redigiu o texto se reuniu no Seminário Maior do arcebispo em Tal-Virtù por quatro vezes no decorrer do ano. Em setembro, o material preparado foi apresentado à Comissão Internacional formada por representantes do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Ecumênico das Igrejas para a sua aprovação.

O subsídio repercorre também a situação ecumênica das ilhas de Malta e Gozo: “Embora a população atual, de cerca de 430 mil habitantes, seja na maioria católica, há um significativo número de cristãos de outras tradições. Portanto o ecumenismo não constitui uma experiência nova para a população. A posição de Malta, encruzilhada de civilizações, religiões, comércios e migrações, fez com que seus habitantes sejam particularmente hospitaleiros”.

Preparação dos subsídios

A ampla variedade das Igrejas cristãs torna verdadeiramente vivo o cenário ecumênico maltês”, prossegue o texto. Os primeiros encontros ecumênicos em Malta aconteceram nos anos 1960, “quando um grupo de presbíteros católicos começou a se encontrar regularmente com um grupo de capelães das forças militares britânicas deslocadas em Malta para discutir questões de interesse comum e rezar juntos”. E foi justamente em Malta que se realizaram os primeiros encontros do diálogo oficial católico-anglicano e católico-luterano.

Hoje o Conselho Ecumênico de Malta, fundado em 1995 pelo jesuíta Maurice Eminyan, inclui representantes de várias Igrejas que se encontram a cada dois meses para discutir questões ecumênicas e organizar encontros de diálogo e de oração. As relações são caracterizadas pelo “profundo respeito e autêntica colaboração”. Por exemplo, “a ajuda da Igreja Católica foi preciosa para encontrar lugares apropriados para as várias Igrejas ortodoxas, enquanto que a Igreja Católica em Gozo abriu suas portas para oferecer lugares de culto aos anglicanos e aos outros cristãos de tradição reformada”. Além dos momentos de oração juntos, outras iniciativas ecumênicas são: um projeto comum de diaconia; a atividade de solidariedade com os idosos e doentes; a organização do Dia de Oração para a Criação que se celebra em 1º de setembro.

 “A colaboração ecumênica em vários setores foi um válido instrumento para promover a causa da unidade dos cristãos em Malta – conclui o subsídio – o clima ecumênico que se respira é muito positivo, e Malta pode representar um microcosmo de diálogo ecumênico relevante também em nível internacional”.

Fonte: Vatican News

-------------------------------------------------.

Jubileu da Igreja na Costa do Marfim: 125 anos de evangelização

No Jubileu da Igreja na Costa do Marfim, o jubileu da Sociedade para as Missões Africanas. Entre seus evangelizadores, um místico dos nossos tempos, Pe. Paul Pageaud: “o missionário foi uma bênção para o país, em geral, e para a Igreja na Costa do Marfim, em particular. Para as novas gerações de missionários, ele permanece sendo um modelo a ser seguido”, observa o teólogo padre Zagore

A Igreja católica na Costa do Marfim festejou 125 anos de evangelização: os padres da Sociedade para as Missões Africanas (SMA) foram os pioneiros da obra missionária no país do oeste da África.

Pe. Pageaud, figura emblemática de evangelizador no país

Entre as figuras emblemáticas dos padres da Sociedade para as Missões Africanas que marcaram a história da evangelização no país encontra-se Pe. Paul Pageaud, originário da França.

No último dia 5 de janeiro, Pe. Pageaud celebrou 60 anos de sacerdócio, 40 dos quais transcorridos como missionário na Costa do Marfim a serviço da evangelização deste país. Engajado no campo pastoral, criou mais de 60 comunidades cristãs e formou mais de 120 catequistas.

Santuário mariano de Nossa Senhora da Libertação

Comprometido com a formação dos seminaristas com o objetivo principal de formar o clero local, construiu o seminário propedêutico que deu até hoje 350-400 sacerdotes à Igreja na Costa do Marfim.

Um dos projetos promovidos pelo missionário, que marcou a vida da Igreja na nação africana, foi a construção do Santuário mariano de Nossa Senhora da Libertação: uma obra de caráter e de estatura altamente espiritual que acolhe todos os anos de 50 a 60 mil peregrinos.

Um místico dos nossos tempos

“Considerado um dos místicos dos nossos tempos, Pe. Pageaud conciliou contemplação e ação no campo da evangelização”, escreve à agência missionária Fides seu confrade marfinense, Pe. Donald Zagore.

Hoje aposentado na França, “o missionário foi uma bênção para o país, em geral, e para a Igreja na Costa do Marfim, em particular. Para as novas gerações de missionários, ele permanece sendo um modelo a ser seguido”, observa ainda o teólogo da Sociedade para as Missões Africanas, Pe. Zagore.

Fonte: Vatican News

----------------------------------------------------.

EUA: encontro da Pastoral Social sobre vida e dignidade humana começa no dia 25

Entre os temas agendados para a reunião em Washington estão a migração, a pena de morte, o tráfico de seres humanos, a saúde materna e infantil, a violência e a pobreza. Uma parte dos trabalhos será dedicada ao Programa Nacional contra a Pobreza e a Justiça Social da Conferência Episcopal.

No final de janeiro, Washington vai sediar um encontro anual da Pastoral Social Católica dos Estados Unidos com o tema “Levar testemunho: vida e justiça para todos”. São esperados mais de 500 inscritos provenientes de todo o país. Segundo os bispos americanos, o convênio tem o objetivo de ajudar os encarregados do setor “a promover a justiça de Deus, enquanto trabalham dentro das próprias comunidades e em todo o mundo”.

O encontro deverá aprofundar a chamada da Igreja católica à unidade e a um estilo de vida ético, coerente com os ensinamentos evangélicos sobre questões relacionadas à vida e à dignidade humana em todos os sentidos. Os temas em análise incluem a pena de morte, o tráfico de seres humanos, a saúde materna e infantil, a migração, a violência e a pobreza.

Testemunhos sobre a paz

No primeiro dia de convênio, em 25 de janeiro, o arcebispo de Chicago, cardeal Blase J. Cupich, vai tratar do tema com o título “A nossa chamada à santidade: vida e justiça para todos”. Ainda estão previstos testemunhos como aquele da mãe de um detento, injustamente condenado à morte, e também de Gerard Powers, coordenador da Rede Católica de Construção de Paz (CPN – Catholic Peacebulding Network), que reúne várias Conferências Episcopais, universidades, agências de desenvolvimento e organizações pela paz. Em especial, a Rede Católica trabalha para a construção da paz em países como a Colômbia, as Filipinas e também na África Central e Oriental, enfrentando também questões sociais ligadas aos processos de extração do minério e desarmamento nuclear.

Temas sobre a pobreza e justiça social

Uma parte dos trabalhos também será dedicada à Campanha Católica para o Desenvolvimento Humano, ou seja, ao programa nacional contra a pobreza e à justiça social da Conferência Episcopal local. Iniciada em 1969, depois da publicação da Encíclica de São Paulo VI, “Popolorum Progressio”, a campanha procura enfrentar as causas profundas da pobreza na América, através da promoção da justiça social, da educação e da solidariedade.

A presidente do Conselho de Administração das Irmãs Católicas contra o tráfico de seres humanos dos EUA, Irmã Anne Victory, também deverá fazer uma intervenção no convênio de 4 dias em Washington. O evento é organizado pela Conferência Episcopal local junto a 16 organizadores do setor.

Fonte: Vatican News

-----------------------------------------.

Missões no Xingu: uma experiência que abre o coração

Seminaristas e padre da Arquidiocese do Rio de Janeiro e Diocese de Campos, realizam pelo terceiro ano consecutivo as missões no Xingu.

Pelo terceiro ano consecutivo a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro enviou alguns de seus seminaristas para uma experiência missionária na prelazia do Xingu, que foi dividida em duas regiões: Diocese de Xingu-Altamira e a Prelazia de Alto Xingu-Tucumã. Com está divisão a Diocese de Xingu-Altamira, local onde os missionários estão desempenhando os trabalhos de evangelização, tornou-se sufragânea da Arquidiocese de Santarém.

Neste ano de 2020, a Arquidiocese do Rio de Janeiro enviou sete missionários: Alexsandro Martins, Eduardo Douglas, Felipe Pereira, Glauquer Sávio, Rafael Bento e Telmo Bosco, dentre eles Pe. Nilton Maria, ordenado no 7 de dezembro de 2019 e que vem realizando esta missão desde 2017 na região Amazônica, no Estado do Pará.

Participando pela primeira vez desta missão, junto a Arquidiocese do RJ, a Diocese de Campos enviou também dois seminaristas da teologia, Fabrício Reis e Raphael Ferreira. A missão teve o  inicio com o envio dos missionários em uma missa presidida por Dom Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, na Catedral do Rio.

A missão

Ao desembarcarem no Aeroporto Interestadual de Altamira-PA, os missionários foram recepcionados pelo Pe. Hortêncio, reitor do seminário São João Maria Vianney, situado no município de Brasil Novo, e pelo padre Gilmar, pároco da matriz de Brasil Novo.

No dia seguinte, Pe. Hortêncio proporcionou aos missionários um momento de convivência fraterna antes de iniciarem seus trabalhos, numa localidade do interior, cujo o percurso foi desafiador em virtude das condições da Rodovia Transamazônica. Em seguida, os seminaristas foram divididos em dois grupos: um grupo foi encaminhado para o município de Medicilândia e outro para a município de Senador José Porfírio, mais conhecido como Souzel, com a intenção de realizarem posteriormente um revezamento para que ambos os grupos vivenciem diferentes realidades, como por exemplo, floresta e regiões ribeirinhas.

Grupo de Medicilândia

O grupo enviado para Medicilândia, juntamente com padre Hortêncio, ficou responsável pela paróquia Imaculada Mãe dos Pobres. No primeiro final de semana o grupo de missionários visitou os moradores da agrovila e do zona rural que pertencem à comunidade Cristo Ressuscitado. Na manhã de segunda feira, os missionários se dirigiram à comunidade de São João Batista, distante 80 quilômetros da sede da diocese, visitando as casas e estabelecimentos

Nos dias 8 e 9, respectivamente, quarta e quinta feira, foi a vez da comunidade São Francisco de Assis. Os seminaristas percorreram as propriedades rurais da região visitando as famílias, abençoando os lares e convidando para celebração da Santa Missa. No final de semana, os missionários visitaram a comunidade Sagrada Família, percorrendo as propriedades rurais e a agrovila que se situam à 100 km da cidade de Altamira, sede da Diocese.

No domingo, dia 12 os missionários se dirigiram para a comunidade dedicada a Nossa Senhora Aparecida, na qual houve Santa Missa e almoço comunitário. No fim da tarde do mesmo dia, retornaram à Medicilândia para a celebração da Santa Missa na Igreja Matriz Imaculada Mãe dos Pobres.

Grupo José Porfírio

O grupo de Senador José Porfírio, juntamente com o padre Nilton ficou responsável pela paróquia São Francisco Xavier com suas mais de trinta comunidades.

No primeiro final de semana, foram celebradas as missas dominicais no perímetro urbano da cidade, visitas as casas, assistência ao grupo "Amigos do Terço" e atendimento de confissões. Nos dias posteriores, os missionários visitaram algumas comunidades do interior, celebraram a Eucaristia em capelas e casas de fiéis, bem como atendimento de confissões e administração do Sacramento da unção dos enfermos. Visitaram também regiões ribeirinhas, onde também celebraram os sacramentos e ministraram momentos de espiritualidade e formação.

Fé e aventura

Segundo os missionários, viveram grandes momentos de fé e de aventuras. Foram percursos em estradas que exigiam total atenção na condução, sobretudo durante a noite. Enfrentaram fortes tempestade no Rio Xingu, que segundo os seminaristas mais parecia um mar devido a distância entre uma margem a outra.

Enfim, os missionários testemunham que a experiência tem sido enriquecedora em vários sentidos, sobretudo, no âmbito vocacional.

“Uma experiência que abre o coração para entender que o chamado não se restringe a um determinado espaço geográfico, mas o sim é uma resposta que se dá a igreja inteira, onde quer que o Espírito Santo envie os seminaristas e os padres para se tornarem verdadeiros discípulos missionários de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote.”

Fonte: Vatican News

------------------------------------------.

Iêmen: emergência dengue, teme-se uma epidemia

Mais de 78 crianças, abaixo dos 16 anos, morreram por causa da dengue. Nesse período, as fortes chuvas junto com o conflito em andamento, criam obstáculos ao fornecimento de água potável.

Amedeo Lomonaco/Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

O sistema de saúde do Iêmen, país abalado pela guerra iniciada em 2015 e por uma grave crise humanitária, está entrando em colapso. Após quase 5 anos de guerra civil, as cidades estão destruídas.

Mais de três milhões de pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas. As condições de vida no país são cada vez mais dramáticas. Recebendo os membros do Corpo diplomático credenciados junto à Santa Sé, no último dia 9, o Papa Francisco lembrou que o Iêmen “está vivendo uma das mais graves crises humanitárias da história recente, num clima de indiferença geral da Comunidade internacional”. Pelo menos 18 milhões de pessoas não têm acesso à água potável. Mais de 24 milhões de iemenitas, 80% da população, precisam de assistência humanitária.

Teme-se uma epidemia de dengue

Continuam difundindo-se, no Iêmen, doenças que podem ser prevenidas. Em 2019, foram registrados 860 mil casos de cólera. Por causa dessa doença, pelo menos mil pessoas morreram. Outra chaga acrescenta-se a esse contexto dramático: mais de 78 crianças, abaixo dos 16 anos, morreram por causa da dengue. A notícia foi divulgada pela organização internacional “Save the Children”, sublinhando que “diante de um número tão dramático”, existe o medo de “uma epidemia”. Nesse período, as fortes chuvas junto com o conflito em andamento, criam obstáculos ao fornecimento de água potável.

Situação crítica nos hospitais

As áreas mais afetadas pela dengue são as de Hodeidah e Aden. Mariam Aldogani, diretora de Save the Children, em Hodeidah, relata que “os pais não podem levar seus filhos ao hospital ou comprar remédios”. “Os hospitais estão cheios e alguns pacientes são obrigados a deitar no chão pela falta de camas. É realmente uma situação terrível. Até bebês de oito meses foram afetados pela dengue. Em alguns hospitais, tudo o que você ouve são crianças chorando de dor”.

O que é a dengue

A Dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus. A transmissão é feita pelo mosquito Aedes aegypti que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. Estima-se que 500 mil pessoas afetadas pela dengue, principalmente crianças, são hospitalizadas todos os anos.

Fonte: Vatican News

----------------------------------------------------.

Israel: Irã pode produzir bomba nuclear em menos de um ano

A inteligência militar de Israel acredita que, até o final deste ano, o Irã poderá produzir uma bomba nuclear, mas que ainda não tem mísseis capazes de transportá-la. Reino Unido, França e Alemanha contestam violações do país islâmico em relação ao tratado nuclear de 2015.

O Irã, segundo a inteligência militar de Israel, até o final de 2020 terá os 40Kg de urânio enriquecidos a 90%, necessários para produzir um único dispositivo nuclear. Mas, para realizar os mísseis capazes de transportá-lo, serão ao menos dois anos.

Nesta terça-feira (15), porém, Reino Unido, França e Alemanha anunciaram querer usar do mecanismo de resolução das disputas, previsto no acordo sobre o nuclear iraniano de 2015, para contestar as violações do Irã sobre o tratado. Um passo que, segundo a Rússia, pode levar a uma nova escalada e à dissolução do acordo, sempre mais frágil depois da retirada dos Estados Unidos e do gradual desinteresse do Teerã. Da sua parte, o Irã anunciou “uma resposta apropriada e séria” aos três países europeus.

Sobre decisão dos europeus

Um jornalista italiano, especializados em temas do Oriente Médio, explicou ao Vatican News que, “aquele dos três países europeus, é um fracasso e, a decisão deles, se não acontecer nada nos próximos 60 dias, vai esvaziar de fato o acordo nuclear”. Alberto Negri acrescentou que “a Europa tinha garantido ao Irã um mecanismo para agir às sanções dos EUA, mas, de fato, nunca foi operacional”. O jornalista então evidenciou como a posição dos europeus sobre a questão iraniana ainda permanece frágil, “marginal, como também está acontecendo em mérito à crise líbica”.

Aiatolá Khamenei deve se pronunciar durante oração

Pela primeira vez depois de 8 anos, segundo informações dadas pela TV estatal do Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, deve se pronunciar com um sermão durante a oração islâmica de sexta-feira em Teerã. Khamenei intervém somente em momentos considerados críticos para a república islâmica. Fonte: Vatican News

----------------------------------------------------.

Vítimas do Holocausto são recordadas em Dia da Memória em Paris

O 27 de janeiro de 1945 é lembrado no mundo pelo dia de libertação dos sobreviventes em Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Em Paris, porém, a data de comemoração será antecipada para o dia 22, na sede da Unesco, com conferências acadêmicas e mostras de arte em homenagem às vítimas do Holocausto.

O Dia da Memória, muito comemorado na Europa para conservar a memória sobre a barbárie perpetrada pelos nazistas nos campos de concentração e extermínio, é em 27 de janeiro, dia em que as tropas soviéticas libertaram os sobreviventes em Auschwitz-Birkenau, no ano de 1945. A data oficial em memória às vítimas do Holocausto e contra o racismo e outras formas de intolerância foi estabelecida pela ONU em 2005.

O diretor-geral da Unesco, Audrey Azoulay, vai se reunir a mais de 200 sobreviventes de Auschwitz e do Holocausto junto a dezenas de chefes de Estado e de governo no memorial do campo de concentração, ao sul da Polônia. Neste ano, porém, o aniversário de 75 anos da libertação das vítimas será celebrado pela instituição em 22 de janeiro, na sede da Unesco, em Paris.

Comemoração do Dia da Memória em Paris

Na programação está prevista uma conferência acadêmica sobre como preservar o patrimônio através de uma memória coletiva, com o intuito de explorar os desafios relacionados à proteção e à conservação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, patrimônio mundial da Unesco desde 1979. Além disso, serão apresentados os resultados recentes e percorridos novos caminhos para o estudo da história do local, destacando a importância da pesquisa e dos debates acadêmicos gratuitos. Um outro painel irá propor modos para apoiar o interesse das novas gerações e sensibilizar a opinião pública sobre a relevância em enfrentar as questões contemporâneas.

Mostras de arte em homenagem às vítimas

Além da cerimônia oficial de comemoração pelo Dia da Memória em Paris, a partir do dia 22 e até 30 de janeiro, duas mostras de arte vão homenagear a memória das vítimas do Holocausto. Essas atividades são de responsabilidade coletiva para enfrentar o trauma resíduo, além de promoverem a educação, a documentação e a pesquisa, sete decênios depois do genocídio.

Fonte: Vatican News

----------------------------------------.

Aiku, o ameríndio que deseja se tornar diácono

É a história de uma conversão, mas também a história da evangelização da Guiana Francesa. Aikumale Alemin, de etnia ameríndia Wayana, convertido ao catolicismo, continuou o seu caminho de fé e está se preparando para ser diácono. Uma decisão que não foi fácil em um território isolado, dominado pelos evangélicos

Os rios da Guiana francesa comparam-se às melhores rodovias asfaltadas da França: estradas que unem vilarejos e as comunidades mais longínquas desse território grande quanto a Irlanda. Coberto quase inteiramente pela floresta amazônica, tudo é desproporcionado. O município de Maripasoula, o maior de toda Guiana, supera em superfície muitos outros municípios metropolitanos da França. Mesmo assim a população local é de pouco mais de 12 mil habitantes, espalhados entre vários vilarejos escondidos sob o manto verde da Amazônia.

Depois de duas horas e meia de canoa chega-se a Ipokan Ëutë, conhecida como Freedom City, o vilarejo criado seis anos atrás por Aikumale Alemin, conhecido simplesmente como Aiku. Nascido há 43 anos, pai de quatro filhos, ameríndio Wayana, um dos seis povos indígenas da Guiana, é originário de Antecume Pata, vilarejo fundado em 1961 por um francês de Lyon. Seus pais são cristãos evangélicos. Mas isso não o impediu de acreditar no espírito da floresta e da água, os dois elementos essenciais da região.

Doença e cura depois de ter lido a Bíblia

Cerca de dez anos atrás, Aiku ficou doente e não conseguia se recuperar, tanto física quanto moralmente. “Considerando que para mim tudo era negativo, tudo tinha ficado obscuro, então decidi confiar em algo invisível”, confidencia Aiku. “Pela primeira vez na minha vida abri a Bíblia traduzida em Wayana pelos pastores americanos”. Era a Bíblia de seu pai. Leu-a do início ao fim, por uma semana inteira. “Foi um grande alívio. Encorajei-me no espírito e me recuperei fisicamente, comecei a brincar com meus filhos, comecei a esquecer o que tinha acontecido”. Aiku fica curado.

Uma semana depois, o bispo Emmanuel Lafont de Caiena, por acaso ou pela Providência, foi visitar Antecume Pata. Não era a primeira vez que visitava este lugar perdido na selva. Mas também não é tão comum este tipo de visita, porque os sacerdotes católicos não são bem considerados pelos ribeirinhos. O bispo Lafont recorda: “Fui mandado para lá por alguns amigos comunistas, professores, conhecidos em Paris, que me convidaram para visitá-los pela primeira vez em 2004”. “Apresentaram-se Aiku, que trabalhava no centro de saúde. Encontramo-nos pela primeira vez, conversamos um pouco, mas nada de particular”. Wayana e o bispo Lafont encontraram-se novamente sem abordarem questões religiosas.

Quando o bispo voltou depois da cura, o novo encontro iniciou de modo quase hostil: Dom Lafont foi mordido por um cachorro do ameríndio, episódio que hoje, faz os dois homens sorrirem. Aiku cuidou do sacerdote fidei donum, e convidou-o para comer na sua casa e assim ficou sabendo da função do seu hóspede. “Pedi-lhe que me explicasse alguma coisa da Bíblia”, disse Aiku, e o bispo oferece-lhe a sua que Aku leu e releu.

O longo caminho de conversão

No ano seguinte, Aiku convidou o bispo de Caiena para passar dez dias com a sua família na floresta pluvial. O encontro foi uma ocasião de intercâmbio entre os dois homens. “À noite – recorda Dom Lafont – pedia uma história de Wayana e depois contava uma história da Bíblia. Sua esposa falava no idioma Wayana e Aiku traduzia”. Pouco depois, em 2009, o ameríndio foi convidado pelo “Secours catholique de Guyane” a participar do Fórum Social de Belém, no Pará, como representante dos povos ameríndios. Em 2010 foi chamado pelo bispo, com sua esposa e outros ameríndios, ao Sínodo da Igreja diocesana da Guiana, na época Aiku ainda não tinha sido batizado. O próprio Dom Lafont admite: “Nunca lhe pedi se queria receber o Batismo”.

Enquanto isso, a ideia da conversão abriu caminho no coração de Aiku. “A minha vida mudou”, explica recordando dos dias após a cura de sua doença. Primeiro dirigiu-se aos evangélicos, muito presentes na sua vida, mas eles não o acolheram. Aiku dirigiu-se então à Igreja Católica e pediu o Batismo. Propôs à sua esposa que o acompanhasse no caminho de conversão. Mas ela sentia-se mais próxima dos evangélicos, com os quais participava do coral nos domingos, também sem batismo. Por fim aceitou e uniu-se ao marido.

“Vivemos algo extraordinário”. O bispo Lafont recorda a viagem na floresta em 24 de dezembro de 2012: “Naquela manhã, Aiku e sua esposa casaram-se no civil, e à tarde os batizei e celebrei a Missa do Galo na casa deles, éramos sete ou oito. No dia seguinte, durante a celebração eucarística, Aiku pediu que eu celebrasse o seu casamento religioso”. Sem qualquer dúvida, aquele foi um Natal inesquecível para Aiku, sua família e para seu bispo.

Rumo ao diaconato

Esta conversão não era totalmente óbvia. Dentro da mesma família podem coexistir mais de uma religião. O filho mais velho de Aiku, de 25 anos, é um Adventista, por ter adotado a confissão de sua esposa. Todavia, a passagem de uma fé a outra não é sempre fácil. Aiku prova isso consigo mesmo. “Não fomos bem acolhidos porque era a primeira vez que uma comunidade católica era fundada em uma comunidade ribeirinha. Antes nunca tinham visto”, explica. “Durou um ano e meio. Os Evangélicos e as Testemunhas de Jeová diziam que a Igreja Católica era satânica. Perseguiam os jovens do Colégio de Maripasoula que tinham decidido seguir-me. Seu chefe, um pastor americano presente em Suriname, atravessou o rio para detê-los porque não tinha sentido perseguir os próprios irmãos”.

Mesmo dentro da sua família, por fim, os pais aceitaram esta conversão ao catolicismo. “Agora eles vêm na nossa capela todos os domingos”, diz Aiku, que desde então deixou Antecume Pata e fundou um outro vilarejo onde construiu um lugar de culto aberto a todos. E o seu caminho de fé não se concluiu com o Batismo. Continuou o Catecismo com uma religiosa e sentiu a necessidade de participar das atividades da Igreja. Formou-se para ser  diácono, apoiado pela esposa. Uma experiência que não é simples, considerando a longa viagem, várias horas de canoa e de avião, para chegar a Caiena. Uma aventura única no seu gênero, na Amazônia.

É um novo passo em uma longa estrada: “Tudo aconteceu lentamente, uma coisa de cada vez”, diz o bispo Lafont ao falar sobre a conversão de Aiku. “O Senhor tocou-o de modo especial em um momento de dor e a Palavra de Deus manifestou-se como fonte de cura. Este caso pessoal é representativo também do modo com o qual a Amazônia é evangelizada: com paciência, com encontros, com o testemunho da fé. Pouco a pouco, a Igreja está subindo os rios sem escoamento, integrando-se no coração dos povos da região.

Fonte: Vatican News

--------------------------------------------------------.

Força Aérea de Portugal assinalou dia da padroeira

D. Rui Valério presidiu à celebração em honra de Nossa Senhora do Ar e valorizou o trabalho de «combate aos incêndios» como exemplo da defesa de «valores supremos» que não se «esgotam no ter»

O bispo da Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança presidiu hoje à Missa em honra da padroeira da Força Aérea Portuguesa, Nossa Senhora do Ar, que considera um exemplo da defesa de “valores supremos”.

“Ao pautar a sua ação pela salvaguarda da vida e dignidade de cada mulher e de cada homem e pela defesa da natureza, como tem acontecido nos últimos anos no combate aos incêndios, a Força Aérea, na senda da Sua Padroeira, revela e aponta para os Valores supremos que ultrapassam a mera conceção materialista que se esgota no ter”, disse D. Rui Valério, esta tarde, na igreja da Força Aérea, em São Domingos de Benfica.

Na homilia da Missa enviada à Agência ECCLESIA, o bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança de Portugal disse que a salvação de uma vida “não se circunscreve à garantia de que não se perca nos abismos da morte”, mas implica e comporta também outorgar-lhe um sentido para viver, “o alento e a alegria de estar vivo”.

Para D. Rui Valério, as alturas oferecem uma “visão prospectiva da realidade” e a “sabedoria observar ar a vida a partir do que é realmente detemrinante”:

“O Alto dá-nos a justa medida das coisas”, disse o bispo do Ordinariato Castrense.

“Nestes tempos de relativismo, bem manifesto na chamada cultura gasosa, que a Força Aérea seja um arauto do essencial e do permanente, fazendo prevalecer os valores duradouros que a espuma do tempo não apaga”, salientou.

D. Rui Valério alertou que existe “um forte deficit de confiança” a nível individual mas também na sociedade e observou que “o drama” está no facto que sem confiança “é a própria vida que está em risco”.

“A falta de confiança é a mais trágica paralisia que o ser humano pode protagonizar”, acrescentou, assinalando que a presença da Senhora do Ar na vida destes militares traduz-se na “salvaguarda da confiança” no que são e em tudo aquilo que fazem.

No dia que a Força Aérea Portuguesa celebra a sua padroeira, D. Rui Valério explicou que Nossa Senhora do Ar representa “uma referência de valores” que, para além de revelarem a sua “estatura grandiosa de mulher”, também “se afigura proposta na estruturação do caráter”.

A pedido da Força Aérea Portuguesa, Nossa Senhora do Ar foi proclamada sua padroeira pelo Papa São João XXIII, a 15 de janeiro de 1961: “Nossa Senhora do Ar/ Guiai-nos pelo além fora/ Pra que possamos voltar/ Pra que possamos voltar/ Ò minha Nossa Senhora” (hino).

O Papa convocou um Jubileu Lauretano para todos os que viajam de avião de 8 de dezembro de 2019 a 10 de dezembro de 2020; A abertura da Porta Santa do Jubileu decorreu na solenidade da Imaculada Conceição; Por decisão de Francisco, a Igreja Católica celebrou, pela primeira vez, a memória litúrgica de Nossa Senhora do Loreto, dia 10 dezembro de 2019.

Fonte: Agência Ecclesia

----------------------------------------.

Papa enviará antecipadamente a alguns bispos o texto da exortação apostólica sobre a Amazônia

 Para uma melhor preparação dos bispos e fiéis das diversas dioceses do mundo, o Papa enviará a alguns prelados o texto do seu próximo documento, contendo suas reflexões sobre as propostas do Sínodo da Amazônia, segundo indicou o Cardeal Claudio Hummes, em uma carta que o purpurado terá enviado no dia 13 de janeiro de 2020 a bispos de vários países.

“O Santo Padre está preparando uma nova exortação apostólica que apresenta os novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral surgidos sob a guia do Espírito Santo durante o Sínodo para a Amazônia desde outubro do ano passado”, começa a carta do Cardeal brasileiro, divulgada pelo jornalista italiano Aldo Maria Valli em seu site.

“O rascunho (da exortação) está atualmente em fase de revisão e correção e será traduzida em breve. O Papa Francisco espera poder promulgá-la a fins deste mês ou a inícios de fevereiro”, prossegue a missiva cuja autenticidade foi confirmada pelo grupo ACI.

Fontes confiáveis indicaram a ACI Digital que o rascunho da exortação apostólica será enviado aos bispos antes do final desta semana, mas não a todos os prelados do mundo, senão somente aos que estiveram envolvidos no processo sinodal.

O Cardeal Hummes indica em sua missiva que “a exortação é muito esperada e suscitará grande interesse e distintas respostas”.

Embora não o mencione, o documento final do Sínodo dos Bispos que foi entregue ao Santo Padre contém três propostas controvertidas: a ordenação de homens casados, um ministério para mulheres e a possível criação de um rito amazônico.

A proposta de ordenar homens casados está no parágrafo 111 do documento final, que recebeu 128 votos a favor e 41 em contra, com o qual se converteu no numeral que mais desaprovações recebeu em todo o texto.

Em sua carta, o Cardeal Hummes assinala sobre o rascunho da exortação apostólica que “o Santo Padre quis que os ordinários locais recebessem diretamente o texto antes que seja publicado e que a imprensa comece a comentá-lo”.

“Com a intenção de favorecer uma adequada preparação, nesta primeira carta são oferecidas algumas sugestões”, como por exemplo “ler alguns documentos precedentes relativos ao tema”. “Dentro de 10 dias ou menos, receberá uma segunda carta com outras sugestões mais”, acrescenta Dom Cláudio.

Os textos sugeridos pelo prelado brasileiro são o documento final do Sínodo, publicado em 26 de outubro, o discurso do Papa Francisco aos povos da Amazônia em Puerto Maldonado (Peru) em 19 de janeiro de 2018, o discurso do Papa Francisco ao início dos trabalhos do Sínodo de 7 de outubro de 2019, a relação (discurso) do Cardeal Claudio Hummes ao início do Sínodo nessa mesma data, o discurso do Papa Francisco ao final do Sínodo em 26 de outubro de 2019; e os capítulos 5 e 6 da encíclica Laudato se’ do Santo Padre.

Outra das sugestões do Cardeal é organizar uma conferência de imprensa “ou algum outro evento” para apresentar a exortação “junto a um representante indígena”, “um responsável pastoral perito (ordenado ou religioso, leigo ou leiga), um perito em temas ecológicos e um jovem engajado na pastoral juvenil”.

O Cardeal pede aos bispos “manter esta carta em reserva e compartilhá-la somente com quantos estejam diretamente envolvidos na preparação das dioceses em vistas à publicação da exortação, não com outros bispos ou com a imprensa”.

O Cardeal conclui fazendo votos para que o Senhor “disponha o povo de Deus na Amazônia e em todo mundo a recebê-la (referindo-se à exortação) com fé, esperança, inteligência e eficácia”.

O Sínodo da Amazônia se realizou entre os dias 7 e 27 de outubro no Vaticano sob o lema “Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Participaram 185 bispos provenientes dos países da bacia Amazônica, representantes dos dicastérios vaticanos e de outros lugares do mundo.

Fonte: ACIDigital

-----------------------------------------------------------------.

Ordenado bispo católico mais jovem do mundo

No último domingo, 12 de janeiro, Dom Stepan Sus, 38 anos, foi ordenado bispo na Catedral da Ressurreição de Cristo em Kiev (Ucrânia), sendo o bispo católico mais jovem do mundo.

O Sínodo dos Bispos da Igreja Greco-Católica da Ucrânia escolheu canonicamente Dom Sus para ser o Bispo curial da Arquidiocese Maior de Kiev-Halyč. O Papa Francisco confirmou sua seleção em 15 de novembro de 2019.

O Prelado disse que soube da sua nomeação dois dias depois de correr 10 km na Maratona de Marines, em Washington, DC, com veteranos ucranianos feridos.

“Quando os músculos ainda estavam doendo, descobri que tinha uma nova maratona na vida da Igreja”, disse Dom Sus, depois de sua consagração episcopal, segundo ‘Lviv Portal’.

Após sua ordenação sacerdotal na Arquidiocese de Lviv (Ucrânia) em 2006, Dom Sus serviu como capelão militar. De 2012 a 2019, foi pároco da Igreja da Guarnição dos Santos de São Pedro e São Paulo e serviu como assessor da Arquidiocese de Lviv.

Apesar de sua juventude, Dom Sus foi exposto ao sofrimento humano, pois realizou pelo menos 76 funerais para ucranianos assassinados na região de Donbass desde 2014, em meio a uma guerra com separatistas pró-russos.

Dom Sus disse que, ao aceitar sua posição, pensou nos mártires da Igreja Greco-Católica ucraniana "que se converteram em sacerdotes e bispos em um momento em que não havia liturgias solenes" e terminaram suas vidas exilados em campos de trabalho forçado. Disse que rezou pela intercessão dos mártires para torná-lo digno do ministério de um bispo na Igreja Greco-Católica da ucraniana.

Nascido em Lviv, Dom Sus estudou na Universidade Católica da Ucrânia e no Seminário Maior do Espírito Santo, em Lviv, antes de obter um mestrado em teologia pela Universidade Católica de Lublin (Polônia).

O Arcebispo maior de Kiev-Halyč, Dom Sviatoslav Shevchuk, foi o principal consagrante de Dom Sus.

“As raízes antigas da Igreja de Kiev aqui, nas margens do Dnieper cinza, produzem um novo broto. Fomos assassinados e crucificados muitas vezes, mas nossas raízes estão vivas”, disse Dom Shevchuk em sua homilia na Missa.

Dom Sus assinalou que não sabe o que o futuro trará, mas o colocou nas mãos de Deus, que o chamou para este ministério.

"Não importa o quão assustadora seja a palavra ‘cúria’, sei que com Deus todas as dificuldades podem ser superadas”, assinalou o Prelado.

Publicado originalmente em CNA. Traduzido e adaptador por Nathália Queiroz.

Fonte: ACIDigital

-----------------------------------------------.

Cardeal Pell transferido para uma prisão de segurança máxima

As autoridades australianas decidiram transferir o Cardeal George Pell da prisão de Melbourne, onde ficou preso por mais de um ano, para uma prisão de segurança máxima, depois que um drone sobrevoou a instalação onde estava preso.

De acordo com o jornal ‘Herald Sun’, o Cardeal foi transferido da Melbourne Assessment Prison depois que um drone sobrevoou o presídio, no que seria uma tentativa de registrá-lo trabalhando nos jardins da prisão. O Purpurado está agora em uma prisão de segurança máxima a sudoeste de Melbourne.

O Cardeal estava na Melbourne Assessment Prison em uma cela solitária desde dezembro de 2018, acusado de abuso sexual. Agora, está na HM Prison Barwon, uma prisão de segurança máxima, onde estão vários chefes da máfia.

Na véspera de Natal, um grupo de fiéis locais se reuniu do lado de fora da prisão de Melbourne para cantar músicas de Natal para ele.

O Cardeal Pell, que serviu como Arcebispo de Melbourne e depois Arcebispo de Sydney, foi nomeado pelo Papa Francisco em 2014 para presidir a Prefeitura de Economia do Vaticano.

Em 2013, abriu-se uma investigação contra o Cardeal que foi concluída sem nenhuma acusação, no entanto, foi reaberta em 2015.

Em 2017, foi acusado de abusar de dois menores e deixou Roma para se defender na Austrália. Ele foi condenado à prisão em 2018, após o relato de apenas um acusador-vítima. O outro morreu em 8 de abril de 2014 e, em mais de uma ocasião negou ter sofrido qualquer abuso pelo Cardeal.

O Supremo Tribunal da Austrália resolverá em 2020 o recurso apresentado pelo Cardeal, que mantém sua inocência.

Fonte: ACIDigital

-------------------------.

O fogo não nos derrubará, afirma arcebispo australiano

O Arcebispo de Sydney, Dom Anthony Fisher, pediu aos participantes da Missa no último domingo, 12 de janeiro, que rezem pelo fim dos incêndios na Austrália e destacou que esse fogo testa a coragem, fortalecendo a comunidade.

Os incêndios florestais em Nova Gales do Sul, Victoria e Austrália do Sul mataram pelo menos 28 pessoas e destruíram mais de 2 mil casas. Mais de 10 milhões de hectares foram arrasados ​​pelo fogo.

"Reunimo-nos à sombra de uma seca que durou três anos e de uma temporada de incêndios florestais que já é a mais intensa da história de nosso país", assinalou o Arcebispo durante a Missa na Catedral de Santa Maria, em Sydney.

Dom Fisher aplaudiu os esforços dos voluntários e ofereceu suas orações por todos aqueles que perderam suas propriedades e pelas pessoas que morreram. "Nossa coragem como comunidade está sendo testada pelo fogo", assinalou.

"Juntos, rezamos por uma grande chuva que possa limpar nossa terra de destruição e reviver tanto os arbustos como nossos corações", acrescentou.

Dom Fisher assinalou na festa do Batismo do Senhor que esse "batismo de fogo" tornará a comunidade mais forte do que antes.

"O inferno dessas últimas semanas não consumiu o espírito de nosso povo; sua resistência e bondade foram expostas".

“Se as águas batismais nos chamam a ideais mais altos e nos purificam para vivê-los, o fogo também pode testar nossa coragem, até refinar o que já existe”, disse. "À medida que nossa nação passa por esse batismo de fogo, pode emergir mais forte e maior do que antes".

O Arcebispo aplaudiu os esforços humanitários das organizações católicas em todo o país e incentivou os párocos a doarem durante a coleta especial na Missa por Australia Day, em 26 de janeiro.

"As principais agências da Igreja em bem-estar, saúde e educação estão trabalhando com as paróquias locais, os serviços de CatholicCare e as conferências de St. Vincent de Paul para garantir uma resposta coordenada e eficaz", disse.

"A Igreja na Austrália dirigirá no Australia Day a coleta da Campanha de Incêndios Florestais de St. Vincent de Paul, para que possamos continuar demonstrando nossa solidariedade humana e cristã”.

A Campanha de Incêndios Florestais de St. Vincent de Paul fornecerá às vítimas produtos essenciais, como alimentos ou roupas. Também ajudará as vítimas a cobrir contas imprevistas e oferecer apoio emocional.

A presidente nacional da Sociedade de St. Vincent de Paul, Claire Victory, incentivou as pessoas a doar dinheiro, observando que a organização não tem a “capacidade de classificar e armazenar móveis, roupas ou outros itens adicionais nas áreas afetadas no momento”.

"Estamos presentes, a serviço da comunidade, fornecendo apoio pessoal e encaminhando para serviços profissionais", disse em um comunicado em 8 de janeiro.

"Atualmente, é necessário dinheiro", acrescentou. "O dinheiro é a contribuição mais útil no momento."

Fonte: ACIDigital

---------------------------------------------.

Iniciativa para ajudar cristãos presos na crise de Gaza

Com menos de mil membros em uma população de 1,8 milhão, os cristãos na Faixa de Gaza, atualmente, são menos que há dez anos. Com a iniciativa Gaza Exodus, Philos Project visa ajudar a reunir as famílias cristãs separadas pela crise que esta região palestina enfrenta.

"Eles são, de todos os grupos cristãos na Terra Santa, sem dúvida, o grupo que enfrenta mais dificuldades", disse o presidente e fundador do Projeto Philos, Robert Nicholson, à CNA, agência em inglês do Grupo ACI.

Atualmente, Nicholson está liderando uma iniciativa para ajudar os cristãos em Gaza. O presidente do Projeto Philos insiste que o mundo não precisa esperar que o conflito entre israelenses e palestinos seja resolvido para ajudar a população palestina que está diminuindo.

"Os cristãos são comumente esquecidos neste conflito", assinalou. "Realmente estão presos entre duas forças maiores, eles estão buscando estabilidade, estão buscando liberdade”, indicou.

As circunstâncias humanitárias para os cristãos de Gaza se deterioraram desde a tomada do poder pelo grupo islâmico radical Hamas, em junho de 2007, que causou um bloqueio israelense que restringia o fluxo de bens comerciais para a Faixa. Segundo a Cáritas International, 80% da população de Gaza vive abaixo da linha da pobreza.

A minoria cristã em Gaza, que é principalmente greco-católica, também enfrenta discriminação contra a maioria muçulmana, segundo Nicholson. “É claro que em Gaza são governados pelo Hamas, um grupo extremista muçulmano que é rejeitado até pela Autoridade Palestina. E, como cristãos nessa sociedade fundamentalista, eles enfrentam todo tipo de perseguição social e política”, assinalou.

Esse é um dos muitos fatores que levaram cada vez mais cristãos palestinos a tentar escapar de Gaza e se mudar para a Cisjordânia, onde muitos acabam vivendo precariamente e separados de suas famílias.

“Estão vivendo no que, essencialmente, é um estado de imigrante ilegal, devido à maneira como se mudaram de Gaza para a Cisjordânia. Lavando pratos, limpando casas. Se forem presos em um posto de controle, serão enviados de volta a Gaza. E, assim, essas pessoas vivem à margem da sociedade. Mesmo os cristãos da Cisjordânia não estão fazendo muito por eles”, disse Nicholson.

Testemunhar essa luta levou Nicholson a criar a iniciativa Gaza Exodus, que busca ajudar a reunir famílias cristãs divididas pela Linha Verde.

"Estamos trabalhando com os governos de Israel e da Palestina para normalizar a situação deles, ajudá-los a se reunir com suas famílias que ainda estão em Gaza e para fornecer um nível básico de apoio financeiro para que façam essa transição", disse Nicholson à CNA em outubro.

"Existe a possibilidade de um empreendimento social que possa melhorar o estado desses cristãos", afirmou.

A iniciativa Gaza Exodus arrecadou mais de 20 mil dólares em três meses de campanha, no final de 2019, para reunir quatro famílias cristãs no Natal.

Dias antes do Natal, as autoridades israelenses cancelaram um anúncio de 12 de dezembro que proíbe os cristãos de Gaza de visitar Belém (Cisjordânia) e Jerusalém. Das 800 autorizações de viagem solicitadas, 316 foram concedidas na véspera de Natal, informou a Reuters.

Através da iniciativa cristã Philos Project, Nicholson trabalha desde 2014 para mostrar aos jovens a pluralidade de vozes em Israel, Palestina e em todo o Oriente Médio.

O Projeto Philos leva estudantes universitários cristãos e jovens profissionais em viagens organizadas à Terra Santa para se comprometerem com as realidades políticas e religiosas locais. É uma iniciativa ecumênica com funcionários e estudantes bolsistas de origem católica, protestante, ortodoxa e assíria.

"O que estou tentando fazer é levar as pessoas a um encontro com o local de nascimento de sua fé, porque há poder nesse encontro", disse Nicholson. "O Oriente Médio é e continuará sendo importante".

Fonte: ACIDigital

-----------------------------------------.

Do dia 14/01/2020

Juventude Missionária reúne jovens de todo o Brasil no DF

Juventude Missionria rene jovens de todo o Brasil no DFDesembarcam em Brasília, vindos de todos os cantos do País, jovens que atuam nos grupos da Juventude Missionária (JM), atividade da Pontifícia Obra da Propagação da Fé. O grande objetivo é celebra os 15 anos de existência da JM no Brasil e viver uma experiência missionária juntos às comunidades de Planaltina (DF).

O I Congresso Missionário Nacional e a V Missão Sem Fronteiras vão reunir mais de 200 participantes, entre os dias 15 e 19 de janeiro. Com o tema “Batizados e enviados: as juventudes em missão no mundo”, os eventos buscam fortalecer a identidade da JM, favorecendo a comunhão dos grupos, bem como, o protagonismo juvenil.

Pe. Badacer Neto, secretário da Obra da Propagação da Fé, destaca que as expectativas são positivas para acolher as lideranças da JM nesta semana. “Esperamos que o carisma e a identidade da JM sejam fortalecidos, para que os jovens possam retornar para suas localidades contribuindo de forma mais eficaz na vivência da animação missionária. O clima é de alegria e de partilha da vivência de fé”, destacou o secretário.

Pe. Maurício Jardim, diretor das Pontifícias Obras Missionárias, fala sobre a história de 15 anos de protagonismo da Juventude Missionária no Brasil. “Quero agradecer essa vivência da JM no Brasil, que vem desencadeando processos de reflexão e formação. Estamos com esse encontro aqui em Planaltina concluindo o percurso definido pelo Plano Trienal (2017-2020). O importante é desencadear processos de formação integral, de acompanhamento às juventudes, de articulação, missão e espiritualidade. O tema deste congresso quer recuperar o Mês Missionário Extraordinário, de outubro de 2019. É uma alegria neste tempo do magistério do Papa Francisco, que convida toda a Igreja a estar em saída, celebrarmos esse congresso e a Missão Sem Fronteiras, nos 15 anos de caminhada da Juventude Missionária” lembrou Pe. Maurício.

Missão Sem Fronteiras

Em sua quinta edição, a experiência Missão Sem Fronteiras vai ganhar as ruas de Planaltina, através de vistas às comunidades, realização de oficinas e colaboração em projetos locais. É a oportunidade dos jovens manifestarem, do seu jeito, atitudes que promovam a inclusão e a transformação social.

Em seu histórico, a Missão Sem Fronteiras visa fortalecer o vínculo e a interação entre os jovens de todo o Brasil. Para essa experiência escolhe-se uma realidade do país onde os jovens possam realizar visitas, formações e oficinas missionárias. O projeto já foi realizado em Contagem (MG) em 2019, Viamão (RS) em 2018, Itapebussu (CE) em 2017, e Ananindeua (PA) em 2016. Em 2020, o projeto acontece em Planaltina (DF), nas Paróquias de Santa Rita, Nossa Senhora de Nazaré e São Vicente.

A jovem Mariana Moreira, do Rio Grande do Norte, participou da Missão Sem Fronteiras do ano passado, e destaca a experiência vivida. “A partilha da amizade e da solidariedade enriquece os momentos vividos. Cada um pode trazer aquilo que carrega consigo e partilhar com os outros. A gente se constrói com a experiência de cada um”, lembrou a jovem.

Acolhida e missa de abertura

Os mais de 200 jovens serão acolhidos nas famílias de Planaltina. O processo de preparação acontece há mais de 4 meses e envolve lideranças de diversos grupos e comunidades. A missa de abertura será realizada nesta quarta, 15 de janeiro, às 20h, na Paróquia Santa Rita de Cássia.

A missa de encerramento, que acontece no domingo, 19 de janeiro, às 9h, será presidida por Dom Sérgio da Rocha, bispo da Arquidiocese de Brasília.

Fonte: POM

--------------------------------------------------.

Jovens do Brasil contam como estão se preparando para o encontro “A Economia de Francisco”

De 26 a 28 de março deste ano, Assis, a cidade de São Francisco na Itália, vai receber mais de 2000 economistas e empreendedores com menos de 35 anos, de diversos países, para participar do encontro “A Economia de Francisco”, evento convocado pelo Papa. Até então, foram mais de 3300 pedidos de inscrição enviados de mais de 115 países. Os países com maior número de inscritos são Itália, EUA, Argentina, Espanha, Portugal, França, México, Alemanha, Grã-Bretanha e Brasil, de onde deve sair cerca de 30 participantes.

A cidade será organizada em 12 “aldeias” que acolherão os trabalhos dos participantes sobre grandes temas e questões apresentados pela economia: trabalho e cuidado; gestão e dom; finança e humanidade; agricultura e justiça; energia e pobreza; lucro e vocação; políticas para a felicidade; CO2 da desigualdade; negócios e paz; economia e mulher; empresas em transição; vida e estilos de vida.

Os participantes da Economia de Francisco são jovens pesquisadores, estudantes, doutorandos; empreendedores e dirigentes empresariais; inovadores sociais, promotores de atividades e organizações locais e internacionais. Eles lidam com o meio ambiente, pobreza, desigualdades, novas tecnologias, finanças inclusivas, desenvolvimento sustentável; em síntese, se preocupam com o bem estar das pessoas.

    Ramon Jung Pereira, 26 anos

    Entre os participantes estará o Ramon Jung Pereira, 26 anos, que mora em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Formado em Administração pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Betim, atualmente ele é mestrando em Administração na PUC Minas e bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O foco dos seus estudos é em inovação, gestão e empresas sociais.

    Ele também é pesquisador associado do Grupo de Pesquisa em Ética e Gestão Social, onde estuda as áreas que fazem parte da gestão social. Com 10 anos de atuação profissional, ele já trabalhou com robótica, gestão financeira, criou um  negócio próprio e exerceu a docência. Em sua última experiência profissional desenvolveu, dentro de uma empresa de software, o “Decolab”, uma aceleradora de ideias e projetos.

    Em função de ter conquistado a bolsa da Capes, em 2019, passou a se dedicar exclusivamente ao mestrado. Mas de um ponto não abriu mão: continuar atuando como professor voluntário de inglês para as crianças do projeto “Sonhart”, no bairro Santo Afonso, onde mora.

    “Se eu só acreditar que a gente precisa mudar e não fizer nada para mudar onde eu moro, estou sendo muito hipócrita em relação aquilo que eu acredito”, disse. “O meu intuito com o projeto não é que os meninos saiam de lá sendo fluentes no inglês, mas que eles possam ver que a língua não é um bicho de sete cabeças”. Para isso, suas aulas fogem do convencional. Ele ensina inglês em aulas-piquenique, com músicas e muitas brincadeiras.

    O mestrando levará ao encontro em Assis a experiência do Concurso de Empresas Sociais, projeto desenvolvido em Brumadinho (MG), no qual atua em várias frentes. Criado pelo professor Armindo dos Santos de Sousa Teodósio, professor Teo, o Concurso de Empresas Sociais tem o objetivo de fomentar a criação de empresas sociais entre os alunos para criar ideias e perspectivas de negócio capazes de gerar não apenas valor social mas também ambiental. Hoje já são mais de 50 propostas de empresas criadas, que vão do microcrédito à venda de produtos orgânicos.

    Ele conta que tem estudado muito sobre quem são os personagens que estarão em Assis, principalmente Muhammad Yunus, um dos conferencistas que fundamenta os estudos de Ramon. “Também estou dialogando com outros participantes do Brasil que vão para a Itália, incluindo os representantes de São Paulo e de Minas Gerais”. A ideia, segundo ele, é criar vínculos e atitudes para que não seja só um encontro em Assis, mas que tenha ações antes e depois do evento. Outro trabalho será compartilhar artigos e fomentar diálogos sobre os assuntos abordados na Economia de Francisco e a realidade de sua cidade.

    O que diria ao Papa

    “Se tiver uma oportunidade de dizer algo para o Papa, eu diria que a proposta do encontro é fantástica porque ele conseguiu levantar uma pauta que envolve todo o globo e vai promover o diálogo entre os saberes de jovens do mundo inteiro. A proposta da economia de Francisco aponta para um projeto que inclui e não exclui, que considera as pessoas, que impacta, traz benefícios e as considera como protagonistas da mudança. É um evento para qualquer um que queira discutir, colocar a mão na massa e mudar o modelo econômico, tradicional e violento que a gente vive”.

Emmanuelle Araújo da Silveira, 23 anos

Formada em economia pela PUC Minas, a jovem mineira atua como conselheira do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais. Ela se define como uma economista formada em bases humanistas, cristãs e solidárias, graças a formação que recebeu na PUC Minas.

A jovem atua na feira de Economia Popular Solidária que acontece na universidade. Desde a graduação, ela contribui com a Feira, com a realização e promoção no meio universitário, capacitação dos feirantes e a representação da universidade junto ao Fórum Mineiro de Economia Solidária.

“Com a economia solidária podemos colocar em prática aquilo que o Papa vem chamando de uma economia diferente, porque é um modo de produção que valoriza o bem comum, apresenta-se como mais humanitária, mais democrática e participativa e está assentada nos princípios da cooperação, solidariedade e auto-gestão”, disse.

Em Assis, ela diz que pretende levar a discussão da economia solidária, articular ideias e soluções com o objetivo de mudanças inspiradoras, com o foco em uma economia mundial diferente. “Que seja mais humana, mais adaptativa às necessidades da sociedade e que se apresente de forma mais justa e sustentável”, disse.

O que diria ao Papa

“Se tiver a oportunidade de dizer alguma coisa ao Papa, eu gostaria de parabenizá-lo pela atitude de promover um encontro como este. Principalmente pela visibilidade política e social que tem, porque o mundo precisa realmente aperfeiçoar e consolidar modos de produção que primam pela geração de renda e oportunidades para todos, principalmente os mais pobres”.

O Encontro em Assis

O horizonte para articular a relação das aldeias no encontro é dado pelas palavras do bispo de Assis, dom Domenico Sorrentino: “o desenvolvimento do evento tem uma relação com São Francisco, com sua experiência de vida e suas escolhas, que têm valor também na economia. Foi ele quem escolheu entre uma economia de egoísmo e uma economia do dom. Seu despojamento é um ícone inspirador para o evento de março e é a razão pela qual o Papa o queria que fosse realizado em Assis. Esperamos que o clima espiritual desta cidade possa marcar todo o desenrolar do encontro”.

Para a prefeita de Assis, Stefania Projetti, a cidade não foi escolhida para sediar o evento ao acaso. “Assis, reconhecida também pelo Papa com este encontro, é uma ‘cidade-mensagem’, protagonista de uma mudança que passa finalmente das palavras para a ação.

O evento é organizado pela diocese de Assis, pelo Instituto Seráfico, pelo município de Assis e pela Economia de Comunhão, em colaboração com as Famílias Franciscanas. Durante o último dia, os jovens “encontrarão” o Papa Francisco para selar um pacto solene, assegurando seu compromisso de mudar a economia atual e dar alma à economia do amanhã.

Fonte: CNBB

-------------------------------------------------.

 

Entrevista: Ariany Leite, representante da CNBB no Conselho Nacional de Juventude

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) continua a favorecer a participação dos cristãos leigos e leigas na vida da sociedade. Mais uma vez, a entidade terá uma cadeira no Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e será representada por uma pessoa escolhida pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude: a jovem Ariany Leite, de 30 anos.

Representante das juventudes de Congregações na Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil, Ariany continuará o trabalho no conselho após o período de um ano representando a conferência. Ela foi eleita para uma das 40 vagas reservadas a entidades da sociedade civil, entre as 164 organizações habilitadas no processo voltado para os dois próximos anos.

Ariany participou do encontro em preparação para o Sínodo dos Jovens, em 2018

A jovem faz parte da Juventude Missionaria Redentorista (Jumire), vinculada à Congregação do Santíssimo Redentor, suas congregações irmãs, Congregação das Irmãs Mensageiras do Amor Divino e Congregação da Copiosa Redenção. Em entrevista ao Portal da CNBB, Ariany Leite afirma que assume a responsabilidade de representar a juventude “com esperança para que consiga ser a diferença neste espaço à luz do Evangelho de Jesus Cristo e em acordo com a Doutrina Social da nossa Igreja”.

Confira a entrevista na íntegra:

Como funcionou a eleição do Conjuve? Você pode explicar um pouco como é o processo de escolha das entidades?

    O Processo Seletivo do CONJUVE se dá por etapas: abertura do edital convocatório para processo seletivo, períodos de inscrição e a eleição com as entidades que foram habilitadas conforme o edital; esta, por sua vez, se dá de modo presencial, onde cada entidade vota em uma outra entidade inscrita em seu eixo de atuação, no caso das entidades nacionais, ou região, no caso das entidades regionais.

E a sua escolha, como foi? Foi uma recondução, certo?

    A minha escolha foi a convite da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, uma vez que já havia atuado por um ano como representante da CNBB neste conselho.

Ariany faz parte da Juventude Missionária Redentorista (Jumire)

Recorde um pouco sua caminhada… Qual a sua expressão juvenil? Idade? Diocese? Formação…

    Eu sou da Juventude Missionária Redentorista (Jumire), vinculada à Congregação do Santíssimo Redentor e suas congregações irmãs, Congregação das Irmãs Mensageiras do Amor Divino e Congregação da Copiosa Redenção. Minha caminhada de formação Cristã se deu principalmente pelo Projeto Compromisso, um dos projetos da Jumire e tem como base formação de jovens lideranças. Seu tripé base está na Bíblia, Liturgia e Caridade. Sou da comissão Nacional e Latino-Americana da Juventude Redentorista e estou encerrando meu período como representante das juventudes de Congregações na Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil da CNBB. Tenho 30 anos. Sou da arquidiocese de Goiânia, paróquia Divino Pai Eterno, em Trindade (GO). Minha formação acadêmica é em Direito e Pós-Graduanda em Criminalística e Ciências Forenses. Atualmente, trabalho no Departamento de Juventude da Congregação Redentorista da Província de Goiás.

Você representa a CNBB na cadeira que a Conferência tem no Conjuve. Como você assume esta responsabilidade?

    Eu assumo com a responsabilidade de estar representando toda a nossa juventude, com esperança para que consiga ser a diferença neste espaço à luz do Evangelho de Jesus Cristo e em acordo com a Doutrina Social da nossa Igreja (DOCAT).

A CNBB propôs em 2019 o tema “Fraternidade e Políticas Públicas” para a CF e vimos na sequência algumas ações visando enfraquecer essas instâncias de participação. Ao mesmo tempo, a Comissão para a Juventude da CNBB incentivou a participação dos jovens nos conselhos de políticas públicas. Como você observa este cenário e o que te interpela para sua atuação?

    Apesar de alguns momentos de adversidade que vivemos, é importante que não percamos a esperança de que podemos fazer mais pelo próximo e nossa sociedade. É importante que estejamos atentos às ações em nossa volta e nós também devemos deixar o sofá e sermos uma Igreja em saída, este é o momento. Não podemos apenas esperar que alguns ajam em nome de toda a comunidade. Deus capacita a todos nós e nos ajuda sempre, mesmo quando o caminho pedregoso. O incentivo da Comissão para a Juventude é uma resposta à CF, um gesto concreto a reflexão que a CF nos trouxe. Com o DOCAT, temos por orientação a importância em sermos protagonistas também nos espaços políticos para fortalecer as respectivas posições e torná-las capazes de alcançarem a maioria. O CONJUVE reflete as diversidades dos atores sociais que contribuem para o enriquecimento desse diálogo. 

Ariany participou de encontro dos conselheiros de políticas públicas ligados à Igreja.

Quais são as principais pautas que a juventude católica leva para o Conjuve?

    Na atual realidade que nossa juventude vive temos uma variedade de questões que necessitam ser trabalhadas. Mas creio que, em resumo, podemos trazer três questões que são nossas bases: respeito, a valorização da vida e o desenvolvimento social e humano.

Gostaria de acrescentar algo?

    Neste ano viveremos o processo da Conferencia Nacional de Juventude, momento ímpar para nossa juventude brasileira. Convido a todas as nossas expressões juvenis a fazer parte deste processo, desde suas etapas municipais e estaduais até o nacional. Deste espaço, são feitos importantes planejamentos podendo, por meio deles, haver mudanças significativas na vida de muitos jovens. Sejamos Sal da terra e luz do Mundo!

O Conjuve

O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) foi criado em 2005 pela Lei 11.129, que também instituiu a Secretaria Nacional de Juventude e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem). O Conselho tem, entre suas atribuições, a de formular e propor diretrizes voltadas para as políticas públicas de juventude, desenvolver estudos e pesquisas sobre a realidade socioeconômica dos jovens e promover o intercâmbio entre as organizações juvenis nacionais e internacionais.

O Conjuve é composto por 1/3 de representantes do poder público e 2/3 da sociedade civil, contando, ao todo, com 60 membros, sendo 20 do governo federal e 40 da sociedade civil. A representação do poder público contempla, além da SNJ, todos os ministérios que possuem programas voltados para os jovens; a Frente Parlamentar de Políticas para a Juventude da Câmara dos Deputados; o Fórum Nacional de Gestores Estaduais de Juventude; além das associações de prefeitos. Essa composição foi estruturada para que as ações sejam articuladas em todas as esferas governamentais (federal, estadual e municipal), o que contribuirá para que a política juvenil se transforme, de fato, no Brasil, em uma política de Estado.

Já a parcela da sociedade civil, que é maioria no Conjuve, reflete a diversidade dos atores sociais que contribuem para o enriquecimento desse diálogo. O conselho conta com representantes dos movimentos juvenis, organizações não governamentais, especialistas e personalidades com reconhecimento público pelo trabalho que executam nessa área. Os membros do Conselho são escolhidos para mandato de dois anos, mediante eleição direta, e os cargos de presidente e vice-presidente são alternados, a cada ano, entre governo e sociedade.

 – Fonte: Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

Recorde a motivação da Igreja na participação em Conselhos de Políticas Públicas

    CNBB é eleita para o Conselho Nacional de Juventude

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foi eleita para o período 2019/2021 como titular no Conselho Nacional da Juventude (Conjuve). Foram eleitas entidades da sociedade civil para composição das vagas regionais e nacionais do Conselho distribuídas pelos eixos temáticos do Estatuto da Juventude, estando a CNBB no eixo ‘Diversidade e Igualdade’ e como suplente a Associação de Jovens Engajamundo.

A seleção recebeu 378 inscrições, considerada um recorde de participação. De acordo com o decreto nº 10.069, de 17 de outubro de 2019, o Conjuve é composto por 30 conselheiros, sendo 10 representantes do poder público e 20 representantes da sociedade civil. O Conselho Nacional de Juventude foi criado em 2005 pela Lei 11.129, que também instituiu a Secretaria Nacional de Juventude – esta secretaria faz parte do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo federal.

Foram habilitadas 77 entidades nacionais, 87 regionais e 12 pessoas físicas de notório reconhecimento que participaram de entrevistas nos dias 4 e 5 de dezembro de 2019. Entre as selecionadas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); a Congregação das Irmãs da Copiosa Redenção Filhas da Maria Mãe da Divina Graça; a Congregação do Santíssimo Redentor; o Conselho Nacional da Juventude Salesiana e a Fazenda da Esperança.

“É importante que o jovem católico seja participativo nas tomadas de decisões do Estado por ser uma questão de cidadania, e pelo comprometimento comunitário algo que é próprio do Cristianismo. Com o DOCAT temos por orientação a importância em sermos protagonistas também nos espaços políticos […] que para fortalecer as respectivas posições e torná-las capazes de alcançarem a maioria […]”, ressalta Irmã Valéria, assessora interna da Pastoral Juvenil.

Matheus Vinícius Souza Domingos, representante dos Salesianos no processo seletivo, diz que é preciso ocupar espaços. “Nós dos Salesianos acreditamos que todos devem ter representação e espaço amplo para diálogo, conforme os princípios norteadores de Dom Bosco e Madre Mazzarello, santos que acreditam na juventude e em seu tempo lutaram por espaços de representação como esse. Temos muito que melhorar ainda, mas ter como prioridade o diálogo é algo essencial. Aguardarmos ansiosamente para ajudar no que for necessário o Conjuve e os representantes que escolhemos para esse período”.

Ariany Leite, representante das Congregações e membro da Coordenação da Pastoral Juvenil Nacional, destaca a necessidade de ‘ser e fazer a diferença’.

“Nós como jovens cristãos devemos estar atentos aos espaços que nos cercam e à nossa vida em sociedade, onde podemos ser e fazer a diferença, sendo a face de Cristo, a luz dos ensinamentos trazidos pelos evangelhos, exemplos do vivo ensinamento de Cristo e testemunhas do seu Amor, além dos muros de nossos Santuários. As expressões juvenis, que participaram deste momento fortalecendo nossa identidade cristã, compreendem o objetivo de ampliar, fortalecer estruturas de acompanhamentos tanto no processo de despertar a fé da juventude, que nasce a partir do chamado do Redentor, baseado nos ensinamentos de tantos Santos como Santo Afonso que compreenderam mesmo a sua época a importância de se fazer presença nos espaços sociais nos quais se encontram inseridos”.

Melina Catellace – Fazenda da Esperança e Ariany Leite – Juventude Missionária Redentorista.

“Acredito que por meio de espaços de diálogo e de orientação podemos juntos tomar as melhores decisões para a condução corresponsável da juventude. Junto se faz possível fomentar as mudanças e transformações sonhadas para todos os jovens. O Conjuve reflete a diversidade dos juvenis atores sociais que contribuem para o enriquecimento desse espaço com propostas e diálogo em prol do bem comum na garantia de direitos e políticas públicas. Viver este processo seletivo é responder ao chamado do Papa Francisco de sairmos de nossa comodidade, é agir em favor da vida comunitária, é ver um futuro com esperança de que novas possibilidades há tempos sonhadas possam se concretizar”, ressalta Ariany.

A lista final das entidades eleitas foi divulgada ainda em dezembro de 2019 e a portaria de nomeação foi publicada no Diário Oficial da União.

Fonte: CNBB

---------------------------------------------------------------.

Experiência Missionária em Floresta (PE): desejo de mostrar o rosto missionário da Igreja

 “Queremos mostrar o rosto de uma Igreja que deseja ser missionária. Para isso, em nossa diocese, as santas missões têm muito contribuído. Vocês estão assumindo a natureza missionária da Igreja”, disse o bispo de Floresta (PE), dom Gabriel Marchesi, aos participantes da primeira Experiência Missionária promovida pelo regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do Conselho Missionário Regional (Comire).

Desde o último dia 9 até o dia 26 de janeiro, 85 seminaristas, 3 religiosas, um leigo, quatro padres e dois bispos estarão envolvidos nas atividades missionárias da diocese localizada no semiárido de Pernambuco. A programação teve início com a acolhida dos participantes oriundos de dioceses dos regionais Nordeste 2 e Sul 3 (Porto Alegre e Caxias do Sul) da CNBB.

Preparação

Na sexta-feira, 10, e no sábado, 11, houve um retiro e um momento de formação sobre a realidade social e pastoral da diocese de Floresta. O coordenador do Comire NE2, padre Edvaldo Alexandre Brito, explicou os objetivos da Experiência Missionária, entre os quais: contribuir na relação entre trabalhos pastorais e vida acadêmica; despertar e fortalecer a espiritualidade missionária do seguimento a Jesus Cristo; exercitar atividades de cooperação missionária, motivar a cooperação além-fronteiras e favorecer o aprendizado com as pessoas, descobrindo e acolhendo os sinais de Deus em suas vidas.

O professor Libânio Francisco da Paixão Neto, residente em Floresta, falou sobre as principais características da região do semiárido pernambucano, com destaque para os aspectos históricos, sociais, políticos, econômicos e religiosos e passos que têm sido dados em vista da melhoria de vida das pessoas. Seguindo com o estudo da realidade local, o padre Gerson Bastos, da diocese de Floresta, fez uma exposição sobre a caminhada pastoral diocesana.

Rosto de uma Igreja missionária

Dom Gabriel Marchesi manifestou alegria em poder acolher a primeira experiência missionária do regional Nordeste 2 e partilhou algumas reflexões sobre o chamado missionário. “Evangelizar e testemunhar estão intrinsecamente ligados: Evangelizar é fazer acontecer a verdade que é o amor de Deus para este mundo, para com as pessoas, através de nossa vida”, afirmou o bispo, citando São Francisco de Assis: “Anunciem o Evangelho a todos e, ser for preciso, usem palavras”.

Perguntando que Igreja queremos ser, dom Gabriel recorda a imagem do filho pródigo acolhido pelo pai e o pedido do Salmo 50 pela “alegria de ser salvo”. Para testemunhar esta escolha, é necessário, segundo o bispo, “descobrir que o Senhor está presente na vida do povo, pois o Espírito nos precede” e também “ajudar as pessoas confiarem no abraço do Pai do céu e dos irmãos”.

O bispo diocesano de Floresta também exortou sobre a necessidade de “mostrar às pessoas que desejam sucesso, prazer, consumir, que é no serviço às pessoas, especialmente aquelas que vivem nas periferias, que se vê e se mostra o rosto de Jesus. Sem atitude de serviço, fica difícil testemunhar o rosto de Jesus servo”. Este é o caminho “que somos chamados a percorrer vivenciando a eucaristia como comunhão com Deus e entre as pessoas”.

Dom Gabriel terminou sua reflexão recordando a vocação batismal para a vivência em comunhão com Deus e pedindo que seja levado o abraço de acolhida a todas as pessoas e comunidades.

Recordação da vivência missionária pessoal

A preparação foi concluída com uma dinâmica conduzida pelo bispo auxiliar de São Luís (MA), dom Esmeraldo Barreto de Farias, que motivou os participantes a recordarem a vivência missionária em suas vidas, como a participação em alguma experiência missionária. Por meio de perguntas e das respostas às recordações apresentadas pelos participantes, o bispo desenvolveu três meditações:

    como Jesus forma seus discípulos missionários;

    a missão determina a vida de Paulo e a nossa;

    o missionário é e precisa ser um contemplativo na ação

    “Após cada meditação, houve indicações de textos bíblicos e de tempo para o exercício pessoal da leitura orante. Em seguida, também em modo de oração, vários participantes puderem partilhar as luzes encontradas. A partilha após a leitura orante a respeito do encontro de Jesus com os discípulos de Emaús foi muito expressiva! Um terço dos presentes partilharam as luzes e apresentaram um símbolo correspondente. Os demais colocaram o símbolo no lugar apropriado dentro do caminho que foi construído pela equipe encarregada”, conta dom Esmeraldo.

No domingo, 12, ao final da celebração eucarística, os participantes da experiência receberam a cruz missionária e foram enviados para as paróquias de Petrolândia (local com 27 agrovilas), Itacuruba, Carnaubeira da Penha (área indígena) e Ilhas no rio São Francisco, na paróquia de Belém do São Francisco. Ali permanecerão até o dia 25 de janeiro, retornado a Floresta para a avaliação.

Fonte: CNBB

-----------------------------------------------------------------------.

Especialização em Pedagogia Catequética dinamiza missão da Igreja no Brasil 

A Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o apoio da Coordenação de Pós-Graduação Lato Sensu, em convênio com a Diocese de Goiás, oferece o curso de Especialização em Pedagogia Catequética, com o intuito de formar especialistas para todas as regiões do Brasil. O curso, ministrado há mais de 15 anos, é voltado para catequistas, presbíteros e religiosos na área da catequese.  

13ª turma do Curso de Especialização em Pedagogia Catequética, da diocese de Goiás

O bispo de Goiás, dom Eugênio Rixen, afirma que durante esse período já passaram pelo curso pessoas atuantes de vários lugares do Brasil. “Acredito que é um serviço que a diocese de Goiás presta à Igreja no Brasil na linha de formação de lideranças na catequese, de pessoas que coordenam nas dioceses, nas paróquias e mesmo nos regionais”, apontou. 

Com os objetivos de incentivar a pesquisa e a produção catequética, fortalecer a caminhada da catequese e capacitar e qualificar catequistas, coordenadores e assessores, o curso ocorre sempre em módulos de aulas presenciais, em janeiro e julho, com dez dias intensivos de aula. Desta vez, realizado de 07 a 15 de janeiro, houve o terceiro módulo da 13ª turma.  

Durante o período, os alunos tiveram aulas de Mistagogia com dom Eugênio Rixen; Introdução ao Segundo Testamento: Bíblia II e Metodologia da Pesquisa Científica com o professor Hebert Vieira; Iniciação à Vida Cristã com o assessor nacional da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, padre Jânison de Sá Santos, e Introdução ao Primeiro Testamento: Bíblia I com a irmã Maria Aparecida Barboza.  

Anamar Rais foi uma das alunas do curso. Participante da 9ª turma, ela conta que a experiência foi muito importante. “Ajudou muito no meu crescimento espiritual, catequético, na minha missão como catequista e despertou para querer buscar algo mais”, afirmou.  

A ex-aluna, que agora é secretária do curso, disse também que quem passa pela experiência sai com a bagagem ampla. “Adquiri um conhecimento muito bonito que não fica só para a nossa questão formativa, mas também pastoral. Os professores mexem com a nossa ação pastoral, com a nossa missão e isso fortalece ainda mais o nosso vínculo catequético”, disse. 

O curso promove a articulação e a organização da catequese em todos os níveis, além de dinamizar a missão evangelizadora da Igreja. “Durante todos esses anos fomos melhorando a programação, nos adequando, nos adaptando às grandes e novas orientações da catequese no Brasil, principalmente na linha da Iniciação à Vida Cristã”, aponta dom Eugênio Rixen. 

Padre Jânison de Sá Santos, assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, que ministrou uma aula sobre “Iniciação à Vida Cristã” no curso, fez questão de enfatizar que as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023) coloca a Iniciação à Vida Cristã como um dos pilares fundamentais. “A Iniciação à Vida Cristã é a transformação radical do cristão para participação no mistério pascal de Cristo, realizado com a mediação da Palavra que leva a fé, mediante os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia”, disse. 

O assessor explicou aos alunos sobre a história da Iniciação à Vida Cristã a partir dos primeiros séculos da Igreja até os dias atuais, com ênfase no período pós Conciliar e nos Documentos Eclesiais. “A partir daí fomos delineando a importância da Iniciação à Vida Cristã na Igreja, na formação. Vimos também como deve ser feita a Iniciação à Vida Cristã em nossas paróquias e comunidades”, acrescentou.

Fonte: CNBB

------------------------------------------------.

O Papa: a autoridade não é comando, mas coerência e testemunho

Quanto mal fazem os cristãos "incoerentes" e os pastores "esquizofrênicos" que não dão testemunho, afastando-se assim do estilo do Senhor, da sua autêntica "autoridade": a homilia do Papa Francisco na Casa Santa Marta foi um comentário ao Evangelho proposto pela liturgia do dia.

"Jesus ensinava como quem tem autoridade". O Evangelho de Marcos (Mc 1,21-28) narra Jesus que ensina no templo e a reação que suscita entre as pessoas o seu modo de agir com "autoridade", diferentemente dos escribas. É desta comparação que o Papa se inspirou para explicar a diferença que existe entre "ter autoridade", "autoridade interior", como Jesus, e "exercitar a autoridade sem tê-la, como os escribas". Estes, mesmo sendo especialistas no ensinamento da lei e ouvidos pelo povo, não eram críveis. 

O estilo de Jesus

Qual é a autoridade que Jesus tem? É o estilo do Senhor, aquela 'senhoria' – digamos assim – com a qual o Senhor se movia, ensinava, curava, ouvia. Este estilo  senhorio – que é algo que vem de dentro – mostra... O que mostra? Coerência. Jesus tinha autoridade porque era coerente com aquilo que ensinava e aquilo que fazia, isto é, como vivia. Aquela coerência é o que dá a expressão de uma pessoa que tem autoridade: “Esta pessoa tem autoridade porque é coerente”, ou seja, dá testemunho. A autoridade se mostra nisto: coerência e testemunho.

Os escribas, pastores esquizofrênicos que não dizem e não fazem 

Ao contrário, os escribas não eram coerentes e Jesus, afirmou o Papa, de um lado adverte o povo a "fazer o que diziam, mas não o que faziam"; de outro, não perde a ocasião para repreendê-los, porque "com esta atitude caíram em uma esquizofrenia pastoral”, segundo Francisco: diziam uma coisa e faziam outra. E o Papa recordou que isso acontece em vários episódios do Evangelho: às vezes, Jesus reage colocando-os de lado, às vezes não dando a eles nenhuma resposta e, ainda, “qualificando-os":

E a palavra que Jesus usa para qualificar esta incoerência, esta esquizofrenia, é “hipocrisia”. É um terço de qualificativos! Vamos pegar o capítulo 23 de Mateus; muitas vezes diz: “hipócritas por isso, hipócritas …”. Jesus os qualifica “hipócritas”. A hipocrisia é o modo de agir daqueles que têm responsabilidade sobre as pessoas – neste caso, responsabilidade pastoral -, mas não são coerentes, não são senhores, não têm autoridade. E o povo de Deus é manso e tolera; tolera muitos pastores hipócritas, muitos pastores esquizofrênicos que dizem e não fazem, sem coerência.

A incoerência cristã é um escândalo

Mas o povo de Deus que tanto tolera – acrescentou Francisco – sabe distinguir a força da graça. E o Papa explicou fazendo referência à Primeira Leitura de hoje, em que o idoso Eli "tinha perdido toda a autoridade e tinha ficado somente com a graça da unção" e, com aquela graça abençoou e fez um milagre em Ana, que por sua vez suplicava para ser mãe. Este episódio serviu para Francisco fazer uma consideração acerca dos cristãos e dos pastores:

O povo de Deus distingue bem entre a autoridade de uma pessoa e a graça da unção. “Mas você vai se confessar com aquela pessoa, que é isso, isso e isso?” – “Mas para mim ele é Deus. Ponto. Ele é Jesus”. E esta é a sabedoria do nosso povo, que tolera tantas vezes, tantos pastores incoerentes, pastores como os escribas, e também cristãos que vão à missa todos os domingos e depois vivem como pagãos. E as pessoas dizem: “Isto é um escândalo, uma incoerência”. Quanto mal fazem os cristãos incoerentes que não dão testemunho e os pastores incoerentes, esquizofrênicos, que não dão testemunho!

O Papa concluiu a homilia pedindo ao Senhor para que todos os batizados tenham a "autoridade", "que não consiste em comandar e aparecer, mas em ser  coerente, ser testemunha e, por isso, ser companheiro de estrada no caminho do Senhor ".  Fonte: Vatican News

----------------------------------------------.

O livro sobre o celibato: um esclarecimento de dom Gänswein

O prefeito da Casa Pontifícia e secretário particular do Papa emérito declarou que Bento XVI não autorizou a dupla assinatura como coautor do livro do cardeal Sarah.

Dom Georg Gänswein, Prefeito da Casa Pontifícia e secretário particular do Papa emérito, emitiu uma declaração às agências Kna e Ansa referente ao livro sobre o celibato que será publicado amanhã na França, com as assinaturas de Bento XVI e do cardeal Robert Sarah.

"Posso confirmar que nesta manhã, por indicação do Papa emérito, pedi ao cardeal Robert Sarah para contatar os editores do livro, pedindo-lhes que retirem o nome de Bento XVI como co-autor do livro, e também que retirem a sua assinatura da introdução e das conclusões".

"O Papa emérito, de fato, sabia que o cardeal estava preparando um livro - acrescentou Gänswein -, e tinha enviado um pequeno texto seu sobre o sacerdócio, autorizando-o a usá-lo como o desejasse. Mas ele não tinha aprovado nenhum projeto para um livro assinado conjuntamente nem tinha visto e autorizado a capa. Foi um mal-entendido, sem questionar a boa fé do cardeal Sarah".

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------.

O celibato sacerdotal segundo o Concílio

O Decreto conciliar Presbyterorum Ordinis fala do "dom precioso do celibato sacerdotal” e afirma que não é exigido "pela própria natureza do sacerdócio“.

Com o tema do celibato novamente em debate na mídia, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, reafirmou a posição do Papa Francisco a respeito, recordando numa nota uma frase de São Paulo VI repetida pelo Pontífice no voo de regresso do Panamá: ‘Prefiro dar a vida antes que mudar a lei do celibato’”.

Um dom, não um dogma

No debate, foi recordada também a posição do Concílio Vaticano II a propósito. O Decreto conciliare Presbyterorum Ordinis sobre o ministério e a vida sacerdotal, promulgado por São Paulo VI em 7 de dezembro de 1965, afirma: “A continência perfeita e perpétua por amor do reino dos céus (...) foi sempre tida em grande estima pela Igreja, especialmente na vida sacerdotal. É na verdade sinal e estímulo da caridade pastoral e fonte singular de fecundidade espiritual no mundo (34). De si, não é exigida pela própria natureza do sacerdócio, como se deixa ver pela prática da Igreja primitiva (35) e pela tradição das Igrejas orientais, onde, além daqueles que, com todos os Bispos, escolhem, pelo dom da graça, a observância do celibato, existem meritíssimos presbíteros casados. Recomendando o celibato eclesiástico, este sagrado Concílio de forma nenhuma deseja mudar a disciplina contrária, legitimamente vigente nas Igrejas orientais, e exorta amorosamente a todos os que receberam o presbiterado já no matrimónio, a que, perseverando na sua santa vocação, continuem a dispensar generosa e plenamente a sua vida pelo rebanho que lhes foi confiado ”.

Mais livres para servir a Deus e aos irmãos

O celibato - observa o Decreto - “harmoniza-se por muitos títulos com o sacerdócio. Na verdade, toda a missão sacerdotal se dedica totalmente ao serviço da humanidade nova, que Cristo, vencedor da morte, suscita no mundo pelo seu Espírito”. Graças ao celibato, os presbíteros aderem a Deus mais facilmente “com um coração indiviso” e “mais livremente se dedicam ao serviço de Deus e dos homens, com mais facilidade servem o seu reino e a obra da regeneração sobrenatural, e tornam-se mais aptos para receberem, de forma mais ampla, a paternidade em Cristo”. “Deste modo, manifestam ainda aos homens que desejam dedicar-se indivisamente ao múnus que lhes foi confiado, isto é, de desposar os fiéis com um só esposo”, que é Cristo, e “tornam-se sinal vivo do mundo futuro, já presente pela fé e pela caridade, em que os filhos da ressurreição não se casam nem se dão em casamento”.

Uma legislação confirmada pela Igreja latina

“Por todas estas razões” - prossegue o Decreto conciliar – “o celibato, que a princípio era apenas recomendado aos sacerdotes, depois foi imposto por lei na Igreja latina a todos aqueles que deviam ser promovidos às Ordens sacras. Este sagrado Concílio aprova e confirma novamente esta legislação no que respeita àqueles que se destinam ao presbiterado”.

A graça da fidelidade 

O Concilio exorta “ainda a todos os presbíteros que aceitaram livremente o santo celibato confiados na graça de Deus segundo o exemplo de Cristo, a que aderindo a ele de coração magnânimo e com toda a alma, e perseverando neste estado fielmente, reconheçam tão insigne dom, que lhes foi dado pelo Pai e tão claramente é exaltado pelo Senhor (42), tendo diante dos olhos os grandes mistérios que nele são significados e nele se realizam. Quanto mais, porém, a perfeita continência é tida por impossível por tantos homens no mundo de hoje, tanto mais humildemente e persistentemente peçam os presbíteros em união com a Igreja a graça da fidelidade, que nunca é negada aos que a suplicam, empregando ao mesmo tempo os auxílios sobrenaturais e naturais, que estão à mão de todos. Sobretudo não deixem de seguir as normas ascéticas, aprovadas pela experiência da Igreja e não menos necessárias no mundo de hoje”.

Ter a peito o dom do celibato

O Decreto conclui assim o capítulo dedicado ao celibato: “Este sagrado Concílio pede não somente aos sacerdotes, mas também a todos os fiéis, que tenham a peito este dom precioso do celibato sacerdotal e supliquem a Deus que o confira sempre abundantemente à Sua Igreja”.

Fonte: Vatican News

-----------------------------------------------.

Cardeal Guixot: documento sobre a Fraternidade Humana na esteira do Concílio Vaticano II

No primeiro aniversário da assinatura do «Documento sobre fraternidade humana em prol da paz mundial e da convivência comum», a Civiltà Cattolica publica um novo volume da série digital "Accenti" dedicada a esse tema, com o prefácio do cardeal Miguel Angel Ayuso Guixot, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso.

A "Fraternidade" é um instrumento para a compreensão mais profunda e pessoal do que aconteceu em Abu Dhabi, em 4 de fevereiro, dos termos do Documento sobre Fraternidade Humana, assinado naquela ocasião pelo Papa Francisco e pelo Grão Imame de Al-Azhar, Ahhmed Al-Tayyeb, e da fraternidade como um caminho concreto e poderoso "desafio ao apocalipse". Não uma fraternidade como aspiração abstrata e consoladora, mas como um critério eficaz e praticável de coexistência e, portanto, um critério político urgente. É assim que La Civiltà Cattolica apresenta o novo volume da série digital “Accenti”, curada pelos jesuítas e desenvolvida em torno de palavras-chave inspiradas na atualidade.

São 5 as seções que compõem o volume com o Prefácio do cardeal Miguel Ángel Ayuso Guixot, que além de estar à frente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso, é também o presidente do "Alto Comitê para a Fraternidade Humana", criado para implementar os objetivos do Documento.

Compromisso da Igreja com o diálogo, faz parte de sua missão original 

Abu Dhabi foi "um momento significativo no caminho do diálogo inter-religioso", "uma nova janela aberta para dar horizontes mais aprofundados ao caminho do diálogo" e, assim, "prosseguir no caminho da fraternidade, da paz e da convivência comum", mas sempre -  começa o cardeal Guixot no Prefácio – no âmbito do traçado indicado pelo Vaticano II e depois "ampliado" com as Declarações Conciliares Nostra Aetate e Dignitatis Humanae e com iniciativas como o Dia Mundial de Oração pela Paz em Assis e o Dia da Reflexão, diálogo e oração pela paz e justiça no mundo “Peregrinos da verdade, peregrinos da paz” (desejados por São João Paulo II e Bento XVI)."Portanto - observa o cardeal - o compromisso da Igreja Católica com o diálogo inter-religioso que abre caminho à paz e à fraternidade, faz parte de sua missão original e tem suas raízes no evento conciliar".

Juntos, pode-se construir um novo futuro 

Todo o documento - nascido de uma reflexão conjunta no âmbito muçulmano e católico, mas compartilhado por outros - é permeado pela convicção de que "juntos podemos e devemos trabalhar com coragem e fé para recuperar a esperança de um novo futuro para a humanidade".  É, portanto, um texto empenhativo - escreve o cardeal - um "ponto sem retorno" que exige, de todo homem e mulher, reflexão, estudo e esforço de difusão.

Não é por acaso - ressalta o cardeal Guixot - que o Papa, durante sua recente viagem à Tailândia e ao Japão, quis dar uma cópia da Declaração de Abu Dhabi ao Patriarca Supremo dos Budistas, no Templo Wat Ratchabophit Sathit Maha Simaran em Bangkok, com o desejo de poder contribuir "para a formação de uma cultura de compaixão, de fraternidade e de encontro, tanto aqui como em outras partes do mundo" (Visita ao Patriarca Supremo de Budistas, Bangcoc, 21 de novembro de 2019). E sobre a "cultura da compaixão", Francisco "insistiu igualmente durante os encontros no Japão", recorda ainda o cardeal.

"De forma - conclui o prefácio -, que o texto da Declaração de Abu Dhabi está progredindo cada vez mais, também para além das relações entre cristãos e muçulmanos" abraçando - e aqui o cardeal Guixot cita o próprio documento - "todos aqueles que acreditam que Deus tenha nos criado para nos conhecermos, para cooperar entre nós e viver como irmãos que se amam".

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------------.

Papa Francisco “Um Dom imenso de Deus à Igreja”

Entrevista à VATICAN NEWS do Padre Fernando Domingues, novo Provincial dos Combonianos em Portugal.

 “Termos a coragem de encontrar, se necessário, caminhos novos para ajudar a igreja portuguesa, a igreja que está em Portugal, a viver a sua vocação missionária”.

É uma das prioridades do Padre Fernando Domingues que tomou posse no 1º dia do ano como Superior Provincial dos Combonianos em Portugal  para o triénio 2020-2022, uma eleição que escolheu também o novo conselho provincial integrado pelos padres Manuel António Machado e Alberto Silva e os irmãos António Nunes e Bernardino Frutuoso.

“Escutar aquilo que os colegas precisam e tentar coordenar o caminho comum que quiserem fazer”, diz o sacerdote que acolhe esta nova missão “com muita serenidade e paz de coração”.

O Padre Fernando Domingues, natural de Vagos (Aveiro), foi ordenado presbítero em 1985 e trabalhou como missionário no Quénia e nos últimos anos esteve em Roma (Itália), onde desempenhou funções de secretário-geral da Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo e Reitor do Pontifício Colégio Urbano.

De regresso a Portugal, onde os Combonianos têm seis comunidades, o sacerdote destaca as duas revistas da congregação “Além-mar” e “Audácia”, que “têm uma presença muito significativa na igreja local, que as pessoas acolhem, de facto, com muita alegria”.

“São a maneira que eu considero mais qualificada para manter uma presença na igreja local”, explica o novo provincial que sublinha ainda a presença dos Combonianos em Moçambique.

Ao portal da Santa Sé o sacerdote português destaca ainda o pontificado do Papa Francisco, que o impressionou desde logo a partir “da experiência de estar na Praça de São Pedro quando o Papa foi anunciado ao mundo”.

“Eu devo dizer que gosto muitíssimo do Papa Francisco, e penso que ele é um Dom imenso de Deus à igreja”, diz o padre Fernando Domingues que reforça a importância do apelo do papa no sentido de uma ecologia integral e da atenção às periferias.

“Quem começa com os pobres e com os últimos tem espaço no coração para incluir todos os outos”, conclui o novo Provincial dos Combonianos em Portugal.

Fonte: Vatican News

----------------------------------------------.

Bispos da Colômbia ao Governo: resolver causas da crise humanitária

Reafirma-se na mensagem o pedido a buscar saídas políticas e pacíficas ao conflito armado: “Esperamos a resposta sincera dos vários atores, mediante gestos concretos de verdadeira vontade de paz”. Os bispos pedem aos colombianos que prossigam na oração permanente e que continuem trabalhando na construção de um país justo, fraterno e não violento

 “Estabelecer condições de vida dignas e mecanismos de proteção para as economias e os líderes sociais, tanto a Leyner Palacios quanto a outros líderes que estão em risco.” No quadro de uma “solução integral que resolva as causas estruturais que se encontram na raiz da crise humanitária.”

É o que os bispos colombianos das regiões do Pacífico e do Sudoeste pedem ao governo da Colômbia. Numa nota difundida no sábado (11/20) os prelados voltam a expressar mais uma vez suas preocupações e denúncias pelo agravar-se do conflito nestas e outras regiões do país.

Graves fatos das últimas semanas e apelo dos bispos

Nas últimas semanas graves fatos ocorreram nestas zonas da Colômbia: do assédio armado à comunidade de Boyayá, no departamento del Chocó, por parte dos paramilitares, às ameaças de morte ao líder que o havia denunciado, Leyner Palacios, até o assassinato de outros líderes sociais e, em particular, de duas mulheres nos departamentos del Putumayo e del Nariño.

“Elevamos novamente nossa voz de pastores e dirigimos um apelo a retomar o caminho da paz, na perspectiva do respeito pelos direitos humanos, pelos direitos dos povos e pelo direito internacional humanitário”, escrevem os bispos, os quais recordam que a população do Pacífico e do Sudoeste é composta em sua maioria por afrodescendentes, indígenas e mestiços.

Buscar saídas políticas e pacíficas ao conflito armado

Ademais, se pede atenção às denúncias relacionadas a possíveis situações de conivência de membros da Força pública com grupos ilegais.

Além disso, se reafirma na mensagem o pedido a buscar saídas políticas e pacíficas ao conflito armado, dirigindo-se, em particular, à guerrilha do Eln (Exército de libertação nacional) e aos paramilitares do Agc (o Clã do Golfo): “Esperamos a resposta sincera dos vários atores, mediante gestos concretos de verdadeira vontade de paz”.

Construir país justo, fraterno e não violento

Leia também

2020, Ano da Fraternidade na Arquidiocese de Popayán, na Colômbia

Por fim, os bispos pedem aos colombianos que prossigam na oração permanente e que continuem trabalhando com denodo na construção de um país justo, fraterno e não violento.

A mensagem é assinada pelos seguintes prelados: o arcebispo de Cali, dom Darío de Jesús Monsalve Mejía; o arcebispo de Popayán, dom Luis José Rueda Aparicio; o bispo de Quibdó, dom Juan Carlos Barreto Barreto; o bispo de Istmina - Tadó, dom Mario de Jesús Álvarez Gómez; o bispo de Apartadó, dom Hugo Alberto Torres Marín; o bispo de Mocoa - Sibundoy, dom Luis Albeiro Maldonado; o bispo de Buenaventura, dom Rubén Darío Jaramillo Montoya; o bispo de Ipiale, dom José Saúl Grisales, o bispo de Tumaco, dom Orlando Olave; e o bispo de Palmira, dom Edgar de Jesús García Gil.

Fonte: Vatican News

-----------------------------------------------------------------------.

Mensagem dos bispos mexicanos após tiroteio em escola de Torreón

Após o tiroteio numa escola em que um aluno de quase doze anos abriu fogo contra professores e estudantes, matando uma docente e ferindo cinco pessoas, tirando em seguida a própria vida, os bispos difundiram uma mensagem na qual insistem na centralidade do desafio educacional, ressaltando que educar significa, principalmente, “formar de modo integral a vida interior da pessoa humana”

 “A educação é um trabalho de todos, não somente das instituições escolares. Educar requer uma aliança social que nos permita construir uma “aldeia educacional” em que toda pessoa possa compreender o significado de si mesma, do ambiente natural e cultural do qual faz parte. É urgente concentrar-se nos destinatários da instrução, que são crianças, adolescentes e jovens.”

É o que a Conferência Episcopal Mexicana pede com veemência numa mensagem difundida no último domingo (12/01) e assinada pelo presidente dos bispos, o arcebispo de Monterrey, dom Rogelio Cabrera López, e por outros quatro prelados, em referência ao tiroteio ocorrido na sexta-feira (10/01) na Escola Cervantes de Torreón, no estado mexicano de Coahuila, onde um aluno, de quase doze anos, abriu fogo contra professores e estudantes, matando uma docente e ferindo cinco pessoas, tirando em seguida a própria vida.

Formar a vida interior da pessoa humana

Após expressar seu pesar aos familiares das vítimas, os bispos insistem na centralidade do desafio educacional, ressaltando que educar significa, principalmente, “formar de modo integral a vida interior da pessoa humana”.

Para tal fim “é urgente dedicar os mais consistentes e melhores recursos humanos e materiais para a educação, principalmente no ambiente familiar e social”, afirmam os prelados.

Compromisso da Igreja na promoção da dignidade humana 

Evidenciando o insubstituível papel educacional dos pais, a mensagem dirige aos professores “a mais alta estima” e reitera o compromisso da Igreja a “prosseguir na obra de promoção da dignidade humana, mediante a formação de toda pessoa”.

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------.

América Latina: mudando a educação podemos mudar o mundo

O 26° Congresso Interamericano de Educação Católica realizado em Santiago do Chile contou com a participação de diretores e professores das escolas católicas da América Latina e teve como tema “Liderança, comunicação e marketing”.

 “Somente mudando a educação podemos mudar o mundo”. Partiram dessa consideração os participantes do 26° Congresso Interamericano de Educação Católica, concluído nesta sexta-feira (10/01), em Santiago do Chile, promovido pela Confederação Interamericana de Educação Católica (CIEC).

O evento contou com a participação de diretores e professores das escolas católicas da América Latina e teve como tema “Liderança, comunicação e marketing”. Foi também comemorado o 75° aniversário da Confederação Interamericana de Educação Católica criada pelo 1° Congresso de Educação Católica, em 1945.

Objetivos principais da congresso

Três foram os objetivos principais do congresso indicados numa nota oficial: “Refletir sobre as ações e os muitos desafios que o educador deve enfrentar na escola católica atual; promover, nas instituições educacionais católicas, uma cultura de comunicação que alcance todos os componentes da comunidade e permita veicular uma mensagem de esperança e confiança; e obter maior visibilidade e presença social das escolas católicas, por meio de propostas educacionais de marketing que ajudem a melhorar a oferta de serviços”.

Ademais, os organizadores do Congresso estão cientes do dilema em que se encontra a educação do século XXI: “De um lado, procura-se ajudar os diplomados a entrar efetivamente no mundo do trabalho; por outro, visa-se formar cidadãos capazes de responder aos novos desafios impostos pela sociedade atual e pelas novas competências exigidas pela economia global”. É necessário preparar os jovens a “agir de maneira integral para mudar o mundo”, numa dinâmica que aponta para a escola como “mediação preciosa para a evangelização e uma oportunidade válida para transformar a sociedade”.

Do congresso surgiu a urgência de cuidar da comunicação dos centros educacionais católicos como parte integrante de sua “missão evangélica específica”, na sequência do que o Papa Francisco reiterou várias vezes, ou seja, que “a comunicação deve gerar um encontro” que aumente o conhecimento e a valorização das partes interessadas.

Pacto Educacional

Ao mesmo tempo, as escolas católicas são chamadas a “reinventar-se constantemente, sem perder sua essência e sem renunciar ao seu projeto de formação”, mas também sem desconfiar do “marketing educacional”, útil para desenvolver estratégias capazes de atrair estudantes.

O Congresso de Santiago do Chile alinhou-se ao “Pacto Educacional”, evento mundial promovido pelo Papa Francisco para 14 de maio de 2020 que terá como tema “Reconstruir o pacto educacional global”.

“Trata-se de um encontro”, explicou o próprio pontífice”, “a fim de reavivar o compromisso para e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz de ouvir paciente, de diálogo construtivo e compreensão recíproca. Nunca como agora, é necessário unir esforços numa ampla aliança educacional para formar pessoas maduras, capazes de superar a fragmentação e oposição, e reconstruir o tecido de relações por  uma humanidade mais fraterna”.

Fonte: Vatican News

------------------------------------------------.

Coreia do Sul: aumentaram os católicos nos últimos 20 anos

Nos últimos vinte anos o número de católicos na Coreia do Sul teve uma alta de quase 50%. A presença do Papa Francisco em 2014 fez com que aumentasse 2,2% o número de católicos.

O número de católicos na Coreia do Sul teve um aumento de 50% nos últimos vinte anos, mesmo se a taxa de crescimento tenha diminuído nos últimos anos. São notícias do Korea Herald, citando o novo relatório do Catholic Pastoral Institute of Korea. Em 2018 os católicos sul-coreanos eram 5.866.510, enquanto que em 1999 eram 3.946.844, portanto uma alta de 48,9%. Neste período de tempo, a porcentagem de católicos do país passou de 8,3% a 11,1%.

Todavia, o relatório revela que a taxa de crescimento real diminuiu 1% nos últimos anos. Embora tenha havido um crescimento de 2,2% em 2014 em coincidência com a visita do Papa Francisco à Coreia do Sul.

Porém, mesmo se o número efetivo dos católicos cresceu, a participação às missas diminuiu de 29,5% a 18,3% no mesmo período 1999-2018. “Todas as dioceses fizeram muitos esforços para trazer de volta à Igreja os cristãos não praticantes e modernizá-la, mas ainda deve chegar uma mudança significativa. O problema repetiu-se todos os anos”, descreve o relatório. “É tempo de refletir sobre o nosso atual trabalho missionário – continua o relatório – e de reconsiderar a direção da evangelização nacional”.

História

Praticamente inexistentes no começo do século 20, as igrejas cristãs coreanas iniciaram um crescimento explosivo na década de 1960, após o fim da Guerra da Coreia, impulsionado pelo trabalho de missões religiosas que ofereceram conforto material e espiritual à população e ajudaram na reconstrução do país.

De apenas 8% em 1950, os cristãos passaram a ser 29% (18% protestantes e 11% católicos) na virada dos anos 2010, superando os budistas (23%), segundo o Instituto Pew, dos EUA. Em 2050, pelas projeções do instituto, cristãos serão um terço da população, e budistas, 18%. Os números fazem do país uma das exceções na Ásia, em que apenas 2% são cristãos.

Segundo a Conferência Nacional dos Bispos subiu também o número de bispos, padres, paróquias e, principalmente, instituições que servem como canal de transmissão da popularidade da religião no país: escolas, hospitais, clínicas e obras sociais.

Fonte: Vatican News

-------------------------------------------.

Vulcão Taal leva medo às Filipinas

Autoridades filipinas mantêm o alerta para uma possível grande explosão do Vulcão Taal, que expeliu lava durante toda a noite, junto com nuvens de fumaça e cinzas que cobriram extensas áreas e obrigaram a evacuação de 30 mil pessoas. Durante as últimas 24 horas de erupção constante, o vulcão expeliu lava a uma altura de 500 metros e colunas de fumaça que chegaram a 2 km, indicou o Instituto de Vulcanologia e Sismologia das Filipinas.

Enquanto Manila e muitas províncias adjacentes se preparam para a erupção do segundo vulcão mais ativo das Filipinas, os fiéis católicos de Taal, perto de Manila, intensificam as orações pela segurança das populações em risco. Uma enorme nuvem de cinzas saiu na manhã de segunda-feira da cratera central do vulcão, que fica a 60 quilômetros ao sul da capital  Manila, obscurecendo o céu. "Rezamos pela segurança das pessoas que vivem em áreas próximas ao vulcão Taal", disse Dom Pablo Virgilio S. David, bispo de Caloocan e vice-presidente da Conferência Episcopal das Filipinas.

Abalos foram sentidos na ilha do vulcão e nos povoados ao redor da cidade vizinha de Agoncillo, na província de Batangas, onde ruídos estrondosos do vulcão criavam medo entre os moradores.

Dezenas de milhares de pessoas foram evacuadas de suas residências e comunidades. O governo determinou o fechamento de escolas e escritórios públicos no dia 13 de janeiro. As autoridades também emitiram um alerta público para a região central de Luzon, que comprende sete províncias: Aurora, Bataan, Bulacan, Nueva Ecija, Pampanga, Tarlac e Zambales, na ilha central de Luzon. O alarme também se aplica à região de Calabarzon, que inclui cinco províncias: Cavite, Laguna, Batangas, Rizal, Quezon e Lucena, além da região de Metro Manila.

O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia  também elevou o nível de alerta para o vulcão Taal para o nível quatro (dos cinco existentes), afirmando que "uma erupção explosiva perigosa é possível em poucas horas ou dias".

O Instituto alertou que a erupção poderia causar um "tsunami vulcânico" e aconselhou as comunidades vizinhas a tomar precauções contra eventuais ondas do lago ao redor do vulcão. Cerca de 6.000 pessoas vivem na ilha e no domingo a população local foi transferida em segurança para Batanga.

Por causa dos avisos sobre o "tsunami vulcânico", o governo aconselhou as pessoas a ficarem em casa, porque após as erupções as cinzas são muito prejudiciais à saúde, contendo partículas com dióxido de carbono, dióxido de enxofre, flúor e ácido clorídrico.

O arquipélago das Filipinas está localizado no chamado "anel de fogo" do Pacífico, onde placas tectônicas colidem, causando terremotos e atividade vulcânica regular. Em janeiro de 2018, dezenas de milhares de pessoas foram evacuadas devido a uma erupção de Mont Mayon, na região central de Bicol. A última erupção do Taal remonta a 1977. A erupção mais forte que atingiu uma área densamente povoada foi a do vulcão Monte Pinatubo, em junho de 1991. (SD - Agência Fides)

Fonte: Vatican News

------------------------------------------------.

Cooperação e solidariedade: "Catholic Mission" se mobiliza na Austrália

Para responder à crise dos incêncios na Austrália, os bispos católicos do país, além de promover uma coleta de recursos em nível mundial, tem a intenção de preparar um plano nacional que envolva todas as comunidades católicas.

A "Catholic Mission" da Austrália, que é a Direção Nacional das Pontifícias Obras Missionárias da Austrália, anunciou uma colaboração imediata com a Sociedade São Vicente de Paulo, para oferecer uma contribuição concreta na obra de cooperação e solidariedade, a fim de responder à emergência nacional dos incêndios que, desde setembro passado, vem devastando o habitat natural do país.

"Trata-se de uma tragédia infinita e sem precedentes, uma verdadeira catástrofe ambiental, que se estima ter queimado uma área equivalente a mais de 84.000 quilômetros quadrados", afirma a nota da Catholic Mission enviada à Agência Fides.

Para responder à crise, os bispos católicos australianos, além de promover uma coleta de recursos em nível mundial, desejam preparar um plano nacional que envolva todas as comunidades católicas. As Pontifícias Obras Missionárias sempre se voltaram, por vocação, às necessidades das comunidades do além fronteira, mas "reconhecemos que é difícil concentrar-se nas necessidade no exterior quando uma crise sem precedentes está em andamento na Austrália", afirmou o padre Brian Lucas, diretor nacional da Catholic Mission.

Por esse motivo, as POM sensibilizam seus doadores e benfeitores para contribuírem agora para as necessidades da população da Austrália: "Temos muitos apoiadores nas dioceses severamente afetadas em todo o país. É nosso dever oferecer uma resposta missionária e também permiti-la àqueles que querem dar a prioridade a seus amigos, famílias e companheiros australianos atingidos por esses devastadores incêndios florestais", observa padre Lucas.

“As comunidades ao longo da costa sul estão lutando com grande dificuldade. Muitas pessoas, das paróquias locais às celebridades, uniram-se para apoiar aqueles que perderam tudo. Faremos a nossa parte", diz David Harrison, diretor diocesano da Catholic Mission em Wollongong, também ela devastada.

A organização missionária confirma, no entanto, que os planos de emergência voltados para a situação australiana não interromperão a distribuição dos fundos e os projetos já iniciados na África, Ásia e Pacífico pelas POM australianas. "Reconhecemos a gravidade da situação local, mas também devemos respeitar nossa missão, permanecendo comprometidos com as comunidades carentes de todo o mundo", conclui o padre Lucas.

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------------.

Quatro seminaristas sequestrados na Nigéria

Além do terrorismo de matriz islâmica que martiriza a Nigéria, há outra chaga para a vida religiosa no país africano: o sequestro de sacerdotes, e agora de seminaristas, com o fim de obter resgates.

Ainda não se tem notícias dos quatro seminaristas sequestrados na noite de 8 de janeiro no Seminário Maior "Bom Pastor" em Kakau, ao longo da rodovia Kaduna-Abuja, proximidade de Kaduna, capital do Estado de Kaduna, no centro da Nigéria.

Em 8 de janeiro, entre 22h30 e 23h00, alguns bandidos atacaram o seminário, disparando indiscriminadamente, sem provocar vítimas. Depois do ataque, ao ser feita a chamada dos estudantes, constatou-se a falta de quatro seminaristas.

Segundo um porta-voz da polícia, no ataque que durou cerca de trinta minutos, os bandidos "tiveram acesso ao dormitório da escola, que abriga 268 estudantes.”

O sequestro de pessoal eclesiástico com o objetivo de extorsão é uma triste realidade na Nigéria, embora para alguns, a Conferência Episcopal local tenha proibido o pagamento de resgates pela libertação de padres, religiosos e seminaristas sequestrados.

Além da verdadeira chaga dos sequestros com o fim de extorsão, a Nigéria e outros países africanos tem sido palco de perseguições contra cristãos e assassinatos de religiosos. De fato, segundo a Agência Fides, após oito anos consecutivos em que o número mais elevado de missionários assassinados foi registrado na América, a partir de 2018 tem sido a África a ocupar o primeiro lugar nesta trágica classificação.

Papa Francisco

E essa realidade não passou desapercebida do Papa Francisco no discurso ao Corpo Diplomático em 9 de janeiro:

Estendendo o olhar para outras partes do continente, dói constatar como continuam – particularmente no Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria – episódios de violência contra pessoas inocentes, entre as quais muitos cristãos perseguidos e mortos pela sua fidelidade ao Evangelho. Exorto a Comunidade Internacional a apoiar os esforços que estes países estão a fazer na luta para derrotar o flagelo do terrorismo, que está a cobrir de sangue partes cada vez mais extensas da África, bem como outras regiões do mundo”.

À luz destes acontecimentos – completou o Pontífice – “é necessário que se implementem estratégias que incluam intervenções não só no campo da segurança, mas também na redução da pobreza, na melhoria do sistema de saúde, no desenvolvimento e na assistência humanitária, na promoção da boa governança e dos direitos civis. Tais são os pilares dum real desenvolvimento social.”

Fonte: Vatican News

------------------------------------------------.

Sudão do Sul: compromisso para pôr fim às hostilidades

No domingo (12), foi assinada na Comunidade de Santo Egídio, a Declaração de Roma, com a qual o governo e a Aliança dos Movimentos de Oposição do Sudão do Sul (Ssoma) manifestaram seu compromisso em cessar as hostilidades a partir de 15 de janeiro

Neste domingo (12) foi assinado um Acordo para o fim das hostilidades no Sudão do Sul. O Acordo foi assinado na Comunidade Santo Egídio de Roma, entre o governo do Sudão do Sul e os opositores da Aliança dos Movimentos de Oposição do Sudão do Sul (Ssoma). Portanto, o forte gesto do Papa Francisco (em 11 de abril do ano passado) que se ajoelha diante dos líderes sul-sudaneses, beijando seus pés e implorando para que terminassem os combates, pode ser considerado um encorajamento. Com este Acordo, o governo e os movimentos de oposição que não faziam parte do acordo de paz de Addis Abeba manifestaram seu compromisso pela cessação das hostilidades a partir de 15 de janeiro.

Um trabalho que durou dois anos

Na coletiva de imprensa para a apresentação do documento o secretário-geral da Comunidade de Santo Egídio, Paolo Impagliazzo explicou: “A Declaração de Roma para o processo de paz no Sudão do Sul é de grande importância porque é o resultado de um trabalho intenso que durou mais de dois anos e do compromisso que a Comunidade de Santo Egídio exerceu para facilitar o diálogo político no Sudão do Sul. O acordo de paz quer dizer um renascimento para este país e a possibilidade de um diálogo político entre as várias partes ao redor de uma mesa sem discussões. O Papa Francisco, com o seu gesto no encontro de 11 de abril, atingiu o coração de todos, levando-os seriamente a buscar um caminho de reconciliação”.

O início de um caminho de paz

Governo e oposição declararam que estão prontos para permitir o acesso humanitário, que tinha sido interrompido, às organizações locais e internacionais, inclusive as não governamentais, para aliviar os sofrimentos da população martirizada pela guerra e também pelas terríveis enchentes. Barnaba Marial Benjamin, chefe da delegação do Governo do Sudão do Sul observa: “Ainda temos muito caminho pela frente, por isso pedimos que não nos abandonem, mas continuem a sua colaboração conosco”. De fato, o trabalho da Comunidade de Santo Egídio para obter este resultado é intenso. Paolo Pagliazzo afirma: “Continuaremos a seguir este processo e brevemente será feita uma nova reunião para entender como atuar os mecanismos do cessar fogo e propor uma agenda de compromissos para iniciar um verdadeiro diálogo político”.

Fonte: Vatican News

----------------------------------------.

Líbia, Rússia tenta mediação, mas Haftar deixa Moscou

Para Moscou é preciso "unir os esforços" realizados pelos europeus e pelos países vizinhos da Líbia. A Turquia afirma que a trégua se mantêm, mas adverte o general do autodenominado Exército Nacional Líbio. Mercuri (Sioi): "A conferência de Berlim pode ser decisiva com um papel forte para a Rússia e Ancara, que já decidiram quase tudo, ou a conferência de Berlim não será realizada.

A Rússia pretende continuar os seus esforços para conseguir um cessar-fogo na Líbia. Foi o que disse o ministro das Relações Exteriores russo Serghei Lavrov após a reunião de cúpula desta segunda-feira em Moscou. O general Khalifa Haftar, que se opõe ao governo de Al Serraj, deixou, de fato, a capital russa sem assinar o esboço do documento para se chegar ao fim das hostilidades porque "ignora muitas das exigências do Exército Nacional Líbico".

Rússia: vamos continuar os nossos esforços

Moscou continua a mediar. Nenhum resultado final" não foi alcançado durante as conversações em Moscou "mas os esforços continuarão", assegurou o ministro das Relações Exteriores russo Serghei Lavrov após a rejeição da Haftar . Para Lavrov, Moscou se propõe a "unir os esforços" dos europeus e dos vizinhos da Líbia, assim como os da Rússia e da Turquia, e assim agir "em uma única direção" para pressionar "todas as partes líbicas a chegarem a acordos em vez de resolver as coisas militarmente". A este respeito, o presidente russo Vladimir Putin falou com a chanceler alemã Angela Merkel, também tendo em vista a conferência internacional sobre a Líbia em Berlim, que deverá ter lugar no dia 19. No Cairo, no palácio presidencial, um encontro entre o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte e o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi.

Haftar não quer um parlamento em Trípoli

Uma das razões pelas quais o general Khalifa Haftar não assinou o projeto de acordo sobre a Líbia em Moscou seria a concessão feita à seção de Tripoli do Parlamento líbico para assinar o acordo. Isto foi confirmado à agência Ansa por uma fonte de alto nível do LNA, o autodenominado Exército Nacional Líbico, do qual Haftar é comandante-geral. O Parlamento líbico está instalado em Tobruk e Benghazi, mas um grande número de deputados reúne-se em Trípoli e apoia o governo do primeiro-ministro Fayez al Sarraj. A assinatura teria "representado um risco de legitimação de um parlamento paralelo" e, portanto, de "uma divisão da Líbia".

Para a Turquia, a trégua se mantêm

Observamos que a trégua de Idlib (Síria) e a da Líbia" concordadas pela Turquia e pela Rússia "são em grande parte implementadas no terreno e nós as apoiamos até o fim", disse o ministro da Defesa turco Hulusi Akar. "Queremos que a calma prevaleça imediatamente seja em Idlib, seja na Líbia", acrescentou Akar. Contudo, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan avisou Haftar, dizendo que lhe seria dada "uma lição" se suas tropas retomassem os ataques. "Se a Turquia não tivesse intervindo, Haftar teria tomado o controle total da Líbia", disse Erdogan.

Mercuri (Sioi): Eu esperava mais abertura de Haftar

Para Michela Mercuri, professora de geopolítica na Sioi (Sociedade Italiana de Organizações Internacionais) "pensei que a Rússia tivesse concordado sobre as linhas a seguir. Quando Putin decide dar um passo tão importante eu teria esperado que Haftar estivesse mais aberto. A Rússia poderia agora tentar rever seu aliado Haftar, para convencê-lo; poderia então concordar uma linha comum com os sauditas e os Emirados Árabes para fazê-lo raciocinar. Na verdade, no entanto, a Rússia continua a ser um ator-chave no contexto líbico. Sobre a conferência de Berlim, poderia ser decisiva com um papel forte da Rússia e da Turquia, que já decidiram quase tudo, ou a conferência de Berlim não se realizará".

Fonte: Vatican News

-----------------------------------------------.

"A minha criação é Direitos Humanos envolto em poesia" - V. Duarte

Poeta, romancista, cronista, ensaísta, a cabo-verdiana, Vera Duarte, com onze obras publicadas e diversos prémios já ganhos, entre os quais o Prémio Tchicaya U Tam'si de Poesia Africana, considera que os pronunciamentos do Papa Francisco acerca dos direitos e da dignidade da mulher elevam a um patamar muito mais alto a luta de décadas das activistas desses direitos.

Uma das importantes figuras femininas da literatura em Cabo Verde é, sem dúvida alguma, Vera Duarte. Em 2018 fez 25 anos que enveredou por esse caminho com o livro de poemas "Amanhã Amadrugada", seguido de "O Arquipélago da Paixão" que, juntamente com publicações esparsas, lhe valeram em 2001 o Prémio Tchicaya U Tam'si de Poesia Africana.  Hoje já tem também romances.

Juíza Desembargadora, já reformada, Vera Duarte tem-se debruçado também sobre a questão dos direitos humanos. Aliás, tem sabido aliar majestosamente os seus dotes de escrita, de activista da causa feminina, de defensora dos direitos humanos com os mais nobres valores da Humanidade em que acredita: liberdade, justiça, dignidade, combate ao racismo, igualdade…

A Vera Duarte, o Programa Português (África) da Rádio Vaticano dedicou o seu programa semanal de quinta-feira, 9/1/2020 “África em clave feminina: música e arte” e, dessa emissão, retomou alguns excertos, nomeadamente o retrato bio-literário que dela traça o editor Filinto Elísio (Rosa de Porcelana Editora), e as palavras dela própria acerca dos pronunciamentos do Papa Francisco em relação à mulher.

Também pode aqui ouvir na íntegra a entrevista da Vera Duarte em que aborda outros temas como o fio condutor das suas obras ao longos deste seu percurso literário; a sua incursão na literatura por aspectos antes apanágio apenas de escritores; a relação no domínio das artes e, portanto, também da literatura, entre Cabo Verde e a África continental que, a seu ver, é muito escassa e para cujo incremento ela torce. Aliás, recordou que vai participar de uma obra a sair proximamente no Quénia - “Contemporary Poetry Africa 2020” - e faz vénia a tudo o que pode aproximar mais estas duas realidades. Fala ainda do entrelaço que estabelece entre literatura e direitos humanos, afirmando que constituem para ela, respectivamente, a primeira e a segunda pele; do longo caminho que a mulher tem ainda a percorrer para, não obstante as etapas já conquistadas, entrar plenamente no cânone literário; da complexidade que o tema da emancipação feminina vai assumindo e a árdua tarefa a levar avante para desenraizar, sobretudo do ponto de vista de comportamentos sociais, atitudes assumidas pelas sociedades ao longo de séculos; e ainda o facto de as mulheres que lutam desde há décadas pela conquista dos direitos da mulher no mundo, terem agora no Papa Francisco um “aliado de dimensão extraordinária.” Fonte: Vatican News

------------------------------------------------.

Estudantes, empresários e gestores promovem a semana da «economia de Francisco»

 “O Papa acredita muito nos jovens para refundar e refazer um mundo absolutamente diferente», refere o presidente da ACEGE

Lisboa, 14 jan 2019 (Ecclesia) – O presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) afirmou que esta semana é dedicada à ‘Economia de Francisco’, com três iniciativas que partem dos “testemunhos pessoais” dos economistas convidados para “reconstruir” sistemas a partir de Assis.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, João Pedro Tavares disse que o Papa vai perguntar aos jovens o que é que o santo italiano, “filho rico de um mercantilista, teria hoje para dizer”, “Ele que em Assis e arredores largou as suas riquezas.”

“O Papa acredita muito nos jovens, se calhar mais do que em nós, para refundar e refazer um mundo absolutamente diferente; Que façam a introdução na economia de variáveis não económicas, como o amor e a verdade como critérios de gestão, é uma divisa da ACEGE; Porque não a compaixão, a misericórdia, e outras variáveis”, disse o presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores.

No dia 11 maio de 2019, o Papa convocou “jovens economistas, empresários e empresárias de todo o mundo” para o encontro ‘A economia de Francisco’, a que “faz viver e não mata”, nos dias 26, 27 e 28 de março deste ano, na cidade italiana de Assis.

A semana dedicada à “economia de Francisco” conta com a presença do diretor científico do evento promovido pelo Papa, Luigino Bruni, que vai fazer uma conferência esta sexta-feira, pelas 18h30, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, e conta também com uma comunicação de Luís Cabral, esta terça-feira, e outra de Fátima Carioca, na quarta.

Segundo João Pedro Tavares, o professor Luís Cabral explica esta terça-feira “o que significa a economia de Francisco a um economista clássico”, mais tradicional, e, através do “testemunho pessoal”, como começou a “incorporar estes valores cristãos no seu dia-a-dia, nas suas decisões”.

A conferência ‘A economia de Francisco explicada a um economista com formação clássica, decorre na AESE Business School, em Lisboa, das 17h45 às 19h30, e é um evento de entrada livre limitado à capacidade da sala.

Esta quarta-feira, as instituições envolvidas na preparação do encontro promovido pelo Papa promovem mais uma sessão na AESE Business School, contando com a presença de Fátima Carioca.

“Vai testemunhar onde está no sonho, naquilo que sonhou para a sua carreira e para a sua vida como um todo”, adiantou João Pedro Tavares, acrescentando que a oradora vai refletir sobre os seus “dons e talentos”, que “são recebidos por Deus e são uma dádiva” e como se devolve “à sociedade, como criar valor”.

Luigino Bruno vai apresentar, na sexta-feira, como “introduzir valores não económicos no seu modelo e visão económica”, destacou João Pedro Tavares, realçando que diretor científico do evento de Assis compatibilizou o que deram “por adquirido que não era compatível”.

O presidente da ACEGE afirma que é “tudo” feito em preparação para as Jornadas Mundiais da Juventude de 2022, que vão decorrer em Lisboa, porque “é uma dinâmica que não se vai esgotar e não vai terminar Assis” mas “tudo parte de um mesmo caminho de transformação e enorme impacto”.

Em Portugal, o evento “A Economia de Francisco” vai contar com cerca de 50 participantes de Portugal e tem mais de dois mil inscritos, de acordo com informação divulgada pelo Vaticano.

A preparação do encontro promovido pelo Papa e a participação de Portugal está a envolver as escolas e associações de negócios portuguesas, nomeadamente a ACEGE-Associação Cristã de Empregados e Gestores, as faculdades de economia e gestão da Nova e da Universidade Católica Portuguesa, e a AESE Business School, assim como o projeto “Economia de Comunhão”, do Movimento dos Focolares, e a Comissão Nacional Justiça e Paz.

Fonte: Agência Ecclesia

---------------------------------------.

Papa Francisco expulsa sacerdote legionário do estado clerical por abusos sexuais

 O Papa Francisco aprovou a expulsão do estado clerical de Fernando Martínez Suárez, membro dos Legionários de Cristo que abusou de pelo menos seis meninas no início dos anos 1990 em uma escola de Cancun (México).

Assim os Legionários de Cristo informaram às vítimas em uma carta assinada em 13 de janeiro por Pe. Andreas Schöggl, secretário-geral da congregação religiosa.

Em sua carta, Pe. Schöggl explicou que Pe. Eduardo Robles Gil, diretor geral dos Legionários de Cristo "está em exercícios espirituais", de modo que "pediu-me para comunicar pessoalmente o seguinte: Nesta manhã, Fernando Martínez Suárez foi notificado de que o Santo Padre aceitou seu pedido de deixar o estado clerical para o bem da Igreja (pro bono Ecclesiae)”.

O secretário-geral dos Legionários de Cristo indicou que Fernando Martínez Suárez “fez essa msolicitação para, de alguma forma, aliviar o sofrimento causado a você e às demais vítimas. A Congregação para a Doutrina da Fé a submeteu ao Santo Padre após um estudo atento do caso”.

Meses atrás, Martínez Suárez foi acusado publicamente de abusar de meninas no início dos anos 1990, quando dirigia o Instituto Cumbres, em Cancun (México), uma escola administrada pelos Legionários de Cristo.

Em um documento publicado em 22 de novembro de 2019, os Legionários de Cristo confirmaram que Martínez Suárez abusou de pelo menos seis meninas de 6 a 11 anos, entre 1991 e 1993.

Também há uma acusação contra o sacerdote realizada em 1969, pelo abuso de um menino de 4 a 6 anos, assim como de uma menina em 1990. Ambos os casos correspondem ao Instituto Cumbres Lomas, na Cidade do México.

O caso de Martínez Suárez reavivou os questionamentos aos Legionários de Cristo e ao seu processo de renovação.

Fundados em 1941 por Marcial Maciel, sacerdote falecido que cometeu diversos abusos sexuais reconhecidos posteriormente pela organização, os Legionários de Cristo passaram por um processo de renovação e purificação acompanhados pelo Vaticano, que recentemente levou à criação da Federação Regnum Christi, que inclui esta congregação, assim como as Consagradas de Regnum Christi e os leigos Consagrados de Regnum Christi.

No entanto, para as vítimas de Martínez Suárez, esse caso evidenciaria que o encobrimento e a cumplicidade com os abusadores persistem entre os membros dos Legionários de Cristo.

Em um comunicado à imprensa, também publicado em 13 de janeiro, os Legionários de Cristo indicaram que Martínez Suárez “se reconheceu culpado de crimes de abuso sexual contra menores de idade” e “perdeu o estado clerical e não poderá mais exercer o ministério sacerdotal, pelo bem da Igreja”.

“A Santa Sé autorizou que continue pertencendo aos Legionários de Cristo, a pedido do próprio Fernando Martínez Suárez. Os Legionários de Cristo assumirão a responsabilidade de que Fernando Martínez leve uma vida que corresponda a sua condição de religioso que perdeu o estado clerical, e reafirmam sua determinação de percorrer o difícil e exigente caminho de reparação e cura”, disseram. Fonte: ACIDigital

0----------------------------------------.

Evento mostrará como a Igreja Católica salvou milhares de judeus do Holocausto

 A Missão Permanente de Observação da Santa Sé ante as Nações Unidas e a Fundação Pave the Way (PTWF) estão organizado o evento “Recordando o Holocausto: Os esforços documentados da Igreja Católica para Salvar Vidas”, no qual busca recordar as vítimas do Holocausto e discutir os esforços realizados pela Igreja durante a Segunda Guerra Mundial.

O evento acontecerá em 27 de janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto e 75º aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz.

Segundo assinala PTWF em seu site, a fundação busca reunir especialistas sobre o Holocausto, a Segunda Guerra Mundial, o Papa Pio XII e as ações da Igreja Católica nos tempos de guerra, para examinar documentos de arquivo e entender as ações tomadas pelo Pontífice e a Igreja durante esse período.

O fundador de PTWF, Gary L. Krupp, assinalou que “durante muito tempo existiu uma grande quantidade de informação falsa sobre como os católicos, especialmente o Papa Pio XII, enfrentaram as ameaças da Segunda Guerra Mundial”.

PTWF, em sua missão de resolver conflitos, decidiu embarcar em um importante projeto de pesquisa internacional, que finalizou com a redação do livro “O Papa Pio XII e a Segunda Guerra Mundial: A verdade documentada” (Pope Pius XII and World War II- The Documented Truth), comentou Krupp.

O livro descreve as ações de diferentes organizações e forças políticas para ocultar as obras que a Igreja realizou contra o regime nazista.

Entre os participantes do evento estarão o professor de História Contemporânea na Universidade de Cergy-Pontoise, Edouard Husson; o professor de História em Gustav-Siewerth Akademie, Dr. Michael Hesemann; o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Mississippi, Ronald Rychlak; entre outros.

O evento acontecerá no Conselho de Administração Fiduciária, na seda da Organização das Nações Unidas, das 15h às 18h, e terá capacidade limitada.

Fonte: ACIDigital

-----------------------------------------------------.

Do dia 13/01/2020

Comitê de Gestão Administrativa e Financeira da CNBB foca em mais transparência

No artigo abaixo, dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fala do modelo de gestão que vem sendo implementado pela nova presidência da entidade. Entre as novidades, está a criação de um Comitê de Gestão Administrativa e Financeira. Segundo dom Walmor, o gesto configura-se como “um passo importante da Conferência, em sua sólida e reconhecida trajetória, no zelo com os recursos que promovem e garantem trabalhos de evangelização e a dedicação e cuidado com os mais pobres, opção prioritária da Igreja”. Saiba mais sobre a forma de gestão em implementação na Conferência dos Bispos.

Honestidade exemplar

Agir com transparência é dever cidadão, irrenunciável compromisso de quem professa, com autenticidade, a fé cristã católica. É exatamente este caminho que a Igreja procura cada vez mais ensinar e promover, não apenas com palavras, mas a partir de gestos concretos, oferecendo um testemunho cristão genuíno, capaz de inspirar diferentes segmentos da sociedade. Nesse sentido, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem seu Conselho Econômico e criou o Comitê de Gestão Administrativa e Financeira. Um passo importante da Conferência, em sua sólida e reconhecida trajetória, no zelo com os recursos que promovem e garantem trabalhos de evangelização e a dedicação e cuidado com os mais pobres, opção prioritária da Igreja.

Com o Conselho e Comitê Gestor, a gestão dos recursos torna-se ainda mais transparente, permitindo que a colegialidade da CNBB, seu principal tesouro, inspire também mecanismos de controladoria e fiscalização. Uma iniciativa que deve servir de exemplo para as diferentes instituições que buscam investir em mecanismos que representam uma contribuição na prevenção e combate aos riscos da corrupção. Isso porque ninguém está imune deste mal, conforme ensina São Gregório Magno, citado pelo Papa Francisco, na Bula Apostólica Misericordiae Vultus. É preciso, pois, enfrentá-lo com coragem e humildade.

    “Agir com transparência é dever cidadão, irrenunciável compromisso de quem professa, com autenticidade, a fé cristã católica.”

O Santo Padre faz distinção entre corrupção e pecado. A corrupção é mais grave, pois se trata de “uma contumácia no pecado, que pretende substituir Deus com a ilusão do dinheiro como forma de poder”. Na contramão desse domínio do dinheiro está o compromisso com a adoção de uma conduta honesta. A criação do Conselho Econômico é sinal genuíno de que os bispos do Brasil têm essa consciência. A administração do bem comum seria diferente, melhor, se cada pessoa reconhecesse a preciosa indicação do apóstolo Paulo: o dinheiro é a raiz de todos os males.

Esse reconhecimento é o primeiro passo para que todos, permanentemente, cultivem a honestidade. Estejam atentos aos limites que não podem ser ultrapassados, certos de que o melhor é ter credibilidade e estar tranquilo quando alguém solicita uma prestação de contas. Tranquilidade, credibilidade e a consciência em paz são qualidades dos que agem de modo coerente com os ensinamentos do Mestre Jesus. O ser humano comete falhas, peca, mas não pode ser corrupto. O convite é para seguir na direção oposta, da santidade, fazendo o bem, em sintonia com o amor de Deus.

Não há caminho mais promissor para vencer a corrupção do que a permanente busca por uma vida em santidade. E a santidade pressupõe assumir que longe de Deus somos todos incompletos. A Igreja nos ensina que a santidade, caminho contrário ao da corrupção, não é ideal distante, uma condição restrita aos cristãos dos primeiros séculos. Todos se espelhem no exemplo de Santa Dulce dos Pobres, que evangelizou em um contexto urbano, semelhante ao que se vive na atualidade. Dedicou-se incansavelmente aos pobres.

Para isso, Santa Dulce dos Pobres exerceu exemplar administração dos recursos que lhe eram confiados. Mesmo muito doente, já no fim de sua caminhada entre nós, conseguiu consolidar uma rede de solidariedade. Isto não se faz sem honestidade, transparência e credibilidade. A sua canonização é um presente do Papa Francisco ao povo brasileiro. Todos possam se inspirar, sempre mais, no exemplo de Santa Dulce dos Pobres, fortalecendo o compromisso com a honestidade.

Dom Walmor Oliveira Azevedo

Arcebispo de Belo Horizonte (MG)

Presidente da CNBB

Fonte: CNBB

-----------------------------------------------------------.

Administração paroquial: investimento na formação humana é um grande diferencial

Depois de longos anos de estudos, o seminarista é ordenado padre. O papel de presbítero se divide, além das funções pastorais, em funções administrativas. Em quase todas as dioceses, os seminaristas são incentivados à prática pastoral desde os primeiros anos de formação. Porém, a orientação administrativa costuma ficar de lado. Poucos seminários investem em aulas de gestão paroquial ou qualquer curso de práticas administrativas no período de formação.

Mas o que é preciso para uma boa administração paroquial? Em matéria publicada na revista Bote Fé, da Edições CNBB, conheça a experiência do bispo de Leopoldina (MG), dom Edson Oriolo dos Santos. Para ele, a boa administração paroquial está fundamentada em investir na formação técnica, pastoral, teológica e espiritual dos administradores.

Gestão comprometida

O bom funcionamento de uma paróquia depende de diversos fatores, como o Conselho Paroquial de Pastoral (CPP), pastoral do Dízimo, planejamento de atividades pastorais, mas sobretudo da gestão administrativa, da qual sobrevive a comunidade. Todos fazem gestão compreendida como o uso de todos os recursos humanos e técnicos para atingir um objetivo.

Dom Edson Oriolo dos Santos

Pós-graduado em Gestão de Pessoas, o bispo de Leopoldina (MG), dom Edson Oriolo dos Santos, ressalta que as paróquias necessitam da gestão para serem proativas e capazes de se adaptar às exigências conjunturais, transformando-se em verdadeiros centros de irradiação missionária.

    “Uma boa gestão contribui para estar mais próxima das pessoas, incentivando os fiéis a fazer o ‘encontro pessoal com Cristo’, através da Sagrada Escritura, da Sagrada Liturgia, da Eucaristia, da reconciliação, da oração pessoal e comunitária, na comunidade viva de fé, no amor fraterno, nos pobres, aflitos e enfermos, na piedade popular e na devoção a Maria”, destaca o bispo.

Muitos dos fieis não fazem ideia que por trás de todo aquele trabalho pastoral comunitário existe um universo gigantesco de questões operacionais que são fundamentais para o funcionamento de uma paróquia como, por exemplo, os cuidados com arquivos e documentos e em relação às responsabilidades fiscais e encargos sociais.

O administrador na Igreja

Para dom Edson Oriolo, ser um bom administrador no âmbito diocesano, paroquial e comunitário, exige conhecer, com precisão e objetividade, a realidade organizacional para estabelecer diretrizes; acolher novas pessoas com seus carismas e qualificações, abrindo espaço para elas na paróquia; saber conviver bem com as diferenças individuais e culturais de valores e atitudes, a fim de respeitar a pluralidade e a diversidade sociais.

    “É fundamental para ser um bom administrador investir no material humano (proporcionar formação técnica, pastoral, teológica, espiritual dos agentes); cumprir rotinas e prazos, e fazer uso inteligente de recursos no projeto de consultoria e, sobretudo, ser apaixonado por Jesus Cristo, pelas Sagradas Escrituras, por Nossa Senhora e pela Igreja”, ressalta dom Edson.

O bispo sugere que uma boa ferramenta para o novo padre que assume este ofício de gerenciamento e administração paroquial seja a criação de um Conselho para Assuntos Econômicos/Administrativo. Para ele, assim será possível contar com o auxílio de membros da comunidade que possam colaborar com o bom funcionamento pastoral da paróquia.

Para o especialista em gestão de pessoas, uma boa gestão depende de uma ‘Cultura Organizacional’, que nada mais é do que valores, crenças, regras e normas adotadas para o bom funcionamento de uma determinada organização. “A paróquia depende da forma como as normas, as regras, a ética, os valores são aplicados pelos seus integrantes, explica o bispo de Leopoldina.

Dom Edson explica que todos na paróquia devem estar em sintonia entre si, comprometidos com a organização eclesial.  Segundo ele, para que uma paróquia evolua dentro de uma estrutura organizacional deve haver diretrizes, planejamentos, assembleias, conselhos, pessoas e equipes, que caminhem para os resultados desejados.

Ferramentas que facilitam a administração paroquial

Na contemporaneidade temos inúmeras ferramentas, muitas delas com nomes em inglês em função de terem sido forjadas nas escolas de administração, que podem ajudar os sacerdotes na administração paroquial: governança corporativa, “rapport”, “CRM” (gestão de relacionamento), princípio da entidade, “designer thinking”, “stakeholder”, algoritmo, etc. Duas ferramentas podem ajudar o processo de administração de nossas dioceses, paróquias e comunidades eclesiais missionárias são: “swot” e “accountability”.

“Swot” é uma ferramenta do Planejamento Estratégico, pode ser utilizada para conhecer a realidade e planejar ações. É importante instrumento utilizado para planejamento estratégico, que consiste em recolher dados importantes que caracterizam o ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) da diocese, paróquia, comunidade eclesial missionária, pastorais, movimentos, conselhos etc.

“Accountability”, termo que inspira-se nas virtudes morais, remete à ideia de ter uma ação transparente e postura de prestação de contas junto à comunidade.

Fonte: CNBB

---------------------------------------------------------.

Quase um ano após tragédia, Igreja continua prestando auxílio a Brumadinho

Dia 25 de janeiro completa um ano do rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho, Minas Gerais, que fez mais de 270 vítimas. Desde a tragédia, a Igreja no Brasil vem desempenhando um conjunto de ações em apoio aos atingidos. Exemplo disso é a parceria entre a arquidiocese de Belo Horizonte – envolvendo a Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC Minas) e o Vicariato para a Ação Social e Política – e a Defensoria Pública da União (DPU), para a construção do espaço “Juntos por Brumadinho”. 

O lugar ajuda famílias, vítimas da tragédia, a serem respeitadas em seus direitos por meio de atendimento jurídico gratuito e apoio emergencial a necessidades materiais mais urgentes. Professores da PUC-Minas e a equipe da Providens, Ação Social Arquidiocesana, contribuem para o acolhimento às famílias. A iniciativa é integrada ainda aos trabalhos desenvolvidos pelas comunidades de fé da Paróquia São Sebastião de Brumadinho.

O bispo auxiliar de Belo Horizonte e referencial para o Vale do Paraopeba, dom Vicente Ferreira, é também uma das pessoas que vem se dedicando, dia e noite, ao amparo espiritual das famílias, visitando lares e presidindo momentos de oração em velórios. O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, e muitos padres, diáconos, seminaristas, religiosos e voluntários, de diferentes cidades, também se uniram à população que sofre com a tragédia, na ampla campanha Juntos por Brumadinho.

Em maio de 2019, por exemplo, dom Walmor presidiu o seminário “A mineração e o cuidado com a Casa Comum”, reunindo representantes dos vários setores da sociedade para refletir sobre a missão da Igreja Católica na defesa da Casa Comum e seu necessário posicionamento para uma urgente revisão do modelo econômico extrativista.

O evento, realizado na PUC Minas,  teve também por objetivo divulgar a posição da Igreja, a fim de orientar a opinião pública e apoiar as comunidades, grupos e movimentos que se dedicam à defesa dos territórios ameaçados,  além de apresentar ao Vaticano o impacto da tragédia sobre a população de Brumadinho e as contradições da mineração em Minas e no Brasil.

O Seminário foi organizado pela arquidiocese de Belo Horizonte e a Rede Igrejas e Mineração – uma plataforma ecumênica que integra diferentes Igrejas na América Latina, unidas na missão de amparar comunidades impactadas pela mineração, a exemplo do ocorrido com as populações de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, em janeiro de 2019. 

Já em junho de 2019, um grupo de aproximadamente 30 bispos visitou a comunidade de Parque das Cachoeiras, em Brumadinho. O local foi um dos mais atingidos pelo rompimento da barragem com rejeitos de mineração da Vale. Os bispos integram o regional Leste 2 da CNBB, que abrange os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. Durante a visita, eles vivenciaram momento de oração com a comunidade, no ponto mais atingido pela lama. Em seguida, se reuniram na Igreja São Judas, para um momento de celebração com os voluntários que se dedicam à comunidade. 

Ainda em junho os seminaristas do Propedêutico, 2° e 3° ano de Filosofia e 2° a 4° ano de Teologia do Seminário Arquidiocesano Coração Eucarístico de Jesus fizeram missões em Brumadinho. Eles visitaram famílias, rezaram juntos e partilharam experiências. No mesmo mês, a PUC Minas apresentou em Brumadinho, no dia 29, projetos vinculados ao programa de extensão da universidade. O encontro reuniu alunos, professores, funcionários das duas instituições e pessoas da comunidade de Brumadinho, no Santuário Nossa Senhora do Rosário.

O objetivo foi discutir estratégias de fortalecimento das comunidades atingidas pelo rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão. Os projetos estão inseridos nos seguintes eixos temáticos: jurídico-contábil; educativo/lúdico; gestão; psicossocial e sociocomunitário; veterinária; saúde humana; e socioambiental. 

Também em 2019 a comunidade de Brumadinho recebeu um presente do Papa Francisco: uma réplica de sua cruz peitoral, entregue pelo monsenhor Bruno Marie Duffè , enviado do Papa, como sinal de sua solidariedade e preocupação com as vítimas do rompimento da barragem no Córrego do Feijão. Essa cruz passou pelas casas das famílias das comunidades de Brumadinho. Em visita à comunidade de Córrego do Feijão, o representante do Papa Francisco ouviu testemunhos das pessoas que perderam familiares e seus meios de sobrevivência, em consequência do rompimento da barragem.

Este ano, na data em que se completa um ano do rompimento da barragem, no dia 25 de janeiro, a arquidiocese de Belo Horizonte realizará a “1ª Romaria Arquidiocesana pela Ecologia Integral”.

A iniciativa será um importante momento de oração e partilha, no horizonte da promoção da ecologia integral e em solidariedade às vítimas. A programação começa às 8h, com a Celebração da Palavra, em Brumadinho. Dom Walmor presidirá a Santa Missa, às 17h. A programação inclui apresentações culturais e momentos de partilha, espiritualidade e oração.

Fonte: CNBB

------------------------------------------------.

Com nova formação, CONSEP se encontrou em 2019 para fortalecer a pastoral orgânica

Em 2019, o Conselho Pastoral (CONSEP) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), após sua nova formação para a gestão do quadriênio 2019-2023, se encontrou em três ocasiões nos meses de maio, agosto e setembro. Em junho e novembro aconteceram as reuniões do Conselho Permanente.

Segundo o estatuto da entidade, cabe ao Conselho, constituído pela presidência da CNBB e os bispos que presidem as Comissões Episcopais Pastorais, promover a pastoral orgânica da Igreja, em âmbito nacional, e também operar como um órgão executivo das decisões pastorais da Assembleia Geral e do Conselho Permanente.

Também participam das reuniões do Conselho Pastoral os representantes dos chamados Organismos do Povo de Deus – que representam os presbíteros, diáconos, os leigos, os religiosos, os institutos seculares, além dos organismos vinculados. Veja a seguir os principais encaminhamentos de cada reunião.

27 a 29 de maio

Foi o primeiro encontro do colegiado com a nova formação, uma vez que a Presidência e os presidentes das Comissões Episcopais Pastorais foram eleitos durante a 57ª Assembleia Geral da entidade, no início deste mês. Nesta reunião, os bispos analisaram a conjuntura social brasileira, deliberaram sobre o calendário de reuniões do ano e encaminharam questões relativas as Campanhas da Fraternidade, ao Plano Quadrienal e as Comissões Episcopais Pastorais.

Os bispos também aprovaram as últimas atas da Assembleia Geral. O Conselho Pastoral retomou a discussão sobre as atribuições das Comissões Pastorais e a proposição do número de bispos e assessores para cada uma, apresentadas na reunião do Conselho Permanente, em junho.

20 a 21 de agosto

As diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019-2023 estiveram no centro das reflexões, debates e encaminhamentos dos participantes do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nesta segunda com a nova formação.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella, aprofundou as ideias centrais das novas diretrizes, como a reflexão em torno das comunidades eclesiais missionárias. O secretário-geral reforçou as ideias que sustentam o modelo das comunidades eclesiais missionárias, horizonte a ser buscado segundo as novas diretrizes.

As Comissões Episcopais Pastorais da CNBB foram provocadas, pelo secretário-geral, a refletir sobre quais os encaminhamentos práticos e como adaptar as diretrizes para o seu campo específico de ação por meio da elaboração de um plano quadrienal com objetivos, estratégias, prazos e recursos.

O cartaz da Campanha da Fraternidade de 2020, cujo tema será “Fraternidade e vida: dom e compromisso” foi aprovado no segundo dia da reunião. Os bispos também deliberaram sobre o texto-base e as propostas para a letra do hino da campanha. Novos assessores que estarão a serviço das 12 Comissões Episcopais Pastorais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se foram apresentados.

17 e 18 de setembro

Reflexões e debates em torno da realização em outubro, no Vaticano, do Sínodo da região Pan-Amazônica ocuparam parte da pauta do primeiro dia de reunião. Outro assunto que também mereceu destaque e sugestões dos bispos e assessores que integram o Consep foi o tema da 58º Assembleia Geral da CNBB a se realizar em 2020. Uma pergunta orientou as reflexões do grupo: quais os desafios hoje para que a palavra de Deus seja o fundamento da vida das comunidades eclesiais missionárias?

Sobre o tema, o arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, ressaltou que a ideia é produzir um documento não muito extenso, mas orientações para efetivar a centralidade da Bíblia e que aponte para uma verdadeira “cultura” da Palavra de Deus na vida comunitária.

As ideias e preocupações iniciais para a nova política de comunicação da CNBB para o quadriênio da nova gestão também foram alvo de debate entre os participantes do Consep. As reflexões foram motivadas pela Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil por meio de seu presidente, o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Mol, do padre Tiago Silva, assessor da Comissão e de Manuela de Oliveira Castro, nova assessora de Comunicação da entidade.

Fonte: CNBB

------------------------------------------.

O início do ano é tempo oportuno para a organização do Planejamento Pastoral

O Subsecretário Adjunto de Pastoral e assessor da Comissão para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Marcus Barbosa, falou sobre o início do ano como um tempo oportuno para as dioceses, comunidades, paróquias, pastorais e organismos realizarem o seu planejamento pastoral. O grande marco, que funciona como um mapa que indica os rumos a seguir, para toda a Igreja no Brasil, são as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), elaboradas a cada quatro anos pelo episcopado brasileiro, também conhecidas como Plano de Evangelização.

Desde 1974, como informou o padre Marcus, a “Diretrizes” assumiram a missão de exprimir a unidade nos principais rumos, linhas e orientações para a missão evangelizadora da Igreja no Brasil. Desta forma, conforme decisão dos bispos, “as dioceses passaram a construir seus Planos pastorais com seus programas práticos e ações mais específicas”.

O subsecretário adjunto de Pastoral da CNBB reforça que o planejamento pastoral das dioceses, organismos e pastorais da Igreja precisa traduzir as Diretrizes da Igreja no Brasil para os planos pastorais, com seus caminhos e estratégias, partindo de suas realidades singulares e concretas. Abaixo, padre Marcus sistematiza pontos importantes sobre o Planejamento Pastoral:

Ação com espiritualidade

Ao falar de Planejamento, algo é central: o acento que precisa ser dado ao fervor do espírito dos agentes evangelizadores. “Evangelizadores com Espírito!”. Um dos textos mais expressivos para sublinhar a estreita relação entre Mística e Planejamento está na Exortação Apostólica Novo Millenio Ineunte, de São João Paulo II. Rica é sua reflexão: “Antes de programar iniciativas concretas, é preciso promover uma espiritualidade de comunhão”.

Planejar não é burocratizar

Para uma ação evangelizadora frutuosa, é preciso ir além das reflexões teóricas e das definições. Precisa-se chegar a alcançar, com a Palavra de Deus e as orientações dos nossos variados e preciosos documentos, o coração das pessoas e de suas realidades. Sem isso, não há evangelização! Pode haver, sim, burocratização: muitos papéis, agendas cheias, subsídios e Planos de pastoral bonitos que anunciam tudo o que deve ser feito, mas sem envolver as pessoas, fomentar a comunhão e participação, a corresponsabilidade eclesial, e firmar, dentro da salutar diversidade existente, uma pastoral orgânica de conjunto.

Considerar diferentes realidades e contextos

Um Plano de pastoral bem elaborado é um instrumento valoroso para fazer chegar até os núcleos mais profundos, fazer chegar a “alma” dos variados contextos eclesiais e culturais, os valores do Evangelho e a reflexão e a práxis da Igreja, gerando assim uma fecunda Conversão Pastoral, expressa na purificação dos corações e mudanças de estilo de vida e missão de nossas Comunidades Eclesiais.

Exigências do Planejamento

Para isso, três exigências não deveriam faltar ao se pensar num Planejamento Pastoral: a) Participação: O planejamento conta com todos. b) Gradualismo: vai acontecendo de maneira gradual e respeita-se as etapas e os processos; c) Despretensão: o planejamento constitui uma ajuda, não a “receita” para a ação pastoral”.  Os planejamentos pastorais, inspirados nas Diretrizes, devem fugir da improvisação e do espontaneísmo e ser pensados e rezados como caminho para nossa atuação como cristãos na Igreja e na Sociedade.

Fonte: CNBB

------------------------------------------.

Uma contribuição sobre o celibato sacerdotal em filial obediência ao Papa

O Pontífice emérito e o cardeal-prefeito da Congregação para o Culto Divino debatem em um livro um tema sobre o qual o Papa Francisco se expressou várias vezes.

No dia 15 de janeiro, na França, será publicado um livro sobre o sacerdócio assinado pelo Papa emérito Joseph Ratzinger e pelo cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Segundo antecipações fornecidas pelo jornal Le Figaro, os autores entram no debate sobre o celibato e sobre a possibilidade de ordenar sacerdotes casados.  Ratzinger e Sarah – que se definem dois bispos em «filial obediência ao Papa Francisco» que «buscam a verdade» num «espírito de amor pela unidade da Igreja» - defendem a disciplina do celibato e apresentam as motivações para não mudá-la, segundo o parecer de ambos. A questão do celibato ocupa 175 páginas do volume, com dois textos, um do Papa emérito e outro do cardeal, com uma introdução e a conclusão assinadas pelos dois.

Sarah, no seu texto, recorda que «há um elo ontológico-sacramental entre sacerdócio e celibato. Qualquer enfraquecimento deste elo colocaria em discussão o magistério do Concílio e dos Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI. Suplico ao Papa Francisco que nos proteja definitivamente de tal eventualidade, vetando qualquer enfraquecimento da lei do celibato sacerdotal, mesmo limitado a uma ou outra região». Sarah chega a definir uma «catástrofe pastoral, uma confusão eclesiológica e um ofuscamento da compreensão do sacerdócio» a eventual possibilidade de ordenar homens casados. Bento XVI, em sua breve contribuição, refletindo sobre o argumento remonta às raízes hebraicas do cristianismo, e afirma que o sacerdócio e o celibato estão unidos desde o início da «nova aliança» de Deus com a humanidade, estabelecida por Jesus. E recorda que já «na Igreja antiga», isto é,  no primeiro milênio, «os homens casados podiam receber o sacramento da ordem somente se estivessem comprometidos a respeitar a abstinência sexual».

O celibato sacerdotal jamais foi um dogma. Trata-se de uma disciplina eclesiástica da Igreja latina, que representa um dom precioso, definido deste modo por todos os últimos pontífices. A Igreja Católica de rito oriental prevê a possibilidade de ordenar sacerdotes homens casados e exceções foram admitidas também para a Igreja latina justamente por Bento XVI, na Constituição apostólica “Anglicanorum coetibus”, dedicada aos anglicanos que pedem a comunhão com a Igreja Católica, em que se prevê «admitir caso por caso à Ordem Sagrada do presbiterado também homens conjugados, segundo os critérios objetivos aprovados pela Santa Sé».

Vale a pena recordar ainda que, sobre este argumento, se expressou várias vezes também o Papa Francisco, que ainda cardeal, no livro com o rabino Abraham Skorka, explicou ser favorável à manutenção do celibato «com todos os prós e os contra que comporta, porque são dez séculos de experiências mais positivas do que de erros. A tradição tem um peso e uma validade». Em janeiro passado, no diálogo com os jornalistas no voo de regresso do Panamá, o Papa recordou que na Igreja católica oriental era possível a opção celibatária ou matrimonial antes do diaconato, mas acrescentou a propósito da Igreja latina: «Vem-me à mente aquela frase de São Paulo VI: ‘Prefiro dar a vida antes que mudar a lei do celibato’. Veio-me à mente e quero dizê-la, porque é uma frase corajosa, num momento mais difícil do que o atual (nos anos ‘68/’70). Pessoalmente, penso que o celibato é uma dádiva para a Igreja. (...) Não estou de acordo com permitir o celibato opcional». Na sua resposta, falou também da discussão entre os teólogos acerca da possibilidade de conceder concessões para algumas regiões perdidas, como as ilhas do Pacífico, afirmando, porém, «que não há decisão minha. A minha decisão é: celibato opcional antes do diaconato, não. É uma coisa minha, pessoal… Eu não o farei: isto fique claro. Sou «fechado»? Talvez. Mas não me sinto, diante de Deus, de tomar tal decisão.».

Em outubro de 2019, se realizou o Sínodo sobre a Amazônia e o tema foi debatido. Como pode ser consultado no documento final, houve bispos que pediram a possibilidade de ordenar sacerdotes diáconos permanentes casados. Todavia, impressiona que em 26 de outubro, no seu discurso conclusivo, o Papa, depois de acompanhar na sala todas as fases de pronunciamentos e discussões, não tenha mencionado de modo algum o tema da ordenação de homens casados, nem superficialmente. Ao invés, recordou as quatro dimensões do Sínodo: aquela relativa à inculturação, à ecologia, ao social e, por fim, a dimensão pastoral, que «inclui todas as outras». Neste mesmo discurso, o Pontífice falou da criatividade nos novos ministérios e do papel da mulher e, referindo-se à escassez de clero em algumas regiões de missão, recordou que existem muitos sacerdotes que foram ao primeiro mundo – Estados Unidos e Europa - «e deste país não há nenhum para enviar para a região amazônica».

Por fim, é significativo também o fato que de Francisco, agradecendo à imprensa, nesta mesma ocasião tenha pedido aos jornalistas, ao difundir o documento final, que falassem sobretudo dos diagnósticos, «onde o Sínodo realmente se expressou melhor: o diagnóstico cultural, o diagnóstico social, o diagnóstico pastoral e o diagnóstico ecológico». O Papa convidava a não cair no perigo de se deter «sobre ver o que decidiram nesta matéria disciplinar; o que decidiram noutra; que partido ganhou, qual perdeu».

Fonte: Vatican News

--------------------------------------------.

Celibato: Sala de Imprensa responde a jornalistas

“A posição do Santo Padre sobre o celibato é conhecida", afirma o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, que cita alguns pronunciamentos de Francisco a respeito.

A respeito da futura publicação de um livro, na França, sobre o celibato, assinado pelo Papa emérito Bento XVI e o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, cardeal Robert Sarah, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, divulgou a seguinte declaração respondendo a jornalistas:

“A posição do Santo Padre sobre o celibato é conhecida. No decorrer da coletiva com os jornalistas de regresso do Panamá, o Papa Francisco afirmou: “Vem-me à mente aquela frase de São Paulo VI: ‘Prefiro dar a vida antes que mudar a lei do celibato’”. E acresentou: “Pessoalmente, penso que o celibato é uma dádiva para a Igreja. (...) Não estou de acordo com permitir o celibato opcional. Haveria qualquer possibilidade apenas nos lugares mais remotos; penso nas ilhas do Pacífico... [...] Haveria necessidade pastoral, e o pastor deve pensar nos fiéis”.

Ao invés, a respeito do modo como este argumento se insere no trabalho mais amplo do recente Sínodo sobre a região pan-amazônica e a sua evangelização, durante a sessão conclusiva, o Santo Padre afirmou: “Fiquei muito feliz por não termos caído prisioneiros desses grupos seletivos que do Sínodo só quererem ver o que foi decidido sobre este ponto intra-eclesial ou sobre esse outro, e negarão o corpo do Sínodo que são os diagnósticos que fizemos nas quatro dimensões.” (Pastoral, cultural, social e ecológica).

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------------------.

Obra de formação de Propaganda Fide é essencial para as jovens Igrejas, diz cardeal Filoni

"A Congregação para a Evangelização dos Povos coloca à disposição e apoia economicamente uma rede de Colégios em Roma e Castel Gandolfo, que trabalham a serviço da atividade missionária das jovens Igrejas e para sua qualificação humana, espiritual, cultural e teológica", recordou o prefeito emérito do dicastério.

"Todos os anos, a Congregação para a Evangelização dos Povos, graças ao apoio das Pontifícias Obras Missionárias, oferece cerca de 500 bolsas de estudos para seminaristas, sacerdotes e religiosas dos territórios de missão e das jovens Igrejas, que dependem do dicastério missionário. É um profundo e sólido compromisso no trabalho de formação, que responde às expectativas e às necessidades das Igrejas locais na África, na Ásia e na América Latina".

Foi o que destacou o prefeito emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos,  cardeal Fernando Filoni - nomeado pelo Papa Francisco Grão-Mestre da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém - por ocasião da festa anual do Colégio Urbano de Propaganda Fide.

Rede de Colégios em apoio à atividade missionária 

O purpurado recordou que "a Congregação coloca à disposição e apoia economicamente uma rede de Colégios em Roma e Castel Gandolfo, que trabalham a serviço da atividade missionária das jovens Igrejas e para sua qualificação humana, espiritual, cultural e teológica".

A rede hoje inclui o Pontificio Collegio Urbano "de Propaganda Fide" para seminaristas (com cerca de 160 estudantes); o Pontifício Colégio São Pedro Apóstolo para sacerdotes (com 180 lugares); o Pontifício Colégio São Paulo Apóstolo para sacerdotes (190 lugares); o Pontifício Colégio Mater Ecclesiae para religiosas religiosas, em Castel Gandolfo (120 lugares).

Por fim, existe o Colégio Missionário San Giuseppe para atualização de professores (com cerca de 25 vagas), que, no decorrer do ano, promove, em colaboração com a Pontifícia Universidade Urbaniana, Cursos de atualização semestral destinados aos formadores (reitores e vice-reitores) e a professores permanentes dos Institutos e Seminários dos territórios missionários.

"Muitos bispos nos territórios nos pedem para enviar seus seminaristas e padres diocesanos para estudar nessas faculdades - observa o cardeal Filoni - e, portanto, esse trabalho de apoio à formação continua sendo essencial para a vida das jovens Igrejas".

Pontifício Colégio Urbano criado pelo Papa Urbano VII 

O Pontifício Colégio Urbano "de Propaganda Fide" é o Seminário Maior da Congregação para a Evangelização dos Povos, constituído em Roma pelo Papa Urbano VIII com a Bula "Immortalis Dei Filius" de 1º de agosto de 1627.

Fiel às intuições das origens e em totalmente em sintonia com os ensinamentos do Concílio Vaticano II", a experiência formativa secular do Pontifício Colégio Urbano - afirma uma nota do instituto - reconhece o valor inestimável de um clero autóctone bem formado. De fato, a obra de evangelização lança raízes mais profundas quando "as várias comunidades de fiéis tiram dos próprios membros os ministros da salvação, que na ordem dos bispos, dos sacerdotes e dos diáconos servem aos seus irmãos" (Ad Gentes, n. 16) ".

Por esse motivo, o Collegio Urbano oferece, juntamente com as outros Colegios de Propaganda Fide, uma formação integral e de alta qualidade às pessoas provenientes dos territórios de missão e das jovens igrejas. Configurando-se como um Seminário Maior", os alunos recebem uma formação humana, espiritual, acadêmica e pastoral que tem como objetivo a aquisição de uma personalidade livre, consciente e responsável, para que, no modelo de Jesus, o Bom Pastor, também possam dar a própria vida pelos outros”.

Fonte: Vatican News

----------------------------------------------------.

Bispos panamenhos reunidos em Assembleia, para a Igreja responder aos desafios de hoje

O Vatican News conversou com Dom Manuel Ochogavía, bispo da diocese de Colón-Kuna Yala e secretário da Conferência Episcopal do Panamá, que explica as questões centrais que estão sendo abordadas na Assembleia Plenária dos bispos do Panamá, reunida de 6 a 10 de janeiro, e ver como a Igreja poderia responder aos desafios atuais da sociedade atual: entre eles, a reforma do CELAM, a criação do REEMAM e a revisão do protocolo a ser aplicado nos casos de abuso de menores.

Na segunda-feira, 6 de janeiro, os Bispos da Conferência Episcopal do Panamá (CEP) iniciaram sua Assembleia Plenária ordinária de número 211, que durará até sexta-feira, 10 de janeiro, com a participação, entre outros, do presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), Dom Miguel Cabrejos Vidarte e do núncio apostólico no Panamá, Dom Miroslaw Adamczyk, que enviou as saudações do Papa Francisco.

Reforma do CELAM e criação do REEMAM 

Dom Manuel Ochogavía, bispo da diocese de Colón-Kuna Yala e secretário da Conferência Episcopal Panamenha, explicou ao Vatican News os temas centrais que estão sendo abordadas na Assembleia, para assim procurar responder, como Igreja, aos atuais desafios que a sociedade enfrenta hoje.

Bispos venezuelanos: duro golpe à institucionalidade do Estado

O prelado também destacou a renovação estrutural do CELAM ilustrada por Monsenhor Cabrejos, que compartilhou com os bispos panamenhos os pontos mais importantes da reforma interna deste organismo", que busca poder responder de forma concreta as realidades das Igrejas de nosso continente", assim como a criação da Rede Eclesial Ecológica Mesoamericana (REEMAM), que pretende articular o processo de pastoral em conjunto com outras iniciativas eclesiais que cuidam da casa comum em seu corredor biológico que interliga sete países: México, Honduras, Nicarágua, El Salvador, Guatemala, Costa Rica e Panamá.

Implementar o projeto CHARIS no Panamá 

Por outro lado, os bispos trataram em como implementar no Panamá o projeto CHARIS (Catholic Charismatic Renewal International Service), um novo Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica, muito desejado pelo Santo Padre e concretizado pelo Dicastério para os Leigos, o Família e Vida em dezembro de 2018.

Melhorar a formação do clero 

Da mesma forma, Dom Ochogavía explica que foi analisado o acordo estabelecido pela Universidade Católica Santa María La Antigua com a Pontifícia Universidade Javeriana de Bogotá, com o objetivo de garantir os estudos acadêmicos do Seminário Maior de San José para a formação do clero neste país: "Isso nos dará a oportunidade de melhorar nesta área acadêmica os estudos dos futuros sacerdotes de nossa Igreja panamenha", acrescenta o prelado.

 Da mesma forma, os prelados deram continuidade à avaliação de "caminhar como Igreja em 2019", a partir de uma série de relatórios preparados por vários departamentos do Episcopado, partindo do grande evento da Jornada Mundial da Juventude sediada pelo país de 22 a 27 de janeiro: "2019 foi nosso ano forte e apresentou grandes desafios em nossa terra".

Luta aos abusos contra os menores 

Outro momento fundamental da Assembleia foi a sessão dos bispos com o responsável da revisão do protocolo para a atenção ao tema do abuso contra menores na Igreja do Panamá e sua atualização de acordo com as diretrizes dadas pela Santa Sé: "um documento que estamos enriquecendo - explica Dom Ochogavía - com a experiência e o aprendizado, bem como com o grande magistério que o Papa está nos dando sobre esse problema que está afetando nossa Igreja e que daqui, do Panamá, queremos colocar as linhas que nos permitam agir e proporcionar ambientes onde crianças e jovens se sintam protegidos"

Fonte: Vatican News

-------------------------------------------------.

Bispos da Venezuela: que o mundo escute o clamor do nosso povo

A Conferência Episcopal da Venezuela renova, ao final de sua Assembleia Plenária, o apelo a responder às necessidades do povo, marcado de maneira cada vez mais dramática pela pobreza e pela instabilidade. O Vatican News conversou com Dom Moronta, primeiro vice-presidente dos bispos venezuelanos.

"O povo é o autêntico protagonista da mudança que a Venezuela precisa." É o que escrevem os bispos da Venezuela no final de sua Assembleia Plenária, aberta em Caracas em 8 de janeiro.

A Igreja quer continuar "a fornecer o apoio necessário a todos", especialmente às pessoas mais vulneráveis. Os prelados também reiteram o que foi declarado na exortação pastoral de 12 de julho passado: "Diante da realidade de um governo ilegítimo, a Venezuela pede uma mudança de rumo, um retorno à Constituição". "Essa mudança requer a destituição de quem exerce o poder ilegitimamente e a eleição de um novo Presidente da República no menor tempo possível."

Que seja respeitada a dignidade de todas as pessoas 

Aos membros das Forças Armadas, os bispos pedem, em particular, que sejam guiados por "uma sã consciência" e que respeitem "a dignidade e os direitos de toda a população". Aqueles que têm responsabilidade política, quer no governo como na oposição, devem prestar atenção ao povo, olhando para suas necessidades e não para privilégios e interesses particulares.

Migrantes são embaixadores da caridade 

Na mensagem, os bispos da Venezuela também se dirigem aos venezuelanos obrigados a deixar seu país. Os prelados os encorajam a integrar-se nas novas culturas, assim como aconteceu com os migrantes de diferentes regiões do mundo acolhidos na Venezuela. E os exortam a não deixarem de manifestar a própria fé e caridade, participando das obras da sociedade e da Igreja. Ser embaixadores do patrimônio recebido dos antepassados.

País empobrecido pela imposição de um sistema ideológico 

Na mensagem, os bispos também exortam os povos da América e do mundo a ouvirem "o clamor da população venezuelana". E pedem às nações que acolhem os migrantes venezuelanos que lhes deem a atenção necessária para viverem com dignidade. Na Venezuela, vivemos "em um regime totalitário e desumano", em que a dissidência política é perseguida "com tortura e repressão". É inaceitável, acrescentam, que um país "com imensas riquezas materiais" tenha sido empobrecido pela "imposição de um sistema ideológico". Um sistema que, longe de "promover o autêntico bem-estar, deu as costas aos seus cidadãos". Para os que estão à frente do governo – lê-se no final do documento - o que conta não é o bem comum, mas o "poder hegemônico", capaz de "destroçar qualquer tentativa de viver em uma democracia autêntica".

Arcebispo Moronta: a Igreja está a serviço da verdade 

Na conclusão da Assembleia Plenária, o bispo da Diocese de San Cristobal e primeiro vice-presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, Dom Mario del Valle Moronta, falou aos microfones  do VN sobre a situação em seu país, explicando, entre outros, por que os bispos, em sua mensagem, definem claramente a Venezuela como um regime totalitário e desumano e comenta a tentativa do governo de difundir no exterior, e também no âmbito interno, uma falsa imagem de bem-estar e de normalidade, enquanto milhões de venezuelanos "sobrevivem" no país. O prelado também acredita que a comunidade internacional deve pressionar aqueles que exercem o poder totalitário, mas não impondo sanções, que no final atingem pessoas que já sofrem.

Fonte: Vatican News

-------------------------------------------------.

"Acompanhar, colaborar e ajudar-se", exortam bispos de Porto Rico diante da onda de terremotos

Diante da onda de abalos sísmicos que atormenta Porto Rico desde 28 de dezembro, os bispos porto-riquenhos enviaram uma mensagem à população, pedindo para agir prudência e preparação e procurar sempre proteger a vida humana.

"Convidamos à calma e a agir com a maior diligência possível", pedem os bispos de Porto Rico diante da sequência de abalos sísmicos que desde 28 de dezembro sacodem o país. O maior deles, de magnitude 6,4 na escala Richter, ocorreu durante a manhã de 7 de janeiro passado, devastando a costa sul do país. Diante disso, a governadora interina, Wanda Vázquez, decretou estado de emergência e mobilizou a Guarda Nacional para socorrer os atingidos.

Acompanhar, colaborar e ajudar uns aos outros 

Diante desses fatos, os bispos se solidarizam com a dor e o temor vivido no país e convidam toda a população a "acompanhar, colaborar e se ajudar mutuamente", principalmente, “levando em consideração as pessoas mais vulneráveis". Neste contexto, informam que “será feita uma coleta e a Caritas de Porto Rico ajudará pelo tempo que for necessário”.

Plena confiança na misericórdia de Deus 

"Como homens e mulheres de fé, conhecemos o poder da oração", afirmam os prelados, convidando a organizar vigílias de oração "pelo bem-estar e a proteção" das pessoas, especialmente as mais atingidas. Eles também pedem para agir com prudência e preparação para enfrentar esses fenômenos sísmicos, fazendo, com total confiança na misericórdia de Deus, o que for necessário "para proteger a vida humana".

Os danos 

Segundo um relatório do governo, cerca de 350 pessoas ficaram desabrigadas e cerca de 300.000 ficaram sem água. Entre as construções religiosas atingidas, encontra-se a Igreja Catedral de Ponce Nuestra Señora de Guadalupe e a destruição do templo da Paróquia da Imaculada Conceição, em Guayanilla.

Tremores devem continuar, com menor intensidade 

José Martínez, engenheiro do Campus de Mayagüez, na Universidade de Porto Rico (UPR), declarou em uma coletiva de imprensa que há 11% de probabilidade de que terremotos de magnitude 6 voltem a se repetir, como aconteceu na terça e no sábado, os piores momentos dos tremores que sacudiram a ilha Caraíbas

Segundo dados da Rede Sísmica de Porto Rico e o USGS, os tremores continuarão nos próximos dias, provavelmente até o próximo fim de semana.

Martínez assegurou que terremotos de magnitude 8 ou de maior intensidade dificilmente ocorrerão, porque as falhas existentes em Porto Rico não têm a dimensão necessária para provocar um tremor dessa magnitude.

O engenheiro também procurou acalmar a população, explicando que não é esperado nenhum tsunami, devido às características de Porto Rico.

O USGS, em seu último relatório sobre Porto Rico, alerta que terremotos como os registrados nestes dias podem continuar por dias, meses ou mesmo anos, uma vez que a atividade sísmica pode ser gerada em áreas próximas ao epicentro dos atuais tremores secundários.

A Rede Sísmica de Porto Rico registrou, desde 28 de dezembro passado - data em que se considera o início da atual crise - 2.800 terremotos na região de Porto Rico e nas Ilhas Virgens, embora a grande maioria seja imperceptível à população.

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------------------.

Haiti e o terremoto que mudou a vida do país

Um estrondo, um terremoto de magnitude de 7 graus, o alarme tsunami e a conta das vítimas que ainda hoje não é definitiva. Em 12 de janeiro de 10 anos atrás, o Haiti foi atingido por um terremoto que complicou o futuro de um dos países mais pobres do mundo. O testemunho da missionária fidei donum Maddalena Boschetti

Diante de catástrofes, de morte e de desolação o caminho é o da oração mas também o da ajuda concreta. Em 13 de janeiro de 2010, o Papa Bento XVI ofereceu seu consolo ao povo haitiano, abalado pelo dramático terremoto que levou vidas e futuro. Na audiência geral de quarta-feira, garantiu a proximidade de toda a Igreja, pedindo intervenções urgentes:

Convido todos a se unirem à minha oração ao Senhor pelas vítimas desta catástrofe e pelos que choram pelas perdas. Faço um apelo à generosidade de todos para que não deixem faltar nada para estes irmãos e irmãs que vivem um momento de necessidade e de dor, a nossa concreta solidariedade e o eficaz apoio da Comunidade Internacional. A Igreja Católica não deixará de se ativar imediatamente por meio das suas instituições caritativas para as ajudas mais urgentes à população.

Um terremoto devastador

Era o dia 12 de janeiro quando um terremoto de magnitude 7, por um minuto, causou o tremor de toda a ilha do Haiti, país pobre e marcado pela fome. Em seguida outros 8 tremores abalaram a capital Port-au-Prince, que na época contava com mais de 2 milhões de habitantes, transformando-a em uma cidade deserta como se tivesse sido devastada pela guerra. Até hoje, o número de vítimas não é definitivo, seriam entre 200 mil a 500 mil. A missionária italiana Maddalena Boschetti, falou-nos pelo telefone do Haiti: sobre a presença de uma fossa comum na capital e sobre a vida antes e depois do terremoto que marcou toda a população.

Maddalena conta: “Naquela tarde, eu estava na casa de acolhida para crianças Foyer Bethléem, em Port-au-Prince. Na época eu trabalhava no norte do país com crianças com deficiências e vinha para a capital, como faço todos os meses, para dar assistência aos casos mais graves, graças aos Padres Camilianos ou outras instituições principalmente da Igreja Católica. O terremoto foi um evento terrificante, não houve uma família no Haiti que não tenha perdido algum familiar. Mais de 300 mil mortos, na capital há uma fossa comum onde estão os restos mortais de mais de 100 mil pessoas. Este evento marcou a vida do país, tornou-se um divisor de águas na história recente do Haiti”.

A crônica daquelas trágicas horas

“Faltavam 8 minutos para as cinco da tarde, eu tinha o relógio na minha frente – conta Maddalena recordando aqueles momentos – que parou naquele instante, estava dando comida para duas crianças pequenas, que estavam sentadas na minha frente no carrinho. Na época, abrigávamos umas quarenta crianças, quase todos com graves deficiências, e naquele momento aconteceu a catástrofe. A primeira coisa que ouvimos foi um estrondo, um barulho forte que se aproximava, e um tremor fortíssimo seguido por outros. Tudo o que estava em pé caiu, eu consegui proteger as crianças com o meu corpo. Felizmente ficaram ilesos, mesmo se o terremoto jogou longe as camas de ferro. Nos dias que seguiram os sofrimentos foram terríveis. Ali no Foyer chegaram muitos feridos, vivemos momentos que não se pode descrever, ao lado de outros com grande humanidade”.

As crianças que socorrem seu irmãos menores com deficiência

“As crianças, por exemplo, os que tinham força – conta a missionária comovida – me ajudaram a tirar para fora as crianças com deficiências. Havia pânico em todos os lugares, por um mês ninguém entrou dentro de casa com medo dos desabamentos. Estas crianças que ajudaram seus irmãos com deficiências, ficaram dormindo no lado de fora do albergue. E não pegavam no sono se eu não ficasse com eles, recordarei disso toda a minha vida. Tinham consciência de que estavam vivos, que tinha acontecido algo muito grave, que precisavam de alguém e que eu precisava deles”.

O lento processo de reconstrução

Dez anos depois do terremoto, o processo de reconstrução sustentado pela comunidade internacional prossegue entre luzes e sombras. Depois de inúmeras promessas pós terremoto, lamenta-se que apenas 2,3 por cento dos 6,4 milhões de dólares destinados para a reconstrução foram administrados por empresas locais. Também observa-se que os frutos esperados com o grande projeto do parque industrial Caracol e com o novo porto na costa do norte do país, um pólo que deveria oferecer trabalho para milhares de pessoas e sustentar a frágil economia do Haiti, não deram os frutos esperados.

Na capital 300 mil vivem em favelas

Cerca de 59% da população vive com menos de 2,41 dólares por dia. Faltam casas para mais de 500mil pessoas na capital, onde encontra-se a favela de Canaan, com pelo menos 300 mil residentes.

No entanto foi reformado e ampliado o Hospital Geral de Port-au Prince, porém muitos pavilhões ainda não estão funcionando e muitos doentes estão na parte antiga do mesmo. Alguns projetos levados adiante por organizações humanitárias foram mais eficazes em particular os relativos ao apoio das economias domésticas, com a construção de casas, centros de saúde, latrinas, poços, equipamentos agrícolas, sementes, reflorestação, animais de criação, reservatórios, escolas.

A fome ainda é uma realidade

Devido à corrupção e desorganização generalizada, a situação nos anos foi se degenerando, o que é muito perigoso, há agressividade escondida, as pessoas passam fome nos campos. No último relatório sobre a situação alimentar no mundo, o Haiti está no 111º lugar de 117 países. Esta fome, falta de recursos, de remédios leva principalmente os jovens a irem à capital, onde não há trabalho para todos e por isso começa a fazer parte de gangues. Perdendo-se o sentido de humanidade.

Fonte: Vatican News

-------------------------------------------------------.

2019, ano recorde nas peregrinações à Terra Santa

Os dados divulgados pelo Franciscan Pilgrim Office, e também divulgados no site do Patriarcado Latino de Jerusalém, são parciais e não levam em consideração as peregrinações realizadas à Terra Santa por peregrinos cristãos das Igrejas Ortodoxas e Orientais, nem o crescente número de batizados das comunidades evangélicas e pentecostais que a cada ano organizam seus encontros na terra de Jesus.

Os dados recém divulgados pelo Franciscan Pilgrim Office, centro de apoio às peregrinações vinculado à Custódia da Terra Santa, confirmam que 2019 foi um ano recorde para o afluxo de peregrinos provenientes de todo o mundo, que visitaram os lugares sagrados da terra onde Jesus nasceu, morreu e ressuscitou.

De acordo com os números apresentados, os peregrinos cristãos que de alguma forma se beneficiaram do apoio do Centro Franciscano de Peregrinos foram cerca de 630 mil, dos quais 98% eram católicos.

Os grupos organizados de peregrinos católicos registrados pelo Centro Franciscano foram 13 mil, aos quais se somam 3.590 grupos de peregrinos pertencentes a comunidades eclesiais evangélicas-protestantes.

Os países de origem das peregrinações assistidas pela rede franciscana em 2019 foram 115, sendo 35 europeus, 31 africanos, 23 americanos, 22 asiáticos e 4 da Oceania.

Considerando os peregrinos com base na nacionalidade, o grupo mais numeroso foi o italiano (80 mil presenças no ano recém concluído), seguido pelo grupo de peregrinos poloneses (62 mil) e por aquele de peregrinos espanhóis (35 mil).

Os dados divulgados pelo Franciscan Pilgrim Office, e também divulgados no site do Patriarcado Latino de Jerusalém, são parciais e não levam em consideração as peregrinações realizadas à Terra Santa por peregrinos cristãos das Igrejas Ortodoxas e Orientais, nem o crescente número de batizados das comunidades evangélicas e pentecostais que a cada ano organizam seus encontros  na terra de Jesus.

Segundo dados fornecidos pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, os turistas que entraram em Israel em 2019 foram de cerca de 4 milhões e 500 mil.

O aumento constante do fluxo de peregrinos e turistas à Terra Santa, registrado nos últimos anos, representa um dado objetivo de grande importância, principalmente se levarmos em conta os conflitos e convulsões sociais, sectárias e geopolíticas que continuam atormentando a região do Oriente Médio.

Fonte: Vatican News

----------------------------------------------------------.

A festa do Batismo de Jesus às margens do Jordão

"Nosso Senhor sujeitou-se voluntariamente ao Batismo de São João, destinado aos pecadores, para cumprir toda a justiça (18). Este gesto de Jesus é uma manifestação do seu «aniquilamento». O Espírito que pairava sobre as águas da primeira criação, desce então sobre Cristo como prelúdio da nova criação e o Pai manifesta Jesus como seu «Filho muito amado» (Catecismo da Igreja Católica, n. 1224).

Os freis da Custódia da Terra Santa juntamente com autoridades civis e religiosas e cristãos locais, foram em peregrinação até Qasr al- Yahud para a celebração da missa e renovação das promessas do batismo.

Na festa celebrada em todo o mundo, aqui às margens do rio Jordão tem uma caracteristica particular, estar no lugar onde os fatos aconteceram.

Desde os primeiros tempos do cristianismo, os cristãos visitaram o lugar onde, de acordo com o Novo Testamento, Jesus foi batizado. Por séculos peregrinos caminharam até o local para comemorar este evento.

Pela importância do lugar, que se localiza na estrada de Jerusalém à Jericó, várias igrejas foram construídas com o passar dos séculos.

Após cinquenta anos fechado, o mosteiro franciscano de ‘Qasr el Yahud’, localizado junto ao lugar do batismo, em breve poderá ser visitado novamente pelos peregrinos. O edifício havia sido fechado em 1968 durante uma guerra . Por motivos de segurança, a área esteve marcada e cercada com valas desde os anos 70, e o acesso aos terrenos eclesiásticos e arredores era restrito. A presença de minas terrestres não identificadas fazia com que fosse grande o risco para os visitantes. Depois de un longo trabalho de desminização aos poucos cresce a área de acesso ao local.

Neste domingo 12 de janeiro os peregrinos tiveram a graça de ver o Rio Jordão transbordando devido às chuvas dos últimos dias. Hoje estamos aqui para lembrar o que aconteceu há dois mil anos às margens do rio Jordão - disse Fr. Francesco Patton, Custódio da Terra Santa - e estamos aqui para rezar pela paz, pelo bem-estar da população local e pela prosperidade de Jericó e seus habitantes.

O sítio, que é administrado pela Autoridade da Natureza e de Parques de Israel, está aberto ao público gratuitamente todos os dias.

Fonte: Vatican News

----------------------------------------------------------.

Ano Jubilar Xaveriano: “fazer do mundo uma só família em Cristo”

Serão três os principais eventos do Ano Jubilar Xaveriano: o início do Ano de Graça, previsto para 2 de julho de 2020; a celebração da solenidade de São Guido Maria Conforti, em 5 de novembro de 2020 e a conclusão do Ano Jubilar, marcada para 2 de julho de 2021.

 “’A vocação à qual fomos chamados não poderia ser mais nobre e maior’. Com essas palavras, Dom Guido Maria Conforti, nosso fundador, começava em 1921 a escrever a quinta carta circular enviada 'aos queridos Missionários da Pia Sociedade de São Francisco Xavier para Missões Estrangeiras'. Seguindo o espírito deste documento sobre a identidade e sobre a missão xaveriana, pensamos em dar uma particular importância ao primeiro centenário da primeira Constituição e da Carta Testamento, convocando um especial Ano Jubilar, que se realizará de julho de 2020 a julho de 2021”.

Em entrevista à Agência Fides, o padre Fernando Garcìa Rodrìguez, Superior Geral dos Missionários Xaverianos, relata que 2020 também coincide com o 125º aniversário do nascimento da Congregação, mais precisamente em 3 de dezembro de 1895, dia de São Francisco Xavier.

Não podendo ser missionário em razão de ter uma saúde fraca,  Guido Maria Conforti abriu um seminário. O primeiro grupo de missionários constituiu uma congregação missionária "além fronteiras" (primeiro anúncio) e começaram na China, em 1898. A Pia Sociedade foi aprovada pela Santa Sé em 21 de outubro de 1921.

A Pia Sociedade de São Francisco Xavier para as Missões Estrangeiras (Pia Societas Sancti Francisci Xaverii pro exteris missionibus, em latim) é um instituto religioso masculino católico cujos afiliados são chamados popularmente "xaverianos" e referidos com a sigla "SX".

Os elementos das celebrações do Ano Jubilar 

“São três os elementos principais que nos acompanharão durante todas as celebrações. Antes de tudo – especifica o sacerdote - queremos agradecer a Deus pelo dom do carisma xaveriano na Igreja, recordando a história desses anos de vida de nossa Família missionária".

Para o religioso, também é importante para eles verificarem sua resposta ao dom recebido: "O carisma xaveriano - sublinha - é claro: missão ad gentes e ad extra, vivida na consagração religiosa, inserida no contexto mais global da única missão da Igreja".

Para concretizar, então, um "adequado reposicionamento da presença missionária", é necessário, segundo o Superior Geral, "empenhar-se prontamente e com determinação em responder de maneira correspondente ao dom recebido e ser assim significativos em nossa especificidade, na missão da Igreja hoje".

Isso prevê uma presença missionária de testemunho e anúncio nos vários continentes: “A nova face da missão xaveriana - continua o padre Rodriguez - está emergindo sobretudo da Ásia, das Américas e da África, onde nossa presença está já consolidada há muitos anos, e é onde o desafio atual é representado pela interculturalidade. Se as razões da nova evangelização - continua - variam de acordo com as regiões do mundo e do tipo de relação entre fé e razão, a relação entre as culturas das diferentes regiões envolvidas é, por sua vez, capaz de diversificá-la. Por esse motivo - observa - em contextos assim diferentes, é muito importante testemunhar juntos, como irmãos, o amor de Deus".

Comunhão com toda família xaveriana 

"Neste evento jubilar - destaca o padre Fernando - nos sentimos em comunhão com toda a Família Xaveriana: as Missionárias de Maria, os leigos Xaverianos, as Irmãs Josefinas e todos os nossos familiares, amigos e benfeitores, que nos acompanham nesta bela e extraordinária missão que o Senhor nos confiou".

"Desde agora - conclui – exortemo-nos mutuamente para este evento, sob a orientação do Espírito Santo, para nossa vida pessoal e comunitária, colocando nossa responsabilidade pessoal em primeiro lugar".

De um modo geral, serão três os eventos centrais, a serem realizados em Parma, onde fica a Casa mãe do Instituto: o início do Ano de Graça, previsto para 2 de julho de 2020; a celebração da solenidade de São Guido Maria Conforti, 5 de novembro de 2020 e a conclusão do Ano Jubilar, marcada para 2 de julho de 2021.

Fonte: Vatican News

--------------------------------------------------.

Dia da Infância Missionária: "Com Jesus no Egito, em caminho!"

“Desde o início Jesus conhece a oposição e a perseguição, e também a partir destes primeiros momentos manifesta que Deus escolhe os pequenos e nos liberta do mal... A Sagrada Família é obrigada a colocar-se a caminho, como os muitos atuais migrantes, refugiados e deslocados forçadamente”, diz o diretor das Pontifícias Obras Missionárias da Espanha, Pe. José Maria Calderon Castro

 “Contemplemos Jesus na sua fuga para o Egito, a primeira expressão da ‘Igreja em saída’, como insiste o Papa Francisco”: é o que escreve o diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias da Espanha, Pe. José Maria Calderon Castro, apresentando o tema do Dia da Infância Missionária 2020 – “Com Jesus no Egito, em caminho!” – que na Espanha será celebrada no domingo, 26 de janeiro.

Um convite a sair de nós mesmos

“Esta saída, porém, não é um caminhar sem meta de um lugar para outro, mas uma atitude do coração. É um convite a não olhar para nós mesmos, a não circundar-nos das nossas coisas, a não contemplar-nos constantemente no espelho ou, por que não?, fazendo-nos selfie... ‘Em marcha’ significa que olhamos para fora, a partir daqueles ao nosso redor, que estão próximos de nós, dos quais frequentemente não nos damos conta”, explica o diretor nacional.

Olhar para o Menino Jesus refugiado no Egito

Este segundo ano do quadriênio dedicado pela Pontifícia Obra da Infância Missionária (POIM) espanhola ao tema “Com Jesus Menino em Missão”, propõe olhar para o Menino Jesus refugiado no Egito, que vive na sua carne o sofrimento e a injustiça que afligem os mais fracos.

Deus escolhe os pequenos e nos liberta do mal

“Desde o início Jesus conhece a oposição e a perseguição, e também a partir destes primeiros momentos manifesta que Deus escolhe os pequenos e nos liberta do mal... A Sagrada Família é obrigada a colocar-se a caminho, como os muitos atuais migrantes, refugiados e deslocados forçadamente.”

“Os missionários colocam-se ‘em viagem’ anunciando Jesus àqueles que não o conhecem. E esse grito é também para todos nós, a fim de que não nos detenhamos, mas saiamos para encontrar o outro e Deus.”

“Em nossa sociedade atual crianças e adultos se encontram convivendo com pessoas muito diferentes, que não falam a nossa língua, que vieram de longe e que por vezes têm dificuldade de integrar-se em nossos ambientes. Muitas delas nem mesmo partilham a nossa fé”, afirma ainda.

Partilhar aquilo que somos, temos e vivemos

“Viver com elas, partilhar com elas aquilo que somos, que temos, que vivemos, não somente as ajudará nessa integração, mas nos ensinará a ser mais compreensivos, a ouvir, a olhar com olhos límpidos. Isso nos ajudará a ter um coração maior, mais generoso e mais universal, um coração mais católico! Assim viveu Jesus integrando-se na cultura egípcia.”

Considerar verdadeiro irmão quem é diferente de nós

Neste percurso as crianças da Infância Missionária aprenderão a considerar como verdadeiros irmãos aqueles que “não são como nós”, também convidados a conhecer e a amar Jesus, conclui o diretor nacional das POM espanhola, “e é formidável, porque os pequenos são os primeiros missionários entre seus amigos e companheiros, e muitas vezes também com os próprios pais e familiares”.

No site das POM da Espanha estão disponíveis vários subsídios preparados para aprofundar a dimensão missionária do Dia da Infância Missionária 2020, para as atividades com os jovens, para a oração e para a cooperação, além de um vídeo que ilustra o tema. Fonte: Vatican News

----------------------------------------------.

França: adiado de um dia o início do julgamento de Bernard Preynat

Na França, foi adiado para amanhã, terça-feira, por causa da greve dos advogados, o tão esperado julgamento contra o ex-padre e capelão dos escoteiros da diocese de Lyon, Bernard Preynat, acusado de violência sexual contra dezenas de menores, agressões que ele mesmo reconheceu e pelas quais foi destituído do estado clerical em julho passado por um tribunal eclesiástico.

Bernard Preynat, 74 anos, deve comparecer perante o Tribunal Penal de Lyon nesta terça-feira. Estarão também presentes 15 partes civis, incluindo 10 vítimas, entre dezenas de outras elencadas pelo sistema judiciário, que assim se confrontarão, após tantos anos, com a palavra do seu agressor. Um homem de personalidade atormentada, um padre carismático, de um lado, formidável predador, de outro, imbuído de um sentimento de onipotência, que foi capaz de impor um silêncio destrutivo às suas vítimas, todos adolescentes no momento dos fatos. Numa tentativa de explicar o comportamento de Bernard Preynat, seu advogado não deixará de se referir a uma perícia psiquiátrica privada, que poderia evidenciar os abusos de que ele próprio afirma ter sido vítima no seminário menor.

As responsabilidades da hierarquia eclesiástica

No decorrer do processo, adiado para amanhã, terça-feira, por causa da greve dos advogados, se tratará sobretudo de compreender como este ex-sacerdote, cujas tendências pedófilas eram conhecidas, pôde continuar a violar impunemente, e permanecer na paróquia, em contato com os jovens. A questão da responsabilidade da hierarquia eclesiástica estará, portanto, no centro deste processo, depois de ter estado no centro do processo do cardeal Philippe Barbarin. Em março de 2019, o arcebispo de Lyon, agora emérito, foi condenado a seis meses de prisão em liberdade condicional por não ter denunciado o caso. A decisão do Tribunal de Apelo a seu respeito será conhecida em 30 de janeiro.

A admissão dos fatos

Em julho passado, Bernard Preynat foi "considerado culpado de crimes sexuais contra menores de 16 anos" por um tribunal eclesiástico. "À luz dos fatos e da sua repetição, do grande número de vítimas, do fato de o Padre Bernard Preynat ter abusado da autoridade que lhe foi conferida pela sua posição no seio do grupo de escoteiros que fundou e liderou desde a sua criação, assumindo a dupla responsabilidade de chefe e capelão, o tribunal decidiu aplicar a pena máxima prevista pela lei eclesiástica neste caso, ou seja, a demissão do estado clerical", lê-se numa declaração feita no final do processo penal. O tribunal está atualmente examinando os pedidos de indemnização financeira apresentados por cerca de 20 vítimas.

A igreja francesa próxima às vítimas

O caso Preynat chocou profundamente a diocese de Lyon, que desde a sua descoberta deu início a um trabalho de investigação e prevenção sobre este doloroso caso. Desejando estão ao lado das vítimas e agir concretamente, a diocese lançou em outubro passado um site web, "Agir ensemble contre les abus" (Agir juntos contra os abusos), que apresenta uma série de 12 entrevistas filmadas com diversas pessoas: vítimas, psiquiatras, policiais, magistrados, jornalistas, teólogos e pastores. Estes vídeos foram vistos por todos os bispos franceses, reunidos em Assembleia plenária no último mês de novembro, um encontro durante a qual o episcopado francês reiterou o seu desejo de “renovar a sua proximidade às vítimas de abusos sexuais".

Fonte: Vatican News

--------------------------------------------------.

Manifestantes iranianos pedem demissão de Khamenei

Domingo de muitos protestos no Irã, com choques entre a polícia e população que pede a demissão do ayatolá Ali Khamenei. Enquanto isso o presidente americano Trump diz que não tem interesse em negociar com Teerã. No Iraque, foram feridos quatro militares iraquianos em um novo ataque

A crise iraniana ainda está em primeiro plano no cenário internacional. Os protestos em Teerã e em muitas outras cidades iranianas pela derrubada do avião ucraniano, acrescentam-se às manifestações anti-governamentais que prosseguem há dois meses no país e já causaram a morte de numerosos civis. No último sábado (11) o governo do Irã admitiu que derrubou por engano a aeronave com 176 pessoas a bordo, sobretudo iranianos. Agora, pedem a demissão de Khamenei.

A dor do Canadá

No domingo (12) em Toronto, milhares de pessoas homenagearam as 57 vítimas canadenses do avião ucraniano. O primeiro-ministro canadense Trudeau prometeu que será feita justiça. Entre as vítimas canadenses, seis jovens universitários.

A Casa Branca

Considerando as tensões entre Washigton e Teerã, o Presidente americano Trump disse que não está interessado em negociar com o Irã. “Tudo depende deles – afirmou – mas, jamais terão nuclear”. Para Trump a estratégia nos confrontos de Teerã agora devem se basear em três pontos: novas sanções econômicas ao Irã; envolvimento de outras potências mundiais na firme convicção de que o acordo nuclear de 2015 seja renegociado; e a explícita oferta de um “diálogo completo” com os líderes iranianos. “Se o Irã muda o seu comportamento – disse alguns dias atrás – estamos prontos para tomar o caminho da paz”.

“Protestos diferentes dos anteriores”

Segundo o jornalista Antonio Sacchetti, especialista em Irã, os protestos de novembro de 2019 eram “ligados ao aumento do preço da gasolina, enquanto que hoje – explica – não me surpreenderia em ver o povo nas ruas contra Khamenei os mesmos que na semana passada protestavam pela morte de Soleimani”. Sobre a atitude da Casa Branca, depois do novo “não” de Trump à negociação com Teerã, o jornalista afirma: “demonstra o quanto seja difícil compreender a estratégia americana, visto que este é o melhor momento para chegar a um acordo”.

Novo ataque no Iraque

No entanto, o Secretario de Estado dos Estados Unidos, Mark Pompeo, condenou o ataque contra uma base militar iraquiana em Al-Balad, onde se encontravam as tropas americanas até alguns dias atrás. Até agora não houve nenhuma reivindicação do ataque, que causou o ferimento de quatro militares iraquianos. O episódio se verifica a poucos dias dos ataques de mísseis às duas bases que hospedam os funcionários americanos no Iraque, represália de Teerã à morte do general Soleimani.

Fonte: Vatican  News

------------------------------------------------.

Angola - Bispos convidam os jovens católicos a testemunharem a sua fé aos outros

“Os jovens católicos podem testemunhar a sua fé ajudando os outros jovens a sair das condições precárias em que se encontram” - apelo dos Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), presentes na XXV Assembleia Nacional da Juventude Católica que encerrou este domingo (12/01), na Arquidiocese do Huambo.

Na festa do Baptismo de Jesus que coincidiu com o encerramento da XXV Assembleia Nacional da Juventude Católica angolana, os jovens foram chamados pelos bispos da CEAST presentes no encontro, a redescobrir o baptismo recebido e a testemunhar a fé, ajudando outros jovens a saírem das condições precárias em que se encontram.

Coube a D. Leopoldo Ndakalako, bispo de Menongue apresentar a mensagem pastoral dos Bispos da CEAST “ A juventude e a fé testemunhada”.

“ Os bispos exortam os jovens a participar da política, porque enquanto cristãos a igreja chama e ensina a participar da política de forma consciente e livre para que estes jovens não possam deixar os seus destinos nas mãos alheias” disse o prelado.

“Os bispos aconselham igualmente os jovens para que não se desesperem diante das dificuldades da vida e devem ser os próprios jovens os protagonistas dos seus próprios destinos e futuro, apostando no trabalho, na formação, evitar o crime e colaborar com todos na promoção do bem comum”.

A XXV Assembleia Nacional da Juventude Católica que juntou de 9 a 12 de Janeiro perto de 130 delegados de todas as dioceses e arquidioceses serviu para a partilha de experiências entre os jovens, apresentação de relatórios e reconheceu – se os esforços desenvolvidos pelos jovens para poderem fazer andar a pastoral juvenil nas diferentes Dioceses de Angola.

Entre as conclusões da Assembleia consta o facto de que “os jovens casados, independentemente das suas idades devem deixar a pastoral juvenil e seguir para a pastoral da família”, realçou Vilma Tchissola, secretaria nacional da pastoral juvenil.

O trabalho é continuo e os desafios foram lançados e os jovens dizem – se prontos para o futuro.

A próxima Assembleia Nacional da Juventude Católica angolana acontece em 2021, na diocese de Benguela.

Fonte: Vatican News

-------------------------------------------------.

Prioridades e Recomendações da Família Franciscana

As Prioridades e Recomendações a seguir foram decididas durante a XVIII Assembleia Geral Ordinária da Conferência da Família Franciscana do Brasil realizada de 22 a 25 de agosto de 2019, em Brasília (DF).

PRIORIDADES

SENTIDO DE PERTENÇA

Promover o espírito de fraternidade e partilha solidária entre os irmãos/ãs da CFFB, através do diálogo e da comunicação;

Fortalecer os vínculos entre o Nacional, Regionais, Núcleos, Ordens, Congregações, Institutos Franciscanos, JUFRA, Movimentos e Serviços e na linha da espiritualidade francisclariana;

Incentivar a participação dos frades da I Ordem e TOR nas atividades da CFFB em nível local, regional e nacional.

IDENTIDADE, FORMAÇÃO E COMUNHÃO

Incentivar a presença feminina, leiga e religiosa, nos espaços de formação, visando a paridade de representação;

Oferecer formação franciscana para os formadores da CFFB, considerando a realidade das novas juventudes e da atual conjuntura, à luz da Palavra de Deus e das Fontes Franciscanas e Clarianas;

Apoiar e divulgar as iniciativas das Universidades, Faculdades, Institutos e Centros de Espiritualidade Franciscana;

Fortalecer a formação de lideranças nos regionais, através de cursos de atualização no âmbito da Fé e Política, aprofundando a Identidade Franciscana.

ECOLOGIA INTEGRAL

Considerar a “Laudato Si” como principal subsidio de formação para a defesa da vida, o cuidado da Casa Comum, em vista de uma Ecologia Integral;

Ser presença ativa, profética e solidária diante das novas realidades sociais, especialmente nas questões relativas à mineração, aos migrantes, aos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e vítimas de violência por questões de gênero;

Assumir as decisões do Sínodo Pan-Amazônico, incentivando experiências missionárias na Amazônia, intensificando o trabalho em Redes com a REPAM (Rede Eclesial Pan Amazônica), CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e Entidades afins;

Apoiar e fortalecer o SINFRAJUPE (Serviço Interfranciscano de Justiça Paz e Ecologia) e os diversos organismos ligados à promoção da Justiça, Paz e Integridade da Criação.

RECOMENDAÇÕES

Continuar os Pronunciamentos Oficiais através de cartas, notas e manifestos sempre que a realidade socioeconômica e político-religiosa o exigir;

Realizar um Capítulo das Esteiras no quadriênio, por ocasião de alguma data comemorativa;

Acompanhar os Regionais que estão em processo de articulação;

Possibilitar a descentralização dos eventos nacionais da CFFB;

Continuar o aperfeiçoamento do Serviço de Comunicação (SERCOM);

Incentivar as Entidades Associadas a assumirem o compromisso da contribuição financeira anual à CFFB;

Promover um encontro de Formação para Jovens Religiosos Franciscanos (JORFRAN);

Enviar o Calendário da CFFB para os Regionais em tempo hábil;

Promover Encontro de Formadores nos Regionais;

Articular e estabelecer parcerias no âmbito da “Ecologia Integral” com os diversos organismos da Igreja CNBB, CRB, REPAM, CNLB e Pastorais Sociais;

Mudar a nomenclatura CERNEF para Revigoramento Franciscano;

Motivar os/as Superiores/as Maiores a incutir o conhecimento e senso de pertença à CFFB, a partir da formação inicial;

Incentivar a Assistência Espiritual à OFS e JUFRA por parte dos Frades da Primeira Ordem, TOR e das Irmãs Franciscanas;

Apoiar e divulgar o estudo e aplicação da Carta Apostólica do Papa Francisco sobre a Prevenção de Abusos de Menores e Vulneráveis nos diversos âmbitos da Igreja e da sociedade;

Criar um banco de dados de assessoras/es, a partir de um mapeamento realizado pelos Regionais da CFFB;

Organizar um Encontro com representantes dos Associados Leigos das Congregações pertencentes à CFFB.

CFFB Sede

SCLRN 709 Bloco B – Entrada 11 – CEP: 70.750-512 – Brasília (DF)

(61) 3349-0157 | (61) 99588-2781 (WhatsApp) - Fonte: CRB

---------------------------------------------------.

Publicações: Novo livro escrito em co-autoria por Bento XVI rejeita ideia de ordenação sacerdotal de homens casados

Tema esteve em destaque no Sínodo especial sobre a Amazónia

Um novo livro escrito em co-autoria pelo Papa emérito Bento XVI rejeita a ideia de ordenação sacerdotal de homens casados, tema que esteve em destaque no Sínodo especial sobre a Amazónia (outubro de 2019).

A obra, que é assinada também pelo cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa Sé), cita uma frase de Santo Agostinho: “«Silere non possum». Não me posso calar”.

Em causa, segundo passagens da obra adiantadas pelo jornal francês ‘Le Figaro’, estariam as recentes propostas de ordenação de homens casados que estiveram em discussão no Vaticano, durante o Sínodo dedicado à Amazónia, numa iniciativa convocada pelo Papa Francisco.

Os autores indicam que o celibato “tem um grande significado” e é “indispensável” para o ministério sacerdotal na Igreja Católica.

“Encontramo-nos, trocamos ideias e preocupações. Fazemo-lo num espírito de amor e de unidade na Igreja. Se a ideologia divide, a verdade une os corações”, pode ler-se.

A obra critica o que denomina como “estranho Sínodo dos media”, que se teria sobreposto ao “Sínodo real”.

Na sua parte do livro, o Papa emérito considera que “não parece possível realizar as duas vocações (sacerdócio e matrimónio) em simultâneo”.

O livro “Das profundezas dos nossos corações” vai ser publicado a 15 de janeiro, pela editora Fayard.

Andrea Tornielli, diretor editorial do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, considera, em nota publicada hoje pelo ‘Vatican News’, que se trata de “uma contribuição sobre o celibato sacerdotal em filial obediência ao Papa”.

O texto passa em revista a posição assumida por Bento XVI, segundo o qual o sacerdócio e o celibato estão unidos desde o início da “nova aliança”, de Deus com a humanidade.

O antecessor de Francisco realça que já “na Igreja antiga”, isto é,  no primeiro milénio, “os homens casados podiam receber o sacramento da ordem somente se estivessem comprometidos a respeitar a abstinência sexual”.

A questão do celibato ocupa todo o volume, com dois textos, um do Papa emérito e outro do cardeal, com uma introdução e conclusão assinadas pelos dois.

Em entrevista ao ‘Le Figaro’, o cardeal Sarah fala em “crise impressionante” e diz que este livro é “um grito de amor para a Igreja, o Papa, os padres e todos os cristãos”.

O documento final do Sínodo especial dos Bispos de 2019, publicado no último mês de outubro, admite a ordenação sacerdotal de diáconos casados, tendo em vista a celebração dominical da Eucaristia nas regiões “mais remotas” da Amazónia.

O sacerdócio está reservado, na Igreja Latina (que engloba a maioria das comunidades católicas no mundo, como em Portugal), a homens solteiros; alguns ritos próprios, em comunhão com Roma, admitem a ordenação de homens casados como padres.

Em janeiro de 2019, após a Jornada Mundial da Juventude no Panamá, o Papa Francisco foi questionado sobre o tema, no voo de regresso a Roma, e citou São Paulo VI: «Prefiro dar a vida antes que mudar a lei do celibato».

“Pessoalmente, penso que o celibato é uma dádiva para a Igreja. Em segundo lugar, não estou de acordo com permitir o celibato opcional”, declarou então.

Francisco admitiu que existe discussão entre os teólogos, mas demarcou-se da mesma.

“A minha decisão é: celibato opcional antes do diaconado, não. É uma coisa minha, pessoal… Eu não o farei: que isto fique claro. Sou ‘fechado’? Talvez. Mas não me sinto, diante de Deus, capaz de tomar tal decisão”, explicou.

O Papa Francisco recordou, nessa altura, que no pontificado de Bento XVI foram criados ordinariatos pessoais para “os sacerdotes anglicanos que se tornaram católicos e mantêm a vida [conjugal]”.

Questionado hoje sobre o conteúdo do novo livro, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, lembrou que “s posição do Santo Padre sobre o celibato é conhecida”.

A ‘Anglicanorum Coetibus’, documento assinado por Bento XVI em 2009 sobre a instituição de ordinariatos pessoais para anglicanos que entram na plena comunhão com a Igreja Católica, admitia que se pedisse ao Papa para “admitir caso por caso à Ordem Sagrada do presbiterado também homens casados, segundo os critérios objetivos aprovados pela Santa Sé”.

Esse parágrafo previa a derrogação do cânone 277, 1, do Código de Direito Canónico, no qual se pode ler: “Os clérigos têm obrigação de guardar continência perfeita e perpétua pelo Reino dos céus, e portanto estão obrigados ao celibato, que é um dom peculiar de Deus”. Fonte: Agência Ecclesial

---------------------------------------------------------.

Bombas de gás lacrimogênio em Missa de posse de Arcebispo no Chile

Um grupo de manifestantes violentos interrompeu, em 11 de janeiro, a Missa de posse do novo Arcebispo de Santiago, Chile, Dom Celestino Aós, e lançou uma bolsa com restos de bombas de gás lacrimogênio dentro da Catedral durante o momento da comunhão.

Dom Aós foi nomeado novo Arcebispo de Santiago, Chile, pelo Papa Francisco em 27 de dezembro de 2019, após nove meses atuando como administrador apostólico na capital do país.

De acordo com o jornal chileno ‘La Tercera’, o reitor da Pontifícia Universidade Católica do Chile, Ignacio Sánchez, assinalou que durante a Missa viu “uma pessoa que derramou alguns potes, parece que eram recipientes de bombas de gás lacrimogêneo que ficaram no chão”.

Para Sánchez, "é lamentável que as pessoas não saibam que a liberdade que temos dentro da igreja exige respeito, exige um comportamento básico, decente e ético".

O novo episódio de violência se soma aos contínuos incêndios dos templos católicos no país, por manifestantes agressivos que criticam o sistema econômico do Chile.

As violentas manifestações começaram em outubro de 2019, após o aumento das passagens do metrô de Santiago.

Além das igrejas, grupos violentos atacaram estações de metrô, lojas e vários espaços públicos.

Na homilia pronunciada em 11 de janeiro, Dom Aós assinalou que "passamos por dias de agitação, divisão e ataques" e advertiu que "a divisão, a injustiça, a mentira, a violência são contrárias à nossa condição cristã, ao nosso compromisso batismal”.

“Nenhum cristão pode permanecer como observador, menos ainda como crítico ou condenador; todos devemos nos perguntar: ‘qual é a vontade de Deus para mim?’; ou com uma frase mais familiar: ‘o que faria Cristo no meu lugar?’”, disse.

"Todos os leigos são batizados, e a promoção dos leigos não é brigar por cargos ou serviços, mas começa por aprender sobre Jesus Cristo (sua vida e obras, sua doutrina) e por ter experiência de Jesus Cristo e de Deus", assinalou. Fonte: ACIDigital

-----------------------------------------.

Do dia 12/01/2020

O Papa: batizar desde criança, para crescer com a força do Espírito Santo

A criança sai do Batismo com a força do Espírito Santo dentro de si: “o Espírito que a defenderá, a ajudará durante toda a vida. Por isso é tão importante batizá-las desde crianças, para que cresçam com a força do Espírito Santo”, disse o Papa Francisco na missa este domingo (12/01), festa do Batismo do Senhor

Batizar um filho é um ato de justiça, para ele. E por qual motivo? Porque nós no Batismo lhe damos um tesouro, nós no Batismo lhe damos um penhor: o Espírito Santo. Foi o que disse o Papa Francisco na missa na manhã deste domingo (12/01), festa do Batismo do Senhor, celebrada na esplêndida moldura da Capela Sistina, com o rito do Batismo das crianças.

Batizado de 32 recém-nascidos: 15 meninas e 17 meninos

De fato, como se dá habitualmente todos os anos nesta festa litúrgica que encerra o período do Natal, este ano o Santo Padre batizou 32 crianças: 15 meninas e 17 meninos.

Como Jesus foi batizar-se, assim também vocês trouxeram seus filhos para o Batismo, disse o Papa dirigindo-se aos pais.

Já no início da celebração, o diálogo de Francisco com os pais, padrinhos e madrinhas, com as perguntas próprias do rito do Batismo, e antes do sacramento, a renovação dos compromissos batismais.

Crescer com a luz do Espírito Santo

A criança sai do Batismo com a força do Espírito Santo dentro de si: “o Espírito que a defenderá, a ajudará durante toda a vida. Por isso é tão importante batizá-las desde crianças, para que cresçam com a força do Espírito Santo”, disse o Pontífice na homilia da celebração.

Está é a mensagem que eu gostaria de dar hoje a vocês, frisou Francisco. Vocês trazem seus filhos hoje, a fim de que tenham dentro o Espírito Santo. E cuidem para que “cresçam com a luz, com a força do Espírito Santo, através da catequese, da ajuda, do ensinamento, dos exemplos que vocês darão em casa. Esta é a mensagem”, acrescentou.

O choro de uma criança na igreja: uma bela oração

O Pontífice lembrou ainda que as crianças não estavam habituadas a vir à capela Sistina, num ambiente fechado um pouco quente, com tantas roupas para uma festa tão bonita. A qualquer momento poderão se sentir incomodadas e começarão a chorar. Não se assustem, deixem-nas chorar e gritar, se estiver com fome, pode amamentá-las, sempre em paz, disse ainda tranquilizando assim os pais, padrinhos e familiares presentes.

“É uma coisa bonita quando uma criança chora na igreja, é uma bela oração. Façam de modo que se sintam bem e sigamos adiante.” Não se esqueçam: as crianças levam o Espírito Santo dentro de si, reiterou por fim.

Fonte: Vatican News

-----------------------------------------------------------.

O Papa: na festa do Batismo de Jesus redescobrimos nosso Batismo

“Na festa do Batismo de Jesus redescobrimos o nosso Batismo. Como Jesus é o Filho amado do Pai, também nós renascido da água e do Espírito Santo sabemos ser filhos amados, objeto da complacência de Deus, irmãos de tantos outros irmãos, investidos de uma grande missão para testemunhar e anunciar a todos os homens o amor sem limites do Pai”: disse o Papa no Angelus este domingo (12/01), festa do Batismo do Senhor

Raimundo de Lima - Cidade do Vaticano

“Maria Santíssima nos ajude a compreender sempre mais o dom do Batismo e a vivê-lo com coerência nas situações de todos os dias”: foi o pedido do Papa à Virgem Santa, na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus, ao meio-dia deste domingo (12/01), com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

“Mais uma vez tive a alegria de batizar algumas crianças, na festa de hoje do Batismo do Senhor. Rezemos por elas e por suas famílias”, disse Francisco. Efetivamente, pouco antes, o Santo Padre tinha acabado de presidir à santa missa na Festa do Batismo do Senhor, celebrada na Capela Sistina, com o rito do Batismo das crianças: ao todo, foram 32 crianças batizadas, 15 meninas e 17 meninos.

Deus é Santo, seus caminhos não são os nossos

O Pontífice ressaltou que a liturgia deste ano nos propõe o evento do batismo de Jesus narrado pelo Evangelho segundo São Mateus (3,13-17). O evangelista descreve o diálogo entre Jesus, que pede o batismo, e João Batista, que quer negar-se a fazê-lo e observa: “Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?”

O Santo Padre observou que esta decisão de Jesus surpreende o Batista: “de fato, o Messias não precisa ser purificado; é Ele, ao invés, que purifica. Mas Deus é o Santo, seus caminhos não são os nossos, e Jesus é o Caminho de Deus, um caminho imprevisível”, ressaltou.

Jesus veio superar a distância entre o homem e Deus

João havia declarado que entre ele e Jesus existia uma distância abissal, insuperável. “Eu não sou digno nem ao menos de tirar-lhe as sandálias” (Mt 3,11), dissera. “Mas o Filho de Deus – continuou o Papa – veio justamente para superar a distância entre o homem e Deus. Se Jesus é totalmente da parte de Deus, é também totalmente da parte do homem, e reúne aquilo que estava dividido”.

Por isso, explicou Francisco, Jesus replica a João: “Deixa estar por enquanto, pois assim nos convém cumprir toda a justiça”.

Solidariedade com o homem frágil e pecador

 “O Messias pede para ser batizado, a fim de que se cumpra toda justiça, isto é, se realize o desígnio do Pai que passa pelo caminho da obediência filial e da solidariedade com o homem frágil e pecador. É o caminho da humildade e da plena proximidade de Deus a seus filhos.”

O Pontífice observou que também o profeta Isaias anuncia a justiça do Servo de Deus, que realiza a sua missão no mundo com um estilo contrário ao espírito mundano: “Ele não clamará, não levantará a voz, não fará ouvir a sua voz nas ruas, não quebrará a cana rachada, não apagará a mecha bruxuleante” (42,2-3). Em seguida, o Pontífice acrescentou:

“É a atitude da mansidão, da simplicidade, do respeito, da moderação e do não fazer alarde, que se requer também hoje aos discípulos do Senhor. Na ação missionária a comunidade cristã é chamada a ir ao encontro dos outros sempre propondo e não impondo, dando testemunho, partilhando a vida concreta das pessoas.”

Testemunhar e anunciar o amor sem limites de Deus

Assim que Jesus foi batizado no rio Jordão, os céus se abriram e desceu sobre Ele o Espírito Santo como uma pomba, enquanto do alto ressoou uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem coloquei a minha complacência”, frisou o Papa citando a passagem de Mt 3,17.

“Na festa do Batismo de Jesus redescobrimos o nosso Batismo. Como Jesus é o Filho amado do Pai, também nós renascido da água e do Espírito Santo sabemos ser filhos amados, objeto da complacência de Deus, irmãos de tantos outros irmãos, investidos de uma grande missão para testemunhar e anunciar a todos os homens o amor sem limites do Pai.”

Na saudação aos vários grupos de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, após a oração mariana o Pontífice saudou, entre outros, os jovens do Movimento dos Focolarinos provenientes do Brasil, Colômbia, Paraguai e Coreia, vindos a Roma para um curso de formação há cem anos do nascimento da Serva de Deus Chiara Lubich.

Fonte: Vatican News

------------------------------------------------------------.

Do dia 11/01/2020

Assembleia Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude encerra neste domingo em Erechim

Publicado por Thiesco Crisóstomo em Ampliada 2020, Destaques, Notícias, Regional Sul 3

33f7a07a-15ce-45cf-9c6b-75c8cc9997ad“A Pastoral da Juventude, nestes 50 anos, não tem feito outra coisa senão expressar que o amor consiste mais em obras que em palavras”

Iniociada terça-feira (07), na diocese de Erexim, a Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude (ANPJ) é concluída neste domingo (12). Cerca de 120 jovens de todo o país, participaram da celebração de abertura no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, presidida pelo bispo auxiliar da arquidiocese de Curitiba e um dos membros da Comissão Episcopal Pastoral para a juventude (CEPJ), dom Amilton Manoel.

Em sua homilia, o bispo, destacou o bonito caminho jubilar que a Pastoral da Juventude vem construindo no seu processo de celebração dos 50 anos e saudou a todos presentes, afirmando que a PJ é um serviço à juventude.

“Que alegria estar com vocês neste início da Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude. Um marco na Igreja do Brasil, sobretudo quando tratamos do tema: Juventude. Uma parada importante nesta caminhada de 50 anos da Pastoral da Juventude do Brasil. Aprochega! Mais do que um jeito de falar destas terras, é a proximidade que nos torna cúmplices de uma nova história, uma proximidade que, neste momento nos enche gratidão, alegria e desejo de comprometimento maior com a vida. Aprochega! É a energia boa do encontro”.

Ao longo da fala, Dom Amilton ressaltou, a partir dos 3 anúncios do Papa Francisco para os jovens, na exortação “Christus Vivit”, os desafios da PJ, nos próximos 50 anos:

3a9f4b2e-ae33-4f28-afd9-921a98bf01af“A Pastoral da Juventude, nestes 50 anos, não tem feito outra coisa senão expressar que o amor consiste mais em obras que em palavras. O Papa, nos brindou, no mês de março de 2019, com uma exortação para os jovens que aponta alguns desafios, no contexto da cultura urbana e dos novos areópagos da sociedade moderna, como: Jovens com perda de sentido da vida, a drogadição e jovens encarcerados”, completou.

O Secretário Nacional da Pastoral da Juventude, Davi Rodrigues, recordou todas as parcerias no processo de construção da ANPJ e destacou a importância de reunir todos os regionais na primeira ampliada nacional que acontece na região sul do país.

“Reunir pessoas de todos os regionais do Brasil, por si é um ato profético, o testemunho do esforço que cada um fez para estar aqui é sinal do reino entre nós. Rumo aos 50 anos, em tempo jubilar, ousemos sonhar novos marcos referenciais para a vida da pastoral”.

Na mística do aprochegar os/as delegados/as foram acolhidos com a mateada, que representa a tradição local, momento de partilha, comunhão e reencontro. O dia foi encerrado com a mesa de abertura, que foi composta pela secretária diocesana da PJ de Erexim, Rocheli Koralewski, o secretário regional da PJ Sul 3, Felipe Toniolo, o bispo auxiliar de Curitiba, dom Amilton Manoel, assessora nacional da comissão episcopal para juventude, Irª Valéria Andrade, o Vigário Geral da diocese de Erexim, Pe. Cleocir Bonetti, que também leu carta enviada pelo Administrador Diocesano, Pe. Antônio Valentini Neto, e o secretário nacional da PJ, Davi Rodrigues.

Teias de Comunicação Pastoral da Juventude  – Wesley Alexandre

Fotos: Gabriela Zoti e Helô Nascimento

Fonte: Pastoral da Juventude-CNBB

-----------------------------------------------------------.

Regional Sul 3 oferece subsídio de preparação para a Páscoa

Cristo Vive e te quer vivo. O tema da Exortação Apostólica Pós Sinodal do Papa Francisco é agora inspiração para o subsídio de preparação para a Páscoa, oferecido pelo Regional Sul 3 da CNBB.

Em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, “Fraternidade e vida: dom e compromisso”, o material propõe para a Quaresma uma reflexão sobre a situação da vida ameaçada em diferentes ambientes de nossa sociedade. Reforçando que a vida é sempre uma reciprocidade de cuidado de Deus e da humanidade, o livreto traz justamente as reflexões em torno da defesa da vida, sugerindo quatro encontros e roteiros para a Via-Sacra e para a Celebração Penitencial.

Na apresentação do subsídio, Dom José Gislon, presidente do Regional, destaca que a Páscoa “é a festa da vida, da esperança, da vitória do bem sobre o mal, do amor de Deus pela vida, manifestado pela paixão, morte e ressurreição de seu Filho Jesus, que se faz presente no coração de cada um de nós, nas nossas famílias e comunidades de fé” e, por isso, queremos “ajudar nosso povo de Deus a preparar-se espiritualmente para celebrá-la”.

Motivando os grupos de famílias, amigos, vizinhos e comunidades para uma boa preparação, através dos encontros da Quaresma, o texto também provoca para a participação na Campanha da Fraternidade, especialmente nas celebrações do Domingo de Ramos, quando ocorre a Coleta da Fraternidade.

No material, dom José finaliza a apresentação motivando: “convido-vos a celebrarmos com esperança a nossa fé em Jesus Cristo, que na sua missão de anunciar o Reino de Deus, manifestou amor pela vida, fez da vida uma entrega de amor, nos ensinou a cuidar da vida, lembrando que em Cristo há sempre vida e vida em abundância”.

O livreto integra um kit que contempla ainda uma figura da Cruz, com Jesus Ressuscitado. A proposta é que a imagem seja colocada na porta das casas, indicando a preparação daquela família para a Páscoa.

Para este ano, o Regional Sul 3 produziu 150 mil kits que serão distribuídos para todas as arquidioceses e dioceses do Estado até o fim deste mês.

Victória Holzbach

 Assessoria de Comunicação do Regional Sul 3 da CNBB

Fonte: CNBB-Sul3

-----------------------------------------------.

Paróquia de Bento Gonçalves prepara festejos do jubileu de Dom Adelar Baruffi

Bispo da Diocese de Cruz Alta irá presidir missa festiva, que será seguida de almoço de confraternização no domingo, 19 de janeiro

A Paróquia Santo Antônio, da cidade de Bento Gonçalves, está se preparando para festejar o jubileu de prata sacerdotal de Dom Adelar Baruffi, no domingo, 19 de janeiro. O bispo da Diocese de Cruz Alta irá presidir a missa festiva às 10h, no Santuário Santo Antônio, e logo após irá recepcionar a comunidade durante o almoço de confraternização no salão paroquial.

Padre do presbitério da Diocese de Caxias do Sul, em 2012, Adelar Baruffi foi designado para atuar na Paróquia Santo Antônio, onde permaneceu no atendimento às comunidades, serviços e pastorais, até a sua nomeação como prelado de Cruz Alta, em 17 de dezembro de 2014. Foi sagrado bispo no Santuário Diocesano Santo Antônio, em Bento Gonçalves, no dia 07 de março de 2015.

Em diversas ocasiões, Baruffi esteve em Bento Gonçalves para celebrar a devoção a Santo Antônio. Nesse sentido, a comunidade paroquial está organizando as festividades do jubileu também em sinal de gratidão ao trabalho que o então padre Adelar desenvolveu na cidade, como vigário, coordenador da região pastoral e do Curso de Teologia e Bíblia.

Gratidão a Deus e às pessoas que fizeram parte dos 25 anos de sacerdócio. Essa é a principal expressão de Dom Adelar Baruffi, que também faz seu convite para a celebração do jubileu de prata. “Quando nós dizemos um muito obrigado, nós recolhemos toda a vida e, sobretudo, nós colocamos tudo nas mãos de Deus. Fui e sou padre nestes 25 anos exatamente por estar com as pessoas, convivendo, celebrando, anunciando o evangelho. Tudo isso faz ser a vida presbiteral. Quero convidar a cada um e cada uma para a celebração festiva do meu jubileu de prata. Sejam todos bem-vindos e bem-vindas”, conclui.

O almoço de confraternização terá no cardápio: risoto de quatro queijos, salsichão, frango, churrasco, maionese, saladas diversas, vinho, refrigerante e água, além de sagu com creme. Para participar desta atividade, os interessados devem fazer contato com a Secretaria Paroquial até o dia 15 de janeiro, pelo fone (54) 3452.1634, e fazer a reserva dos ingressos que são vendidos ao valor de R$ 45,00.

Conheça um pouco mais de Dom Adelar Baruffi

Natural de Coronel Pilar, Dom Adelar Baruffi nasceu em 19 de outubro de 1969. Ingressou no Seminário Nossa Senhora Aparecida, em Caxias do Sul, aos 15 anos. Possui formação em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Recebeu a ordenação presbiteral em 22 de janeiro de 1995 e foi nomeado bispo, pelo Papa Francisco, em 17 de dezembro de 2014. Foi empossado na Diocese de Cruz Alta no dia 15 de março de 2015, na Catedral Divino Espírito Santo.

Dom Adelar é mestre em Teologia e especialista em Espiritualidade pela Pontifícia Faculdade Teológica Teresianum, em Roma. Por muitos anos, foi reitor dos seminários Nossa Senhora Aparecida, com os jovens do ensino médio, e São José, com os seminaristas da Filosofia, ambas as casas localizadas em Caxias do Sul. Entre outras funções, também foi membro do Tribunal Eclesiástico no âmbito diocesano que tratou sobre a análise do milagre atribuído à intercessão do hoje Beato João Schiavo.

Atualmente, além da missão de bispo da Diocese de Cruz Alta, Dom Adelar Baruffi é o referencial da evangelização da juventude do Regional Sul 3 da CNBB, que abrange as 18 dioceses gaúchas.

Paróquia Santo Antônio

 A Paróquia Santo Antônio de Bento Gonçalves é uma das 75 paróquias que compõem a diocese de Caxias do Sul. Foi criada em 06 de agosto de 1884, na antiga freguesia de Dona Isabel, hoje cidade de Bento Gonçalves. Possui 30 comunidades entre igrejas e núcleos de atendimento e conta com 64 frentes de trabalho de atuação social, religiosa e pastoral. No último 31 de dezembro, a paróquia também celebrou o jubileu dos 85 anos de elevação da igreja matriz a Santuário Diocesano Santo Antônio.

Fonte: CNBB Sul 3

----------------------------------------.

"Situação de emergência", diz Dom Odilo sobre venezuelanos em Roraima 

Durante visita missionária à Diocese de Roraima, arcebispo de SP conhece trabalho pastoral de acolhida aos migrantes venezuelanos

Até a próxima segunda-feira, 13,o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, realiza uma visita missionária à Diocese de Roraima (RR). Acolhido pelo bispo diocesano, Dom Mário Antonio da Silva, o cardeal está conhecendo o trabalho de acolhida dos milhares de imigrantes venezuelanos que cruzam a fronteira após o agravamento da crise política e humanitária no país vizinho.

No seu primeiro dia de missão, a última terça-feira, 7, Dom Odilo se reuniu com os membros das organizações eclesiais e civis que atuam na acolhida a apoio aos imigrantes. “São iniciativas muito bonitas de solidariedade. Cada organização ajuda de alguma maneira e, assim, é um trabalho em rede, um trabalho de ‘formiguinha’. Cada um faz alguma coisa e, no fim, muitas coisas para socorrer as situações de necessidade de tantos venezuelanos que aqui estão”, relatou ao programa “Encontro com o Pastor”, da rádio 9 de Julho.

O arcebispo destacou, ainda, que a situação na fronteira é muito mais séria. “A situação é de grande emergência. Há carência de tudo. As pessoas estão com fome, desnutridas, cansadas, procuram trabalho, alguma forma de viver com dignidade, sustentar a família”, disse.

 “A multidão é grande e as necessidades são muitas. Por isso, o Brasil todo precisa se envolver na ajuda a essas pessoas”, manifestou Dom Odilo, ressaltando que Roraima é um estado pequeno e não consegue absorver a multidão que procura trabalho. “De toda forma, a primeira coisa que se faz é acolher, ver onde podem se abrigar, alimentar”, completou.

Dom Odilo presidiu uma missa na casa dos Missionários da Consolata, onde, diariamente, é servido café da manhã aos imigrantes. Nós próximos dias, o cardeal visitará a cidade Caracaraí, na fronteira com com a Venezuela.

Caminhos da Solidariedade

Com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade – gesto concreto da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – o projeto Caminhos da Solidariedade reúne diversas organizações que atuam em três eixos: articulação conjunta com a Igreja na Venezuela, integração e meios de vida.

Entre as entidades estão a Cáritas Brasileira, o Serviço Pastoral do Migrante (SPM), Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), Serviço Jesuíta para Migrantes e Refugiados (SJMR).

Fonte: Canção Nova

-------------------------------------------------.

Tríduo da Pastoral da Criança recorda 10 anos da morte de Zilda Arns 

Coordenador internacional do organismo e filho de Zilda Arns, Nelson Arns afirma que obras da mãe seguem vivas em cada agente da Pastoral da Criança.

No dia 12 de janeiro de 2010 os brasileiros receberam com pesar a notícia da morte de Zilda Arns Neumann. Dez anos depois, a médica pediatra e sanitarista será recordada pela Pastoral da Criança – organismo fundado por Zilda – em um Tríduo que começa nesta sexta-feira, 10. A médica morreu em missão, vítima do terremoto que assolou o Haiti, em 2010. Além da Pastoral da Criança, a sanitarista fundou também a Pastoral do Idoso.

“Zilda Arns Neumann viveu para defender aqueles que mais precisam, para construir uma sociedade mais justa e promover a solidariedade, fraternidade, buscar diminuir doenças e prevenir tudo o que pudesse ser prevenido, principalmente em crianças e idosos. Ela sempre aliou o conhecimento científico com o conhecimento popular, e tornou acessível todo esse conhecimento científico para milhares de pessoas de todas as regiões do Brasil e, hoje, para mais 9 países atendidos pela Pastoral da Criança”. A afirmação é do médico, coordenador internacional da Pastoral da Criança, doutor em Saúde Pública e filho de Zilda, Nelson Arns Neumann.

“Zilda Arns Neumann viveu para defender aqueles que mais precisam, para construir uma sociedade mais justa e promover a solidariedade”

Segundo Nelson, o legado deixado por sua mãe é a missão da Pastoral da Criança de levar vida em abundância para todas as crianças. O médico conta que o Tríduo foi um convite a todos os líderes, voluntários e participantes da pastoral de todo o Brasil para viverem um momento de oração pelo organismo, além de recordarem sua fundadora.

Durante os três dias, na sede da Pastoral, em Curitiba (PR), serão realizadas celebrações eucarísticas, acolhidas com cantos e animações, visitas às exposições do Museu da Vida, apresentação de teatro da peça Zilda Arns – A dona dos lírios – , além de pregações e do encerramento da “Campanha Pequenos Reis Magos”, que angaria recursos para as crianças em situação de vulnerabilidade de países subdesenvolvidos.

Balanço da década

Muitos foram os desafios, mas também muitas foram as conquistas nestes 10 anos após a morte de Zilda Arns, recorda Nelson. “Nossas crianças estão protegidas contra a desinformação e sendo devidamente vacinadas e acompanhadas, nossas mães e gestantes sabem de seus direitos e deveres, a Campanha Pequenos Reis Magos tem arrecadado cada vez mais recursos para a Pastoral da Criança Internacional e, nossa última novidade, é o Aplicativo Visita Domiciliar, que facilita muito o trabalho de nossas líderes nas visitas domiciliares”, contou o coordenador internacional da Pastoral da Criança.

Além destes avanços, acontece nesta década o lançamento do “AppVisita”, um aplicativo que auxiliará no combate à obesidade infantil, a partir de um acompanhamento mais individualizado das crianças por meio de mais de 700 cartelas de orientação que podem ser compartilhadas com os pais. “A Pastoral da Criança busca levar vida em abundância para todas as crianças. Vivemos num país com muitas desigualdades e diversidades, e a união do conhecimento científico com o conhecimento popular ajuda nossos líderes e voluntários a orientar famílias”, completou.

“A missão não para e deve ser celebrada”, afirma Nelson. Para o coordenador internacional da pastoral, o Tríduo será um momento dos membros recordarem as conquistas do organismo e de toda a sua caminhada, tirando um momento para homenagear sua fundadora, sua vida, obra e ações que seguem vivas em cada agente da Pastoral da Criança. “O Tríduo será um momento de muitas bençãos, alegria, celebrações, animações, amizades e encontros, pois vamos receber nossos irmãos e juntos agradecer por toda nossa caminhada, para que nossa missão seja ainda mais fortalecida”, concluiu.

Em  janeiro de 2015, cinco anos após a morte de Zilda Arns, mais de 40 mil pessoas se reuniram em Curitiba para homenagear a médica. Na ocasião, foi entregue a moção que solicitava a abertura do seu processo de beatificação, tendo mais de 130 mil assinaturas.

Fonte: Canção Nova

------------------------------------------------------------.

O Papa exorta sacerdotes etíopes a serem construtores de paz

"Vocês, sacerdotes, podem ser sempre artífices de bons relacionamentos e construtores de paz. Cultivem este dom de Deus, entre os fiéis que lhes serão confiados, aliviando suas feridas interiores e exteriores, contribuindo com meios de reconciliação, para o futuro das crianças e jovens de suas terras": a exortação do Santo Padre aos sacerdotes do país do Chifre da África, no centenário do Pontifício Colégio Etíope

O Santo Padre concluiu sua série de audiências, na manhã deste sábado (11/01), no Vaticano, recebendo cerca de 70 membros da Comunidade do Pontifício Colégio Etiópe, por ocasião dos 100 anos de fundação.

O Colégio etiópico, que se encontra entre os Jardins do Vaticano, fundado em 1929, esteve egregiamente representado, na audiência do Papa. Por isso, Francisco saudou a todos: bispos da Etiópia e Eritreia, entre os quais dois metropolitas e um cardeal, os estudantes com seus Superiores, os religiosos e leigos.

Um agradecimento particular foi reservado ao Cardeal Leonardo Sandri e ao Arcebispo Vasil. Mas, o Papa não deixou de expressar seu reconhecimento à Congregação para as Igrejas Orientais, que sustentam o Colégio, graças aos seus benfeitores.

Acolhimento

Em seu discurso aos presentes, Francisco explicou o porquê da presença de etíopes entro os muros do Vaticano:

Tudo começou com a construção da igreja, depois a hospedaria para peregrinos e, por fim, o Colégio, que comemora cem anos de vida. Tudo isso pode ser resumido em uma palavra: acolhimento!

Ao lado da antiga igreja, onde está o túmulo de São Pedro, os filhos de povos, que vivem distantes de Roma, mas próximos da fé dos Apóstolos, encontraram casa e hospitalidade cristã.

Grande monje Tesfa Sion, o Etíope

Aqui, o Santo Padre recordou as palavras do grande monge, Tesfa Sion, o Etíope, escritas na lápide da vizinha igreja de Santo Estevão dos Abissínios, onde será celebrado o Jubileu do Colégio: "Eu mesmo sou etíope, que peregrina de um lugar para outro. Mas, em nenhum lugar, exceto Roma, encontrei a paz da alma e do corpo, porque aqui reina a verdadeira fé e também porque encontrei o Sucessor de Pedro, que veio ao encontro das nossas necessidades”. Este monge etíope enriqueceu a Cúria Romana, com a sua sabedoria, e revisou a impressão do Novo Testamento em língua etíope.

Etiópia e Eritreia, duas Igrejas unidas pela mesma tradição

E o Papa acrescentou:

Vocês, sacerdotes estudantes, provenientes da Etiópia e Eritreia, duas Igrejas unidas pela mesma tradição, ainda hoje, nos transmitem a riqueza da história de suas terras, suas antigas tradições, a pacífica convivência com membros da religião judaica e islâmica, como com numerosos irmãos da Igreja Ortodoxa”.

Guerra fratricida

Com este encontro de hoje, o Papa dirigiu seu pensamento a tantos irmãos e irmãs da Etiópia e Eritreia, cuja vida é marcada pela pobreza, pelas consequências da guerra fratricida, concluída há alguns meses, por anos de sofrimento e divisões étnicas. E exortou:

"Vocês, sacerdotes, podem ser sempre artífices de bons relacionamentos e construtores de paz. Cultivem este dom de Deus, entre os fiéis que lhes serão confiados, aliviando suas feridas interiores e exteriores, contribuindo com meios de reconciliação, para o futuro das crianças e jovens de suas terras."

Hospitalidade: ainda se pode fazer muito mais

Muitos de seus compatriotas, movidos pela esperança, deixaram sua terra natal, com um alto preço, em busca de uma vida melhor em outros países, mas, quase sempre, passaram por tragédias no mar e em terra firme. Aqui, Francisco agradeceu os que lhes ofereceram hospitalidade, mas, disse aos sacerdotes estudantes da Etiópia, ainda se pode fazer muito mais:

Pode-se fazer ainda muito mais e melhor, tanto em sua pátria quanto no exterior, colocando em prática os anos de estudo e de permanência em Roma, através de um serviço humilde e generoso, com base na união com o Senhor, a quem dedicamos a nossa vida”.

Manter o impulso missionário

O Santo Padre conclui seu discurso à comunidade da Etiópia e da Eritreia, encorajando todos a manter a preciosa tradição eclesial, sempre unida ao impulso missionário. Por fim, disse:

Faço votos de que à Igreja Católica, em suas nações, seja garantida a liberdade de servir ao bem comum, permitindo que seus alunos concluam os estudos, em Roma ou em qualquer outro lugar, e também tuteladas as instituições educacionais, sanitárias e assistenciais, para o bem e a prosperidade dos seus países”.

Fonte: Vatican News

--------------------------------------.

Trem de pouso

Em Paris é quase madrugada e os operadores do aeroporto Charles de Gaulle encontram no trem de pouso do Boeing 777, que partiu de Abidjan, um corpinho endurecido pelo gelo. Ele é uma criança negra, cerca de dez anos de idade.

O ano apenas começou, e a vida continua. Enquanto nos preocupamos em sonhar novas conquistas para os próximos 366 dias (este ano é bissexto) e nos identificarmos com os votos de um ano de paz e prosperidade para todos; enquanto seguimos as tensões no Oriente Médio, África, e na nossa América Latina, muitos dramas se consomem na total escuridão dos holofotes midiáticos. Um desses foi o sonho de uma criança da Costa do Marfim que se transformou numa tragédia.

Ele morreu congelado na barriga de um avião onde se escondeu para chegar à Europa, mais precisamente à França. A ideia certamente do menino era: a Europa está longe, mas um avião pode encurtar a distância e me levar para além da miséria, das favelas, do deserto e do Mar Mediterrâneo. Provavelmente pensamentos que enchiam a mente do menino de somente dez anos, que chegou ao Aeroporto Internacional de Abidjan para procurar "uma ponte" para a Europa.

Um avião fornece o sonho de poder conquistar a segurança que parece não ter em casa. Talvez, segundo as primeiras reconstruções, com a cumplicidade de alguém que lhe permitiu passar pelos controles do aeroporto.

O som dos motores

Vestido com roupas leves, ele se aproximou de um Boeing 777 da Air France, partindo para Paris. Ele aconchega-se no trem de pouso da aeronave. É um espaço apertado, não aquecido e nem pressurizado. Depois, o som dos motores e o avião decola.

O Boeing sobe então para uma altitude de 10.000 metros e a temperatura cai para -50°C. Acima de 42 graus abaixo de zero, o corpo já não consegue regular a sua temperatura. O oxigênio é rapidamente consumido e nestas condições extremas a febre, o suor, as convulsões e os desmaios são processos inevitáveis e inexoráveis. Os últimos pensamentos da criança marfinense estão envoltos pelo frio, solidão e escuridão. Depois o seu corpo, agora sem vida, chega a França.

Em Paris é quase madrugada e os operadores do aeroporto Charles de Gaulle encontram no trem de pouso do Boeing 777, que partiu de Abidjan, um corpinho endurecido pelo gelo. Ele é uma criança negra, cerca de dez anos de idade. Um "passageiro irregular", diz numa declaração a companhia aérea. O rosto não tem nome.

Esperanças traídas

As suas esperanças traídas são, em vez disso, comuns às de muitos jovens africanos que procuram um futuro diferente daquele que seus países podem oferecer.

O drama deste menino marfinense é um drama terrível da emigração que não pode deixar ninguém indiferente. Um drama que traz à memória o caso de  outros dois jovens guineenses que foram encontrados no trem de pouso de um avião que tinha chegado a Bruxelas. Também se falou muito deles porque foi encontrada uma carta pedindo à Europa para ter um futuro diferente, para poder estudar, trabalhar e ter uma vida normal como a vida que os jovens europeus tem. O drama de uma África esquecida nos seus dramas. Para muitos este continente é considerado apenas um problema. Em vez disso, é um grande recurso de jovens que olham para a Europa.

O nosso menino de 10 anos e os muitos jovens que perderam a sua vida em busca da realização de um sonho, queriam somente uma oportunidade de vida, um futuro que não encontraram em suas realidades. Talvez – com disse a Comunidade romana de Santo Egídio - já tenha passado o momento de todos nós fazermos um exame de consciência e compreender por que, numa condição - como a da Itália e de muitos outros países europeus onde há necessidade de força juvenil, dado o envelhecimento da população - as portas não são reabertas à imigração legal para trazer pessoas que também querem contribuir para o desenvolvimento e o crescimento na Europa.

Ajudá-los em casa

Sant'Egidio lançou um apelo aos governos africanos, porque muitas vezes também eles fecham os olhos àquilo que é uma tragédia para eles: a saída de pessoas dos seus países, um fenômeno que não é considerado como um problema mas, muitas vezes, como uma libertação.

O drama do nosso menino de 10 anos, que não tem nem mesmo que chore por ele, deve se traduzir em pensamentos concretos e clarividentes para o grande continente africano, tão explorado. “Ajudá-los em casa” não deve ser um slogan para parar o que se pensa ser uma invasão, inexistente, mas deve servir para abrir um diálogo, para ajudar os necessitados de uma forma concreta e urgente. Ajudá-los a sonhar dentro e fora de casa, e que um avião seja uma meio para fazer sonhar uma terra nova, e não o ambiente de uma morte na escuridão e no frio de um trem de pouso.

Fonte: Vatican News

----------------------------------.

Bispos do Panamá pedem diálogo sobre reformas constitucionais

No documento, ressaltam que uma nova ou reformada constituição não representa a solução para os problemas da sociedade, se não for acompanhada de uma mudança interior e de atitudes nas pessoas. “A discussão sobre as reformas não deveria ser uma ocasião para impor os próprios interesses pessoais, o bem comum deveria prevalecer”, afirmam os bispos da nação. Expressam também preocupação com o aumento da violência no país

Os bispos do Panamá, reunidos em Assembleia Plenária de 6 a 10 de janeiro de 2020, se expressaram em comunicado final ao término dos trabalhos sobre vários temas de relevância nacional, como a necessidade de responder a quem continua pedindo justiça social e uma distribuição mais justa da riqueza do país.

Diálogo constitui imperativo moral

Os prelados se dizem convencidos de que para os cidadãos ter um diálogo sobre os grandes temas fonte de desordens, entre os quais o das reformas constitucionais, constitui um imperativo moral.

No documento, ressaltam que uma nova ou reformada constituição não representa a solução para os problemas da sociedade, se não for acompanhada de uma mudança interior e de atitudes nas pessoas.

Bem comum deve prevalecer, não interesses pessoais

“A discussão sobre as reformas não deveria ser uma ocasião para impor os próprios interesses pessoais, o bem comum deveria prevalecer”, acrescentam os bispos da nação centro-americana.

Expressam também preocupação com o aumento da violência no país e lamentam que essa violência “não seja combatida de modo tempestivo e profissional”.

Avaliação da JMJ de um ano atrás no país

Todavia, para os bispos, a nomeação de novos magistrados ocorrida recentemente representa uma esperança para o país e, por isso, os exortam a restituir confiança numa justiça em que se “respeite o direito e a igualdade de todo cidadão”.

A última Assembleia Plenária do Episcopado foi também ocasião para uma avaliação um ano após a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada no Panamá de 22 a 27 de janeiro de 2019; para definir os detalhes do evento “Celebramos Panamá 2020”, que terá lugar de 31 de janeiro a 2 de fevereiro no Mirante do Pacífico da Faixa Costeira, por ocasião do aniversário da JMJ; e para convidar todos os fiéis para o Encontro Nacional de Renovação Juvenil, que se realizará de 23 a 26 de janeiro de 2020 em Chitré.

Fonte: Vatican News

------------------------------------------------.

Diocese de Coimbra, Portugal, inicia ano de festa que quer fazer da cidade «capital mundial» de Santo António

Jubileu especial dos 800 anos dos Mártires de Marrocos inclui iniciativas pastorais, científicas e culturais, em parceria com instituições da sociedade civil

A Diocese de Coimbra, Portugal, inicia este domingo a celebrar o jubileu dos 800 anos dos Mártires de Marrocos e de Santo António, num programa que se estendo ao longo de um ano, com iniciativas pastorais, científicas e culturais.

“Nós queremos que seja a capital mundial de Santo António, procurando que esta circunstância tenha importância para a cidade, para a nossa diocese, como tem inclusivamente para outras partes do mundo”, disse hoje à Agência ECCLESIa D. Virgílio Antunes, bispo diocesano, considerando que esta é uma data com “importância muito grande” para a comunidade católica local, para a Família Franciscana e para Portugal.

O responsável espera que a dimensão festiva, marcada por um “programa espiritual, litúrgico”, aponte à evangelização, por parte das comunidades cristãs.

“Vamos assinalá-la, pedindo a Deus a graça da conversão, da mudança de vida, do ânimo pastoral, da capacidade de evangelizar”, aponta D. Virgílio Antunes.

Para o prelado, a figura de Santo António é, muitas vezes, mal conhecido e mal interpretada, limitado à dimensão das “festividades populares”, sem aprofundar os escritos de uma figura que é reconhecida, pela sua produção teológica, como “doutor da Igreja”.

O bispo de Coimbra assinala ainda a dimensão cultural do ano jubilar, com um programa “muito alargado”, ao qual se associaram várias outras entidades da sociedade, a começar pelo Município e o Turismo do Centro de Portugal.

O ‘Jubileu dos Mártires de Marrocos e Santo António – Coimbra 1220-2020’ tem início este domingo com a celebração de abertura da Porta Santa na igreja de Santa Cruz, pelas 16h00, e termina no dia 17 de janeiro de 2021, com o encerramento do Ano Santo, durante o qual o Papa concedeu indulgência plenária aos peregrinos.

A 16 de janeiro de 2020 comemoram-se os 800 anos do martírio dos primeiros frades que São Francisco de Assis enviou em missão para Marrocos; tal acontecimento, juntamente com a chegada das relíquias destes mártires, à igreja de Santa Cruz de Coimbra, impressionou de tal modo o neo-sacerdote Fernando Martins de Bulhões que ele se decidiu, nesse mesmo ano, a fazer-se frade menor, assumindo o nome de António, porque é conhecido hoje o mais famoso santo português.

Em dezembro de 2019, o bispo de Coimbra publicou uma nota pastoral sobre o jubileu de Santo António e dos Mártires de Marrocos, na qual sublinha que na “sociedade secularizada do presente, persiste a urgência de evangelizar”.

Um povo que “esquece ou nega a sua história fica à deriva” ou então “se agarra à primeira ideologia imposta pela moda do momento, que agora parece firme e duradoura e logo a seguir é substituída por outra, aparentemente mais sedutora”, referiu.

D. Virgílio Antunes fala de Santo António (1191-1231) como uma figura “incontornável da história da Igreja, da história de Portugal e da história de Coimbra”.

O programa do Jubileu foi apresentado em outubro, pelo padre Francisco Claro, vigário paroquial de Santa Cruz de Coimbra, que anunciou, entre outras iniciativas, a criação de um “Itinerário do Peregrino”, partindo da igreja de Santa Cruz até à igreja de Santo António dos Olivais.

A nível cultural, um dos destaques do programa será a estreia mundial da “Missa de São Francisco” e “Missa de Santo António”, da autoria do maestro António Vitorino de Almeida.

O bispo de Coimbra realça, em particular, a proposta dos “domingos jubilares”, no primeiro domingo de cada mês, procurando concentrar a afluência das pessoas das várias paróquias e movimentos católicos, para que possam “entrar em contacto com esta história tão importante”, com o caminho próprio de um ano jubilar.

As tradicionais iniciativas promovidas pela Câmara Municipal de Coimbra – “Festa da Flor e da Planta”, bem como a “XII Mostra de Doçaria Conventual e Regional de Coimbra” -, a realizar em 2020, terão como inspiração a figura de Santo António e dos Mártires de Marrocos.

A 16 de janeiro de 1220 morreram degolados em Marrocos os franciscanos italianos Vital, Berardo, Pedro, Acúrsio, Adjuto e Otão, mais tarde denominados como Santos Mártires de Marrocos; os seus restos mortais foram enviados para Portugal pelo infante D. Pedro.

Fonte: Agência Ecclesia

--------------------------------------------------.

Do dia 10/01/2020

Igreja no Brasil faz homenagem aos 10 anos de falecimento de Zilda Arns

Caravana do Cruzeiro do Sul (AC) percorrerá 3.644 quilômetros de ônibus numa rota com mais 53 horas de viagem

A Pastoral da Criança promove de 10 a 12 de janeiro, em Curitiba (PR), um Tríduo pela Caminhada da Pastoral da Criança e em memória da Dra. Zilda Arns. A data marca os 10 anos de falecimento da médica, que foi a fundadora da Pastoral, e lembra com carinho o grande exemplo de amor e dedicação que ela representa.

Para a Pastoral da Criança, graças ao trabalho da Dra. Zilda e à dedicação de cada um dos voluntários, a história do Brasil nos últimos 35 anos foi marcada pela vitória da vida contra a morte precoce de crianças e gestantes. A inspiração bíblica da missão da Pastoral da Criança é também uma frase que a Dra. Zilda sempre repetia: “eu vim para que todas as crianças tenham vida e vida em abundância”, de Jo 10, 10.

Durante o Tríduo, a Pastoral da Criança espera a visita de milhares de voluntários do Brasil. Segundo a Pastoral, as primeiras caravanas saíram de suas casas dia 6 de janeiro rumo à Curitiba. Os líderes de Cruzeiro do Sul, no Acre, por exemplo, viajarão 3.644 quilômetros de ônibus numa rota que somará cerca de mais de 53 horas de estrada, sem contar o tempo das paradas.

Além de conhecer o Museu da Vida, os peregrinos ainda terão oportunidade de participar, no domingo, dia 12 de janeiro, data que marca 10 anos de falecimento da fundadora da Pastoral da Criança, de uma missa de encerramento, às 10h30, presidida por dom José Peruzzo, arcebispo de Curitiba. A animação musical da missa, que será na praça Santuário Sagrado Coração de Jesus, ficará por conta do padre Reginaldo Manzotti.

A missa de abertura do Tríduo foi presidida pelo dom Anuar Battisti, presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, na sexta, dia 10 de janeiro, no Museu da Vida, às 18h.

Fonte: CNBB

----------------------------------------------------.

Em 2019, Conselho Permanente da CNBB reforçou a colegialidade na Igreja no Brasil

Espaço de construção da colegialidade entre os bispos na Igreja no Brasil, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) encontrou-se, em 2019, em três ocasiões para as suas 98ª, 99ª e 100ª reuniões ordinárias. O órgão, segundo o Estatuto e Regimento da entidade, é responsável pela orientação e acompanhamento da CNBB e dos organismos a ela vinculados. O Conselho Permanente, constituído pela presidência, presidentes das comissões episcopais e membros eleitos dos 18 conselhos episcopais regionais, também tem caráter eletivo e deliberativo.

98ª reunião – 26 a 28 de março

Em sua 98º reunião, realizada de 26 a 28 de março, na sede provisória da entidade, em Brasília (DF). O destaque da pauta desta edição foi a realização da 57ª Assembleia Geral da entidade, que aconteceu de 1º a 10 de maio do ano passado em Aparecida (SP). Foi analisado o texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2019-2023.

Os bispos também deram, na quarta-feira, 27/3, uma bênção ao prédio sede da CNBB, no Setor de Embaixadas Sul, após ter seu processo de reforma quase 100% finalizado. Os bispos que integram o Conselho Permanente também vão analisaram a conjuntura sociopolítica do Brasil bem como o texto: Orientação para a Mídia Católica, o projeto Escolas em Rede, da Associação Nacional de Escolas Católicas (Anec), as iniciativas e o planejamento do Mês Missionário Extraordinário.

O cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília, então presidente da CNBB, apresentou ao grupo as decisões e compromissos assumidos no Encontro sobre Proteção de Menores, realizado em fevereiro no Vaticano.

O Conselho Permanente emitiu, como fruto desta reunião, uma mensagem na qual demonstrou preocupação com a Reforma da Previdência – PEC 06/2019. No texto, os bispos reafirmaram que o sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. À época, eles também reconheceram que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário adequado à Seguridade Social. Alertaram, no entanto, que as mudanças contidas na PEC 06/2019 sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens.

99º reunião do Conselho Permanente – 26 e 27 de julho

De 25 a 27 de julho, aconteceu a 99ª reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Tratou-se da primeira reunião do Conselho Permanente após a 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil e contou com um quadro renovado de participantes após o processo de assembleias e eleições nacionais e nos 18 regionais.

Nesta edição da reunião, os bispos se debruçaram sobre uma extensa pauta: calendário de reuniões 2019 e 2020, eleições para as Comissões Episcopais (bispos que as integrarão), indicação para o tema da 58ª Assembleia Geral dos Bispos, a ser realizada em 2020, visitas Ad Limina – Organização por regional (visita dos bispos ao papa a cada 5 anos), projeto de Comunicação para a CNBB, Sínodo para a Pan-Amazônia, Novas comunidades, Campanha da Fraternidade 2020, entre outros.

O monsenhor Raimundo Possidônio, da arquidiocese de Belém (PA), apresentou ao Conselho Permanente, na manhã do dia 26, o Instrumento de Trabalho (Instrumentum laboris) para o Sínodo dos Bispos da região Paz-Amazônica, realizado em outubro de 2019 no Vaticano.

100ª reunião do Conselho Permanente da CNBB – 26 a 28 de novembro

A 100ª reunião do Conselho, a terceira e última reunião do ano, aconteceu de 26 a 28 de novembro. A reunião focou na 58ª Assembleia Geral da CNBB, que será realizada de 22 a 30 de abril de 2020. Os membros do Conselho se debruçaran sobre o tema central e a pauta deste que é o maior encontro eclesial realizado anualmente pela CNBB.

Ainda durante a reunião os membros do Conselho Permanente nomearam os novos assessores para as Comissões Episcopais Pastorais, entre elas a Comissão para a Juventude e a Comissão Bíblico-Catequética e demais Comissões Especiais.

Na programação também constou uma partilha dos regionais e comissões, bem como uma apresentação de um estudo sobre Espaço Litúrgico e uma conversa com os bispos que estiveram na Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônia, ocorrida em outubro deste ano.

O Conselho Permanente também aprovou a criação do regional Leste 3, composto pelas Igrejas Particulares do Espírito Santo: a arquidiocese de Vitória (ES) e as dioceses de São Mateus, Colatina e Cachoeiro do Itapemirim. Proposta que ainda depende da aprovação da 58ª Assembleia Geral da CNBB, em abril.

Ao final desta reunião, o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, divulgou um vídeo sobre a importância do trabalho com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. “Estamos nós agora empenhados a fazer da Igreja casa da Palavra, casa do Pão, casa da Missão e casa da Caridade”, disse. E, por isso, dom Walmor salientou que os bispos escolheram como temática a 58ª Assembleia Geral da CNBB, a ser realizada em abril de 2020: “Evangelizar pelo anúncio da Palavra de Deus”.

Fonte: CNBB

--------------------------------------------------.

Destaque em 2019: Comissão para a Amazônia colaborou com o processo do Sínodo

O Sínodo para  a Amazônia  foi uma resposta do Papa Francisco à realidade da Pan-Amazônia. Seu objetivo principal é identificar novos caminhos para a evangelização, especialmente dos indígenas, e também por causa da crise da Floresta Amazônica. A Assembleia Sinodal foi realizada no Vaticano entre os dias 6 e 27 de outubro de 2019. A Comissão Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) intercedeu por este evento eclesial para que, principalmente o Documento de Trabalho, fosse aprofundado coletivamente nas dioceses e prelazias da Amazônia.

Em julho de 2019, por exemplo, houve o Seminário de Estudo do Documento de Trabalho do Sínodo. Participaram 23 bispos, sendo 5 deles membros do Conselho Pré-Sinodal, secretário Executivo da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM, assessores e especialistas. O objetivo do encontro era, a partir do contexto desafiador da Amazônia aprofundar o estudo do Documento e Trabalho, para elaborar propostas concretas e fundamentadas em vista da Assembleia Sinodal.

Durante os três dias, a proposta era a de que o grupo se concentrasse em torno de dois grandes eixos de estudo e propostas, entre os quais, a realidade amazônica e os desafios do mundo urbano. O encontro foi organizado pelo Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) e pela REPAM-Brasil.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Foto: Paulo Martins/Repam

No mesmo mês, em julho, também houve o Seminário de Estudo do Documento de Trabalho do Sínodo, em Brasília (DF). Durante os três dias de atividade, os participantes puderam aprofundar as temáticas discutidas no  Instrumentum Laboris, bem como identificar as possíveis carências e imprecisões no texto. Ainda, os bispos participaram de oficinas de texto como preparação das aulas sinodais.

Em agosto, os bispos de toda a Amazônia foram recebidos pela arquidiocese de Belém, nos dias 28 a 30. A proposta do encontro, que foi realizado no Centro de Espiritualidade Monte Tabor, da Arquidiocese de Belém, também foi o estudo do Documento de Trabalho do Sínodo, bem como partilha das experiências das escutas e da caminhada do processo sinodal nas dioceses e prelazias da Amazônia. Essa foi a última atividade antes do Sínodo, em outubro, que reuniu todos os bispos da Amazônia brasileira, bispos de outros países cujo território encontra-se parte do  bioma e bispos do mundo todo.

Defesa dos povos indígenas, rito amazônico, novos ministérios, diaconato das mulheres, inculturação e ecologia integral foram alguns dos temas que passaram pela aprovação da assembleia do Sínodo para Amazônia, em outubro, depois de três semanas de discussões. À época, o relator-geral do Sínodo, cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-amazônica (Repam) e da Comissão para a Amazônia, disse que os resultados foram positivos.

“Acredito que o Sínodo conseguiu mostrar novos caminhos e fazer também uma reflexão sobre que tipo de novos caminhos são necessários neste momento. O Sínodo corre dentro dessa grande crise socioambiental que o mundo todo, que o planeta todo, está padecendo, está sofrendo, ou seja, uma crise climática, uma crise ecológica e junto disso, a crise da pobreza no mundo, dos pobres. Tudo isso, nós chamamos de uma crise socioambiental.”

Segundo dom Cláudio, o Documento final do Sínodo “deve ser lido não como se fosse um livro escrito por um autor que tem uma linha de pensamento muito conectado, com uma fluência muito grande. Esse é um Documento construído, e esse é o seu valor, por toda uma grande assembleia, construído por muitas mãos. O que é importante nesse Documento são os conteúdos. Não tanto se é belo literariamente, enfim. É um Documento pastoral, profundamente pastoral, e devemos ler os conteúdos”.

Fonte: CNBB

--------------------------------------.

Papa Francisco: quem ama a Deus e não ama o irmão é mentiroso

Amar e como amar: o Papa Francisco dedicou a este tema a homilia da missa celebrada esta sexta-feira na Casa Santa Marta, inspirado pela Primeira Carta do Apóstolo João.

A primeira leitura de hoje, extraída da Primeira Carta de João, fala do amor e a este tema o Papa dedicou a sua homilia ao celebrar a missa na capela da Casa Santa Marta (10/01). O apóstolo, afirmou, entendeu o que é o amor, o experimentou, e entrando no coração de Jesus, entendeu como se manifestou. A sua carta nos diz, portanto, como se ama e como fomos amados.

Deus nos amou por primeiro

O Pontífice definiu como “claras” duas de suas afirmações. A primeira é o fundamento do amor: “Nós amamos Deus porque Ele nos amou por primeiro”. O início do amor vem Dele. “Eu começo a amar, ou posso começar a amar, porque sei que Ele me amou por primeiro”, afirmou o Papa, que prosseguiu: “Se Ele não nos tivesse amado, certamente nós não poderíamos amar”.

Se uma criança recém-nascida, de poucos dias, pudesse falar, certamente explicaria esta realidade: “Sinto-me amada pelos pais”. E aquilo que os pais fazem com o filho, Deus fez conosco: nos amou por primeiro. E isso faz nascer e crescer a nossa capacidade de amar. Esta é uma definição clara do amor: nós podemos amar a Deus porque Ele nos amou por primeiro.

Quem ama a Deus e o odeia o irmão é mentiroso

A segunda afirmação “sem meias palavras” do apóstolo é esta: “Se alguém diz que ama a Deus, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso”. João não diz que é um mal-educado ou que errou, mas que é um mentiroso, notou o Papa, e também nós devemos aprender isto:

Eu amo a Deus, rezo, entro em êxtase e tudo… e depois descarto os outros, odeio os outros ou não os amo, simplesmente, ou sou indiferente aos outros… Não diz “você errou”, mas “você é mentiroso”. E esta palavra na Bíblia é clara, porque ser mentiroso é justamente o modo de ser do diabo: é o Grande Mentiroso, nos diz o Novo Testamento, é o pai da mentira. Esta é a definição de Satanás que a Bíblia nos dá. E se você diz amar a Deus e odeia o seu irmão, você está do outro lado: é um mentiroso. Nisto não há concessões. 

Muitos podem encontrar justificativas para não amar, alguém pode dizer: "Eu não odeio, Padre, mas existem tantas pessoas que fazem mal para mim ou que não posso aceitar porque são mal-educadas ou rudes". E o Papa comenta sublinhando a concretude do amor indicado por João quando escreve: “Aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê” e afirma: "Se você não é capaz de amar as pessoas, dos mais próximos aos mais distantes com quem convive, você não pode nos dizer que ama a Deus: você é um mentiroso."

O amor é concreto e cotidiano

Mas não há somente o sentimento, o ódio, pode existir o desejo de não "se envolver" nas coisas dos outros. Mas isso não está certo, porque o amor "se expressa praticando o bem":

Se uma pessoa diz: "Eu, para estar bem limpo, só bebo água destilada": você morrerá! Porque isso não serve para a vida. O verdadeiro amor não é água destilada: é água todos os dias, com os problemas, com os afetos, com os amores e com os ódios, mas é isso. Amar a concretude, o amor concreto: não é um amor de laboratório. Isso nos ensina o apóstolo, com essas definições assim tão claras. Mas existe uma maneira de não amar a Deus e de não amar o próximo um pouco escondido, o que é indiferença. "Não, eu não quero isso: eu quero água destilada. Eu não me envolvo com o problema dos outros." Você deve, para ajudar, para rezar.

O Papa Francisco cita então uma expressão de São Alberto Hurtado, que dizia: "É bom não fazer o mal; mas é mal não fazer o bem”. O verdadeiro amor "deve levar a praticar o bem (...), a sujar as mãos nas obras de amor". Não é fácil, mas por esse caminho de fé existe a possibilidade de vencer o mundo, a mentalidade do mundo que "nos impede de amar."

Através do caminho da fé vencemos o mundo

Este é o caminho – afirma ainda o Papa -  “aqui não entram os indiferentes, aqueles que lavam as mãos dos problemas, aqueles que não querem envolver-se nos problemas para ajudar, para fazer o bem; não entram os falsos místicos, aqueles com o coração destilado como a água, que dizem amar a Deus, mas não amam o próximo", e conclui: "Que o Senhor nos ensine estas verdades: a segurança de termos sido amados por primeiro e a coragem de amar os irmãos". 

Fonte:Vatican News

---------------------------------------.

Educação católica: o Papa exorta a promover uma cultura do encontro

“O Santo Padre os anima em sua reflexão sobre os desafios que os responsáveis pela escola católica devem enfrentar a fim de promover nela uma autêntica cultura do encontro, de modo que possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo”, lê-se na mensagem enviada aos participantes do Congresso Interamericano de Educação Católica, em Santiago do Chile

A educação católica como proposta de esperança e de confiança em nosso tempo: esse, o chamado do Papa Francisco aos participantes do XXVI Congresso Interamericano de Educação Católica, organizado pela Confederação Interamericana de Educação Católica (CIEC), de 8 a 10 de janeiro em Santiago do Chile, com o tema Liderança, comunicação e marketing.

Promover na escola católica autêntica cultura do encontro

Numa breve mensagem assinada pelo Secretário de Estado vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Pontífice envia uma cordial saudação aos organizadores e participantes do congresso. “O Santo Padre os anima em sua reflexão sobre os desafios que os responsáveis pela escola católica devem enfrentar a fim de promover nela uma autêntica cultura do encontro, de modo que possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo”, lê-se na missiva.

O encontro teve início com a celebração da Eucaristia, presidida pelo presidente da Conferência Episcopal do Chile (CECh), o bispo castrense dom Santiago Silva Retalames, e concelebrada, entre outros, pelo núncio apostólico no Chile, dom Alberto Ortega Martín, e pelo presidente do Setor de Educação do episcopado e bispo de Temuco, dom Héctor Vargas Bastidas.

Dimensão cristã partindo da pessoa de Jesus

Segundo a nota da Conferência episcopal, em sua homilia, dom Silva Retamales ressaltou que o referido encontro “não é qualquer congresso, é de educação católica”, portanto, os temas centrais devem ser vistos numa dimensão cristã, “a partir da pessoa de Jesus”.

“Somos discípulos e discípulas do Senhor que queremos ter uma influência na educação, não a partir de uma ideologia, não a partir de uma moral ou dogma, mas a partir de uma Pessoa que exige de nós – não somente como pessoas, mas como comunidade – um encontro com Ele”, disse dom Silva Retamales.

Na conclusão, mensagem final e celebração eucarística

Após a leitura da mensagem do Papa por parte do núncio apostólico se deu início ao congresso, no qual durante três dias participaram dezenas de professores, mestres e especialistas da América Latina em educação católica. O encontro encerra-se esta sexta-feira com a mensagem final e a celebração eucarística.

Fonte: Vatican News

--------------------------------------------------.

O cristão é uma pessoa que se deixa corrigir

Os destaques sobre a atividade do Papa e da Santa Sé. Nesta manhã, Francisco celebrou a Missa na Santa Marta. Ontem o discurso ao Corpo diplomático e na quarta-feira a primeira Audiência Geral de 2020.

Todos nós preferimos elogios a censuras, mas o cristão em seu caminho de fé aceita ser corrigido diariamente. Na homilia de hoje na Santa Marta, Francisco recorda as palavras fortes de São João Evangelista, que chama de "mentiroso" àqueles que dizem amar a Deus que não veem e não amam o irmão a quem veem: "Ser mentiroso - especifica - é precisamente o jeito de ser do diabo: é o Grande Mentiroso ... o pai da mentira".

Ninguém gosta de ser chamado de mentiroso: mas é a humildade da fé que faz o cristão caminhar no difícil caminho da conversão, na consciência de que o próprio Deus, em ter nos amado primeiro, preenche a grande distância que existe entre o seu e o nosso amor, que tantas vezes não quer sujar as mãos - afirma o Papa - para fazer o bem de maneira concreta.

Nossas faltas no amor, nossos pecados, são imediatamente revelados pelo nosso modo de falar, disse o Papa na homilia de ontem na Santa Marta. Talvez rezemos pela paz no mundo - observa - mas semeamos a guerra na família, no bairro, no local de trabalho, falando mal dos outros e condenando: quando o diabo consegue com que façamos a guerra - disse Francisco - "está feliz, não precisa mais trabalhar", porque "somos nós que trabalhamos para nos destruir um ao outro", destruindo em primeiro a nós mesmos, “porque retiramos o amor", e depois os outros.

Nossas palavras revelam quem somos: se permanecermos no Senhor - sublinha o Papa - e "escorregamos em um pecado ou defeito, o Espírito nos fará conhecer esse erro". O amor verdadeiro é o que nos leva a falar "bem" dos outros e "se eu não posso falar bem", nos faz fechar a boca.

Diante das nossas dificuldades e dos problemas do mundo, nos deve sustentar sempre a esperança de que "o mal, o sofrimento e a morte não prevalecerão", disse o Papa ontem em seu discurso ao Corpo Diplomático. É a esperança que vem de "uma criança recém-nascida", do Deus feito homem, que "nos convida à alegria", mas também à coragem de enfrentar os problemas com realismo para construir um mundo mais justo, mais pacificado e mais fraterno. É preciso "unir esforços" para superar "uma cultura da divisão que distancia as pessoas umas das outras e abre caminho ao extremismo e à violência. Vemos isso cada vez mais - disse o Papa - na linguagem do ódio amplamente usada na internet e nas redes sociais. Às barreiras do ódio, preferimos as pontes da reconciliação e da solidariedade".

Diante dos representantes da comunidade internacional, o Papa recorda que este ano marca o 70º aniversário da proclamação da Assunção da Virgem Maria no céu: "A Assunção de Maria nos convida ... a olhar além, ao final de nosso caminho terreno, no dia em que a justiça e a paz serão totalmente restauradas ". É precisamente nessa luz "que não podemos deixar de ter esperança" e de construir aqui na terra uma humanidade fraterna, fazendo "o bem comum prevalecer sobre interesses particulares". Então a paz não será mais uma utopia, mas uma meta possível.

A fé nos ajuda a acreditar que sempre vale a pena comprometer-se para construir, mesmo onde o mal e o fracasso parecem prevalecer. O Papa falou sobre isso na Audiência Geral na quarta-feira, 8 de janeiro. A catequese é dedicada à viagem por mar de São Paulo para desembarcar em Roma, conforme relatado pelos Atos dos Apóstolos: "A navegação - disse Francisco - encontrou condições desfavoráveis ​​desde o início. A viagem se torna perigosa. Paulo aconselha a não prosseguir a viagem, mas o centurião não lhe dá crédito e confia no timoneiro e no proprietário. A viagem continua e começa um vento tão impetuoso que a tripulação perde o controle e o navio fica à deriva." Quando "a morte parece estar próxima e o desespero toma conta de todos", Paulo intervém com palavras de grande fé: Todos serão salvos!

"O naufrágio, de uma situação de infortúnio, transforma-se em uma oportunidade providencial para o anúncio do Evangelho". É uma lei do Evangelho, recorda Francisco: "Quando um crente faz a experiência da salvação, não a guarda para si, mas a divulga". Porque "Deus pode agir em qualquer circunstância, mesmo em meio aos aparentes fracassos".

Fonte: Vatican News

--------------------------------------------.

Mais de 2 mil jovens já inscritos para "A Economia de Francisco"

Já são 3.300 os pedidos de participação, com 2.000 jovens credenciados, provenientes de 115 países. Os países com maior número de inscritos são Itália, Brasil, EUA, Argentina, Espanha, Portugal, França, México, Alemanha, Grã-Bretanha. O evento se realizará nos dias 26, 27 e 28 de março, em Assis.

Assis se prepara para receber mais de 2000 economistas e empreendedores com menos de 35 anos, provenientes de diversos países, para participar do encontro “The Economy of Francesco”, o evento desejado pelo Papa a ser realizado de 26 a 28 de março. São mais de 3300 pedidos de inscrição enviados de mais de 115 países.

A cidade de São Francisco será organizada em 12 "aldeias" que acolherão os trabalhos dos participantes sobre grandes temas e questões apresentados pela economia de hoje e de amanhã: trabalho e cuidado; gestão e dom; finança e humanidade; agricultura e justiça; energia e pobreza; lucro e vocação; policies for happiness; CO2 da desigualdade; negócios e paz; Economia é mulher; empresas em transição; vida e estilos de vida.

Dom Domenico Sorrentino: São Francisco, um ícone inspirador 

O horizonte para ler a articulação destas aldeias é dado pelas palavras do Bispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino: "o desenvolvimento do evento tem uma relação com São Francisco, com sua experiência de vida e suas escolhas, que têm valor também na economia. Foi ele quem escolheu entre uma economia de egoísmo e uma economia do dom. Seu despojamento diante dos olhos do pai e do bispo de Assis é um ícone inspirador para o evento de março e é a razão pela qual o Papa o queria que fosse realizado em Assis. Esperamos que o clima espiritual desta cidade possa marcar todo o desenrolar do encontro”.

Os participantes da Economy of Francesco são jovens pesquisadores, estudantes, doutorandos; empreendedores e dirigentes empresariais; inovadores sociais, promotores de atividades e organizações locais e internacionais. Eles lidam com o meio ambiente, pobreza, desigualdades, novas tecnologias, finanças inclusivas, desenvolvimento sustentável. Em síntese, se preocupam com o homem.

Luigino Bruni: o significado construir uma nova economia à medida do homem e para o homem 

"Em Assis, os protagonistas serão os jovens, que exporão suas ideias sobre o mundo, porque já o estão mudando, no front da ecologia, da economia, do desenvolvimento, da pobreza. Economy of Francesco  - afirmou o diretor científico do evento, Prof. Luigino Bruni - será um laboratório de ideias e práticas onde os jovens se encontrarão em um "ritmo lento" e terão a possibilidade de pensar e se perguntar, nas pegadas de São Francisco, o que significa construir uma nova economia à medida do homem e para o homem. Três dias que se concluirão com a assinatura de um pacto entre os jovens economistas e o Papa Francisco, que os convocou a Assis precisamente para ouvir seu grito de alerta, seus sonhos”.

Padre Mauro Gambetti:  desafio tão grande quanto a confiança depositada nos jovens 

“Francisco de Assis era um jovem comerciante, um party planner e um sonhador ... como tantos outros hoje. E mesmo, olham para ele com um pouco de uma sã inveja. A partir de sua experiência espiritual - afirmou o Custódio do Sacro Convento, padre Mauro Gambetti - nasceu um movimento que contribuiu de modo decisivo para o nascimento do mercado moderno. Humanidade, civilização e bem-estar cresceram rapidamente depois dele. Why not? Esta parece ser a provocação do Papa Francisco dirigida aos jovens. O desafio é enorme, porque não se vencerá graças à competência, à genialidade ou pela imitação de alguém - até São Francisco. O desafio é tão grande quanto a confiança depositada nos jovens. A escuta dos desejos mais profundos do coração e a capacidade de se decidir pelas coisas que contam - paradoxalmente, não o dinheiro - abrirão o caminho para uma nova economia. Nós acreditamos nisso.”

Prefeita de Assis: coerência com a mensagem franciscana 

"A cidade de nosso Santo é a sede natural para inspirar um evento que pretende fazer um pacto entre jovens economistas e empreendedores para dar alma à economia do amanhã, baseada na fraternidade e na equidade. A "convocação" veio diretamente do Papa que, referindo-se ao Santo de Assis, nos convida a exaltar seu exemplo por excelência na custódia dos últimos da terra, na atenção aos fracos e aos pobres e na necessidade de uma ecologia integral. A cidade de Assis estará pronta para o evento de março e o estará com toda sua força simbólica e moral e com a coerência com a mensagem "franciscana" de toda a sua comunidade. The Economy of Francesco deve falar a todos, e todos devem se sentir envolvidos em participar de um evento excepcional e histórico. Porque o papel de Assis, reconhecido também pelo Papa com este encontro, é o de "cidade-mensagem", protagonista de uma mudança que passa finalmente das palavras para a ação - disse a prefeita de Assis, Stefania Proietti".

Brasil entre os países com maior número de inscritos 

O evento é organizado pela Diocese de Assis, pelo Instituto Seráfico, pelo Município de Assis e pela Economia de Comunhão, em colaboração com as Famílias Franciscanas.

O diretor responsável pela comunicação da Economy of Francesco, padre Enzo Fortunato, já adiantou alguns números. De fato, já são 3.300 os pedidos de participação, com 2.000 jovens credenciados, dos quais 41% são mulheres e 56% homens, provenientes de 115 países.

Os participantes mais jovens têm 12 anos e são da Eslováquia e da Tailândia.

Os países com maior número de inscritos Itália, Brasil, EUA, Argentina, Espanha, Portugal, França, México, Alemanha, Grã-Bretanha

Mais de 80 eventos preparatórios 

O evento The Economy of Francesco terá início na quinta-feira 26 de março. Os ganhadores do Premio Nobel Amartya Sen e Muhammad Yunus abrirão oficialmente os trabalhos dos três dias em Assis com jovens economistas e empreendedores.

Aos palestrantes já conhecidos - Kate Raworth, Jeffrey Sachs, Vandana Shiva, Stefano Zamagni, Bruno Frey, Anna Meloto, Carlo Petrini – se unem o economista Juan Camilo Cardenas, as filósofas Jennifer Nedelsky, Cécile Renouard e Consuelo Corradi. E ainda especialistas em desenvolvimento sustentável, inteligência artificial e empreendedores de renome internacional, incluindo John Frank, da Microsoft e o empresário Brunello Cucinelli. Todos os palestrantes debaterão com os jovens em uma ampla variedade de sessões plenárias e paralelas.

O encontro de 26, 27 e 28 de março será precedida por um pré-evento nos dias 24 e 25, com a participação de 500 jovens economistas e empreendedores - representando as diferentes regiões geográficas, culturais e áreas de pesquisa e empreendimento - que trabalharão na preparação do evento principal.

Durante o último dia, os jovens "encontrarão" o Papa Francisco para selar um pacto solene, assegurando seu compromisso de mudar a economia atual e dar uma alma à economia do amanhã.

As aldeias 

Ao longo do dia, será possível realizar colóquios pessoais de aprofundamento com economistas, empresários, filósofos, banqueiros, frades, sociólogos, manager, inovadores e religiosas. Estará disponível uma incubadora permanente de ideias, projetos e trabalhos em rede. Visitas pessoais a lugares franciscanos até tarde da noite e cedo na parte da manhã.

A voz dos jovens 

Valentina, 28, pesquisadora da Universidade de Oxford, trabalha com economia comportamental e economia do desenvolvimento. Ela escreve: "Eu senti o convite de Francisco como um chamado, um convite para participar. Minha vocação é esta: estudar, pensar. Eu tenho o privilégio de poder fazer isso. Eu acredito que este é um momento histórico em que devemos estar presentes. Francisco chama os jovens, procura seu entusiasmo, paixão, pensamento. Quero ouvir as experiências dos outros, aprender com eles e ter o tempo para parar e refletir sobre o futuro de nossa 'casa comum', colocando minhas capacidades como economista a serviço da comunidade. Eu gostaria de participar de um evento em que as perguntas, e não as respostas, sejam a chave”.

Steve, de Camarões, 27 anos, dirigente de uma pequena empresa, diz: “Participar da Economy of Francesco significa assumir o compromisso de construir outra economia. Estarei em Assis para viver uma experiência e depois poder compartilhá-la com os outros jovens do meu país, Camarões e toda a África".

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------------------.

Cristãos iraquianos ainda esperam visita do Papa

“Um pensamento insistente me acompanha pensando no Iraque, onde tenho o desejo de ir no próximo ano, para que possa olhar adiante através da participação pacífica e partilhada na construção do bem comum de todos as componentes religiosas da sociedade, e não caia novamente em tensões que vêm dos conflitos intermináveis de potências regionais”, havia dito o Papa Francisco em 10 de junho de 2019 aos cerca de cem participantes da 92ª Assembleia Plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (Roaco).

A escalada das tensões entre o Irã e os Estados Unidos após o assassinato do general Solemaini volta a preocupar a comunidade cristã do vizinho Iraque, já reduzida em 90% desde 2003, ano do início do conflito na região, e ulteriormente reduzida com o advento do Estado Islâmico a partir de 2014.

Agora, há o temor de um novo êxodo de fiéis, conforme declarado pelo arcebispo de Erbil, Dom Bashar Warda, que expressa sua preocupação à Ajuda à Igreja que Sofre, a Fundação de direito pontifício fundada em 1947 para proteger os cristãos em áreas de risco, especialmente naquelas em que a Igreja sofre perseguições.

"Esta é a nossa pátria e não queremos ir embora - sublinha o prelado - para sobreviver e prosperar temos necessidade do apoio da comunidade internacional". Nesse contexto particularmente delicado, de fato, as minorias cristã e yazidi estão particularmente expostas "aos caprichos de quem está no poder".

"Não existe igualdade para os não-muçulmanos que vivem sob a lei islâmica", diz ele, expressando preocupação com o risco de que os cristãos, nessa situação, sejam identificados com o Ocidente e, portanto, com os Estados Unidos: "Temos medo de retaliação -  explica à AIS - somos um alvo fácil e aqueles que nos atacam provavelmente ficarão impunes”.

Por fim, o prelado lança um apelo à comunidade internacional para que intervenha "usando a própria influência para acalmar as tensões" entre os dois países e, não obstante as dificuldades pelas quais passa sua comunidade, ainda é esperada a visita do Papa Francisco ao Iraque: “Isso certamente acontecerá, ainda que não se saiba quando. Deixo isso para a oração e a vontade do Espírito Santo. Confiamos em Jesus”.

Fonte: Vatican News

---------------------------------------------.

O XXIV Dia Mundial da Vida Consagrada com o Papa Francisco

São João Paulo II institui o Dia Mundial da Vida Consagrada na data em que a Igreja festeja a Apresentação do Senhor ao Templo, no dia 2 de fevereiro. "A vida consagrada profetiza valores que são perenes na sociedade, mas que precisam ser recuperados”, disse ao VN o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz de Aviz.

Na festa litúrgica da Apresentação de Jesus no Templo, celebra-se todos os anos o Dia Mundial da Vida Consagrada. Em Roma, este ano, a XXIV edição será em 1º de fevereiro, com a Missa presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São Pedro, às 17h, horário italiano.

Em um comunicado, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica enfatiza que será um dia de oração pelas vocações e de ação de graças ao Senhor pelo dom de tantos consagrados e consagradas que, em terras de missão e no trabalho cotidiano, vivendo tantas vezes em contextos difíceis, cuidam dos últimos e mais vulneráveis, testemunhando e anunciando a presença de Deus no mundo.

Por ocasião do Dia Mundial da Vida Consagrada, todos os consagrados renovam seu compromisso de ser "luz do mundo e sal da terra", de trabalhar pela paz e pela fraternidade, acolhendo o convite do Pontífice para serem "homens e mulheres que iluminam o futuro", diz o comunicado.

A celebração na Basílica de São Pedro também será enriquecida pela presença de cerca de 300 religiosas contemplativas que, de 31 de janeiro a 1º de fevereiro, se encontrarão em Roma convocadas pelo Dicastério, para refletir sobre o tema da gestão dos bens. - Fonte: Vatican News

-------------------------------------.

"Que é o homem?" O Documento da Pontifícia Comissão Bíblica

Padre Pietro Bovati, secretário da Pontifícia Comissão Bíblica, ilustra um novo documento recentemente publicado pela Livraria Editora Vaticana

De acordo com o título do novo Documento da Pontifícia Comissão Bíblica (“Que é o homem?” (Sal 8,5). Um itinerário de antropologia bíblica) duas linhas contribuem para definir o projeto e a configuração do texto.

A primeira pauta é a da interrogação (“Que é o homem?”). Com efeito, a Igreja coloca-se sempre na escuta, escuta de Deus e escuta da história, precisamente para servir a humanidade nas contingências das suas constantes mudanças (Gaudium et Spes, § 1-10).  O Papa Francisco ao perceber algumas problemáticas atuais necessitadas de esclarecimento e de sentido, pediu à Comissão Bíblica para que estudasse, durante cinco anos, o tema da antropologia bíblica, para assim poder oferecer à Igreja e ao mundo uma mensagem de luz e de esperança, fruto de uma exegese atualizada da Bíblia.

A atitude investigativa por parte do intérprete das Sagradas Escrituras é também solicitada pela própria Palavra de Deus que chama a pesquisar com constante empenho o mistério do ser humano, porque é nele que o Criador incluiu a sua maior riqueza. De fato, a experiência do homem é ao mesmo tempo uma história de aliança com Deus, e é compreendendo o que é o homem que se recebe a obra divina. Portanto, o mandato do Papa não se limitava a fornecer uma resposta bíblica a algumas questões antrológicas específicas, mas exigia a apresentação de uma visão global da Escritura com relação à pessoa humana, na sua dignidade, nas suas relações e no seu destino, de modo que neste marco global também as questões individuais pudessem encontrar seu lugar adequado.

A segunda pauta seguida pelo Documento é de ordem metodológica (“Um itinerário de antropologia bíblica”). Em obediência à palavra de Deus que exige ser considerada na sua totalidade, o documento não extrai citações ou textos isolados, citando-os como “prova escritural” de um discurso pré-fixado, mas assume a tarefa de expor todo o percurso comunicativo da Bíblia. Com efeito, começa com uma análise detalhada dos textos fundadores, que narram a origem do ser humano, e, para cada uma das diferentes temáticas que aqui se anunciam de maneira programática. Repropõe-se o que é atestado pela Torá, pelos profetas e pelas tradições sapienciais de Israel (sem esquecer o Saltério) até chegar ao cumprimento da Revelação nos Evangelhos e nas cartas dos Apóstolos. Somente assim se faz a verdadeira obra de Teologia Bíblica, respeitando os gêneros literários da Escritura e assumindo com rigor a sua expressividade simbólica e narrativa.

Concretamente depois de uma Introdução que expõe alguns princípios hermenêuticos fundamentais de obediência à Palavra de Deus (§§ 1-13), o Documento se divide em quatro capítulos, ditados pela exploração narrativa do Gênesis 2-3. No primeiro capítulo (§§ 14-68), o homem é visto na sua realidade de criatura de Deus, por um lado, feito de “pó”, portanto sujeito à transitoriedade, e de outro, dotado do “sopro” divino e por isso chamado a um destino de imortalidade.

O segundo capítulo (§§ 69-149) ilustra a condição do homem no jardim, isto é na terra, aqui se discute os aspectos da alimentação, do trabalho e da relação com os demais seres vivos, como os dons divinos, que ao mesmo tempo determinam o compromisso responsável da criatura humana para aderir ao projeto divino.

O terceiro capítulo (§§ 150-265) tem como tema a família humana: tem o seu núcleo na relação conjugal, da qual promanam os laços de amor entre os pais e filhos e entre os irmãos. Nesta sessão central do Documento se tratam muitas questões de grande atualidade, como o valor da sexualidade e as suas formas algumas vezes imperfeitas ou incorretas, a constituição da sociedade segundo o modelo da família, a ética da fraternidade em oposição à violência. O quarto capítulo (§§ 266-346) tem como tema a história do homem, que transgride o mandato de Deus e se salva pela intervenção misericordiosa do Senhor, para que a história do homem seja verdadeiramente uma “história de salvação”.

Uma apresentação tão breve do Documento evidentemente não é capaz de mostrar a exatidão das análises textuais, a pertinência das considerações interpretativas, a qualidade e profundidade da sínteses teológicas. Alguns buscarão aqui ou lá algumas frases, para confirmar sua forma de pensar ou, pelo contrário, utilizarão citações isoladas para causar polêmicas; outros se contentarão em folhear algumas páginas, lamentando-se da extensão do produto. Porém, esperamos que tenham os que adotarão o Documento como objeto de estudo, convertendo-o em um ponto de referência habitual para suas reflexões de ordem antropológica. Como foi indicado pelo cardeal Luis Ladaria, na Apresentação do Documento, a intenção do texto é de fato “fazer perceber a beleza e também a complexidade da divina Revelação sobre o homem”.

A beleza induz a apreciar a obra de Deus, e a complexidade convida a assumir um humilde e constante trabalho de pesquisa, de aprofundamento e de comunicação. Aos professores das Faculdades de Teologia, mas também aos catequistas e aos estudantes de matérias sacras é oferecido um subsídio, para favorecer uma visão global do projeto divino que começou com o ato da criação e se realiza no decorrer do tempo, até seu cumprimento em Cristo, o homem novo, que constitui “a chave, o centro e a meta de toda a história humana (Gaudium et Spes, § 10)”.

De fato, a Bíblia não é uma definição unívoca da essência humana do homem, mas antes, uma consideração articulada do seu ser como sujeito de múltiplas relações; por outro lado é na história que se manifesta o quanto o projeto divino aspire a sua plenitude. “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!” (1 Jo 3,1). Não apenas criatura, não apenas seres inteligentes e livres, não apenas filhos do homem, mas também filhos do Altíssimo, semelhantes a Ele, com uma semelhança difícil de compreender e de formular, porém que se revelará plenamente no cumprimento da existência” (§ 349), quando a figura deixará o lugar à realidade e veremos Deus frente a frente (1 Cor 13,12). O Documento da Pontifícia Comissão Bíblica ajuda a empreender este audacioso caminho de inteligência e de bem-aventurança.

Fonte: Vatican News

-----------------------------------------------------.

Martin Scorsese: a humanidade resiste ao horror

Entrevista com o diretor de cinema Martin Scorsese: “Aprendi nas ruas que todos os dias as pessoas fazem todo tipo de compromisso com o mal, e que a humanidade ainda existe, e também a bondade”

Quando Martin Scorsese encontrou o Papa Francisco pela segunda vez, em 21 de outubro do ano passado, retomaram uma conversa como fazem dois velhos amigos que se entendem facilmente, sem nenhuma dificuldade. O Papa quis saber da sua esposa e sobre o seu novo filme The Irish Man, e o diretor explicou que se trata de um filme sobre o tempo e a mortalidade, a amizade e a traição, o remorso e as saudades dos tempos passados.

Entre os dois logo começou um diálogo simples e profundo que logo chegou a Dostoiévski, paixão comum entre eles, que com seus romances inspirou o diretor em mais de uma obra. É a partir do escritor russo que inicia a nossa conversa ao falarmos do filme The Irish Man e seu protagonista, Frank Sheeran (interpretado por Robert De Niro) que é o único sobrevivente, portanto que pode e deve falar, o único que comunica as “Memórias da Casa de Mortos”. Não é um caso que todos os outros personagens, logo que aparecem em cena, vêm com uma legenda descrevendo a data e o modo, sempre violento, da morte. Frank é vivo e fala, aliás, se confessa, fixando diretamente a câmera, nos olhos dos espectadores. É um outro filme profundamente espiritual da carreira de Scorsese, que desde os tempos de Silence, revelou que é “obcecado pela espiritualidade”, isto é, pela pergunta quem somos nós, seres humanos. Na sua opinião esta pergunta obriga cada um de nós a se olhar de frente, de perto, a olhar o bem e o mal que existe dentro de nós.

Martin Scorsese: Essa pergunta marcou grande parte da minha vida, e está presente na maior parte dos meus filmes. Neste último, unem-se ao mesmo tempo, tanto a observação externa quanto a reflexão interior; na medida que o filme vai adiante o equilíbrio se desloca do exterior para o interior. A questão é: como se reconcilia o mundo externo das circunstâncias com o mundo interior da fé?” Uma interrogação que me acompanha desde sempre e que enfrentei de várias maneiras no decorrer da minha existência. Agora, aos 77 anos, suponho que a reflexão interior torne-se prevalente.

Cerca de um ano atrás, dialogando publicamente com o Papa Francisco o senhor contou que quando era jovem vivia em um mundo dividido, em duas partes separadas: a rua, cheia de mal e de violência, e a igreja, onde estava Jesus e a sua lei do amor e o senhor achava a contradição irremediável. Na ocasião o Papa respondeu-lhe que a sua proximidade com a gente de rua deu-lhe a sabedoria que o senhor colocou mais tarde nos filmes. Qual foi a lição que aprendeu nas ruas e com os homens de Igreja?

Martin Scorsese: Nas ruas aprendi que todos os dias as pessoas fazem todo o tipo de compromisso com o mal, e que a humanidade ainda existe, e também a bondade – e que todas essas coisas podem existir lado a lado, às vezes tão próximas que no início não se consegue distingui-las. Na Igreja aprendi com estes homens, com os padres de rua diocesanos (padres como padre Príncipe, que já falei muitas vezes), que se pode ser duros por fora e misericordiosos por dentro, e que a dureza é um modo para alimentar aquela misericórdia – ou, como se diz, o mandamento do amor de Jesus – dentro de nós. É um dos dons mais preciosos que eu tenha recebido.

O tema da misericórdia me faz lembrar de um livro, o Diário de um pároco de aldeia de Bernanos cuja leitura para o senhor foi uma revelação do rosto misericordioso do Deus cristão. E obviamente me recorda Papa Francisco…

Martin Scorsese: Também penso nisso. Quando penso no Papa Francisco devo dizer que a primeira palavra que me vem na cabeça é compaixão. Ao se ler as palavras do Santo Padre, nos encontramos com ele frente a frente, e nos damos conta que é um homem que vê o fundamento espiritual da Igreja. A Igreja católica é uma instituição muito grande, é uma tradição, é uma empresa, uma organização enorme. Mas a sua essência não é uma questão de negócios humanos ou mundanos, é uma questão de espírito. Esta é a pedra, o fundamento: a prática e o seguimento vivo do exemplo de Cristo. Papa Francisco repete isso e pede que o reconheçamos. Considero extraordinário que este homem seja o nosso Papa. É uma bênção. E considero uma bênção tê-lo encontrado.

Fonte: Vatican News

-----------------------------------------------.

Caritas Venezuela atendeu direta e indiretamente 6 milhões de pessoas em 2019

Um comunicado de imprensa da Conferência Episcopal Venezuelana destaca que, no âmbito da atenção direta à população, a Caritas forneceu 87.294 refeições através dos 865 Ollas Solidarias e a entrega de 3.000 ranchos; distribuiu 12 milhões de medicamentos; realizou 479 mutirões de saúde, nos quais foram atendidas 40.365 crianças e 3728 mulheres grávidas; e possibilitou a instalação de 70.000 estações de tratamento de água.

Sete prêmios nacionais e internacionais, com a voz escutada por representantes da ONU, da OEA e da Corte Internacional de Direitos Humanos, atestam o grande trabalho realizado pela Caritas Venezuela durante a crise política e socioeconômica do país nos últimos anos.

Isso fica claro nas palavras de seu presidente, cardeal Baltazar Porras Cardoso, arcebispo de Mérida e administrador apostólico de Caracas, que apresentou na quinta-feira o relatório de gestão de 2019 da instituição, no âmbito da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Venezuelana ( CEV).

O cardeal explicou as realizações da Caritas, apesar da difícil situação vivida no país, em particular “a deficiência de serviços públicos, a inflação desmedida, as violação dos direitos humanos, a repressão, a perseguição e a intimidação” entre outras realidades conhecidas e vividas por todos os venezuelanos. Durante sua apresentação, Porras Cardoso também agradeceu o trabalho realizado pelos diretores, voluntários e membros da Caritas em favor dos mais necessitados.

Em resumo, o relatório faz um balanço positivo nas diversas áreas de trabalho social que beneficiaram direta ou indiretamente 6 milhões de pessoas em 2019.

Um comunicado de imprensa da CEV destaca que, no âmbito da atenção direta à população, a Caritas forneceu 87.294 refeições através dos 865 Ollas Solidarias  e a entrega de 3.000 ranchos; distribuiu 12 milhões de medicamentos; realizou 479 mutirões de saúde, nos quais foram atendidas 40.365 crianças e 3728 mulheres grávidas; e possibilitou a instalação de 70.000 estações de tratamento de água.

Na área da assistência aos venezuelanos que tentam deixar o país através das fronteiras com a Colômbia ou o Brasil, a Caritas atendeu 7.488 migrantes, acolhendo-os nas chamadas "casas de passagem", com a entrega de 1.200 kits de higiene.

Por fim, o relatório destacou o recente projeto implementado em quatro Estados vulneráveis ​​do país, que consiste na concessão do cartão “Tengo”, que oferece às famílias beneficiárias uma contribuição de US$ 60 para atender às necessidades de alimentação.

Em nível institucional, o relatório destaca a formação e consolidação de 500 Caritas paroquiais e 33 Caritas diocesanas, a formação de 20 mil voluntários em todo o território nacional, a formação de agentes pastorais com um Diploma de Doutrina Social da Igreja, dois encontros nacionais de pastorais sociais, a atenção direta de cem casos de atenção por violação dos direitos humanos.

Fonte: Vatican News

-----------------------------------------------------.

Em um mês, Caritas Argentina distribui 810 toneladas de alimentos

Segundo estimativas, a pobreza atinge 40,8% da população argentina.

A Caritas argentina divulgou na quinta-feira, 9, os resultados da extraordinária campanha de ajuda à população, iniciada no último semestre de 2019, para enfrentar a emergência social devido à persistente falta de trabalho e ao aumento da inflação.

Entre setembro e outubro do ano passado, foram distribuídas 810 toneladas de alimentos (cerca de 36 por dia), graças à colaboração com o Ministério da Saúde e Desenvolvimento Social, para um valor aproximado de 77 milhões de dólares, que ajudaram a alimentar a população pobre, que, segundo estimativas do país, seria de cerca de 40,8%.

“A realidade da fome é difícil para quem a vive, mas a missão da Igreja é a de dar esperança às pessoas - comenta o presidente da Caritas e o bispo de Quilmes, Dom Carlos Tissera - o problema não é somente de natureza estatística ou econômica, porque por trás dos números existem pessoas, com suas histórias de sofrimento, pobreza espiritual e material”.

O prelado também lançou um apelo ao governo para "colocar a dignidade humana no centro da discussão política, pensando no bem comum e colocando-se realmente a serviço de uma vida melhor e para todos".

Fonte: Vatican News

--------------------------------------.

Oceania - Papua Nova Guiné: leigos católicos prontos para a missão

Traduzir a fé na vida cotidiana: esse é o novo projeto pastoral do Episcopado de Papua Nova Guiné e Ilhãs Salomão, na Oceania. O projeto propõe-se a levar adiante uma obra “criativa e construtiva”, partindo justamente da partilha e da reflexão sobre as Sagradas Escrituras, de modo que a Palavra de Deus se torne vida vivida. “O objetivo é alcançar os marginalizados, os pobres, encarcerados, os refugiados, os toxicômanos e os meninos de rua”, explicam os bispos

 “Cada um de nós pode buscar compreender mais profundamente a própria fé católica, o significado dos sacramentos, como vive-la e traduzi-la na vida cotidiana”: parte daí a reflexão da Conferência Episcopal de Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão – no centro-oeste da Oceania – que lançou para o ano 2020 o plano pastoral intitulado “Leigos católicos: formados para a missão”.

A Palavra de Deus se torne vida vivida

O projeto propõe-se a levar adiante uma obra “criativa e construtiva”, partindo justamente da partilha e da reflexão sobre as Sagradas Escrituras, de modo que a Palavra de Deus se torne vida vivida.

O testemunho cristão se expressa em primeiro lugar no amor e na atenção ao próximo: “É dando que se recebe. O objetivo é alcançar os marginalizados, os pobres, os encarcerados, os refugiados, os toxicômanos e os meninos de rua”, explicam os bispos.

À luz da Laudato si’, um incentivo ao cuidado da casa comum

Devemos abrir nossos corações, sensibilizar-nos em relação aos outros, àqueles que mais necessitam de nós, experimentar a alegria da interação e levar um sorriso a seus rostos”, acrescentam os prelados de Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão.

Ademais – como refere à agência Fides o Setor de comunicações da Conferência episcopal –, o ano 2020 será dedicado ao aprofundamento e à sensibilização dos fiéis sobre temas relacionados à criação, à luz da Carta encíclica do Papa Francisco Laudato si’ (sobre o cuidado da casa comum, ndr).

Onu: 2020, ano internacional da saúde das plantas

A Organização das Nações Unidas declarou 2020 “Ano internacional da saúde das plantas” com o objetivo de sensibilizar sobre a importância da saúde da natureza para enfrentar as questões globais, como fome, pobreza, ameaças para o ambiente e desenvolvimento econômico.

Para esse fim, também a Igreja católica local promoveu alguns seminários com a finalidade de “ensinar cada um a fazer a sua parte para proteger nosso planeta e preservá-lo para as futuras gerações”, explicou o diretor do Setor das Comunicações da Conferência Episcopal de Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão, Pe. Ambrose Pareira.

Fonte: Vatican News

--------------------------------------------------------------.

Angola - chuvas torrenciais já provocaram 41 mortos

As chuvas que se abatem um pouco por todo o território de Angola nos últimos dias já fizeram 41 mortos de acordo com as autoridades locais.

Anastácio Sasembele - Luanda

A época chuvosa em Angola já provocou 41 mortos, destruiu mais de mil casas e afetou 2.498 famílias, num total de 11.990 pessoas, em 12 províncias do país, informou nesta quinta - feira (09/01) a Comissão Nacional de Proteção Civil.

Cabinda

Na província de Cabinda por exemplo, nesta quarta-feira (08/01) duas pessoas da mesma família, (mãe e filha) morreram em consequência do desabamento da casa onde residiam devido a forte chuva.

José luís, filho da malograda contou aos nossos microfones, os momentos em que procuravam junto dos vizinhos socorrer a Mãe e a Irmã.

Luanda

Em luanda, a cidade capital do país, a chuva de sábado (04/09) fez uma vítima mortal e várias casas ficaram inundadas. Já na província do Uíge uma criança de seis anos de idade morreu e seis membros da mesma família ficaram feridos, bem como 200 pessoas ficaram desabrigadas nos municípios do Uíge e de Negage, em consequência da chuva que caiu nos últimos dois dias na província.

Segundo o coordenador da Comissão Nacional de Proteção Civil, o ministro angolano do Interior, Eugénio Laborinho, de agosto de 2019 à presente data, as chuvas destruíram 12 igrejas e quatro pontes e deixaram parcialmente destruídas 1.145 residências, havendo ainda o registo de 975 casas inundadas.

Eugénio Laborinho disse que as chuvas estão igualmente a causar problemas a nível de ravinas, de forma mais preocupante na Lunda Norte, Lunda Sul, Uíje, Zaire, Moxico, Cuando Cubango, Malanje e Bié, onde “estão a progredir de forma assustadora, ameaçando o corte da movimentação por estradas, destruição de infraestruturas, bem como o desenvolvimento destas localidades”.

Comissão Nacional de Proteção Civil analisou a situação 

Entretanto na província do Huambo o abastecimento de água potável à cidade foi já restabelecido, a 50 porcento, esta quinta-feira (09/01), sete dias depois da chuva ter afectado o sistema eléctrico das duas estações de captação, tratamento e distribuição de água a partir do rio Kulimañhala. As cheias haviam atingido meio metro de altura nas duas captações, tendo resultado na destruição de 16 dínamos, o que obrigou a paralisação do fornecimento de água à cidade e a periferia.

O coordenador da Comissão Nacional de Proteção Civil abordou também a questão da seca severa, que Angola registou em 2019 na parte sul do país, nomeadamente nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe, Cuando Cubango, parte do Cuanza Sul e Benguela, afetando 1.789.376 pessoas e 2,3 milhões de cabeças de gado bovino e 1,2 milhões de gado caprino e ovino, resultando na morte de 30.823 animais.

De acordo com Eugénio Laborinho, a situação da seca atingiu nas regiões afetadas “contornos alarmantes”, sobretudo das famílias das zonas rurais.

O governante angolano frisou que apesar dos esforços do Governo para minimizar a situação, através da prestação dos apoios necessários, “continua-se a registar, nas províncias mencionadas, um índice elevado de desnutrição aguda, o abandono escolar e o absentismo dos alunos”.

A reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil serviu para analisar danos e perdas na presente época chuvosa, o grau de intervenção das autoridades, os apoios prestados e os meios disponíveis e utilizados, bem como as perspetivas dos sectores na presente época chuvosa e perfil de risco de desastres de inundação e seca em Angola.

Fonte: Vatican News

-------------------------------------------------------.

Angola - jovens católicos do país reunidos em assembleia

Jovens católicos de toda a Angola encontram-se reunidos na Arquidiocese do Huambo, no cumprimento da XXV Assembleia de Pastoral Juvenil. “O Jovem e a fé testemunhada” é o lema que norteia o evento.

 “O Jovem e a fé testemunhada”, este é o tema do último ano do treino que os Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) dedicaram a juventude. É neste âmbito que perto de 130 delegados participam da XXVª Assembleia de pastoral Juvenil, que decorre de 8 a 12 de Janeiro de 2020, na arquidiocese do Huambo.

Neste encontro estão a ser analisados a Exortação Apostólica “Cristo Vivo” do Papa Francisco, bem como, a Mensagem dos Bispos da CEAST sobre a juventude.

A par destes temas, as Dioceses apresentam os seus relatórios, analisam a relação entre a Pastoral juvenil e os movimentos apostólicos, como fez saber D. Belmiro Chissengueti, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Juvenil, Vocações, Pastoral Universitária e Escutismo.

“A XXVª Assembleia de pastoral Juvenil é igualmente uma oportunidade de preparação mais intensa em relação a próxima jornada que vai decorrer na Diocese de Benguela em 2021, e também vai se organizar o quadro participativo da juventude Angolana, nas Jornadas Mundiais da Juventude, com o Papa Francisco que terão lugar em Portugal, no ano de 2022” esclareceu D. Belmiro Chissengueti.

O coordenador da Assembleia, Tarciso Alberto, destacou a importância do evento e adiantou que deste encontro sairão respostas de como os jovens irão testemunhar a fé recebida pelo baptismo.

Para Félix Sebastião, delegado da diocese do Uíge, a XXVª Assembleia de pastoral Juvenil proporciona aos jovens momentos de partilha e representa uma oportunidade de vivenciar as experiências das Jornadas Mundiais da Juventude com o objectivo de reacender em cada jovem a chama do amor de Cristo e demonstrar a força da juventude na transformação da sociedade.

Fonte: Vatican News

----------------------------------------------.

Patriarcado de Lisboa lançou «Guia para o acolhimento eclesial» das pessoas com deficiência”

Serviço Pastoral pede que comunidades católicas sejam pró-ativas

 O Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência do Patriarcado de Lisboa acaba de publicar um “guia para o acolhimento eclesial a pessoas com deficiência”, intitulado “Uma Igreja para Todos”, que apela à sua valorização.

O documento, que passa a estar disponível para consulta em todas as paróquias da diocese, a partir deste mês de janeiro, convida os católicos a “uma atitude pró-ativa, com vista ao acolhimento e à inclusão das pessoas com deficiência”, identificando “necessidades não verbalizadas”.

O documento resulta da adaptação da publicação ‘La persona com discapacidad y su lugar en la Iglesia’, editada pela Arquidiocese de Madrid.

Entre os vários objetivos enunciados estão propostas para “favorecer a participação e a visibilidade das pessoas com deficiência nas atividades da paróquia”, ou “promover atividades em que possam participar”.

O organismo do Patriarcado de Lisboa assume a intenção de “promover melhor o acolhimento dos irmãos com deficiência e valorizar a sua presença na Igreja”.

Este “é um guia que pretende apoiar e promover o acolhimento dos irmãos com deficiência que, por isso, não deixam de ter dons e capacidades fundamentais para a atividade pastoral de cada paróquia”, prossegue Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência, em comunicado divulgado pelo Patriarcado de Lisboa.

O guia aborda a realidade de pessoas com deficiências intelectuais, físicas, deficiências visuais e/ou auditivas.

Em 2019, o Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência do Patriarcado de Lisboa promoveu um inquérito entre as paróquias católicas, o qual revelou “sensibilidade” do clero relativamente a este tema.

“Os resultados apontam para uma cobertura ampla de situações em que há uma preocupação ativa no acolhimento e integração comunitária dos paroquianos com deficiência”, realçava a síntese dos resultados, enviada à Agência ECCLESIA.

O Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência do Patriarcado de Lisboa foi criado em 2017 para promover a inclusão e participação plena da pessoa com deficiência na vida da Igreja.

“Os resultados deste inquérito permitem-nos começar caminhos concretos alinhados com a realidade e estabelecer prioridades de acordo com as necessidades da diocese. O Serviço quer estar presente onde possa ser mais necessário, seja na paróquia, nas instituições ou a trabalhar com as famílias das pessoas com deficiência”, assinala o texto que foi apresentado aos responsáveis pelas várias vigararias (conjuntos de paróquias), no último dia 1 de outubro.

Entre as várias iniciativas do secretariado encontra-se o projeto ‘rampas de acesso a Jesus’, que pretende tornar a Igreja mais inclusiva para as pessoas com deficiência e construir comunidades que as saibam “acolher e integrar”.

Fonte: Agência Ecclesia

------------------------------------------------.

ONG e instituições católicas com novos projetos para ajudar vítimas do ciclone Idai em Moçambique

Governo português financia cinco consórcios de ONGD com fundo de apoio à recuperação e reconstrução das regiões afetadas pelos ciclones em 2019

O Governo português anunciou o apoio a cinco consórcios de ONGD para projetos de apoio à recuperação e reconstrução das regiões de Moçambique, afetadas pelos ciclones em 2019.

As candidaturas vão ser financiadas através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, para dar continuidade na reconstrução do país após a passagem dos ciclones Kenneth e Idai, em março do último ano.

Entre os cinco projetos está uma parceria que junta a Oikos Portugal, a Cáritas Portuguesa, Cáritas Moçambicana e a ADPM – Associação de Defesa do Património de Mértola, que vão trabalhar em Sofala e em Cabo Delgado no apoio à recuperação do setor agrícola como “forma de contribuir para a segurança alimentar das populações mais afetadas pelos ciclones”.

O projeto vai apoiar mais de 22 500 pessoas durante 2 anos, assinala um comunicado enviado

“A intervenção, desenvolvida em consórcio sob a coordenação da Oikos, contribui para uma rápida recuperação produtiva das famílias mais afetadas, que lhes permita, de forma autónoma e sustentável, assegurar a satisfação das necessidades alimentares e nutricionais do agregado familiar”, indica a nota das organizações promotoras.

A intervenção estará ainda “fortemente orientada para o trabalho de prevenção de catástrofes, para que as comunidades estejam mais bem preparadas para responder aos impactos futuros de desastres naturais”.

O financiamento será do Fundo de Reconstrução para Moçambique acionado pelo Governo Português, através do Camões, I.P.

“Após análise ponderada, de acordo com os critérios estabelecidos e considerando a verba disponível, foram selecionados os 5 projetos plurianuais, correspondendo o valor aprovado a 1 951 423,22 euros”, adianta a instituição.

Outro dos projetos é liderado pela Fundação Fé e Cooperação (FEC), ONGD ligada à Conferência Episcopal Portuguesa, num consórcio formado pela ONG VIDA e a Fundação Gonçalo da Silveira, tendo como parceiros a Arquidiocese da Beira e a Direção Distrital de Educação da Beira, para dinamizar o projeto ‘Somos Moçambique II’ que vai incidir na Cidade da Beira, nas áreas da saúde e da educação.

A verba de 399 488 euros, “permitirá dar continuação ao trabalho iniciado na Beira com o projeto ‘Somos Moçambique’ – de apoio à reconstrução de espaços de acolhimento de crianças e suas famílias afetadas pela catástrofe natural do ciclone, através de um acompanhamento técnico prestado às crianças nos distritos da Beira e Búzi”, explica a FEC.

O consórcio formado pela HELPO e a TESE – Associação para o Desenvolvimento, vai dinamizar o projeto RESPI – Reconstrução e resiliência nas estruturas de saúde e população pós-Idai na região do Dombe, tendo como parceiros a Direção Provincial de Saúde de Manica, a empresa Mozambikes e o Instituto das Pequenas Missionárias da Maria Imaculada.

No último Natal, a campanha solidária da Cáritas Portuguesa, “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz”, teve com destina internacional as vítimas do Idai, em Moçambique.

Fonte: Agência Ecclesia

----------------------------------------------.

Tiroteio em escola no México deixa 2 mortos e 6 feridos, bispos pedem orações

A Conferência Episcopal do México e o Bispo de Torreón, Dom Luis Martín Barraza Beltrán, lamentaram profundamente o tiroteio no colégio em Torreón (México) e pediram orações pelos feridos e falecidos neste ato de violência.

Nesta sexta-feira, 10 de janeiro, o Colégio Miguel de Cervantes, na cidade de Torreón, no estado de Coahuila (norte do México), manchou-se de sangue quando um estudante de 11 anos entrou na escola portando duas armas e disparou contra seus colegas.

O coordenador de Segurança Pública Estatal, Adelaido Flores, disse que a professora María Sanz Medina, de 50 anos, morreu no tiroteio e que o aluno que fez os disparos cometeu suicídio.

Além disso, há seis feridos, um professor de educação física e cinco estudantes, que estão fora de perigo.

Em uma coletiva de imprensa, o governador de Coahuila, Miguel Ángel Riquelme, lamentou o que aconteceu e disse que, de acordo com as primeiras investigações, o menor depois de pedir permissão a sua professora para ir ao banheiro, começou a disparar contra seus companheiros no corredor do Colégio.

Através do Twitter, os bispos mexicanos expressaram sua solidariedade com as vítimas e pediram a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe para que "os acolha em seu manto protetor nestes momentos de dor".

"Lamentamos profundamente que o ambiente de violência tenha atingido nossas crianças mexicanas", acrescentaram.

Do mesmo modo, Dom Barraza, diante da lamentável notícia, pediu para elevar a Deus “nossas orações pelo descanso eterno de uma professora e um aluno do Colégio Cervantes”.

 “Também rezamos pelas pessoas que foram feridas e estão sendo atendidas neste momento nos hospitais locais. Esperamos em Deus que não haja mais vítimas”, comentou.

O Prelado destacou a necessidade de esforçar-se todos os dias para que "a união familiar e o diálogo nos permitam construir novas relações baseadas no amor e no respeito aos demais”.

Finalmente, Dom Barraza expressou suas mais profundas condolências aos familiares nesse momento de dor e sofrimento e aconselhou a se aproximar do Deus da vida, para que lhes conceda a paz e a força necessárias.

Fonte: ACIDigital

---------------------------------.

Vaticano concede "nihil obstat" para o início da causa de beatificação de jovem brasileiro

A Congregação para as Causas dos Santos concedeu o “nihil obstat” (nada obsta) para o processo de beatificação do jovem brasileiro Marcelo Henrique Câmara, que terá início em março deste ano.

Segundo a Arquidiocese de Florianópolis, o arcebispo local, Dom Wilson Tadeu Jönck, dará início ao processo de beatificação de Marcelo Henrique Câmara, no dia 8 de março de 2020, com sessão solene de instalação do Tribunal Arquidiocesano para a investigação da causa, no Santuário Sagrado Coração de Jesus, na paróquia dos Ingleses.

A Santa Missa está prevista para as 15h, seguida da Primeira Sessão do Tribunal. Neste Santuário, onde Marcelo Câmara serviu como catequista e ministro extraordinário da Sagrada Comunhão, também ficarão sepultados os restos mortais do Servo de Deus.

Caberá ao Tribunal Diocesano verificar a consistência da santidade do jovem Marcelo. Para tal, serão coletados depoimentos e testemunhos acerca de como ele exerceu em grau exemplar as virtudes cristãs; serão analisados os seus escritos e suas palestras já devidamente transcritas; e será averiguada a sua história enquanto jovem e cristão que viveu de modo fiel o seguimento de Cristo.

Com o início do processo, Marcelo Câmara se torna o primeiro candidato a ser declarado santo nascido na Ilha de Santa Catarina.

“No começo deste terceiro milênio, em meio aos desafios de um mundo altamente secularizado, Marcelo nos confirma que a santidade é possível, e é um chamado para todos os estados de vida. É possível ser jovem, e ser santo. Mais que isto, é preciso!”, declarou o postulador da causa, Padre Vitor Feller.

Breve biografia

O jovem leigo Marcelo Henrique Câmara nasceu em 26 de junho de 1979, em Florianópolis (SC). Formou-se em Direito e foi promotor de Justiça no estado catarinense e membro do Opus Dei. Faleceu aos 28 anos, 20 de março de 2008, devido a um câncer.

De acordo com a Arquidiocese de Florianópolis, após intensa conversão em um retiro promovido pelo Movimento de Emaús, Marcelo buscou se santificar na vida cotidiana, ordinária, em meio às realidades temporais, celebrando as alegrias e carregando as cruzes da sua existência, tornando-se um verdadeiro apóstolo da juventude, sobretudo em meio aos grupos de jovens desse movimento.

Participava da vida paroquial na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro dos Ingleses, onde era catequista de adultos e ministro extraordinário da Sagrada Comunhão.

Dedicou-se ao máximo aos estudos e pesquisas no curso de Direito e, depois, no ensino, como professor titular no IES e professor substituto na Universidade Federal de Santa Catarina.

Mesmo em meio à doença, estudou com afinco para se tornar promotor de justiça, cargo que exerceu por um ano com profissionalismo ético e dedicação evangélica.

Identificou-se com o sofrimento redentor de Cristo no oferecimento da sua enfermidade (leucemia), vivida com alegria e paz cristã, durante quatro anos, em consonância com os ensinamentos de São Josemaria Escriva, fundador do Opus Dei.

A biografia deste jovem é contada no livro “No Caminho da Santidade: a vida de Marcelo Câmara, um Promotor de Justiça”, que pode ser adquirido AQUI.

Mais informações sobre Marcelo Henrique Câmara e seu processo de beatificação também podem ser acessadas no site marcelocamara.org.br.

Fonte: ACIDigital

-------------------------------------------.