Voz da Diocese

Trabalhadores do Reino
04/08/2019

Estimados Diocesanos! Estamos iniciando o mês vocacional. Ele é sempre oportunidade para refletirmos sobre a nossa vocação “a partir do chamado do coração” e da resposta que damos através de um compromisso de vida.

Podemos sempre falar e motivar os nossos jovens para que saibam ouvir e discernir o chamado do “vem e segue-me” que o Senhor faz hoje, como fez no início do seu ministério. Mas a resposta a uma vocação, ao seguimento de Cristo é e será sempre pessoal.  Facilmente, nós associamos vocação como um chamado à vida consagrada, ao ministério sacerdotal, diaconal ou a outros ministérios de serviço à comunidade de fé. Mas se esquecermos da dimensão da entrega pela causa do Reino, na qual Cristo é o modelo de amor e fidelidade ao Pai, a ser seguido, poderemos viver uma escolha e uma consagração ou mesmo a vida de cristão, marcada por muitas motivações puramente humanas, em que a doação, a entrega da vida pelo amor a Cristo, o serviço aos irmãos e irmãs, na Igreja comunidade de fé, pode ser considerada mais um peso que nos oprime do que uma graça que nos torna livres para amar como Jesus amou.

Quando falamos do ministério sacerdotal, temos presente o sacerdote como o “ícone de Jesus Cristo”. “Em Jesus Cristo, o humano e o divino estão unidos de modo único, porque nele Deus e o homem entraram de uma vez para sempre num diálogo salvífico. O sacerdote está a serviço deste diálogo entre o céu e a terra. O seu dever e tarefa, não delegáveis, são juntar o terreno e o celeste, apesar de todas as dificuldades internas ou externas que os acompanham... O centro unificador de todo o ministério sacerdotal consiste em testemunhar que Jesus Cristo está presente na Igreja para dar e realizar a salvação. O elemento específico do serviço sacerdotal consiste no fato de, com a palavra e com a ação, tornar hoje presente o dom que Cristo faz de si ao Pai para a salvação do mundo” (Augustin, George. Colaboradores da vossa alegria: o ministério sacerdotal hoje).

Como sacerdotes, precisamos sempre ter presente que é através da oração que fortalecemos a nossa comunhão com o Senhor e revigoramos as nossas forças para a missão junto ao povo de Deus. Devemos lembrar que “É a força de Deus que age em nós”: “Não que sejamos capazes de conceber alguma coisa como de nós mesmos; é de Deus que provém a nossa capacidade. É Ele que nos torna aptos para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, enquanto o Espírito dá vida” (2Cor 3,5-6).

Que Deus abençoe com ternura e misericórdia os sacerdotes e diáconos, confirmando-os no testemunho de homens do amor caridade, da oração e da ação no mundo e na Igreja comunidade de fé.

Tende todos um bom domingo.

+ Dom José Gislon, OFMCap - Administrador Apostólico da Diocese de Erexim.

- Dom Frei José Gislon