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Santuário da Consolata em Turim oferece confissões durante o horário do almoço

Por ocasião da Quaresma a Basílica e Santuário de Nossa Senhora da Consolata em Turim, está convidando os fiéis, sobretudo os trabalhadores, para que, durante as semanas deste tempo litúrgico e na pausa do almoço, se aproximem do Sacramento da Reconciliação.

Com esta nova proposta oferecida pelo Santuário, as portas do templo permanecerão abertas durante todo o dia, e com ao menos um confessor disponível, para que os fiéis assim possam se aproximar do confessionário.

Isto representa uma novidade, já que até agora não havia possibilidade de oferecer no intervalo do meio-dia o sacramento da reconciliação, mas com a Quaresma, o santuário, situado no centro da cidade de Turim, acolherá aos fiéis a partir das 06h30, permanecendo até o cair da tarde.

Com esta iniciativa, a Basílica da Consolata atende ao desejo que estava no coração do reitor do Santuário, Dom Giacomo Martinacci, que em uma carta dirigida aos sacerdotes por ocasião do Natal, expressou: "Seria muito bom se se pudesse ativar aqui a presença de sacerdotes que trabalham em Turim -Diocesanos e Religiosos-, criando uma espécie de turno para vir confessar umas poucas horas, encontrando um espaço durante a semana. Também seria uma maneira para que as Paróquias sintam o Santuário como algo belo, fundamental, importante, precisamente para este serviço que é tão necessário".

Este convite foi acolhido por vários sacerdotes, que representam diversos grupos de idade do clero de Turim, permitindo iniciar o serviço de pelo menos um confessor em dias de semana durante todo o tempo de Quaresma. O Santuário explicou que até o momento a proposta será realizada de maneira experimental, com o desejo que logo se implemente de forma completa.

Via Sacra para cegos

Esta iniciativa se soma a outra que o Santuário colocou em prática durante a Quaresma de 2018 com uma versão da Via Sacra para os cegos. Trata-se de uma via dolorosa desenvolvida pela escultora Emilia Pozzo La Ferla com alto relevo de terracota, graças as quais os cegos podem ler as estações da Via Sacra.

Como explicou Dom Martinacci ao dar a conhecer esta proposta, "a obra em terracota (...) vem complementar as pinturas, não legíveis para os cegos, com uma proposta em alto relevo que permite tocá-las e lê-las com a mão, e não apenas pelos cegos. Todo o benefício de uma compreensão ainda mais viva, quase capaz de fomentar o diálogo direto com as pessoas representadas nas estações individuais".

"Com este trabalho -acrescentou na ocasião-, o autor tentou favorecer esta dimensão adicional: não somente com os olhos, mas também com as mãos como instrumento de conhecimento e reunião. Realmente é um 'Caminho da Cruz' para tocar!".

Para a Quaresma deste ano, o Santuário acrescentou uma nova estação desta Via Sacra, a número XV, relacionada com Jesus Ressuscitado. (EPC)

Fonte: Gaudium Press