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Moçambique: Mau tempo provoca 66 mortos e destruições no País

O mau tempo, caracterizado por chuvas e ventos fortes, provocando inundações e cheias nas regiões centro e norte de Moçambique, já resultou em 66 mortos confirmados, mais de 10 mil famílias afectadas, milhares de casas e infra-estruturas privadas e públicas destruídas.

Estas informações foram tornadas públicas pela porta-voz do Governo, Ana Comoana, sobre a situação de emergência no País, devido a chuvas intensas.

Ainda no que tange ao rasto de destruições devido a chuva intensa no País, o Governo aponta grandes prejuízos na área agrícola e pecuária.

Ciclone com ventos entre 190 a 200 km/h

Entretanto, algumas províncias das regiões sul e centro de Moçambique, nomeadamente, Inhambane, Sofala, Zambézia e Manica, estão a ser assoladas desde esta quinta-feira (14), pelo ciclone Idai, caracterizado por ventos fortes com rajadas de 190 a 200 quilómetros por hora, chuvas entre 150 milimetros em 24 horas.

Os danos são ainda incalculáveis, mas a grande certeza é que o fenómeno destruiu muitas infra-estruturas privadas e públicas, milhares de famílias ficaram desalojadas em consequência do desabamento das suas casas, para além de vítimas mortais, feridos entre graves e ligeiros em números também ainda não especificados.

Situação calamitosa

A  situação na região centro, com o epicentro na cidade da Beira, é tida como calamitosa. Segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia, o ciclone Idai, de categoria 4, vai de forma gradual afectar a província de Manica e o Zimbabwe.

Meteorologia alerta às populações

"Este ciclone é de categoria 4 na escala de 1 a 5, o que significa que é muito intenso e um cenário destes, não acontecia no País nos últimos 10 a 15 anos. É uma situação que deve merecer todo o tipo de atenção em termos de medidas de segurança”, referiu Mussa Mustafa, director-geral adjunto do Instituto Nacional de Meteorologia.

Dados preliminares, disponibilizados pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), indicam que o ciclone Idai destruiu várias infra-estruturas no distrito de Vilankulos, em Inhambane, e Chinde, na província da Zambézia.

Na Zambézia, dezenas de infra-estruturas socias e públicas, com enfoque para casas, também ficaram danificadas.

Na província de Manica, para além de dezenas de casas destruídas, há registo de uma vítima mortal.

Governo recomenda medidas de segurança

Face a este cenário, o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) alerta para a observância de medidas de segurança como: reforçar a segurança das coberturas das casas, portas e janelas, retirada da população das zonas ribeirinhas para zonas seguras, não estar ao relento durante as trovoadas, evitar a travessia de rios, entre outras medidas.

A porta-voz do Governo, Ana Comoana, recomenda aos moçambicanos medidas de precaução face as incidências causadas pelo Ciclone Idai, cuja intensidade nunca se viveu em Moçambique nos últimos 10 a 15 anos.

Fonte: Vatican News