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O milagre que fará beato o Arcebispo Fulton Shenn

Mons. Jason Gray, pároco da paróquia de Saint Thomas The Apostle, na Diocese de Peoria, Illinois (Estados Unidos), contou detalhes do milagre que permitiu a beatificação do Arcebispo Fulton Sheen, o qual foi um conhecido catequista de televisão nas décadas de 1950 e 1960.

Em uma entrevista concedida ao programa EWTN News Nightly, o sacerdote que liderou a investigação do milagre, em 2011, explicou como este ocorreu e contou que consistiu no caso do bebê James Fulton Engstrom, o qual nasceu morto em setembro de 2010 e voltou à vida depois que seus pais rezaram ao Arcebispo pedindo sua intercessão.

O milagre, disse Mons. Gray, envolve "uma criança nascida sem sinais vitais e que durante 61 minutos não mostrou batimentos cardíacos nem respiração. Até que, finalmente, o pulso e a respiração foram recuperados".

"As pessoas me perguntam às vezes se foram 61 segundos e eu lhes digo que não, que na realidade, foram 61 minutos. O parto estava programado para acontecer em casa, ia ser completamente normal, tudo indicava que as coisas iam bem, mas quando o bebê nasceu sem sinais vitais, tentaram reanimá-lo em casa, depois na ambulância e depois no hospital”, contou o sacerdote.

"Apenas depois de 61 minutos, o (bebê) começou a respirar e o coração também começou a bater. Eles rezaram a Fulton Sheen, e o pai do menino batizou seu filho como James Fulton, como um sinal de sua devoção e de seu compromisso com o Arcebispo", continuou.

Após a investigação de 2011, uma equipe de sete especialistas médicos que assessoraram a Congregação vaticana para as Causas dos Santos reconheceu em março de 2014 que o caso do bebê James Fulton era inexplicável para a ciência.

O Papa Francisco aprovou na sexta-feira, 5 de julho, o milagre atribuído à intercessão do Arcebispo Fulton Sheen , no sábado, 6, a Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano promulgou o decreto.

Na entrevista concedida à EWTN News Nightly, Mons. Gray explicou que, quando se abre uma causa, "duas investigações principais são feitas antes da beatificação: uma sobre a vida e as virtudes do servo de Deus. São investigadas para assegurar que praticou as virtudes de uma forma heroica".

"A segunda está em consonância com a primeira e é necessário um milagre, que deve ser investigado, para garantir que foi feito sem qualquer explicação científica e, assim, provar que ocorreu a intercessão do Arcebispo invocado", indicou.

"Neste caso, foi unanimemente declarado, com todas as partes envolvidas, que estávamos diante de um milagre", concluiu o sacerdote.

Após assinalar que muitos nos EUA experimentaram "uma grande emoção, não só porque houve a antecipação de que Fulton Sheen seria beatificado, mas porque, agora que o milagre foi aprovado, temos a certeza de que assim será", Mons. Gray disse que agora "só esperamos que o Papa nos dê a data" da beatificação.

"Depois da beatificação, temos que rezar por outro milagre, assim, precisamos de orações e que as pessoas o peçam e, de repente, poderemos ver o Arcebispo Sheen interceder de um modo mais espetacular”, disse.

O Arcebispo Sheen foi um catequista de televisão muito querido nas décadas de 1950 e 1960 nos Estados Unidos. Seu programa de televisão foi o vencedor de um prêmio Emmy "Life is Worth Living" e alcançou milhões de pessoas.

Foi ordenado sacerdote da Diocese de Peoria, Illinois, aos 24 anos, e foi nomeado Bispo Auxiliar de New York em 1951, onde permaneceu até sua nomeação como Bispo de Rochester, Nova York, em 1966. Aposentou-se em 1969 e retornou para Nova York, onde morou até sua morte em 1979.

Em 27 de junho, os restos mortais de Dom Fulton Sheen foram transladados da Arquidiocese de Nova York para Peoria, Illinois, após uma longa batalha judicial, sobre o sepultamento do Arcebispo, que colocou a causa de beatificação em espera.

Fonte: ACIDigital